quinta-feira, 5 de julho de 2007

Circuito do nascimento

Farina venceu o primeiro GP de Fórmula 1.

A Fórmula 1 encara neste fim de semana a prova mais tradicional de sua história, o Grande Prêmio que em 13 de maio de 1950 marcou o nascimento da categoria máxima do automobilismo. Estamos falando de Silverstone, Inglaterra.

A estréia do campeonato, há 57 anos, contou com a participação de 19 pilotos. Quem alinhou na pole position foi o italiano Giuseppe Farina, seguido pelo argentino Juan Manuel Fangio, Luigi Fagioli e Reg Parnell, todos da equipe Alfa Romeo.

Com o melhor carro do grid, Farina se tornou o primeiro vencedor da competição, em plenos 43 anos e 194 dias de vida. Seus companheiros Fagioli e Parnell terminaram em segundo e terceiro, respectivamente. Fangio, que mais tarde se tornaria o primeiro pentacampeão do mundo, abandonou há oito voltas do fim, vítima de defeito na tubulação de óleo do carro.

A cerimônia de premiação não teve pódio nem champanhe, como acontece nos dias de hoje. “Nino”, o apelido que tinha diante dos colegas, recebeu o troféu e uma coroa de louros em frente aos boxes. Era o fim do GP, numa pista que serviu como base aérea durante a 2ª Guerra Mundial; o palco ideal para que a F-1 decolasse.

Silverstone só deixou de sediar a etapa inglesa entre os anos de 1955 e 1986, período em que foram utilizados os circuitos de Aintree e Brands Hatch
. A partir de 87, a prova voltou a ser disputada no “Silvastone”, nome carinhoso dado ao autódromo em função das inúmeras vitórias de Ayrton Senna da Silva, conquistadas nas categorias de base.

Nos anos recentes, Silverstone sempre esteve na mira da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) como um dos GPs ameaçados de abandonar o circo da velocidade, em função de estar atrasado no tempo em termos de modernização — se comparado a complexos como os da Turquia, China, além de outros países que desejam abrigar uma corrida do certame.

Apesar das ameaças, a pista britânica segue firme e forte no calendário. Além disso, conta agora com um personagem especial para fazer com que os dirigentes a mantenham na competição: um sujeito chamado Lewis Hamilton.

O jovem inglês, líder da temporada, o primeiro negro a correr na F-1, vencedor de duas corridas no ano, detentor de duas poles e dono de uma seqüência de oito pódios consecutivos fez com que os ingressos para a prova deste domingo se esgotassem com muitos meses de antecedência. Até os cinemas transmitirão o GP, tamanho o interesse do público pela etapa.

O negão representa o sonho dos ingleses em voltar a vencer em casa, o que não acontece desde 1994. Mais do que isso, o desejo de ter um campeão, ídolo carismático, como foi Nigel Mansell, vencedor do Mundial em 92. Damon Hill, apesar de ter erguido a taça em 96, não teve tanta simpatia de sua nação. Já Lewis tem até demais.

A edição de 2007 deve registrar, ainda, um duelo super acirrado entre Ferrari e McLaren, equipes que na última década venceram quatro vezes cada uma no traçado de Silverstone.

Sobre a pista, se caracteriza pela mescla de curvas rápidas e lentas, além de retas velozes, onde a velocidade máxima se aproxima dos 335 km/h. O acerto do carro exige um ajuste médio de pressão aerodinâmica, que permita o bólido andar bem agarrado ao asfalto.

A largada no domingo está marcada para as 9h00, no horário de Brasília. Mais uma corrida que não dá pra perder!

Ficha técnica - GP da Inglaterra
Circuito de Silverstone
Extensão: 5.141m
Voltas: 60 (308.355 km)
Recorde de pole-position: Kimi Raikkonen em 2004 com a McLaren (1min18s233)
Melhor volta em corrida: Michael Schumacher em 2004 com a Ferrari (1min18s739)

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