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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Na lista dos bonitos

FOTOS: DIVULGAÇÃO/WILLIAMS
A apresentação foi de longe a mais simples de todas até o momento. Porém, não ofuscou o carisma que a Williams carrega na Fórmula 1 e na temporada 2009. Trata-se, simplesmente, do único time garagista da categoria. O último suspiro do esporte a motor regado por paixão e não puramente por negócios, dinheiro.

Mesmo com as dificuldades financeiras e no atual cenário de crise econômica, a equipe britânica demonstrou competência para construir um belo carro, o FW31. Embora seja cedo para traçar qualquer previsão, aparenta ser um projeto bem nascido, com traços bem desenhados e soluções curiosas, como o bico bem gordo e laterais com uma espécie de borda.

O que tende a comprometer o trabalho, como nos anos anteriores, é o limite de recursos financeiros do time inglês para o desenvolvimento do monoposto. Uma pena, pois faz falta ver os bólidos de Frank Williams brigando pelas primeiras posições. O embate é pela sobrevivência e tomara que seja vencido.

As cores oficiais, como em 2008, serão reveladas às vésperas da abertura do Mundial, mas os patrocínios já estão a postos na carenagem. Inclusive o S de Ayrton Senna na base do aerofólio dianteiro, de onde não sai desde 1994.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Novas semelhanças

O que era somente um pouco esquisito na semana passada tornou-se lindo depois da aparição da BMW nos testes coletivos de Barcelona, na Espanha. Sim, ficou bem simpática a nova asa dianteira da Williams.

Olhando com mais calma, é possível notar inclusive certa semelhança entre o nariz achatado do carro britânico e o da Ferrari de 1990, pilotada por Alain Prost e Nigel Mansell.

Quais serão as próximas semelhanças (ou surpresas) desta nova Fórmula 1?

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Nova frente revelada

FOTO: REPRODUÇÃO AUTOSPORT.COM
Primeira equipe a testar o novo padrão de asa traseira estipulado para a temporada 2009 da Fórmula 1, a Williams tornou-se hoje a primeira também a exibir como deve ser o aerofólio dianteiro dos carros no próximo campeonato.

Uma peça bem mais limpa que a utilizada neste ano. Menos curvilínea e um tanto quanto esquisita à primeira vista. Mas com o tempo todos se acostumam; principalmente se as alterações técnicas deixarem a categoria ainda mais emocionante.

Se assim for, qualquer novidade que levarem para a pista será belíssima.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Novidades de 2009

No segundo dia de testes em Jerez de La Frontera, a Williams foi para a pista com uma asa traseira diferente das usadas nos últimos anos. Mais estreita, comprida e bastante esquisita para o conjunto harmônico de um carro de Fórmula 1 (profundo isso, não?).

Vale lembrar que as equipes estão avaliando nesta semana muitos dos componentes a serem utilizados na próxima temporada, incluindo o chamado KERS, sistema de reaproveitamento de energia cinética.

Será que o preço de uma categoria mais competitiva a partir de 2009 implicará em carros feios? Pelo que se comenta, o novo regulamento deixará os bólidos mais lisos em termos de apêndices aerodinâmicos, mais narigudos em função das novas medidas atribuídas à asa dianteira e deste jeito que observamos nas imagens no que diz respeito ao aerofólio traseiro.

Além disso, terão pneus slicks. Pode até não sair um negócio bonito, mas que será muito mais legal, ah será.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Das pistas para o céu

Muito bacana, embora não inédita, a idéia da Williams em decorar um de seus aviões com as cores do FW30 e do capacete de Nico Rosberg. Uma ação parecida com essa foi feita por Ayrton Senna, em 1990.

Naquele ano, o brasileiro apareceu no GP do Japão com um helicóptero pintado com as tonalidades do seu casco. Outro trabalho muito bonito, como esse mais atual realizado pela escuderia inglesa.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

É bom olharem para o retrovisor

Testes de pré-temporada adoram pregar peças. Muitas vezes nos levam a crer que determinada equipe possa vir com tudo no campeonato, mas na hora da verdade as coisas seguem por um caminho totalmente inverso ao das previsões.

O que temos visto nos ensaios de inverno de 2008, porém, não parece ser um blefe. A força da Williams é praticamente um fato consumado. A principio, para disputar a posição de terceira melhor escuderia com a BMW.

Além de rápido, o novo modelo FW30, empurrado pelo motor Toyota, tem demonstrado ser bastante confiável. Isso foi visto hoje na Espanha, onde Kazuki Nakajima registrou o melhor tempo nos treinos coletivos após assumir o cockpit do carro inglês no período vespertino.

O japonês completou 32 voltas, superando em 0s032 o segundo colocado da sessão, o finlandês Heikki Kovalainen, da McLaren. Nico Rosberg, com o outro bólido da Williams, finalizou 109 passagens e ficou com a quinta posição, a apenas 0s095 do companheiro.

A equipe de “sir Frank” ainda treinou com seu piloto de testes, o alemão Nico Hulkenberg, que apesar de ter ficado em último garantiu mais 54 voltas na quilometragem do carro.

Somente nesta quinta-feira, único dia da semana em que as equipes puderam andar com pista seca, a Williams concluiu 195 voltas pelo traçado espanhol, nada menos do que 907.725 quilômetros rodados sem qualquer problema ou incidente ocasionado pelos pilotos.

Ferrari e McLaren somaram 198 e 156 passagens hoje, respectivamente, mas tiveram alguns imprevistos. Pelos lados de Maranello, Felipe Massa — quarto colocado — rodou durante sua simulação de corrida, ficando parado no circuito. Já o time de Woking sofreu duas panes no monoposto de Kovalainen.

Restam 24 dias para o início da temporada e a Williams, quem diria, é o centro das atenções. Fiquemos ligados na próxima e última semana de testes, novamente em Barcelona, entre os dias 25 e 27. Depois desta trinca de trabalhos, os carros só voltam a acelerar em Melbourne.

Aí sim teremos as verdades postas na mesa. Ou melhor, na pista.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Williams: Renascimento das cinzas

A segunda melhor equipe da história da Fórmula 1 em número de títulos de construtores (atrás somente da Ferrari), terceira colocada no ranking de taças de pilotos, de número de pole-positions, voltas mais rápidas, pontos e pódios, é sem dúvida a mais grata promessa de escuderia em ascensão desta temporada.

Sem vencer um mundial desde 1997 e há três anos longe do lugar mais alto do pódio, o grupo comandado por Frank Williams surge em 2008 com bastante energia para provar que ainda pode voltar a ser grande e não se tornar mais um time extinto, como diversas pessoas chegaram a pensar.

É verdade que os campeonatos recentes foram decepcionantes para o currículo da equipe inglesa, em especial a temporada de 2006, quando de motores Cosworth — graças ao rompimento da parceria com a BMW — e com a perda de importantes patrocinadores amargou o penúltimo posto da classificação de marcas.

Apesar do orçamento limitado para 2007, a Williams ao menos obteve um propulsor mais decente para beliscar alguns pontos. Com o “coração” da Toyota e um chassis relativamente bom, até fez mais do que o esperado. Foram 33 pontos no ano, com direito a um pódio, e o quarto lugar na tabela de construtores, ficando à frente da parceira Toyota.

O bom desempenho alcançado com Nico Rosberg e Alexander Wurz, aliado ao peso do nome Williams, tornou o time de Grove novamente bem visto pelos investidores, o que representou mais dinheiro no caixa. As verdinhas, ao que tudo indica, contribuíram no desenvolvimento do FW30, uma das boas surpresas da pré-temporada.

Ainda sem a pintura oficial, que será revelada às vésperas do GP da Austrália, o carro ganhou uma asa ponte ao estilo da usada pela McLaren, além de novos apêndices aerodinâmicos para melhorar a passagem de ar, como as duas hastes acima da suspensão dianteira e uma verdadeira barreira de penduricalhos nas laterais.

Na pista, as respostas têm sido satisfatórias. Hoje, daria inclusive para dizer que a Williams pode brigar com BMW e Renault pela posição de terceira força do circo; mas ainda é muito cedo para tirar grandes conclusões.

De certo, porém, temos que o elenco de sir Frank dispõe de uma máquina veloz para incomodar os adversários e com potencial de ser a faísca que faltava para incendiar o sonho dos britânicos em voltar, em breve, a ter uma Williams disputando vitórias e títulos, como nos tempos de Villeneuve, Hill, Prost, Mansell, entre outros. Seria muito bom se isso ocorresse.

7) Nico Rosberg (Alemanha)
22 anos
35 GP’s Disputados
0 Pole-Positions
0 vitórias
0 Pódios
1 Melhor Volta
24 Pontos
Estréia em 2006 (GP do Bahrein)


A velocidade com que o filho de Keke Rosberg vem evoluindo na categoria tem chamado a atenção inclusive de alguns pilotos, como Alexander Wurz, companheiro do alemão em 2007.

Mesmo sem ter sido o responsável pelo único pódio da Williams no ano passado, façanha de sorte que coube a Wurz, Rosberg foi de longe o melhor representante do time inglês na última temporada. E de forma surpreendente, afinal o desempenho discreto apresentado no ano de estréia obscureceu o potencial do tedesco e, provavelmente, desanimou muitos de seus torcedores.

Com a moral elevada após a eficiente campanha de 2007, Nico se tornou uma peça valiosa dentro da equipe britânica, a ponto de ter recebido garantias de que se permanecesse na casa de Grove — rejeitando ofertas tentadoras como a da McLaren —, teria um pacote competitivo para brigar pelas primeiras posições.

Se a boa performance do FW30 for confirmada em Melbourne, Rosberg será um forte candidato ao posto de intrometido entre as protagonistas do torneio, com direito a alguns pódios ao longo do campeonato.

8) Kazuki Nakajima (Japão)
23 anos
1 GP Disputado
0 Pole-Positions
0 vitórias
0 Pódios
0 Melhores Voltas
0 Pontos
Estréia em 2007 (GP do Brasil)


Ao atropelar dois mecânicos durante o pit-stop de sua primeira corrida na F-1, o jovem japonês fez com que muita gente pensasse que ele seria a imagem moderna do pai, Satoru, considerado um barbeiro de carteirinha durante sua estada na categoria.

Nos testes da pré-temporada, contudo, Kazuki apareceu como uma das surpresas, sendo veloz e consistente com o respeitável equipamento construído pela Williams. No balanço dos ensaios desta semana em Jerez de La Frontera, por exemplo, ficou com a sexta melhor marca.

Inconscientemente, o nipônico pode provar em 2008 que nem todo filho de peixe peixinho é. Algo que seria fantástico para os japoneses, que em toda a história da F-1 viram somente dois de seus representantes subirem no pódio — Takuma Sato (2004) e Aguri Suzuki (1990).

Se conseguir andar no mesmo ritmo de Rosberg ou até mesmo superá-lo, como fez em algumas sessões de treinos, Nakajima terá alcançado uma grande conquista neste ano.

TD) Nico Hulkenberg (Alemanha, 21 anos)

Terceiro colocado no campeonato europeu de F-3 em 2007, este alemão tem por trás de sua carreira um famoso empresário; ninguém menos do que Willi Weber, “manager” de Michael Schumacher. A oportunidade de guiar pela Williams surgiu em dezembro do ano passado, quando foi convidado para um treino. Dias após a sessão, Hulkenberg assinou o contrato de “test-driver”. A única dúvida a seu respeito é se vai corresponder aos anseios do time durante o desenvolvimento do carro.

Ficha Técnica da Equipe

Primeiro GP: 1977 (Argentina)
GP’s Disputados: 511
Vitórias: 113
Poles: 125
Pontos: 2.551,5
Melhores Voltas: 129
Títulos de Pilotos: 7
Títulos de Construtores: 9

Cúpula
Chefe de equipe: Frank Williams
Projetista chefe: Ed Wood
Diretor técnico: Sam Michael
Chefe de aerodinâmica: John Tomlinson
Engenheiro de corrida (Rosberg): Tony Ross
Engenheiro de corrida (Nakajima): Xevi Pujolar

Patrocinadores Principais: AT&T, Allianz, Petrobras, McGregor, RBS, Air Asia, ORIS e Lenovo.

Grau de Força: Em franca ascensão.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Dança das cadeiras vai começar

Passada a metade da temporada, muitas coisas já ficaram claras. Os quatro pilotos que brigarão pelo título, as equipes estão numa boa fase, as grandes decepções da temporada. Mas será que o termo "decepção" é correto aqui? Se pensarmos num dos casos, o de Alexander Wurz, é possível, já que possui um histórico considerável como piloto de testes em equipes boas, como a McLaren. No outro, o de Christijan Albers, nem tanto.

De qualquer forma, as cabeças de ambos estão à prêmio. Albers, terceiro ano na categoria e, por isso, com certa experiência, está tomando uma sova do novato (e rápido) Adrian Sutil, em que pese os erros do alemão, relativamente normais para quem está no começo da carreira.

Curiosamente Wurz está à frente do companheiro Nico Rosberg na tabela de classificação, com 8 pontos a 5. Isso mostra que os números mentem. É uma covardia comparar o desempenho dos pilotos da Williams em 2007, em todos os aspectos, exceto no número de pontos. A explicação da vantagem do austríaco reside no pódio conquistado naquele estranhíssimo GP do Canadá. Uma exceção.


Oito anos depois da Minardi, Gené pode ser titular na Spyker

A verdade é que tanto Albers quanto Wurz correm sérios riscos de substituição já no GP da Alemanha, marcado para 29 de julho. Na Spyker, o favorito parece ser Marc Gené, infindável test-driver da Ferrari, no que me pareceria um acordo de conveniência (lembremos que a Ferrari fornece seus motores para a equipe holandesa). Especula-se ainda que o abastado Narain Karthikeyan, que pilotou para a antecessora Jordan, tenha chances.



Vinculado à Renault, Nelsinho ganharia experiência

Na Williams, quem assumiria a vaga é Nelsinho Piquet. Via Flávio Briatore, dando uma graninha para a equipe de Frank. Dessa forma, voltaríamos a ver uma disputa que aconteceu em 2004, para a condição de terceiro piloto da própria Williams, e em 2005, na GP2, entre os filhos de dois grandes ex-campeões mundiais. Será interessante.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Filho de peixe...

Já se fala em interesse da Ferrari no trabalho de Nico.

A “Lewismania” tem sido realmente a grande sensação desta primeira parte da temporada 2007. No entanto, está encobrindo muitos outros bons destaques do campeonato, como bem lembrou meu amigo Rodrigo Furlan em um post desta semana.

Um personagem que está fazendo um belo trabalho neste ano, mas sem receber tanto alarde por parte da mídia, é o jovem Nico Rosberg — filho do ex-campeão Keke. O alemão estreou na F-1 em 2006, pela Williams, e impressionou logo em sua primeira corrida ao conseguir o sétimo lugar e a volta mais volta da prova. Era o campeão da GP2 que chegava para arrepiar!

Depois disso, porém, apresentou um desempenho apenas mediano. Está certo que o carro não ajudou, mas mesmo assim o novato ficou devendo melhores atuações. Conseguiu pontuar novamente apenas no GP da Espanha, com outra sétima posição.

Diante dos resultados magros, sua estréia passou então a ser vista como um simples fogo de palha. Seu prestígio caiu para o conceito de “este parece ser mais um daqueles pilotos que prometiam e fracassaram”, fato freqüente na categoria máxima do automobilismo.

Mas eis que chega o certame de 2007. Com um carro sensivelmente melhor que o do ano anterior, o garoto de 21 anos (completará 22 na próxima quarta-feira) começou a mostrar suas garras: alcançou um sexto e sétimo lugares na Austrália e Espanha; fez belas corridas e classificações com o bólido intermediário de que dispõe e só não somou mais três pontos na etapa dos EUA por culpa do motor Toyota que o deixou na mão.

Rosberguinho conquistou, assim, um pouco mais da simpatia de Frank Williams. Mais do que isso, passou a ser um nome forte para o mercado de contratações de 2008, no qual já cogitam seu nome para uma possível vaga na Ferrari, no lugar de Kimi Raikkonen. Por enquanto são apenas rumores, mas que somente se configuraram em função do bom rendimento do corredor nas pistas.

E se amanhã a imprensa decidir abraçar o filho de Keke Rosberg como a nova “mania” para vender mais jornais, ao menos você, leitor, saberá o porquê.