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segunda-feira, 1 de março de 2010

Driblando as regras

FERRARI/DIVULGAÇÃO
A Ferrari foi a primeira equipe a utilizar calotas nos seus modelos, em 2007. Agora, parece que também largou na frente na tentativa de encontrar uma nova forma de cobrir as rodas dianteiras do monoposto sem ferir as regras, já que o novo regulamento da Fórmula 1 proibiu o uso do aparato convencional, adotado pela maioria dos times até o ano passado.

A possível inovação consiste em dois anéis próximos ao pino central da roda, que por sinal representa outra novidade incorporada pela escuderia de Maranello – uma porca mais fácil de ser trocada nos pit-stops, segundo os rumores do paddock.

É difícil prever se os carros de Felipe Massa e Fernando Alonso utilizarão as rodas especiais já na primeira etapa do Mundial, no próximo dia 14, no Bahrein, pois elas foram pouco avaliadas nos testes de pré-temporada. Mas não resta dúvida de que serão usadas em breve. E copiadas pelas adversárias, caso representem uma boa diferença no desempenho dos bólidos.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Ferrari de bigorna

FERRARI/DIVULGAÇÃO
Após ver que a maioria das adversárias adotou o aparato em seus novos projetos, a Ferrari resolveu testar a “asa bigorna” no modelo F10. Como nos carros rivais, o dispositivo se conecta ao aerofólio do bólido para canalizar o ar que passa pela carenagem do motor em direção à asa traseira.

A primeira avaliação da peça ocorreu nesta quinta-feira, com Fernando Alonso, no início dos testes coletivos no circuito espanhol de Barcelona.
Resta saber se a medida foi adotada para aperfeiçoar o desempenho do monoposto – visto pelas demais equipes como a máquina a ser batida – ou para corrigir eventuais deficiências do equipamento.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Novo pacote ferrarista

FOTO: REPRODUÇÃO/GOOGLE

Com difusor duplo e tudo mais que tem direito, a Ferrari ainda assim ficou a um segundo do mais veloz nos primeiros treinos livres para o GP da Espanha, realizados nesta sexta-feira. Nico Rosberg, com a Williams, liderou a segunda sessão do dia com a marca de 1min21s588, enquanto o melhor bólido vermelho — de Kimi Raikkonen — ocupou o décimo lugar com 1min22s599.

Pelo visto, pouca coisa vai mudar no desempenho da escuderia de Maranello. O estranho é que ainda não andaram com o assessório mais condizente para o modelo F60. Quando será que engatam a caçamba?

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Ausência rara

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
O mau início de temporada de Ferrari e McLaren ocasionou um fato que há muito tempo não acontecia na Fórmula 1: duas corridas seguidas sem a presença de pelo menos uma das tradicionais equipes no pódio.

A última e longínqua vez que isso ocorreu foi em 1996, entre os GPs da Alemanha e da Hungria, dominados por Williams e Benetton. De lá para cá houve outros dez episódios de cerimônias do champanhe carentes dos pilotos vermelhos ou prateados, mas nenhuma delas em sequência.

Interessante observar que das quatro ocorrências deste feito no novo milênio, três foram no circuito malaio de Sepang. O caso mais recente — anterior à prova do último domingo — havia sido a etapa do Canadá de 2008, mas numa situação bem diferente da atual.

Na ocasião, Ferrari e McLaren tinham os melhores carros. No entanto, Lewis Hamilton atropelou Kimi Raikkonen na saída dos boxes, Felipe Massa chegou em quinto após enfrentar problemas no reabastecimento e Heikki Kovalainen foi apenas o nono colocado.

Hoje a história é bem distinta: as duas grandes estão longe da briga por vitórias.

Últimos pódios sem Ferrari e McLaren:

Alemanha 1996
Hill (Williams), Alesi (Benetton), Villeneuve (Williams)

Hungria 1996
Villeneuve (Williams), Hill (Williams), Alesi (Benetton)

Brasil 1997
Villeneuve (Williams), Berger (Benetton), Panis (Prost)

Espanha 1997
Villeneuve (Williams), Panis (Prost), Alesi (Benetton)

Inglaterra 1997
Villeneuve (Williams), Alesi (Benetton), Wurz (Benetton)

Hungria 1997
Villeneuve (Williams), Hill (Arrows), Herbert (Sauber)

Luxemburgo 1997
Villeneuve (Williams), Alesi (Benetton), Frentzen (Williams)

Bélgica 1998
Hill (Jordan), Ralf (Jordan) e Alesi (Sauber)

Europa 1999
Herbert (Stewart), Trulli (Prost), Barrichello (Stewart)

Malásia 2005
Alonso (Renault), Trulli (Toyota) e Heidfeld (Williams)

Malásia 2006
Fisichella (Renault), Alonso (Renault), Button (Honda)

Canadá 2008
Kubica (BMW), Heidfeld (BMW), Coulthard (Red Bull)

Malásia 2009
Button (Brawn), Heidfeld (BMW), Glock (Toyota)

terça-feira, 31 de março de 2009

Recuperação ou novo fracasso?

FOTO: DIVULGAÇÃO/FERRARI

Após a decepcionante atuação na pista de Melbourne, a Ferrari parte neste fim de semana para a tentativa de redenção no campeonato de 2009, num circuito em que costuma se sair quase sempre bem.

Basta dizer que em dez edições do GP da Malásia, a escuderia de Maranello construiu os melhores índices entre todas as equipes e detém praticamente tudo o que se possa imaginar: o maior número de vitórias, pole positions, pódios, quilômetros na liderança e pontos. Só não tem o recorde de voltas mais rápidas, pertencente à McLaren.

No ano passado, o time vermelho venceu facilmente a prova de Sepang com o finlandês Kimi Raikkonen, apagando com isso a má atuação da Austrália, onde havia obtido apenas um pontinho.

Neste ano, a Ferrari deixou o Albert Park sem um mísero tento e com o temor de uma avassaladora BrawnGP. O que esperar então da atual campeã de construtores em Kuala Lumpur? A princípio, que esteja mais forte em ritmo de corrida. Vencer? Talvez seja mais coerente imaginar um lugarzinho no pódio neste momento.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

O ano do gelo?

FOTO:REPRODUÇÃO/LAT

Dizem que ano de final impar costuma ser positivo para Kimi Raikkonen. Em termos de determinação parece ser mesmo verdade, já que o finlandês perdeu alguns quilinhos e – dizem – até parou de beber para estar mais forte na briga pelo título de 2009. Mas façamos um raio-x das últimas temporadas para ver se essa afirmação tem lógica.

Em 2001, quando estreou na categoria, muita gente criticou a postura da FIA em liberar a super licença a um piloto com pouquíssimas corridas no currículo. Para muitos "entendidos" do esporte a motor, o então novato seria mais um integrante da lista dos fracassados da categoria. O que se viu, porém, foi um corredor frio e muito veloz, que no fim do ano garantiu uma vaga para correr por uma das mais tradicionais equipes, a McLaren.

Em 2002, Raikkonen passou a ter uma maior atenção por parte da mídia e da crítica. Resultado: um ano mediano, marcado por alguns pódios, mas uma série de abandonos por falha mecânica.

Em 2003, com uma McLaren confiável e no papel de coadjuvante – todos apostavam na Williams de Juan Pablo Montoya para rivalizar com a Ferrari de Michael Schumacher –, Kimi brigou pelo título até a última corrida, perdendo a taça para o alemão por apenas dois pontos.

Em 2004, voltou a ser apontado como um dos favoritos ao caneco, bem como a McLaren como detentora do grande carro da temporada. Nenhuma das previsões se mostrou correta e o finlandês pouco fez. Quando o carro melhorou, conseguiu melhores resultados e uma vitória, mas já estava bem distante da luta pelo mundial.

Em 2005, novamente sem ser a grande aposta dos analistas, Raikkonen acelerou forte o velocíssimo carro construído pela McLaren, que só deixava a desejar no quesito confiabilidade. Este ponto fraco custou ao nórdico o título daquele ano, tendo ele que se contentar com mais um vice.

Em 2006, mais uma dose de crença nas chances do "Homem de Gelo". Resultado: ano ruim, com um carro bom, mas não vencedor. Tanto é que não venceu nenhum GP neste torneio.

Em 2007, a mudança para a Ferrari fez de Raikkonen um piloto fraco em classificações e ofuscado pelo bom desempenho da então dupla da McLaren, composta por Fernando Alonso e Lewis Hamilton. Longe dos holofotes, o finlandês fez a sua parte e com uma pitada de sorte conquistou seu primeiro título na categoria.

Em 2008, muitos acreditaram que ele seria facilmente bicampeão. Um ótimo carro, empolgado com o título do ano anterior... Tudo contribuía em seu favor. No entanto, Kimi apagou. Foi derrotado por Felipe Massa, cometeu muitos erros, pilotou de forma apática em diversas corridas e esteve longe de merecer o segundo título.

Em 2009, Raikkonen volta a ser o antagonista, com direito à pressão de um possível desligamento da Ferrari caso repita a campanha mediana do ano passado. Fiquemos de olho no finlandês...

Raio-X
2001: 10º colocado (9 pontos)
2002: 6º (24)
2003: 2º (91)
2004: 7º (45)
2005: 2º (112)
2006: 5º (65)
2007: 1º (110)
2008: 3º (75)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Números ajustados

FOTO: MONTAGEM/DIVULGAÇÃO/FERRARI
O troca troca de números na Ferrari ganhou um novo capítulo nos testes da equipe italiana no circuito do Bahrein. Desta vez, contudo, parece que os algarismos estão com seus devidos donos: Felipe Massa, atual vice-campeão da Fórmula 1, com o 3 e Kimi Raikkonen com o 4.

Nos dois anos em que o brasileiro e o finlandês dividiram as atenções da escuderia italiana, sempre se deu melhor quem esteve com o numeral mais alto. Superstições a parte, o número que importa mesmo ao longo do Mundial é o da tabela de classificação. Seja par ou impar.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Um número e nada mais

FOTO: MONTAGEM/FERRARI
Muito tem se falado sobre a numeração dos pilotos da Ferrari para a temporada 2009 da Fórmula 1: Kimi Raikkonen com o 3 e Felipe Massa, mesmo tendo ficado à frente do companheiro no último ano, com o algarismo maior, o 4.

Sinal de privilégio para o Homem de Gelo? Nada disso, trata-se apenas de um número. Credibilidade e preferências na briga pelo título, como nos últimos torneios, serão construídas na pista.

O que importa são os resultados, independente do numeral estampado na carenagem do carro. Lewis Hamilton deixou de ser campeão em 2008 por ostentar o 22 no bico de sua McLaren?

Vale lembrar que em 2007 Raikkonen estreou na Ferrari com o número 6, ficando Massa com o 5, e conquistou seu primeiro título mesmo assim. O 12 de Ayrton Senna em 1988 também não criou nenhuma barreira para o brasileiro derrotar o parceiro Alain Prost, que guiava a McLaren 11.

Com um algarismo par (2), Massa fez no ano passado a melhor temporada de sua carreira na categoria. Que use, pois, outro par para dar sorte na luta pelo cobiçado 1. Esse sim é importante; o resto é indiferente.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Uniforme reestilizado

FOTO: MONTAGEM/DIVULGAÇÃO/FERRARI
De ano em ano as equipes sempre modificam alguns detalhes de seu uniforme, quando não resolvem alterá-lo totalmente em função da chegada de novos patrocinadores.

No primeiro macacão conhecido de 2009, podemos observar que a Ferrari redistribuiu as partes brancas das mangas. A área externa, antes em vermelho, agora está branca, enquanto a interna, que era branca, ficou vermelha.

A faixa branca lateral que percorria todo o corpo dos pilotos e também a parte interna das pernas sumiu neste novo modelo, mas ganhou espaço nos ombros. Outro detalhe que desapareceu foi o velcro de ajuste na cintura.

No todo ficou bonito, mas não ganha do anterior, na opinião deste que vos escreve.

Bella macchina

FOTOS: DIVULGAÇÃO/FERRARI
Talvez já estejamos acostumados com a nova aparência incorporada pela Fórmula 1 para 2009, ou pode ser que a referência feiosa — a BMW de bico grande e desproporcional — tenha feito com que nossos olhos admirassem tudo que fosse menos gritante em relação ao bólido germânico. Seja lá qual for o motivo, o que se viu nesta segunda-feira foi o nascimento de uma Ferrari bastante charmosa.

Batizada de F60 para destacar o fato do time italiano ser o único a ter disputado todos os 60 mundiais da categoria, a máquina vermelha de visual limpo e harmonioso parece ter “vestido” muito bem as novidades técnicas da competição.

A ausência dos inúmeros apêndices aerodinâmicos, associada aos pneus slicks e às novas dimensões previstas no regulamento, deu ao carro um tempero nostálgico, fazendo-o lembrar as máquinas do início dos anos 90. Realmente, muito bonito.

“Cara” de nervosa a nova Ferrari tem. A asa dianteira, como era de se imaginar, está mais robusta se comparada à antiga e com sua extremidade mais fina. Também chama a atenção o ângulo das hastes que fixam o bico na prancha do aerofólio, semelhante ao avaliado pela extinta Honda no fim do ano passado.

Falta ainda a avaliação na pista, a mais importante de todas, para a constatação de muitas dúvidas: será que o conjunto vermelho mostrará eficiência e resistência? Conseguirá um bom aproveitamento do KERS (sistema de reaproveitamento da energia cinética dissipada pelos freios)? Brigará pelo título?

Saborosas indagações de um começo de temporada, que só nos fazem ansiar cada vez mais pelo apagar das luzes vermelhas para a largada do GP da Austrália.

Aguardemos agora a nova Toyota, a ser lançada na quinta-feira.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Feio ou bonito?

FOTOS: DIVULGAÇÃO/FERRARI
O primeiro carro da temporada 2009 revelado ao mundo será vermelho. Sem festa, apenas uma apresentação pela Internet simbolizará o nascimento da nova máquina da Ferrari na próxima segunda-feira, em Fiorano, na Itália.

Ao contrário de equipes como McLaren, BMW e Williams, que deixaram pistas do que está por vir durante os testes coletivos de dezembro, a escuderia italiana não utilizou nenhuma novidade visual nos últimos treinos.

Ficam, portanto, as dúvidas e a curiosidade para saber em primeiro lugar: como será a aparência da F2009. Marcada por traços feios como o modelo da BMW ou por linhas agradáveis como a asa dianteira avaliada recentemente pela McLaren? Segundo: o potencial do monoposto. Terá conseguido a Ferrari compreender as modificações do regulamento para construir mais um carro vencedor?

Esta segunda constatação vai demorar um pouco para ser apurada; a certeza mesmo só na abertura do campeonato, em Melbourne, na Austrália. Já a primeira será imediata no próximo dia 12, assim que o manto vermelho for retirado do equipamento.

Embora o quesito beleza seja subjetivo, muitos devem concordar que o último carro feio projetado pelo time de Maranello foi o de 1996, ano de estréia de Michael Schumacher no time italiano.

A F310 foi apresentada com um bico dianteiro de perfil baixo, mas no decorrer do certame ganhou a tradicional asa tubarão, que deixou o conjunto ainda mais esquisito. Apesar de horrorosa, a máquina venceu três GPs naquele ano — Espanha, Bélgica e Itália —, todos com o piloto alemão no volante.

Como dizia o pentacampeão Juan Manuel Fangio, carro bonito é aquele que vence corridas. Será esse o caso da nova F2009?

Agenda de lançamentos atualizada:

Ferrari F2009
12 de janeiro – pela Internet

Toyota TF109
15 de janeiro – pela Internet

McLaren MP4/24
16 de janeiro – Woking, Inglaterra

Williams FW31
19 de janeiro – Autódromo de Algarve, Portugal

Renault R29
19 de janeiro – Autódromo de Algarve, Portugal

BMW F1.09
20 de janeiro – Circuito de Valência, Espanha

Red Bull RB5
5 de fevereiro – Circuito de Jerez de La Frontera, Espanha

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Solução ferrarista

Reparem na nova entrada de ar dos radiadores usada pela Ferrari neste primeiro dia de testes coletivos em Barcelona. Sobre as aberturas convencionais, a equipe italiana instalou uma espécie de lombada com uma pequena vazão.

Mais uma das inúmeras novidades que veremos ao longo dos próximos treinos da pré-temporada 2009.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Confrontos diretos

A decisão da temporada 2008 marcará o 12º embate entre Ferrari e McLaren em briga pelo título. Uma série iniciada há 34 anos com a participação de um brasileiro: Emerson Fittipaldi, o primeiro campeão da história da equipe inglesa, que naquela ocasião derrotou o suíço Clay Regazzoni.

Dos 11 confrontos diretos, seis foram vencidos pelo time de coloração prateada na atualidade. Motivo de alegria para Lewis Hamilton? Em números absolutos sim, mas se o piloto pesquisar os duelos mais recentes verá que a vantagem foi da escuderia italiana, que derrotou a McLaren nos quatro últimos enfrentamentos.

Temos, portanto, mais uma estatística positiva para Felipe Massa. O problema são os sete pontos de desvantagem para o rival...

Decisões entre Ferrari e McLaren:*
1974: Emerson Fittipaldi (McLaren) x Clay Regazzoni (Ferrari)
1975: Niki Lauda (Ferrari) x Emerson Fittipaldi (McLaren)
1976: James Hunt (McLaren) x Niki Lauda (Ferrari)
1985: Alain Prost (McLaren) x Michele Alboreto (Ferrari)
1990: Ayrton Senna (McLaren) x Alain Prost (Ferrari)
1998: Mika Hakkinen (McLaren) x Michael Schumacher (Ferrari)
1999: Mika Hakkinen (McLaren) x Eddie Irvine (Ferrari)
2000: Michael Schumacher (Ferrari) x Mika Hakkinen (McLaren)
2001: Michael Schumacher (Ferrari) x David Coulthard (McLaren)
2003: Michael Schumacher (Ferrari) x Kimi Raikkonen (McLaren)
2007: Kimi Raikkonen (Ferrari) x Lewis Hamilton (McLaren)

*Campeão x Vice.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Quando a tecnologia não ajuda

Precisou mesmo acontecer a lambança de Cingapura para a Ferrari se dar conta de que o farol pode ser interessante e bonitinho, mas ainda assim incapaz de ser tão eficiente quanto o bom e velho pirulito utilizado há décadas pelas equipes nos pit-stops e que volta a trabalhar no grupo de Maranello a partir do GP do Japão.

Sábia decisão, embora tenha sido tomada muito tarde, pois desde as primeiras etapas do ano o sistema de luzes já dava sinais de ser pouco eficaz. No GP da Espanha, por exemplo, quarta prova do certame, o mecanismo eletrônico demorou quase dois segundos para liberar o sinal verde para a saída de Kimi Raikkonen durante sua segunda ida aos boxes.

O tempo gasto pelo finlandês, vencedor da corrida, em sua última parada foi de 55s187, 1s599 a mais do que a troca de pneus e reabastecimento de Felipe Massa, que totalizou 53s588 no pit-lane.

A falha passou despercebida porque não interferiu na dobradinha do time de Maranello, mas já deveria ter sido um alerta para se pensar no retorno do pirulito. Foram necessários mais 11 GPs para chegarem a tal conclusão.

Que seja bem-vindo novamente o acessório recontratado!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

A única façanha do campeão

Um recorde até que interessante, mas de pouca valia para quem está fora da briga pelo título e muito aquém do desempenho esperado de um campeão do mundo. De qualquer maneira, Kimi Raikkonen alcançou em Cingapura a sua décima volta mais rápida em corrida neste ano.

Tal marca foi obtida somente duas vezes em toda a história da Fórmula 1. Em 2004, no certame amplamente dominado por Michael Schumacher, e em 2005 pelo próprio finlandês da Ferrari, à época na McLaren.

Restando três etapas para o encerramento da temporada, Raikkonen provavelmente conseguirá repetir a façanha no mínimo uma vez mais e então celebrar o recorde absoluto. Enquanto isso, Felipe Massa ou Lewis Hamilton festejarão nada menos do que o título de 2008

Quem será que vai ter mais motivos para vibrar?

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Recorte na bigorna

Em carro que ganha não se mexe, mas o que há de mal em fazer alguns ajustes? A Ferrari, vencedora da etapa de rua de Valência com a carenagem do motor em estilo bigorna, resolveu reutilizar a cobertura comprida na corrida urbana de Cingapura. No entanto, com uma singela alteração na ponta do aparato, que recebeu um leve corte transversal. Clique na imagem para ampliá-la e observar com mais detalhes.

A primeira aparição pública da peça aconteceu nesta quarta-feira, em uma simulação de pit-stops realizada durante o dia. Mas a prova não será à noite? Questionamentos a parte, vejamos nos treinos quais serão os ganhos ou perdas do time com essa aerodinâmica segmentada.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Número 1 apenas no carro e por enquanto

Como campeão, era de se esperar que lhe fosse dado uma canja maior para tentar recuperar-se no campeonato e assim escapar da ingrata situação de ser escudeiro. Kimi Raikkonen, porém, fracassou no seu papel. Ficou sem pontuar na Bélgica e também na Itália e agora não tem mais como fugir do cargo temporário de número 2 da Ferrari.

A contra gosto, afinal disse em suas últimas declarações não saber se teria que trabalhar em prol do brasileiro postulante ao título. Mas a equipe italiana, nada boba, foi bastante sagaz ao informar que tem total certeza do compromisso do finlandês com os interesses do time. Vai ajudar e pronto!

E Raikkonen sequer pode reclamar, pois o culpado por este momento inédito em sua carreira é ele mesmo. Com apenas duas vitórias na temporada, tem sido medíocre nas exibições nada condizentes para um campeão do mundo.

Com o resultado de Monza, por exemplo, completou três corridas sem marcar um mísero ponto, algo que não acontecia com o piloto desde 2004, quando passou em branco nas etapas da Espanha, Mônaco e Europa. O jejum de dez provas sem vitória então é o pior desde 2006, ano em que não venceu nada.

Será, portanto, um campeão escudeiro. Fato já visto em outras ocasiões na Fórmula 1. A última delas, aliás, encenada em 2001 por seu compatriota Mika Hakkinen, que teve de cooperar com a campanha de título (fracassada) de David Coulthard.

Até Michael Schumacher, por motivos diferenciados é verdade, precisou correr como número 2 de Eddie Irvine nas últimas etapas de 1999. Sendo assim, não há como o “Homem de Gelo” se safar dessa situação.

Caso Felipe Massa conquiste o título, Raikkonen entrará para a lista dos campeões que foram derrotados pelo companheiro de equipe. Apesar de soar ruim, também será um fato comum na categoria. No ano passado mesmo tivemos o bicampeão Fernando Alonso sendo vencido pelo então estreante Lewis Hamilton — terminaram empatados nos pontos, mas o inglês levou a melhor no critério de desempate.

O tetracampeão Alain Prost foi outro que passou por isso na McLaren, ao perder o Mundial de 1988 para Ayrton Senna. No ano seguinte, contudo, conseguiu bater o brasileiro, em que pese à polêmica desclassificação do adversário no GP do Japão. De qualquer maneira, fez uma campanha melhor e arrematou o caneco.

É o que estamos vivenciando em 2008: um Massa muito mais competente que o parceiro de Ferrari tanto em treinos como em corridas. Se faturar a taça, será com grandes méritos pela maturidade adquirida e por fazer muita gente se calar quando apostaram que ele seria uma presa dominável nas mãos de Raikkonen. Não foi.

Um Felipe campeão fará com que a categoria volte a ter um time formado por campeões, o que não acontece desde 1989, com Prost e Senna na McLaren — estamos falando de dois campeões já coroados e não de casos em que havia um campeão e outro sujeito que no futuro também conquistaria o caneco por outra escuderia.

Só falta agora o brasileiro derrotar um tal de Lewis Hamilton, sabendo de uma vez por todas que Raikkonen é carta fora do baralho. Melhor sorte para o finlandês em 2009.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Tudo ou nada

“Pelo menos eu não tenho nada a perder, então eu vou voar”. Palavras de Kimi Raikkonen sobre como pretende agir nas últimas cinco etapas do campeonato; a começar por Monza no fim de semana.

Por mais que suas chances de conquistar o bicampeonato sejam remotas, seria ótimo para a Fórmula 1 se o finlandês voltasse a acelerar como fez na Bélgica.

Aquele era o “Homem de Gelo” de verdade, o mesmo que no passado rivalizou Michael Schumacher, Fernando Alonso e protagonizou grandes momentos, como a vitória no GP do Japão de 2005, com uma ultrapassagem sobre o líder em plena volta final. Como num passe de mágica, esse piloto ressurgiu das cinzas em Spa-Francorchamps.

Ele pode não ter completado a corrida belga, mas fez de longe a sua melhor exibição desde que chegou à Ferrari. Kimi garante que não vai desistir de brigar pelo caneco, mas no fundo sabe que despertou tarde demais. Veremos na Itália se realmente acordou.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Phil Hill

A Fórmula 1 perdeu um de seus campeões nesta quinta-feira. Philip Toll Hill, conhecido no mundo da velocidade como Phil Hill, morreu aos 81 anos, vítima de complicações da doença que o acompanhava há cinco anos: o Mal de Parkinson.

Norte-americano nascido em Miami, Hill tornou-se o primeiro campeão estadunidense da categoria ao faturar o título de 1961, correndo de Ferrari, com apenas um mísero ponto de vantagem para o alemão Wolfgang von Trips.

Sua presença pela classe máxima do automobilismo foi registrada entre 1958 e 1964. Além do título, conquistou três vitórias, seis pole-positions, seis voltas mais rápidas, 16 pódios e 98 pontos em 47 Grandes Prêmios.

Correu também por outras seis equipes (Cooper, ATS, Maserati, Lotus, Porsche e Eagle), embora tenha sido mesmo com a Ferrari que alcançou as suas grandes proezas na competição.

A passagem de Hill aumenta para 11 o número de campeões da F-1 já falecidos — é o primeiro que se vai desde a morte do gênio Juan Manuel Fangio, em 1995. Sem dúvida, Phil será muito bem recebido pelos colegas no circuito do céu.

Por aqui, certamente receberá merecidas homenagens durante os GPs da Bélgica e da Itália, afinal, foi em Spa-Francorchamps e em Monza (duas vezes) onde celebrou suas vitórias.

Campeões que já se foram:
- Alberto Ascari (1918-1955)
- Mike Hawthorn (1929-1959)
- Giuseppe Farina (1906-1966)
- Jim Clark (1936-1968)
- Jochen Rindt (1942-1970)
- Graham Hill (1929-1975)
- Denny Hulme (1936-1992)
- James Hunt (1947-1993)
- Ayrton Senna (1960-1994)
- Juan Manuel Fangio (1911-1995)
- Phil Hill (1927-2008)

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Detalhes tão pequenos

A Ferrari adotou uma nova tática durante o GP da Europa, no fim de semana passado. Para o primeiro trecho da corrida, ilustrado na imagem 1, a equipe italiana optou pelo uso do par dianteiro de calotas em seus carros. No pit-stop, porém, o time resolveu retirar o conjunto, mantendo apenas o kit traseiro nos bólidos de Felipe Massa e Kimi Raikkonen (foto 2) até o fim da prova.

Um pequeno detalhe numa categoria em que as minúcias muitas vezes fazem a diferença. Vejamos agora se a estratégia se mantém para as próximas etapas e quem a copia.