De volta às atividades, pessoal! Após ficar uma semana ausente do blog, em função de compromissos diversos, retomemos aqui o nosso bate-papo diário sobre o circo da velocidade, que anda um pouco parado em função do recesso de corridas e também pela tradicional proibição de testes neste período.Nos bastidores, o principal assunto continua sendo a rivalidade acalorada entre os pilotos da McLaren, que pode até mesmo resultar na saída prematura de Fernando Alonso do time de Woking, com quem o espanhol possui um contrato válido por três temporadas.
Outra notícia merecedora de destaque nos últimos dias foi a definição da dupla da Toro Rosso para o certame de 2008: Sebastian Vettel e Sebastien Bourdais, um alemão e um francês, dois nomes que serão observados com carinho no próximo ano.
O primeiro dispensa maiores apresentações, afinal, já desponta desde o ano passado como piloto de testes da BMW e pelas recentes exibições no campeonato atual — no GP dos EUA, onde marcou um ponto substituindo Robert Kubica, e na etapa da Hungria, quando já assumiu o lugar de Scott Speed em sua nova equipe.
Vettel é, além de tudo, considerado a grande aposta de sua nação para vestir a camisa de “novo Schumacher” na categoria. Na pouca experiência que teve, já mostrou ser um corredor notável. Agora, precisará compreender e superar as dificuldades de um time pequeno para, assim que surgir a oportunidade, agarrar o cockpit de uma escuderia de ponta; que deve ser mesmo o da BMW em um futuro próximo, apesar do apoio dado pela Red Bull ao jovem talento.
Já Bourdais, depois de muita insistência e determinação para ingressar na classe máxima do esporte a motor, garantiu não apenas uma vaga para si, mas também o retorno de um piloto da França ao grid. Será a volta de um país de enorme tradição, que acumula 79 vitórias, quatro títulos mundiais (todos com Alain Prost), 79 pole-positions e 293 pódios em toda a história da F-1.
Tricampeão da Champ Car e perto de faturar o quarto título consecutivo, Sebastien será mais um competidor bem sucedido nos EUA que tentará a fama na principal categoria do automobilismo; um desafio em que poucos lograram êxito.
Na verdade, apenas um nome vindo da escola americana conseguiu ser campeão na F-1: Jacques Villeneuve. Juan Pablo Montoya, embora tenha vencido corridas e andado nos melhores carros, sequer foi vice-campeão. Cristiano Da Matta e Alessandro Zanardi tiveram pouquíssimo brilho e tomaram o caminho de volta para a terra do “Tio Sam”.
Mas esse Sebastião francês me parece ser um sujeito que chega para marcar o seu nome com letras convincentes. Tem muita garra, acelera forte e demonstra ser mentalmente forte para suportar as pressões naturais geradas pelo mundo da Fórmula 1. E podem apostar que a Renault será uma das equipes que mais analisarão este rapaz, já que o esquadrão gaulês alimenta o sonho de ter um pacote 100% França.
Tanto Bourdais como Vettel terão uma chance valiosa na Toro Rosso. Ambos dividirão as atenções de um time que certamente estará mais forte e animado graças ao sangue novo que chega. Ter bons pilotos estimula um maior empenho por parte dos engenheiros, dos mecânicos, de todo o grupo que automaticamente se torna mais homogêneo em busca de evoluções no grid. É o que Gerhard Berger almeja com seus novos meninos.
Um comentário:
Mais um Michael Andretti da vida. Num vai fazer nada de mais a não ser aquela porcaria de historia de tentar ficar na frente do companheiro de equipe.
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