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sexta-feira, 9 de novembro de 2007

A espionagem sadia

Para encerrar a semana marcada pela notícia de um possível segundo escândalo de espionagem na Fórmula 1 — desta vez com a Renault sendo acusada de tirar proveito de informações técnicas pertencentes à McLaren —, registro aqui uma curiosa declaração do diretor técnico da Ducati, equipe campeã da temporada da MotoGP.

Em entrevista à revista italiana “Motosprint”, Filippo Preziosi disse ter ficado impressionado com a nova moto da rival Honda e disparou o seguinte comentário: “Eu vi diversas fotos da Repsol Honda pela Internet e me parece que eles criaram um projeto completamente novo e interessante. Meus homens conseguiram alguns dados, que iremos avaliar”.

É isso mesmo que você leu! A escuderia italiana vai estudar o equipamento do time concorrente, atitude que sempre existiu em todas as categorias do esporte a motor. “É quase um jogo: as equipes analisam as emissões de gases dos escapamentos e, com base na medida da freqüência, tentam entender como é o motor adversário”, explicou Preziosi.

Não se trata, portanto, de apropriação indevida de informações sigilosas como aconteceu na F-1. Na categoria dos monopostos, os casos de espionagem foram sérios e precisam ser combatidos. Do contrário, a reputação do esporte ficará manchada. Mais do que já está, pois estamos falando de um segundo episódio de falcatruas, o que é extremamente lamentável.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Proeza das pequenas

Curiosidade interessante sobre os campeões deste milênio: os três iniciaram carreira em equipes pequenas e carismáticas, porém, já extintas da Fórmula 1. Michael Schumacher estreou na categoria pela Jordan, em 1991. Dez anos depois, Fernando Alonso disputava sua primeira corrida pela Minardi e Kimi Raikkonen pela Sauber.

Que saudade desses times, infinitamente mais sérios e comprometidos com o circo da velocidade do que muitos grupos da atualidade. Que o diga a russa Midland, que se transformou na holandesa Spyker, que acaba de virar Force India. Aliás, vejamos se o elenco indiano consegue se manter no grid por pelo menos um ano.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Recorde em ano de decepção

O terceiro lugar de Fernando Alonso no GP do Brasil garantiu um feito inédito para a história da McLaren. Pela primeira vez desde sua estréia na categoria, em 1966, a equipe inglesa conseguiu terminar todas as corridas com pelo menos um de seus pilotos no pódio.

Até então, o melhor desempenho do time britânico datava de 1988, ano em que venceu 15 das 16 etapas disputadas e conquistou o título de pilotos e construtores com a dupla Ayrton Senna e Alain Prost. O único deslize naquela temporada foi cometido no GP da Itália, mais precisamente na penúltima volta.

Líder da prova, Senna foi ultrapassar o retardatário Jean-Louis Schlesser, que substituía Nigel Mansell na Williams, e acabou tocando no carro do francês. Com o abandono do brasileiro, a vitória caiu no colo da Ferrari, que fez a dobradinha em casa com Gerhard Berger e Michele Alboreto.

Em 2007, o grande vacilo da McLaren também beneficiou a arqui-rival italiana. Mas para a infelicidade da escuderia prateada, desta vez não foi uma simples vitória que escapou de suas mãos...

Contrastes no fim da corrida

Kimi Raikkonen sorrindo como nunca — nem tanto quanto seu engenheiro de corrida, Chris Dyer, mas enfim — e Lewis Hamilton sendo acolhido pelo patrão (praticamente um pai das pistas) Ron Dennis. Quem poderia imaginar um fim de temporada como esse?

Após o GP do Japão, antepenúltima etapa do Mundial, o finlandês da Ferrari ocupava o terceiro lugar da classificação com 17 pontos de desvantagem em relação ao inglês da McLaren. Terminada a prova do Brasil, o “Homem de Gelo” festejava o seu primeiro título com um tento a mais sobre o britânico.

A arrancada de Raikkonen rumo à consagração máxima do esporte teve início no GP da França, corrida que encerrou a primeira metade do campeonato. Dali em diante, conquistou oito dos nove pódios possíveis, sendo quatro vitórias. Só não completou o GP da Europa, por problemas no carro.

Hamilton, por sua vez, foi o pior dos integrantes do “G4” na segunda fase do torneio, tendo seus resultados mais fracos justamente no momento da decisão. Nunca tinha passado duas provas consecutivas sem subir no pódio. Mas eis que pintou o abandono na etapa da China, seguido do sétimo lugar em Interlagos para estragar os índices e lhe tomar o título.

Assim como em 1986, o piloto inglês conseguiu perder uma disputa praticamente vencida para quem tinha as mais remotas possibilidades de se tornar campeão. Eu adoro essas coincidências do esporte!

Desempenhos de 2007:

Primeira metade do campeonato (GP da Austrália ao GP da França)
1) Lewis Hamilton, 64 pontos
2) Fernando Alonso, 50
3) Felipe Massa, 47
4) Kimi Raikkonen, 42

Segunda metade do campeonato (GP da Inglaterra ao GP do Brasil)
1) Kimi Raikkonen, 68
2) Fernando Alonso, 59
3) Felipe Massa, 47
4) Lewis Hamilton, 45

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Imagens da decisão

Madrugada agitada na fila do setor G de Interlagos. Como em todo o ano, muita farra e brincadeira entre os torcedores. E coitado dos que tentaram dormir.

No GP do Brasil, a fila é realmente uma experiência maravilhosa, de enorme descontração.

Palpite na mosca: Esse trio afirmou desde a madrugada que Hamilton não seria campeão.

Arquibancadas estiveram completamente lotadas no domingo.

Guia Especial do “Estadão” recebeu muitos elogios dos apaixonados por velocidade.

Campeão percorre a Reta Oposta do circuito paulistano.

Fãs de Raikkonen fazem a festa após o fim da corrida histórica.

A vez de Kimi Raikkonen

Depois de passar 15 horas em Interlagos — com chegada à fila do setor G à 1h da madrugada — e de capotar de sono ao colocar os pés em casa, finalmente posso dizer com todas as letras: FOI DEMAIS, SEM DÚVIDA A MELHOR DECISÃO DESTE MILÊNIO!!! E o principal: foi no Brasil, diante de um autódromo completamente lotado.

Kimi Raikkonen, o grande azarado da Fórmula 1, enfim teve a maior sorte de sua carreira, além de muita competência para virar um jogo que a maioria das pessoas considerava praticamente perdido. Venceu a última corrida do ano com a importante ajuda de Felipe Massa e se sagrou campeão do mundo pela Ferrari, coisa que somente ele e Michael Schumacher conseguiram nos últimos 28 anos.

Era quase impossível tirar o título de Lewis Hamilton. Mas na hora H, quando não era mais exigida a incrível velocidade do piloto, e sim uma simples prudência para administrar os pontos, o inglês fracassou. Agiu como novato num momento inapropriado, sentiu o peso da pressão e perdeu o campeonato que estava em suas mãos.

O desfecho da temporada 2007 provou que ser gênio não é tudo. Usar a cabeça, em determinadas ocasiões, é muito mais importante e eficaz do que se arriscar por uma vitória. Hamilton não quis somente ser campeão na China; desejou o degrau mais alto do pódio e pagou caro por isso. No Brasil, atuou de maneira semelhante ao tentar um tudo ou nada desnecessário para cima de Fernando Alonso na primeira volta. Para quê?

Lewis certamente aprendeu a lição, talvez a mais dura sentida por um piloto nos 57 anos de história da categoria. Precisa agora ter consciência de que possui um longo futuro na competição. No entanto, carregará para sempre uma manchinha em seu currículo. Manchinha porque, apesar dos pesares, fez um primeiro ano fenomenal, em que venceu quatro corridas, marcou seis poles e foi vice-campeão com 109 pontos, um a menos que o campeão.

Nas pistas, a luta pelo caneco chegou ao fim e com méritos para o novo número 1 do circo — na verdade, qualquer um dos três postulantes que levasse a taça teria muitos motivos para ser elogiado. Só nos resta neste momento esperar o veredicto da Corte de Apelações da FIA, que julgará o recurso da McLaren sobre o resultado final do GP do Brasil.

O time prateado contestou a decisão dos comissários da prova, que livraram Williams e BMW de uma punição após a confirmação de irregularidades na temperatura do combustível utilizado por ambas as equipes. A Federação, contudo, nada deve alterar o desfecho do certame, pois como o próprio Fernando Alonso disse, seria uma piada e uma grande vergonha para o esporte.


Raikkonen é o campeão e que venha 2008, quem sabe ainda mais competitivo!

sábado, 20 de outubro de 2007

Destaques fotográficos dos treinos em Interlagos

Sonho meu...

Até o Homem Aranha resolveu prestigiar o GP.

Quarteto de Belo Horizonte se encanta com a beleza da Fórmula 1.

Torcedores do Internacional. É o Sul do Brasil presente em Interlagos.

Torcedora exibe o Guia Especial da F-1 feito pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, escrito por este escriba que vos fala.

Arquibancada do setor G esteve lotada no treino de classificação.

Escoceses mandam ver na cerveja e nas barras de cereais.

Safety-Car acelera na Reta Oposta do circuito.

Pole de Massa, festa da torcida em Interlagos

Os postulantes ao título que se entendam do segundo lugar para trás, pois a pole position para o GP do Brasil é de Felipe Massa, com direito a “volta olímpica” e tudo. É bom esclarecermos de uma vez por todas, porém, que não houve nenhuma infração do piloto brasileiro ao completar um suposto giro extra pelo circuito. Ele garantiu a primeira posição antes de o cronômetro zerar, portanto, pôde fazer uma outra volta e somente então retornar aos boxes.

Foi a segunda pole de Felipe em casa, a sexta no ano. Amanhã, a menos que aconteça uma zebra gigantesca que possibilite Kimi Raikkonen ser campeão, o brazuca tem enormes chances de subir no degrau mais alto do pódio, para a alegria dos torcedores verde-amarelos, que lotaram as arquibancadas neste sábado ensolarado.

No setor G, onde eu estive, mais parecia dia de corrida, tamanha era a aglomeração de pessoas. Fico imaginando como será neste domingo. Ou melhor, tenho certeza de que Interlagos estará completamente lotado. Só para ter uma idéia, ao deixar o autódromo — por volta das 16 horas — já havia uma fila de aproximadamente 700 metros na calçada de acesso ao setor mais barato do GP. Por isso, logo mais estarei com a turma para garantir um bom lugar.

Sobre o treino, ficou a impressão de que Massa está com um carro mais leve que os demais integrantes do “G4”, o que não desmerece em nada a façanha alcançada, além da forma arrojada e precisa com a qual pilotou pelos 4.309 metros do circuito para arrebatar a primeira posição.

Lewis Hamilton, com uma tocada impressionante numa pista até então desconhecida para ele, larga num ótimo segundo lugar e com as duas mãos quase firmes na taça de campeão. O inglês afirma que tem carro para lutar pela vitória, mas não deve fazer qualquer esforço para dar sorte ao azar. Aposto numa terceira colocação dele amanhã, atrás das duas Ferrari, com Felipe à frente de Raikkonen, o terceiro no grid.

Fernando Alonso, apesar de ter sido quem mais me impressionou na pista pelo estilo limpo e bonito de comandar o carro, fez somente o quarto melhor giro. Não aparenta estar com mais gasolina e sim já desiludido de suas chances de ser tricampeão. Ainda é cedo para descartarmos o espanhol da briga, mas que está difícil está.

Da turma do resto, o bom destaque foi Mark Webber, o quinto colocado com o carro da Red Bull. A BMW, já concentrada em 2008, ocupou apenas a sexta e sétima posições. Rubens Barrichello, num bom treino com o carro meia-boca da Honda, bateu na trave na tentativa de disputar a Superpole e ficou em 11º. Arrisco dizer que o veterano marcará amanhã seu primeiro pontinho do ano.

Péssimo desempenho teve a Renault. Depois de festejar no Brasil os títulos de 2005 e 2006, a equipe francesa parte para a edição 2007 da etapa brasileira em 12º com Giancarlo Fisichella e em 17º com Heikki Kovalainen.

Aos que forem a Interlagos, preparem já o protetor solar, boné, bastante água (pode entrar no autódromo com copos descartáveis), lanches e roupas bem leves, pois o circuito vai ferver neste domingo. Tomara que o refresco venha de uma vitória brasileira.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Sorrisos na hora da decisão

Três pilotos, duas equipes, uma corrida, um desejo: o título mundial. Nesta sexta-feira nublada em São Paulo, os protagonistas da temporada 2007 entram na pista de Interlagos carregando um sorriso que todo competidor sonha ter na última etapa de um campeonato. É a alegria por estar na decisão do torneio.

No domingo, apenas um deles manterá a expressão registrada na foto, tirada durante a entrevista coletiva de ontem. Lewis Hamilton, Fernando Alonso ou Kimi Raikkonen. Quem será o campeão?

Mantenho minhas fichas no jovem inglês, embora acredite numa vitória da Ferrari no GP do Brasil. Na última enquete do blog, tivemos um empate entre Hamilton e Fernandinho na apuração de quem levará o caneco do ano. Foram nove votos para cada um dos pilotos da McLaren, contra cinco do “Homem de Gelo”.

Já estamos com uma nova pesquisa no ar: Quem largará na pole-position na última corrida do certame? Arrisco, neste momento, que será Felipe Massa.

Para quem ainda não pegou, segue aqui a programação oficial do GP do Brasil:

Sexta-feira
10h00 - 11h30: Treino Livre 1
14h00 - 15h30: Treino Livre 2
15h45 - 16h20: Treino Livre da Porsche Cup (Evento Suporte)
16h30 - 17h05: Treino Livre do Trofeo Maserati (Evento Suporte)
17h15 - 17h50: Treino Livre da Porsche Cup (Evento Suporte)

Sábado
11h00 – 12h00: Treino Livre 3
14h00 - 15h00: Classificação
16h00 - 16h35: Classificação Porsche Cup (Evento Suporte)
16h45 - 17h20: Classificação Trofeo Maserati (Evento Suporte)

Domingo

09h30 - 10h05: Corrida Trofeo Maserati
10h15 - 10h50: Corrida Porsche Cup
12h30: Desfile de Pilotos
13h30: Formação do grid de largada
14h00: 36º Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 (71 voltas)

*Toda a programação está sujeita a modificações sem prévio aviso.
**Abertura dos portões: 7 horas.


A matemática simples do título:

- Hamilton será campeão, independente do resultado dos rivais, se vencer ou chegar em segundo.

- Alonso leva a taça se ganhar e Hamilton não terminar em segundo.

- Raikkonen precisa da vitória e torcer para Alonso ser no mínimo terceiro e Hamilton o sexto colocado.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Dois anos frustrantes para o sonho de vitória brasileira

Os anos de 2002 e 2003 foram bastante angustiantes para a torcida brasileira em relação ao GP do Brasil. Nessas temporadas, os amantes do esporte a motor chegaram a sentir um leve gostinho de uma conquista nacional no circuito de Interlagos. Mas como nos anos anteriores, tudo não passou de um breve momento de euforia.

A esperança de vitória para o público da casa vinha da Ferrari de número 2, comandada por Rubens Barrichello. Naquele fim de março de 2002, o piloto chegou ao seu país com a má notícia de que teria de correr com a “Nona” (vovó), carro da temporada passada. Apenas Michael Schumacher guiaria a nova F2002.

Com a máquina antiga, o brazuca foi apenas o oitavo colocado no grid, enquanto seu companheiro de equipe marcou a segunda posição, atrás somente do pole position, Juan Pablo Montoya. Os palpites para a corrida apontavam para o êxito do colombiano.

A primeira volta do GP, contudo, mudou os prognósticos do resultado final. Schumacher largou melhor e tomou a dianteira. Montoya, numa tentativa desesperada de recuperar a posição na reta oposta, acabou tocando na traseira da Ferrari do alemão e perdeu o bico da Williams. Era o adeus antecipado do “Gordito” na briga pelo alto do pódio.

O protagonista da corrida, então, passou a ser Barrichello. Numa tática ousada de três paradas, o competidor aproveitou-se do carro mais leve para abrir caminho sobre os adversários: passou Kimi Raikkonen após a largada, David Coulthard na segunda volta e as Renault de Jarno Trulli e Jenson Button nas passagens seguintes.

Terceiro colocado, Rubinho logo partiu para o ataque sobre Ralf Schumacher e o passou no fim da reta principal, após retardar a freada para o contorno do “S” do Senna. Os torcedores estavam eufóricos e muitos já gritavam “é hoje, é hoje!”.

No 14º giro, Barrichello ultrapassou Michael Schumacher, que não fez resistência à manobra do parceiro. Rapidamente, o brasileiro começou abrir vantagem e permaneceu como a principal atração da prova até a passagem de número 17. Nesta volta, a “Nona” apresentou problema hidráulico e acabou com o sonho da nação verde-amarela. Rubens tentou chegar aos boxes, mas teve de encostar o carro na grama, na descida da Junção.

Schumacher, então, voltou à liderança e nela permaneceu até a bandeirada final. A única ameaça à quarta vitória do germânico no Brasil veio de seu irmão Ralf. O Schummy mais moço, porém, decepcionou o público por sequer ter esboçado uma tentativa de ultrapassagem, mesmo estando com um carro visivelmente melhor que o de Michael.

A terceira posição ficou com David Coulthard, num ano extremamente ruim para a McLaren. Montoya, em prova de recuperação, conseguiu o quinto lugar como recompensa pelo início estabanado de GP.

O momento cômico da etapa — que deveria ser ilustre — aconteceu na hora da bandeirada final. Pelé teve a honra de agitar a quadriculada, mas acabou se distraindo e perdeu a passagem do vencedor. Críticas ao Rei do Futebol? Não é para tanto. Apenas algumas risadas pelo “incidente”.

Em 2002, o Brasil contou com três representantes na pista. Além de Barrichello, Felipe Massa, da Sauber, e Enrique Bernoldi, da Arrows, eram os nossos defensores nos traçados. Os dois últimos, infelizmente, também ficaram pelo caminho na corrida brasileira.

No mundial de 2003, o autódromo José Carlos Pace recebeu a terceira etapa da F-1, repetindo a ordem do calendário do ano anterior. Uma década após a última vitória de Ayrton Senna em Interlagos, a expectativa e o apoio da torcida eram grandes para ver uma nova conquista nacional.

O clima chuvoso e a inspiração de Rubens Barrichello naquele início de abril deixaram os fãs ansiosos pela corrida. E não poderia ser diferente, afinal, o piloto da Ferrari havia conquistado a pole position, tinha um carro redondo para enfim conquistar o topo do pódio. Some-se a isso a posição de Schumacher no grid: era apenas o sétimo.

Mas a 700ª corrida da história da competição teria muitos percalços pela frente. A começar pelo atraso de 15 minutos na largada, em função da chuva torrencial que criou uma “cachoeira” na Curva do Sol, localizada após o “S” do Senna.

Quando as condições da pista melhoraram, a organização optou por um início de prova em movimento. Uma largada com a presença do Safety-car. O prejudicado com essa medida foi Barrichello, que perdeu várias posições após a saída do carro madrinha.

O destaque na ocasião era Kimi Raikkonen, então líder do campeonato a bordo de uma McLaren bastante forte para o GP brasileiro. As atenções ao finlandês passaram a ser segundo plano quando um carro passou reto na Curva do Sol. Era Michael Schumacher, em seu primeiro abandono no Brasil desde 1992.

O local do incidente deixaria outros cinco corredores a pé, dentre os quais o brasileiro Antonio Pizzonia, da Jaguar. Enquanto isso, Barrichello fazia uma recuperação alucinante, com direito a ultrapassagens na pista e à recuperação da liderança. Dia de festa? Lamentavelmente não.

Um erro grosseiro para o mundo tecnológico da F-1 tirou a provável vitória de Rubens. A Ferrari parou na pista com pane seca, ficou sem combustível. Ao descer do monoposto, o piloto não escondeu a expressão de tristeza e extrema insatisfação com o acontecido.

Lamentações à parte, a corrida seguia quente com Raikkonen na liderança e a fraca Jordan, comandada por Giancarlo Fisichella, atacando a McLaren do escandinavo. A descida da Junção foi o ponto chave para o resultado final: Kimi deu uma leve escapada, “Físico” assumiu a ponta com o carro amarelo e começou a se distanciar.

A volta era a de número 54. Dois giros mais tarde, o fim antecipado da corrida, graças a dois acidentes espetaculares. O primeiro com o australiano Mark Webber, que bateu forte na entrada da reta dos boxes. Poucos segundos depois, Fernando Alonso passou sobre os destroços da Jaguar, perdeu o controle da Renault e foi em direção ao muro.

Apesar do choque violento, o espanhol conseguiu descer do carro, mas ficou sentado por alguns minutos para tentar se recuperar do susto. A equipe médica o levou para um hospital de São Paulo, onde o competidor permaneceu por mais de 14 horas em estado de observação.

Com o agito da bandeira vermelha, a direção de prova decretou o final do GP do Brasil. Nos boxes, a Jordan apagava o fogo no motor do bólido de Fisichella, que comemorava a primeira vitória de sua carreira. No pódio, contudo, quem apareceu em primeiro lugar foi Raikkonen, declarado vencedor pelos dirigentes da categoria.

A alegria do finlandês durou pouco, já que a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) admitiu ter cometido um erro na cronometragem. O piloto da Jordan já havia iniciado a volta 56 quando a prova foi interrompida, em função do acidente de Alonso. E como o regulamento determina que, nesses casos, a classificação final seja considerada pela penúltima volta completada, ficam valendo as posições da volta 54 e não da 53, como tinha sido determinado.

Assim, Fisichella de fato venceu sua primeira prova na Fórmula 1, com Raikkonen em segundo e Alonso em terceiro. Em resumo, o GP do Brasil de 2003 foi uma corrida sem largada, em que o líder abandonou por problemas no carro, não teve a bandeira quadriculada, o vencedor não chegou em primeiro e o terceiro colocado não subiu no pódio.

Confira os resultados dos GPs do Brasil de 2002 e 2003:

Grid 2002
1) Juan Pablo Montoya (COL/Williams-BMW), 1min13s114
2) Michael Schumacher (ALE/Ferrari), 1min13s241
3) Ralf Schumacher (ALE/Williams-BMW), 1min13s328
4) David Coulthard (ESC/McLaren-Mercedes), 1min13s565
5) Kimi Raikkonen (FIN/McLaren-Mercedes), 1min13s595
6) Jarno Trulli (ITA-Renault), 1min13s611
7) Jenson Button (ING-Renault), 1min13s665
8) Rubens Barrichello (BRA-Ferrari), 1min13s935
9) Nick Heidfeld (ALE/Sauber-Petronas), 1min14s233
10) Mika Salo (FIN-Toyota), 1min14s443
11) Pedro de La Rosa (ESP/Jaguar-Cosworth), 1min14s464
12) Felipe Massa (BRA/Sauber-Petronas), 1min14s533
13) Eddie Irvine (IRL/Jaguar-Cosworth), 1min14s537
14) GiancarloFisichella (ITA/Jordan-Honda), 1min14s748
15) Jacques Villeneuve (CAN/BAR-Honda), 1min14s760
16) Allan McNish (ESC-Toyota), 1min14s990
17) Olivier Panis (FRA/BAR-Honda), 1min14s996
18) Heinz-Harald Frentzen (ALE/Arrows-Cosworth), 1min15s112
19) Takuma Sato (JAP/Jordan-Honda), 1min15s296
20) Mark Webber (AUS/Minardi-Asiatech), 1min15s340
21) Enrique Bernoldi (BRA/Arrows-Cosworth), 1min15s355
22) Alex Yoong (MAL/Minardi-Asiatech), 1min16s728

Corrida 2002
1) Michael Schumacher (ALE/Ferrari), 71 voltas em 1h31min43s663
2) Ralf Schumacher (ALE/Williams-BMW), a 0s588
3) David Coulthard (ESC/McLaren-Mercedes), a 59s109
4) Jenson Button (ING/Renault), a 1'06.883
5) Juan Pablo Montoya (COL/Williams-BMW), a 1min07s563
6) Mika Salo (FIN/Toyota), a 1 Volta
7) Eddie Irvine (IRL/Jaguar-Cosworth), a 1 Volta
8) Pedro de La Rosa (ESP/Jaguar-Cosworth), a 1 Volta
9) Takuma Sato (JAP/Jordan-Honda), a 2 Voltas
10) Jacques Villeneuve (CAN/BAR-Honda), a 3 Voltas
11) Mark Webber (AUS/Minardi-Asiatech), a 3 Voltas
12) Kimi Raikkonen (FIN/McLaren-Mercedes), a 4 Voltas
13) Alex Yoong (MAL/Minardi-Asiatech), a 4 Voltas

Melhor Volta: Juan Pablo Montoya (1min16s079)

Grid 2003
1) Rubens Barrichello (BRA/Ferrari), 1min13s807
2) David Coulthard (ESC/McLaren-Mercedes), 1min13s818
3) Mark Webber (AUS/Jaguar-Cosworth), 1min13s851
4) Kimi Raikkonen (FIN/McLaren-Mercedes), 1min13s866
5) Jarno Trulli (ITA/Renault), 1min13s953
6) Ralf Schumacher (ALE/Williams-BMW), 1min14s124
7) Michael Schumacher (ALE/Ferrari), 1min14s130
8) Giancarlo Fisichella (ITA/Jordan-Ford), 1min14s191
9) Juan Pablo Montoya (COL/Williams-BMW), 1min14s223
10) Fernando Alonso (ESP/Renault), 1min14s384
11) Jenson Button (ING/BAR-Honda), 1min14s504
12) Nick Heidfeld (ALE/Sauber-Petronas), 1min14s631
13) Jacques Villeneuve (CAN/BAR-Honda), 1min14s668
14) Heinz-Harald Frentzen (ALE/Sauber-Petronas), 1min14s839
15) Olivier Panis (FRA/Toyota), 1min14s839
16) Ralph Firman (ING/Jordan-Ford), 1min15s240
17) Antonio Pizzonia (BRA/Jaguar-Cosworth), 1min15s317
18) Cristiano da Matta (BRA/Toyota), 1min15s641
19) Jos Verstappen (HOL/Minardi-Cosworth), 1min16s542
20) Justin Wilson (ING/Minardi-Cosworth), 1min16s586

Corrida 2003
1) Giancarlo Fisichella (ITA/Jordan-Ford) 54 voltas
2) Kimi Raikkonen (FIN/McLaren-Mercedes), a 0s945
3) Fernando Alonso (ESP/Renault), a 6s348
4) David Coulthard (ESC/McLaren-Mercedes), a 8s096
5) Heinz-Harald Frentzen (ALE/Sauber-Petronas), a 8s642
6) Jacques Villeneuve (CAN/BAR-Honda), a 16s054
7) Ralf Schumacher (ALE/Williams-BMW), a 38s526
8) Jarno Trulli (ITA/Renault), 45s927
9) Mark Webber (AUS/Jaguar-Cosworth), a 1 volta
10) Cristiano da Matta (BRA/Toyota), a 1 volta


Melhor volta: Rubens Barrichello (1min22s032)

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Em 1999, um sonho de 24 voltas

Vencer o GP do Brasil de Fórmula 1 sempre foi um dos grandes sonhos de Rubens Barrichello. Depois da tentativa fracassada de conquistar o pódio caseiro na temporada de 1996, o piloto viu no certame de 99 a sua maior possibilidade — até então — de êxito diante da torcida nacional.

O circuito de Interlagos recebia na ocasião a segunda prova do mundial. Para os especialistas e amantes da categoria, a previsão de corrida era muito semelhante à feita no ano anterior: domínio das McLaren, especialmente com o finlandês Mika Hakkinen.

A única incógnita nos palpites, graças ao bom desempenho da equipe Stewart na etapa da Austrália, era em relação a Barrichello. O brasileiro iniciou o campeonato com um quinto lugar e chegou ao Brasil bastante otimista para tentar desbancar os favoritos.

Para a alegria do público local, que lotou as arquibancadas do autódromo, o carro branco conseguiu um espantoso terceiro lugar no grid, atrás somente das flechas de prata de Mika Hakkinen e David Coulthard. Ao lado de Rubens, posicionou-se Michael Schumacher, outro candidato à vitória.

Com pneus mais macios, Barrichello partiu para o GP, disputado no dia 11 de abril, com uma estratégia de duas paradas, contra apenas uma dos principais rivais. Na largada, a euforia dos torcedores tomou conta do ambiente ao verem o bólido de Coulthard parado após as luzes se apagarem e “Rubinho” saltar para a segunda posição.

Três voltas depois, Interlagos tremeu: Hakkinen teve um problema momentâneo de câmbio, na reta oposta, e Barrichello aproveitou a brecha para assumir a ponta da corrida brasileira. Foram 24 voltas de esperança para uma nação que há seis anos não via uma chance tão forte de vencer em casa.

Mas seria muito difícil para o brazuca conquistar o topo do pódio, em função de sua tática de boxe. Restava, portanto, a luta pelo terceiro lugar, esta travada com o companheiro de Schumacher na Ferrari, o irlandês Eddie Irvine.

Na metade do páreo, Barrichello pegou o vácuo do adversário no fim da reta principal. Fez a ultrapassagem e arrebatou a cobiçada terceira posição. Era o pódio garantido até a 43ª passagem, quando o motor Ford colocou um ponto final no entusiasmo do país.

Ao descer do cockpit, o piloto tirou uma pequena bandeira verde-amarela do bolso e acenou para a torcida, que o apoiou desde a largada. Após 72 voltas, Hakkinen conquistou a sua segunda vitória consecutiva em Interlagos. Schumacher terminou em segundo, com Heinz-Harald Frentzen completando a lista dos três primeiros, a bordo da Jordan.

Resultados do GP do Brasil de 1999:

Grid de largada
1) Mika Hakkinen (FIN/McLaren/Mercedes), 1min16s568
2) David Coulthard (ESC/McLaren/Mercedes), 1min16s715
3) Rubens Barrichello (BRA/Stewart/Ford), 1min17s305
4) Michael Schumacher (ALE/Ferrari), 1min17s578
5) Giancarlo Fisichella (ITA/Benetton/Playlife), 1min17s810
6) Eddie Irvine (IRL/Ferrari), 1min17s843
7) Damon Hill (ING/Jordan/Mugen-Honda), 1min17s884
8) Heinz-Harald Frentzen (ALE/Jordan/Mugen), 1min17s902
9) Alexander Wurz (AUT/Benetton/Playlife), 1min18s334
10) Johnny Herbert (ING/Stewart/Ford), 1min18s374
11) Ralf Schumacher (ALE/Williams/Supertec), 1min18s506
12) Olivier Panis (FRA/Prost/Peugeot), 1min18s636
13) Jarno Trulli (ITA/Prost/Peugeot), 1min18s684
14) Jean Alesi (FRA/Sauber/Petronas), 1min18s716
15) Pedro Paulo Diniz (BRA/Sauber/Petronas), 1min19s194
16) Alessandro Zanardi (ITA/Williams/Supertec), 1min19s452
17) Stéphane Sarrazin (FRA/Minardi/Ford), 1min20s016
18) Pedro de la Rosa (ESP/Arrows), 1min20s075
19) Toranosuke Takagi (JAP/Arrows), 1min20s096
20) Marc Gené (ESP/Minardi/Ford), 1min20s710

Corrida
1) Mika Hakkinen (FIN/McLaren/Mercedes), 72 voltas em 1h36min03s785
2) Michael Schumacher (ALE/Ferrari), a 4s925
3) Heinz-Harald Frentzen (ALE/Jordan/Mugen-Honda), a 1 volta
4) Ralf Schumacher (ALE/Williams/Supertec), a 1 volta
5) Eddie Irvine (IRL/Ferrari), a 1 volta
6) Olivier Panis (FRA/Prost/Peugeot), a 1 volta
7) Alexander Wurz (AUT/Benetton/Playlife), a 2 voltas
8) Toranosuke Takagi (JAP/Arrows), a 3 voltas
9) Marc Gené (ESP/Minardi/Ford), a 3 voltas

Melhor Volta: Mika Hakkinen: 1min18s488

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

O ano do filho de Gilles Villeneuve

A influência dos pneus e a superioridade da equipe Williams foram dois detalhes coincidentes no GP do Brasil de 1997. Interlagos, naquele ano, recebeu os bólidos mais velozes do mundo para uma corrida em que a torcida já tinha como certos os nomes dos vencedores.

Revelação da categoria em 96, o jovem canadense Jacques Villeneuve chegou ao circuito brasileiro como o favorito disparado ao topo do pódio. No sábado, confirmou a pole position ao completar o traçado em 1min16s004, praticamente 0s6 à frente do então bicampeão Michael Schumacher, com a Ferrari.

O que mais chamou atenção no treino, contudo, foi o bom desempenho de Olivier Panis, a bordo do carro da equipe Prost Grand Prix. O francês, calçado com os pneus Bridgestone, conquistou a sexta posição e viria a ser um dos grandes destaques da corrida.

Esta, aliás, começou conturbada naquele 30 de março, com o enrosco de vários carros no pelotão do fundo. Rubens Barrichello, em sua segunda prova com a estreante Stewart, esteve no meio da confusão e motivou os dirigentes a acionarem a bandeira vermelha, já que seu carro havia estancado a passagem dos demais corredores.

Quem deu sorte com a nova largada foi Villeneuve, que tinha escapado no “S” do Senna, passado pela brita e perdido várias posições. Barrichello, com o monoposto reserva de seu time, também voltou ao grid, na tentativa de alimentar o sonho brasileiro de alcançar alguns pontos em casa — afinal, não vencíamos o GP do Brasil desde 1993.

Os brazucas, porém, passaram muito longe das pretensões dos fãs: Rubens abandonou na volta 16, com problemas na suspensão traseira. Pedro Paulo Diniz, da Arrows, rodou na mesma passagem, também por causa da suspensão.

Para Jacques, a etapa brasileira foi um verdadeiro passeio. O filho do lendário Gilles Villeneuve resolveu abraçar a cautela na segunda largada, perdendo momentaneamente a liderança para Schumacher e recuperando-a ao completarem a primeira volta.

Sem sustos, o competidor da Williams fez dois pit-stops (nas voltas 26 e 45) e não precisou se esforçar muito para manter o austríaco Gerhard Berger, da Benetton, a uma distância segura na fase final da corrida. A bandeira quadriculada foi recebida com pouco mais de 1h36min. Berger permaneceu na segunda posição, seguido do surpreendente Panis, que parou nos boxes apenas uma vez, graças à boa durabilidade dos compostos da Bridgestone.

Schumacher, numa atuação discreta e comprometida pelo excessivo desgaste dos pneus Goodyear, foi apenas o quinto colocado. Até então, o germânico só tinha chegado nesta posição em duas vezes de sua carreira: na Itália em 91 (sua segunda corrida de F-1, primeira pela Benetton) e no Canadá, em 95.

Confira os resultados do GP do Brasil de 1997:

Grid de largada
1) Jacques Villeneuve (CAN/Williams/Renault), 1min16s004
2) Michael Schumacher (ALE/Ferrari), 1min16s594
3) Gerhard Berger (AUT/Benetton/Renault), 1min16s644
4) Mika Hakkinen (FIN/McLaren/Mercedes), 1min16s692
5) Olivier Panis (FRA/Prost/Mugen-Honda), 1min16s756
6) Jean Alesi (FRA/Benetton/Renault), 1min16s757
7) Giancarlo Fisichella (ITA/Jordan/Peugeot), 1min16s912
8) Heinz-Harald Frentzen (ALE/Williams/Renault), 1min16s971
9) Damon Hill (ING/Arrows/Yamaha), 1min17s090
10) Ralf Schumacher (ALE/Jordan/Peugeot), 1min17s175
11) Rubens Barrichello (BRA/Stewart/Ford), 1min17s259
12) David Coulthard (ESC/McLaren/Mercedes), 1min17s262
13) Johnny Herbert (ING/Sauber/Petronas), 1min17s409
14) Eddie Irvine (IRL/Ferrari), 1min17s527
15) Shinji Nakano (JAP/Prost/Mugen-Honda), 1min17s999
16) Pedro Paulo Diniz (BRA/Arrows/Yamaha), 1min18s095
17) Jarno Trulli (ITA/Minardi/Hart), 1min18s336
18) Ukyo Katayama (JAP/Minardi/Hart), 1min18s557
19) Nicola Larini (ITA/Sauber/Petronas), 1min18s664
20) Jan Magnussen (DIN/Stewart/Ford), 1min18s773
21) Jos Verstappen (HOL/Tyrrell/Ford), 1min18s885
22) Mika Salo (FIN/Tyrrell/Ford), 1min19s274

Corrida
1) Jacques Villeneuve (CAN/Williams/Renault), 72 voltas em 1h36min06s990
2) Gerhard Berger (AUT/Benetton/Renault), a 4s190
3) Olivier Panis (FRA/Prost/Mugen-Honda), a 15s870
4) Mika Hakkinen (FIN/McLaren/Mercedes), a 33s033
5) Michael Schumacher (ALE/Ferrari), a 33s731
6) Jean Alesi (FRA/Benetton/Renault), a 34s020
7) Johnny Herbert (ING/Sauber/Petronas), a 50s912
8) Giancarlo Fisichella (ITA/Jordan/Peugeot), a 1m00s639
9) Heinz-Harald Frentzen (ALE/Williams/Renault), a 1m15s402
10) David Coulthard (ESC/McLaren/Mercedes), a 1 volta
11) Nicola Larini (ITA/Sauber/Petronas), a 1 volta
12) Jarno Trulli (ITA/Minardi/Hart), a 1 volta
13) Mika Salo (FIN/Tyrrell/Ford), a 1 volta
14) Shinji Nakano (JAP/Prost/Mugen-Honda), a 1 volta
15) Jos Verstappen (HOL/Tyrrell/Ford), a 2 voltas
16) Eddie Irvine (IRL/Ferrari), a 2 voltas
17) Damon Hill (ING/Arrows/Yamaha), a 4 voltas
18) Ukyo Katayama (JAP/Minardi/Hart), a 5 voltas


Melhor Volta: Jacques Villeneuve: 1min18s397

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

O último GP do Brasil de Ayrton Senna

O primeiro contato de Ayrton Senna com um carro de Fórmula 1 aconteceu em 1983, num teste feito com a Williams, no circuito inglês de Donington Park. Onze anos depois, o tricampeão do mundo voltava ao cockpit do carro britânico, o qual cobiçou por muito tempo. Pilotar os bólidos de Frank Williams, campeões nas temporadas de 1992 e 1993, era o sonho do brasileiro, que finalmente se concretizou em 1994.

Naquele ano, o vice-campeão do certame passado era apontado como o grande favorito ao título, apesar de a Williams não ter desenhado um modelo tão genial quanto os anteriores. A máquina era veloz, porém excessivamente rebelde em pisos ruins, muito por conta da proibição de componentes eletrônicos imposta pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo), como a suspensão ativa e controle de tração.

Para faturar o campeonato, seria preciso muito trabalho no desenvolvimento do carro, como o próprio Ayrton admitiu nos testes de pré-temporada. “Gostaria de chegar a Interlagos mais tarde, com o carro já mais desenvolvido”.

O circuito brasileiro foi o palco da corrida de estréia do mundial, no dia 27 de março. Nos treinos, Senna deixou a torcida extasiada ao cravar a pole position, com a impressionante marca de 1min15s962. Quem mais se aproximou do Rei das Poles foi um certo Michael Schumacher, a jovem promessa do circo e aposta da Benetton para desbancar o então melhor piloto do mundo.

O autódromo José Carlos Pace estava completamente lotado no domingo e parecia tremer quando Senna pulou na frente após a largada. O adversário alemão se atrapalhou no início da prova e caiu para terceiro, ficando atrás da Ferrari de Jean Alesi.

Os torcedores ficaram ainda mais satisfeitos quando Schumacher tentou — a todo custo — recuperar a posição perdida e tomou um "x" do adversário francês na curva da Junção, que antecede a subida da reta dos boxes. Parecia o dia de nova vitória brasileira, a terceira de Senna em casa.

Mas o cenário do GP do Brasil começou a mudar na volta de número 21, no pit-stop do brasileiro. Com o retorno do reabastecimento durante as corridas, muitas equipes se atrapalharam na hora da parada. A Williams foi uma delas.

Schumacher, numa tática perfeita, parou junto com Senna, saiu na frente e começou a abrir vantagem sobre o carro azul. A estratégia da Benetton foi colocar gasolina somente enquanto os pneus eram trocados. Ao constatar a eficácia do plano, a equipe italiana tratou de repetir o trabalho na volta 45, gastando 7s4 no pit, contra 8s5 de Ayrton, que havia parado um giro antes.

Depois disso, Schumacher passou a saborear uma confortável vantagem de mais de sete segundos sobre Senna, que fazia de tudo para descontar a diferença no braço. O ritmo alucinante, contudo, levou o tricampeão a cometer um erro na volta 56. A rodada na entrada da Junção e o posterior abandono do piloto colocaram um ponto final no sonho de vitória brasileira.

Sem outro concorrente à altura, Schumacher seguiu tranqüilo rumo ao seu primeiro triunfo em Interlagos — o alemão repetiria o êxito no ano seguinte. Damon Hill, companheiro de Senna, terminou em segundo, com uma volta de atraso em relação ao vencedor. Jean Alesi completou o pódio.

O consolo ao Brasil veio no quarto lugar de Rubens Barrichello, a bordo da Jordan. A partir de 1995, “Rubinho” passaria a ser a esperança de glórias brasileiras em Interlagos, assim como Christian Fittipaldi, que não concluiu a etapa de 93.

Confira os resultados do GP do Brasil de 1994:

Grid de largada
1) Ayrton Senna (BRA/Williams/Renault), 1min15s962
2) Michael Schumacher (ALE/Benetton/Ford), 1min16s290
3) Jean Alesi (FRA/Ferrari), 1min17s385
4) Damon Hill (ING/Williams/Renault), 1min17s554
5) Heinz-Harald Frentzen (ALE/Sauber/Mercedes), 1min17s806
6) Gianni Morbidelli (ITA/Footwork/Ford), 1min17s866
7) Karl Wendlinger (AUT/Sauber/Mercedes), 1min17s927
8) Mika Hakkinen (FIN/McLaren/Peugeot), 1min18s122
9) Jos Verstappen (HOL/Benetton/Ford), 1min18s183
10) Ukyo Katayama (JAP/Tyrrell/Yamaha), 1min18s194
11) Christian Fittipaldi (BRA/Footwork/Ford), 1min18s204
12) Mark Blundell (ING/Tyrrell/Yamaha), 1min18s246
13) Erik Comas (FRA/Larrouse/Ford), 1min18s321
14) Rubens Barrichello (BRA/Jordan/Hart), 1min18s414
15) Pierluigi Martini (ITA/Minardi/Ford), 1min18s659
16) Eddie Irvine (IRL/Jordan/Hart), 1min18s751
17) Gerhard Berger (AUT/Ferrari), 1min18s855
18) Martin Brundle (ING/McLaren/Peugeot), 1min18s864
19) Olivier Panis (FRA/Ligier/Renault), 1min19s304
20) Eric Bernard (FRA/Ligier/Renault), 1min19s398
21) Johnny Herbert (ING/Lotus/Mugen), 1min19s483
22) Michele Alboreto (ITA/Minardi/Ford), 1min19s517
23) Olivier Beretta (MON/Larrouse/Ford), 1min19s524
24) Pedro Lamy (POR/Lotus/Mugen), 1min19s975
25) Bertrand Gachot (BEL/Pacific/Ilmor), 1min20s729
26) David Brabham (AUS/Simtek/Ford), 1min21s186

Corrida
1) Michael Schumacher (ALE/Benetton/Ford), 71 voltas em 1h35min38s759
2) Damon Hill (ING/Williams/Renault), a 1 volta
3) Jean Alesi (FRA/Ferrari), a 1 volta
4) Rubens Barrichello (BRA/Jordan/Hart), a 1 volta
5) Ukyo Katayama (JAP/Tyrrell/Yamaha), a 2 voltas
6) Karl Wendlinger (AUT/Sauber/Mercedes), a 2 voltas
7) Johnny Herbert (ING/Lotus/Mugen), a 2 voltas
8) Pierluigi Martini (ITA/Minardi/Ford), a 2 voltas
9) Erik Comas (FRA/Larrouse/Ford), a 3 voltas
10) Pedro Lamy (POR/Lotus/Mugen), a 3 voltas
11) Olivier Panis (FRA/Ligier/Renault), a 3 voltas
12) David Brabham (AUS/Simtek/Ford), a 4 voltas

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Especial GP do Brasil: A emocionante conquista de Senna

Uma vitória em casa, de superação dos limites do corpo e de uma máquina de quase 800 cavalos de potência. Em 1991, Ayrton Senna finalmente venceu o GP do Brasil de Fórmula1, após ter “batido na trave” em quatro das sete vezes que correu anteriormente diante da torcida verde-amarela.

Palco da segunda etapa do certame, o circuito de Interlagos ficou lotado no sábado de 23 de março para ver a McLaren do então bicampeão mundial conquistar a pole position, o primeiro passo para se chegar ao topo do pódio. A ameaça ao brasileiro na corrida e durante todo aquele ano seria imposta pela Williams, que obteve a segunda e terceira posições do grid.

Ao sinal verde, Ayrton manteve-se na ponta e tentou se desgarrar dos adversários. Nigel Mansell superou o companheiro de equipe, o italiano Riccardo Patrese, e começou a andar na cola do líder. Na 20ª passagem, o inglês partiu para o ataque direto e deixou todos os torcedores aflitos e atentos a cada lance do confronto.

A sorte começou a brilhar para Senna quando o “Leão” teve de ir para os boxes, com problemas na regulagem do câmbio de seu carro. Mas a tranqüilidade durou pouco tempo, já que Mansell começou a voar na pista, tirando dois segundos da desvantagem que tinha em cada volta.

O inglês encostou em Senna novamente, mas nessa altura da prova já havia comprometido os pneus de seu monoposto. Conseqüência: mais uma parada para pit-stop e outra dose de alívio para o brazuca. Determinado, Nigel continuou acelerando forte até protagonizar uma cena típica de seu estilo de pilotagem. Rodou no “S” do Senna, deixou o motor apagar e abandonou a disputa.

Fim do drama de Ayrton? Nada disso; estava apenas entrando no segundo capítulo. Um problema na caixa de marchas do McLaren, a 15 voltas do encerramento do GP, complicou a corrida do brasileiro.

Restara apenas a sexta marcha, o que demandou um esforço absurdo para o piloto controlar o bólido há mais de 300 km/h. Ricardo Patrese estava em segundo e começou a se aproximar; transformando a certa vitória do Brasil em duvidosa.

Não bastasse o problema do carro, Senna teve mais uma complicação, vinda do céu: a chuva. O piloto teria de ser herói para concluir as 71 voltas. A última passagem foi um misto de agonia, angustia e tensão, que logo depois se transformou em grito, desabafo e explosão de sentimentos ao cruzar a linha de chegada.

Senna venceu, a chuva despencou e o piloto teve de ser retirado do cockpit pelos médicos da F-1, por conta do desgaste excessivo que sofrera ao controlar um carro em péssimas condições na pista molhada. Era a festa brasileira em Interlagos, que não via um piloto do Brasil no alto do pódio desde 1975. Ao fim do ano, Senna faturava o tricampeonato, seu último título na Fórmula 1.

A corrida ainda teve a participação de outros três brasileiros: Nelson Piquet, quinto colocado com a Benetton, Roberto Moreno, parceiro do tricampeão e sétimo na prova, e Mauricio Gugelmin, que abandonou com problemas em seu Leyton House.

Resultados do GP do Brasil de 1991:

Grid de largada
1) Ayrton Senna (BRA/McLaren/Honda), 1min16s392
2) Riccardo Patrese (ITA/Williams/Renault), 1min16s775
3) Nigel Mansell (ING/Williams/Renault), 1min16s843
4) Gerhard Berger (AUT/McLaren/Honda), 1min17s471
5) Jean Alesi (FRA/Ferrari), 1min17s601
6) Alain Prost (FRA/Ferrari), 1min17s739
7) Nélson Piquet (BRA/Benetton/Ford), 1min18s577
8) Mauricio Gugelmin (BRA/Leyton House/Ilmor), 1min18s664
9) Stefano Modena (ITA/Tyrrell/Honda), 1min18s847
10) Bertrand Gachot (BEL/Jordan/Ford), 1min18s882
11) Eric Bernard (FRA/Larrouse/Ford), 1min19s291
12) Emanuelle Pirro (ITA/Scuderia Itália/Judd), 1min19s305
13) Andrea de Cesaris (ITA/Jordan/Ford), 1min19s339
14) Roberto Moreno (BRA/Benetton/Ford), 1min19s360
15) Ivan Capelli (ITA/Leyton House/Ilmor), 1min19s517
16) Satoru Nakajima (JAP/Tyrrell/Honda), 1min19s546
17) Aguri Suzuki (JAP/Larrouse/Ford), 1min19s832
18) Thierry Boutsen (BEL/Ligier/Lamborghini), 1min19s868
19) Jirki Jarvi Lehto (FIN/Scuderia Itália/Judd), 1min19s954
20) Pierluigi Martini (ITA/Minardi/Ferrari), 1min20s175
21) Gianni Morbidelli (ITA/Minardi/Ferrari), 1min20s502
22) Mika Hakkinen (FIN/Lotus/Judd), 1min20s611
23) Erik Comas (FRA/Ligier/Lamborghini), 1min21s168
24) Gabriele Tarquini (ITA/AGS/Ford), 1min21s219
25) Mark Blundell (ING/Brabham/Yamaha), 1min21s230
26) Martin Brundle (ING/Brabham/Yamaha), 1min21s280

Corrida
1) Ayrton Senna (BRA/McLaren/Honda), 71 voltas em 1h38min28s128
2) Riccardo Patrese (ITA/Williams/Renault), a 2s991
3) Gerhard Berger (AUT/McLaren/Honda), a 5s416
4) Alain Prost (FRA/Ferrari), a 19s369
5) Nélson Piquet (BRA/Benetton/Ford), a 21s960
6) Jean Alesi (FRA/Ferrari), a 23s641
7) Roberto Moreno (BRA/Benetton/Ford), a 1 volta
8) Gianni Morbidelli (ITA/Minardi/Ferrari), a 2 voltas
9) Mika Hakkinen (FIN/Lotus/Judd), a 3 voltas
10) Thierry Boutsen (BEL/Ligier/Lamborghini), a 3 voltas
11) Emanuelle Pirro (ITA/Scuderia Itália/Judd), a 3 voltas
12) Martin Brundle (ING/Brabham/Yamaha), a 4 voltas
13) Bertrand Gachot (BEL/Jordan/Ford), a 8 voltas

Rindo à toa

O que será que veio na cabeça deles quando souberam do abandono de Hamilton?

Exagero estraga festa antecipada

Um dia ele erraria, era óbvio. Mas alguém poderia imaginar que seria de uma forma tão boba, principalmente quando o título estava no colo do piloto? Creio que nem mesmo Lewis Hamilton pensou que aquilo pudesse acontecer no GP da China.

Ele não precisava vencer em Xangai, mas correu em busca do topo do pódio. Afoito, pagou pela inexperiência, vacilou na entrada dos boxes com os pneus intermediários deteriorados, ficou atolado na brita e desperdiçou o primeiro match-point de sua carreira.

Agora, embora ainda tenha uma considerável vantagem para se tornar campeão, o jovem britânico parte para a última etapa do ano sob forte pressão, sabendo que não pode mais bobear, pois Fernando Alonso e Kimi Raikkonen ganharam fôlego na briga.

Os três chegam ao GP do Brasil com chances e méritos de faturar o caneco. Se ficar com Hamilton, registrará o incrível feito de um magnífico estreante, o garoto mais completo a correr na Fórmula 1 e também o primeiro negro a competir na categoria.

Caso Fernandinho vire o jogo, o espanhol terá vencido não apenas o seu terceiro mundial consecutivo, mas também toda a equipe McLaren, que nesta altura da disputa não esconde a preferência em ter Lewis como campeão.

Mas se o destino fizer Raikkonen o vencedor, premiará o finlandês por sua ótima segunda metade de temporada, pelas vezes em que bateu na trave na luta pelo título e, especialmente, por reverter um cenário que neste momento se mostra pouquíssimo favorável a ele.

A única certeza que temos hoje é a de que Ferrari e McLaren tendem a estar com forças niveladas para a decisão tríplice de Interlagos. O time italiano venceu a etapa brasileira do ano passado, enquanto o esquadrão prateado fez a dobradinha em 2005.

Na última vez em que duelaram pelo campeonato, em 2003, a vantagem foi da escuderia vermelha, que comemorou o hexa com Michael Schumacher no GP do Japão. Raikkonen foi o vice.

E neste ano, quem leva o prêmio? Sigo apostando em Hamilton. E vocês?

sábado, 6 de outubro de 2007

Passo 1 de 2: concluído com sucesso


Hamilton, pronto para fazer história

Piloto bom faz a pole-position quando tem o melhor carro. Piloto ótimo faz a pole-position mesmo sem guiar o bólido mais veloz. Piloto fora de série faz a pole-position sem ter o melhor carro, depois de apenas ver a equipe rival dominar os treinos livres, desbanca o companheiro de equipe e único real adversário na luta pelo título por 0s668 e consegue isso mesmo quando lhe basta um resultado conservador para que o campeonato caia no próprio bolso.

Dezenas se encaixam na primeira categoria citada, alguns na segunda e poucos na terceira. Um deles, para a nossa sorte, vive esse turbilhão de emoções como se fosse o mais experiente do grid, mesmo no ano de estréia na Fórmula 1: senhoras e senhores, uma salva de palmas a Lewis Hamilton.

Com a pole anotada no GP da China, digamos que apenas um acontecimento absurdo impedirá a coroação do jovem inglês numa terra que já foi governada por um dos maiores líderes da história, Mao Tsé-Tung. Mesmo se estiver mais leve do que o restante do pelotão, deverá ter condições de abrir uma boa vantagem para Alonso no primeiro trecho da prova e se colocar em boas condições de terminar a prova à frente do espanhol, o que será suficiente para garantir o campeonato.

Em outras palavras: faça um esforço para acordar às 3h desse domingo e sintonizar na TV Bobo (A que faz você de bobo. Mais uma vez, delay no treino...), para acompanhar essa corrida. Não é todo dia que vemos, com nossos olhos, a história ser escrita.

Comentário Breves - Classificação GP da China

- Encorajador desempenho da dupla da Red Bull, ficando no 5º (Coulthard) e 7º (Webber) lugares. Da mesma forma, a equipe B da fábrica de bebidas energéticas conseguiu ir bem, colocando Liuzzi e Vettel em 11º e 12º.

- O que falar sobre a Renault? Quando parece que as coisas estão melhorando, um resultado lamentável no treino.

- Aliás, sinônimos de lamentável nessa temporada são Alexander Wurz e Rubens Barrichello.

- Um outro, Ralf Schumacher, dessa vez foi bem: sexta posição, sete à frente de Trulli.

- Na expectativa pela chuva, arrisco dizer que, dos três primeiros do grid, só Hamilton terminará a prova como começará, na ponta. Será mais um grande salseiro, o que, convenhamos, é ótimo para quem assiste.

- Se não tivermos furacões e intempéries do gênero, um pequeno e leve favoritismo da Ferrari. Mas nada que arrisque a consagração de Hamilton.

Resultado do Treino Classificatório para o GP da China:

1) Lewis Hamilton (ING/Mclaren-Mercedes) - 1:35.908
2) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) - 1:36.044
3) Felipe Massa (BRA/Ferrari) - 1:36.221
4) Fernando Alonso (ESP/McLaren-Mercedes) - 1:36.576
5) David Coulthard (ESC/Red Bull-Renault) 1:37.619
6) Ralf Schumacher (ALE/Toyota) - 1:38.013
7) Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) 1:38.153
8) Nick Heidfeld (ALE/BMW Sauber) - 1:38.455
9) Robert Kubica (POL/BMW Sauber) - 1:38.472
10) Jenson Button (ING/Honda) - 1:39.285

11) Vitantonio Liuzzi (ITA/Toro Rosso-Ferrari) - 1:36.862
12) Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso-Ferrari) - 1:36.891
13) Jarno Trulli (ITA/Toyota) - 1:36.959
14) Heikki Kovalainen (FIN/Renault) - 1:36.991
15) Anthony Davidson (ING/Super Aguri-Honda) - 1:37.247
16) Nico Rosberg (ALE/Williams-Toyota) - 1:37.483

17) Rubens Barrichello (BRA/Honda) - 1:37.251
18) Giancarlo Fisichella (ITA/Renault) - 1:37.290
19) Alexander Wurz (AUT/Williams-Toyota) - 1:37.456
20) Takuma Sato (JAP/Super Aguri-Honda) - 1:38.218
21) Adrian Sutil (ALE/Spyker-Ferrari) - 1:38.688
22) Sakon Yamamoto (JAP/Spyker-Ferrari) - 1:39.366

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Nos detalhes

Bem sabemos que os treinos de sexta-feira não são 100% confiáveis no momento de fazer projeções para classificação e corrida. No entanto, os ensaios livres para o GP da China foram dos mais entusiasmantes e mostraram que McLaren e Ferrari, ao menos aparentemente, estarão niveladas na prova deste final de semana.

O mais rápido do dia em Xangai foi Kimi Raikkonen, seguido por Fernando Alonso, Felipe Massa e Lewis Hamilton. Até aí, nada de surpreendente. O que chama a atenção é a pequena diferença do finlandês para os demais: 0.269s em relação ao inglês, 0.023 para o brasileiro e 0.006 de vantagem sobre o espanhol.

Já pensou se, além de tudo, chover de novo?


Treinos Livres para o GP da China

1 - Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) 1:36.607
2 - Fernando Alonso (ESP/McLaren-Mercedes) 1:36.613
3 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) 1:36.630
4 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) 1:36.876
5 - Jarno Trulli (ITA/Toyota) 1:37.151
6 - Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) 1:37.450
7 - Ralf Schumacher (ALE/Toyota) 1:37.524
8 - David Coulthard (ESC/Red Bull-Renault) 1:37.617
9 - Nico Rosberg (ALE/Williams-Toyota) 1:37.646
10 - Giancarlo Fisichella (ITA/Renault) 1:37.970
11 - Heikki Kovalainen (ITA/Renault) 1:38.062
12 - Jenson Button (ING/Honda) 1:38.205
13 - Rubens Barrichello (BRA/Honda) 1:38.304
14 - Robert Kubica (POL/BMW Sauber) 1:38.379
15 - Nick Heidfeld (ALE/BMW Sauber) 1:38.388
16 - Alexander Wurz (AUT/Williams-Toyota) 1:38.531
17 - Anthony Davidson (ING/Super Aguri-Honda) 1:38.975
18 - Vitantonio Liuzzi (ITA/Toro Rosso-Ferrari) 1:39.065
19 - Adrian Sutil (ALE/Spyker-Ferrari) 1:39.224
20 - Takuma Sato (JAP/Super Aguri-Honda) 1:39.360
21 - Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso-Ferrari) 1:39.404
22 - Sakon Yamamoto (JAP/Spyker-Ferrari) 1:40.051

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Kimi assume a liderança do 2º turno

Embora esteja praticamente fora da briga pelo título, Kimi Raikkonen é neste momento o melhor piloto da segunda metade da temporada 2007. Nas últimas sete etapas, o finlandês somou 48 pontos ao conquistar duas vitórias, dois segundos e dois terceiros lugares. Só não pontuou em Nürburgring, por conta de um problema em sua Ferrari.

Outro detalhe interessante de se observar é o fato do “Homem de Gelo” ter subido no pódio nas últimas cinco corridas, coisa que jamais havia feito em um mesmo campeonato. O máximo que conseguiu anteriormente foram quatro pódios em seqüência no início de 2003 e outros quatro em série no final de 2005.

Se mantiver a boa fase nas próximas duas provas, Raikkonen terá grandes chances de tomar o vice-campeonato de Fernando Alonso, tornando-se assim um tri-vice. Tal façanha, porém, só serve para florear o currículo. Ou alguém já viu um piloto vibrar pelo segundo lugar de um certame?

Voltando a analisar a lista do segundo turno, chama a atenção o fraco desempenho de Felipe Massa, que marcou 15 pontos a menos que o parceiro de equipe. Entre Hamilton Alonso, nota-se um equilíbrio nesta reta final do torneio, mas decorrente do abandono do espanhol na etapa do Japão.

Confira os desempenhos:

Primeira metade do campeonato (GP da Austrália ao GP da França)
1) Lewis Hamilton, 64 pontos
2) Fernando Alonso, 50
3) Felipe Massa, 47
4) Kimi Raikkonen, 42

Segunda metade do campeonato (iniciada no GP da Inglaterra)*
1) Kimi Raikkonen, 48
2) Fernando Alonso, 45
3) Lewis Hamilton, 43
4) Felipe Massa, 33

*Até o GP do Japão.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Semelhanças entre 86 e 2007

Baixinho narigudo levou a taça há 21 anos.

Como Ayrton Senna em 1986, Felipe Massa foi o primeiro piloto do “G-4” a ser eliminado da briga pelo título mundial em 2007. Curiosamente, a queda dos brasileiros aconteceu na antepenúltima etapa do campeonato, vencida em ambas as ocasiões por um inglês — Lewis Hamilton no recente GP do Japão e Nigel Mansell na prova de Portugal de 21 anos atrás.

Não seria nada mal se houvesse uma nova semelhança entre as duas temporadas, principalmente porque em 86 o caneco só foi decidido na última corrida, tendo três postulantes ao prêmio: Mansell, Nelson Piquet e Alain Prost. Duas Williams e uma McLaren.

Desde então, nunca mais ocorreu uma decisão envolvendo mais de dois pilotos. Hoje, ainda existe uma pequena possibilidade de termos duas McLaren e uma Ferrari com chances no GP do Brasil. Seria interessante, porém, pouco provável.