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domingo, 21 de agosto de 2011

Fatos e fotos: GP da Bélgica

Chega de férias, pessoal!!! Hora de rever as máquinas e pilotos acelerando nas pistas. No próximo domingo teremos a 12ª etapa da temporada 2011, o GP da Bélgica. Nada melhor que um retorno no clássico ciruito de Spa-Francorchamps, um dos mais desafiadores da categoria.

Nos próximos dias, vamos recordar bons episódios registrados no traçado de 7.004 metros. Como o do dia 27 de agosto de 1994, quando Rubens Barrichello conquistou a sua primeira pole position da carreira, a bordo do Jordan Hart. O tempo da volta foi de 2min21s163.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Visões subjetivas

A adrenalina baixou, mas as discussões sobre o histórico e polêmico final do GP da Bélgica seguem fortes. Para uns, injustiça o que fizeram com Lewis Hamilton, o vencedor na pista. Para outros, a decisão dos Comissários da FIA foi coerente: não foram severos a ponto de desclassificar o inglês (o que seria um absurdo), mas justos em acrescentar 25 segundos em seu tempo total de corrida.

Para os fãs de Felipe Massa, festa pela vitória que caiu no colo do brasileiro. Outros mais críticos, no entanto, apelaram para o famoso condicional “SE”. Se a vítima dessa história tivesse sido o brazuca? Se no lugar de Hamilton estivesse Michael Schumacher, haveria punição? E se um eventual título de Felipe for manchado por esse Grande Prêmio?

Muitos “SE” para uma única resposta: Felipe não teve nada a ver com a história. Como ele mesmo disse em Spa-Francorchamps, parecia um bundão guiando, mas não cometeu erros durante as 44 voltas. Kimi Raikkonen, por sua vez, abandonou e Hamilton deu brecha para uma punição.

O trabalho do ferrarista continua o mesmo; precisa vencer o britânico da McLaren caso queira sagrar-se campeão. Mas e se a FIA voltar atrás, acatando a apelação da equipe prateada? A tarefa de Massa continuará sendo a mesma.

Por isso, vamos esperar pelo GP da Itália e por mais confrontos acirrados na pista, afinal Hamilton deve estar louco para calar os tifosi no templo sagrado ferrarista, enquanto Felipe certamente vai lutar para sair de Monza com a estampa oficial de novo ídolo dos fãs do time vermelho.

Promessa de muito calor para a corrida italiana!

domingo, 7 de setembro de 2008

Sorte de campeão?

Lewis Hamilton festejou, mas por pouco tempo. Os comissários da FIA acabaram punindo-o com o acréscimo de 25 segundos em seu tempo total de corrida pela ultrapassagem polêmica sobre Kimi Raikkonen no final do GP da Bélgica.

Sorte então para Felipe Massa, que herdou a vitória e diminuiu para dois pontos a diferença que o separa do britânico no campeonato. Os oito tentos de vantagem do piloto da McLaren — o terceiro colocado com a punição — foram para o espaço, mas a equipe prateada já disse que vai recorrer da decisão.

Preparem-se para uma semana bastante agitada nos bastidores!

Emoção e reviravolta em duas voltas

O título deste post já estava formulado na cabeça: “Vitória de Campeão”. Realmente, um corridaço de Kimi Raikkonen — até a penúltima volta — neste ótimo GP da Bélgica. Correu como o finlandês arrojado e destemido dos tempos de McLaren, partiu para o tudo o nada na pista em que ama acelerar, visando permanecer na briga pelo campeonato.

Parecia estar próximo da quarta vitória em Spa, mas veio a chuva e estragou a festa do nórdico, que bateu no muro e praticamente deu adeus às pretensões do bi em 2008. De quarto a primeiro colocado em menos de duas voltas, do êxito ao abandono a dois giros do final. Um drama lamentável para o campeão.

A vitória foi de Lewis Hamilton, competente por ter descontado a vantagem que o separava do “Homem de Gelo” no momento em que a pista ficou escorregadia e também pelo misto de cautela e sorte nas voltas decisivas da etapa. Errou apenas na segunda passagem, quando rodou e perdeu a ponta para Raikkonen. Na hora em que o talento fez a diferença, mostrou porque é o líder da competição.

De contestável, somente a malandragem do inglês na ultrapassagem sobre Kimi. Ele devolveu a posição para o finlandês por ter cortado caminho, mas logo se enfiou no vácuo para retomar a dianteira no fim da reta dos boxes. Não por menos a Ferrari protestou contra o resultado da prova.

Prova essa muito lucrativa para um modesto Felipe Massa em Spa-Francorchamps. O terceiro lugar já estava ótimo em função de seu desempenho mediano na Bélgica, mas de repente viu no colo mais dois pontinhos com o abandono do companheiro de equipe. Injustiça? Claro que não. Foi motivo para muita comemoração e torcida para que a escuderia de Maranello o oficialize como o piloto número 1 nesta estilingada final de temporada.

Na terceira posição, o retrato da felicidade do piloto que vivia situação idêntica à de Raikkonen. Pode ter pecado no começo da corrida, mas Nick Heidfeld foi extremamente calculista e certeiro ao arriscar a troca de pneus na última volta, ultrapassando todo mundo para festejar o lugar no pódio. Agradou muito a BMW, que já disse que vai demorar um pouquinho mais na definição de sua dupla para 2009.

Fernando Alonso foi outro que arriscou colocar os compostos de chuva, mas acabou em quarto. Com pinta de decepção, já que andou a corrida inteira neste lugar e com o abandono de Raikkonen deveria ter chegado ao pódio.

Que resultado fantástico para a Toro Rosso, com seus dois pilotos na zona de pontuação. Sebastian Vettel foi o quinto e Sébastien Bourdais o sétimo. Merecia mais o francês por sua bela exibição, mas foi “engolido” por aqueles que trocaram de pneu e perdeu a chance de ficar em quarto ou até mesmo em terceiro. Infelizmente, não se pode lamentar muita coisa, afinal se méritos determinassem algo neste domingo a vitória seria de Raikkonen.

Robert Kubica chegou em sexto num dia de pouco brilhantismo, mas de conquistas na classificação, já que tomou o terceiro lugar de Kimi, estando agora com um ponto a mais na tabela. Vejam só o pesadelo em que se transformou o quase dia de redenção do finlandês da Ferrari.

O último pontinho em Spa acabou com Timo Glock, outro que pouco apareceu na Bélgica. A Toyota, na verdade, ficou aquém das expectativas, assim como a Red Bull — em nono com Mark Webber e em 11º com David Coulthard — e também Heikki Kovalainen.

Com uma McLaren bastante veloz e com a forte tocada que o finlandês demonstrou no início, o mínimo que deveria ter conseguido era um lugar no pódio. Mas suas trapalhadas falaram mais alto. Primeiro com a largada ruim e depois pelo toque em Webber, que o fez levar uma punição. No fim, o carro quebrou e Heikki ficou no prejuízo, pois Heidfeld voltou a lhe tomar o quinto lugar na classificação.

Fim de semana ruim também para os demais brasileiros, com ambos abandonando. Rubens Barrichello por problemas em sua tenebrosa Honda — o triste é ouvi-lo dizer que fez uma ótima volta no treino para largar em 16º — e Nelson Piquet após uma batida. A Renault certamente não ficou satisfeita.

Williams e Force India mal apareceram. O único comentário a se fazer aqui é que a Toro Rosso empatou com o time de sir Frank no Mundial de Construtores e provavelmente vai passá-lo nas próximas etapas.

A próxima corrida, aliás, já acontece no domingo que vem em Monza, casa da Ferrari. Na briga pelo título, um duelo entre Hamilton e Massa. No páreo das equipes, McLaren ainda atrás da rival vermelha, mas encostando gradativamente — o placar é de 129 a 123.

A F-1 se despede da Bélgica com a lição de que a receita das boas corridas está nos velhos e tradicionais circuitos. Uma etapa sensacional essa de Spa, não por menos a melhor pista do calendário.

sábado, 6 de setembro de 2008

Admirável L’Eau Rouge

Foi-se o tempo em que somente os grandes pilotos conseguiam fazê-la sem tirar o pé do acelerador. Hoje, na era dos motores V8 e das ajudas eletrônicas, praticamente todos conseguem encará-la sem medo.

Independente disso, a L’Eau Rouge sempre será encantadora e uma das mais graciosas curvas da Fórmula 1. Um trecho de causar admiração até no menos fanático torcedor.

Bote prateado

Ele pouco se importou com o rendimento das Ferrari nos treinos de sexta-feira e comprovou o pensamento com uma pole avassaladora, a quinta no ano e a 11ª da carreira. Lewis Hamilton foi imbatível na classificação deste sábado para o GP da Bélgica e, aparentemente, não jogou com a estratégia de pouca gasolina. Ao menos para uma volta lançada, sua McLaren sobrou em relação aos rivais de vermelho.

O indício de que o britânico está com uma boa tática para a prova foi visto no Q2, quando ficou com o segundo melhor tempo em uma passagem cronometrada de pneus duros, enquanto todos os outros estavam com os compostos mais macios. Era de se esperar, portanto, um giro voador na parte final da sessão. O que se confirmou.

Pela fisionomia de pouca satisfação apesar da ótima segunda posição alcançada, Felipe Massa é o cara que pode partir para um trecho mais curto de corrida até o primeiro pit-stop, apostando no bom ritmo da Ferrari em prova. Independente da estratégia, o brasileiro conseguiu um importante lugar na primeira fila do grid e se mantém forte na briga pela vitória. Como na Hungria, precisa jogar muitas de suas fichas logo na largada, sabendo que desta vez Hamilton estará mais atento ao possível bote.

Na segunda fila, dois finlandeses e duas decepções. Heikki Kovalainen certamente deixou a McLaren insatisfeita, pois tinha carro para garantir a dobradinha prateada. Falhou em sua última tentativa e teve de se contentar com o terceiro posto. Já Kimi Raikkonen deu um passo rumo ao adeus na luta pelo título. Sai em quarto, novamente atrás de Massa e precisando da vitória. Em Spa tudo é possível, mas se o campeão mantiver aquela escrita medíocre de largar mal, ficar “morto” durante metade do GP e acordar no fim, já pode jogar a toalha.

Outro que chegou pressionado na Bélgica, mas que se saiu bem neste primeiro ato foi Nick Heidfeld. Quinta posição para o alemão da BMW, com um tempo 0s448 melhor que o registrado por Robert Kubica, o oitavo colocado. Um bom dia vivido pelo tedesco. O que esperar da equipe bávara amanhã? Nada muito melhor que o apresentado nos treinos.

Boa atuação também de Fernando Alonso, o sexto com a Renault. Se a corrida for com pista seca, o espanhol briga por sua posição de largada ou até mesmo por algo pior, considerando a queda de rendimento do carro francês. Caso chova, a história muda e o bicampeão entra na lista das possíveis surpresas.

Leão de treinos, Mark Webber salvou a dignidade da Red Bull com a conquista do sétimo tempo — David Coulthard, coitado, sai apenas em 14º. Lembram-se das voltinhas que o australiano fez de bicicleta na quinta-feira, igual a Michael Schumacher em 1991? Pois não é que ele obteve a mesma posição que o germânico alcançou há 17 anos? Coincidência inútil, mas que fica registrada!

Fechando a lista dos dez primeiros, a dupla da Toro Rosso. Desta vez com Sébastien Bourdais à frente de Sebastian Vettel e com direito à melhor volta do Q1. Vale lembrar que os primeiros treinos do francês com sua atual equipe foram realizados justamente na Bélgica, no ano passado.

Depois de boas atuações em Budapeste e Valência, a Toyota ficou devendo em Spa-Francorchamps. Jarno Trulli foi o 11º, enquanto Timo Glock não passou de 13º. Entre os dois, outro destaque negativo com Nelson Piquet, que precisa voltar a mostrar serviço.

A Williams chegou a dar dó. Fez o 15º posto com Nico Rosberg e foi flagrada pelo áudio da transmissão em seu momento de "totalmente perdida", quando Kazuki Nakajima e um engenheiro demonstraram não saber o que fazer para melhorar. O resultado: penúltimo lugar para o japonês.

Falando em japoneses, a Honda conseguiu escapar da última fila. Rubens Barrichello e Jenson Button foram 16º e 17º, respectivamente. Será que vai ter festa nos boxes? Se tiver, que chamem Adrian Sutil, que também se livrou da linha de fechamento da grelha ao anotar o 18º tempo.

Com pista seca ou molhada, as corridas da Bélgica costumam ser sempre interessantes, mas seria bacana se a chuva desse o ar da graça. A McLaren e Hamilton são os favoritos à vitória. Um palpite para o pódio? Arriscaria Lewis, Massa e Raikkonen, torcendo mais ainda para não errar a previsão de que o GP será bem disputado. Tomara!

Grid de Largada
1) Lewis Hamilton (ING/McLaren), 1min47s338
2) Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min47s678
3) Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 1min47s815
4) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 1min47s992
5) Nick Heidfeld (ALE/BMW), 1min48s315
6) Fernando Alonso (ESP/Renault), 1min48s504
7) Mark Webber (AUS/Red Bull), 1mins48s736
8) Robert Kubica (POL/BMW), 1min48s763
9) Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), 1min48s951
10) Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso), 1min50s319

Q2
11) Jarno Trulli (ITA/Toyota), 1min46s949
12) Nelson Piquet (BRA/Renault), 1min46s965
13) Timo Glock (ALE/Toyota), 1min46s995
14) David Coulthard (ESC/Red Bull), 1min47s018
15) Nico Rosberg (ALE/Williams), 1min47s429

Q1
16) Rubens Barrichello (BRA/Honda), 1min48s153
17) Jenson Button (ING/Honda), 1min48s211
18) Adrian Sutil (ALE/Force India), 1min48s226
19) Kazuki Nakajima (JAP/Williams), 1min48s268
20) Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), 1min48s447

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

A hora da estrela

Primeiro disseram que a ausência do controle de tração seria crucial para o bom desempenho do piloto na temporada. Não foi. Andar bem em Mônaco e com pista molhada? Que é isso; muitos previram um fiasco. Não foi. Estourou o motor na Hungria; agora a afobação comprometerá a campanha rumo ao título. Não atrapalhou. Bom, desta vez ele não escapa, na Bélgica vai andar atrás do companheiro de equipe. Por enquanto não andou.

As barreiras vão surgindo e Felipe Massa as segue derrubando para a surpresa de muita gente na Fórmula 1. Seja em Spa-Francorchamps ou em qualquer outro lugar, faça chuva ou sol, o brasileiro parte para a briga pela vitória por uma simples razão: ele vive o seu grande momento na categoria. Sua estrela iluminou e felizmente está difícil de apagar.

De certa forma, o piloto protagoniza uma “trama” parecida com a do romance de Clarice Lispector. Tanto Massa como a personagem Macabéa possuem corpo franzino, são feios, desprezados por muitas pessoas e têm um Mercedes-Benz nos seus caminhos.

No caso do competidor, ainda falta alcançar e superar o carro prateado para encontrar sua desejada felicidade. Mas Felipe segue a jornada, sabe que só depende de si e de sua estrela ascendente para alcançar o sonho de ser campeão. Evoluiu da noite para o dia, assim de forma inesperada. Como aconteceu? A resposta pode interessar aos adversários, mas não para o brasileiro.

Ele continua acelerando, como fez hoje na Bélgica. Cravou o melhor tempo do dia e vai tentar a vitória no domingo, mesmo sabendo que as Mercedes e uma Ferrari farão de tudo para apagar seu brilho.

A hora é de Massa, não há dúvidas.

Uma boa lembrança

Dizem que bons pensamentos atraem coisas positivas. Sendo assim, que tal relembrarmos uma das boas edições do GP da Bélgica para fortalecer as esperanças por uma etapa acirrada neste fim de semana?

O episódio escolhido por este escriba foi o da corrida de 1995, emocionante desde a largada, afetada pela chuva na metade do páreo e vencida com todos os méritos por Michael Schumacher, depois de ter largado em 16º e defendido com unhas e dentes a liderança diante do ataque ferrenho de Damon Hill. Detalhe: o alemão tinha pneus lisos no piso molhado, enquanto o inglês estava com os compostos de chuva.

Este vídeo mostra os calorosos primeiros nove minutos da prova, que está dividida em nove partes no “Youtube”. Basta assistir à primeira e ir clicando no link dos próximos capítulos. Vale a pena ver todos.

As pedaladas de Spa

Há 17 anos, Eddie Jordan perguntou a um jovem alemão se ele conhecia o circuito belga de Spa-Francorchamps. O garoto respondeu sem medo que era praticamente íntimo do traçado, mas depois se virou para aprender os detalhes da pista com uma bicicleta. O que não podia era perder a chance de estrear na Fórmula 1.

No fim das contas, as pedaladas surtiram efeito e ajudaram Michael Schumacher a marcar o sétimo melhor tempo na classificação, para o espanto de todos e euforia do time irlandês. A corrida durou pouco, apenas uma curva por culpa da embreagem. Mas tudo bem, pois serviu para projetar um futuro campeão.

Ontem, na mesma pista da Bélgica, foi a vez de Mark Webber dar umas voltinhas com uma “magrela” pelo circuito de 7.004 metros — quantas voltas será que ele percorreu? No primeiro treino de hoje, fez o sexto tempo, 1s144 acima do registro de Felipe Massa, o mais veloz.

Precisa pedalar mais esse australiano, que apesar de ter um lugar garantido em 2009 está longe de ser o Webber que muitos apostaram que vingaria. Até o momento, não vingou.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Um Porsche na Bélgica

Previsão de chuva para a corrida do fim de semana nos faz pensar em emoção, que nos remete à probabilidade de acidentes, que nos fazem imaginar possíveis intervenções do Safety-Car. Por falar no carro madrinha, veja o modelo que entrou na pista de Spa-Francorchamps durante o GP da Bélgica de 1995. Um belo Porsche Carrera em vez dos atuais Mercedes-Benz prateados.

Está certo que o modelo utilizado pela marca alemã nos tempos recentes é muito bonito além de ser uma incrível máquina, baseada no SL 63 AMG com propulsor V8 AMG de 6.3 litros, que desenvolve 525 cv de potência e faz de 0 a 100 km/h em 4,6 segundos.

Mas apesar desses imponentes predicados, bem que a Fórmula 1 poderia inovar um pouquinho e fazer um rodízio de fabricantes para a função do carro de segurança nas provas do campeonato.

Seria um charme extra para as etapas, uma forma de ampliar o interesse e a visibilidade das montadoras na principal classe do automobilismo, porém, uma atitude muito ousada para uma categoria tão conservadora como a F-1. Infelizmente.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Realidade X Tradição

"Barrichello foi um dos que saiu na pole, mas não faturou a etapa".

O que prevalecerá no próximo domingo: a Fórmula 1 atual que na maioria das vezes tem o pole-position como o vencedor da corrida ou o retrospecto de Spa-Francorchamps pouco favorável aos pilotos que alinham na posição de honra do grid?

Das últimas 16 edições do GP da Bélgica, apenas cinco registraram a vitória do sujeito mais veloz no treino de classificação. O caso mais recente ocorreu justamente no ano passado, para a alegria de Kimi Raikkonen.

Outro a escapar da “maldição” da pole belga foi Michael Schumacher, em 2002, na única vez em que o alemão conseguiu largar na primeira posição neste circuito. Ele que venceu seis vezes por lá; uma prova de que a pole-position não é tão importante nesta pista.

Além do heptacampeão e de Raikkonen, somente Mika Hakkinen e Ayrton Senna (duas vezes) venceram em Spa depois de fazer a pole-position, considerando o período de 1990 até 2007.

Na lista de vitórias, é curioso observar também a alternância de conquistas entre Ferrari e McLaren, as recordistas de triunfos na Bélgica. A partir de 1999 foram duas vitórias consecutivas para cada: o time inglês na frente em 99 e 2000, a equipe italiana em 2001 e 2002, McLaren novamente em 2004 e 2005 e Ferrari no ano passado.

Se existisse uma lógica no esporte, a vitória de 2008 teria de ser da escuderia de Maranello. Mas com qual de seus pilotos? Será que a rival prateada vai permitir a continuidade desta coincidência? Saberemos tudo no fim de semana.

Raio-X de Spa-Francorchamps:

Pole-positions
2007: Kimi Raikkonen (Ferrari)
2005: Juan-Pablo Montoya (McLaren)
2004: Jarno Trulli (Renault)
2002: Michael Schumacher (Ferrari)
2001: Juan-Pablo Montoya (Williams)
2000: Mika Hakkinen (McLaren)
1999: Mika Hakkinen (McLaren)
1998: Mika Hakkinen (McLaren)
1997: Jacques Villeneuve (Williams)
1996: Jacques Villeneuve (Williams)
1995: Gerhard Berger (Ferrari)
1994: Rubens Barrichello (Jordan)
1993: Alain Prost (Williams)
1992: Nigel Mansell (Williams)
1991: Ayrton Senna (McLaren)
1990: Ayrton Senna (McLaren)

Vitórias
2007: Kimi Raikkonen (Ferrari)
2005: Kimi Raikkonen (McLaren)
2004: Kimi Raikkonen (McLaren)
2002: Michael Schumacher (Ferrari)
2001: Michael Schumacher (Ferrari)
2000: Mika Hakkinen (McLaren)
1999: David Coulthard (McLaren)
1998: Damon Hill (Jordan)
1997: Michael Schumacher (Ferrari)
1996: Michael Schumacher (Ferrari)
1995: Michael Schumacher (Benetton)
1994: Damon Hill (Williams)
1993: Damon Hill (Williams)
1992: Michael Schumacher (Benetton)
1991: Ayrton Senna (McLaren)
1990: Ayrton Senna (McLaren)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Fragmentos de Spa

Quatro campeões do mundo e vencedores do GP da Bélgica — totalizam nada menos que 15 vitórias em Spa-Francorchamps. Por isso, vale a pena admirar a tocada de cada um deles neste incrível circuito, o predileto da maioria dos pilotos.

O primeiro vídeo mostra uma volta lançada de Ayrton Senna durante o treino classificatório da etapa de 1991. Na seqüência, Michael Schumacher no treino oficial de 1997. Em seguida, duas voltas no carro de Mika Hakkinen e a magnífica ultrapassagem sobre Schummy na corrida de 2000.

Por fim, um giro com Kimi Raikkonen na passagem que lhe garantiu a pole belga no ano passado. Aproveite para observar as mudanças feitas no traçado, em especial a nova e não mais desafiadora chicane da Bus Stop e a larga reta principal.

Delicie-se e vá entrando no clima para a corrida do próximo domingo!

O preço da segurança

Como bem definiu Jarno Trulli nesta semana, Spa-Francorchamps tem tudo o que um piloto quer e permanece na condição de uma pista única mesmo com as mudanças que fizeram no traçado em 2007, visando o aumento da segurança.

A reta principal foi um dos pontos alterados com o enfoque de diminuir os riscos de acidentes. Deixou de ser um trecho apertadinho no qual os carros se espremiam na largada para dar espaço a uma verdadeira Imigrantes, absurdamente larga para ninguém tocar rodas ou ter um arranhão na pintura.

Mataram a emoção e as disputas acirradas deste trecho em benefício da segurança, é claro! Mas o que é a Fórmula 1 sem alguns desafios? Não é a Fórmula 1, simplesmente isso.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A um passo de igualar a temporada de 93

“Senna foi o último brasileiro a vencer cinco vezes num mesmo ano”.

Um, dois, três, quatro, cinco! Há 15 anos o Brasil não sabe o que significa conquistar cinco vitórias numa mesma temporada. No entanto, essa escrita pode ser mudada no próximo domingo caso Felipe Massa vença o Grande Prêmio da Bélgica.

O piloto da Ferrari já venceu quatro provas em 2008, o máximo de proezas obtidas por um brasileiro desde a quina de Ayrton Senna no campeonato de 1993. De lá pra cá, o único representante nacional que conseguiu se aproximar da marca do tricampeão foi Rubens Barrichello, também com quatro êxitos em 2002.

Coincidência ou não, a quinta vitória de Massa pode vir na pista em que Ayrton conquistou cinco de suas 41 consagrações na Fórmula 1. Além disso, seria a primeira de Felipe em Spa-Francorchamps, circuito que há 17 anos não vê um brazuca no alto do pódio.

Se chegar ao quinto triunfo do ano na Bélgica, Massa terá mais cinco corridas para tentar um índice inalcançável por um brasileiro desde 1991, quando Senna venceu sete dos 16 GPs disputados.

E que tal sonhar mais alto? Seriam mais cinco etapas para o ferrarista igualar ou até superar o recorde de vitórias de um piloto verde-amarelo numa única temporada pertencente ao mesmo Ayrton, ganhador de oito provas em 1988, ano de seu primeiro título Mundial.

Após 20 anos da taça de Senna, quem sabe não chegue a primeira de Felipe?

Pista dos bons e velhos tempos

Spa-Francorchamps, um dos mais belos circuitos do mundo, famoso entre outros motivos por suas audaciosas curvas, pelos longos trechos de alta velocidade e por ser a pista predileta da maioria dos pilotos — especialmente os grandiosos corredores —, volta a respirar o acalorado ar da Fórmula 1 após a cansativa corrida de Valência.

Das 52 edições da etapa belga, 40 foram realizadas no tradicional autódromo da região montanhosa das Ardenas, onde foram deixadas inúmeras lembranças marcantes para a história da competição e que contribuíram muito para fazer desta prova um evento sempre aguardado com enorme ansiedade.

O traçado de Spa impressiona em cada centímetro dos seus mais de sete quilômetros de extensão. Nele, encontram-se épicos setores como a curva em subida da L’Eau Rouge, o trecho em descida da Les Combes e Malmédy, o cotovelo da Rivage, a velocíssima Blanchimont, a clássica chicane da Bus Stop e o grampo da La Source.

Outro ingrediente responsável por dar um sabor especial a esta prova está nas condições climáticas, que sempre aprontam das suas. Seja nos treinos ou na corrida, a chuva dificilmente deixa de marcar presença, tornando a vida dos pilotos ainda mais complicada. Quem não se lembra do GP da Bélgica de 1998, que teve a largada marcada por um baita engavetamento, graças à presença de uma tempestade?

Não bastasse o incidente ocasionado no início da disputa, que obrigou a realização de uma nova largada, aquele dilúvio também seria o responsável pelo abandono de 16 dos 22 carros do grid, incluindo Michael Schumacher, que se encaminhava tranqüilo rumo à vitória até encontrar um retardatário chamado David Coulthard.

Sem enxergar direito em função do spray de água, o alemão acertou a traseira do McLaren do escocês, tendo de se recolher aos boxes com apenas três rodas. Ao descer do cockpit, partiu irritado em direção à garagem do adversário para tirar satisfações e só não saiu no tapa com o rival porque os mecânicos estavam lá para conter os ânimos.

Mas as surpresas da corrida ainda não tinham se esgotado, já que Damon Hill e Ralf Schumacher garantiram a dobradinha para a extinta equipe Jordan. Fora a primeira consagração do time irlandês na categoria. Jean Alesi, à época na Sauber, terminou em terceiro.

Dois anos mais tarde, em 2000, Michael Schumacher voltou a ser assombrado por um carro da McLaren, desta vez pelo de Mika Hakkinen. A quatro voltas do final, o finlandês assumiu a liderança com uma magnífica ultrapassagem sobre o tedesco, a qual teve a BAR de Ricardo Zonta como coadjuvante.

A obra de arte aconteceu a poucos metros da freada da Les Combes. Schumacher fechou a porta pelo lado de fora, Zonta ficou no meio do traçado e Mika arriscou tudo indo por dentro, deixando os dois carros para trás. Uma manobra ousada que deu certo e foi maravilhosa.

Episódios de 98 e 2000 à parte, Schumacher teve um relacionamento muito especial com Spa-Francorchamps. Foi neste circuito que o heptacampeão fez a sua estréia no certame, em 1991 pela Jordan, sendo escalado às pressas como substituto do belga Bertrand Gachot, que dias antes do GP havia sido preso por espirrar spray de pimenta nos olhos de um taxista, após uma discussão no trânsito.

Em 1992, justamente na Bélgica, o alemão venceu a sua primeira corrida na Fórmula 1, correndo pela Benetton. Ao longo da carreira, conquistou outras cinco vitórias na pista de Spa, onde coroou ainda o seu sétimo e último título mundial, ao terminar em segundo na etapa de 2004.

Por todos esses motivos, o ex-piloto jamais escondeu o seu enorme apreço pelo GP da Bélgica. Um carisma que Ayrton Senna também fazia questão de ressaltar. O brasileiro foi o segundo maior vencedor em Spa-Francorchamps com cinco proezas, ficando atrás somente de Schumacher (6). Jim Clark, outro nome grandioso na história da categoria, ocupa o terceiro lugar do ranking, com quatro vitórias.

Além de Senna, o Brasil conseguiu com Emerson Fittipaldi subir por duas vezes no degrau mais alto do pódio na Bélgica. Não em Spa, mas no autódromo de Nivelles, que sediou o evento nas temporadas de 1972 e 1974. De 1975 a 1982 e nos anos de 73 e 84, a corrida foi realizada em Zolder, aonde Gilles Villeneuve veio a morrer tragicamente no treino de classificação da prova de 82.

O canadense estava em sua última volta rápida quando se deparou com o March de Jochen Mass, que retornava lento para os boxes. Sem tempo de mudar a trajetória, o piloto da Ferrari acabou batendo na traseira do adversário e foi lançado para fora do cockpit depois de várias capotagens.

Em Spa, quase duas décadas após a tragédia de Zolder, era o filho de Gilles que sofria uma forte pancada nos treinos, ao perder o controle do monoposto em alta velocidade na L’Eau Rouge. Jacques, felizmente, nada sofreu no acidente com sua BAR em 1999. Assim como Zonta, que escapou com o outro bólido da BAR no mesmo ponto e na mesma sessão.

Alessandro Zanardi, Giancarlo Fisichella e Luciano Burti também guardam lembranças de impressionantes batidas na pista de Spa-Francorchamps. O brasileiro nem tanto, pois afirma até hoje não se recordar de praticamente nada do incidente sofrido em 2001, no qual perdeu o controle do modelo da Prost após um toque na traseira de Eddie Irvine e foi ao encontro da barreira de pneus, sofrendo uma concussão.


Em 2006, em virtude de amplas reformas na área de boxes e paddock, o GP da Bélgica ficou de fora do calendário. Voltou no ano passado e selou a vitória de Kimi Raikkonen, a terceira seguida do finlandês, que ganhou em 2004 e 2005.

Apesar do fraco desempenho no campeonato atual, é de se esperar certo favoritismo do campeão para a corrida do próximo fim de semana, afinal está entre os fãs incondicionais deste Grande Prêmio. Confirmar este prognóstico, na verdade, chega a ser quase uma obrigação para o nórdico, pois está a 13 pontos da liderança do certame e atrás também do companheiro de equipe.

Por falar nele, Felipe Massa parte em busca da quinta vitória na temporada numa pista onde andou muito bem no ano passado, sempre na cola de Raikkonen. Foi o segundo em 2007, quando não era nem a metade do piloto maduro, rápido e constante que demonstra ser na atualidade. Desponta, portanto, como um forte candidato ao topo do pódio.

Resta saber como estará a McLaren para esta etapa. Pelo retrospecto (12 vitórias contra 14 da Ferrari) deve vir com força, ainda mais se lembrarmos que o time inglês dispõe agora de um carro de distância entre-eixos maior que o do ano passado; uma característica importante para as pistas com curvas de alta velocidade como a de Spa. Além disso, existe o fator Lewis Hamilton, líder da competição.

Promessa de briga, não é mesmo? Mas não nos esqueçamos da BMW, que em circuitos velozes costuma entrar no páreo pelas primeiras colocações — olhos atentos em Robert Kubica. Outra equipe a se observar é a Toyota, quarta colocada no Mundial de Construtores e geralmente bem apresentável na Bélgica.

Ultrapassagens? Em Spa são freqüentes e neste momento muito desejáveis de serem vistas para compensar a escassez da etapa de Valência. Nada supera um circuito tradicional!

Ficha técnica - GP da Bélgica

Circuito de Spa-Francorchamps
Extensão: 7.004 m
Voltas: 44 (308.052 km)
Número de curvas: 15 (7 para a esquerda, 8 para a direita)
Velocidade máxima: 330 km/h
Provas realizadas: 40 (em Spa)
Recorde de pole-position: Michael Schumacher em 2002 com a Ferrari (1min43s726)
Melhor volta em corrida: Kimi Raikkonen em 2004 com a McLaren (1min45s108)

domingo, 16 de setembro de 2007

Raikkonen vence corrida chata da Bélgica

Emoção não teve. Somente uma largada empolgante graças ao duelo de Fernando Alonso e Lewis Hamilton, que foram até o limite para ver quem sairia na frente na curva L’Eau Rouge. Mas em termos de resultado, o GP da Bélgica deixou um cenário interessante para as três etapas decisivas do campeonato.

Kimi Raikkonen, confirmando sua simpatia com o circuito de Spa-Francorchamps, conquistou com tranqüilidade a vitória deste domingo, a quarta no ano e a terceira consecutiva na pista belga, e passou a ter um pinguinho de esperança na luta pelo título.

O finlandês diminuiu de 18 para 13 pontos a diferença que o separa de Lewis Hamilton na liderança da classificação. Restando 30 tentos em jogo, existe — por que não? — uma pequena e dificílima chance de o nórdico virar o placar. Em termos percentuais, diria que são 10% de possibilidade.

Para isso acontecer, no entanto, Raikkonen precisará ser competente para vencer a trinca de provas finais e ter muita sorte para que, no pior das hipóteses, os GPs do Japão, China e Brasil tenham o mesmo desfecho da corrida de hoje: ele em primeiro, seguido de Felipe Massa, Fernando Alonso e Hamilton. Condições que fariam Kimi ser campeão com apenas um ponto de vantagem sobre o espanhol da McLaren (114 a 113).

Mas como o quesito sorte costuma trair o “Homem de Gelo”, podemos compreender que só mesmo uma grande zebra tirará o caneco de 2007 das mãos da equipe prateada. E embora ainda seja o vice-líder, é Fernandinho o favorito a erguer a taça.

O terceiro lugar na corrida de Spa fez o asturiano descontar mais um ponto do companheiro de equipe, com quem mediu forças na largada e mostrou toda a sua competência de bicampeão para chegar à frente de Lewis. A espalhada na primeira curva, apesar de controversa, foi dentro dos limites da regra, afinal, ele simplesmente seguiu o traçado. Embarrigando um pouco além da conta a tangência, é verdade, mas assim são as disputas e, por isso, não houve motivos para reclamações sobre a manobra.

Hamilton, por sua vez, ficou apagado ao longo das 44 voltas na quarta colocação. Foi valente apenas em dividir o início da L’Eau Rouge com Alonso. No decorrer da prova, foi discreto e acabou dando uma baita sorte com as novas áreas de escape, visto que escapou em uma delas no fim do GP. Fosse isso nos tempos da caixa de brita, talvez o jovem britânico tivesse ficado pelo caminho.

Muito mais expressivo que os pilotos da McLaren na etapa, porém sem condições efetivas de brigar pela vitória, foi Felipe Massa. O brasileiro não conseguiu se manter na cola de Kimi e se viu incapacitado de tirar proveito da volta a mais que ficou na pista antes do pit-stop. Aproximou-se somente no terceiro jogo de pneus, mas naquela altura do campeonato o finlandês já administrava a liderança.

A derrota na pista provavelmente fará do brazuca, a partir de agora, o escudeiro de Raikkonen na batalha pelo título, o que se de fato ocorrer será compreensível neste momento. As maiores chances ferraristas estão com o finlandês, portanto, não há o que questionar.

Na corrida do resto da turma, Nick Heidfeld como de costume foi o vencedor, levando o carro da BMW à quinta posição. Atrás dele veio o compatriota Nico Rosberg, que conseguiu a proeza de pontuar pela quarta vez seguida com o limitado modelo da Williams. O resultado, aliás, fez o alemão superar seu companheiro, Alexander Wurz, na tabela de pontos — 15 a 13. Nada mais justo.

Mark Webber, da Red Bull, obteve o sétimo posto, muito merecido pelo esforço do australiano. Quem também fez jus por chegar na zona de pontos foi Heikki Kovalainen, o oitavo depois da estratégia de uma parada e de segurar o ímpeto de Robert Kubica.

O polonês, como era esperado, partiu com muita sede do 14º lugar do grid. Fez belas ultrapassagens, mas acabou na posição do bobo: nono, o primeiro entre os que não pontuam. Mas antes ser o bobo de uma corrida do que pilotar o carro da Honda. Rubens Barrichello, por falar nisso, foi o 13º. Jenson Button, depois de ser ultrapassado pela Super Aguri de Takuma Sato, abandonou.

Da turma do fundão, quem mereceu elogios foi Adrian Sutil, da fraca Spyker, que andou por um bom tempo em 12º e atacando a Red Bull de David Coulthard. Terminou em 14º, mas teve seu momento de destaque.

Chegamos ao fim da fase européia e com a definição do título de construtores em favor da Ferrari, o 15º da história da escuderia. Um prêmio pouco celebrado se comparado com os anteriores, mas com motivos para a festa comedida, não é mesmo?

Ah, fiquemos aqui com o resultado de nossa enquete, que para o azar de Massa não vingou.

Resultado: Quem vencerá o GP da Bélgica?
Felipe Massa: 33% (10 votos)
Kimi Raikkonen: 30% (9)
Fernando Alonso: 23% (7)
Lewis Hamilton: 13% (4)

Total: 30 votos.

sábado, 15 de setembro de 2007

Falsidade descarada

De um lado o presidente da FIA. Do outro, o chefe da McLaren. O que têm em comum? Não escondem de ninguém a antipatia que sentem um pelo outro. Tanto é que na recente reunião do Conselho Mundial, Max “pediu a cabeça” de seu desafeto; lutou para a equipe inglesa ser excluída do campeonato de 2007 e 2008. Como todos nós sabemos, foi voto vencido.

Hoje, na Bélgica, os dois se cumprimentaram e esboçaram inclusive um sorriso amarelado. Tudo em prol dos negócios milionários da
Fórmula 1. Nessa encenação, só faltou mostrarem suas línguas de cobra!

Dobradinha da Ferrari, pole de Raikkonen

Kimi Raikkonen conquistou hoje a primeira pole-position da carreira em Spa-Francorchamps e deu um passo importante para a sua terceira vitória consecutiva no tradicional circuito da Bélgica. Se mantiver a ponta na largada de amanhã e não for traído pelo carro da Ferrari, dificilmente alguém tira o topo do pódio do finlandês.

A equação para este palpite é simples: o “Homem de Gelo” costumeiramente perde para Felipe Massa no confronto de uma volta lançada, mas tem sido superior ao brasileiro em ritmo de corrida. Sendo assim, Kimi tende a levar vantagem neste domingo.

Em segundo no grid, depois de fazer um tempo apenas 0s017 inferior ao do companheiro, Massa parte para o tudo ou nada no campeonato com um carro um pouco mais pesado que o de Raikkonen, o que pode beneficiá-lo na estratégia de paradas. O brazuca, mais do que ninguém, sabe da necessidade de vencer esta prova. Vejamos o que consegue.

Fernando Alonso, mesmo com a escapada que deu na parte final do treino, conseguiu o terceiro lugar com o modelo da McLaren, ficando menos de um décimo atrás do pole e à frente de Lewis Hamilton, o quarto colocado.

Se as posições forem mantidas amanhã, o bicampeão descontará mais um ponto do inglês na briga pelo título, cujo placar atual é de 92 a 89 em favor do jovem britânico. Mas é bom ficarmos de olho na tática de corrida do “negão”, que tomou 0s412 de Kimi, dando sinais de carregar mais gasolina em relação aos rivais do “G4”.

A certeza neste momento é a de que temos ótimos ingredientes para assistir a uma etapa super disputada. Raikkonen é o favorito à vitória, assim como a Ferrari para fazer a dobradinha. Aposto inclusive neste desfecho, com Hamilton completando o pódio.

Na “série B”, minha torcida ficará com Nico Rosberg, que largará numa excelente quinta posição para a Williams. Outro que merece atenção é Robert Kubica, penalizado com a perda de dez posições por ter trocado de motor. Largando em 15º,o polonês da BMW promete fazer uma bela prova de recuperação.

Quanto a Rubens Barrichello, 18º, se não terminar em último vai ser bom demais.

Grid de largada em Spa:
1) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 1min45s994
2) Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min46s011
3) Fernando Alonso (ESP/McLaren), 1min46s091
4) Lewis Hamilton (ING/McLaren), 1min46s406
5) Nico Rosberg (ALE/Williams), 1min47s334
6) Nick Heidfeld (ALE/BMW), 1min47s409
7) Mark Webber (AUS/Red Bull), 1min47s524
8) Jarno Trulli (ITA/Toyota), 1min47s798
9) Heikki Kovalainen (FIN/Renault), 1min48s505
10) Giancarlo Fisichella (ITA/Renault), 1min46s603
11) Ralf Schumacher (ALE/Toyota), 1min46s618
12) David Coulthard (ESC/Red Bull), 1min46s800
13) Jenson Button (ING/Honda), 1min46s955
14) Vitantonio Liuzzi (ITA/Toro Rosso), 1min47s115
15) Robert Kubica (/BMW), 1min46s996
16) Alexander Wurz (AUT/Williams), 1min47s394
17) Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso), 1min47s581
18) Rubens Barrichello (BRA/Honda), 1min47s954
19) Takuma Sato (JAP/Super Aguri), 1min47s980
20) Adrian Sutil (ALE/Spyker), 1min48s044
21) Anthony Davidson (ING/Super Aguri), 1min48s199

22) Sakon Yamamoto (JAP/Spyker), 1min49s577

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Para ver e rever diversas vezes

Três campeões do mundo e vencedores do GP da Bélgica. Vale a pena admirar a tocada de cada um deles neste incrível circuito. O primeiro vídeo mostra uma volta lançada de Ayrton Senna durante o treino classificatório da etapa de 1991. Na seqüência, Michael Schumacher no treino oficial de 1997. Por último, duas voltas em câmera on-board no carro de Mika Hakkinen e a magnífica ultrapassagem sobre Schummy. Delicie-se:






Maravilhas de Spa-Francorchamps


O clima na Bélgica parece estar bem quente...