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sexta-feira, 9 de novembro de 2007

A espionagem sadia

Para encerrar a semana marcada pela notícia de um possível segundo escândalo de espionagem na Fórmula 1 — desta vez com a Renault sendo acusada de tirar proveito de informações técnicas pertencentes à McLaren —, registro aqui uma curiosa declaração do diretor técnico da Ducati, equipe campeã da temporada da MotoGP.

Em entrevista à revista italiana “Motosprint”, Filippo Preziosi disse ter ficado impressionado com a nova moto da rival Honda e disparou o seguinte comentário: “Eu vi diversas fotos da Repsol Honda pela Internet e me parece que eles criaram um projeto completamente novo e interessante. Meus homens conseguiram alguns dados, que iremos avaliar”.

É isso mesmo que você leu! A escuderia italiana vai estudar o equipamento do time concorrente, atitude que sempre existiu em todas as categorias do esporte a motor. “É quase um jogo: as equipes analisam as emissões de gases dos escapamentos e, com base na medida da freqüência, tentam entender como é o motor adversário”, explicou Preziosi.

Não se trata, portanto, de apropriação indevida de informações sigilosas como aconteceu na F-1. Na categoria dos monopostos, os casos de espionagem foram sérios e precisam ser combatidos. Do contrário, a reputação do esporte ficará manchada. Mais do que já está, pois estamos falando de um segundo episódio de falcatruas, o que é extremamente lamentável.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Pilotos saem intactos do julgamento

Não houve a exclusão da equipe como a maioria dos veículos de comunicação de todo o mundo — precipitados e ávidos por um furo de reportagem — noticiou inicialmente. A McLaren, segundo consta em documento oficial distribuído pela FIA na tarde desta quinta-feira, foi punida com a perda dos pontos de construtores e com a aplicação de uma salgada multa de 100 milhões de dólares no polêmico caso de espionagem da Fórmula 1.

A sanção, no fim das contas, saiu muito barata para o time inglês, já que nada aconteceu com seus pilotos. Lewis Hamilton e Fernando Alonso seguem na primeira e segunda posições do mundial de pilotos e na briga caseira pelo título de 2007.

Já a McLaren não marcará pontos na disputa de construtores nas quatro etapas restantes do certame. Em caso de vitória de seus competidores, também não poderá receber o troféu de equipe na cerimônia do pódio.

Além disso, o esquadrão do Ron Dennis fica automaticamente fora da repartição da receita financeira concedida aos dez melhores times do ano pelos direitos de imagem. Um dinheiro bastante cobiçado por todos, já que alivia as altas despesas de viagens geradas ao longo do campeonato.

Por último, o Conselho Mundial da FIA exigiu que a McLaren enviasse todos os projetos do carro de 2008, a fim de serem analisados. Caso seja encontrada alguma irregularidade, uma nova punição será anunciada.

A Ferrari, vítima do roubo de informações técnicas, afirmou estar satisfeita com o desfecho do caso. A justiça foi feita, segundo os italianos. No bem da verdade, parecem ter se conformado em levar o título de construtores. O de pilotos dificilmente sairá da casa prateada.


Um conturbado capítulo para a história da categoria chega ao seu final. Virada a página, as atenções se voltam para a pista, afinal, amanhã começam os treinos para o GP da Bélgica. Em Spa-Francorchamps, uma das coisas boas de se comer é batata-frita com maionese, mas com certeza haverá gente atrás de pizza. Uma mini-pizza, melhor dizendo. Combina mais com o desfecho do processo.

No blog, McLaren perde pontos de construtores

O placar foi apertado, apenas um voto de diferença, mas com 40% da opinião dos blogueiros a McLaren deverá perder hoje — no Conselho Mundial da FIA — todos os seus 166 pontos do campeonato de construtores, como pena por ter se beneficiado de informações confidenciais receptadas da Ferrari.

Foram computados 22 votos em nossa última enquete, sendo nove deles destinados ao palpite vencedor. Em segundo lugar, com oito apostadores (36%), ficou a possibilidade do time prateado ser punido com uma suspensão de uma ou mais etapas. Apenas um internauta demonstrou-se cético ao acreditar que o julgamento acabará em pizza.

Na Place de la Concorde, em Paris, a McLaren apareceu nesta quinta-feira com quase todas as suas principais personalidades: o chefão Ron Dennis, o sócio Mansour Ojjeh, o diretor administrativo Jonathan Neale, o representante da Mercedes-Benz Norbert Haug e até os pilotos Lewis Hamilton e Pedro de La Rosa. A única peça importante ausente foi Fernando Alonso, detalhe que só serve para apimentar ainda mais o clima tenso existente entre o espanhol e os dirigentes da equipe inglesa. Deste casamento, aliás, já não dá mais para se esperar nada de bom.

Pelos lados da Ferrari, estão presentes Jean Todt e o antigo dirigente técnico da escuderia, Ross Brawn. O inglês, que resolveu tirar um ano sabático, aceitou o convite de sua antiga casa para apoiar as acusações contra a McLaren.

Logo mais, por volta das 11h aqui no Brasil, deveremos conhecer o veredicto sobre o caso de espionagem. Enquanto isso, aproveite para deixar seu voto na nova enquete que já está no ar!

Resultado: O que acontecerá com a McLaren no caso de espionagem?
Perda dos pontos de construtores: 40% (9 votos)
Suspensão de uma ou mais etapas: 36% (8)
Exclusão do Mundial: 18% (4)
Não acontecerá nada: 4% (1)

Total: 22 votos.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Dia do juízo final

Paris, Cidade das Luzes, capital francesa, uma das regiões mais glamourosas do mundo, charmosa pela Torre Eiffel, pelo museu do Louvre, rio Sena, Palácio de Versalhes, Paris dos movimentos artísticos, Paris das belas construções arquitetônicas, Paris da Fórmula 1 e do julgamento do maior caso de espionagem dos últimos tempos.

Amanhã, por volta das 11 horas no horário brasileiro, o Conselho Mundial da FIA revelará o veredicto que pode causar um enorme tremor na temporada 2007 da categoria máxima do automobilismo. Exclusão de uma equipe, multa milionária, perda dos pontos de construtores, cassação da licença dos pilotos, suspensão por uma ou mais etapas, demissão de um bicampeão, renúncia do chefe do time...O que ainda não foi dito sobre o “Stepneygate”, “Ferrarigate”, “McLarengate” ou sabe-se lá o nome deste delicado imbróglio envolvendo as duas principais escuderias do esporte a motor?

Acabar em pizza, ao que tudo indica, desta vez não vai. A McLaren será punida e certamente irá recorrer da decisão dos dirigentes da Federação. A Ferrari, por sua, vez tende a brigar por um castigo severo, caso a penalidade imposta à rival inglesa seja um tanto quanto branda. E com isso, as chances do campeonato se estender além do GP do Brasil, rumo aos tribunais de apelações, parecem ser cada vez mais fortes. Uma pena, visto que o certame deste ano tem sido um dos mais espetaculares em termos de emoção na pista.

Mas chega de especulações. Agora, ou melhor, nesta quinta-feira, é a hora da verdade.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Momentos decisivos

Isto sim é um prato cheio para a degustação dos amantes da Fórmula 1: para este domingo, o GP da Itália no tradicional circuito de Monza. Em seguida, já próximo fim de semana, o GP da Bélgica na desafiadora pista de Spa-Francorchamps. E no intervalo entre as duas etapas, um recheio tenso representado pelo Conselho Mundial da FIA, que se reunirá mais uma vez para discutir o caso de espionagem envolvendo Ferrari e McLaren.

As maiores atenções, obviamente, estão voltadas para o que acontecerá no dia 13 de setembro, quando a entidade máxima do automobilismo apresentará as novas evidências que podem manchar a história vencedora da escuderia prateada e abalar o campeonato extremamente acirrado que vem sendo o deste ano.

Se ficar comprovado que a equipe de Ron Dennis se beneficiou do dossiê surrupiado da
Ferrari, a pena pode chegar à exclusão do time nos certames de 2007 até no de 2008. Punição que desmoralizaria a McLaren perante os patrocinadores, os próprios pilotos, a tudo!

O que podemos compreender neste momento é que desta vez sairá um “castigo”, independente de qual magnitude, pois o Conselho Mundial não seria tão ingênuo de promover uma nova marmelada como foi a da primeira audiência sobre o episódio de espionagens. A McLaren, portanto, está em maus lençóis.

Na pista de Monza, porém, a equipe inglesa tem boas chances de se mostrar superior que as Ferrari, como fez nos testes coletivos da semana passada. Caso essa previsão se confirme, seria mais um ingrediente explosivo para apimentar a reta final da temporada.

Imaginem, por exemplo, se a punição imposta pela FIA seja a suspensão do time britânico por uma ou duas corridas. Isso balançaria a disputa pelo título de tal forma que seria dificílimo de se fazer, agora, qualquer prognóstico sobre o desfecho do campeonato. O bom de toda essa turbulência é o fato de Interlagos ser o palco do último ato desta história; sorte a nossa.

Para a corrida deste fim de semana, aposto em vitória da McLaren. Em Spa, com ou sem os carros prateados, vence a Ferrari. E que venham depois as provas asiáticas e o aguardado GP do Brasil.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Veredicto do Conselho Mundial da FIA

Sabor especial da temporada 2007

Ingredientes
- 100 g de mussarela fatiada
- 2 tomates picados
- 1 cebola cortada em rodelas
- 40 g de azeitonas pretas
- sal e orégano a gosto

Molho
- 4 tomates
- 1 colher (sopa) de orégano
- 1 copo de água
- sal e pimenta a gosto
- 3 colheres (sopa) de óleo

Massa
- 1/2 xícara (chá) de leite desnatado
- 1 colher (chá) de margarina
- 1 pitada de sal
- 1 colher (sopa) de fermento em pó
- 2 xícaras (chá) de farinha de trigo

Para a Massa: misture bem todos os ingredientes. Amasse com as mãos até a massa desgrudar. Se for necessário, polvilhe mais um pouco de farinha. Coloque-a para descansar por cerca de 20 minutos em lugar quente, coberta com um pano. Abra a massa com um rolo, em uma superfície levemente enfarinhada. Ligue o forno em temperatura média (180°C). Jogue um pouco de farinha sobre uma assadeira redonda, coloque a massa, espalhe um pouco do molho e leve ao forno pré-aquecido por 12 minutos. A seguir, cubra com o recheio e retorne ao forno para gratinar. Para o Molho: bata os quatro primeiros ingredientes. Aqueça o óleo e acrescente o molho do liquidificador. Deixe o molho reduzir em fogo baixo. Agora é só ligar a TV e assistir ao restante da temporada 2007 da Fórmula 1.

Digerindo tudo isso, teremos um fim de campeonato marcado pela impunidade. A McLaren foi considerada culpada por tomar posse de documentos confidenciais da Ferrari, mas nada sofreu pelo fato de a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) se dizer impossibilitada de comprovar que o time prateado tirou vantagem das informações surrupiadas.

Rasgaram o regulamento, mancharam o esporte e uma briga pelo título que vinha sendo gloriosa.

Dia de julgamento, de decisão do Mundial

Ron Dennis segue em direção ao interrogatório.

Antes e Depois de Paris. Assim pode ficar marcada a temporada 2007 da Fórmula 1, que nesta quinta-feira concentra todas as suas atenções à reunião extraordinária do Conselho Mundial da FIA, convocada para decidir o julgamento do maior caso de espionagem dos últimos tempos.

É hoje que possivelmente saberemos se a entidade máxima do automobilismo punirá a McLaren pelo suposto roubo de informações sigilosas da Ferrari. Será mesmo que apenas Mike Coughlan, projetista-técnico do time inglês, teve conhecimento dos documentos confidenciais pertencentes à escuderia italiana, os quais foram surrupiados pelo engenheiro Nigel Stepney, já demitido do grupo de Maranello?

E se o time prateado de fato tirou vantagem dos dados, qual será a penalidade imposta? Exclusão do campeonato, perda de parte dos pontos do certame de pilotos e construtores, afastamento da equipe por algumas etapas, ou simplesmente a imposição de uma multa e uma sessão de pizza para todos os membros do Conselho?

O veredicto sairá logo mais e qualquer que seja a decisão vai causar fortes reflexos na disputa pelo título, que neste momento está mais próximo dos pilotos prateados e também do esquadrão inglês no duelo de construtores.

Daqui a pouco, as respostas.

sábado, 14 de julho de 2007

Vamos falar de marmelada


Você acha que Nigel Stepney tem jeito de espião?

O Stop & Go Brasil entra agora no assunto que dominou as manchetes dos principais veículos de comunicação ligados ao automobilismo: o caso de espionagem envolvendo McLaren e Ferrari.

Como começou

No final do mês passado, a Ferrari denunciou um de seus funcionários, o engenheiro Nigel Stepney, junto à Procuradoria de Modena, acusando o inglês de adulterar o combustível dos carros de Felipe Massa e Kimi Raikkonen no GP de Mônaco, em maio. As suspeitas se iniciaram a partir do momento em que mecânicos da equipe encontraram um pó branco indevido (e desconhecido) nos tanques dos carros.

Em poucos dias de sindicância, apesar das insistentes afirmações de Stepney de que não havia feito nada de errado, a Ferrari resolveu demitir o funcionário. Até aquele momento, tudo dentro dos conformes, no sentido de que parecia se tratar de um caso de vingança de Stepney em relação à alta cúpula ferrarista, por não lhe terem promovido ao posto de sucessor de Ross Brawn no início deste ano.

Com a chegada de julho, uma surpresa imensa também apareceu.

McLaren envolvida

De vingança pessoal para espionagem secreta. Foi nisso que a história se transformou quando um novo personagem foi inserido no contexto: Mike Coughlan, projetista-chefe da McLaren. Graças aos trabalhos da polícia italiana, a casa de Coughlan foi revistada e, que surpresa, encontrou-se aproximadamente 700 páginas de materiais relacionados ao projeto do carro da Ferrari de 2007.

Ao tomar conhecimento disso, Ron Dennis afastou Coughlan e fez uma declaração emocionada, dizendo que não havia jogo sujo proposital em sua equipe, de modo que a McLaren passaria a investigar o envolvimento entre Stepney e Coughlan assim como a Ferrari, em busca da verdade.

Posicionamento da FIA

O presidente Max Mosley optou pela postura mais cautelosa possível neste caso. Deixou claro que, primeiramente, gostaria de ver o resultado das investigações para depois tomar as providências devidas. Mas, de antemão, acreditava que os pilotos da McLaren não deveriam ser punidos, caso a “marmelada” fosse efetivamente constatada.

Opinião

Não dá pra acreditar que Stepney e Coughlan sejam inocentes nessa história. Apesar de ambos alegarem que são amigos fora da pista e isso teria ajudado a aumentar essa polêmica, a verdade é que os documentos da Ferrari encontrados na casa do projetista da McLaren não chegaram ali andando sozinhos.

É difícil analisar um possível punição aos envolvidos e, por conseguinte, também à McLaren, especialmente pelo fato de ser quase impossível garantir que os dados recebidos pela equipe inglesa tenham influenciado nos resultados do campeonato até o momento. Claro, se isso for comprovado, é outra história, porque, por mais que os pilotos não soubessem do problema, teriam se beneficiado da malfadada espionagem.

No fim das contas, só fico triste por essa ser uma mancha negra numa temporada que vem sendo emocionante e deverá se definir apenas nas últimas etapas.