terça-feira, 7 de julho de 2009

Eternos vice-campeões

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
Ser campeão parece algo distante para este ano, pois a vantagem atual de Jenson Button é de 23 pontos. Pensar no vice, contudo, já é mais coerente para Rubens Barrichello, que caso confirme essa conquista tornar-se-á o segundo maior “azarado” isolado da história em quantidade de vices e sem nenhum título na Fórmula 1, num total de três em seu currículo.

O recordista deste ingrato quesito é o inglês Stirling Moss, que teve a proeza de ser o vice por quatro temporadas consecutivas, entre os mundiais de 1955 e 1958. Atualmente com 79 anos, este ex-corredor competiu entre 1951 e 1961, venceu 16 corridas e fez 16 pole positions. Um histórico respeitável, que só faltou ser marcado por um “mísero troféuzinho” de número 1 do mundo.

Além de Moss e Barrichello, outros 17 competidores também foram vice sem jamais terem tido o prazer de conquistar o caneco. Coisa que sujeitos como Michael Schumacher (heptacampeão e tri-vice) e Ayrton Senna (tricampeão e bi-vice), para não citar muitos outros, conseguiram.

Uma curiosidade neste tema é que dois dos “vice não-campeões” conseguiram o segundo lugar da tabela de pontuação post mortem: o alemão Wolfgang von Trips (1961) e o sueco Ronnie Peterson (1978).

Dos pilotos em atividade, apenas Barrichello e Felipe Massa carregam o estigma do vice e nenhum troféu de campeão. Uma exclusividade pouco ingrata para o Brasil, não é mesmo?

Lista dos vices que jamais foram campeões:
4 – Stirling Moss (1955 a 1958)
2 – Jose Froilan Gonzalez (1951, 1954)
2 – Bruce McLaren (1960, 1962)
2 – Jacky Ickx (1969, 1970)
2 – Ronnie Peterson (1971, 1978)
2 – Rubens Barrichello (2002, 2004)
1 – Luigi Fagioli (1950)
1 – Tony Brooks (1959)
1 – Wolfgang von Trips (1961)
1 – Richie Ginther (1963)
1 – Clay Regazzoni (1974)
1 – Gilles Villeneuve (1979)
1 – Carlos Reutemann (1981)
1 – John Watson (1982)
1 – Michele Alboreto (1985)
1 – Riccardo Patrese (1992)
1 – Eddie Irvine (1999)
1 – David Coulthard (2001)
1 – Felipe Massa (2008)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Um pouco sobre Nürburgring

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
"Ao contrário de 2007, essas equipes dificilmente vão lutar pela vitória este ano".

Um circuito de longa história, construído em 1920 nos arredores do castelo medieval de Nürburg, localizado na região alemã de Eifel, receberá no próximo fim de semana a nona etapa do Mundial de Fórmula 1. Nürburgring será o palco do GP da Alemanha e marcará o início da segunda metade da temporada 2009.

No calendário atual, depois de Interlagos, é o traçado de maior altitude em relação ao nível do mar, o que implica na formação do ar rarefeito e ocasiona uma ligeira perda de potência dos motores, além de diminuir o consumo de combustível. Em poucas palavras, significa dizer que os carros mais equilibrados tendem a levar vantagem. A força do propulsor propriamente dita não é suficiente para se garantir um bom resultado.

Atualmente, uma volta em Nürburgring totaliza 5.148 metros, percurso muito pequeno se comparado ao desenho original da pista, que possuía impressionantes e desafiadores 22.810 m. Junto com a emoção, porém, o antigo circuito trazia muitos riscos aos pilotos. Niki Lauda que o diga.

Em 1976, o austríaco sofreu o mais grave acidente de sua carreira, justamente no autódromo alemão, ao bater contra o muro e ficar preso nas ferragens da Ferrari em meio às chamas. Pela dimensão do complexo, o resgate levou muito tempo para prestar socorro. Para a sorte do campeão, o amigo italiano Arturo Merzario parou sua Williams para resgatá-lo.

Com diversas queimaduras, além de graves danos pulmonares e sanguíneos, Lauda foi levado às pressas para o hospital, onde entrou em estado de coma. A gravidade de seu quadro clínico era tamanha que chegou a receber a extrema-unção de um padre.

Mas para a alegria e espanto positivo de todos, Niki escapou do pior, e 42 dias depois do acidente já estava alinhado no grid do GP da Itália com sua Ferrari número 1 — terminaria a prova num heróico quarto lugar. As cicatrizes e deformações no rosto o acompanham até hoje, mas não o impediram de conquistar outros dois títulos mundiais na categoria. Um verdadeiro tricampeão, exemplo de coragem e determinação.

Após a quase tragédia de 76, Nürburgring ficou de fora do calendário por oito anos, retornando somente em 1984, porém totalmente reformulado, com uma pista muito menor que a anterior. Dos mais de 22 km, passou para uma extensão de 4.542 m.

Passadas as edições de 84 e 85, o traçado foi novamente retirado do Mundial. O segundo retorno aconteceria uma década depois, graças ao sucesso de um certo Michael Schumacher no certame que motivou os chefões do esporte a promover uma outra corrida na Alemanha, além da de Hockenheim. Iniciava-se, então, a saga do GP da Europa — chamado de GP de Luxemburgo em 1997 e 1998.

Dali em diante, a pista passaria por pequenas alterações. A mais sensível delas em 2002, quando ganhou uma nova sequência de curvas no primeiro setor, que acarretou num avanço de 4.556 m para 5.146 m.

O traçado atual mescla retas e curvas de média e baixa velocidade, que sugerem a escolha de um acerto médio de pressão aerodinâmica. O asfalto é muito liso, bastante aderente e de baixo desgaste de borracha. Entre os componentes mais exigidos do carro estão os freios, especialmente na freada da reta principal e na desaceleração para a “chicane do Schumacher”, que faz o acesso para a conclusão da volta.

O recordista de vitórias em Nürburgring é Michael Schumacher, com cinco conquistas em casa. A última delas foi alcançada em 2006, numa prova que registrou também o primeiro pódio de Felipe Massa na F-1. O brasileiro chegou em terceiro, atrás de Fernando Alonso.

Em 2007, o traçado germânico assistiu a uma corrida recheada de pontos altos: teve chuva torrencial nas primeiras voltas, pista seca logo em seguida, o retorno do aguaceiro no fim e um duelo com direito a toque de rodas e discussão entre Massa e Alonso, o vencedor.

Para o próximo domingo, a briga entre Brawn e Red Bull pode ser a mais apertada do ano, já que as características do circuito tendem a ser favoráveis para o carro de Jenson Button, mas a temperatura amena (como prevê a meteorologia) joga em favor do monoposto de Sebastian Vettel. Some a este confronto os nomes de Rubens Barrichello e Mark Webber, que costumam andar forte em Nürburgring. O brasileiro com direito a uma vitória por lá, em 2002.

Ficha Técnica

Circuito de Nürburgring, Alemanha
Extensão: 5.148 m
Voltas: 60 (308.863 km)
Número de curvas: 15 (6 para a esquerda, 9 para a direita)
Velocidade máxima: 325 km/h
Provas realizadas: 37
Recorde de pole position: Michael Schumacher em 2004 com a Ferrari (1min28s351)
Melhor volta em corrida: Michael Schumacher em 2004 com a Ferrari (1min29s468)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Divagações pós GP

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
"O duelo do ano está por vir".

A Red Bull e Sebastian Vettel sobraram em Silverstone, a etapa mais cansativa e sonolenta da temporada 2009 da Fórmula 1. A Brawn e Jenson Button desta vez foram simples coadjuvantes, mas ainda se dão ao luxo de poder queimar uma ampla gordura no Mundial de Pilotos e no de Construtores. Mas por quanto tempo? Esta é a grande incógnita.

Restando nove provas para o encerramento da temporada, a equipe dos energéticos que dão asas sinaliza ter capacidade de assumir o papel de time dominante a partir de agora. Caso isso se confirme, caberá a Vettel (principal aposta do elenco) traduzir a boa fase em vitórias para diminuir a distância de 25 pontos que o separa da liderança do torneio.

Enquanto isso na Brawn, as atenções tendem a se concentrar em Button. Rubens Barrichello, obviamente, deve cooperar como o número 2 e ajudar o parceiro britânico a conquistar o título. Neste caso não há o que reclamar, pois ambos tiveram as mesmas condições de mostrar serviço e o inglês se saiu bem melhor.

O duelo pelo caneco, como há algum tempo já transparecia, será entre Jenson e Sebastian. Os dois não precisam mais provar que podem vencer. A grande dúvida é sobre qual deles conseguirá ser constante e colher o máximo de pontos mesmo quando o primeiro lugar não for possível.

Button fez isso no GP da Inglaterra: três pontinhos com o sexto lugar, melhor do que nada. O favoritismo ainda é dele, mas Vettel promete chegar. Que chegue mesmo, só que com uma boa dose de emoção para esta batalha, pois o domínio avassalador como o que vimos neste fim de semana provoca muitos bocejos.

Aceleradas:
- Felipe Massa foi magistral neste GP. Não fosse o mau desempenho no treino, teria roubado o pódio de Barrichello.

- Que situação lamentável vive a McLaren, sem pontuar há quatro corridas. Quando o time voltará aos dias de glória? Talvez em 2010, assim como a Ferrari. Isso se ainda existir a Fórmula 1 como conhecemos. Por falar nisso, a tempestade vai sim se acalmar até o fim do ano. FIA e Fota chegarão a um acordo, para o bem de todos nós que amamos este esporte.

sábado, 20 de junho de 2009

Pole não costuma vencer em Silverstone

FOTO: DIVULGAÇÃO/RED BULL
Sebastian Vettel voou no treino de classificação deste sábado, em Silverstone. Uma pole position super merecida para quem estava com o carro mais pesado entre os participantes do Q3.

Fiquemos atentos agora para ver se o alemão da Red Bull vai conseguir escapar da maldição do primeiro lugar no GP da Inglaterra. Das nove edições da prova neste milênio somente em duas o ponteiro do grid terminou com a vitória: 2003 e 2006.

Poles e vencedores em Silverstone:
2008
Pole: Heikki Kovalainen (McLaren)
Vitória: Lewis Hamilton (McLaren)

2007
Pole: Lewis Hamilton (McLaren)
Vitória: Kimi Raikkonen (Ferrari)

2006
Pole: Fernando Alonso (Renault)
Vitória: Fernando Alonso (Renault)

2005
Pole: Fernando Alonso (Renault)
Vitória: Juan-Pablo Montoya (McLaren)

2004
Pole: Kimi Raikkonen (McLaren)
Vitória: Michael Schumacher (Ferrari)

2003
Pole: Rubens Barrichello (Ferrari)
Vitória: Rubens Barrichello (Ferrari)

2002
Pole: Juan-Pablo Montoya (Williams)
Vitória: Michael Schumacher (Ferrari)

2001
Pole: Michael Schumacher (Ferrari)
Vitória: Mika Hakkinen (McLaren)

2000
Pole: Rubens Barrichello (Ferrari)
Vitória: David Coulthard (McLaren)

terça-feira, 16 de junho de 2009

Desafio caseiro

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
"Com a Honda, foram apenas fracassos".

Vencer em casa é o sonho de qualquer competidor. Mas assim como Rubens Barrichello (apenas um exemplo entre vários), Jenson Button não costuma ter muita sorte quando acelera diante de seus fãs.

Em nove participações no GP da Inglaterra, o britânico somou apenas 12 pontos, sem jamais ter colocado os pés no pódio. Seu resultado mais expressivo foi o quarto lugar em 2004, com a BAR 006 – o melhor carro que conduziu antes da Brawn.

Nas classificações, quase levou a pole de 2005, mas acabou superado por Fernando Alonso e saiu em segundo. Já nos últimos três anos com a Honda, só acumulou fracassos: dois abandonos e uma décima colocação, sendo o 17º posto o melhor lugar no grid.

Motivos de esperança para os rivais ou uma nova barreira a ser derrubada pelo líder do mundial? A resposta começa a ser escrita na última parte do treino de sábado, já que Button e a Brawn costumam esconder o jogo nas sessões de sexta-feira.

Raio-X de Jenson Button em Silverstone:
2000: 6º no grid / 5º na corrida (Williams)
2001: 18º/15º (Benetton)
2002: 12º/abandono (Renault)
2003: 20º/8º (BAR)
2004: 3º/4º (BAR)
2005: 2º/5º (BAR)
2006: 19º/abandono (Honda)
2007: 18º/10º (Honda)
2008: 17º/abandono (Honda)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Iguais no 1

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
A dezena é diferente, mas a unidade é comum aos quatro maiores vencedores da história da Fórmula 1: 31, 41, 51 e 91. Uma escadinha que só fugiu à progressão aritmética de dez por culpa do alemão de queixo grande.

Se parasse hoje ou não vencer mais nenhuma (pouco provável), Fernando Alonso também iria figurar nesta lista dos “um”, com suas 21 conquistas.

Somente uma curiosidade para aquecer a semana do GP da Inglaterra e também para fugirmos um pouco do assunto "favoritismo Brawn-Button para mais uma vitória". No caso deles, a sétima do ano.

Os quatro maiores em vitórias:
1) Michael Schumacher, 91
2) Alain Prost, 51
3) Ayrton Senna, 41
4) Nigel Mansell, 31

terça-feira, 9 de junho de 2009

Passeio irretocável

FOTO: DIVULGAÇÃO/BRAWN GP
Enquanto o escriba aqui encara os desafios da seção de passeios do Guia do jornal “O Estado de S. Paulo” – e por este motivo está encontrando dificuldades para manter o blog atualizado –, Jenson Button segue também passeando pelas pistas da Fórmula 1.

Na Turquia, no último fim de semana, foi um passeio com autoridade. Só não fez a pole position porque Sebastian Vettel estava mais leve no treino e caprichou na volta lançada. Mas o que importa? O inglês assumiu a liderança do GP logo na primeira volta e seguiu soberano rumo ao degrau mais alto do pódio.

Seis vitórias em sete corridas, façanha que só Michael Schumacher e Jim Clark alcançaram. E o que dizer de 280 voltas na primeira posição, contra 56 de Vettel e 33 de Rubens Barrichello? Marcas assombrosas deste rapaz, a quem já podemos chamar de virtual campeão de 2009.

Button não precisa mais vencer para faturar o título; basta ser o segundo nas próximas etapas que ninguém o alcançará. No entanto, sua sede por vitória está elevadíssima e novas conquistas devem surgir até o encerramento do certame.

O campeão está praticamente definido. Falta saber quem será o vice. Barrichello? É um forte candidato, mas as constantes desculpas pelos erros e promessas desnecessárias nos fazem duvidar da capacidade do veterano. Que fique bem claro: o brasileiro é sim um bom piloto e por tal motivo segue na F-1. O problema é que não passa disso, um bom competidor. Se conseguir vencer pelo menos uma (só uma) neste ano já estará de bom tamanho.

Vettel e Mark Webber são os demais concorrentes ao segundo posto da classificação. O alemão é um talento em formação, enquanto o australiano um cara em boa fase de bons resultados constantes. Vão sim dar trabalho a Barrichello na luta pelo segundão.

Ferrari e McLaren, coitadas, são meras coadjuvantes (quase nem isso) após longos anos de domínio. A temporada acabou para ambas e só resta agora trabalharem muito para 2010, seja lá qual for a categoria em que estiverem competindo (sobre essa briga de bastidores envolvendo regulamentos e poderes, tudo acabará em entendimento, vocês vão ver).

O que fica claro neste campeonato é que na Fórmula 1 não basta genial. Sem um bom carro, nada se faz. Lewis Hamilton, Fernando Alonso, Michael Schumacher... Qualquer um com uma tranqueira nas mãos vai ficar para trás.

A grande virtude é saber aproveitar a chance quando lhe dão um “foguete” para dirigir. Button está fazendo bom proveito, Barrichello não. Assim como muitos outros desperdiçaram esse sonho, como David Coulthard, Heinz-Harald Frentzen, Giancarlo Fisichella, e por aí vai.

A próxima etapa será em Silverstone, casa de Jenson, mas um local onde ele não costuma se sair bem. Mais um tabu para ser quebrado? Bem capaz.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Só pole position venceu na Turquia

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
"Felipe Massa é o piloto a ser batido em Istambul".

No calendário desde 2005, o GP da Turquia por enquanto só foi vencido por quem largou na pole position: Kimi Raikkonen, com a McLaren, no ano de estreia, e Felipe Massa, de Ferrari, em 2006, 2007 e 2008.

Como neste ano só o GP do Bahrein não teve como vencedor o ponteiro do grid, são bem consideráveis, portanto, as chances de termos no fim de semana a vitória do sujeito que cravar o melhor tempo na classificação da etapa turca.

Em quem apostar? A Brawn deve manter sua força, especialmente com Jenson Button. A Red Bull, agora com o difusor duplo instalado no bólido, tende a vir com muito apetite para compensar o desempenho mediano de Mônaco. Já a Ferrari pode ser uma grata surpresa caso confirme a evolução apresentada nas ruas do Principado.

E se o time italiano estiver de fato com um bom carro, saiam da frente de Massa, pois o traçado de Kurtkoy é o cantinho de diversão e dominação do brasileiro. Que a Ferrari só não bobeie no serviço de rotina e na estratégia, afinal a cota de vacilos de 2009 já foi atingida, não é mesmo?

Ficha técnica - GP da Turquia
Circuito de Kurtkoy, em Istambul
Extensão: 5.338 m
Voltas: 58 (309.356 km)
Número de curvas: 14 (8 para a esquerda, 6 para a direita)
Velocidade máxima: 320 km/h
Provas realizadas: 4
Pole position em 2008: Felipe Massa, com a Ferrari (1min27s617)
Melhor volta em corrida: Juan Pablo Montoya em 2005 com a McLaren (1min24s770)

terça-feira, 26 de maio de 2009

Índices relevantes

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
Com apenas seis corridas no currículo, a Brawn GP acumula impressionantes três dobradinhas na Fórmula 1. Para se ter uma ideia da expressividade da marca, a Renault — bicampeã em 2005 e 2006 — fez primeiro e segundo lugares em apenas duas provas, do total de 251 que já disputou.

O que mais chama a atenção mesmo é que por muito pouco a equipe de Ross não ficou de fora da temporada, uma grande injustiça se tivesse acontecido o contrário.

Ranking de dobradinhas:
1) Ferrari, 79
2) McLaren, 44
3) Williams, 33
4) Lotus, 8
5) Brabham, 8
6) Tyrrell, 8
7) Cooper, 6
8) Mercedes, 5
9) BRM, 5
10) Alfa Romeo, 4
11) Brawn GP, 3
12) Kurtis Kraft, 2
13) Epperly, 2
14) Watson, 2
15) Matra, 2
16) Renault, 2
17) Benetton, 2
18) Maserati, 1
19) Ligier, 1
20) Jordan, 1
21) BMW Sauber, 1
22) Red Bull, 1

domingo, 24 de maio de 2009

Fórmula Button

FOTO: DIVULGAÇÃO/BRAWN GP
Se houvesse uma aposta para saber qual piloto teria condições de impor um domínio na Fórmula 1 ao estilo Michael Schumacher, muitos diriam Fernando Alonso, ainda exaltado como o sujeito mais completo do grid atual. Outros tantos exclamariam o genial Lewis Hamilton, alguns arriscariam o rapaz de fases Kimi Raikkonen e os brasileiros mais esperançosos afirmariam o raçudo Felipe Massa. Ninguém (ninguém mesmo), nem de brincadeira, colocaria suas fichas no até pouco tempo atrás modesto Jenson Button.

Passados três anos da aposentadoria do alemão, eis que surge uma equipe nascida das cinzas de uma Honda lastimável, surpreendendo com um carro extremamente veloz e com um inglês super motivado para aproveitar a grande chance de sua carreira. Em seis corridas, cinco vitórias e quatro pole positions. Um início supremo que pouca gente conseguiu na categoria – de cabeça, lembramos do próprio Schumacher em 2004 e de Nigel Mansell em 1992.

A cada conquista, sempre o discurso de “Yeahhh, yeahhh, yeahhh”. Um tanto cansativo e previsível, mas foi o jeito que Button escolheu para comemorar. Que vibre como quiser, pois o momento é todo dele. Pior que a tal sambadinha não poderia ser, então que continue berrando dentro do cockpit.

Jenson será campeão? Bom, já venceu cinco provas, a mesma quantidade de conquistas que rendeu o caneco a Hamilton no ano passado. Em 2007, Raikkonen ficou com o título após seis vitórias e Fernando Alonso sagrou-se bicampeão com sete êxitos em 2005 e 2006. Ainda faltam 11 GPs para o encerramento do Mundial e fortes indícios de que veremos o carro branco do britânico cruzando a linha de chegada em primeiro.

Todos nós erramos. O novo domínio da F-1 leva o nome de Jenson Button. Até as ruas de Mônaco souberam disso neste fim de semana.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Presente de aniversário

FOTO: DIVULGAÇÃO/BRAWN GP
Rubens Barrichello, o piloto mais experiente da Fórmula 1 e também o mais velho do grid, vai assoprar neste sábado as velinhas de seu 37º aniversário. Será que ele consegue dar a si mesmo o presente de largar na pole position nas ruas de Mônaco? Ou quem sabe ir além e completar o fim de semana de comemorações com a conquista da vitória no Principado? Carro para isso o brasileiro parece ter. Vejamos o que ele consegue.