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terça-feira, 26 de maio de 2009

Índices relevantes

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
Com apenas seis corridas no currículo, a Brawn GP acumula impressionantes três dobradinhas na Fórmula 1. Para se ter uma ideia da expressividade da marca, a Renault — bicampeã em 2005 e 2006 — fez primeiro e segundo lugares em apenas duas provas, do total de 251 que já disputou.

O que mais chama a atenção mesmo é que por muito pouco a equipe de Ross não ficou de fora da temporada, uma grande injustiça se tivesse acontecido o contrário.

Ranking de dobradinhas:
1) Ferrari, 79
2) McLaren, 44
3) Williams, 33
4) Lotus, 8
5) Brabham, 8
6) Tyrrell, 8
7) Cooper, 6
8) Mercedes, 5
9) BRM, 5
10) Alfa Romeo, 4
11) Brawn GP, 3
12) Kurtis Kraft, 2
13) Epperly, 2
14) Watson, 2
15) Matra, 2
16) Renault, 2
17) Benetton, 2
18) Maserati, 1
19) Ligier, 1
20) Jordan, 1
21) BMW Sauber, 1
22) Red Bull, 1

terça-feira, 17 de março de 2009

Adoráveis interrogações

FOTO: DIVULGAÇÃO/BRAWN GP
De volta à rotina após uma semana em Manaus, onde a Honda apresentou três novos produtos para o mercado de motocicletas, façamos as engrenagens deste espaço da velocidade voltarem a se movimentar. Afinal de contas, a temporada que tanto desejamos está prestes a começar. Mais 12 dias e saberemos tudo aquilo que neste momento nos deixa extremamente ansiosos para ver os carros na pista.

A grande interrogação, não há como negar, está relacionada à Brawn GP. Será que vai manter o desempenho assombroso na hora da verdade? Dá para imaginar uma equipe bebê, que nasceu de um parto difícil e trabalhoso, chegar à Austrália desbancando tudo e a todos? Apesar dos resultados surpreendentes mostrados nos últimos dias, diria que ainda não.

O time de Ross Brawn não parece blefar; fez um carro muito competitivo, confiável e veloz. No entanto, pelo pouco tempo de testes que o grupo teve, fica a sensação de que está buscando o limite da máquina para recuperar o atraso. Não há tempo para alisar cada item do monoposto, voltar para a fábrica, estudar os dados e reiniciar os trabalhos. A ordem é enfiar o pé no acelerador, esmerilhar o motorzão Mercedes e ver até onde o conjunto aguenta.

As adversárias, enquanto isso, parecem guardar algumas balas no cartucho para serem disparadas apenas em Melbourne. Pelos resultados da pré-temporada, podemos esperar uma Ferrari bastante forte, uma BMW consistente e determinada a fazer mais que em 2008 e uma Toyota em ótima forma.

Com exceção de McLaren, que está apanhando para encontrar aderência no MP4/24, todos os comentários sobre as demais escuderias foram de evolução. Todo mundo otimista e dizendo estar numa situação mais promissora que no ano passado. Ora, se todos sobem um degrau, as diferenças seguem as mesmas, com as grandes lá na frente, as médias no lugar de sempre e as pequenas lá no fundão.

Não teremos uma Force India lutando por vitórias. A única “pequena” que pode surpreender — já surpreendeu, na verdade — é a ex-Honda, por mais que muita gente ainda guarde receios quanto a isso.

Rubens Barrichello e Jenson Button na briga pela pole e vitória depois de quase terem ficado a pé? Um exercício mental que chega a dar um nó na cabeça só de pensar. Não por ser algo ruim, mas por beirar ao inimaginável até pouquíssimo tempo atrás. Nem o melhor dos roteiristas de cinema escreveria algo assim.

A Fórmula 1 2009 vai começar. Imprevisível como há muito não se via. Incrível como sempre foi. Seja ela marcada por equilíbrio ou domínio. Sensacional!!!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Vencedora só por existir

FOTOS: REPRODUÇÃO/LAT
Trabalhar para site, jornal, revistas e assessoria de uma só vez acaba mesmo tomando boa parte das 24 horas do dia de qualquer pessoa. Por esse motivo, amigos, o blog não tem recebido a atenção que merece, mas em breve voltará ao ritmo habitual de atualizações.

Para tirar o atraso, façamos aqui alguns comentários sobre a mais nova equipe do grid, a Brawn GP, que nesta segunda-feira participou de seu primeiro teste coletivo e, na parte da manhã, conseguiu a pachorra de liderar a folha de tempos.

O carro de Jenson Button e Rubens Barrichello impressionou com o visual diferente do que vinha sendo testado pela Honda, confirmando que os trabalhos não ficaram parados após o anúncio de debandar da marca japonesa.

A máquina traz uma asa dianteira semelhante a da Williams e laterais muito parecidas com as da nova McLaren, o que não causa estranheza já que o time passa a utilizar os motores Mercedes.

Sobre o desempenho, apesar de todos (dirigentes e pilotos) estarem bastante otimistas, fica a impressão de um natural interesse do grupo em mostrar serviço para elevar o moral e captar as pressas alguns patrocinadores.

Será uma grande surpresa se a Brawn conseguir lutar por pontos no GP da Austrália; sem dúvida uma vitória por todo o atraso que teve em função das incertezas de corre ou não corre.

Quanto aos pilotos, confesso não saber o que as pessoas enxergam de bom em Jenson Button. O britânico foi apático em 2008, perdendo a batalha interna da ex-Honda para Rubens Barrichello, a única que poderia disputar, considerando a draga do carro nipônico.

Já o veterano brasileiro ganhou a merecida chance de encerrar a carreira com dignidade. Empolgação, como sempre, não lhe falta, a ponto de imaginar conquistas importantes com a Brawn. Que saiba, ao menos, aproveitar seu provável último ano na Fórmula 1.

Numa avaliação de momento, fica difícil imaginar o carro branco sequer andando no pelotão intermediário. Sobre o quadro de forças, com base nos testes da pré-temporada, falaremos ao longo da semana.

De qualquer maneira, boas-vindas e vida longa ao time de Ross Brawn. Que não seja mais um fracasso como os muitos registrados nos últimos dez anos, como Honda, Midland, Super Aguri, Spyker e Prost.