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domingo, 12 de outubro de 2008

Após 33 anos, 15 voltam a liderar GP

Apesar da punição imposta no fim do Grande Prêmio, Sébastien Bourdais se tornou em Fuji o 15º piloto a liderar uma corrida nesta temporada, marca alcançada em somente outras cinco oportunidades na história da Fórmula 1: 1954, 1956, 1957, 1960 e 1975.

Na última ocasião, há 33 anos, Niki Lauda encerrou o certame com o título e 298 voltas completadas no primeiro lugar. Encerrado o GP do Japão, Felipe Massa aparece no topo deste ranking com 299 passagens lideradas, tendo mais duas etapas pela frente para andar na ponta e brigar pela primeira taça de sua carreira.

Coincidência ou não, Lauda festejou seu primeiro caneco em 1975 como piloto da Ferrari e derrotando uma McLaren, a de Emerson Fittipaldi. Vejamos se o brasileiro ferrarista consegue algo semelhante sobre Lewis Hamilton.

Voltas na liderança em 2008:
1) Felipe Massa, 299
2) Lewis Hamilton, 241
3) Kimi Raikkonen, 174
4) Robert Kubica, 68
5) Fernando Alonso, 60
6) Sebastian Vettel, 49
7) Heikki Kovalainen, 28
8) Nick Heidfeld, 21
9) Nelson Piquet, 14
10) Nico Rosberg, 11
11) Jarno Trulli, 11
12) Rubens Barrichello, 7
13) Sébastien Bourdais, 3
14) Timo Glock, 3
15) David Coulthard, 1

De seis para cinco

Uma injusta punição de 25 segundos dada pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo) a Sébastien Bourdais, em razão do enrosco do francês com Felipe Massa na saída de seu pit-stop, garantiu ao brasileiro da Ferrari mais um ponto no GP do Japão.

O piloto da Toro Rosso caiu de sexto para o décimo lugar da corrida, enquanto o ferrarista saltou de oitavo para sétimo. A diferença em relação a Lewis Hamilton no Mundial, portanto, diminuiu para cinco tentos em vez de seis.

Mais uma forcinha para a decisão chegar ao Brasil, embora tenha sido uma pena o desfecho da boa prova do Tião Bourdais. Guilhotinaram seu melhor resultado na categoria.

Tropeço dos líderes, genialidade de Alonso

Uma corrida emocionante de muitos destaques relevantes. A começar pelo vencedor, sem dúvida o melhor piloto da Fórmula 1 atual. Um sujeito completo que sabe fazer a diferença quando vê brecha para alcançar um bom resultado. Foi assim em Cingapura e neste domingo no Japão, palco da segunda vitória consecutiva do bravo Fernando Alonso em 2008.

Empolgado com a considerável evolução do carro da Renault, o espanhol buscou no enorme talento a vantagem que precisava para vencer a antepenúltima etapa do Mundial. Foi beneficiado pelos erros e problemas dos postulantes ao título, é verdade, mas esteve longe de ter a vida facilitada, afinal a BMW de Robert Kubica e a Ferrari de Kimi Raikkonen estavam no páreo pelo degrau mais alto do pódio. Estavam, porque o bicampeão tratou de arrasá-los com seu bólido ainda inferior em nível técnico.

O caminho para a vitória do asturiano surgiu logo na largada, o ato crucial deste Grande Prêmio. Não fosse a afobação de Lewis Hamilton pela perda da liderança para Raikkonen, muito provavelmente o britânico se manteria na briga direta pelo pódio, na pior das hipóteses.

Em vez da cautela recomendada para um líder do torneio, o inglês da McLaren resolveu arriscar tudo na freada para recuperar a dianteira. Com isso, passou reto na curva e perdeu várias posições, abrindo espaço para a possibilidade de incidentes, que no caso aconteceu exatamente com Felipe Massa.

Malandro, o brasileiro mereceu o drive-through por ter ocasionado a rodada de Hamilton. No desenrolar da prova, no entanto, guiou com extremo arrojo e determinação para levar um importante pontinho do oitavo lugar para casa, diminuindo a diferença que o separa de Lewis, o 12º, para seis pontos no campeonato. Duas vitórias com pelo menos uma dobradinha da escuderia italiana passam a ser a conta do ferrarista para faturar o caneco.

Caneco este que agora só tem três concorrentes. Raikkonen, terceiro colocado hoje com uma nova atuação discreta, já está matematicamente alijado do sonho do bi. Kubica, enquanto isso, segue no papel de candidato a azarão com 12 pontos atrás do líder da tabela e seis a menos que Massa. Méritos absolutos do polonês, que chegou em segundo com a BMW cambaleante no circuito de Fuji.

Além da vitória, a Renault festejou no Japão o ótimo quarto lugar de Nelson Piquet, posição que pode ter garantido ao brazuca a justa permanência na equipe para 2009. Com direito a algumas voltas na liderança, o piloto fez a sua melhor prova no ano, em que pese o circunstancial segundo lugar no GP da Alemanha.

Jarno Trulli, o quinto colocado, e Sébastien Bourdais, sexto, também tiveram a chance de andar na ponta. Outros dois destaques do Grande Prêmio, certamente. Sebastian Vettel, em sétimo, pode ter sido superado pelo companheiro de equipe desta vez, mas completou a sua quinta corrida seguida na zona de pontos, sendo o único a pontuar nessas últimas cinco etapas. Ótima façanha para a Toro Rosso.

Apesar do 13º posto, o domingo de Rubens Barrichello valeu a pena pela disputa por posição com Nico Rosberg, que enfrentou dificuldades para superar o carro ruim do brasileiro. O alemão fez a ultrapassagem, mas não escapou da forte resistência do veterano.

Restam agora dois GP’s para o desfecho do Mundial, que pode ser decidido na próxima semana na China. Para tanto, será necessário uma vitória de Hamilton combinada a um quarto lugar de Massa, na conta mais simples. Possível, mas a princípio pouco provável. Se bem que nada tem sido previsível nas últimas corridas.

Tudo graças ao forte equilíbrio da temporada 2008, mas principalmente aos inúmeros vacilos de Lewis e Felipe.

sábado, 11 de outubro de 2008

Resultado melhor que a encomenda

No Japão, onde já havia largado na frente em 2007, Lewis Hamilton igualou neste sábado a quantidade de pole-positions que obteve no ano passado. Foram seis até o momento e um total de 12 no currículo deste talentoso britânico, que pode consolidar uma vantagem importantíssima amanhã para a obtenção de seu primeiro título na Fórmula 1.

Seja qual for a condição do tempo, o piloto da McLaren assume o favoritismo da prova nipônica, ainda mais se tiver a sorte do companheiro de equipe conseguir passar a Ferrari de Kimi Raikkonen na largada. As duas flechas de prata na frente seriam o pesadelo de Felipe Massa e de todos os que torcem para ver a decisão do campeonato no Brasil.

O brasileiro da Ferrari, que não deu pintas de estar muito mais pesado que os principais adversários, foi lento na hora errada. Pressão da disputa do caneco? Pouco provável. De qualquer maneira, um quinto lugar que não estava no script do melhor piloto em classificação da atualidade.

Neste novo cenário, passa a ser decisiva uma forte largada do ferrarista para ao menos despachar Fernando Alonso no início. O espanhol, aliás, fez de novo a diferença com o carro mediano da Renault. Uma quarta colocação satisfatória.

Mais à frente, quem diria, os finlandeses resolveram trabalhar. Pena que Massa não tirou proveito do "esforço" de Raikkonen que, mais leve, quase levou a pole. Pena também a Ferrari não ter trabalhado neste estilo com o nórdico desde o início da temporada. Para quem enfrenta dificuldades para aquecer os pneus, o jeito mesmo é se classificar com menos gasolina; mudar a estratégia. Agora, porém, é tarde demais para o campeão.

Kovalainen, que comemorou em Fuji seu primeiro pódio na categoria, parte em terceiro e ciente de que deve atacar o compatriota. Uma briga finlandesa que promete ser interessante.

Confirmando o fraco desempenho nos circuitos mais sinuosos, a BMW deve ter se perguntado se valeu a pena renovar com Nick Heidfeld. Largar em 16º? Um verdadeiro papelão, ainda mais quando se observa Robert Kubica no sexto posto do grid. Realmente anda forte esse polonês.

Timo Glock em oitavo depois de ter sido veloz em todos os treinos. Um desfecho apenas discreto, já que andou na frente do companheiro Jarno Trulli em todas as outras sessões e acabou superado no fim. O italiano sai em sétimo, mostrando o bom acerto da Toyota em seu circuito.

Os Tiões da categoria fecharam a lista dos dez primeiros, com Vettel à frente de Bourdais. Tudo normal, menos para a Red Bull, que deve estar furiosa com esse papelão de ser batida pela filial. Coisa que a Honda viveu em 2007 com a Super Aguri.

Por falar nos carros verdes, mais uma decepção. Rubens Barrichello, sem muito que fazer, marcou a 17ª passagem. Nelson Piquet? Dizendo-se atrapalhado por Hamilton em sua volta lançada, colocou a Renault em 12º. Ruim.

Com pista seca ou molhada, Hamilton sai como o favorito à vitória. Raikkonen, se estiver afim, pode ser um forte adversário e ajudar o parceiro brasileiro. Massa, enquanto isso, deverá andar no limite e concentrado para na pior das hipóteses terminar logo atrás do rival da McLaren. Algo bem possível, mas que dependerá também da equipe que não pode errar.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Balanço japonês

“Glock na frente em extremo equilíbrio”.

Pneus com sulcos verdes em uma campanha ecológica meio esquisita, circuito interessante e desafiador, mas não páreo para a clássica pista de Suzuka, um bonito da Toyota para fazer graça aos patrocinadores de “casa”, vexame da Honda diante do torcedor local, desempenho fraco e rotineiro das BMW às sextas-feiras, uma Renault em bom ritmo e Ferrari e McLaren bastante próximas para a corrida do fim de semana.

Proximidade, aliás, foi o que marcou o primeiro dia de treinos livres para o GP do Japão, em Fuji, onde 17 dos 20 pilotos terminaram a segunda sessão andando no mesmo segundo. Detalhe positivo que há algum tempo não acontecia na categoria.

Entre as protagonistas do Mundial, a McLaren demonstrou uma singela vantagem em relação à Ferrari no traçado nipônico. Indicativo de que o fator piloto será decisivo na luta pela pole-position, o que em outras palavras significa promessa de uma fortíssima batalha entre Lewis Hamilton e Felipe Massa, separados hoje por ínfimos 0s028.

Alonso, como em Cingapura, pode ser o intrometido nesta briga e tornar a corrida oriental ainda mais atrativa. Se não chover na classificação, como prevêem os meteorologistas, o brasileiro do time vermelho tende a fazer a diferença para garantir o primeiro lugar do grid. Mas se a água aparecer, voltamos à velha e boa loteria. Algo que Massa e a Ferrari não querem.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Farol muda de endereço

Ah, esses caras da Honda... Tanta coisa boa para copiar da Ferrari, como as barbatanas da asa dianteira ou os apêndices pontiagudos localizados à frente do cockpit, e resolvem imitar o não confiável sistema eletrônico de luzes para os pit-stops, usado até o GP de Cingapura pela escuderia italiana como substituto do tradicional e eficaz pirulito.

Não seria melhor terem destinado o tempo de desenvolvimento deste dispositivo para pensar em alguma novidade do carro de 2009?

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Gastronomia do Japão

A culinária japonesa é uma das mais saborosas do mundo, mas em Fuji os pilotos devem tomar cuidado com o que forem comer durante o fim de semana de Grande Prêmio. Um dos mais precavidos neste aspecto será Mark Webber, que passou por uma situação nada agradável na etapa nipônica do ano passado.

O australiano da Red Bull sofreu uma intoxicação alimentar na manhã da prova e acabou vomitando dentro do próprio capacete. Um incidente bizarro, mas ao mesmo tempo muito engraçado e difícil de ver sem dar uma boa gargalhada.

Mais impressionante que o mal estar seguido de vômito foi o fato de Webber ter continuado na corrida. Só abandonou quando foi atingido na traseira pelo carro de Sebastian Vettel, quando ocupava um ótimo segundo lugar.

Infelizmente, de nada adiantou seu esforço para agüentar o péssimo odor que devia estar sentindo dentro do monoposto. De qualquer maneira, o australiano merece elogios pela braveza nojenta.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Rindo à toa

O que será que veio na cabeça deles quando souberam do abandono de Hamilton?

Exagero estraga festa antecipada

Um dia ele erraria, era óbvio. Mas alguém poderia imaginar que seria de uma forma tão boba, principalmente quando o título estava no colo do piloto? Creio que nem mesmo Lewis Hamilton pensou que aquilo pudesse acontecer no GP da China.

Ele não precisava vencer em Xangai, mas correu em busca do topo do pódio. Afoito, pagou pela inexperiência, vacilou na entrada dos boxes com os pneus intermediários deteriorados, ficou atolado na brita e desperdiçou o primeiro match-point de sua carreira.

Agora, embora ainda tenha uma considerável vantagem para se tornar campeão, o jovem britânico parte para a última etapa do ano sob forte pressão, sabendo que não pode mais bobear, pois Fernando Alonso e Kimi Raikkonen ganharam fôlego na briga.

Os três chegam ao GP do Brasil com chances e méritos de faturar o caneco. Se ficar com Hamilton, registrará o incrível feito de um magnífico estreante, o garoto mais completo a correr na Fórmula 1 e também o primeiro negro a competir na categoria.

Caso Fernandinho vire o jogo, o espanhol terá vencido não apenas o seu terceiro mundial consecutivo, mas também toda a equipe McLaren, que nesta altura da disputa não esconde a preferência em ter Lewis como campeão.

Mas se o destino fizer Raikkonen o vencedor, premiará o finlandês por sua ótima segunda metade de temporada, pelas vezes em que bateu na trave na luta pelo título e, especialmente, por reverter um cenário que neste momento se mostra pouquíssimo favorável a ele.

A única certeza que temos hoje é a de que Ferrari e McLaren tendem a estar com forças niveladas para a decisão tríplice de Interlagos. O time italiano venceu a etapa brasileira do ano passado, enquanto o esquadrão prateado fez a dobradinha em 2005.

Na última vez em que duelaram pelo campeonato, em 2003, a vantagem foi da escuderia vermelha, que comemorou o hexa com Michael Schumacher no GP do Japão. Raikkonen foi o vice.

E neste ano, quem leva o prêmio? Sigo apostando em Hamilton. E vocês?

domingo, 30 de setembro de 2007

Com a mão na taça

Se restava algum pingo de dúvida sobre a genialidade deste piloto chamado Lewis Hamilton, o encharcado GP do Japão acabou por esclarecer a todos que o estreante é de fato um sujeito iluminado, um garoto extremamente veloz, arrojado, consistente, de forte personalidade, carismático e que está muito próximo de conquistar o seu primeiro título mundial na Fórmula 1.

Difícil encontrar uma palavra para definir com clareza a atuação do inglês na corrida deste domingo. A melhor forma talvez seja dizer que guiou como um verdadeiro campeão que está prestes de se tornar. Largou na pole e em nenhum momento foi ameaçado na liderança. Escapou uma única vez da pista, mas porque foi tocado por Robert Kubica.

Agora com confortáveis 12 pontos de vantagem sobre Fernando Alonso na classificação, Hamilton pode se dar ao luxo de fazer um quarto e quinto lugares nas duas provas restantes que, ainda assim, ficará com o merecido caneco.

Mas deixemos a análise sobre o virtual campeão de 2007 um pouco de lado para ressaltar os demais acontecimentos da maravilhosa etapa de Fuji, que teve praticamente de tudo em suas 67 voltas. Até episódios inéditos para a categoria, como as 18 passagens iniciais realizadas em fila indiana dos corredores atrás do Safety-Car.

Foram longas duas horas e 34 segundos de disputa marcadas por rodadas, belas ultrapassagens, batida, erros bobos, fogo no pit-stop, choro nos boxes, inúmeras situações que dificilmente seriam possíveis em condições de piso seco.

A começar por uma Toro Rosso na liderança, que se deveu muito mais à fantástica pilotagem do novato Sebastian Vettel. O alemão foi, a meu ver, o grande nome da prova, apesar de não ter completado o GP. Não fosse a infantil batida na traseira de Mark Webber durante a segunda intervenção do carro madrinha na pista, poderia ter chegado ao heróico pódio. Foi tão incrível a atuação que o próprio Sebastião deixou extravasar os sentimentos, sendo flagrado aos prantos nos boxes.

Webber não chorou, mas se irritou muito com o vacilo de Vettel, pois estava num ótimo segundo lugar quando foi atingido pelo tedesco. A braveza foi tamanha que o australiano atirou bem longe o volante antes de sair do carro, o que no fim das contas pode resultar numa multa.

Outro que saiu cabisbaixo da disputa foi Alonso, que pela primeira vez no ano ficou sem pontuar. O espanhol teve vários “quase” na corrida e abandonou depois de uma aquaplanagem, seguida de batida. Se iniciou o GP com uma boa visão da liderança do campeonato, terminou dando praticamente adeus ao tri.

Pelos lados de Maranello, o sentimento pós-etapa foi certamente de decepção. Nem tanto pelo resultado dos pilotos, mas pela estupidez na estratégia ao largar com pneus de chuva média, quando o regulamento diz claramente da obrigatoriedade do uso de compostos de chuva forte nas condições de dilúvio.

Em relação aos competidores ferraristas, destaque para ambos. Kimi Raikkonen pela boa recuperação e audácia na ultrapassagem sobre David Coulthard. Já Felipe Massa por conta do belíssimo duelo com Robert Kubica nos metros finais da prova, que lhe valeu a sexta posição.

Terceiro colocado, Kimi permaneceu matematicamente na luta pelo título, mas deve cair já na China, afinal, está 17 pontos atrás de Hamilton. O Brazuca, por sua vez, foi o primeiro do G4 a se despedir da briga pelo caneco, mas pode ter como consolo a liberdade para disputar a vitória no GP do Brasil. Foi o que restou.

Voltemos agora ao pódio para falar da estréia de Heikki Kovalainen na festa do champanhe. O finlandês obteve um louvável segundo lugar, após segurar o ímpeto do compatriota Raikkonen. Amadureceu muito na temporada e merece ser mantido no time francês em 2008. Só falta saber ao lado de quem — Nelson Ângelo Piquet ou Fernando Alonso.

Já Rubens Barrichello, coitado, nem mesmo na chuva conseguiu se sobressair. Chegou em décimo, atrás de uma Spyker e uma Toro Rosso, permanecendo zerado no certame. Está apagado, não fazendo jus a mais um ano na categoria.

Só faltam China e Brasil. Será que ainda teremos a decisão em Interlagos? Creio que sim. Será aqui a confirmação do título do primeiro negro a correr na F-1, Lewis Hamilton.

sábado, 29 de setembro de 2007

Desrespeito escrachado

Lamentável a atitude da TV Globo com todos aqueles que ficaram acordados até às 2h da madrugada, achando que assistiriam ao vivo à transmissão do treino classificatório para o GP do Japão. Pura ingenuidade a nossa.

Perdemos 11 minutos da primeira parte da sessão, graças ao programa do Jô. Mas a decepção maior viria depois, com a estúpida pretensão dos globais em transmitir o ensaio desde o princípio, como se tudo estivesse acontecendo naquele instante.

Fomos tratados como bestas, essa é a verdade. Seres que, infelizmente, não temos outra opção de escolha na TV aberta para poder acompanhar a Fórmula 1. A sorte na madrugada, digna de elogios, foi a transmissão da rádio Jovem Pan, que respeitou seus ouvintes na cobertura do treino efetivamente ao vivo.

Quanto a Globo, por mais críticas que receba, dificilmente mudará sua postura ignorante para com os telespectadores. Não foi a primeira vez que agiu assim e nem será a última. Aliás, recordo-me de uma atitude semelhante de três anos atrás. Era o GP da Bélgica, que coroou o sétimo e último título de Michael Schumacher.

Naquele domingo, no mesmo horário da corrida, a seleção masculina de vôlei jogou a final da Olimpíada de Atenas. Qual foi a prioridade? O time de Bernardinho, claro! A Fórmula 1 e o heptacampeonato do alemão ficaram em segundo plano, sendo exibidos em VT, com a mesma tática de forjar um ao vivo.

E depois eles ainda têm coragem de encerrar as transmissões com uma ridícula declaração de “obrigado pelo carinho e pela audiência”. Um deboche nojento esse!

Olha eu aqui!


Dupla prateada sai na primeira fila em Fuji

Nas últimas semanas, a grande imprensa especializada em automobilismo teve três grandes focos na Fórmula 1: Fernando Alonso e sua indecisão sobre mudar ou não de equipe em 2008, Kimi Raikkonen e o sprint final na luta pelo título e Felipe Massa, ligado a especulações que o colocavam na Toyota para a próxima temporada.

Sentiu falta de alguém? Lewis Hamilton. Apesar de ter ficado longe de discussões mais severas nesse período, bastou chegar o final de semana do GP do Japão para o jovem bretão colocar as mangas de fora.

Primeiramente ao dizer que a McLaren estava mesmo ao seu lado e Alonso não tivera adotado uma postura respeitosa à equipe. E, o que é mais importante: com a pole-position anotada no finalzinho do treino classificatório.

Esse resultado é relevante para o campeonato. É verdade que a diferença entre Hamilton e Alonso foi de apenas 0,070s, mas certamente dará alguma vantagem ao inglês durante a prova, caso pule na dianteira na largada e as condições de tempo e pista estejam boas - sendo que essa segunda parte não deve acontecer.

Caso saia do Japão com uma vitória, Lewis voltará a ter, pelo menos, quatro pontos de frente no Mundial de Pilotos. Isso significa que dependerá de mais uma vitória e um segundo lugar nas duas últimas provas para ser campeão, independentemente do que fizer Alonso. Pode parecer pouco, mas qualquer vantagem a essa altura do campeonato é representativa.

Comentário breves:

- Fantástico desempenho de Jenson Button no treino encharcado de Fuji. Colocar a Honda em sétimo lugar no grid - que se transforma em sexto com a punição de Rosberg - foi um feito.

-Aliás, dos alemães, apenas Ralf continua decepcionando. Afinal, Heidfeld foi o primeiro fora do universo McLaren e Ferrari, Vettel levou a Toro Rosso à superpole e largará em oitavo, Rosberg seria o sexto se não tivesse trocado motor e Sutil, 20º, continua muito melhor que o parceiro.

- Os momentos de falta de motivação de Felipe Massa (julgo que o GP do Japão seja um deles) podem prejudicar seriamente a situação dele na Ferrari. Superado novamente por Kimi Raikkonen, creio que seria a hora de mostrar serviço para começar 2008 em alta.

- Não é possível compreender o que acontece com o Wurz, mais uma vez degolado na primeira sessão. Ou melhor, é sim: braço duro.

- Se chover, cravo um pódio de Alonso, Raikkonen e Hamilton no GP do Japão. Se o tempo estiver firme, Hamilton, Alonso e Massa.

Grid de Largada para o Grande Prêmio do Japão

1) Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - 1:25.368
2) Fernando Alonso (ESP/McLaren-Mercedes) - 1:25.438
3) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) - 1:25.516
4) Felipe Massa (BRA/Ferrari) - 1:25.765
5) Nick Heidfeld (ALE/BMW Sauber) - 1:26.505
6) Jenson Button (ING/Honda) - 1:26.913
7) Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) - 1:26.914
8) Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso-Ferrari) - 1:26.973
9) Robert Kubica (POL/BMW Sauber) - 1:27.225

10) Giancarlo Fisichella (ITA/Renault) - 1:26.033
11) Heikki Kovalainen (FIN/Renault) - 1:26.232
12) David Coulthard (ESC/Red Bull-Renault) - 1:26.247
13) Jarno Trulli (ITA/Toyota) - 1:26.253
14) Vitantonio Liuzzi (ITA/Toro Rosso-Ferrari) - 1:26.948
15) Ralf Schumacher (ALE/Toyota) - sem tempo
16) Nico Rosberg (ALE/Williams) - 1:26.728*

17) Rubens Barrichello (BRA/Honda) - 1:27.323
18) Alexander Wurz (AUT/Williams-Toyota) - 1:27.454
19) Anthony Davidson (ING/Super Aguri-Honda) - 1:27.564
20) Adrian Sutil (ALE/Spyker) - 1:28.628
21) Takuma Sato (JAP/Super Aguri-Honda) - 1:28.792
22) Sakon Yamamoto (JAP/Super Aguri-Honda) - 1:29.668

*Perdeu dez posições no grid por trocar o motor