segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Por enquanto, nada de privilégios na Ferrari

Jean Todt, diretor geral da Ferrari, afirmou nesta segunda-feira que a equipe não priorizará nenhum de seus pilotos na luta pelo título mundial. A justificativa apresentada pelo francês foi o fato de Felipe Massa e Kimi Raikkonen estarem separados por apenas um ponto na classificação — 69 a 68 em favor do brasileiro.

Sensata a decisão, afinal a diferença entre ambos é realmente muito pequena; e se o brazuca não trabalhou para ajudar o finlandês quando estava um tento atrás na tabela, seria hipocrisia esperar uma postura distinta do “homem de gelo” agora.

Mais do que isso, o time italiano sabe que necessita do máximo de motivação de seus corredores, a fim de conquistar novas dobradinhas e diminuir a vantagem da McLaren no campeonato de pilotos e construtores. Portanto, deixem os garotos acelerarem sedentos pela vitória no GP da Itália.

Mas e depois da etapa de Monza, qual será a estratégia da escuderia? Se Kimi vencer e Felipe for o segundo, o placar volta a ser de um ponto a mais em favor do escandinavo. No caso de as posições se inverterem, a diferença do brasileiro sobre o companheiro aumenta para três. O que fazer então?

A grande verdade é que a corrida italiana será a de maior tensão para a dupla ferrarista, uma decisão interna, realizada diante dos eufóricos torcedores tifosi em um circuito histórico para a categoria. E tanto Massa quanto Raikkonen sabem disso, do enorme peso desta vitória e das implicações de uma derrota.

2 comentários:

TheOvniBoss disse...

"...e se o brazuca não trabalhou para ajudar o finlandês quando estava um tento atrás na tabela, seria hipocrisia esperar uma postura distinta do “homem de gelo” agora."
Faça-me o favor ta certo que ele num vai ajudar, mas vai defender o finlandes assim la.... na finlândia mesmo.
Abraços. Tava sumido mas estou de volta

Felipe Lorandi disse...

Não acho que seja "defender" o finlandês. E duvido que na Finlândia (que não faz parte da escandinávia) os torcedores são tão "cegamente" apaixonados por ele quanto os brasileiros pelo Massa. O que importa é ver os "pegas" na pista, e que vença o melhor. Não o compatriota.