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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Espetáculo da noite

As chances de encerrarmos o domingo reclamando do entediante GP de Cingapura, fraco em emoções e ultrapassagens na pista, são muito grandes. Uma conclusão praticamente unânime com base nas declarações dos pilotos sobre o circuito de Marina Bay.

Mas o que ninguém poderá criticar serão as maravilhosas imagens proporcionadas pela paisagem noturna e as incríveis instalações do pequeno país asiático. Estamos prestes a vivenciar um verdadeiro espetáculo visual. Carros belíssimos iluminados por 1.500 lâmpadas e com a escuridão da noite como pano de fundo.

Um evento sensacional, indiscutivelmente o maior show promovido pela Fórmula 1 nos últimos tempos. E já pensou se damos o “azar” de assistir a uma corrida cheia de alternativas e extremamente acirrada?

A noite é uma criança e caiu muito bem para o cenário da principal categoria do automobilismo.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Glamour noturno

O simples anúncio de que se trata da primeira corrida noturna da história da Fórmula 1 já seria suficiente para fazer desta prova um evento especialíssimo da temporada. No entanto, Cingapura conseguiu transformar esse fato inédito numa espécie de retoque final — a cereja que faltava ao bolo — aos vários requintes empregados em seu Grande Prêmio.

A Cidade-Estado asiática selecionou os melhores pontos de seu pequeno território para deixar o mundo da velocidade de queixo caído com as maravilhas visuais e com um circuito de rua incrivelmente fantástico, ao qual faltam adjetivos para descrever.

O traçado de 5.067 km passará por vários cartões postais desta república parlamentarista do sudeste asiático, situada entre a península da Malásia e da Indonésia. Como a pista de Valência, terá uma ponte para os carros passarem, a Anderson Bridge, porém ainda mais encantadora que a da Espanha.

As construções observadas nos demais trechos do circuito, como a Raffles Boulevard e a St. Andrews Road, revelam a riqueza da “Cidade do Leão”, conhecida também como um dos locais mais limpos do mundo.

Mas de todos os setores, o que mais impressiona é o da chamada Marina Bay, parte final da pista, onde os bólidos passarão por baixo das arquibancadas — imagine a sensação de quem estiver neste ponto. Por essas razões é que se pode classificar a noite como um brilho especial para a etapa.

Assim como Interlagos, o circuito de Cingapura é percorrido no sentido anti-horário. Totaliza 23 curvas, três delas rotuladas como reais pontos de ultrapassagem segundo os organizadores: as curvas 1, 7 e 14.

Na volta virtual exibida no site oficial do GP, fica a impressão de que a pista oferece de fato condições de ultrapassagem, ao contrário do que se viu na corrida de rua de Valência, uma tremenda decepção neste quesito.

Entretanto, é bom evitar expectativas antecipadas e tentar não misturar a questão da beleza e charme da prova com a vontade de ver uma etapa recheada de emoções e pegas acirrados, como os vistos na Bélgica e na Itália. Muita gente agiu assim na Espanha e caiu do cavalo com a verdadeira procissão que foi o Grande Prêmio valenciano.

De qualquer forma, Cingapura será um evento inédito para a F-1 e decisivo para o campeonato, pois ao fim da noite do dia 28 de setembro a categoria poderá ter um novo líder da classificação ou quem saber ver o atual primeiro colocado da tabela com um pouco mais de folga na liderança.

Fatores como a temperatura ambiente e possibilidade de chuva serão outros ingredientes para apimentar a disputa agendada para a próxima semana. Tanto um clima mais ameno como a pista molhada são favoráveis à McLaren, como se viu em outras ocasiões. A Ferrari, contudo, demonstrou bastante força nas duas corridas de rua já realizadas em 2008.

Com um time prateado em vantagem no quesito clima e uma escuderia italiana forte nas pistas urbanas, é de esperar um interessante equilíbrio em Cingapura, onde o fator piloto promete ser fundamental.

Para uma volta lançada, sabemos que Felipe Massa é o cara. Já em corrida, Lewis Hamilton demonstra ter um algo a mais. Em qual dos dois apostar? Melhor deixar o palpite para depois dos treinos.

Por enquanto, a única garantia é a de que haverá um ótimo programa noturno para a próxima semana. Tomara que regado de ultrapassagens, emoção ou até mesmo zebras, como em Monza.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

F-1 inicia testes para GP noturno

Os relógios marcavam 9h30 da noite nos EUA quando o Mercedes CLK 63 AMG F1, usado como Safety Car na categoria máxima do automobilismo, entrou na pista de Indianápolis para o início do primeiro teste de viabilização de uma corrida noturna.

Bernd Maylander foi o responsável pela condução do modelo, mas não foi o único a rodar pelo traçado. Os carros médicos também percorreram várias voltas pelo circuito, num período de 30 minutos, checando a iluminação e condições de se correr no escuro.

As câmeras de televisão foram outro item analisado neste ensaio “secreto”, para que os dirigentes tivessem uma noção de como ficaria a projeção das imagens dos bólidos e das facilidades ou dificuldades de se fazer uma transmissão noturna.

O objetivo da FIA é promover uma etapa de noite a partir do ano que vem, muito provavelmente no estreante GP de Cingapura. Se der certo, vão espalhar essa nova cultura para outros países — Malásia e Austrália já estão na mira.

Eu, particularmente, não vejo graça nas corridas noturnas, já praticadas há algum tempo pela Nascar, IRL e Champ Car; categorias norte-americanas. Mas gosto não se discute.