terça-feira, 28 de agosto de 2007

A interrogação chamada Fernando Alonso


Se deixar a F-1 por um ano, certamente Alonso passará mais tempo com a família

Quem viu a expressão sorridente e franca de Fernando Alonso no pódio do GP da Turquia e não acompanhou o começo do campeonato certamente pensou: "Puxa, esse cara é bom mesmo! Ganhou dois títulos e agora parece estar no caminho do terceiro". Mas é claro que quem segue a Fórmula 1 sabe que não é nada disso, e que Alonso está vivendo a temporada de maior pressão de sua carreira.

Depois da grande confusão na Hungria, envolvendo Ron Dennis, Lewis Hamilton, punições e tudo mais, o futuro do espanhol na McLaren foi colocado em xeque. Os boatos à época apontavam para uma volta do vencedor dos Mundiais de 2005 e 2006 para a equipe que lhe deu a possibilidade de conquistá-los, a Renault, ou então uma transfencia milionária para a BMW, força ascendente da categoria.

Passado quase um mês, toda essa especulação cai por terra. Na semana passada, foi anunciada a renovação de Nick Heidfeld e Robert Kubica por parte da BMW. Segundo os dirigentes da equipe, a continuidade era positiva para o grupo, ainda mais com os bons resultados que a dupla já alcançou neste ano.

Nesta terça-feira, o primeiro indício de que a Renault realmente não terá Alonso de volta surgiu do Jornal "As", da própria Espanha. O periódico destaca em sua versão impressa que o time francês anunciará no GP da Itália, em 10 dias, a dupla de 2008: Heikki Kovalainen e Nélson Ângelo Piquet.

Há muito que se pensar sobre o futuro de Fernando Alonso na Fórmula 1. Logo após vencer o primeiro título, o asturiano disse que, possivelmente, se aposentaria da categoria quando faturasse o tricampeonato, marca que pode ser conseguida ainda em 2007. Entretanto, não parece ser possível que um piloto tão importante para o mundo da F-1 se retire assim, de uma hora para outra.

Vencendo ou não o Mundial de 2007, duas parecem ser as únicas opções disponíveis para o espanhol: ou permanece na McLaren em 2008 e aceita a concorrência de Hamilton ou faz o mesmo que grandes nomes da Fórmula 1, como Alain Prost, já fizeram no passado, tirar um ano sabático.

Pelo bem do esporte, espero que a primeira se concretize.

Um comentário:

Felipe Lorandi disse...

Não seria nada mal se ele fizesse as malas e fosse à Toyota. Com o investimento monumental que a equipe tem, um piloto como ele com certeza melhoraria MUITO o carro, trazendo mais uma escuderia ao primeiro escalão. Trulli e Ralf já não têm muita utilidade aos japoneses...