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domingo, 29 de março de 2009

Repetindo 2005

FOTO: DIVULGAÇÃO/BRAWN GP
Com o auxílio da sorte, Rubens Barrichello garantiu neste domingo o melhor início de temporada do Brasil na Fórmula 1 desde 2005, ano em que – com a Ferrari – também completou a prova da Austrália na segunda posição.

Esse resultado foi repetido pelo veterano da Brawn em outras duas oportunidades no circuito de Melbourne: 2000 e 2004, ficando somente atrás do então companheiro de equipe, Michael Schumacher.

Começar o campeonato com vitória e a liderança do torneio, entretanto, é uma façanha desconhecida pela nação verde-amarela há 18 anos. O último a conseguir isso para o País foi Ayrton Senna, em 1991, ao vencer o GP dos EUA.

Punição ao italiano

FOTO: DIVULGAÇÃO/TOYOTA

Durou pouco a festa de Jarno Trulli em Melbourne. O italiano teve um acréscimo de 25 segundos em seu resultado no GP da Austrália por ter ultrapassado Lewis Hamilton na presença do Safety Car, de acordo com os comissários da FIA.

Com a decisão, o piloto da Toyota caiu de terceiro para o 12º lugar da prova. Uma notícia que valeu como um balde de gelo depois de toda a empolgação do corredor no pódio. Hamilton, enquanto isso, deve estar vibrando por se tornar o novo terceiro colocado. Resultado mais do que excelente considerando o momento ruim vivido pela McLaren.

Primeiro e terceiro para os ingleses, portanto. A rainha não poderia prever algo melhor.

De ponta a ponta

FOTO: DIVULGAÇÃO/BRAWN
A confirmação do domínio está na “súmula” do GP da Austrália: Jenson Button venceu tendo liderado todas as 58 voltas da corrida. Façanha essa alcançada por 50 pilotos – contando com o inglês – ao longo dos 60 anos de história da Fórmula 1.

O recordista de tal proeza é Ayrton Senna, com 19 vitórias absolutas. Jim Clark é o segundo do ranking, com 13, seguido de Jackie Stewart e Michael Schumacher, ambos com 11. Dos pilotos em atividade, Kimi Raikkonen conseguiu três vezes vencer desta maneira, contra duas de Fernando Alonso e uma de Rubens Barrichello e Lewis Hamilton.

GP da Austrália: Um final que valeu por tudo

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
Domínio, independente de quem o proporcione, não costuma trazer emoção para nenhum esporte. Mas nada como um desfecho eletrizante e acidentado de corrida para dar ares de graça as 58 voltas do GP da Austrália.

A vitória, como era de se imaginar, ficou com a Brawn, bem como a dobradinha. Não do jeito que se imaginava, é verdade, mas aconteceu com uma forcinha de Sebastian Vettel e Robert Kubica.

Quem errou, o polonês ou o alemão? Quem merecia ser o segundo colocado? Duas indagações de difícil resposta, mas que também não importam mais. O que vale mesmo é dizer que tanto a Red Bull como a BMW surpreenderam com o forte desempenho em Melbourne. Só perderam em brilho para a nova força da categoria, a recém nascida equipe de Ross Brawn.

Jenson Button foi impecável ao longo da prova, merecendo com todas as letras a vitória neste domingo – a segunda de sua carreira. O inglês não teve adversários no Albert Park, muito em função do problema (ou vacilo) de Rubens Barrichello na largada, que acabou com as chances do brasileiro de disputar a liderança. No entanto, teve todos os méritos pela conquista da pole position e por ter conseguido se manter na frente do pelotão. Não basta ter um carro veloz, é preciso também competência.

Num dia histórico para a Brawn e para a Fórmula 1, o britânico sentiu o gosto de pela primeira vez liderar o Mundial. O “yeahhhh” gritado várias vezes pelo rádio traduziu a emoção de quem esteve perto de ficar a pé na temporada ou – na pior das hipóteses – amargar por mais um certame as últimas colocações. Um verdadeiro conto de fadas de final surpreendente e feliz neste primeiro capítulo de 2009.

Para Barrichello, o segundo lugar teve sim um sabor de vitória, já que em condições normais sequer subiria no pódio, por conta da largada ruim e dos toques recebidos e dado nos rivais. O brasileiro, de qualquer maneira, fez uma boa corrida. Provou novamente que a motivação está em nível máximo e que pode sim sonhar com o retorno ao degrau mais alto do pódio.

Em meio à festa da Brawn, vimos uma vibração muito forte também de Jarno Trulli, terceiro colocado com a Toyota depois de ter largado dos boxes. Beneficiado, como Rubens, pelo abandono de Vettel e Kubica, mas ainda assim um resultado expressivo. Imagine o que poderia ter conseguido caso o time japonês não tivesse sido punido na classificação?

Outro que teve motivos de sobra para festejar o resultado de hoje foi Lewis Hamilton, que chegou em quarto com a McLaren mal nascida. O inglês mostrou que não se apavora com o fato de largar atrás; seu único problema mesmo são as decisões de campeonato. Para um carro nota quatro, segundo avaliação do britânico, a posição foi animadora. Se bem que o braço do piloto parece ter contado mais que o equipamento.

Vexame mesmo, como talvez ninguém imaginasse, foi dado pela Ferrari. Péssima estratégia de pit-stop, problemas mecânicos e os dois carros recolhidos. Felipe Massa até que andou bem enquanto pôde. Já Kimi Raikkonen foi apático como em praticamente todo o ano de 2008, com direito a rodada e batida. Um dia para todo o time ficar vermelho de vergonha.

Do restante da turma, quem mais merece destaque é Nico Rosberg. O alemão vinha bem até o momento da parada nos boxes, quando a Williams se atrapalhou na troca dos pneus e matou a corrida de seu piloto. No final, sofreu com o desgaste excessivo dos compostos macios e se tornou presa fácil para a concorrência. O sétimo lugar foi pouco, se pensarmos que tinha condições de brigar pelo pódio, mas um alento se considerarmos que ficaria sem nenhum tento se Robert e Sebastian não tivessem se enroscado.

A Renault, com Fernando Alonso, somou três pontinhos com a sexta posição. Poderia ter levado algo mais, porém, Nelson Piquet ficou pelo caminho. Fazia uma boa corrida, mas perdeu o controle do bólido na saída do primeiro Safety Car. Uma pena.

Bela apresentação do estreante Sebastian Buemi, o oitavo com a Toro Rosso. Rápido e agressivo em diversas ocasiões, não se intimidando nem com pilotos como Felipe Massa. Topetudo esse suíço.

Começou, gente! Com ultrapassagens, novos protagonistas, erros dos pilotos e também com uma boa dose de sorte, pois se não fossem as intervenções do Safety Car, a vantagem da Brawn para o resto seria assombrosa.

Que venha a Malásia na próxima semana!

sábado, 28 de março de 2009

Branco, a cor do momento

FOTO: DIVULGAÇÃO/BRIDGESTONE

Já não é mais uma suspeita. Os carros brancos com contornos de caneta marca texto trazem mesmo um DNA vencedor e vão largar – em sua corrida de estreia na Fórmula 1 – na primeira fila do grid do GP da Austrália.

Rubens Barrichello namorou a pole position na maior parte do treino deste sábado, mas na hora do vamos ver acabou perdendo para o companheiro de equipe, Jenson Button, que fez uma excelente volta para garantir o primeiro posto. Sensação de derrota para o brasileiro? Nada disso. Está na segunda posição e com chances reais de lutar pela vitória amanhã.

Poderíamos imaginar, com base no resultado da classificação, uma briga isolada entre os pilotos da Brawn para ver quem sobe no degrau mais alto do pódio. No entanto, como a história nos mostra que a etapa de Melbourne é cheia de imprevistos, pode ser que o desfecho da trama seja outro. De qualquer maneira, não podemos negar o favoritismo da ex-Honda.

Por falar em ex-Honda, o que será que os japoneses estão sentindo, sabendo que se tivessem permanecido na categoria teriam esse foguete em mãos e até mais tempo para desenvolvê-lo melhor durante a pré-temporada? Agora é tarde.

A nova F-1, ao menos neste primeiro capítulo de 2009, não tem Ferrari e McLaren nas primeiras posições. Os carros italianos saem apenas em sétimo, com Felipe Massa, e em nono, com o finlandês Kimi Raikkonen. Já o time prateado penou para passar do Q1 para o Q2, amargando a 14ª e 15ª colocações, sendo esta última ocupada pelo campeão Lewis Hamilton.

Após dois anos guiando máquinas quase perfeitas, chega a hora de o inglês mostrar do que é capaz a bordo de um monoposto ruim. Vale à pena ficar atento nele ao longo do Grande Prêmio.

A surpresa do ensaio apareceu na terceira posição: Sebastian Vettel. O alemão mais uma vez demonstrou seu talento e que o carro de Adrian Newey tem condições de trazer bons resultados este ano para a Red Bull. Na verdade, o tedesco é quem deve garantir isso para a equipe, já que Mark Webber – com o mesmo equipamento – ficou apenas em décimo.

Outro bom de braço e capaz de fazer a diferença é Robert Kubica. Mesmo com a BMW capenga neste fim de semana, o polonês acelerou tudo e mais um pouco para obter um satisfatório quarto lugar, logo à frente de um dos candidatos à pole, Nico Rosberg. A Williams acabou não confirmando o bom ritmo das sessões livres, porém, o quinto posto não é de todo ruim.

Ruim seria largar em 12º, como a Renault de Fernando Alonso. O espanhol bem que imaginou ter um bom carro durante os testes de inverno, mas o que ele e todos nós vimos foi um modelo somente mediano e difícil de segurar na pista. Nelson Piquet, coitado, começou o ano com o pé esquerdo, amargando a 17ª colocação. As críticas serão duríssimas para cima do brasileiro, podem esperar.

Não podemos nos esquecer de mencionar o único estreante de 2009, Sebastien Buemi, o 16º com a Toro Rosso. Um resultado honesto para o principiante, considerando especialmente o carro de que dispõe. Começou o ano derrotando o companheiro de equipe, Bourdais, que amargou o último lugar. Está de bom tamanho.

Resta agora saber a estratégia de combustível de cada time. O palpite, no entanto, não pode ser outro neste momento: parece ser a vez da jovem Brawn. Das grandes de 2008, a que pode surgir no pódio é mesmo a Ferrari. Vamos acompanhar de perto!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Ótimas primeiras impressões

FOTO: DIVULGAÇÃO/WILLIAMS
As significativas alterações no quesito técnico refletiram no grau de forças; pelo menos nos dois primeiros treinos livres do GP da Austrália. Williams, Brawn e Toyota brigando pelas posições de destaque. Ferrari, McLaren e BMW estacionadas do pelotão intermediário para trás.

Pausa aqui para um sorriso de satisfação, pois tudo isso está muito interessante e fazendo um bem enorme para esta nova era da Fórmula 1. Máquinas ariscas querendo sair de traseira exigem agora extrema perícia dos pilotos para segurar o rojão de 800 cv de potência. Fernando Alonso e Felipe Massa sentiram isso na pele em Melbourne, protagonizando vários quase ao longo das sessões.

O que deu para apurar nesta sexta-feira é que a etapa de abertura do Mundial pode ser marcada por uma série de erros, graças também ao excessivo desgaste de pneus que as equipes enfrentam neste traçado. Imagine quão difícil será controlar o bólido no terço final da prova, com os calçados bem surrados...

A surpresa do momento nem é mais a Brawn GP, que precisava “apenas” confirmar o ritmo demonstrado nos poucos testes que fez ao longo da pré-temporada — e confirmou. O destaque foi a escuderia de Frank Williams, primeira colocada do dia com Nico Rosberg e há muitos anos sem ter o gostinho de andar na frente. A última pole do time britânico foi obtida em 2005, no GP da Europa. Vitória? Não acontece desde o GP do Brasil de 2004.

Para a classificação deste sábado, devemos ter um confronto acirrado entre as equipes de difusores polêmicos pela pole position. A Ferrari, embora diga que está mais ou menos, deve entrar na briga, mas vir forte mesmo em ritmo de corrida. McLaren? Se levar uns pontinhos estará de bom tamanho.

Preparem-se, pois o show está apenas começando.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Retrospecto da classe em Melbourne

Logo mais às 22h30 (horário de Brasília) os carros da Fórmula 1 entrarão na pista para o primeiro treino do GP da Austrália. Um bom momento, portanto, para conhecermos o raio-x de cada um dos pilotos no circuito de Melbourne.

Lewis Hamilton
GPs disputados: 2
Vitórias: 1
Pódios: 2
Pole positions: 1
Voltas mais rápidas: 0
Pontos: 16

Heikki Kovalainen
GPs disputados: 2
Vitórias: 0
Pódios: 0
Pole positions: 0
Voltas mais rápidas: 1
Pontos: 4

Felipe Massa
GPs disputados: 6
Vitórias: 0
Pódios: 0
Pole positions: 0
Voltas mais rápidas: 0
Pontos: 3

Kimi Raikkonen
GPs disputados: 8
Vitórias: 1
Pódios: 4
Pole positions: 1
Voltas mais rápidas: 4
Pontos: 31

Robert Kubica
GPs disputados: 2
Vitórias: 0
Pódios: 0
Pole positions: 0
Voltas mais rápidas: 0
Pontos: 0

Nick Heidfeld
GPs disputados: 9
Vitórias: 0
Pódios: 1
Pole positions: 0
Voltas mais rápidas: 0
Pontos: 21

Fernando Alonso
GPs disputados: 7
Vitórias: 1
Pódios: 4
Pole positions: 0
Voltas mais rápidas: 1
Pontos: 37

Nelson Ângelo Piquet
GPs disputados: 1
Vitórias: 0
Pódios: 0
Pole positions: 0
Voltas mais rápidas: 0
Pontos: 0

Jarno Trulli
GPs disputados: 12
Vitórias: 0
Pódios: 0
Pole positions: 0
Voltas mais rápidas: 0
Pontos: 6

Timo Glock
GPs disputados: 1
Vitórias: 0
Pódios: 0
Pole positions: 0
Voltas mais rápidas: 0
Pontos: 0

Sébastien Bourdais
GPs disputados: 1
Vitórias: 0
Pódios: 0
Pole positions: 0
Voltas mais rápidas: 0
Pontos: 2

Sebastien Buemi
Estreante

Mark Webber
GPs disputados: 7
Vitórias: 0
Pódios: 0
Pole positions: 0
Voltas mais rápidas: 0
Pontos: 6

Sebastian Vettel
GPs disputados: 1
Vitórias: 0
Pódios: 0
Pole positions: 0
Voltas mais rápidas: 0
Pontos: 0

Nico Rosberg
GPs disputados: 3
Vitórias: 0
Pódios: 1
Pole positions: 0
Voltas mais rápidas: 0
Pontos: 8

Kazuki Nakajima
GPs disputados: 1
Vitórias: 0
Pódios: 0
Pole positions: 0
Voltas mais rápidas: 0
Pontos: 3

Adrian Sutil
GPs disputados: 2
Vitórias: 0
Pódios: 0
Pole positions: 0
Voltas mais rápidas: 0
Pontos: 0

Giancarlo Fisichella
GPs disputados: 13
Vitórias: 1
Pódios: 1
Pole positions: 1
Voltas mais rápidas: 0
Pontos: 23

Jenson Button
GPs disputados: 9
Vitórias: 0
Pódios: 0
Pole positions: 1
Voltas mais rápidas: 0
Pontos: 3

Rubens Barrichello
GPs disputados: 13
Vitórias: 0
Pódios: 4
Pole positions: 1
Voltas mais rápidas: 1
Pontos: 30

quarta-feira, 25 de março de 2009

Palpites a poucas horas do 1º ato do show

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
O número de vitórias não vai mais definir o campeão de 2009, como pretendia a Federação Internacional de Automobilismo (FIA). No entanto, todos os pilotos partem neste fim de semana para a abertura da temporada da Fórmula 1 cheios de confiança e sedentos pelo degrau mais alto do pódio. Vai começar, meus amigos, o aguardado certame de enormes incertezas e novidades.

Estamos a poucos dias de descobrir as verdades deste novo campeonato. Será que a Brawn vai mesmo surpreender, sendo a favorita do GP como já apontam as casas de aposta? E a McLaren, fiasco consumado ou guardando as forças para mostrar na hora em que as cortinas se abrirem?

Lewis Hamilton, Felipe Massa, Kimi Raikkonen, Fernando Alonso, Robert Kubica, Rubens Barrichello, Sebastian Vettel… quem será o destaque deste ano? Teremos mais ultrapassagens, abandonos, erros dos pilotos, mais quebras? Um Mundial acirrado como o de 2008 ou o domínio sonolento de uma equipe?

A primeira resposta só vai aparecer ao término das 58 voltas da etapa deste domingo. Até lá, que tal dividirmos nossos palpites para o pódio em Melbourne?

Arrisco duas possibilidades: Em condições normais, Raikkonen, Barrichello e Alonso. No caso de zebra, Timo Glock, Heikki Kovalainen e Felipe Massa. E você, em que apostaria?

Ficha Técnica - GP da Austrália
Circuito de Albert Park, Melbourne
Extensão: 5.303 m
Voltas: 58 (307,547 km)
Número de curvas: 12
Provas realizadas: 23
Recorde de pole position: Michael Schumacher (ALE/Ferrari), em 2004 - 1min24s409
Melhor volta em corrida: Michael Schumacher (ALE/Ferrari), em 2004 - 1min24s125

Programação do GP*:

Quinta-feira (26)
Treino Livre 1: 22h30

Sexta-feira (27)
Treino Livre 2: 2h30

Sábado (28)
Treino Livre 3: 0h
Classificação: 3h

Domingo (29)
Corrida: 3h (58 voltas)

*Horário de Brasília.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Pane geral

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT

Falar sobre o GP da Austrália nos remete automaticamente à série de abandonos que a etapa de abertura do mundial de Fórmula 1 costuma registrar. O ano passado foi um exemplo fiel, quando apenas seis dos 22 carros receberam a bandeirada.

A maioria das baixas é ocasionada por acidentes, mas sempre há quebras dos equipamentos. E talvez seja este ponto que possa manter ou até mesmo aumentar o considerável índice de imprevistos na corrida australiana.

Sejam as pequenas ou as grandes; todas as equipes estão enfrentando problemas com seus carros nos testes de pré-temporada. Hoje mesmo em Jerez de La Frontera, segundo informações do site “F1Today”, Lewis Hamilton ficou parado na pista após uma pane no MP4/24 da McLaren.

Uau! Acabo de acessar a página para me atualizar e vejo a informação de que o inglês bateu às 15h29, no horário local da Espanha. Jarno Trulli, um pouco antes, encostou o carro da Toyota na curva 4.

Basta entrar na galeria de imagens de qualquer site especializado para ver uma série de fotos dos bólidos soltando fumaça do motor, estacionados no circuito ou já em cima de um caminhão para o transporte de volta aos boxes. As quebras estão em alta na categoria, tudo graças às mudanças técnicas.

O teste de resistência dos monopostos pode nos reservar algumas surpresas na Austrália, quem sabe um vencedor inusitado. O espanto vai ser se poucas máquinas não ficarem pelo caminho.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Análise do 1º round

Lewis Hamilton: Há um ano, ele era uma jovem promessa que estreava com brilhantismo na Fórmula 1. No último fim de semana, o fenomenal vice-campeão conquistou de forma categórica sua quinta vitória no Mundial, sem dar sopa para erros ou azar. Fez a pole-position, dominou com tranqüilidade a prova e mostrou que seu talento nunca esteve ligado à presença de Fernando Alonso na McLaren.

Nick Heidfeld: Mais sorte do que méritos próprios fizeram o alemão alcançar o oitavo pódio de sua carreira. Não fosse o abandono de Kubica e o azar de Kovalainen com a entrada do Safety-Car, dificilmente teria participado da festa do champanhe. Foi regular e constante, como de costume.

Nico Rosberg: Há um bom tempo merecia conquistar seu primeiro troféu na categoria. Apesar de não ter um carro à altura de McLaren, BMW e Ferrari, o filho de Keke deve ser o principal aproveitador dos eventuais problemas enfrentados pelas integrantes do TOP 3, beliscando assim novos pódios ao longo do ano.

Fernando Alonso: A alegria da Renault e o melhor piloto da atualidade. Se estivesse a bordo de um McLaren em Melbourne, talvez nem mesmo Hamilton conseguisse superá-lo. No comando do monoposto francês, andou com a faca entre os dentes, “pendurado” do início ao fim do GP e obteve um ótimo quarto lugar para a equipe. Alonso enfrenta na Renault o mesmo desafio vivido por Michael Schumacher em 1996. E tal qual o alemão, conseguirá vencer pelo menos uma etapa com um bólido inferior.

Heikki Kovalainen: Só não terminou em segundo por conta da entrada do carro madrinha, que prejudicou sua parada nos boxes. Ponto positivo pela melhor volta da prova e por ter induzido o compatriota Raikkonen ao erro na briga pela segunda posição, mas leva um negativo por entregar de bobeira a quarta colocação para Alonso.

Kazuki Nakajima: Lembrou o pai, Satoru, na lambança que acabou com a boa corrida de Kubica. No entanto, soube aproveitar o bom pacote construído pela Williams para somar os primeiros pontos da carreira com um sexto lugar. Tal como o pai, cujo primeiro tento foi alcançado com uma sexta posição no GP de San Marino de 1987.

Sébastien Bourdais: O melhor dos estreantes, para o orgulho da nação francesa. Guiou como um experiente da categoria, deixando a desejar somente no ritmo de classificação, embora ele tenha alertado sobre suas dificuldades em voltas lançadas. Uma pena ter abandonado no finalzinho, por problemas de motor, mas levou ao menos dois pontos de bonificação.

Kimi Raikkonen: Sair da Austrália com um pontinho acabou sendo lucro para o Homem de Gelo, que cometeu erros nada condizentes para um campeão. O pior é que não fosse a pane no motor, ele teria provavelmente chegado em quarto; uma mostra do esforço da sorte em querer ajudá-lo. De respeitável, a ótima largada ao saltar do 15º para o oitavo lugar. De lamentar, a ida à brita no duelo com o conterrâneo Kovalainen e a rodada durante a tentativa de ultrapassagem sobre Timo Glock.

Robert Kubica: Bateu na trave na luta por aquela que teria sido uma surpreendente pole-position e bateram nele quando tinha praticamente garantido um lugar no pódio. Independente do desfecho ruim, foi um dos grandes nomes do GP.

Timo Glock: Uma reestréia difícil e dolorosa para o atual campeão da GP2, que protagonizou um forte acidente no final da corrida. Fez um bom trabalho no treino ao cravar o nono tempo do grid, mas foi muito discreto na prova.

Takuma Sato: Com um carro sem vergonha — aquela tranqueira utilizada pela Honda em 2007 —, conseguiu ao menos andar na frente do companheiro de equipe. Só isso.

Nelson Piquet: Sofreu muito com a pressão da estréia e andou abraçado com a zica durante todo o fim de semana. O carro não ajudou, a equipe idem, mas o piloto também ficou devendo. Resta aguardar a próxima etapa para termos uma melhor noção do potencial do rapaz.

Felipe Massa: Discreto na classificação, decepcionante no GP. Errou sozinho na largada e ao achar que David Coulthard abriria espaço para ele fazer a ultrapassagem do jeito que quisesse. No fim das contas ainda se nega a admitir que errou.

David Coulthard: Bem no treino oficial e até o momento de seu primeiro pit-stop. Vacilou ao fechar a porta no duelo com Massa, pagando caro pela escolha infeliz.

Jarno Trulli: Muito bem na classificação ao fazer o sexto tempo. Na corrida, foi traído por uma pane elétrica no modelo da Toyota, equipe que surpreendeu com o bom ritmo apresentado.

Adrian Sutil: Tomou mais de 0s6 do companheiro Fisichella na classificação e não completou a prova. Um saldo bastante ruim.

Mark Webber: Problema no treino, azar na largada e abandono precoce. Tudo o que um piloto da casa jamais desejaria.

Jenson Button: Tomou tempo de um inspirado Barrichello. Na corrida... não teve corrida.

Anthony Davidson: Ele esteve em Melbourne?

Sebastian Vettel: É o Hamilton em um carro mediano. Foi bravo na classificação ao levar o bólido da Toro Rosso até a Superpole e uma lamentável vítima do incidente da largada.

Giancarlo Fisichella: Teve um fim de semana decente e respeitável com o equipamento da Force Índia. Contudo, também não passou da primeira curva.

Rubens Barrichello: A grata surpresa para o Brasil. Mostrou que ainda tem arrojo e vontade para andar nas primeiras posições, além de capacidade para segurar carros muito mais velozes. A desclassificação foi correta pelo deslize cometido ao sair dos boxes no sinal vermelho, porém o mais importante foi a marca deixada. Que o Rubens do GP da Austrália desencante em todas as próximas etapas.

Por pouco não acumulou

É bom deixar claro que ninguém acreditou na combinação Hamilton-Heidfeld-Rosberg para o pódio do acalorado GP da Austrália de F-1. A maioria dos blogueiros que participou do sorteio de uma miniatura do capacete de Ayrton Senna botou fé na Ferrari e, infelizmente, se deu mal.

Para os que não se lembram, nosso concurso premiaria quem acertasse na “mosca” os três primeiros colocados da corrida, ou então aquele que mais se aproximasse do resultado final.

Dos 14 votantes, três cravaram o inglês da McLaren como o vencedor. Como em caso de empate seria declarado vitorioso o usuário que tivesse mandado a previsão primeiro, eis então o nome do ilustre ganhador: Henrique Zawacki!

Agradecemos a todos os internautas pela participação. E nada de tristeza para os que não levaram desta vez, pois em breve teremos novas promoções. Ah, e vale um parabéns especial ao blogueiro Ademir Roque, de São Paulo, que ousou em colocar Rubens Barrichello como o terceiro colocado.

Confira todos os palpites*:

Rafael Mello
1) Kimi Raikkonen
2) Fernando Alonso
3) Lewis Hamilton

Leoni Camargo
1) Kimi Raikkonen
2) Heikki kovalainen
3) Lewis Hamilton

Felype Fernandes
1) Kimi Raikkonen
2) Fernando Alonso
3) Lewis Hamilton

Henrique Zawacki (VENCEDOR)
1) Lewis Hamilton
2) Felipe Massa
3) Kimi Raikkonen

André Garcia
1) Felipe Massa
2) Lewis Hamilton
3) Kimi Raikkonen

Valdocir Cardoso
1) Kimi Raikkonen
2) Lewis Hamilton
3) Felipe Massa

Leonardo Testa
1) Felipe Massa
2) Kimi Raikkonen
3) Fernando Alonso

Bernardo Kirschner
1) Kimi Raikkonen
2) Felipe Massa
3) Lewis Hamilton

Simon Cameron
1) Kimi Raikkonen
2) Lewis Hamilton
3) Felipe Massa

Igor Brusokas
1) Lewis Hamilton
2) Kimi Raikkonen
3) Felipe Massa

Felipe Abatti
1) Felipe Massa
2) Lewis Hamilton
3) Kimi Raikkonen

Sérgio Proba
1) Lewis Hamilton
2) Felipe Massa
3) Kimi Raikkonen

Bruno Antoniolli
1) Felipe Massa
2) Kimi Raikkonen
3) Lewis Hamilton

Ademir Roque
1) Felipe Massa
2) Heikki Kovalainen
3) Rubens Barrichello

*Relação baseada na ordem de envio dos e-mails.

sábado, 15 de março de 2008

Prazer, Robert

Não poderia ser mais surpreendente o primeiro treino classificatório da temporada 2008 da Fórmula 1. Durante uma hora, o público presente ao Albert Park pôde ver de tudo: escapadas fortíssimas, campeão do mundo se dando muito mal, equipes que eram esperadas no pelotão traseiro terem um desempenho satisfatório... e, principalmente, Robert Kubica.

Certo, a pole-position foi para Lewis Hamilton, competente como de costume, mas os holofotes se voltaram todos para o polonês da BMW Sauber. Depois de grande alarde no lançamento do carro, a escuderia alemã não havia impressionando nos testes de pré-temporada, o que levantou muitas dúvidas sobre a qualidade do equipamento que Kubica e Heidfeld teriam à disposição.

Pois esconderam o jogo! Kubica marcou um impressionante segundo lugar - seria primeiro não fosse ter colocado quase as quatro rodas na grama durante a melhor volta - e Heidfeld uma honesta quinta colocação. Na verdade, concretizou-se aquilo que muitos esperavam em 2007: a transformação do status da BMW de equipe média para grande, pelo visto.

Kovalainen não foi nada mal também, terceiro lugar na estréia pela McLaren. Ao seu lado, largará Felipe Massa. E a Ferrari? Incrivelmente, os carros vermelhos, nas três etapas da classificação, nunca estiveram entre os primeiros lugares. Mas muito pior é a condição de Raikkonen, que partirá do 15º posto, depois de ter tido um problema no carro na parte final da primeira fase do treino. Como teve o carro empurrado aos boxes, não pôde prosseguir na sessão.

Toyota bem, colocando os dois carros entre os dez primeiros, em que pese a necessidade de se trocar o câmbio de Timo Glock, o que o derrubou para o final do pelotão. Entusiasmador desempenho de Vettel, o melhor da nova geração ao lado de Kubica e Hamilton. Destaque também para a Red Bull, positivamente pelo top-10 de Coulthard e negativamente pela saída de pista de Webber, motivando o final do treino para o piloto da casa.

Palmas para a Honda, que conseguiu fazer um carro "menos pior" do que em 2007. Barrichello largará em 10º e Button em 12º, e é fundamental para o brasileiro começar o ano à frente do companheiro.

Por falar em brasileiros, a nota preocupante fica com Nelsinho Piquet, muito mal. Apesar do GP da Austrália ser o primeiro de sua carreira e o carro da Renault não ser lá grande coisa, o penúltimo lugar é muito pouco para quem rivalizou com Hamilton na GP2 em 2006.

As perspectivas para a prova? As melhores possíveis, com dois pilotos ousados logo na primeira fila e Massa doidinho para tirar a prova dos nove. Promessa de muita emoção na madrugada de domingo.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Quem conta uma melhor?

O blogueiro Leonardo Testa me chama pelo MSN para dizer o seu palpite do pódio para o GP da Austrália: Nelson Piquet, Rubens Barrichello e Giancarlo Fisichella! Parece que Felipe Massa também ficou sabendo da audaciosa previsão e reagiu da maneira mais condizente...

Resumo da ópera

Carros mais agressivos, dificuldade com o acerto dos pneus, chances de erro mais acentuadas, McLaren e Force Índia muito parecidas no visual, Ferrari muito bem no script e com um vermelho mais lindo que o do ano passado, Flechas de Prata na cola dos italianos, Honda sendo a mesma tranqueira de 2007, Red Bull e Toyota na luta pela posição de surpresa, decepção por parte Renault e BMW, Williams ainda por mostrar a quê veio, Piquet prejudicado por erro e problema de câmbio, Alonso confirmando na pista o ceticismo da pré-temporada e muita expectativa para o terceiro treino livre, marcado para as 21 horas de hoje.

Dificilmente a pole-position fugirá das mãos de Ferrari ou McLaren. Na corrida, porém, há uma chance de pintar um resultado imprevisível, já que os pilotos terão de suportar 58 voltas sem o controle de tração, com pneus desgastados e a pressão para não errar. É a Fórmula 1 mais humana, como bem definiu Felipe Massa.

2º Treino livre:
1) Lewis Hamilton (ING/McLaren), 1min26s559 (33 voltas)
2) Mark Webber (AUS/Red Bull), 1min27s473 (27)
3) Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min27s640 (29)
4) Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 1min27s683 (28)
5) David Coulthard (ESC/Red Bull), 1min28s037 (26)
6) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 1min28s208 (28)
7) Jarno Trulli (ITA/Toyota), 1min28s292 (22)
8) Nico Rosberg (ALE/Williams), 1min28s352 (31)
9) Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), 1min28s469 (32)
10) Timo Glock (ALE/Toyota), 1min28s582 (28)
11) Jenson Button (ING/Honda), 1min28s632 (30)
12) Nick Heidfeld (ALE/BMW Sauber), 1min28s731 (32)
13) Fernando Alonso (ESP/Renault), 1min28s779 (37)
14) Rubens Barrichello (BRA/Honda), 1min28s849 (28)
15) Robert Kubica (POL/BMW Sauber), 1min28s860 (35)
16) Kazuki Nakajima (JAP/Williams), 1min29s077 (33)
17) Adrian Sutil (ALE/Force India), 1min29s161 (32)
18) Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso), 1min29s193 (40)
19) Nelson Piquet (BRA/Renault), 1min29s518 (14)
20) Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), 1min29s605 (11)
21) Takuma Sato (JAP/Super Aguri), 1min30s663 (16)
22) Anthony Davidson (ING/Super Aguri), 1min31s527 (8)

quinta-feira, 13 de março de 2008

Começou do jeito que terminou

Ferrari e McLaren, Kimi Raikkonen e Lewis Hamilton. Na seqüência, Felipe Massa e Heikki Kovalainen. Até aí tudo normal, as duas grandes equipes da Fórmula 1 confirmando a superioridade sobre as rivais logo no primeiro treino livre da temporada 2008.

No entanto, impressionou a vantagem de ambas para o restante do grid. Nada menos do que 1s899 entre o atual campeão e Fernando Alonso, o sexto colocado com a Renault. O quinto lugar de Mark Webber não conta, já que foi obtido com pneu macio.

Teremos um bom panorama do novo quadro de forças somente amanhã, na terceira sessão de treinamento. Mas já pudemos observar alguns dados curiosos no ensaio recém findado. Um deles foi o bom desempenho da Toyota, que ocupou o oitavo posto com Timo Glock.

A Honda, por sua vez, mostrou que está mesmo entre as candidatas a ocupar a rabeira. Button foi o 11º e Barrichello o 15º. Só que se Heidfeld, Coulthard, Bourdais, Piquet e os dois pilotos da Williams tivessem feito apenas uma volta razoável, certamente teriam ultrapassado os corredores do time japonês. Isso significa dizer que teriam superado somente as duas Super Aguri e Force Índia.

Sobre o brasileiro estreante, cometeu seu primeiro erro ao rodar e ficar parado na pista. É a pressão da estréia e também o momento certo para cometer os vacilos. Que abuse da cota agora para fazer uma bela atuação no treino oficial e na corrida.

Começou pessoal! Logo mais, à meia-noite, teremos a segunda sessão livre. Temos tempo, portanto, para olhar com cuidado a folha de tempos do TL1 e também conferir o resultado de nossa primeira enquete do ano. Na opinião dos blogueiros, dá Massa na pole-position. Será mesmo? Amanhã saberemos.

Aproveite também para palpitar na nova enquete!

1º Treino Livre:
1) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 1min26s461 (25 voltas)
2) Lewis Hamilton (ING/McLaren), 1min26s948 (21)
3) Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min26s958 (25)
4) Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 1min27s114 (19)
5) Mark Webber (AUS/Red Bull), 1min28s263 (18)
6) Fernando Alonso (ESP/Renault), 1min28s360 (22)
7) Robert Kubica (POL/BMW Sauber), 1min28s579 (12)
8) Timo Glock (ALE/Toyota), 1min28s913 (16)
9) Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso), 1min28s957 (22)
10) Jarno Trulli (ITA/Toyota), 1min29s014 (23)
11) Jenson Button (ING/Honda), 1min29s124 (25)
12) Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), 1min29s230 (24)
13) David Coulthard (ESC/Red Bull), 1min29s301 (5)
14) Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), 1min29s363 (32)
15) Rubens Barrichello (BRA/Honda), 1min29s533 (17)
16) Nick Heidfeld (ALE/BMW Sauber), 1min29s561 (7)
17) Adrian Sutil (ALE/Force India), 1min30s155 (13)
18) Nelson Piquet (BRA/Renault), 1min30s357 (21)
19) Takuma Sato (JAP/Super Aguri), 1min31s048 (7)
20) Anthony Davidson (ING/Super Aguri), 1min31s771 (7)
21) Kazuki Nakajima (JAP/Williams), 1min35s053 (3)
22) Nico Rosberg (ALE/Williams), sem tempo (3)

Resultado da enquete - Quem fará a pole no GP da Austrália?
1) Felipe Massa: 7 votos (41%)
2) Kimi Raikkonen: 6 (35%)
3) Lewis Hamilton: 2 (11%)
4) Fernando Alonso: 2 (11%)
5) Heikki Kovalainen: 0
6) Outro piloto: 0

Ganhe uma miniatura do capacete de Senna

Para tornar a abertura da temporada 2008 ainda mais atrativa, este blog resolveu fazer um concurso especial para apurar quem tem mais conhecimento, técnica e também sorte para antecipar o resultado do GP da Austrália, que será disputado neste domingo.

Quem acertar na “mosca” (ou mais se aproximar) quais serão os três primeiros colocados do GP ganhará uma miniatura de um capacete do tricampeão Ayrton Senna, fabricada pela Minichamps.

Os palpites — só vale um por internauta — serão aceitos até às 23h00 de sábado (15). Em caso de empate, será declarado vencedor o usuário que tiver mandado a previsão primeiro.

Para participar, basta escrever para
sgbrasil2007@gmail.com. No e-mail também devem constar o nome e endereço completos do participante, além do telefone para contato. O prêmio será enviado pelo correio na próxima semana.

Gostou? Então mande já o seu palpite do pódio. Participe gratuitamente!

Obs: Foto meramente ilustrativa.

Os favoritos na opinião quase geral

“Não perca a chance de ver os grandes astros da Fórmula 1 (Hamilton, Alonso e Raikkonen) correndo pela primeira vez em 2008”. Este trecho traduzido faz parte de um dos textos de divulgação do GP da Austrália, veiculado no site oficial da prova.

Os pilotos da foto acima, que participaram hoje da primeira entrevista coletiva do ano, estão sendo considerados por muitíssimas pessoas — especialmente da mídia estrangeira — como os favoritos ao título. Pouca gente está dando bola para Felipe Massa, candidato sim à conquista do Mundial.

Mais maduro e provavelmente ciente dos erros cometidos no último campeonato, o brasileiro segue agora para aquela que tende a ser a melhor temporada de sua carreira.

Não importa que tenha como companheiro de equipe o campeão do mundo. Felipe só precisa ter muita concentração e gana por vitória. Acelerar forte como sempre fez, mas sem errar demais e ser mais constante nas corridas.

A aposta quase que em coro no trio Lewis, Fernando e Kimi pode inclusive ser usada por Massa como uma moeda de incentivo, de determinação para mostrar que a maioria estava errada. Basta ter a cabeça no lugar e fazer a lição de casa na pista a partir desta quinta-feira, na abertura dos treinos livres para o primeiro GP do novo certame.

Para já aquecer os motores, que tal darmos uma espiada no retrospecto dos favoritos à vitória? Com Felipe na lista, claro!

Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari)
Participações: 7
Pontos: 30
Pódios: 4
Melhor resultado: 1º colocado (2007)
Voltas mais rápidas: 4
Melhor posição no grid: 1º

Felipe Massa (BRA/Ferrari)
Participações: 5
Pontos: 3
Pódios: 0
Melhor resultado: 6º colocado (2007)
Voltas mais rápidas: 0
Melhor posição no grid: 9º

Fernando Alonso (ESP/Renault)
Participações: 6
Pontos: 32
Pódios: 4
Melhor resultado: 1º colocado (2006)
Voltas mais rápidas: 1
Melhor posição no grid: 2º

Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes)
Participações: 1
Pontos: 6
Pódios: 1
Melhor resultado: 3º colocado (2007)
Voltas mais rápidas: 0
Melhor posição no grid: 4º

quarta-feira, 12 de março de 2008

Guia da temporada: GP da Austrália


Momento da explosão do motor de Michael Schumacher em 1998

Árvores, trilhas, pássaros, natureza. Esta é a idéia que fazemos de um parque comum. Mas na Austrália, existe um parque que não se encaixa nesse perfil: Albert Park, situado na cidade de Melbourne. É lá que, há 12 anos, são disputadas as corridas de F-1 da terra dos cangurus.

No próximo domingo, a 13ª prova no Albert Park marcará a abertura da 59ª temporada da história da Fórmula 1, que promete ser uma das mais disputadas dos últimos anos. Assim como em 2007, Ferrari e McLaren surgem como as favoritas para os títulos de pilotos e construtores.

Vencer na Austrália significa começar o ano com o pé direito, mas nem sempre significa ganhar o título ao término do campeonato. Desde que Melbourne passou a sediar o GP australiano, em oito oportunidades o ganhador também faturou a coroa de campeão no mesmo ano (67% das vezes).


Em 2002, Ralf Schumacher atropelou o pole Barrichello na primeira curva

Mas não podemos nos esquecer que, entre 1985 e 1995, a prova da Oceania era realizada no circuito de rua Adelaide, palco da última vitória de Ayrton Senna na F-1. Aliás, o currículo verde-amarelo na Austrália é sofrível. Em 23 provas, foram apenas três triunfos de pilotos brasileiros: Nelson Piquet em 1990 e Ayrton Senna em 1991 e 1993.

Dentre os competidores que ainda estão na categoria, quem tem mais vitórias na corrida australina é David Coulthard, com dois triunfos (1997 e 2003). Fernando Alonso (2006) e o atual campeão Kimi Raikkonen (2007) também ganharam lá.

Na prova do ano passado, Raikkonen sobrou do restante do pelotão, marcando a pole, fazendo a volta mais rápida e vencendo a corrida. Fernando Alonso e Lewis Hamilton, então estreante, completaram o pódio. Já Felipe Massa, favorito para a vitória em virtude do excelente desempenho nos testes de pré-temporada, sofreu com problemas no carro na segunda parte do treino de classificação, partiu da rabeira e cruzou a linha de chegada em sexto.

Para aqueles que gostam de emoção e surpresas, o GP da Austrália é um prato cheio. Costumeiramente, lances curiosos agitam os treinos e a prova, sejam eles quebras, acidentes ou outras presepadas.


Largada da prova de 2007, vencida por Raikkonen

Ficha técnica - GP da Austrália

Circuito de Albert Park, Melbourne
Extensão: 5.303 m
Voltas: 58 (307,547 km)
Número de curvas: 12
Provas realizadas: 23
Recorde de pole-position: Michael Schumacher (ALE/Ferrari), em 2004 - 1min24s409
Melhor volta em corrida: Michael Schumacher (ALE/Ferrari), em 2004 - 1min24s125

Lembranças de Melbourne (3)

Ontem falamos sobre o irmão ultra bem sucedido. Hoje é a vez de destacarmos a relação do outro Schumacher (Ralf) com a Austrália, país onde participou de dois fortíssimos acidentes.

Em 2001, o piloto se defendia dos ataques de Jacques Villeneuve quando teve um problema no carro e, lento, foi atingido em cheio na traseira pela BAR do adversário.


A colisão fez o carro do canadense decolar em direção ao muro de proteção e espalhar muitos destroços. Alguns infelizmente acertaram um dos comissários de prova, que não resistiu aos ferimentos. Os pilotos escaparam ilesos.

No ano seguinte, o tedesco fez uma ótima largada partindo do terceiro lugar do grid, mas não conseguiu frear a tempo para contornar a primeira curva e literalmente passou por cima da Ferrari de Rubens Barrichello, voando na seqüência rumo à área de escape.

Na enorme confusão, outros seis carros também acabaram se enroscando e tiveram que abandonar a disputa precocemente. Eis a lista dos azarados: Alan McNish, Felipe Massa, Giancarlo Fisichella, Jenson Button, Nick Heidfeld, Olivier Panis, além de Ralf e Barrichello.

O incidente gerou muita discussão após a corrida, vencida por Michael Schumacher. Ralf alegou que Barrichello mudou várias vezes de trajetória e, por isso, não conseguiu se desviar. Já o brasileiro disse ter feito apenas a tomada normal para o contorno da curva e que o alemão errou por não ter pisado no freio. Cada um tire a sua conclusão ao ver o vídeo acima.

Mas não pensem que o Schumacher mais moço nunca teve bons momentos em Melbourne. Ele conquistou três pódios lá, todos em terceiro lugar. O último deles, que foi também o derradeiro de sua carreira, foi obtido em 2006, com a Toyota.

terça-feira, 11 de março de 2008

Lembranças de Melbourne (2)

Michael Schumacher abandonando uma corrida por problema de motor! Das raras sete vezes que isso aconteceu com o alemão, uma delas foi em Melbourne, mais precisamente na edição de 1998, vencida por Mika Hakkinen.

É curioso também observar que dos 53 abandonos contabilizados na carreira do heptacampeão, oito foram em GPs da Austrália, sendo metade no traçado de Albert Park e a bordo de uma Ferrari.

Apesar das lembranças negativas, Schumacher também guarda ótimas recordações das corridas australianas. Em Melbourne, venceu quatro vezes. Já em Adelaide, pista que sediou a prova entre 1985 e 1995, conquistou o primeiro título mundial após uma polêmica batida na Williams de Damon Hill.

O último abandono do tedesco em solo australiano foi registrado em 2006, no seu ano de despedida da Fórmula 1. Confira a cena no vídeo: