domingo, 26 de agosto de 2007

Novo empate histórico do quarteto

Após 12 etapas, temos o registro de três vitórias para cada um dos quatro postulantes ao título mundial, um feito inédito na categoria. O interessante é que se este equilíbrio permanecer até o final da temporada, alguém terá subido pelo menos uma vez a mais no alto do pódio, já que há um número ímpar de provas — 17.

Na classificação, Lewis Hamilton segue na liderança com 84 pontos e apenas cinco de vantagem sobre Fernando Alonso, o único piloto que terminou e pontuou em toda a dúzia de corridas disputadas. Regularidade esta que fez o espanhol descontar nove tentos do inglês nos últimos quatro GPs.

Entre os companheiros da Ferrari, uma inversão de lugares. Kimi Raikkonen, de um ponto a mais sobre Felipe Massa, passou a ter um a menos em relação ao brasileiro. Em quinto e confortável, segue Nick Heidfeld, seguido do polonês Robert Kubica. Para fechar a ordem natural de forças do campeonato deste ano, aparecem os dois carros da Renault, mas pela primeira vez com Heikki Kovalainen à frente de Giancarlo Fisichella.

Nico Rosberg, mesmo sem a sorte de Alexander Wurz — que subiu duas vezes ao pódio em provas atípicas —, vai se aproximando do austríaco na base da consistência. É o décimo da tabela, com quatro pontos a menos que o parceiro de Williams.

Rubens Barrichello, no pior certame da carreira, segue sem um mísero pontinho. Será que ele vai mesmo conseguir a façanha de fechar 2007 zerado?

Mundial de pilotos:
1) Lewis Hamilton, 84 pontos
2) Fernando Alonso, 79
3) Felipe Massa, 69
4) Kimi Raikkonen, 68
5) Nick Heidfeld, 47
6) Robert Kubica, 29
7) Heikki Kovalainen, 19
8) Giancarlo Fisichella, 17
9) Alexander Wurz, 13
10) Nico Rosberg, 9
11) Mark Webber, 8
12) David Coulthard, 8
13) Jarno Trulli, 7
14) Ralf Schumacher, 5
15) Takuma Sato, 4
16) Sebastian Vettel, 1

17) Jenson Button, 1

2 comentários:

dzequini disse...

Leandrinho, mais uma questão pra vc.
Por que raios mudaram o sistema de pontuação da Fórmula Um?
A regularidade suplantou a emoção. Que graça há nisso?
Dentro dessa regra, é possível, a meu ver, ser campeão chegando apenas em segundo lugar, não?
Vamos traçar uma analogia com o futebol. Antigamente, uma vitória no esporte bretão valia dois pontos. Uma decisão sábia outorgou que a vitória valesse três pontos.
Evolução no futebol. Involução na Fórmula Um.
Há algo plausível que explique isso? Qual a sua opinião?

Leandro Alvares disse...

Meu amigo Diego!

A explicação para isso está em um nome: Michael Schumacher. Para impedir que o alemão disparasse na classificação, a FIA alterou em 2003 o formato de pontuação, que até então premiava apenas os seis primeiros colocados e possuia uma diferença de 4 pontos entre vencedor e segundo colocado (10 a 6).

Desvalorizaram a vitória, privilegiaram a regularidade, causando essa involução mencionada por você.

E o efeito desta involução foi tamanho que por muito pouco Kimi Raikkonen não conquistou o título de 2003 com somente uma vitória, diante das seis de Schumacher - que acabou sendo campeão com apenas dois pontos de vantagem sobre o finlandês.

Tentaram brecar o alemão com a nova pontuação e não conseguiram, pois o ferrarista acabou levando os canecos de 2003 e 2004.

Deveriam, portanto, retomar a forma antiga de pontos (a mais justa na minha opinião) ou então bolar um novo critério, pois este de hoje acabou com boa parte da graça das corridas.

Um abraço,
Leandro.