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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Adaptação para crise e sayoonara inesperado

E agora, José?
a festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
a equipe quebrou,
a Honda se mandou,
e agora, José?
e agora, Barrichello?
e agora, Senna?
e agora, Petrobrás?
e agora Fórmula 1?

Está sem um time,
está sem discurso,
está sem um emaranhado de dinheiro,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
testar à exaustão já não pode,

E agora, Button?
e agora, demais equipes?
e agora, futuro?

O que será do futuro?
o que será de 2009?
e agora?

A crise chegou,
a festa acabou,
e quem não estava acordado para este novo cenário da Fórmula 1 acordou.

A coisa está feia; muito mais que os carros de 2009. Por isso, só nos resta apelar para um dos clássicos de Carlos Drummond de Andrade. E agora? A Honda está fora da categoria e muita gente teve seu destino fortemente afetado por esta notícia inesperada. O jeito é esperar a poeira abaixar e ver no que tudo isso vai dar. Com ou sem rimas.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Privilégio muito bem aproveitado na estréia

Com o sobrenome de peso e alto prestígio que ostenta, era de se esperar uma maior atenção da Honda e também da mídia a Bruno Senna nesta semana de “vestibular” promovida pela equipe japonesa no circuito de Barcelona, na Espanha.

O sobrinho do tricampeão andou sempre após Lucas Di Grassi nas sessões de treinos, o que na prática representou melhores condições da pista — mais limpa e emborrachada — e um acerto mais evoluído do carro para alcançar bons tempos no cronômetro.

Até nos capacetes houve uma visível distinção dos pilotos, já que no de Bruno foi colocado o símbolo do time nipônico e no de Lucas nenhuma marcação. Ah, mas o Di Grassi tem vínculos com a Renault. Pois é, um bom argumento. Só que se fosse assim, não era para ele usar sequer um blusão da Honda, como foi flagrado e fotografado nesses dias.

Independente de algum tipo de privilegio que possa ter recebido, Senna exibiu na pista que tem mais do que um sobrenome forte. Fosse ruim, podiam dar a maior canja do mundo ao rapaz que os tempos não viriam e os erros seriam notados.

No entanto, o atual vice-campeão da GP2 andou bem e de forma limpa nos dois dias de testes que teve para mostrar o que sabe e derrotou Di Grassi neste chamado processo seletivo.

Os dois pilotos, na verdade, mostraram-se merecedores de uma vaga na categoria. Pena não haver espaço para ambos neste momento. Talvez nem para Senna como titular em 2009, afinal começa a ecoar nos bastidores uma possível permanência de Rubens Barrichello. De qualquer maneira, ficou a impressão de que o Brasil pode ter novos ídolos no futuro.

No caso de Bruno, as cores que carrega em seu capacete certamente já mexeram com o emocional de muita gente nesta semana. Sensação de saudade, esperança e lembrança de muitas vitórias.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Farol muda de endereço

Ah, esses caras da Honda... Tanta coisa boa para copiar da Ferrari, como as barbatanas da asa dianteira ou os apêndices pontiagudos localizados à frente do cockpit, e resolvem imitar o não confiável sistema eletrônico de luzes para os pit-stops, usado até o GP de Cingapura pela escuderia italiana como substituto do tradicional e eficaz pirulito.

Não seria melhor terem destinado o tempo de desenvolvimento deste dispositivo para pensar em alguma novidade do carro de 2009?

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Novo conceito híbrido

Se na Fórmula 1 os resultados deixam a desejar, nas ruas o trabalho da Honda é primoroso. Prova disso está no novo modelo Insight, carro híbrido da fabricante a ser apresentado no Salão do Automóvel de Paris, entre os dias 4 e 19 de outubro.

O veículo dispõe do chamado sistema IMA (Motor de Assistência Integrado na tradução para o português), que utiliza como principal fonte de energia o motor a gasolina de baixa emissão de poluentes, auxiliado por outro elétrico.

Além do novo visual inspirado no FCX Clarity, carro da Honda movido à célula de combustível, o Insight traz outras melhorias em relação ao modelo anterior. Uma das principais está no seu interior, agora com espaço para cinco ocupantes — a primeira versão comportava apenas duas pessoas.

Segundo a montadora, o veículo começará a ser vendido no primeiro semestre de 2009. Inicialmente, atingirá os mercados europeu, norte-americano e japonês. A fabricação ocorrerá na Unidade de Suzuka, onde também é produzido o Honda Civic híbrido.

A meta da Honda é transformar o Insight no modelo mais acessível da categoria, graças à redução de custos que conseguiu para alguns componentes do sistema IMA. Estima-se comercializar 200 mil unidades por ano.

Trabalho sério dos japoneses

Em mais um ano de resultados medíocres, por que não chutar o balde de vez ao invés de perder tempo na fábrica e nos laboratórios para tentar evoluir o carro, afinal restam apenas cinco corridas para o encerramento da temporada, não é mesmo?

Portanto, que gastem as horas com promoções como a feita nesta terça-feira, quando convidaram Riccardo Patrese para um dia de testes na pista de Jerez de La Frontera com o modelo RA107, utilizado no último certame.

Há 15 anos sem pilotar um Fórmula 1, o italiano parecia uma criança no circuito espanhol, o qual percorreu com o tempo de 1min30s210 em sua melhor volta. Um giro 11s826 mais lento que o estabelecido por Heikki Kovalainen, de McLaren, no último teste coletivo da categoria neste traçado.

Será que Patrese ficou aborrecido por andar com um dos piores carros do grid? Certamente não. Essa chateação deveria incomodar Rubens Barrichello, Jenson Button e a todos os integrantes da Honda, que supostamente estão ralando o coco para construir uma máquina de verdade para 2009. Alguém duvida disso?

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Fim de jejuns

Rubens Barrichello não subia no pódio desde o GP dos EUA de 2005. Um jejum de três anos e 54 corridas que se encerrou com a conquista do terceiro lugar na etapa de Silverstone.

A Honda, por sua vez, ficou um ano e meio longe da cerimônia de premiação. O último pódio da equipe japonesa foi obtido por Jenson Button no GP do Brasil de 2006, prova que completou na terceira posição.

Com oito temporadas em seu currículo, a escuderia nipônica acumula somente nove pódios na Fórmula 1, sendo três vitórias, um segundo lugar e cinco terceiros. Para ampliar este saldo em 2008, provavelmente só mesmo com uma nova corrida maluca.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Peças novas

Semana de testes coletivos, espaço para novidades nos monopostos. Em Silverstone, Honda e Force India foram as equipes que avaliaram novos componentes perceptíveis a olho nu, digamos assim.

O time japonês utilizou um bico mais baixo e curvado no modelo RA108, enquanto a escuderia indiana instalou no VJM-01 a versão “bigorna” da carenagem que encobre o motor, moda criada pela Red Bull e copiada por Renault, Toro Rosso e Williams. Uma das soluções mais bizarras dos últimos tempos.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Nova versão de calota

Um dos grandes baratos dos testes coletivos da Fórmula 1 é poder observar os novos artefatos desenvolvidos pelas equipes. Asas, apêndices aerodinâmicos, sempre há algum aparato diferente para se estudar.

A Honda, por exemplo, levou para a pista de Barcelona, nesta semana, uma nova calota dianteira para o modelo RA108. Um tanto quanto esquisita, mas que deve ter seu propósito evolutivo; ao menos na teoria.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Novas versões de orelhas

A solução está nas orelhas. Pelo menos é o que a Honda tem demonstrado nos testes coletivos desta semana em Paul Ricard, na França. Em dois dias de trabalhos, a equipe japonesa avaliou dois novos formatos para o dispositivo que instalou sobre o bico do modelo RA108.

O apêndice usado ontem no carro de Alexander Wurz era vazado, parecendo-se com duas asas de cisne. Já o utilizado nesta quinta-feira por Jenson Button assemelhou-se mais — nas extremidades —com as aletas que os times costumam usar nas laterais dos bólidos.

Na quarta-feira, Wurz foi o sétimo colocado entre os dez pilotos que treinaram. Hoje, Button ficou com o quinto tempo, desta vez num ensaio que teve 11 carros na pista francesa.

O mais veloz ontem foi Lewis Hamilton, com a marca de 1min05s600. Hoje, Kimi Raikkonen ocupou a ponta da tabela ao cravar 1min05s381.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Separados no nascimento?

Será que a Honda vai conseguir o absurdo de fazer uma temporada mais horrorosa que a do ano passado? Considerando os resultados dos testes de inverno, podemos dizer que há uma boa chance da equipe alcançar este êxito bizarro.

Para evitar uma catástrofe, o time japonês já avisou que treinará sozinho em Jerez de La Frontera, na próxima semana, para avaliar novos componentes mecânicos e aerodinâmicos no pouco convincente RA108, modelo que mais parece uma evolução do carro utilizado pela extinta Arrows no mundial de seis anos atrás.

Dêem uma olhada na imagem, reparem na semelhança das asas dianteira e traseira. Vale lembrar que a escuderia dos monopostos alaranjados foi comprada pela Super Aguri, filial da Honda. Seria esse então o motivo da similaridade dos carros? Melhor pensar que não.

Para o bem de Rubens Barrichello e Jenson Button, tomara que as novas soluções a serem testadas na Espanha mudem não apenas o visual do bólido, mas principalmente o seu desempenho, hoje muito aquém de possibilitar os pilotos de brigarem por um mísero ponto sequer.

Um papelão para uma marca como a Honda.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Honda: Ano de transição a caminho

Apagar a temporada 2007 da história da montadora. Esse seria o grande desejo da Honda, que após um período de crescimento entre 2004 e 2006, ano em que venceu pela primeira vez como equipe de fábrica, com Jenson Button, no GP da Hungria, amargou as últimas filas do grid em quase todas as provas.

Segundo os engenheiros do time, o grande problema do “Carro Ecológico” – apelido dado graças à pintura do RA107, baseada nas cores e no desenho do planeta Terra – era a falta de velocidade do bólido nas retas, onde, segundo diziam, “era como se houvesse um para-quedas se abrisse antes que se alcançasse maiores velocidades”.

A chegada do renomado Ross Brawn para comandar o desenvolvimento do RA108 é considerada um alento para quem viveu dias tão difíceis em 2007. Sabe-se que o trabalho não será fácil, e inocentes serão aqueles que pensarem que a Honda voltará aos melhores momentos rapidamente. Na verdade, 2008 deverá ser a temporada em que a equipe que um dia já aspirou ser grande retome sua dignidade.

16) Jenson Button (Inglaterra)
28 anos
135 GP’s disputados
3 Pole-Positions
1 Vitória
15 Pódios
0 Melhores Voltas
229 pontos
Estréia em 2000 (GP da Austrália)


Terá a eterna promessa inglesa se recuperado do baque de ser abafado pelo fenômeno Lewis Hamilton? Em caso positivo ou negativo, existe uma certeza: Jenson começará a temporada como número um dentro do time, o que lhe propiciará alguns privilégios e uma quantidade maior de pressão do que seu parceiro.

Sabe-se também que, caso o projeto da Honda de voltar ao topo não vingue, Button poderá procurar uma nova equipe para 2009, pois os anos em que o britânico, teoricamente, deveria viver o ápice da carreira, estão passando.

17) Rubens Barrichello (Brasil)
35 anos
250 GP’s disputados
13 Pole-Positions
9 Vitórias
61 Pódios
15 Melhores Voltas
519 Pontos
Estréia em 1993 (GP da África do Sul)

Por mais que negue, Rubens Barrichello poderá mesmo ter em 2008 a sua última temporada na Fórmula 1, aquela na qual Barrichello quebrará o recorde de maior número de GP’s disputados. Apesar de ser uma marca expressiva, não é bem aquela que Barrichello esperava alcançar quando estreou na categoria, há 16 temporadas.

O eterno número 2 de Michael Schumacher teve de amargar em 2007 o pior ano desde que estreou na Fórmula 1, sem marcar um ponto sequer. Com a chegada de Ross Brawn, com quem já trabalhou na Ferrari, Rubens poderá ter algum tipo de respiro, ao menos para ter um ano digno em termos de resultado.

TD) Alexander Wurz (Áustria, 33 anos)

Não era este mesmo Alexander Wurz que havia anunciado a aposentadoria em 2007, depois de uma temporada terrível pela Williams? Ele mesmo. Mas a experiência do austríaco foi um ponto extremamente importante para que a Honda acertasse com o ex-piloto de testes também da McLaren.

TD) Mike Conway (Inglaterra, 24 anos)

Surgiu com grande alarde na F-3 Inglesa, em 2006, quando rivalizou com Bruno Senna e levou a melhor sobre o brasileiro, faturando o título. Entretanto, fez um mau ano na GP2 em 2007 e tentará recuperar a credibilidade na categoria neste ano. Nas horas vagas, certamente aprenderá muito quando estiver testando o RA108.

TD) Luca Filippi (Itália, 22 anos)

Mais jovem e menos badalado do que Conway, mostrou-se mais rápido que o inglês em 2007, na GP2. O grande problema relacionado a Filippi é o fato de ser reconhecidamente estabanado e, muitas vezes, jogar bons resultados no lixo. No mais, tem grande apoio em seu país de origem, de modo que certamente terá o nome fortalecido na busca por um cockpit titular em 2009.

Ficha Técnica da Equipe

Primeiro GP: 1964 (Alemanha)
GP’s Disputados: 70
Vitórias: 3
Poles: 2
Pontos: 140
Melhores Voltas: 2
Títulos de Pilotos: 0
Títulos de Construtores: 0

Cúpula

Chefe de equipe: Ross Brown
Diretor técnico: Shuhei Nakamoro
Projetista-chefe: Jörg Zander
Chefe de aerodinâmica: Loïc Bigois
Engenheiro de corrida (Button): Andrew Shovlin
Engenheiro de corrida (Glock): Jock Clear

Patrocinadores Principais: Fila, NGK, Ray-ban, Seiko.

Grau de Força: Não fazer papelão mais uma vez.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Triste reputação de um brasileirinho

Rubens Barrichello na Super Aguri? Difícil de acreditar na informação trazida nesta semana pela revista “F1 Racing”, que publicou uma reportagem sobre o possível rebaixamento do piloto para o time satélite da Honda, em função de sua má performance no ano.

É verdade que o brasileiro encerrou a temporada — a pior de sua carreira — sem um mísero pontinho sequer, enquanto Jenson Button conseguiu seis tentos para o time japonês. Esse seria, realmente, um bom argumento para deixar Rubens contra a parede.

Contudo, que moral a Honda teve para exigir algo de seus contratados no recém-findado campeonato? Construiu um carro medonho, uma verdadeira draga, apesar dos muitos milhões de dólares disponíveis em seu orçamento. Apanhou da própria Super Aguri em muitas corridas, mas não porque a filial dispunha de pilotos geniais, e sim pelo fato de ter um monoposto um pouco melhor.


Barrichello, por sua vez, mostrou em 2007 que não é nenhum sujeito excepcional. Trata-se somente de um bom competidor, que desde os tempos de Jordan foi tratado como o Rubinho, o pé de chinelo, o número 2. Até mesmo em comerciais, como este abaixo da Pepsi, veiculado em seus primeiros anos de Fórmula 1.


Mesmo assim, Rubens merece ter seu contrato com a Honda respeitado para correr por mais um ano. Mas se por acaso a Super Aguri tiver novamente um carro melhor, então valeria a pena ser rebaixado.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Expressão que diz tudo

Triste parece ser o melhor adjetivo para retratar o momento nebuloso pelo qual Rubens Barrichello está passando na Honda. Já se foram 12 etapas e nada do brasileiro marcar um mísero pontinho. Restam agora mais cinco provas para ele tentar sair do branco e evitar esta mancha deprimente para seu currículo, afinal, nem mesmo nos tempos difíceis em que correu por equipes pequenas Rubens fechou o ano zerado. Situação muito ingrata vive esse rapaz.

Histórico de pontos de Barrichello na F-1:
2007: 0 (Honda)
2006: 30 (Honda)
2005: 38 (
Ferrari)
2004: 114 (Ferrari)
2003: 65 (Ferrari)
2002: 77 (Ferrari)
2001: 56 (Ferrari)
2000: 62 (Ferrari)
1999: 21 (Stewart)
1998: 4 (Stewart)
1997: 6 (Stewart)
1996: 14 (Jordan)
1995: 11 (Jordan)
1994: 19 (Jordan)

1993: 2 (Jordan)

quinta-feira, 19 de julho de 2007

O dia do fico; por mais um ano

Experiente e com vontade de acelerar.

Rubens Barrichello anunciou nesta quinta-feira a renovação de seu contrato com a Honda por mais uma temporada. Aos 35 anos, o mais experiente competidor da atualidade se encaminha para se tornar o recordista em número de GPs disputados, superando a marca de 256 largadas pertencente ao italiano Riccardo Patrese.

Considerando um calendário de 19 etapas para o próximo ano, o brasileiro chegaria à expressiva contagem de 272 provas no currículo. Para muitos críticos do Rubinho — diminutivo com o qual jamais me simpatizei —, pode até ser uma façanha de pouca importância. No entanto, é digna de enorme respeito.

Rubens é um sujeito de grande talento, que sempre levou minha admiração. Em 15 temporadas na F-1, passou por quatro equipes (Jordan, Stewart, Ferrari e Honda), conquistou nove vitórias, 13 pole-positions, 61 pódios 15 voltas mais rápidas, 519 pontos e dois vice-campeonatos (2002 e 2004). Só lhe faltou o título, infelizmente.

Assim como muitos outros bons pilotos, como o austríaco Gerhard Berger, que foi parceiro de Ayrton Senna na McLaren, Barrichello teve o azar de estar no lugar certo, mas na hora errada. Quando entrou na Ferrari, topou com o melhor piloto do mundo achando que teria condições de vencer o duelo. Errou feio.

Apesar da triste realidade, Rubens obteve ótimos momentos de destaque e atuações brilhantes, nas quais nem mesmo Michael Schumacher foi capaz de superá-lo. As vitórias em Hockenheim (2000) e Silverstone (2003), além do papelão da Áustria 2002 são os melhores exemplos disso.

Sem falar também das empolgantes corridas em Interlagos que, lamentavelmente, jamais culminaram num lugar mais alto do pódio por culpa do azar. E aqui não dá para esquecermos a edição de 2003, em que Barrichello abandonou por pane seca, quando ocupava a liderança.

Para mim, contudo, a prova brasileira de 1999 registrou a melhor exibição do piloto em casa. Afinal, largou em terceiro e na frente de Michael Schumacher com o carro da Stewart, liderou 24 voltas e estava em terceiro quando — coitado — teve o motor Ford estourado.

Barrichello pagou muito caro pela morte de Ayrton Senna. Não bastassem os brasileiros depositarem nele as esperanças de continuidade das manhãs felizes de domingo, ele por vontade própria vestiu e assumiu o compromisso de carregar esse fardo. Foi, a meu ver, o maior dos dois grandes erros de sua carreira.

O segundo vacilo foi ter se acomodado por longos cinco anos como capacho de Schumacher. Deveria ter saído antes do conto de fadas que só ele enxergava de ser campeão numa escuderia 100% dedicada a um primeiro piloto; que era o alemão.

Na Honda desde o ano passado, Barrichello vem enfrentando uma fase nebulosa de resultados. Em 2005, passou em branco em conquistas de pódio. Mesmo tendo andado melhor que o companheiro Jenson Button em várias provas, foi o inglês que alcançou a primeira vitória do time japonês, no GP da Hungria, e o terceiro lugar nos GPs da Malásia e Brasil.

No certame atual, com o lixo de monoposto construído pelos nipônicos, a situação é ainda pior, com nenhum ponto somado em nove corridas, contra um de Button. Mas todos na Honda acreditam em significativas melhoras em 2008, provavelmente o ano da despedida de Rubens na Fórmula 1.

Torço para que o brasileiro tenha um bom carro em mãos, quem sabe para alcançar a sua última vitória e a derradeira pole-position. Seriam conquistas merecidas para este rapaz que, se esteve longe de ser o melhor brasileiro na categoria, ao menos foi o melhor entre os não campeões de nosso país.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Se pudéssemos ser iguais...

Um possível diálogo para esta foto:

Barrichello: “Olha, Jenson. Esse sim sabia correr”.
Button: “Por que será que não conseguimos fazer o mesmo...?”.

Rubens Barrichello e Jenson Button foram dois entre as milhares de pessoas que foram ver a exposição Monaco Senna Celebration, evento feito em homenagem aos 20 anos da primeira vitória do tricampeão de F-1 nas ruas do Principado.

Ayrton venceu seis vezes no tradicional circuito monegasco, é até hoje o piloto que mais brilhou nesta etapa. Já a dupla da Honda tem o segundo lugar como melhor resultado em Monte Carlo.

Neste ano, contudo, sequer pontuaram. Amargaram a décima e 11ª posições, com o brasileiro à frente do inglês. Conseguiram a façanha de terminar atrás de Scott Speed, que corre pela modesta Toro Rosso.

Será que farão algo de bom nesta temporada?

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Soluções mirabolantes

As orelhas de elefante da Honda e a prateleira da McLaren foram, sem dúvida alguma, os dois principais destaques visuais desta semana nos testes da Fórmula 1 em Barcelona, na Espanha.


Ambas as soluções bastante interessantes, a meu ver, mas nenhuma tão radical como a utilizada pela já extinta Arrows nos treinos livres do GP de Mônaco de 2001. Lembram-se?

O aparato aerodinâmico, ou apêndice como se costuma dizer atualmente, foi vetado pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo), que o considerou um risco à segurança dos pilotos pelo fato de atrapalhar a visão.

Convenhamos: Andar a 300 km/h pelas estreitas ruas do Principado e com um trambolho instalado a sua frente não deve ser nada fácil. Enfim, fica aqui a lembrança desta peça curiosa.

Voltando ao presente... A McLaren confirmou que utilizará a nova asa dianteira nos carros de Fernando Alonso e Lewis Hamilton na próxima etapa do Mundial, o GP da Espanha. Já os japoneses do “Planeta Honda” nada falaram sobre o uso da engenhoca que lembra as orelhas do Dumbo, aquele elefantinho da Walt Disney.

E pobre equipe, pois nem mesmo nas comparações consegue se sair bem. Ou será que alguém já viu um elefante veloz? Ao menos não foram buscar semelhança em uma tartaruga; e é melhor pararmos por aqui!

quinta-feira, 1 de março de 2007

Pensamentos opostos

O grid do GP da Austrália reunirá os carros de duas equipes que, neste momento, têm visões de mundo completamente distintas. A Honda, com seu carro “Planeta Terra”, pretende disseminar a mensagem de preservação do meio-ambiente, uma brilhante estratégia de marketing do time, surgida numa época em que os assuntos de aquecimento global estão de fato acalorados e precisam, sim, serem discutidos pelas nações.
Já a Ferrari alinhará os bólidos vermelhos de Felipe Massa e Kimi Raikkonen com a estampa subliminar do patrocínio da Marlboro, uma espécie de código de barras para disfarçar — mas nem tanto — o logotipo da gigante empresa tabagista, a Phillip Morris. Toda essa operação, destaque-se, realizada no ano que em a categoria passa a proibir as propagandas de cigarros.

A escuderia italiana, contudo, não parece dar a mínima para as regras do jogo, tampouco para os malefícios à saude causados pelo cigarro. Prova disso foi observada nos últimos testes coletivos da pré-temporada 2007, realizados nesta semana no Bahrein, onde os monopostos de Maranello desfilaram velozmente com as inscrições de tabaco. Além dos carros, os pilotos com seus macacões e capacetes.

Pior do que isso foi a declaração dada por Luca Colajanni nesta quinta-feira. O porta-voz da equipe informou que a Ferrari competirá com a pintura completa onde e quando for apropriado. Tudo dependerá das leis locais de cada corrida e, segundo ele, uma variedade de outros motivos.

Para a etapa australiana será muito difícil o time correr sem o disfarce, pois o governo local, por meio da Secretaria do Ministério da Saúde, já se expressou sobre a polêmica: “Eventos esportivos, como a corrida de Fórmula 1, não poderão carregar propagandas tabagistas”.
Em matéria de competição, a Ferrari está perfeita e, com base nos resultados dos treinos, na condição de favorita para este início de campeonato. Mas é só. As palmas vão para a Honda, de Rubens Barrichello e Jenson Button, e sua campanha de conscientização ambiental.