domingo, 8 de julho de 2007

A la Schummy, Kimi vence na Inglaterra

Finlandês é o primeiro a quebrar a barreira de duas vitórias no ano.

Foi seguindo com perfeição o script feito pela Ferrari para o GP da Inglaterra que Kimi Raikkonen conquistou, neste domingo, a sua terceira vitória na temporada 2007 da Fórmula 1. Pois é, aquele mesmo piloto que há duas semanas era classificado pela mídia como a aposta fracassada da escuderia italiana deu a volta por cima, finalmente se encontrou no modelo F2007 e mostrou que ainda está na briga pelo título.

O “homem de gelo” começou a desenhar o resultado da prova logo na largada, ao não perder o seu segundo lugar. Dali em diante adotou a tática muitas vezes utilizada por Michael Schumacher, de impedir que o adversário da frente abrisse uma larga vantagem e aproveitar as voltas extras na pista, antes do pit-stop, para andar no limite e ganhar nos boxes as posições.

Fez assim com Lewis Hamilton na primeira parada e na seqüência com Fernando Alonso, que havia ocupado a liderança após a primeira rodada de troca de pneus e reabastecimento. Uma combinação, portanto, de estratégia de corrida, um carro melhor que o das McLaren e, fundamental, um corredor capaz de cumprir com os planos da equipe. Receita que funcionava muito bem com o aposentado heptacampeão e que por dois GPs seguidos foi utilizada na medida certa por Raikkonen.

Alonso em segundo confirmou a aposta de muitos especialistas de que o espanhol estava em melhores condições em relação a Lewis para esta etapa de Silverstone. Era algo de se esperar, em função do retrospecto do bicampeão no circuito inglês e da sede em que ele se encontrava para superar o companheiro de equipe.

Fernandinho pagou caro, assim como Felipe Massa no GP da França, pela má negociação de ultrapassagens sobre os retardatários e teve o azar de voltar atrás de um enorme pelotão de carros depois do seu segundo pit. Mas mesmo que não tivesse esses imprevistos, dificilmente voltaria à frente de Kimi.

Quanto ao jovem britânico e líder da classificação, teve a sua atuação mais apagada do ano, mas nada que o impedisse de conquistar o nono pódio consecutivo. Conseguiu segurar o Raikkonen enquanto esteve na frente, quase levou a mangueira de reabastecimento na primeira parada de box e contou com a grande ajuda do problema de Massa para chegar em terceiro. Sorte? Sim, não há dúvida. Um ingrediente que faz parte de qualquer competição.

Já que citamos o brasileiro, este teria totais condições de brigar com o parceiro de Ferrari pela vitória. Uma pena o motor de seu bólido ter apagado no grid, pois o fez perder o terceiro lugar no campeonato para Kimi, que agora tem um ponto de vantagem — 52 a 51 em favor do finlandês.

Em termos de espetáculo, contudo, foi interessante vê-lo andar lá atrás, fato que garantiu muito mais agitação à corrida com as várias ultrapassagens efetuadas e que garantiram ao brazuca a quinta posição. Só não precisava a televisão nacional exagerar nos replays. Torcer pelo país é sempre bom, mas sem ufanismos, por favor.

Robert Kubica, em quarto, mostrou que o acidente espetacular do Canadá o deixou mais atirado e veloz. Uma bela atuação deste polonês, que garantiu importantes cinco pontos à BMW. Nick Heidfeld chegou em sexto, e eu me pergunto se as dores nas costas sentidas na semana passada ainda o atrapalharam. Parece que sim.

Quarta força do certame, a Renault cumpriu com o seu papel de completar a lista dos pontuadores. Heikki Kovalainen foi o sétimo, à frente do companheiro Giancarlo Fisichella. Um desfecho merecido para o novato finlandês.

Detalhe curioso é que as quatro grandes equipes terminaram entre os oito primeiros: Ferrari, McLaren, BMW e Renault. A melhor do resto, surpreendentemente, foi a Honda, com Rubens Barrichello em nono e Jenson Button no décimo posto. Ficou na trave, portanto, o sonho do primeiro pontinho do brasileiro neste ano.

A decepção do GP foi a Toyota, que depois de um bom desempenho no treino viu seus dois pilotos abandonarem. Ralf Schumacher teve problemas de suspensão, enquanto Jarno Trulli enfrentou uma pane mecânica. Lamentável.

No mais, uma corrida interessante, marcada por bastante movimentação e de resultado favorável para o restante do torneio. A próxima etapa acontecerá no dia 22 deste mês, no circuito alemão de Nürburgring. Uma pista onde a vantagem tende a ser novamente da Ferrari. Ou será que a McLaren aprontará uma reação? Eu acho difícil.

Um comentário:

Leandro De Aguiar disse...

Sinto que somente nesta altura do campeonato e que as coisas estao mudando para a Ferrari, ou seja, por coincidencia ou nao exatamente quando o time de Maranello descobriu o furto de informaçoes cruciais, pois chega a ser sensacional a superioridade da Ferrari em relaçao a McLaren, o pseudo-genio Hamilton, mostrou nao ser uma grande coisa, quando a evoluçao da equipe foi barrada quando foi descoberto o traidor. Aposto que a Ferrari vai levar este campeonato e que o pseudo-genio nao vai muito mais longe, pois todos viram que bastou a Ferrari introduzir uma novidade como as calotas anti-disturbo aerodinamico, que no vacuo as Ferraris se tornam imbativeis, ou seja o time de Maranello e muito superior aos concorrentes e que pra isto aparecer basta que estas evoluçoes nao sejam roubadas por outras equipes. No mais, Massa foi sensacional, Alonso choveu no molhado, o pseudo-genio nao consegue passar daquilo e tem muita sorte por ser regular, ou seja campeonato completamente aberto. Abraços ao amigos.