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terça-feira, 7 de julho de 2009

Eternos vice-campeões

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
Ser campeão parece algo distante para este ano, pois a vantagem atual de Jenson Button é de 23 pontos. Pensar no vice, contudo, já é mais coerente para Rubens Barrichello, que caso confirme essa conquista tornar-se-á o segundo maior “azarado” isolado da história em quantidade de vices e sem nenhum título na Fórmula 1, num total de três em seu currículo.

O recordista deste ingrato quesito é o inglês Stirling Moss, que teve a proeza de ser o vice por quatro temporadas consecutivas, entre os mundiais de 1955 e 1958. Atualmente com 79 anos, este ex-corredor competiu entre 1951 e 1961, venceu 16 corridas e fez 16 pole positions. Um histórico respeitável, que só faltou ser marcado por um “mísero troféuzinho” de número 1 do mundo.

Além de Moss e Barrichello, outros 17 competidores também foram vice sem jamais terem tido o prazer de conquistar o caneco. Coisa que sujeitos como Michael Schumacher (heptacampeão e tri-vice) e Ayrton Senna (tricampeão e bi-vice), para não citar muitos outros, conseguiram.

Uma curiosidade neste tema é que dois dos “vice não-campeões” conseguiram o segundo lugar da tabela de pontuação post mortem: o alemão Wolfgang von Trips (1961) e o sueco Ronnie Peterson (1978).

Dos pilotos em atividade, apenas Barrichello e Felipe Massa carregam o estigma do vice e nenhum troféu de campeão. Uma exclusividade pouco ingrata para o Brasil, não é mesmo?

Lista dos vices que jamais foram campeões:
4 – Stirling Moss (1955 a 1958)
2 – Jose Froilan Gonzalez (1951, 1954)
2 – Bruce McLaren (1960, 1962)
2 – Jacky Ickx (1969, 1970)
2 – Ronnie Peterson (1971, 1978)
2 – Rubens Barrichello (2002, 2004)
1 – Luigi Fagioli (1950)
1 – Tony Brooks (1959)
1 – Wolfgang von Trips (1961)
1 – Richie Ginther (1963)
1 – Clay Regazzoni (1974)
1 – Gilles Villeneuve (1979)
1 – Carlos Reutemann (1981)
1 – John Watson (1982)
1 – Michele Alboreto (1985)
1 – Riccardo Patrese (1992)
1 – Eddie Irvine (1999)
1 – David Coulthard (2001)
1 – Felipe Massa (2008)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Um pouco sobre Nürburgring

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
"Ao contrário de 2007, essas equipes dificilmente vão lutar pela vitória este ano".

Um circuito de longa história, construído em 1920 nos arredores do castelo medieval de Nürburg, localizado na região alemã de Eifel, receberá no próximo fim de semana a nona etapa do Mundial de Fórmula 1. Nürburgring será o palco do GP da Alemanha e marcará o início da segunda metade da temporada 2009.

No calendário atual, depois de Interlagos, é o traçado de maior altitude em relação ao nível do mar, o que implica na formação do ar rarefeito e ocasiona uma ligeira perda de potência dos motores, além de diminuir o consumo de combustível. Em poucas palavras, significa dizer que os carros mais equilibrados tendem a levar vantagem. A força do propulsor propriamente dita não é suficiente para se garantir um bom resultado.

Atualmente, uma volta em Nürburgring totaliza 5.148 metros, percurso muito pequeno se comparado ao desenho original da pista, que possuía impressionantes e desafiadores 22.810 m. Junto com a emoção, porém, o antigo circuito trazia muitos riscos aos pilotos. Niki Lauda que o diga.

Em 1976, o austríaco sofreu o mais grave acidente de sua carreira, justamente no autódromo alemão, ao bater contra o muro e ficar preso nas ferragens da Ferrari em meio às chamas. Pela dimensão do complexo, o resgate levou muito tempo para prestar socorro. Para a sorte do campeão, o amigo italiano Arturo Merzario parou sua Williams para resgatá-lo.

Com diversas queimaduras, além de graves danos pulmonares e sanguíneos, Lauda foi levado às pressas para o hospital, onde entrou em estado de coma. A gravidade de seu quadro clínico era tamanha que chegou a receber a extrema-unção de um padre.

Mas para a alegria e espanto positivo de todos, Niki escapou do pior, e 42 dias depois do acidente já estava alinhado no grid do GP da Itália com sua Ferrari número 1 — terminaria a prova num heróico quarto lugar. As cicatrizes e deformações no rosto o acompanham até hoje, mas não o impediram de conquistar outros dois títulos mundiais na categoria. Um verdadeiro tricampeão, exemplo de coragem e determinação.

Após a quase tragédia de 76, Nürburgring ficou de fora do calendário por oito anos, retornando somente em 1984, porém totalmente reformulado, com uma pista muito menor que a anterior. Dos mais de 22 km, passou para uma extensão de 4.542 m.

Passadas as edições de 84 e 85, o traçado foi novamente retirado do Mundial. O segundo retorno aconteceria uma década depois, graças ao sucesso de um certo Michael Schumacher no certame que motivou os chefões do esporte a promover uma outra corrida na Alemanha, além da de Hockenheim. Iniciava-se, então, a saga do GP da Europa — chamado de GP de Luxemburgo em 1997 e 1998.

Dali em diante, a pista passaria por pequenas alterações. A mais sensível delas em 2002, quando ganhou uma nova sequência de curvas no primeiro setor, que acarretou num avanço de 4.556 m para 5.146 m.

O traçado atual mescla retas e curvas de média e baixa velocidade, que sugerem a escolha de um acerto médio de pressão aerodinâmica. O asfalto é muito liso, bastante aderente e de baixo desgaste de borracha. Entre os componentes mais exigidos do carro estão os freios, especialmente na freada da reta principal e na desaceleração para a “chicane do Schumacher”, que faz o acesso para a conclusão da volta.

O recordista de vitórias em Nürburgring é Michael Schumacher, com cinco conquistas em casa. A última delas foi alcançada em 2006, numa prova que registrou também o primeiro pódio de Felipe Massa na F-1. O brasileiro chegou em terceiro, atrás de Fernando Alonso.

Em 2007, o traçado germânico assistiu a uma corrida recheada de pontos altos: teve chuva torrencial nas primeiras voltas, pista seca logo em seguida, o retorno do aguaceiro no fim e um duelo com direito a toque de rodas e discussão entre Massa e Alonso, o vencedor.

Para o próximo domingo, a briga entre Brawn e Red Bull pode ser a mais apertada do ano, já que as características do circuito tendem a ser favoráveis para o carro de Jenson Button, mas a temperatura amena (como prevê a meteorologia) joga em favor do monoposto de Sebastian Vettel. Some a este confronto os nomes de Rubens Barrichello e Mark Webber, que costumam andar forte em Nürburgring. O brasileiro com direito a uma vitória por lá, em 2002.

Ficha Técnica

Circuito de Nürburgring, Alemanha
Extensão: 5.148 m
Voltas: 60 (308.863 km)
Número de curvas: 15 (6 para a esquerda, 9 para a direita)
Velocidade máxima: 325 km/h
Provas realizadas: 37
Recorde de pole position: Michael Schumacher em 2004 com a Ferrari (1min28s351)
Melhor volta em corrida: Michael Schumacher em 2004 com a Ferrari (1min29s468)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Divagações pós GP

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
"O duelo do ano está por vir".

A Red Bull e Sebastian Vettel sobraram em Silverstone, a etapa mais cansativa e sonolenta da temporada 2009 da Fórmula 1. A Brawn e Jenson Button desta vez foram simples coadjuvantes, mas ainda se dão ao luxo de poder queimar uma ampla gordura no Mundial de Pilotos e no de Construtores. Mas por quanto tempo? Esta é a grande incógnita.

Restando nove provas para o encerramento da temporada, a equipe dos energéticos que dão asas sinaliza ter capacidade de assumir o papel de time dominante a partir de agora. Caso isso se confirme, caberá a Vettel (principal aposta do elenco) traduzir a boa fase em vitórias para diminuir a distância de 25 pontos que o separa da liderança do torneio.

Enquanto isso na Brawn, as atenções tendem a se concentrar em Button. Rubens Barrichello, obviamente, deve cooperar como o número 2 e ajudar o parceiro britânico a conquistar o título. Neste caso não há o que reclamar, pois ambos tiveram as mesmas condições de mostrar serviço e o inglês se saiu bem melhor.

O duelo pelo caneco, como há algum tempo já transparecia, será entre Jenson e Sebastian. Os dois não precisam mais provar que podem vencer. A grande dúvida é sobre qual deles conseguirá ser constante e colher o máximo de pontos mesmo quando o primeiro lugar não for possível.

Button fez isso no GP da Inglaterra: três pontinhos com o sexto lugar, melhor do que nada. O favoritismo ainda é dele, mas Vettel promete chegar. Que chegue mesmo, só que com uma boa dose de emoção para esta batalha, pois o domínio avassalador como o que vimos neste fim de semana provoca muitos bocejos.

Aceleradas:
- Felipe Massa foi magistral neste GP. Não fosse o mau desempenho no treino, teria roubado o pódio de Barrichello.

- Que situação lamentável vive a McLaren, sem pontuar há quatro corridas. Quando o time voltará aos dias de glória? Talvez em 2010, assim como a Ferrari. Isso se ainda existir a Fórmula 1 como conhecemos. Por falar nisso, a tempestade vai sim se acalmar até o fim do ano. FIA e Fota chegarão a um acordo, para o bem de todos nós que amamos este esporte.

sábado, 20 de junho de 2009

Pole não costuma vencer em Silverstone

FOTO: DIVULGAÇÃO/RED BULL
Sebastian Vettel voou no treino de classificação deste sábado, em Silverstone. Uma pole position super merecida para quem estava com o carro mais pesado entre os participantes do Q3.

Fiquemos atentos agora para ver se o alemão da Red Bull vai conseguir escapar da maldição do primeiro lugar no GP da Inglaterra. Das nove edições da prova neste milênio somente em duas o ponteiro do grid terminou com a vitória: 2003 e 2006.

Poles e vencedores em Silverstone:
2008
Pole: Heikki Kovalainen (McLaren)
Vitória: Lewis Hamilton (McLaren)

2007
Pole: Lewis Hamilton (McLaren)
Vitória: Kimi Raikkonen (Ferrari)

2006
Pole: Fernando Alonso (Renault)
Vitória: Fernando Alonso (Renault)

2005
Pole: Fernando Alonso (Renault)
Vitória: Juan-Pablo Montoya (McLaren)

2004
Pole: Kimi Raikkonen (McLaren)
Vitória: Michael Schumacher (Ferrari)

2003
Pole: Rubens Barrichello (Ferrari)
Vitória: Rubens Barrichello (Ferrari)

2002
Pole: Juan-Pablo Montoya (Williams)
Vitória: Michael Schumacher (Ferrari)

2001
Pole: Michael Schumacher (Ferrari)
Vitória: Mika Hakkinen (McLaren)

2000
Pole: Rubens Barrichello (Ferrari)
Vitória: David Coulthard (McLaren)

terça-feira, 16 de junho de 2009

Desafio caseiro

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
"Com a Honda, foram apenas fracassos".

Vencer em casa é o sonho de qualquer competidor. Mas assim como Rubens Barrichello (apenas um exemplo entre vários), Jenson Button não costuma ter muita sorte quando acelera diante de seus fãs.

Em nove participações no GP da Inglaterra, o britânico somou apenas 12 pontos, sem jamais ter colocado os pés no pódio. Seu resultado mais expressivo foi o quarto lugar em 2004, com a BAR 006 – o melhor carro que conduziu antes da Brawn.

Nas classificações, quase levou a pole de 2005, mas acabou superado por Fernando Alonso e saiu em segundo. Já nos últimos três anos com a Honda, só acumulou fracassos: dois abandonos e uma décima colocação, sendo o 17º posto o melhor lugar no grid.

Motivos de esperança para os rivais ou uma nova barreira a ser derrubada pelo líder do mundial? A resposta começa a ser escrita na última parte do treino de sábado, já que Button e a Brawn costumam esconder o jogo nas sessões de sexta-feira.

Raio-X de Jenson Button em Silverstone:
2000: 6º no grid / 5º na corrida (Williams)
2001: 18º/15º (Benetton)
2002: 12º/abandono (Renault)
2003: 20º/8º (BAR)
2004: 3º/4º (BAR)
2005: 2º/5º (BAR)
2006: 19º/abandono (Honda)
2007: 18º/10º (Honda)
2008: 17º/abandono (Honda)

terça-feira, 9 de junho de 2009

Passeio irretocável

FOTO: DIVULGAÇÃO/BRAWN GP
Enquanto o escriba aqui encara os desafios da seção de passeios do Guia do jornal “O Estado de S. Paulo” – e por este motivo está encontrando dificuldades para manter o blog atualizado –, Jenson Button segue também passeando pelas pistas da Fórmula 1.

Na Turquia, no último fim de semana, foi um passeio com autoridade. Só não fez a pole position porque Sebastian Vettel estava mais leve no treino e caprichou na volta lançada. Mas o que importa? O inglês assumiu a liderança do GP logo na primeira volta e seguiu soberano rumo ao degrau mais alto do pódio.

Seis vitórias em sete corridas, façanha que só Michael Schumacher e Jim Clark alcançaram. E o que dizer de 280 voltas na primeira posição, contra 56 de Vettel e 33 de Rubens Barrichello? Marcas assombrosas deste rapaz, a quem já podemos chamar de virtual campeão de 2009.

Button não precisa mais vencer para faturar o título; basta ser o segundo nas próximas etapas que ninguém o alcançará. No entanto, sua sede por vitória está elevadíssima e novas conquistas devem surgir até o encerramento do certame.

O campeão está praticamente definido. Falta saber quem será o vice. Barrichello? É um forte candidato, mas as constantes desculpas pelos erros e promessas desnecessárias nos fazem duvidar da capacidade do veterano. Que fique bem claro: o brasileiro é sim um bom piloto e por tal motivo segue na F-1. O problema é que não passa disso, um bom competidor. Se conseguir vencer pelo menos uma (só uma) neste ano já estará de bom tamanho.

Vettel e Mark Webber são os demais concorrentes ao segundo posto da classificação. O alemão é um talento em formação, enquanto o australiano um cara em boa fase de bons resultados constantes. Vão sim dar trabalho a Barrichello na luta pelo segundão.

Ferrari e McLaren, coitadas, são meras coadjuvantes (quase nem isso) após longos anos de domínio. A temporada acabou para ambas e só resta agora trabalharem muito para 2010, seja lá qual for a categoria em que estiverem competindo (sobre essa briga de bastidores envolvendo regulamentos e poderes, tudo acabará em entendimento, vocês vão ver).

O que fica claro neste campeonato é que na Fórmula 1 não basta genial. Sem um bom carro, nada se faz. Lewis Hamilton, Fernando Alonso, Michael Schumacher... Qualquer um com uma tranqueira nas mãos vai ficar para trás.

A grande virtude é saber aproveitar a chance quando lhe dão um “foguete” para dirigir. Button está fazendo bom proveito, Barrichello não. Assim como muitos outros desperdiçaram esse sonho, como David Coulthard, Heinz-Harald Frentzen, Giancarlo Fisichella, e por aí vai.

A próxima etapa será em Silverstone, casa de Jenson, mas um local onde ele não costuma se sair bem. Mais um tabu para ser quebrado? Bem capaz.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Só pole position venceu na Turquia

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
"Felipe Massa é o piloto a ser batido em Istambul".

No calendário desde 2005, o GP da Turquia por enquanto só foi vencido por quem largou na pole position: Kimi Raikkonen, com a McLaren, no ano de estreia, e Felipe Massa, de Ferrari, em 2006, 2007 e 2008.

Como neste ano só o GP do Bahrein não teve como vencedor o ponteiro do grid, são bem consideráveis, portanto, as chances de termos no fim de semana a vitória do sujeito que cravar o melhor tempo na classificação da etapa turca.

Em quem apostar? A Brawn deve manter sua força, especialmente com Jenson Button. A Red Bull, agora com o difusor duplo instalado no bólido, tende a vir com muito apetite para compensar o desempenho mediano de Mônaco. Já a Ferrari pode ser uma grata surpresa caso confirme a evolução apresentada nas ruas do Principado.

E se o time italiano estiver de fato com um bom carro, saiam da frente de Massa, pois o traçado de Kurtkoy é o cantinho de diversão e dominação do brasileiro. Que a Ferrari só não bobeie no serviço de rotina e na estratégia, afinal a cota de vacilos de 2009 já foi atingida, não é mesmo?

Ficha técnica - GP da Turquia
Circuito de Kurtkoy, em Istambul
Extensão: 5.338 m
Voltas: 58 (309.356 km)
Número de curvas: 14 (8 para a esquerda, 6 para a direita)
Velocidade máxima: 320 km/h
Provas realizadas: 4
Pole position em 2008: Felipe Massa, com a Ferrari (1min27s617)
Melhor volta em corrida: Juan Pablo Montoya em 2005 com a McLaren (1min24s770)

terça-feira, 26 de maio de 2009

Índices relevantes

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
Com apenas seis corridas no currículo, a Brawn GP acumula impressionantes três dobradinhas na Fórmula 1. Para se ter uma ideia da expressividade da marca, a Renault — bicampeã em 2005 e 2006 — fez primeiro e segundo lugares em apenas duas provas, do total de 251 que já disputou.

O que mais chama a atenção mesmo é que por muito pouco a equipe de Ross não ficou de fora da temporada, uma grande injustiça se tivesse acontecido o contrário.

Ranking de dobradinhas:
1) Ferrari, 79
2) McLaren, 44
3) Williams, 33
4) Lotus, 8
5) Brabham, 8
6) Tyrrell, 8
7) Cooper, 6
8) Mercedes, 5
9) BRM, 5
10) Alfa Romeo, 4
11) Brawn GP, 3
12) Kurtis Kraft, 2
13) Epperly, 2
14) Watson, 2
15) Matra, 2
16) Renault, 2
17) Benetton, 2
18) Maserati, 1
19) Ligier, 1
20) Jordan, 1
21) BMW Sauber, 1
22) Red Bull, 1

domingo, 24 de maio de 2009

Fórmula Button

FOTO: DIVULGAÇÃO/BRAWN GP
Se houvesse uma aposta para saber qual piloto teria condições de impor um domínio na Fórmula 1 ao estilo Michael Schumacher, muitos diriam Fernando Alonso, ainda exaltado como o sujeito mais completo do grid atual. Outros tantos exclamariam o genial Lewis Hamilton, alguns arriscariam o rapaz de fases Kimi Raikkonen e os brasileiros mais esperançosos afirmariam o raçudo Felipe Massa. Ninguém (ninguém mesmo), nem de brincadeira, colocaria suas fichas no até pouco tempo atrás modesto Jenson Button.

Passados três anos da aposentadoria do alemão, eis que surge uma equipe nascida das cinzas de uma Honda lastimável, surpreendendo com um carro extremamente veloz e com um inglês super motivado para aproveitar a grande chance de sua carreira. Em seis corridas, cinco vitórias e quatro pole positions. Um início supremo que pouca gente conseguiu na categoria – de cabeça, lembramos do próprio Schumacher em 2004 e de Nigel Mansell em 1992.

A cada conquista, sempre o discurso de “Yeahhh, yeahhh, yeahhh”. Um tanto cansativo e previsível, mas foi o jeito que Button escolheu para comemorar. Que vibre como quiser, pois o momento é todo dele. Pior que a tal sambadinha não poderia ser, então que continue berrando dentro do cockpit.

Jenson será campeão? Bom, já venceu cinco provas, a mesma quantidade de conquistas que rendeu o caneco a Hamilton no ano passado. Em 2007, Raikkonen ficou com o título após seis vitórias e Fernando Alonso sagrou-se bicampeão com sete êxitos em 2005 e 2006. Ainda faltam 11 GPs para o encerramento do Mundial e fortes indícios de que veremos o carro branco do britânico cruzando a linha de chegada em primeiro.

Todos nós erramos. O novo domínio da F-1 leva o nome de Jenson Button. Até as ruas de Mônaco souberam disso neste fim de semana.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Presente de aniversário

FOTO: DIVULGAÇÃO/BRAWN GP
Rubens Barrichello, o piloto mais experiente da Fórmula 1 e também o mais velho do grid, vai assoprar neste sábado as velinhas de seu 37º aniversário. Será que ele consegue dar a si mesmo o presente de largar na pole position nas ruas de Mônaco? Ou quem sabe ir além e completar o fim de semana de comemorações com a conquista da vitória no Principado? Carro para isso o brasileiro parece ter. Vejamos o que ele consegue.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Recorde negativo

FOTO: DIVULGAÇÃO/TOYOTA
O número 13 não costuma ser bem aceito na Fórmula 1, especialmente quando se trata de uma referência negativa. Para a tristeza de Jarno Trulli, o algarismo ímpar passa a representar o total de vezes em que abandonou uma etapa ainda na primeira volta, um novo recorde para a categoria.

Antes do GP da Espanha, o italiano da Toyota dividia esse “mérito” com outros dois corredores: o compatriota Andrea De Cesaris e o brasileiro Rubens Barrichello. Para um sujeito que só venceu um Grande Prêmio em 204 participações, liderar esse tipo de ranking não deve ser nada agradável.

Ranking de abandonos na 1ª volta do GP:
1) Jarno Trulli, 13
2) Andrea De Cesaris, 12
3) Rubens Barrichello, 12
4) Patrick Tambay, 10
5) Jean-Pierre Jarier, 9
6) Giancarlo Fisichella, 9
7) David Coulthard, 9
8) Pierluigi Martini, 8
9) Mika Hakkinen, 8
10) Mario Andretti, 7

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Considerações da etapa espanhola

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
Rubens Barrichello fez ontem, na Espanha, a sua melhor corrida na temporada 2009. No entanto, foi ao mesmo tempo a mais revoltante para aqueles que esperavam uma reação do brasileiro. Tudo por uma incompetência do corredor para fazer valer a estratégia de pit-stops.

Não há muito que dizer: ele precisava ser veloz e não foi. Com quase 20 anos de Fórmula 1 nas costas, o veterano deveria ter o bom senso de analisar a situação da corrida e ter voz ativa para modificar sua tática de paradas ao longo do GP, como fez Jenson Button.

Em vez disso, Barrichello aceitou permanecer com o plano de três pits e deu no que deu. Nova derrota para o inglês, que parte com méritos rumo ao título. Ainda há muita competição pela frente, mas não há como deixar de apostar no britânico neste momento. Se alguém ameaçá-lo, provavelmente não será seu companheiro de equipe, mas sim um certo alemãozinho da Red Bull.

Tudo bem que Sebastian Vettel não teve uma atuação grandiosa em Barcelona, perdendo o lugar no pódio para Mark Webber. Entretanto, segue próximo de Barrichello na classificação e é uma aposta bem mais confiável que seu parceiro australiano.

A Ferrari, campeã de erros estratégicos de 2009, parece que não vai precisar da caçamba para as próximas etapas. O carro melhorou sim e vai ter condições de brigar por vitórias em algumas provas. Título, porém, é algo fora de cogitação para este ano. Assim como a McLaren, a escuderia italiana deve focar boa parte dos seus esforços em 2010.

A F-1 encerrou a primeira corrida na Europa deixando um cenário bem mais esclarecedor para o quadro de forças. Brawn e Red Bull são as verdadeiras protagonistas. Toyota perdeu terreno, assim como a Williams – nem mais o domínio nos dois treinos de sexta-feira o time inglês consegue ter. Ferrari evoluiu, McLaren estacionou, BMW se afundou e a Renault segue na mesma, salvando-se graças a Fernando Alonso. Toro Rosso e Force India permanecem no fundão.

Vamos para Mônaco, onde as zebras são mais frequentes em razão das dificuldades do circuito de rua. Como os carros estão bastante ariscos este ano, é bem capaz que tenhamos surpresas no resultado final. Mas é aconselhável não apostarmos muito nisso para evitar frustrações. Já bastam as que temos com algumas equipes e pilotos nacionais.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O peso da pole em Barcelona

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
Três das quatro etapas já disputadas na temporada 2009 nos mostraram que largar na pole position é sinônimo de vitória. Com exceção do GP do Bahrein, vencida por Jenson Button após ter saído em quarto, todas as demais corridas tiveram no degrau mais alto do pódio o sujeito que alinhou na ponta do grid.

Neste fim de semana, no GP da Espanha, a luta pela posição de honra promete ser a mais ferrenha de todas. Não somente por este cenário atual de extrema importância da pole, mas por uma característica “natural” da prova de Barcelona, que nos últimos oito anos foi conquistada pelo mais veloz do treino de classificação.

O mais interessante é que de 1997 a 2008 em apenas uma corrida o pole não venceu. Foi em 2000, quando Michael Schumacher foi o ponteiro nos treinos e Mika Hakkinen faturou a disputa, após ter largado em segundo.

Outra curiosidade: o vencedor da etapa espanhola costuma ser o campeão do ano. As exceções da última década foram 2000, 2005, 2007 e 2008, para a tristeza dos finlandeses e brasileiros — Hakkinen, Kimi Raikkonen, Felipe Massa e Raikkonen novamente foram os respectivos vencedores.

Alguém arrisca um palpite para o domingo?

Raio-x do GP da Espanha:

Poles
1997: Jacques Villeneuve (Williams)
1998: Mika Hakkinen (McLaren)
1999: Mika Hakkinen (McLaren)
2000: Michael Schumacher (Ferrari)
2001: Michael Schumacher (Ferrari)
2002: Michael Schumacher (Ferrari)
2003: Michael Schumacher (Ferrari)
2004: Michael Schumacher (Ferrari)
2005: Kimi Raikkonen (McLaren)
2006: Fernando Alonso (Renault)
2007: Felipe Massa (Ferrari)
2008: Kimi Raikkonen (Ferrari)

Vencedores
1997: Jacques Villeneuve (Williams)
1998: Mika Hakkinen (McLaren)
1999: Mika Hakkinen (McLaren)
2000: Mika Hakkinen (McLaren)
2001: Michael Schumacher (Ferrari)
2002: Michael Schumacher (Ferrari)
2003: Michael Schumacher (Ferrari)
2004: Michael Schumacher (Ferrari)
2005: Kimi Raikkonen (McLaren)
2006: Fernando Alonso (Renault)
2007: Felipe Massa (Ferrari)
2008: Kimi Raikkonen (Ferrari)

terça-feira, 28 de abril de 2009

Líder absoluto

FOTO: DIVULGAÇÃO/BRAWN GP
Não por menos ele é o líder isolado da temporada. Das 202 voltas completadas em quatro corridas, Jenson Button liderou 113, exatamente o dobro mais um do que o acumulado por Sebastian Vettel, o segundo da relação de passagens na liderança.

Por enquanto, oito pilotos sentiram o gostinho de ocupar o primeiro posto durante uma etapa. Destes, quem menos figurou na ponta foi Rubens Barrichello — somente uma, a 20ª do GP da Malásia —, mesmo dispondo do melhor carro nesta sequência de provas.

Até a Ferrari em péssima fase liderou mais voltas que o brasileiro, com Kimi Raikkonen. E o veterano teima em dizer que está confiante quanto suas chances de brigar pelo título, argumentando que ainda há muita corrida pela frente. Vamos ver.

Voltas na liderança em 2009:
1) Jenson Button, 113
2) Sebastian Vettel, 56
3) Nico Rosberg, 15
4) Timo Glock, 10
5) Jarno Trulli, 3
6) Mark Webber, 2
7) Kimi Raikkonen, 2
8) Rubens Barrichello, 1

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Emoções no deserto

FOTO: DIVULGAÇÃO/TOYOTA
No Bahrein, finalmente uma corrida limpa para o registros da temporada 2009 da Fórmula 1: sem chuva, acidentes seguidos de intervenção do Safety Car, largada com o carro madrinha ou paralisação da prova por motivos da natureza. Uma etapa normal, mas bastante movimentada desde o início, com várias ultrapassagens, alguns toques e importantes constatações sobre a nova realidade da categoria.

A primeira delas diz respeito ao líder da competição. Jenson Button venceu mais uma, a terceira em quatro GPs, mas talvez a mais valiosa de todas, afinal desta vez não contou com as facilidades de ter saído na pole position. O inglês precisou trabalhar, agir rápido na segunda volta para não perder tempo atrás do compatriota Lewis Hamilton e andar forte para fazer valer a estratégia de pit-stops. Ganhou na pista e fora dela também, pois já deve receber da Brawn as atenções de número 1 do time. Com toda a razão.

Como o próprio britânico afirmou, a equipe das cores branco-marca texto já não reina absoluta. A Red Bull está próxima e tende a ser uma ameaça ainda mais forte quando instalarem o difusor de dois andares. Sebastian Vettel, mesmo brigando muito para segurar a traseira de seu bólido nas saídas de curva, tocou firme para garantir o segundo lugar, mostrando que tem tudo para ser o principal adversário de Button nas próximas corridas.

A Toyota, apesar de ter feito a dobradinha na classificação, não dá pintas de ser uma grande ameaça nos circuitos de média-alta velocidade. Deve, sim, estar sempre no encalço das grandes escuderias do momento para abocanhar um lugarzinho no pódio, podendo causar surpresas em pistas mais travadas, como a de Mônaco. Mas pelo que o time fez nos treinos, o terceiro posto de Jarno Trulli teve um gostinho amargo.

Um sabor mais doce sentiu a McLaren, graças ao campeão Lewis Hamilton, que extraiu tudo de seu equipamento — ainda mediano — para alcançar um satisfatório quarto lugar. Um resultado satisfatório tendo como base a realidade vivida pela escuderia prateada, que vai evoluindo aos poucos.

Impressionante mesmo foi a largada do inglês que, graças ao KERS, quase saltou para a primeira colocação. Do jeito que dá, Hamilton vai colecionando alguns pontinhos que, caso a equipe reencontre o caminho das vitórias, podem ser valiosos lá na frente.

Na quinta posição, Rubens Barrichello. O que falar deste rapaz resmungão, que teve siricuticos pela dificuldade de ultrapassar Nelson Piquet? Que vá para o espaço, literalmente. Aliás, essa viagem poderia acontecer logo, pois na pista o veterano infelizmente não tem mais o que provar. Já está mais do que claro que não basta sorte; é preciso ter um brilho extra, o qual Barrichello de fato não tem.

O brasileiro só não chegou em sexto porque teve uma forcinha da Ferrari, que errou no último pit-stop de Kimi Raikkonen e atrapalhou a bela atuação do finlandês. Os vermelhinhos chegaram até a liderar a prova, vejam só que avanço! Contudo, ainda estão longe de brigar pelas vitórias. Pelo menos marcaram os primeiros pontinhos do ano.

Felipe Massa, enquanto isso, segue zerado. Pagou o preço pela largada ruim e perdeu um pedaço da asa dianteira. Coisas de corrida, fazer o quê? Até o ano passado, ainda teria condições de terminar na zona de pontuação. No entanto, os tempos são outros para ele e sua equipe.

Quanto a Piquet, enfim uma exibição decente. Andou bem e de forma constante durante todo o GP. Não pontuou, é verdade, mas o décimo lugar sem erros e nem muito distante de Fernando Alonso, o oitavo, criou uma certa esperança de melhora para as próximas etapas. Tomara que se confirme na prática.

A próxima parada é o GP da Espanha, corrida tradicionalmente marcada pelo marasmo por ser um dos principais locais de testes das equipes. Entretanto, a promessa de novidades aerodinâmicas já ocasionou muita expectativa a esta prova. Será que Ferrari, McLaren e BMW (pobre Robert Kubica) terão seus difusores de dois andares e vão progredir? Ou será que Brawn, Red Bull e até mesmo a Toyota jogarão mais um balde de água fria nas pretensões das grandes e assumirão de vez o papel de protagonistas de 2009?

Que venham as respostas em Barcelona!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Na tangência da regra

FOTO: MONTAGEM/DIVULGAÇÃO EQUIPES
Nada como aproveitar as brechas de um regulamento, não é mesmo? Já que proibiram os apêndices aerodinâmicos na carenagem dos carros, como aquele pontiagudo usado em 2008 pela Ferrari nas laterais do cockpit, a saída então é trazer o acessório mais para frente e disfarçá-lo como se fosse a haste dos retrovisores.

Pequenos detalhes que fazem a diferença no cronômetro e são responsáveis pela conclusão de que o difusor é apenas um ingrediente na bela receita trabalhada pela Brawn GP para a temporada 2009 da Fórmula 1.

Números do Bahrein

FOTO: DIVULGAÇÃO/FERRARI
Em função do surgimento de novas forças na Fórmula 1, as estatísticas do GP do Bahrein – etapa que em cinco edições somente assistiu a vitórias de Ferrari e Renault – pouco nos ajudam a definir um palpite para a corrida do próximo fim de semana, mas não deixam de ser interessantes de se analisar. Vamos a elas então:

Vitórias:
- Fernando Alonso (2005/2006)
- Felipe Massa (2007/2008)
- Michael Schumacher (2004)

Pole positions:
- Michael Schumacher (2004/2006)
- Fernando Alonso (2005)
- Felipe Massa (2007)
- Robert Kubica (2008)

Pódios:
1) Kimi Raikkonen (4)
2) Michael Schumacher (2)
3) Fernando Alonso (2)
4) Felipe Massa (2)
5) Jenson Button (1)
6) Rubens Barrichello (1)
7) Jarno Trulli (1)
8) Lewis Hamilton (1)
9) Robert Kubica (1)

Pontos:
1) Fernando Alonso (27)
2) Kimi Raikkonen (26)
3) Felipe Massa (22)
4) Jarno Trulli (18)
5) Michael Schumacher (18)
6) Jenson Button (11)
7) Nick Heidfeld (10)
8) Mark Webber (9)
9) Robert Kubica (9)
10) Rubens Barrichello (8)
11) Lewis Hamilton (8)
12) Ralf Schumacher (7)
13) Takuma Sato (4)
14) Pedro De La Rosa (4)
15) Juan-Pablo Montoya (4)
16) Heikki Kovalainen (4)
17) Nico Rosberg (3)
18) David Coulthard (1)
19) Christian Klien (1)
20) Giancarlo Fisichella (1)

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Balanço geral

FOTO: DIVULGAÇÃO/RED BULL
GP da China de Fórmula 1, uma corrida de esclarecimentos. Vimos que os difusores são importantes para aumentar a velocidade dos carros, mas não determinantes para o bom desempenho do conjunto. Prova disso foi a dobradinha conquistada pela Red Bull, a melhor entre as equipes que ainda não dispõem do aparato desenvolvido por Brawn, Williams e Toyota.

Sebastian Vettel venceu com autoridade debaixo de chuva. Este sim um piloto que se destaca como um dos melhores da atualidade para acelerar nas condições de piso molhado. Por que será que muitos ainda insistem em dizer que Rubens Barrichello faz parte desta lista? Apostar no brasileiro, definitivamente, não dá mais.

O quarto lugar do veterano, de novo atrás de Jenson Button, pode ter sido crucial para a equipe desde já colocar todas as fichas no inglês para a disputa do título. E com toda a razão, já que ele venceu duas das três etapas disputadas e chegou uma vez em terceiro, enquanto o companheiro acumulou promessas e desculpas. Chega, não é?

A conclusão após a bandeirada da corrida chinesa foi uma só: um alemão e um britânico como protagonistas do momento; Vettel e Button. Um jovem talento e um sujeito que sempre ficou no quase, mas ganhou uma última oportunidade e soube agarrá-la. Esta briga promete ser interessante.

No mais, temos inúmeros coadjuvantes. Uma McLaren que dá leves sinais de melhoria, uma Toyota e Williams perdendo fôlego para se manterem no páreo, uma BMW lastimável com o verdadeiro trator que projetou, uma Renault com surtos de grandeza graças à Fernando Alonso, uma Toro Rosso razoável com Sébastien Buemi, uma Force India pequena como sempre e uma Ferrari vergonhosa, sem um mísero ponto em três provas.

Para o GP do Bahrein, no próximo fim de semana, o cenário dificilmente será modificado. Talvez os atuais campeões do mundo consigam beliscar seus primeiros tentos do ano, mas de resto teremos poucas variáveis. Button e Vettel, Vettel e Button, independente da ordem, desbancarão seus companheiros e vão lutar pela vitória.

Surpresas? Sempre serão bem-vindas, mas parecem distantes neste momento. Quem sabe a partir do GP da Espanha, quando todos trarão novidades – entenda isso como difusor – em seus projetos. De qualquer maneira, melhor não apostar muito em ninguém para a situação dos que estão devendo ficar menos feia.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Uma peça e muito mais

FOTO: DIVULGAÇÃO/BRAWN GP
Os polêmicos difusores de Brawn, Williams e Toyota receberam o aval da FIA para serem utilizados ao longo de toda a temporada 2009 da Fórmula 1. A consequência disso? Todas as outras equipes copiarão o dispositivo em seus carros.

O resultado? Provavelmente uma ligeira melhora no desempenho dos bólidos, mas ainda com a incerteza de se vai ser suficiente para igualar forças com as protagonistas do momento.

Fosse apenas os difusores o ingrediente responsável pelo ótimo rendimento dos carros da Brawn, por que então o mago dos projetos, Adrian Newey, teria ficado “namorando” o desenho da suspensão dianteira dos monopostos brancos no grid de largada do GP da Malásia?

Não se trata apenas de um item. O conjunto completo, sim, é que está fazendo a diferença e tende a continuar desta forma no fim de semana, na terceira etapa do Mundial, o GP da China.

Mesmo se todos os carros estiverem munidos do “novo” difusor, o favoritismo para a vitória em Xangai ainda seguirá com Jenson Button e Rubens Barrichello. De qualquer maneira, seria ótimo se alguma rival mostrasse o contrário. Só nos resta aguardar o início dos treinos.

OBS: Este escriba pede desculpas aos amantes da velocidade pela falta de atualização diária do “Stop & Go Brasil”. A correria com os trabalhos está tomando todo o tempo, mas já adianto que todos serão recompensados em breve, com as novidades neste espaço programadas para o mês de maio.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Ausência rara

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
O mau início de temporada de Ferrari e McLaren ocasionou um fato que há muito tempo não acontecia na Fórmula 1: duas corridas seguidas sem a presença de pelo menos uma das tradicionais equipes no pódio.

A última e longínqua vez que isso ocorreu foi em 1996, entre os GPs da Alemanha e da Hungria, dominados por Williams e Benetton. De lá para cá houve outros dez episódios de cerimônias do champanhe carentes dos pilotos vermelhos ou prateados, mas nenhuma delas em sequência.

Interessante observar que das quatro ocorrências deste feito no novo milênio, três foram no circuito malaio de Sepang. O caso mais recente — anterior à prova do último domingo — havia sido a etapa do Canadá de 2008, mas numa situação bem diferente da atual.

Na ocasião, Ferrari e McLaren tinham os melhores carros. No entanto, Lewis Hamilton atropelou Kimi Raikkonen na saída dos boxes, Felipe Massa chegou em quinto após enfrentar problemas no reabastecimento e Heikki Kovalainen foi apenas o nono colocado.

Hoje a história é bem distinta: as duas grandes estão longe da briga por vitórias.

Últimos pódios sem Ferrari e McLaren:

Alemanha 1996
Hill (Williams), Alesi (Benetton), Villeneuve (Williams)

Hungria 1996
Villeneuve (Williams), Hill (Williams), Alesi (Benetton)

Brasil 1997
Villeneuve (Williams), Berger (Benetton), Panis (Prost)

Espanha 1997
Villeneuve (Williams), Panis (Prost), Alesi (Benetton)

Inglaterra 1997
Villeneuve (Williams), Alesi (Benetton), Wurz (Benetton)

Hungria 1997
Villeneuve (Williams), Hill (Arrows), Herbert (Sauber)

Luxemburgo 1997
Villeneuve (Williams), Alesi (Benetton), Frentzen (Williams)

Bélgica 1998
Hill (Jordan), Ralf (Jordan) e Alesi (Sauber)

Europa 1999
Herbert (Stewart), Trulli (Prost), Barrichello (Stewart)

Malásia 2005
Alonso (Renault), Trulli (Toyota) e Heidfeld (Williams)

Malásia 2006
Fisichella (Renault), Alonso (Renault), Button (Honda)

Canadá 2008
Kubica (BMW), Heidfeld (BMW), Coulthard (Red Bull)

Malásia 2009
Button (Brawn), Heidfeld (BMW), Glock (Toyota)