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terça-feira, 4 de março de 2008

Estreantes: Quem será o destaque do ano?

Embora já tenham participado de pelo menos uma corrida de Fórmula 1, Kazuki Nakajima e Timo Glock farão em 2008 a primeira temporada completa de suas carreiras. Sendo assim, podemos dizer que estão no grupo dos estreantes, ao lado de Nelson Ângelo Piquet e Sébastien Bourdais.

O quarteto de novatos dificilmente conseguirá repetir a façanha de Lewis Hamilton no ano de estréia na categoria. No entanto, cada um carrega boas esperanças de sucesso para suas nações.

No caso do brasileiro, trata-se do filho de um tricampeão mundial que, independentemente do sobrenome de peso, construiu um currículo vitorioso nas escolas de base, com direito ao papel de grande adversário de Hamilton na GP2. A princípio, pouco importa se irá trabalhar em função de Fernando Alonso na Renault. O que a torcida tupiniquim deseja é vê-lo constantemente colado na caixa de câmbio do espanhol. E se por acaso bater o bicampeão? Melhor ainda!

Pelos lados da Williams, o japonês Kazuki tenta mostrar que a família Nakajima também gera bons frutos. Com um carro eficiente, tem ainda a oportunidade de somar importantes pontos e quem sabe andar na frente do veloz companheiro de equipe, Nico Rosberg.

Na Toyota, Timo Glock é um alemão em busca de maior destaque na competição. Bom piloto, fez por merecer um cockpit ao conquistar o título da GP2 em 2007. Cabe a ele, agora, lutar para permanecer na categoria, o que em outras palavras significa derrotar Jarno Trulli e andar no limite com o carro da montadora nipônica.

A França, por sua vez, volta a alinhar no grid para um campeonato completo após quatro anos de jejum. E para a alegria do país, o novo representante demonstra ter um forte potencial, além de quatro títulos conquistados na Champ Car. Bourdais, contudo, dividirá as atenções da Toro Rosso com o talentoso Sebastian Vettel, a quem muitos já chamam de o novo Schumacher. Vencê-lo então será mais que um desafio, praticamente uma vitória.

Qual dos quatro estreantes se destacará mais ao longo do torneio? A princípio, considerando todos os contextos, Nakajima pode ser apontado como o favorito a somar o maior número de pontos, graças ao belo monoposto projetado pela Williams. O mesmo vale para o quesito proximidade em relação ao companheiro de equipe, embora neste item Bourdais também tenha causado boas impressões nos testes de inverno.

Em um possível ranking de desempenho dos novatos, apostaria no seguinte resultado: Bourdais > Nakajima > Piquet > Glock. E você, o que acha?

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Williams: Renascimento das cinzas

A segunda melhor equipe da história da Fórmula 1 em número de títulos de construtores (atrás somente da Ferrari), terceira colocada no ranking de taças de pilotos, de número de pole-positions, voltas mais rápidas, pontos e pódios, é sem dúvida a mais grata promessa de escuderia em ascensão desta temporada.

Sem vencer um mundial desde 1997 e há três anos longe do lugar mais alto do pódio, o grupo comandado por Frank Williams surge em 2008 com bastante energia para provar que ainda pode voltar a ser grande e não se tornar mais um time extinto, como diversas pessoas chegaram a pensar.

É verdade que os campeonatos recentes foram decepcionantes para o currículo da equipe inglesa, em especial a temporada de 2006, quando de motores Cosworth — graças ao rompimento da parceria com a BMW — e com a perda de importantes patrocinadores amargou o penúltimo posto da classificação de marcas.

Apesar do orçamento limitado para 2007, a Williams ao menos obteve um propulsor mais decente para beliscar alguns pontos. Com o “coração” da Toyota e um chassis relativamente bom, até fez mais do que o esperado. Foram 33 pontos no ano, com direito a um pódio, e o quarto lugar na tabela de construtores, ficando à frente da parceira Toyota.

O bom desempenho alcançado com Nico Rosberg e Alexander Wurz, aliado ao peso do nome Williams, tornou o time de Grove novamente bem visto pelos investidores, o que representou mais dinheiro no caixa. As verdinhas, ao que tudo indica, contribuíram no desenvolvimento do FW30, uma das boas surpresas da pré-temporada.

Ainda sem a pintura oficial, que será revelada às vésperas do GP da Austrália, o carro ganhou uma asa ponte ao estilo da usada pela McLaren, além de novos apêndices aerodinâmicos para melhorar a passagem de ar, como as duas hastes acima da suspensão dianteira e uma verdadeira barreira de penduricalhos nas laterais.

Na pista, as respostas têm sido satisfatórias. Hoje, daria inclusive para dizer que a Williams pode brigar com BMW e Renault pela posição de terceira força do circo; mas ainda é muito cedo para tirar grandes conclusões.

De certo, porém, temos que o elenco de sir Frank dispõe de uma máquina veloz para incomodar os adversários e com potencial de ser a faísca que faltava para incendiar o sonho dos britânicos em voltar, em breve, a ter uma Williams disputando vitórias e títulos, como nos tempos de Villeneuve, Hill, Prost, Mansell, entre outros. Seria muito bom se isso ocorresse.

7) Nico Rosberg (Alemanha)
22 anos
35 GP’s Disputados
0 Pole-Positions
0 vitórias
0 Pódios
1 Melhor Volta
24 Pontos
Estréia em 2006 (GP do Bahrein)


A velocidade com que o filho de Keke Rosberg vem evoluindo na categoria tem chamado a atenção inclusive de alguns pilotos, como Alexander Wurz, companheiro do alemão em 2007.

Mesmo sem ter sido o responsável pelo único pódio da Williams no ano passado, façanha de sorte que coube a Wurz, Rosberg foi de longe o melhor representante do time inglês na última temporada. E de forma surpreendente, afinal o desempenho discreto apresentado no ano de estréia obscureceu o potencial do tedesco e, provavelmente, desanimou muitos de seus torcedores.

Com a moral elevada após a eficiente campanha de 2007, Nico se tornou uma peça valiosa dentro da equipe britânica, a ponto de ter recebido garantias de que se permanecesse na casa de Grove — rejeitando ofertas tentadoras como a da McLaren —, teria um pacote competitivo para brigar pelas primeiras posições.

Se a boa performance do FW30 for confirmada em Melbourne, Rosberg será um forte candidato ao posto de intrometido entre as protagonistas do torneio, com direito a alguns pódios ao longo do campeonato.

8) Kazuki Nakajima (Japão)
23 anos
1 GP Disputado
0 Pole-Positions
0 vitórias
0 Pódios
0 Melhores Voltas
0 Pontos
Estréia em 2007 (GP do Brasil)


Ao atropelar dois mecânicos durante o pit-stop de sua primeira corrida na F-1, o jovem japonês fez com que muita gente pensasse que ele seria a imagem moderna do pai, Satoru, considerado um barbeiro de carteirinha durante sua estada na categoria.

Nos testes da pré-temporada, contudo, Kazuki apareceu como uma das surpresas, sendo veloz e consistente com o respeitável equipamento construído pela Williams. No balanço dos ensaios desta semana em Jerez de La Frontera, por exemplo, ficou com a sexta melhor marca.

Inconscientemente, o nipônico pode provar em 2008 que nem todo filho de peixe peixinho é. Algo que seria fantástico para os japoneses, que em toda a história da F-1 viram somente dois de seus representantes subirem no pódio — Takuma Sato (2004) e Aguri Suzuki (1990).

Se conseguir andar no mesmo ritmo de Rosberg ou até mesmo superá-lo, como fez em algumas sessões de treinos, Nakajima terá alcançado uma grande conquista neste ano.

TD) Nico Hulkenberg (Alemanha, 21 anos)

Terceiro colocado no campeonato europeu de F-3 em 2007, este alemão tem por trás de sua carreira um famoso empresário; ninguém menos do que Willi Weber, “manager” de Michael Schumacher. A oportunidade de guiar pela Williams surgiu em dezembro do ano passado, quando foi convidado para um treino. Dias após a sessão, Hulkenberg assinou o contrato de “test-driver”. A única dúvida a seu respeito é se vai corresponder aos anseios do time durante o desenvolvimento do carro.

Ficha Técnica da Equipe

Primeiro GP: 1977 (Argentina)
GP’s Disputados: 511
Vitórias: 113
Poles: 125
Pontos: 2.551,5
Melhores Voltas: 129
Títulos de Pilotos: 7
Títulos de Construtores: 9

Cúpula
Chefe de equipe: Frank Williams
Projetista chefe: Ed Wood
Diretor técnico: Sam Michael
Chefe de aerodinâmica: John Tomlinson
Engenheiro de corrida (Rosberg): Tony Ross
Engenheiro de corrida (Nakajima): Xevi Pujolar

Patrocinadores Principais: AT&T, Allianz, Petrobras, McGregor, RBS, Air Asia, ORIS e Lenovo.

Grau de Força: Em franca ascensão.