
Você acha que Nigel Stepney tem jeito de espião?
O Stop & Go Brasil entra agora no assunto que dominou as manchetes dos principais veículos de comunicação ligados ao automobilismo: o caso de espionagem envolvendo McLaren e Ferrari.
Como começou
No final do mês passado, a Ferrari denunciou um de seus funcionários, o engenheiro Nigel Stepney, junto à Procuradoria de Modena, acusando o inglês de adulterar o combustível dos carros de Felipe Massa e Kimi Raikkonen no GP de Mônaco, em maio. As suspeitas se iniciaram a partir do momento em que mecânicos da equipe encontraram um pó branco indevido (e desconhecido) nos tanques dos carros.
Em poucos dias de sindicância, apesar das insistentes afirmações de Stepney de que não havia feito nada de errado, a Ferrari resolveu demitir o funcionário. Até aquele momento, tudo dentro dos conformes, no sentido de que parecia se tratar de um caso de vingança de Stepney em relação à alta cúpula ferrarista, por não lhe terem promovido ao posto de sucessor de Ross Brawn no início deste ano.
Com a chegada de julho, uma surpresa imensa também apareceu.
McLaren envolvida
De vingança pessoal para espionagem secreta. Foi nisso que a história se transformou quando um novo personagem foi inserido no contexto: Mike Coughlan, projetista-chefe da McLaren. Graças aos trabalhos da polícia italiana, a casa de Coughlan foi revistada e, que surpresa, encontrou-se aproximadamente 700 páginas de materiais relacionados ao projeto do carro da Ferrari de 2007.
Ao tomar conhecimento disso, Ron Dennis afastou Coughlan e fez uma declaração emocionada, dizendo que não havia jogo sujo proposital em sua equipe, de modo que a McLaren passaria a investigar o envolvimento entre Stepney e Coughlan assim como a Ferrari, em busca da verdade.
Posicionamento da FIA
O presidente Max Mosley optou pela postura mais cautelosa possível neste caso. Deixou claro que, primeiramente, gostaria de ver o resultado das investigações para depois tomar as providências devidas. Mas, de antemão, acreditava que os pilotos da McLaren não deveriam ser punidos, caso a “marmelada” fosse efetivamente constatada.
Opinião
Não dá pra acreditar que Stepney e Coughlan sejam inocentes nessa história. Apesar de ambos alegarem que são amigos fora da pista e isso teria ajudado a aumentar essa polêmica, a verdade é que os documentos da Ferrari encontrados na casa do projetista da McLaren não chegaram ali andando sozinhos.
É difícil analisar um possível punição aos envolvidos e, por conseguinte, também à McLaren, especialmente pelo fato de ser quase impossível garantir que os dados recebidos pela equipe inglesa tenham influenciado nos resultados do campeonato até o momento. Claro, se isso for comprovado, é outra história, porque, por mais que os pilotos não soubessem do problema, teriam se beneficiado da malfadada espionagem.
No fim das contas, só fico triste por essa ser uma mancha negra numa temporada que vem sendo emocionante e deverá se definir apenas nas últimas etapas.
Como começou
No final do mês passado, a Ferrari denunciou um de seus funcionários, o engenheiro Nigel Stepney, junto à Procuradoria de Modena, acusando o inglês de adulterar o combustível dos carros de Felipe Massa e Kimi Raikkonen no GP de Mônaco, em maio. As suspeitas se iniciaram a partir do momento em que mecânicos da equipe encontraram um pó branco indevido (e desconhecido) nos tanques dos carros.
Em poucos dias de sindicância, apesar das insistentes afirmações de Stepney de que não havia feito nada de errado, a Ferrari resolveu demitir o funcionário. Até aquele momento, tudo dentro dos conformes, no sentido de que parecia se tratar de um caso de vingança de Stepney em relação à alta cúpula ferrarista, por não lhe terem promovido ao posto de sucessor de Ross Brawn no início deste ano.
Com a chegada de julho, uma surpresa imensa também apareceu.
McLaren envolvida
De vingança pessoal para espionagem secreta. Foi nisso que a história se transformou quando um novo personagem foi inserido no contexto: Mike Coughlan, projetista-chefe da McLaren. Graças aos trabalhos da polícia italiana, a casa de Coughlan foi revistada e, que surpresa, encontrou-se aproximadamente 700 páginas de materiais relacionados ao projeto do carro da Ferrari de 2007.
Ao tomar conhecimento disso, Ron Dennis afastou Coughlan e fez uma declaração emocionada, dizendo que não havia jogo sujo proposital em sua equipe, de modo que a McLaren passaria a investigar o envolvimento entre Stepney e Coughlan assim como a Ferrari, em busca da verdade.
Posicionamento da FIA
O presidente Max Mosley optou pela postura mais cautelosa possível neste caso. Deixou claro que, primeiramente, gostaria de ver o resultado das investigações para depois tomar as providências devidas. Mas, de antemão, acreditava que os pilotos da McLaren não deveriam ser punidos, caso a “marmelada” fosse efetivamente constatada.
Opinião
Não dá pra acreditar que Stepney e Coughlan sejam inocentes nessa história. Apesar de ambos alegarem que são amigos fora da pista e isso teria ajudado a aumentar essa polêmica, a verdade é que os documentos da Ferrari encontrados na casa do projetista da McLaren não chegaram ali andando sozinhos.
É difícil analisar um possível punição aos envolvidos e, por conseguinte, também à McLaren, especialmente pelo fato de ser quase impossível garantir que os dados recebidos pela equipe inglesa tenham influenciado nos resultados do campeonato até o momento. Claro, se isso for comprovado, é outra história, porque, por mais que os pilotos não soubessem do problema, teriam se beneficiado da malfadada espionagem.
No fim das contas, só fico triste por essa ser uma mancha negra numa temporada que vem sendo emocionante e deverá se definir apenas nas últimas etapas.
Um comentário:
McLaren,o Corinthians da F1...
Zuera!!!!
Mas é bem triste saber que isso pode ter acontecido. Só o fato de ter uma suspeita ja esta estragando a temporada.
Pelo menos da para ver que num é só no Brasil...
F1 nas olimpiadas!!!
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