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segunda-feira, 5 de maio de 2008

Batalha finlandesa nos índices da F-1

No ano em que tem boas chances de igualar o número de títulos de Mika Hakkinen, Kimi Raikkonen também se vê próximo de superar outras marcas conquistadas pelo compatriota.

Uma delas, aliás, o ferrarista já faturou: o número de voltas mais rápidas. Com a alcançada no GP da Espanha, Kimi chegou a 26 no currículo, uma a mais em relação a Mika.

Ao ultrapassar Hakkinen neste quesito, o “Homem de Gelo” assumiu o quinto lugar no ranking histórico de melhores giros em corridas. Na frente dele estão apenas Michael Schumacher (76), Alain Prost (41), Nigel Mansell (30) e Jim Clark (28).

O próximo despacho de Kimi sobre o finlandês já aposentado será o número de pódios, já que ambos estão empatados com 51. Na seqüência, tudo leva a crer que Raikkonen alcance e supere também o total de vitórias de Mika, que venceu 20 vezes na Fórmula 1. O nórdico em atividade possui 17 triunfos até o momento.

Veja o comparativo dos finlandeses:

Mika Hakkinen
GPs disputados: 161 (de 1991 a 2001)
Títulos: 2 (1998, 1999)
Vitórias: 20
Poles: 26
Pódios: 51
Voltas mais rápidas: 25
Pontos: 420
Hat-trick (pole, vitória e melhor volta): 5

Kimi Raikkonen
GPs disputados: 125 (desde 2001)
Títulos: 1 (2007)
Vitórias: 17
Poles: 15
Pódios: 51
Voltas mais rápidas: 26
Pontos: 485
Hat-trick (pole, vitória e melhor volta): 2

Obs: Não demos ênfase ao número de pontos porque Hakkinen competiu durante a época em que o vencedor e o segundo colocado eram separados por uma margem de quatro tentos (10 a 6). Raikkonen só correu por dois anos nesse sistema (2001 e 2002).

segunda-feira, 31 de março de 2008

Bicampeão retorna a um cockpit

Enquanto Michael Schumacher aproveitou o domingo para correr de moto na Itália, outro “aposentado” também procurou se divertir a bordo de um veículo motorizado no fim de semana.

Mika Hakkinen, bicampeão pela McLaren (1998 e 1999) e embaixador da Johnnie Walker nas campanhas internacionais contra o alcoolismo, guiou um modelo MP4/22 durante demonstração nas ruas de Cingapura, país que sediará em setembro a primeira corrida noturna da história da Fórmula 1.

Que vida boa esses ex-campeões levam, não? E impressionante como não conseguem desligar seus motores do mundo da velocidade. É o que acontece com as pessoas que amam sua profissão.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Hakkinen visita o Brasil

Quem poderia imaginar um piloto de Fórmula 1, um bicampeão do mundo, entregando garrafinhas de água mineral para a clientela de um barzinho em São Paulo? Pois quem esteve ontem no bar Dona Flor, na zona sul da capital paulista, viu exatamente isso.

Mika Hakkinen, um dos maiores “gentleman” que a categoria máxima do automobilismo já teve, veio ao Brasil para participar de uma ação da Johnnie Walker, marca patrocinadora da McLaren e para a qual o finlandês exerce o cargo de embaixador mundial para consumo responsável de bebidas alcoólicas.

Apesar do enorme assédio por parte dos fotógrafos e também dos fãs, o ex-piloto de F-1 manteve a postura de grande cavalheiro que é, sorrindo, cumprimentando as pessoas, dando alguns autógrafos e até arriscando algumas palavras em português, como um “boa noite”.

Como não poderia ser diferente, Hakkinen falou sobre a temporada atual. Declarou, obviamente, estar muito feliz com o desempenho do time prateado e deixou escapar um breve comentário sobre a tensão vivida entre Lewis Hamilton e Fernando Alonso.

“Eu espero que a equipe consiga se manter concentrada na conquista do título mesmo em um momento que parece ser muito difícil, por conta de situações que vocês sabem muito bem. Para mim, não interessa quem será o campeão, Lewis ou Fernando. Eu torço para que a McLaren conquiste o mundial, apenas isso”, afirmou.


Mika falou ainda sobre a ida de Kimi Raikkonen para a Ferrari, reforçando uma opinião que ele já havia expressado há algum tempo. “Eu fiquei surpreso quando ele me disse que iria sair, aconselhei que permanecesse na McLaren, pois uma outra ou outra o time voltaria a dominar. A Ferrari, no entanto, se desestruturou com a perda pessoas importantes. Eu acredito que o bom desempenho que eles estão tendo agora não deva durar por muito tempo”, apostou.

Questionado sobre a falta de sorte de seu conterrâneo, Hakkinen foi bem direto. “Ter sorte significa estar no lugar certo e na hora certa. Você precisa ter convicção das escolhas que faz para a sua vida e saber buscar a sorte. Por isso, ele é um azarado, definitivamente”.

O último contato do finlandês com um carro de F-1 aconteceu no fim do ano passado, quando participou de um teste com a McLaren. Teria ele alguma outra sessão em vista? “Um dia quem sabe”, disse entre risos.


Longe dos monopostos desde o fim de 2001, Hakkinen se diverte atualmente no DTM (Campeonato Alemão de Turismo), onde corre pela Mercedes, claro. Já venceu duas corridas por lá e ocupa o quinto lugar da classificação, com 22 pontos.

Na F-1, disputou 161 corridas, conquistou dois títulos (1998 e 1999), um vice (2000), 20 vitórias, 26 pole-positions, 51 pódios, 25 voltas mais rápidas e 420 pontos ao longo de 11 temporadas — estreou pela Lotus em 1991 e se transferiu para a escuderia de Ron Dennis em 1993.

Aos 38 anos, teria este simpático sujeito algum motivo para reclamar da vida?