quinta-feira, 1 de maio de 2008

A lição aprendida com a morte do gênio

A Fórmula 1 mudou muito nos últimos 14 anos. Os carros ficaram absurdamente mais seguros, os circuitos idem, os dirigentes mais comprometidos e preocupados com os pilotos. A categoria se tornou ainda mais veloz do que já era e, ao mesmo tempo, infinitamente superior em um quesito indispensável para a prática do esporte a motor: segurança.

Falar em um monoposto parado na caixa de brita após uma escapada de pista praticamente virou coisa do passado nesta Era em que os autódromos ultramodernos passaram a adotar extensas áreas de escape asfaltadas, que demonstraram ser mais seguras.

Os traçados clássicos, como Spa-Francorchamps, na Bélgica, também sofreram grandes modificações, todas em prol da segurança. O próprio circuito de San Marino deixou de ser o mesmo depois do fatídico GP de 1994. Desde o ano passado, aliás, foi abandonado pela F-1.

Fortes acidentes ainda acontecem, mas os sérios danos aos competidores felizmente deixaram de ser registrados. O exemplo mais recente ocorreu no último domingo, na Espanha, com Heikki Kovalainen. O finlandês sofreu uma batida frontal a 220 km/h contra a barreira de pneus da curva 9 da pista de Barcelona. Foi levado ao hospital, onde nada foi constatado. Nenhuma seqüela física ou cerebral.

Em 2007, no Canadá, Robert Kubica bateu com extrema violência no muro com o carro da BMW, que em seguida capotou diversas vezes. Os pés do piloto expostos no cockpit destruído aumentaram o pavor da cena, mas graças a Deus e à segurança Kubica escapou milagrosamente sem qualquer fratura. Apenas uma torção no tornozelo direito e uma leve concussão. Uma corrida de descanso e o polonês já voltava a acelerar.

Há 14 anos, uma Williams colidiu contra a mureta da extinta curva Tamburello, de Ímola. As conseqüências daquele triste episódio culminaram para que ninguém mais morresse em uma corrida de Fórmula 1, foram as razões para a configuração deste necessário quadro de segurança máxima.

Desnecessária, porém, foi a morte de um piloto para que isso tudo se concretizasse.

2 comentários:

Bruno Costa Castro Alves disse...

Só corrigindo: desde 1994, dois fiscais de corrida morreram em corridas de F1 atingidos por pneus do Barrichello e do Villeneuve (se tiver errado, me corrijam)

Ricardo Dias disse...

É verdade. Um no GP da Itália de 2000 e outro na Austrália, em 2001. Mas piloto mesmo não morreu mais, como aponta o texto. Felizmente!