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terça-feira, 12 de maio de 2009

Recorde negativo

FOTO: DIVULGAÇÃO/TOYOTA
O número 13 não costuma ser bem aceito na Fórmula 1, especialmente quando se trata de uma referência negativa. Para a tristeza de Jarno Trulli, o algarismo ímpar passa a representar o total de vezes em que abandonou uma etapa ainda na primeira volta, um novo recorde para a categoria.

Antes do GP da Espanha, o italiano da Toyota dividia esse “mérito” com outros dois corredores: o compatriota Andrea De Cesaris e o brasileiro Rubens Barrichello. Para um sujeito que só venceu um Grande Prêmio em 204 participações, liderar esse tipo de ranking não deve ser nada agradável.

Ranking de abandonos na 1ª volta do GP:
1) Jarno Trulli, 13
2) Andrea De Cesaris, 12
3) Rubens Barrichello, 12
4) Patrick Tambay, 10
5) Jean-Pierre Jarier, 9
6) Giancarlo Fisichella, 9
7) David Coulthard, 9
8) Pierluigi Martini, 8
9) Mika Hakkinen, 8
10) Mario Andretti, 7

domingo, 29 de março de 2009

Punição ao italiano

FOTO: DIVULGAÇÃO/TOYOTA

Durou pouco a festa de Jarno Trulli em Melbourne. O italiano teve um acréscimo de 25 segundos em seu resultado no GP da Austrália por ter ultrapassado Lewis Hamilton na presença do Safety Car, de acordo com os comissários da FIA.

Com a decisão, o piloto da Toyota caiu de terceiro para o 12º lugar da prova. Uma notícia que valeu como um balde de gelo depois de toda a empolgação do corredor no pódio. Hamilton, enquanto isso, deve estar vibrando por se tornar o novo terceiro colocado. Resultado mais do que excelente considerando o momento ruim vivido pela McLaren.

Primeiro e terceiro para os ingleses, portanto. A rainha não poderia prever algo melhor.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Toyota: Mais milhões na lata do lixo?

O ano de 2008 será o sétimo da Toyota na F-1. Em todo esse período, nenhuma vitória, poucos pódios e muito, mas muito dinheiro desperdiçado em projetos fracassados.

O que mais espanta é saber que, anualmente, a equipe é uma das que possui o maior orçamento da categoria, maior do que BMW, Williams e, até mesmo, Ferrari. Somados os orçamentos desde a estréia da Toyota, são, aproximadamente, US$ 2 bilhões investidos!

Uma das mudanças do time nipo-germânico – talvez a maior delas – em relação à temporada anterior foi a troca de alemães num dos cockpits titulares: sai o defasado e pré-aposentado Ralf Schumacher e entra o campeão de 2007 da GP2, Timo Glock, que alinhará ao lado de Jarno Trulli. Uma dupla que pode se mostrar rápida e certamente será inconstante.

Ambos estarão no comando do TF108, bólido que tem uma missão em 2008: superar o ritmo do seu antecessor, o TF107, essencialmente na configuração de corrida.

11) Jarno Trulli (Itália)
33 anos
181 GP’s disputados
3 Pole-Positions
1 Vitória
7 Pódios
0 Melhores Voltas
183 Pontos
Estréia em 1997 (GP do Brasil)

Uma vitória no GP de Mônaco de 2004, pela Renault, foi o mais expressivo resultado da carreira de Trulli, iniciada na pequena Minardi em 1997 e ligada à Toyota desde 2005 - quando, diga-se, iniciou a temporada andando quase no mesmo ritmo do campeão Fernando Alonso.

Infelizmente, já se tornou muito claro entre aqueles que acompanham o esporte: trata-se de um piloto rapidíssimo na classificação e inconstante em ritmo de corrida. Será curioso checar se essa escrita se manterá ao lado de um companheiro como Glock e, em caso afirmativo, se a alta cúpula da equipe aceitará passivamente.

12) Timo Glock (Alemanha)
25 anos
4 GP’s disputados
0 Pole-Positions
0 Vitórias
0 Pódios
0 Melhores Voltas
2 Pontos
Estréia em 2004 (GP do Canadá)

Glock começou na F-1 em 2004, quando ocupou o cockpit da Jordan no GP do Canadá e chegou à frente de seu companheiro na ocasião, Nick Heidfeld, o que já teria sido bom por si só. Só que, além disso, Timo conseguiu a sétima posição, marcando dois pontos para uma equipe, à época, em franca decadência.

Apesar do potencial mostrado naquela ocasião, o alemão ficou um tanto afastado dos holofotes até o ano passado, quando se sagrou campeão da GP2. A dúvida que fica é: Glock conseguirá uma adaptação rápida numa categoria em que a pressão bate diariamente à porta dos pilotos?

TD) Kamui Kobayashi (Japão, 21 anos)

Ocupando o lugar pertencente a Franck Montagny em 2007, o jovem Kamui rivaliza com Kazuki Nakajima pela condição de mais promissor piloto japonês da atualidade e faz parte do programa de desenvolvimento de jovens talentos da Toyota. Certamente, terá mais a aprender do que a ajudar o time com sua pouca experiência.

Ficha Técnica da Equipe

Primeiro GP:
2002 (Austrália)
GP’s Disputados: 105
Vitórias: 0
Poles: 2
Pontos: 163
Melhores Voltas: 1
Títulos de Pilotos: 0
Títulos de Construtores: 0

Cúpula

Chefe de equipe: John Howett
Diretor técnico: Pascal Vasselon
Projetista-chefe: Pascal Vasselon
Chefe de aerodinâmica: Pascal Vasselon
Diretor de motores: Luca Marmorini
Engenheiro de corrida (Trulli): Gianluca Pisanello
Engenheiro de corrida (Glock): Francesco Nenci

Patrocinadores Principais: Panasonic, Denso

Grau de Força: Meio da tabela

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Trupe italiana em declínio

Trulli deve ser o único italiano no grid do ano que vem.

Uma notícia publicada hoje no site da revista “Autosport”, sobre os planos de Giancarlo Fisichella para 2008, alertou-me para uma triste realidade que assola os torcedores italianos: seus pilotos estão em processo de extinção na Fórmula 1.

No próximo ano, o país em formato de bota deverá ter somente Jarno Trulli como defensor das cores verde, branco e vermelho na categoria, já que Fisichella e Vitantonio Liuzzi dificilmente conseguirão uma vaga no grid.

Tudo bem que a Itália tenha o privilegio de ser a terra da Ferrari, maior vencedora da história da competição. Mas, ao mesmo tempo, vive a agonia de não possuir um corredor capaz de brigar por vitórias; para não falar em títulos. Basta uma simples consulta nas estatísticas para se ter essa constatação.

Nos 57 anos de existência da F-1, 113 pilotos italianos passaram pela categoria. Juntos, acumularam 43 vitórias, 46 pole positions e três campeonatos: um com Giuseppe Farina (em 1950) e dois com Alberto Ascari (1952 e 1953). Muito pouco se pensarmos que Michael Schumacher venceu, sozinho, 91 provas, largou 68 vezes na posição de honra e faturou sete taças de campeão.

Se lembrarmos também que o futuro de Trulli não deve se estender por muitos anos, chegaremos à conclusão de que será melhor os italianos se concentrarem mesmo no apoio à Ferrari. Caso queiram torcer por um competidor, que o façam na MotoGP, onde quase sempre ganha o rapaz chamado Valentino Rossi.