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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Olhos acostumados

FOTO: MONTAGEM/DIVULGAÇÃO
Há um ano, todos nós estávamos espantados e críticos com a nova aparência dos carros da Fórmula 1, que se tornaram feios e esquisitos em função das mudanças no regulamento da categoria. Atrás, uma asa super estreita e medonha. Na frente, um aerofólio largo e bicos para lá de esquisitos.

Hoje, porém, temos dificuldade para eleger o mais bonito entre os modelos já apresentados. Com uma distância entre eixos maior e linhas mais curvilíneas, as máquinas ficaram bem mais atraentes. Tudo graças ao trabalho dos engenheiros, mas também com a melhor aceitação por parte de nossos olhos.

O tradicional processo de se acostumar com a realidade. Não fosse isso, deveríamos ter achado horrendo o design do BMW Sauber atual, cuja dianteira é bem mais gritante que aquela severamente criticada do ano anterior, não é mesmo?

Mas não! O C29 pelado de patrocínios é ousado, tem pinta de nervoso. Como entender esses olhos...

terça-feira, 7 de julho de 2009

Eternos vice-campeões

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
Ser campeão parece algo distante para este ano, pois a vantagem atual de Jenson Button é de 23 pontos. Pensar no vice, contudo, já é mais coerente para Rubens Barrichello, que caso confirme essa conquista tornar-se-á o segundo maior “azarado” isolado da história em quantidade de vices e sem nenhum título na Fórmula 1, num total de três em seu currículo.

O recordista deste ingrato quesito é o inglês Stirling Moss, que teve a proeza de ser o vice por quatro temporadas consecutivas, entre os mundiais de 1955 e 1958. Atualmente com 79 anos, este ex-corredor competiu entre 1951 e 1961, venceu 16 corridas e fez 16 pole positions. Um histórico respeitável, que só faltou ser marcado por um “mísero troféuzinho” de número 1 do mundo.

Além de Moss e Barrichello, outros 17 competidores também foram vice sem jamais terem tido o prazer de conquistar o caneco. Coisa que sujeitos como Michael Schumacher (heptacampeão e tri-vice) e Ayrton Senna (tricampeão e bi-vice), para não citar muitos outros, conseguiram.

Uma curiosidade neste tema é que dois dos “vice não-campeões” conseguiram o segundo lugar da tabela de pontuação post mortem: o alemão Wolfgang von Trips (1961) e o sueco Ronnie Peterson (1978).

Dos pilotos em atividade, apenas Barrichello e Felipe Massa carregam o estigma do vice e nenhum troféu de campeão. Uma exclusividade pouco ingrata para o Brasil, não é mesmo?

Lista dos vices que jamais foram campeões:
4 – Stirling Moss (1955 a 1958)
2 – Jose Froilan Gonzalez (1951, 1954)
2 – Bruce McLaren (1960, 1962)
2 – Jacky Ickx (1969, 1970)
2 – Ronnie Peterson (1971, 1978)
2 – Rubens Barrichello (2002, 2004)
1 – Luigi Fagioli (1950)
1 – Tony Brooks (1959)
1 – Wolfgang von Trips (1961)
1 – Richie Ginther (1963)
1 – Clay Regazzoni (1974)
1 – Gilles Villeneuve (1979)
1 – Carlos Reutemann (1981)
1 – John Watson (1982)
1 – Michele Alboreto (1985)
1 – Riccardo Patrese (1992)
1 – Eddie Irvine (1999)
1 – David Coulthard (2001)
1 – Felipe Massa (2008)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Iguais no 1

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
A dezena é diferente, mas a unidade é comum aos quatro maiores vencedores da história da Fórmula 1: 31, 41, 51 e 91. Uma escadinha que só fugiu à progressão aritmética de dez por culpa do alemão de queixo grande.

Se parasse hoje ou não vencer mais nenhuma (pouco provável), Fernando Alonso também iria figurar nesta lista dos “um”, com suas 21 conquistas.

Somente uma curiosidade para aquecer a semana do GP da Inglaterra e também para fugirmos um pouco do assunto "favoritismo Brawn-Button para mais uma vitória". No caso deles, a sétima do ano.

Os quatro maiores em vitórias:
1) Michael Schumacher, 91
2) Alain Prost, 51
3) Ayrton Senna, 41
4) Nigel Mansell, 31

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O peso da pole em Barcelona

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
Três das quatro etapas já disputadas na temporada 2009 nos mostraram que largar na pole position é sinônimo de vitória. Com exceção do GP do Bahrein, vencida por Jenson Button após ter saído em quarto, todas as demais corridas tiveram no degrau mais alto do pódio o sujeito que alinhou na ponta do grid.

Neste fim de semana, no GP da Espanha, a luta pela posição de honra promete ser a mais ferrenha de todas. Não somente por este cenário atual de extrema importância da pole, mas por uma característica “natural” da prova de Barcelona, que nos últimos oito anos foi conquistada pelo mais veloz do treino de classificação.

O mais interessante é que de 1997 a 2008 em apenas uma corrida o pole não venceu. Foi em 2000, quando Michael Schumacher foi o ponteiro nos treinos e Mika Hakkinen faturou a disputa, após ter largado em segundo.

Outra curiosidade: o vencedor da etapa espanhola costuma ser o campeão do ano. As exceções da última década foram 2000, 2005, 2007 e 2008, para a tristeza dos finlandeses e brasileiros — Hakkinen, Kimi Raikkonen, Felipe Massa e Raikkonen novamente foram os respectivos vencedores.

Alguém arrisca um palpite para o domingo?

Raio-x do GP da Espanha:

Poles
1997: Jacques Villeneuve (Williams)
1998: Mika Hakkinen (McLaren)
1999: Mika Hakkinen (McLaren)
2000: Michael Schumacher (Ferrari)
2001: Michael Schumacher (Ferrari)
2002: Michael Schumacher (Ferrari)
2003: Michael Schumacher (Ferrari)
2004: Michael Schumacher (Ferrari)
2005: Kimi Raikkonen (McLaren)
2006: Fernando Alonso (Renault)
2007: Felipe Massa (Ferrari)
2008: Kimi Raikkonen (Ferrari)

Vencedores
1997: Jacques Villeneuve (Williams)
1998: Mika Hakkinen (McLaren)
1999: Mika Hakkinen (McLaren)
2000: Mika Hakkinen (McLaren)
2001: Michael Schumacher (Ferrari)
2002: Michael Schumacher (Ferrari)
2003: Michael Schumacher (Ferrari)
2004: Michael Schumacher (Ferrari)
2005: Kimi Raikkonen (McLaren)
2006: Fernando Alonso (Renault)
2007: Felipe Massa (Ferrari)
2008: Kimi Raikkonen (Ferrari)

terça-feira, 28 de abril de 2009

Líder absoluto

FOTO: DIVULGAÇÃO/BRAWN GP
Não por menos ele é o líder isolado da temporada. Das 202 voltas completadas em quatro corridas, Jenson Button liderou 113, exatamente o dobro mais um do que o acumulado por Sebastian Vettel, o segundo da relação de passagens na liderança.

Por enquanto, oito pilotos sentiram o gostinho de ocupar o primeiro posto durante uma etapa. Destes, quem menos figurou na ponta foi Rubens Barrichello — somente uma, a 20ª do GP da Malásia —, mesmo dispondo do melhor carro nesta sequência de provas.

Até a Ferrari em péssima fase liderou mais voltas que o brasileiro, com Kimi Raikkonen. E o veterano teima em dizer que está confiante quanto suas chances de brigar pelo título, argumentando que ainda há muita corrida pela frente. Vamos ver.

Voltas na liderança em 2009:
1) Jenson Button, 113
2) Sebastian Vettel, 56
3) Nico Rosberg, 15
4) Timo Glock, 10
5) Jarno Trulli, 3
6) Mark Webber, 2
7) Kimi Raikkonen, 2
8) Rubens Barrichello, 1

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Na tangência da regra

FOTO: MONTAGEM/DIVULGAÇÃO EQUIPES
Nada como aproveitar as brechas de um regulamento, não é mesmo? Já que proibiram os apêndices aerodinâmicos na carenagem dos carros, como aquele pontiagudo usado em 2008 pela Ferrari nas laterais do cockpit, a saída então é trazer o acessório mais para frente e disfarçá-lo como se fosse a haste dos retrovisores.

Pequenos detalhes que fazem a diferença no cronômetro e são responsáveis pela conclusão de que o difusor é apenas um ingrediente na bela receita trabalhada pela Brawn GP para a temporada 2009 da Fórmula 1.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Ausência rara

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
O mau início de temporada de Ferrari e McLaren ocasionou um fato que há muito tempo não acontecia na Fórmula 1: duas corridas seguidas sem a presença de pelo menos uma das tradicionais equipes no pódio.

A última e longínqua vez que isso ocorreu foi em 1996, entre os GPs da Alemanha e da Hungria, dominados por Williams e Benetton. De lá para cá houve outros dez episódios de cerimônias do champanhe carentes dos pilotos vermelhos ou prateados, mas nenhuma delas em sequência.

Interessante observar que das quatro ocorrências deste feito no novo milênio, três foram no circuito malaio de Sepang. O caso mais recente — anterior à prova do último domingo — havia sido a etapa do Canadá de 2008, mas numa situação bem diferente da atual.

Na ocasião, Ferrari e McLaren tinham os melhores carros. No entanto, Lewis Hamilton atropelou Kimi Raikkonen na saída dos boxes, Felipe Massa chegou em quinto após enfrentar problemas no reabastecimento e Heikki Kovalainen foi apenas o nono colocado.

Hoje a história é bem distinta: as duas grandes estão longe da briga por vitórias.

Últimos pódios sem Ferrari e McLaren:

Alemanha 1996
Hill (Williams), Alesi (Benetton), Villeneuve (Williams)

Hungria 1996
Villeneuve (Williams), Hill (Williams), Alesi (Benetton)

Brasil 1997
Villeneuve (Williams), Berger (Benetton), Panis (Prost)

Espanha 1997
Villeneuve (Williams), Panis (Prost), Alesi (Benetton)

Inglaterra 1997
Villeneuve (Williams), Alesi (Benetton), Wurz (Benetton)

Hungria 1997
Villeneuve (Williams), Hill (Arrows), Herbert (Sauber)

Luxemburgo 1997
Villeneuve (Williams), Alesi (Benetton), Frentzen (Williams)

Bélgica 1998
Hill (Jordan), Ralf (Jordan) e Alesi (Sauber)

Europa 1999
Herbert (Stewart), Trulli (Prost), Barrichello (Stewart)

Malásia 2005
Alonso (Renault), Trulli (Toyota) e Heidfeld (Williams)

Malásia 2006
Fisichella (Renault), Alonso (Renault), Button (Honda)

Canadá 2008
Kubica (BMW), Heidfeld (BMW), Coulthard (Red Bull)

Malásia 2009
Button (Brawn), Heidfeld (BMW), Glock (Toyota)

domingo, 29 de março de 2009

Repetindo 2005

FOTO: DIVULGAÇÃO/BRAWN GP
Com o auxílio da sorte, Rubens Barrichello garantiu neste domingo o melhor início de temporada do Brasil na Fórmula 1 desde 2005, ano em que – com a Ferrari – também completou a prova da Austrália na segunda posição.

Esse resultado foi repetido pelo veterano da Brawn em outras duas oportunidades no circuito de Melbourne: 2000 e 2004, ficando somente atrás do então companheiro de equipe, Michael Schumacher.

Começar o campeonato com vitória e a liderança do torneio, entretanto, é uma façanha desconhecida pela nação verde-amarela há 18 anos. O último a conseguir isso para o País foi Ayrton Senna, em 1991, ao vencer o GP dos EUA.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A um passo do 100

FOTO: DIVULGAÇÃO/FERRARI
O Brasil está literalmente a um passo de entrar na lista dos países que possuem três dígitos no histórico de vitórias na Fórmula 1. Façanha essa que apenas duas nações alcançaram até o momento: Grã Bretanha e Alemanha.

No caso da ilha britânica, vale a ressalva de que são somados os resultados de Inglaterra, Escócia e Irlanda. Por isso, é a líder isolada na tabela de proezas com exatas 200 consagrações.

Já a Alemanha deve inúmeros agradecimentos a Michael Schumacher, responsável por 91 das 104 vitórias do país na competição. No Brasil, vários pilotos contribuíram para a construção das 99 presenças no degrau mais alto do pódio: Ayrton Senna (41 vezes), Nelson Piquet (23), Emerson Fittipaldi (14), Felipe Massa (11), Rubens Barrichello (9) e José Carlos Pace (1).

A centésima conquista deve vir com naturalidade neste ano, muito provavelmente por intermédio do brasileiro da Ferrari. E quem sabe, aproveitando a ausência de um alemão expoente na F-1, o país não consiga tomar a segunda posição no quadro geral de triunfos dos germânicos... Atrevo-me a apostar uma moeda nisso!

Ranking de vitórias por países:
1) Grã Bretanha, 200
2) Alemanha,104
3) Brasil, 99
4) França, 79
5) Itália, 43
6) Finlândia, 43
7) Áustria, 41
8) Argentina, 38
9) Estados Unidos, 33
10) Austrália, 26
11) Espanha, 21
12) Canadá, 17
13) Nova Zelândia, 12
14) Suécia, 12
15) Bélgica, 11
16) África do Sul, 10
17) Suíça, 7
18) Colômbia, 7
19) México, 2
20) Polônia, 1

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Intrusos no tema

O tema da vitória, executado pela Rede Globo a cada proeza de um brasileiro na Fórmula 1, teve um destempero na última etapa do ano passado, já que as câmeras de TV deram prioridade ao campeão do torneio, Lewis Hamilton, em vez do vencedor da prova, Felipe Massa.

Um episódio natural e que já aconteceu em outra ocasião. Foi em 2003, quando Rubens Barrichello conquistou o GP do Japão, em Suzuka, e Michael Schumacher garantiu seu então sexto título mundial com um oitavo lugar. Tocava a clássica musiquinha e assistíamos ao alemão festejando.

Em ambos os episódios houve somente uma coincidência de consagrações, ao contrário do que ocorreu no GP do Brasil de 1984, quando o tã tã tã soou para Alain Prost.

Naquele tempo, a canção era utilizada apenas na etapa brasileira, independente de quem fosse o ganhador. Venceu o baixinho francês de nariz torto, então deu nisso (vídeo acima).

A exclusividade do tema para os corredores brazucas passou a valer em 1986, estreando com Nelson Piquet em Jacarepaguá. Mas como bem vimos na decisão de 2008, ainda é possível haver um intruso estrangeiro nos louros da música. Paciência.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Grid "tricampeão"

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
Lewis Hamilton, Kimi Raikkonen e Fernando Alonso. Pilotos de nacionalidades diferentes, equipes diferentes, estilos diferentes, mas que possuem um detalhe em comum: são campeões do mundo.

Não faz muito tempo, porém, que a Fórmula 1 inicia uma temporada com três detentores de título no grid. Em 2006, a trinca foi representada por Michael Schumacher, Alonso e Jacques Villeneuve.

Quatro campeões juntos — o que podemos ter no próximo ano caso algum outro corredor desencante, como Felipe Massa, após ter batido na trave em 2008 — é algo que não se vê há uma década na categoria, quando os sucedidos do momento eram Schumacher, Villeneuve, Mika Hakkinen e Damon Hill.

Para 2010, teremos quatro, três ou menos que isso na folha dos campeões em atividade? Difícil imaginar um número menor do que três.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Patinhos feios

Está certo que o modelo testado pela BMW na semana passada, em Barcelona, não agradou a todos com seu visual e formas esquisitas. Aliás, será que alguém achou o modelo simpático ou até mesmo bonito?

De qualquer maneira, o carro alemão está longe de ser uma peça exclusiva no hall dos feiosos. Em 58 anos de história, foram muitos os bólidos horrorosos que passaram pelo grid da classe máxima do automobilismo.

A seguir, a lista daqueles que para este escriba foram os dez equipamentos mais estranhos de todos os tempos na Fórmula 1. Fique à vontade para opinar ou até mesmo acrescentar outras máquinas a esta relação.

Fry F2 de 1959.

Brabham BT34 de 1971.

March 711 de 1971.

Lotus 56B de 1971.

Eifelland E21 de 1972.

Ensign N173 de 1973.

Arrows FA1 de 1978.

Arrows A9 de 1986.

Fondmetal GR02 de 1992.

Tyrrell 025 de 1997.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Sina positiva

Por oito vezes na história da Fórmula 1, campeão e vice terminaram o ano separados por apenas um ponto. Dos episódios mais recentes, Lewis Hamilton provou das duas sensações: a de perder o título por um tento e a de conquistar a taça por um mísero pontinho.

A Felipe Massa, derrotado pelo inglês por essa mínima diferença neste ano, resta a esperança de se juntar à lista daqueles que, como Hamilton, conseguiram faturar o Mundial após a "decepção" do segundo lugar na classificação.

Dos oito vices com um ponto a menos que o detentor do caneco, quatro tornaram-se campeões: Graham Hill, Niki Lauda, Damon Hill e Lewis Hamilton. Vejamos se o brasileiro da Ferrari passa a integrar essa relação nos próximos campeonatos.

Talento, postura e condições para ser campeão ele já provou que tem. De sobra.

Campeões e vices separados por um ponto:
1958: Mike Hawthorn (campeão) / Stirling Moss (vice)
1961: Phil Hill / Wolfgang Von Trips
1964: John Surtees / Graham Hill
1976: James Hunt / Niki Lauda
1981: Nelson Piquet / Carlos Reutemann
1994: Michael Schumacher / Damon Hill
2007: Kimi Raikkonen / Lewis Hamilton
2008: Lewis Hamilton / Felipe Massa

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Recorde impossível de ser batido

Lewis Hamilton precisou de 35 corridas para conquistar seu primeiro título na Fórmula 1. Apesar de ser o campeão mais jovem da categoria, aos 23 anos, 9 meses e 26 dias, o inglês não é o piloto que menos provas disputou até a fatura do Mundial.

Como não poderia ser diferente, o recordista deste quesito é o italiano Giuseppe Farina, o primeiro campeão da classe em 1950, com seis provas realizadas. Emerson Fittipaldi, que até 2005 ocupava o posto de campeão mais precoce, também festejou o caneco com menos GPs que o britânico e aparece no quinto lugar do ranking.

Confira os dez primeiros:
1) Giuseppe Farina, 6 GPs para ser campeão
2) Juan Manuel Fangio, 15
3) Alberto Ascari, 18
4) Jack Brabham, 22
5) Emerson Fittipaldi, 25
6) Phil Hill, 26
7) Denny Hulme, 26
8) Jim Clark, 30
9) Jacques Villeneuve, 33
10) Lewis Hamilton, 35

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Trinca inglesa ou sanduíche completo

Toda curiosidade é bem-vinda em semana de decisão de campeonato. Vejamos as equipes campeãs em anos de final oito, por exemplo. Até hoje foram dois títulos de Lotus, dois da McLaren e um da Ferrari.

A equipe italiana conquistou o primeiro da lista dos oito, em 1958. Já a McLaren ficou com o último, em 1998. Com base nisso, temos a certeza de que ou haverá uma disparada do time prateado nesta contagem ou a escuderia de Maranello completará uma espécie de sanduíche de Ferrari recheado de Lotus e McLaren.

Campeões dos anos 8:
1958: Mike Hawthorn (Ferrari)
1968: Graham Hill (Lotus)
1978: Mario Andretti (Lotus)
1988: Ayrton Senna (McLaren)
1998: Mika Hakkinen (McLaren)
2008: ???????????????????????

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Como tudo começou

A data exata foi 1º de novembro de 1998, final de campeonato entre Michael Schumacher e Mika Hakkinen. Duelo que mereceu uma boa chamada na TV e despertou o interesse de um garoto de 14 anos que até então pouco se importava com o mundo da velocidade, mas que resolveu passar a madrugada acordado para assistir àquela decisão.

O resultado disso, além do primeiro título do finlandês da McLaren, foi o despertar de um encanto cada vez maior pela Fórmula 1. Gravar todos treinos e corridas foi um dos sintomas iniciais ocasionados por esta nova paixão. Comprar um ingresso para ver as máquinas de pertinho foi o passo seguinte, realizado em 2000.

Tamanha foi a entrega ao esporte a motor que não houve dúvidas na hora de definir o futuro profissional: jornalismo, com o sonho de um dia acompanhar todas as provas do Mundial.

Dez anos se passaram, muitas etapas rumo ao desejo pessoal-profissional foram concluídas. Uma história que poderia ter sido totalmente diferente caso este escriba que vos fala tivesse perdido aquele GP do Japão de 1998.

E você, quando e como iniciou a paixão pela Fórmula 1? Divida este momento especial com os demais blogueiros.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Baixo índice de pontos

A série de erros protagonizada por Ferrari, Felipe Massa e Lewis Hamilton ao longo do ano deve fazer com que a Fórmula 1 tenha um novo campeão com menos de 100 pontos conquistados durante a temporada.

O último piloto a faturar o título sem alcançar a centena foi Michael Schumacher, que garantiu seu sexto caneco na categoria com 93 tentos, apenas dois a mais que o finlandês Kimi Raikkonen, o vice. Aquele certame, no entanto, teve somente 16 etapas, enquanto o de 2008 é formado por 18 provas.

Dos atuais postulantes à taça, o único que pode chegar ou até mesmo ultrapassar a barreira dos 100 é o inglês da McLaren, que lidera a tabela de classificação com 84 pontos. Se conseguir pelo menos cravar o “cenzinho”, o britânico automaticamente confirmará o Mundial em seu favor, já que o máximo que o rival da Ferrari pode fazer é 99.

Desempenho dos dez últimos campeões:
1998: Mika Hakkinen (100 pontos)
1999: Mika Hakkinen (76)
2000: Michael Schumacher (108)
2001: Michael Schumacher (123)
2002: Michael Schumacher (144)
2003: Michael Schumacher (93)
2004: Michael Schumacher (148)
2005: Fernando Alonso (133)
2006: Fernando Alonso (134)
2007: Kimi Raikkonen (110)

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Campeão em casa

Para obter feito raro, é preciso derrotar o sujeito que aparece no fundo da imagem".

Matutando alguns números e fazendo projeções sobre o campeonato atual, eis que me deparo com uma incrível raridade da Fórmula 1, que pode voltar a acontecer nesta temporada.

Se a decisão do título chegar pelo quarto ano consecutivo ao Brasil, a categoria poderá ter o segundo campeão da história definido em sua etapa de “casa”. No caso, Felipe Massa, obviamente.

Uma coincidência até o momento única nos 58 anos de existência da competição, concretizada apenas no certame de estréia, em 1950, quando Giuseppe Farina fez a festa dos italianos ao arrematar o caneco em Monza. Imagine como devem ter vibrado os torcedores locais.

Pois então tente imaginar a euforia dos brasileiros com a suposta conquista do título por parte de Massa em Interlagos. O público invade a pista, com toda certeza! Só de pensar na cena já dá para sentir arrepios.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Seqüência rara

O que vimos nas duas últimas etapas da Fórmula 1? Vitória da Toro Rosso na Itália e vitória da Renault em Cingapura. Duas equipes distintas, nada de Ferrari ou McLaren na primeira posição. Algo que não se via há quase dez anos.

A última vez que dois times diferentes da escuderia vermelha e da prateada se revezaram consecutivamente no topo do pódio foi em 1999, na seqüência dos GPs da Itália e da Europa.

Na pista de Monza, o vencedor foi Heinz-Harald Frentzen, a bordo do equipamento da Jordan. Em Nürburgring, a vitória ficou com a Stewart de Johnny Herbert. Sujeitos que nunca mais voltariam a vencer na categoria, vale destacar.

E uma série de três equipes vencedoras sem a intromissão de Ferrari e McLaren, alguém se lembra da última vez que aconteceu? Foi na temporada de 1983, na trinca dos GPs de Mônaco, Bélgica e Estados Unidos.

Keke Rosberg, de Williams, venceu nas ruas do Principado. Em Spa-Francorchamps, deu Alain Prost com a Renault. Já na pista de Detroit, a primeira posição foi obtida por Michele Alboreto, de Tyrrell. Na etapa seguinte, contudo, veio uma Ferrari — a de René Arnoux — para quebrar a seqüência.

Poderá algum outro time, que não seja Toro Rosso ou Renault, impedir a vitória da escuderia de Maranello ou da McLaren no Japão? Acho difícil. Mas é bom não duvidar, afinal a zebra anda solta e pode dar as caras em Fuji.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

O sétimo elemento

Com o triunfo em Cingapura, Fernando Alonso tornou-se o sétimo piloto a vencer corrida na temporada 2008. O maior número de vencedores desde 2003, quando oito competidores subiram no degrau mais alto do pódio.

Em relação às equipes, o certame atual igualou 2003 com o registro de cinco ganhadoras. Neste ano, venceram até o momento McLaren, Ferrari, BMW, Toro Rosso e Renault. Cinco anos atrás, McLaren, Ferrari, Williams, Jordan e Renault.

O último torneio a superar a quina foi o de 1983, que marcou proezas de Renault, Ferrari, Brabham, McLaren, Williams e Tyrrell. Um ano antes, o número foi ainda maior, com sete marcas triunfantes: McLaren, Renault, Ferrari, Brabham, Lotus, Williams e Tyrrell.

Vencedores de 2008:
1) Felipe Massa - 5
2) Lewis Hamilton - 4
3) Kimi Raikkonen - 2
4) Robert Kubica - 1
5) Heikki Kovalainen - 1
6) Sebastian Vettel – 1
7) Fernando Alonso – 1