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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Visões subjetivas

A adrenalina baixou, mas as discussões sobre o histórico e polêmico final do GP da Bélgica seguem fortes. Para uns, injustiça o que fizeram com Lewis Hamilton, o vencedor na pista. Para outros, a decisão dos Comissários da FIA foi coerente: não foram severos a ponto de desclassificar o inglês (o que seria um absurdo), mas justos em acrescentar 25 segundos em seu tempo total de corrida.

Para os fãs de Felipe Massa, festa pela vitória que caiu no colo do brasileiro. Outros mais críticos, no entanto, apelaram para o famoso condicional “SE”. Se a vítima dessa história tivesse sido o brazuca? Se no lugar de Hamilton estivesse Michael Schumacher, haveria punição? E se um eventual título de Felipe for manchado por esse Grande Prêmio?

Muitos “SE” para uma única resposta: Felipe não teve nada a ver com a história. Como ele mesmo disse em Spa-Francorchamps, parecia um bundão guiando, mas não cometeu erros durante as 44 voltas. Kimi Raikkonen, por sua vez, abandonou e Hamilton deu brecha para uma punição.

O trabalho do ferrarista continua o mesmo; precisa vencer o britânico da McLaren caso queira sagrar-se campeão. Mas e se a FIA voltar atrás, acatando a apelação da equipe prateada? A tarefa de Massa continuará sendo a mesma.

Por isso, vamos esperar pelo GP da Itália e por mais confrontos acirrados na pista, afinal Hamilton deve estar louco para calar os tifosi no templo sagrado ferrarista, enquanto Felipe certamente vai lutar para sair de Monza com a estampa oficial de novo ídolo dos fãs do time vermelho.

Promessa de muito calor para a corrida italiana!

sexta-feira, 28 de março de 2008

Interlagos até 2015


Preto-no-branco: a assinatura de Kassab que mantém o GP do Brasil
em Interlagos por mais oito edições

Na última semana, em virtude da excitação em torno da segunda etapa do campeonato, uma notícia passou um tanto despercebida nos veículos de comunicação: a renovação de contrato do GP do Brasil de Fórmula 1, em Interlagos, até o ano de 2015. A continuidade da parceria foi firmada entre a prefeitura de São Paulo e a Interpro, empresa promotora da prova brasileira.

Alguns dados técnicos mostram que essa decisão foi muito boa para o espetáculo, especialmente para o município paulistano. Abaixo, números que explicitam essa condição positiva.

- Cada GP gera nada menos do que R$200 milhões para São Paulo;

- São Paulo, na época da corrida, também ganha com o turismo. Cerca de 85 mil pessoas vêm ao município em virtude do evento;

- São 14 mil postos de trabalho criados com o GP, entre empregos diretos e indiretos;

- Naturalmente, uma prova de F-1 também atrai a atenção da mídia do restante do planeta, e faz com que o local da corrida também seja exposto. O público de TV dos últimos Grandes Prêmios do Brasil bateu na faixa de 400 milhões de pessoas, de 62 países;

É indiscutível que a renovação de contrato foi proveitosa para os paulistanos e para a cidade. Notoriamente, é bom que se diga, essa ação aconteceu às vésperas do início das movimentações para o processo eleitoral, do qual participará o atual prefeito, Gilberto Kassab.

Mas devemos ter em conta que, tanto na Fórmula 1 (no automobilismo em geral, na verdade) quanto na política, os envolvidos lutam com as armas que têm. E o GP do Brasil, inegavelmente, é uma das mais poderosas.

sábado, 15 de setembro de 2007

Falsidade descarada

De um lado o presidente da FIA. Do outro, o chefe da McLaren. O que têm em comum? Não escondem de ninguém a antipatia que sentem um pelo outro. Tanto é que na recente reunião do Conselho Mundial, Max “pediu a cabeça” de seu desafeto; lutou para a equipe inglesa ser excluída do campeonato de 2007 e 2008. Como todos nós sabemos, foi voto vencido.

Hoje, na Bélgica, os dois se cumprimentaram e esboçaram inclusive um sorriso amarelado. Tudo em prol dos negócios milionários da
Fórmula 1. Nessa encenação, só faltou mostrarem suas línguas de cobra!