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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

O ano do gelo?

FOTO:REPRODUÇÃO/LAT

Dizem que ano de final impar costuma ser positivo para Kimi Raikkonen. Em termos de determinação parece ser mesmo verdade, já que o finlandês perdeu alguns quilinhos e – dizem – até parou de beber para estar mais forte na briga pelo título de 2009. Mas façamos um raio-x das últimas temporadas para ver se essa afirmação tem lógica.

Em 2001, quando estreou na categoria, muita gente criticou a postura da FIA em liberar a super licença a um piloto com pouquíssimas corridas no currículo. Para muitos "entendidos" do esporte a motor, o então novato seria mais um integrante da lista dos fracassados da categoria. O que se viu, porém, foi um corredor frio e muito veloz, que no fim do ano garantiu uma vaga para correr por uma das mais tradicionais equipes, a McLaren.

Em 2002, Raikkonen passou a ter uma maior atenção por parte da mídia e da crítica. Resultado: um ano mediano, marcado por alguns pódios, mas uma série de abandonos por falha mecânica.

Em 2003, com uma McLaren confiável e no papel de coadjuvante – todos apostavam na Williams de Juan Pablo Montoya para rivalizar com a Ferrari de Michael Schumacher –, Kimi brigou pelo título até a última corrida, perdendo a taça para o alemão por apenas dois pontos.

Em 2004, voltou a ser apontado como um dos favoritos ao caneco, bem como a McLaren como detentora do grande carro da temporada. Nenhuma das previsões se mostrou correta e o finlandês pouco fez. Quando o carro melhorou, conseguiu melhores resultados e uma vitória, mas já estava bem distante da luta pelo mundial.

Em 2005, novamente sem ser a grande aposta dos analistas, Raikkonen acelerou forte o velocíssimo carro construído pela McLaren, que só deixava a desejar no quesito confiabilidade. Este ponto fraco custou ao nórdico o título daquele ano, tendo ele que se contentar com mais um vice.

Em 2006, mais uma dose de crença nas chances do "Homem de Gelo". Resultado: ano ruim, com um carro bom, mas não vencedor. Tanto é que não venceu nenhum GP neste torneio.

Em 2007, a mudança para a Ferrari fez de Raikkonen um piloto fraco em classificações e ofuscado pelo bom desempenho da então dupla da McLaren, composta por Fernando Alonso e Lewis Hamilton. Longe dos holofotes, o finlandês fez a sua parte e com uma pitada de sorte conquistou seu primeiro título na categoria.

Em 2008, muitos acreditaram que ele seria facilmente bicampeão. Um ótimo carro, empolgado com o título do ano anterior... Tudo contribuía em seu favor. No entanto, Kimi apagou. Foi derrotado por Felipe Massa, cometeu muitos erros, pilotou de forma apática em diversas corridas e esteve longe de merecer o segundo título.

Em 2009, Raikkonen volta a ser o antagonista, com direito à pressão de um possível desligamento da Ferrari caso repita a campanha mediana do ano passado. Fiquemos de olho no finlandês...

Raio-X
2001: 10º colocado (9 pontos)
2002: 6º (24)
2003: 2º (91)
2004: 7º (45)
2005: 2º (112)
2006: 5º (65)
2007: 1º (110)
2008: 3º (75)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Números ajustados

FOTO: MONTAGEM/DIVULGAÇÃO/FERRARI
O troca troca de números na Ferrari ganhou um novo capítulo nos testes da equipe italiana no circuito do Bahrein. Desta vez, contudo, parece que os algarismos estão com seus devidos donos: Felipe Massa, atual vice-campeão da Fórmula 1, com o 3 e Kimi Raikkonen com o 4.

Nos dois anos em que o brasileiro e o finlandês dividiram as atenções da escuderia italiana, sempre se deu melhor quem esteve com o numeral mais alto. Superstições a parte, o número que importa mesmo ao longo do Mundial é o da tabela de classificação. Seja par ou impar.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Novas cores

FOTOS: REPRODUÇÃO/LAT
Para seu terceiro ano como piloto da Ferrari, Kimi Raikkonen preparou um terceiro desenho de capacete, bem mais atraente que os dois anteriores e com mudanças mais visíveis.

O layout é o mesmo, mas a distribuição de cores mudou. A frente e laterais, antes coloridas de preto, cinza escuro e vermelho, agora estão apenas banhadas de preto e vermelho.

A novidade mais saliente está na parte de trás do casco, que trocou o preto pelo branco, deixando-o mais uniforme com as cores do carro e do macacão do time italiano.

Acertou na escolha o finlandês, mas ainda não conseguiu fazer um capacete melhor que o utilizado entre 2003 e 2005, na McLaren, cujas cores de destaque eram azul, branco, preto e vermelho.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

A única façanha do campeão

Um recorde até que interessante, mas de pouca valia para quem está fora da briga pelo título e muito aquém do desempenho esperado de um campeão do mundo. De qualquer maneira, Kimi Raikkonen alcançou em Cingapura a sua décima volta mais rápida em corrida neste ano.

Tal marca foi obtida somente duas vezes em toda a história da Fórmula 1. Em 2004, no certame amplamente dominado por Michael Schumacher, e em 2005 pelo próprio finlandês da Ferrari, à época na McLaren.

Restando três etapas para o encerramento da temporada, Raikkonen provavelmente conseguirá repetir a façanha no mínimo uma vez mais e então celebrar o recorde absoluto. Enquanto isso, Felipe Massa ou Lewis Hamilton festejarão nada menos do que o título de 2008

Quem será que vai ter mais motivos para vibrar?

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Pinga Pura para Kimi

Ótima tirada do amigo, jornalista e blogueiro Josmar Batista, que definiu muito bem como Kimi Raikkonen deve estar encarando a 15ª etapa do Mundial: Cingapura para os rivais, Pinga Pura para o finlandês da Ferrari.

Se pensarmos também que a única brecha para os pilotos tomarem umas biritas neste fim de semana será durante a festa do champanhe, já dá para imaginar quão forte estará o “Homem de Gelo” na inédita prova noturna.

Deixando as brincadeiras de lado, o GP cingapuriano será o primeiro do campeão no papel de figura totalmente desacreditada na briga pela vitória. Situação essa que costuma ser benéfica a Raikkonen.

Na maioria das vezes em que foi apontado como aposta furada saiu-se bem. Foi assim em 2003 na disputa do título contra Michael Schumacher, no ano passado quando todos desdenharam de suas chances de conquistar o caneco e até mesmo nesta temporada, depois de um treino ruim para a corrida da Bélgica.

Raikkonen é o típico sujeito que funciona e trabalha do jeito que quer e na hora que bem entende. Quando menos se espera, o cara acorda e impressiona. Em Pinga Pura, quer dizer, Cingapura, quase ninguém arrisca um tostão numa vitória dele e por esse motivo deve vir forte. Vamos ficar de olho.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Número 1 apenas no carro e por enquanto

Como campeão, era de se esperar que lhe fosse dado uma canja maior para tentar recuperar-se no campeonato e assim escapar da ingrata situação de ser escudeiro. Kimi Raikkonen, porém, fracassou no seu papel. Ficou sem pontuar na Bélgica e também na Itália e agora não tem mais como fugir do cargo temporário de número 2 da Ferrari.

A contra gosto, afinal disse em suas últimas declarações não saber se teria que trabalhar em prol do brasileiro postulante ao título. Mas a equipe italiana, nada boba, foi bastante sagaz ao informar que tem total certeza do compromisso do finlandês com os interesses do time. Vai ajudar e pronto!

E Raikkonen sequer pode reclamar, pois o culpado por este momento inédito em sua carreira é ele mesmo. Com apenas duas vitórias na temporada, tem sido medíocre nas exibições nada condizentes para um campeão do mundo.

Com o resultado de Monza, por exemplo, completou três corridas sem marcar um mísero ponto, algo que não acontecia com o piloto desde 2004, quando passou em branco nas etapas da Espanha, Mônaco e Europa. O jejum de dez provas sem vitória então é o pior desde 2006, ano em que não venceu nada.

Será, portanto, um campeão escudeiro. Fato já visto em outras ocasiões na Fórmula 1. A última delas, aliás, encenada em 2001 por seu compatriota Mika Hakkinen, que teve de cooperar com a campanha de título (fracassada) de David Coulthard.

Até Michael Schumacher, por motivos diferenciados é verdade, precisou correr como número 2 de Eddie Irvine nas últimas etapas de 1999. Sendo assim, não há como o “Homem de Gelo” se safar dessa situação.

Caso Felipe Massa conquiste o título, Raikkonen entrará para a lista dos campeões que foram derrotados pelo companheiro de equipe. Apesar de soar ruim, também será um fato comum na categoria. No ano passado mesmo tivemos o bicampeão Fernando Alonso sendo vencido pelo então estreante Lewis Hamilton — terminaram empatados nos pontos, mas o inglês levou a melhor no critério de desempate.

O tetracampeão Alain Prost foi outro que passou por isso na McLaren, ao perder o Mundial de 1988 para Ayrton Senna. No ano seguinte, contudo, conseguiu bater o brasileiro, em que pese à polêmica desclassificação do adversário no GP do Japão. De qualquer maneira, fez uma campanha melhor e arrematou o caneco.

É o que estamos vivenciando em 2008: um Massa muito mais competente que o parceiro de Ferrari tanto em treinos como em corridas. Se faturar a taça, será com grandes méritos pela maturidade adquirida e por fazer muita gente se calar quando apostaram que ele seria uma presa dominável nas mãos de Raikkonen. Não foi.

Um Felipe campeão fará com que a categoria volte a ter um time formado por campeões, o que não acontece desde 1989, com Prost e Senna na McLaren — estamos falando de dois campeões já coroados e não de casos em que havia um campeão e outro sujeito que no futuro também conquistaria o caneco por outra escuderia.

Só falta agora o brasileiro derrotar um tal de Lewis Hamilton, sabendo de uma vez por todas que Raikkonen é carta fora do baralho. Melhor sorte para o finlandês em 2009.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Tudo ou nada

“Pelo menos eu não tenho nada a perder, então eu vou voar”. Palavras de Kimi Raikkonen sobre como pretende agir nas últimas cinco etapas do campeonato; a começar por Monza no fim de semana.

Por mais que suas chances de conquistar o bicampeonato sejam remotas, seria ótimo para a Fórmula 1 se o finlandês voltasse a acelerar como fez na Bélgica.

Aquele era o “Homem de Gelo” de verdade, o mesmo que no passado rivalizou Michael Schumacher, Fernando Alonso e protagonizou grandes momentos, como a vitória no GP do Japão de 2005, com uma ultrapassagem sobre o líder em plena volta final. Como num passe de mágica, esse piloto ressurgiu das cinzas em Spa-Francorchamps.

Ele pode não ter completado a corrida belga, mas fez de longe a sua melhor exibição desde que chegou à Ferrari. Kimi garante que não vai desistir de brigar pelo caneco, mas no fundo sabe que despertou tarde demais. Veremos na Itália se realmente acordou.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

As crias da Sauber em momento importante

Os três praticamente iniciaram a trajetória na Fórmula 1 pela mesma equipe. No caso de Nick Heidfeld, a Sauber representou a sua segunda “casa”, depois de um ano na Prost, mas foi graças ao time suíço que se destacou com mais freqüência. Kimi Raikkonen e Felipe Massa, sim, debutaram por intermédio da extinta escuderia azul.

O alemão já foi companheiro do finlandês, que hoje tem como parceiro o brasileiro, cuja primeira “relação” na categoria foi com o tedesco. Pilotos cheios de coincidências, mas que vivem atualmente situações bem distintas na competição.

Massa, o melhor do trio na temporada, passa pelo grande momento de sua carreira. Deixou de ser o piloto inconstante e afobado dos anos anteriores para dar espaço ao corredor maduro, veloz, muito forte no quesito mental e acima de tudo merecedor do título. Brasileiros, italianos, muita gente concorda com isso; até campeões como Niki Lauda.

Raikkonen, atual detentor do caneco, enfrenta uma fase de resultados modestos. Decepcionantes, para dizer a verdade. Leva uma surra do companheiro na maioria dos treinos, corre apagado como se estivesse em outro lugar e nada demonstra para melhorar a situação. Nem de longe lembra o “Ice Man” dos tempos de McLaren e a quem a Ferrari pensou que teria quando o contratasse. Não por menos tem sido severamente criticado e apontado por muitos como uma carta fora da briga pela taça.

Heidfeld, alemão em declínio, está sendo massacrado por Robert Kubica na BMW e deixando os patrões nada satisfeitos com as exibições pífias em treinos e por suas corridas sem sal. Ao contrário de Kimi, que ainda leva os votos da Ferrari para uma possível virada, Nick recebeu o aviso de que irá para o olho da rua se continuar ruim. Há quem diga que seu empresário já procurou a Toro Rosso para falar sobre o futuro.

Da trinca de crias da antiga Sauber, Heidfeld é o único que ainda não venceu uma corrida. Raikkonen é o único que conseguiu ser campeão, enquanto Massa é o único garantido na categoria até o fim de 2010. Qual das três exclusividades tem mais chances de ser quebrada? Neste momento a do finlandês, apesar de Felipe estar a seis pontos da liderança do torneio.

Mas independente do que acontecer até o fim do campeonato, uma pessoa já deve estar muito feliz com o que projetou para a F-1: Peter Sauber, o homem que apostou no sucesso dos três meninos.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Fórmula benéfica ao finlandês

Kimi Raikkonen não pode ser descartado, ainda, da briga pelo título de 2008. A opinião desta vez é de Ron Dennis, ex-patrão do finlandês. “Ele é um competidor feroz, extremamente talentoso e que não se deixa levar pelas críticas”, disse o inglês da McLaren à mídia européia nesta terça-feira.

De fato, tendo por base o atual sistema de pontuação da categoria, que privilegia o competidor mais constante em detrimento do vencedor, o “Homem de Gelo” segue razoavelmente próximo dos líderes do torneio. Para conquistar o bi, precisa descontar 13 pontos em seis corridas.

Fosse o tempo em que apenas os seis primeiros colocados pontuavam — forma vigente de 1991 a 2002 —, a situação de Raikkonen estaria um pouco mais complicada. Em vez de 13, teria 17 tentos de desvantagem para Lewis Hamilton e 13 para Felipe Massa.

Diante deste quadro, talvez a Ferrari já pensasse em privilegiar o piloto brasileiro na batalha contra o inglês, já que sua diferença em relação ao britânico seria de apenas quatro pontos. Hoje, é de seis.

Bastaria, portanto, uma vitória a Felipe, independente da posição do “negão”, para recuperar a dianteira no campeonato. Isso porque a fórmula antiga de pontos valorizava as vitórias, separando o vencedor do segundo colocado por uma margem de quatro pontos (10-6).

Se vencesse na Bélgica e Hamilton fosse o segundo, os dois empatariam nos pontos, porém, Massa teria um êxito a mais no ano em comparação ao rival — cinco a quatro.

Mas para a sorte de Kimi, sua real desvantagem em relação ao companheiro de equipe é de sete tentos e a Ferrari o mantém livre para tentar a recuperação. Só resta saber se ele está mesmo disposto a isso, pois dizer que está afim e correr como um moleirão não vale.

Passado o GP da Europa, vejamos então como estariam as seis primeiras posições da temporada 2008 com o antigo formato de pontuação:

2008 (sistema antigo)
1) Lewis Hamilton, 60 pontos
2) Felipe Massa, 56
3) Kimi Raikkonen, 43
4) Robert Kubica, 38
5) Heikki Kovalainen, 34
6) Nick Heidfeld, 27

2008 (sistema atual)
1) Lewis Hamilton, 70 pontos
2) Felipe Massa, 64
3) Kimi Raikkonen, 57
4) Robert Kubica, 55
5) Heikki Kovalainen, 43
6) Nick Heidfeld, 41

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Duelo acirrado

Se não tiveram a oportunidade de se confrontar durante o GP da Hungria, os finlandeses pelo visto resolveram fazer uma disputa de “fogo” durante a cerimônia de premiação da 11ª etapa do Mundial. Aliás, uma dúvida cruel em relação a isso: quem será que ganha no vira-vira?

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Zica na terra de Schumacher

Embora a fama de azarado já não seja tão associada ao piloto, Kimi Raikkonen sabe mais do que ninguém que está por enfrentar uma das provas mais negativas de seu currículo. Alguém arrisca a dizer quem é o culpado pelo mau retrospecto do campeão no circuito de Hockenheim? Justamente o azar.

Dos 42 abandonos do “Homem de Gelo” na Fórmula 1, cinco foram no GP da Alemanha, do total de seis participações do finlandês na etapa germânica. A única vez que completou a corrida foi em 2006, quando chegou em terceiro, atrás das Ferrari de Michael Schumacher e Felipe Massa.

Em 2001, correndo pela Sauber, abandonou por problemas de transmissão. No ano seguinte, já na McLaren, bateu na proteção de pneus após uma rodada. Em 2003, ficou logo na primeira curva ao tocar (ou ser tocado, a polêmica existe até hoje) a Ferrari de Rubens Barrichello. Em 2004, estava em segundo quando perdeu a asa traseira e o controle do carro na reta principal. Por fim, em 2005, retirou-se por uma pane hidráulica após 35 voltas de domínio absoluto da prova.

Apesar deste saldo negativo, Raikkonen disse nesta semana que adora correr na Alemanha, lugar onde sempre se mostrou competitivo. Não é à toa que conquistou por lá duas pole-positions (2005 e 2006), duas voltas mais rápidas e esteve na briga pela vitória em três dos seus cinco abandonos.

Será que a falta de sorte dará uma trégua ao nórdico este ano?

terça-feira, 24 de junho de 2008

Prêmio de consolação

Se o azar impediu Kimi Raikkonen de brigar novamente pela vitória na Fórmula 1, pelo menos não interferiu na especialidade desenvolvida pelo finlandês neste ano de estabelecer as melhores voltas das corridas.

O giro mais veloz em Magny-Cours foi o quinto consecutivo do campeão da Ferrari, que se tornou com isso o terceiro piloto da história da categoria a alcançar tal façanha.

Antes dele, apenas Michael Schumacher, com cinco melhores voltas entre os GPs do Bahrein e da Europa de 2004, e Alberto Ascari, o recordista desta matéria com sete passagens “voadoras” entre o GP da Bélgica de 1952 e o GP da Argentina de 1953, conseguiram essa proeza.

Curioso observar também que tanto Raikkonen como Schumacher e Ascari corriam de Ferrari quando emplacaram suas maiores seqüências de giros velozes. Além disso, os três foram campeões com o time italiano.

No ranking de voltas mais rápidas, o “Homem de Gelo” ocupa a quarta posição empatado com Nigel Mansell, ambos com 30. O líder absoluto deste quesito é Schumacher, com 76, seguido de Alain Prost (41).

Voltas mais rápidas consecutivas:
1) Alberto Ascari, 7 (Bélgica 1952 – Argentina 1953)
2) Michael Schumacher, 5 (Bahrein 2004 – Europa 2004)
3) Kimi Raikkonen, 5 (Espanha 2008 – França 2008)
4) Jackie Stewart, 4 (Mônaco 1969 – Inglaterra 1969)
5) Gilles Villeneuve, 4 (África do Sul 1979 – Bélgica 1979)
6) Nigel Mansell, 4 (Canadá 1991 – Inglaterra 1991)

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Momento ruim para o campeão

Por causa da barbeiragem de Lewis Hamilton, Kimi Raikkonen vivenciou no GP do Canadá seu segundo abandono consecutivo na temporada 2008. Um índice negativo que há muito tempo o atual campeão não enfrentava.

A última vez que ficou de fora em duas provas seguidas foi em 2006, seu último ano como piloto da McLaren, nas etapas da Hungria e da Turquia. Em Budapeste, saiu da prova após estampar a traseira da Toro Rosso de Vitantonio Liuzzi. Já em Istambul, o “Homem de Gelo” se envolveu em um acidente na logo largada e foi forçado a se retirar.

Caso o escandinavo abandone o GP da França, no próximo dia 22, repetirá um azar que não o atormenta desde o início de 2004, quando se retirou — por problemas no carro — das corridas da Austrália, Malásia e Bahrein.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Batalha finlandesa nos índices da F-1

No ano em que tem boas chances de igualar o número de títulos de Mika Hakkinen, Kimi Raikkonen também se vê próximo de superar outras marcas conquistadas pelo compatriota.

Uma delas, aliás, o ferrarista já faturou: o número de voltas mais rápidas. Com a alcançada no GP da Espanha, Kimi chegou a 26 no currículo, uma a mais em relação a Mika.

Ao ultrapassar Hakkinen neste quesito, o “Homem de Gelo” assumiu o quinto lugar no ranking histórico de melhores giros em corridas. Na frente dele estão apenas Michael Schumacher (76), Alain Prost (41), Nigel Mansell (30) e Jim Clark (28).

O próximo despacho de Kimi sobre o finlandês já aposentado será o número de pódios, já que ambos estão empatados com 51. Na seqüência, tudo leva a crer que Raikkonen alcance e supere também o total de vitórias de Mika, que venceu 20 vezes na Fórmula 1. O nórdico em atividade possui 17 triunfos até o momento.

Veja o comparativo dos finlandeses:

Mika Hakkinen
GPs disputados: 161 (de 1991 a 2001)
Títulos: 2 (1998, 1999)
Vitórias: 20
Poles: 26
Pódios: 51
Voltas mais rápidas: 25
Pontos: 420
Hat-trick (pole, vitória e melhor volta): 5

Kimi Raikkonen
GPs disputados: 125 (desde 2001)
Títulos: 1 (2007)
Vitórias: 17
Poles: 15
Pódios: 51
Voltas mais rápidas: 26
Pontos: 485
Hat-trick (pole, vitória e melhor volta): 2

Obs: Não demos ênfase ao número de pontos porque Hakkinen competiu durante a época em que o vencedor e o segundo colocado eram separados por uma margem de quatro tentos (10 a 6). Raikkonen só correu por dois anos nesse sistema (2001 e 2002).

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Parada longa

Um detalhe que passou batido durante o GP da Espanha deste domingo foi a demora do segundo pit-stop de Kimi Raikkonen, muito provavelmente por uma falha no mecanismo inventado pela Ferrari para extinguir o tradicional “pirulito” de orientação aos pilotos.

O tempo gasto pelo finlandês em sua última parada foi de 55s187, 1s599 a mais do que a troca de pneus e reabastecimento de Felipe Massa, que totalizou 53s588 nos boxes.

Vacilo da equipe ou uma tentativa disfarçada de reverter as posições da corrida? Por mais absurdo que possa ser a pergunta, temos de admitir que muita gente no Brasil pensaria assim caso o imprevisto fosse com o carro de número 2.

Certamente, o assunto hoje seria de que Massa é o segundo piloto, Raikkonen o cara protegido e por aí vai...

sábado, 26 de abril de 2008

Três títulos na primeira fila do grid espanhol

“Desculpe Fernando, mas o Kimi nos passou”. É lógico que o espanhol preferia largar na pole-position, ainda mais correndo em casa. Mas o surpreendente segundo lugar do grid conquistado neste sábado certamente deu ao asturiano uma leveza que há tempos não sentia.

A última vez que alinhou na primeira fila foi no dia 30 de setembro do ano passado, no Japão, quando também obteve a segunda posição. A diferença para hoje é o carro; um Renault deficiente se comparado ao ótimo modelo de 2007 da McLaren.

Que esteja com menos gasolina em relação aos principais candidatos à vitória. O fato é que por muito pouco Alonso não ficou com a pole. Fez a sua parte na pista e comemorou até ser informado sobre o tempo de Kimi Raikkonen, o homem a ser batido desde os treinos de sexta-feira.

O campeão do mundo, pasmem, vibrou bastante com a conquista da pole-position, a 15ª da carreira. Dos pilotos em atividade, só perde para Fernandinho, que tem 17. Foi a segunda façanha do finlandês no circuito de Barcelona — na primeira, em 2005, completou o pacote com a vitória.

Não resta dúvida de que Raikkonen seja o favorito a ocupar o degrau mais alto do pódio amanhã. Se mantiver Alonso atrás dele após a largada — e podem esperar uma partida bem forte do espanhol —, dificilmente será derrotado.

O favoritismo do nórdico só diminui se Felipe Massa for atirado desde a primeira volta. Terceiro no grid, o brasileiro sabe que não pode perder tempo com a Renault do piloto da casa. Como se costuma dizer por aqui, Felipe precisa acelerar com a faca nos dentes para brigar pela vitória. Vai ser difícil, de qualquer maneira.

Robert Kubica em quarto confirma o novo panorama da Fórmula 1, com a BMW à frente da McLaren. Lewis Hamilton, num fim de semana bastante apagado, sai apenas em quinto, seguido do companheiro Heikki Kovalainen.

A Red Bull, graças a Mark Webber, garantiu um bom sétimo lugar, mas ao mesmo tempo amargou um deplorável 17º posto com David Coulthard. O escocês tem conseguido ser pior a cada dia que passa. Merece aposentar.

Jarno Trulli segue firme e forte no TOP 10. Em oitavo nesta etapa, resultado para colocar pressão no parceiro Timo Glock, que vem devendo nos treinos. Foi somente o 14º hoje. A Toyota não deve estar muito satisfeita.

Outro que tem levado uma surra em classificação é Nick Heidfeld. O alemão ficou em nono, tomando praticamente meio segundo de Kubica. No placar das largadas, quatro a zero para o polonês.

Pela segunda vez no ano, dois brasileiros avançaram à Superpole. Em Barcelona, graças a Massa e Nelson Piquet. O filho do tricampeão fez o seu melhor treino na categoria, após ter andado na cola de Alonso em quase todos os treinos. Sai em décimo e com chances de lutar por seus primeiros pontos na Fórmula 1.

Rubens Barrichello, depois de decepcionar nas sessões livres, marcou um — digamos — razoável 11º giro para a Honda. Ficou à frente de Jenson Button e das Williams, por isso um bom resultado.

Por falar no time de Frank Williams, que vergonha! Larga em 12º com Kazuki Nakajima e em 15º com Nico Rosberg. Méritos neste caso só do piloto japonês por ter superado o companheiro alemão.

No duelo dos Sebastiões, mais uma vitória de Bourdais sobre Vettel. O placar desta briga é de 2 a 2 em grid. A promessa alemã que se cuide, pois o francês da extinta Champ Car é um páreo duro.

Um bom treino classificatório, que deixou interessantes ingredientes para a corrida de amanhã. A Ferrari tem tudo para fazer uma nova dobradinha. Raikkonen leva vantagem sobre Felipe e muitos nomes aparecem com chances de faturar o terceiro lugar. Neste momento, apostaria em Kubica para essa posição, mas Alonso vai fazer de tudo para beber o champanhe.

Que a etapa seja tão agitada quanto promete! A largada será às 9h00, no horário de Brasília.

Grid de Largada:
1) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 1min21s813
2) Fernando Alonso (ESP/Renault), 1min21s904
3) Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min22s058
4) Robert Kubica (POL/BMW Sauber), 1min22s065
5) Lewis Hamilton (ING/McLaren), 1min22s096
6) Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 1min22s231
7) Mark Webber (AUS/Red Bull), 1min22s429
8) Jarno Trulli (ITA/Toyota), 1min22s529
9) Nick Heidfeld (ALE/BMW Sauber), 1min22s542
10) Nelson Piquet (BRA/Renault), 1min22s699

Q2
11) Rubens Barrichello (BRA/Honda), 1min21s049
12) Kazuki Nakajima (JAP/Williams), 1min21s117
13) Jenson Button (ING/Honda), 1min21s211
14) Timo Glock (ALE/Toyota), 1min21s230
15) Nico Rosberg (ALE/Williams), 1min21s349
16) Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), 1min21s724

Q1
17) David Coulthard (ESC/Red Bull), 1min21s810
18) Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso), 1min22s108
19) Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), 1min22s516
20) Adrian Sutil (ALE/Force India), 1min23s224
21) Anthony Davidson (ING/Super Aguri), 1min23s318
22) Takuma Sato (JAP/Super Aguri), 1min23s496

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Parceria improvável

No segundo boletim do “Minuto Stop & Go Brasil”, uma análise sobre as recentes declarações do presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, que descartou a possibilidade de ter os dois campeões em atividade como companheiros. Confira!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Campeão esquece o passado

"Na edição do GP da Espanha de 2003, Kimi ficou pelo caminho logo na largada".

Em sua coluna sobre o GP da Espanha, Kimi Raikkonen afirmou nesta terça-feira que “nunca teve a chance de iniciar a fase européia do campeonato em uma posição tão favorável como a de agora”, referindo-se evidentemente ao fato de estar na liderança da classificação.

O “Homem de Gelo”, no entanto, parece ter se esquecido dos tempos de McLaren, em especial a temporada de 2003, quando chegou ao Velho Continente com uma vantagem de nove pontos sobre o segundo colocado da tabela, seu ex-parceiro David Coulthard. O placar era de 24 a 15.

A diferença daquele ano em relação a 2008 foi o cenário da quarta etapa: Ímola, circuito que desde o certame passado não recebe mais a visita dos velozes monopostos.

Na temporada 2007, Raikkonen abriu a fase européia, na Espanha, empatado com Lewis Hamilton e Fernando Alonso na liderança do campeonato, todos os três com 22 tentos.

No próximo domingo, o atual campeão alinhará no grid com uma vantagem de três pontos (19 a 16) para o vice-líder, Nick Heidfeld, desejando — claro — finalizar a prova ainda como o piloto a ser batido. Feito que conseguiu em 2003, mas não no ano passado.

Das vezes em que esteve em Barcelona na condição de líder, aliás, o finlandês foi perturbado pelo azar. Em 2003, saiu da última posição e abandonou logo na largada, após bater na Jaguar de Antônio Pizzonia. Em 2007, estava em quarto quando enfrentou problemas no carro da Ferrari.

Apesar desses imprevistos, Raikkonen guarda a boa lembrança da vitória conquistada em 2005, que representa até este momento o seu único pódio em solo espanhol.

domingo, 6 de abril de 2008

Sorriso espontâneo

Hoje sim Felipe Massa sorriu de verdade durante a festa da Ferrari pela dobradinha no GP do Bahrein. Já Kimi Raikkonen esboçou sua fisionomia padrão. Vencendo ou perdendo, sua cara é sempre essa!

segunda-feira, 24 de março de 2008

Palavra de quem não desperdiça um gole

“Deveríamos colocar o champanhe na boca, não nos olhos”, brincou Raikkonen na entrevista coletiva pós-corrida de Sepang. Para quem não viu, o finlandês levou um jato de espuma nos olhos durante a festa do pódio, o que gerou um certo desconforto a sua visão. Ou teria sido uma reação causada pelo fígado, já acostumado com altas doses de biritas?