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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Mais uma peça montada

A BMW anunciou nesta segunda-feira a permanência de seus dois pilotos para a temporada 2009 da Fórmula 1. Atitude mais do que certa em relação a Robert Kubica, mas um tanto questionável no que diz respeito a Nick Heidfeld. Mesmo tendo o alemão melhorado bem suas apresentações nesta fase final do campeonato.

Interessante mesmo teria sido a ida de Fernando Alonso para a equipe alemã, um grupo em franca ascensão que pode dar o bote nas principais escuderias nos próximos anos. Ao lado do polonês narigudo, o espanhol formaria uma das duplas mais fortes do grid. Formaria, porque no time bávaro tudo segue como está.

Para Alonso e a onda de rumores, restam agora três possibilidades para o certame que vem: permanecer na Renault, transferir-se para a Honda ou de repente para a Toro Rosso. Um palpite? Continua com os franceses e segue alimentando o sonho de, um dia, correr na Ferrari.

O quebra-cabeça de 2009 está quase montado. Por enquanto, com apenas um brasileiro garantido: Felipe Massa.

sábado, 5 de abril de 2008

Cenas marcantes de 25 etapas

A estréia de Robert Kubica na Fórmula 1, no GP da Hungria de 2006, em substituição ao demitido Jacques Villeneuve.

O primeiro pódio, obtido no GP da Itália de 2006 ao terminar a corrida na terceira posição.
O acidente mais sério da carreira, no GP do Canadá de 2007, do qual milagrosamente escapou ileso.

No GP da Austrália deste ano, ficou a 0s155 da conquista da primeira pole-position.

Após longo jejum, enfim o segundo pódio, alcançado no GP da Malásia. Um segundo lugar que, até o momento, representa seu melhor resultado na categoria.

Festa após o treino classificatório do GP do Bahrein. A primeira pole da carreira e também de um polonês na F-1.

Polônia em festa. Pole de Kubica!

Na manhã deste sábado no Bahrein, a Fórmula 1 presenciou a primeira pole-position de Robert Kubica, a primeira de um piloto polonês, de um representante do leste europeu, e também a primeira da equipe BMW.

O magrelo espichado e de nariz avantajado é o 90º corredor da história a conseguir largar na posição de honra do grid. Feito registrado em sua 25ª corrida, aos 23 anos, 3 meses e 30 dias, o que o deixa no quinto lugar do ranking dos mais jovens a alcançar tal façanha — o recorde segue nas mãos de Fernando Alonso, com 21 anos, 7 meses e 22 dias.

BMW na frente, a 35ª equipe com pole no currículo! Além disso, o primeiro carro não Ferrari e McLaren a alinhar na ponta desde o GP da China de 2006, disputado em dia 30 de setembro, que teve a Renault de Alonso na posição 1.

Parabéns ao time e ao piloto debutantes de pole. Ambos merecem.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

BMW: Para deixar de ser promessa

Muitos se surpreenderam com a decisão da BMW, tomada no final de 2005, de terminar a parceria que mantinha desde 2000 com a historicamente vencedora equipe Williams para alçar um vôo mais alto: o de se tornar uma equipe própria. Com o apoio técnico da Sauber, a montadora alemã viveu o seu primeiro ano como time de fábrica em 2006.

Mas foi no ano passado em que a BMW deixou o grupo das equipes “médias” e se estabeleceu como uma das principais da Fórmula 1. Beneficiada com a exclusão da McLaren do campeonato de construtores, a escuderia terminou o certame numa antes impensável segunda colocação geral, apenas atrás da Ferrari.

Dessa maneira, a expectativa para a temporada de 2008 não podia ser maior para os tedescos. Ao manter e melhorar a estrutura do ano anterior – inclusive a talentosa dupla de pilotos – o chefão Mario Theissen e os outros manda-chuvas da BMW não escondem o desejo de faturar a primeira vitória já neste campeonato.

Para isso, o F1.08 foi construído tendo como base o reconhecidamente bom F1.07. Nas palavras da própria equipe, não se quis assumir riscos e fazer grandes inovações conceituais, pelo temor de colocar a perder o avanço conseguido em 2007. De qualquer forma, o que chamou a atenção de todos nos primeiros testes foi a grande quantidade de apêndices e penduricalhos que o novo bólido da BMW carregou. Se serão úteis? Respostas em 16 de março.

3) Nick Heidfeld (Alemanha)
30 anos
132 GP’s disputados
1 Pole-Position
0 Vitórias
7 Pódios
0 Melhores Voltas
140 Pontos
Estréia em 2000 (GP da Austrália)

Um dos mais regulares na última temporada, Heidfeld suportou bem a pressão de ter um companheiro badalado como grande promessa. Conseguir pódios mais freqüentes é a meta de Heidfeld e, quem sabe, a primeira vitória na categoria.

Em tempo: difícil entender como um piloto no calibre de Nick sequer teve seu nome citado na disputa do cockpit da McLaren que pertenceu a Fernando Alonso em 2007 e será ocupado por Heikki Kovalainen em 2008.


4) Robert Kubica (Polônia)
23 anos
22 GP’s disputados
0 Pole-Positions
0 Vitórias
1 Pódio
0 Melhores Voltas
45 Pontos
Estréia em 2006 (GP da Hungria)

2008 será o segundo ano completo de Kubica na categoria e chegou a hora de polonês justificar toda a badalação que recebe desde o final de 2006. Um bom começo será bater Heidfeld com mais freqüência do que no ano passado.

A propósito, apesar de alguns bons resultados, 2007 foi um ano para se lembrar muito pouco, afinal o polonês viveu uma das maiores agruras de sua carreira: o terrível acidente no GP do Canadá.

TD) Christian Klien (Áustria, 25 anos)

Ao final da temporada 2007, Klien passou por uma série de testes com a Force Índia, nos quais se saiu muito bem, em que pese não ter assegurado uma vaga no time que substituirá a Spyker. Com muita experiência, apesar da relativa juventude, deverá auxiliar no desenvolvimento do F1.08.

Ficha Técnica da Equipe

Primeiro GP: 2006 (Austrália)
GP’s Disputados: 35
Vitórias: 0
Poles: 0
Pontos: 137
Melhores Voltas: 0
Títulos de Pilotos: 0
Títulos de Construtores: 0

Cúpula

Chefe de equipe: Mario Theissen
Diretor técnico: Willy Rampf
Chefe de aerodinâmica: Willem Toet
Engenheiro de corrida (Heidfeld): Giampaolo Dall’Ara
Engenheiro de corrida (Kubica): Mehdi Ahmadi

Patrocinadores Principais: Petronas, Intel, Credit Suisse, Du Pont, Dell

Grau de Força: Top 3

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Kubica é vetado e Vettel escalado pela BMW

Alemães passam a ter cinco pilotos no grid.

Robert Kubica não gostou, até demonstrou uma certa irritação, mas a decisão dos médicos da FIA em vetar a participação do polonês no GP dos EUA foi a mais sensata que poderiam tomar.

Gary Hartstein, médico-chefe da entidade, disse que a medida foi tomada por precaução, pois um novo acidente poderia causar sérios danos cerebrais ao corredor, que ao invés de reclamar deveria continuar rezando bastante pelo fato de ter escapado inteirinho da forte batida sofrida na etapa do Canadá.

Com o afastamento provisório de Robert, quem assume o cockpit da BMW é o jovem alemão Sebastian Vettel, de apenas 19 anos. A pouca idade, contudo, não impressiona tanto como o talento que este menino demonstra possuir. É uma grande aposta dos germânicos para voltarem, um dia, ao topo do pódio. Terá, pois, a sua primeira chance de mostrar um bom serviço e aproveitando o bom momento vivido por sua equipe, segunda colocada na corrida de Montreal.

Será importante também ficar atento às reações das escuderias quanto à estréia de Vettel; a Red Bull em especial, que já admitiu o interesse de contratar o piloto — que, aliás, dispõe de um forte patrocínio da fabricante de energéticos — num futuro próximo, a princípio em 2009.

Esta será, ainda, a primeira mudança no grid da F-1 nesta temporada. Outras estão por vir? Bom, deixemos esta discussão para um outro momento. Para encerrar, fica o destaque para a quantidade de alemães que largarão para a corrida estadunidense. Serão cinco: Nick Heidfeld, Nico Rosberg, Ralf Schumacher, Adrian Sutil e o novato Sebastian.

Embora nenhum tedesco tenha vencido neste ano, continuamos acompanhando um esporte no qual só dá alemão.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

O microfone é seu, Kubica!

Estas foram as primeiras declarações de Robert Kubica à imprensa, após o forte acidente que sofreu no GP do Canadá, no fim de semana. A matéria saiu na edição de hoje do jornal alemão “Bild”.

“Eu estava muito próximo do Jarno (Trulli) e queria ultrapassá-lo pelo lado direito, enquanto fazíamos uma curva que era para a esquerda. Foi quando toquei na Toyota dele e perdi a asa dianteira, que ficou presa nos pneus e me fez perder o controle do carro. Depois disso, eu saltei sobre a zebra e voei em direção ao muro.

Tudo aconteceu muito rápido, mal consegui pensar em alguma coisa. Só tive tempo de tirar as mãos do volante e colocá-las sobre o peito. Percebi que estava vivo quando vi os fiscais de pista se aproximarem de mim. Tentei me movimentar e notei que estava tudo OK. Não perdi a consciência, como muitos pensaram. Talvez por um brevíssimo instante, mas eu consigo me lembrar muito bem de tudo que aconteceu.

Não sinto nenhuma dor, estou com a cabeça bem tranqüila e concentrado no meu trabalho. Meus tornozelos não estão completamente bons, é verdade, mas eles não me incomodam. Os médicos da FIA decidirão se eu poderei correr nos EUA. Da minha parte, espero estar no grid.

Aproveito também para agradecer a alguém lá do céu, pois é completamente inexplicável como eu consegui sair do carro sem ter ao menos quebrado um dedo. Se essa batida tivesse acontecido dez anos atrás, as conseqüências teriam sido muito piores e eu talvez não estivesse mais aqui”.

A lógica é que Kubica fique “de molho” até o GP da França, marcado para 1º de julho. Por mais que o polonês não tenha se machucado, seus sentidos ainda precisam de um tempo para voltar ao status de 100%. E outra: já pensou se ele sofre algum outro incidente em Indianápolis? Quem responderia por isso?

Que a BMW acione, portanto, um de seus pilotos de testes: os alemães Timo Glock e Sebastian Vettel. Eu escolheria o segundo, afinal, é tido como a mais nova promessa alemã do esporte a motor. Ótima hora para dar uma chance ao menino.

terça-feira, 12 de junho de 2007

Devemos acordar para a realidade?

“Todo piloto de Fórmula 1 deve estar preparado para uma eventual fatalidade nas pistas, apesar da constante e intensa evolução da segurança que cerca os carros e os circuitos. As pessoas não devem criar ilusões diante dos riscos existentes nas corridas, pois um dia a morte voltará a atormentar a categoria. É uma questão de tempo”.

Esta foi a declaração de James Penrose, engenheiro de segurança da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), em entrevista ao jornal alemão Die Welt desta terça-feira. A causa dessa fria análise, claro, foi a assustadora batida do polonês Robert Kubica no GP do Canadá.

De fato, correr a mais de 300 km/h significa estar sujeito a acidentes, é um risco do esporte. Mas também é uma grande e feliz verdade o fato de que a segurança tem sido extremamente eficaz para preservar a vida dos corredores. Que continue sempre assim, portanto.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Cenas inesquecíveis para os meninos

Lewis Hamilton e Robert Kubica. Dois meninos de 22 anos, jovens pilotos muito talentosos que jamais se esquecerão do GP do Canadá de 2007. Um sentiu pela primeira vez na vida o doce gostinho de vencer na Fórmula 1. Já o outro nasceu de novo ao escapar ileso de um acidente apavorante.

A sensação ao ver o carro da BMW se chocar contra o muro de Montreal e a seqüência de capotagens foi muito ruim — imagino que para todos que acompanharam a corrida deste domingo, em especial à família do polonês. O que dizer então de seu pai, Artur, comentarista de uma emissora de TV em seu país?

O pavor foi ainda maior ao notar os pés do piloto expostos no cockpit, que estacionou virado a pouco mais de 100 metros do local da colisão. Impossível não ter pensado no pior naquele momento, mas graças a Deus tudo não passou de um tremendo susto, decorrente de uma pancada frontal a cerca de 280 km/h.

Kubica escapou milagrosamente sem nenhuma fratura. Apenas uma torção no tornozelo direito e uma leve concussão. Deve receber alta do Hospital Sacre-Coeur ainda hoje e, segundo a mídia européia, já perguntou aos médicos se poderá correr no GP dos EUA, no próximo fim de semana. Essa, sim, a melhor de todas as notícias, pois demonstra o espírito guerreiro do corredor. Um garoto, aliás, que disputou somente 12 corridas na F-1 e já subiu uma vez no pódio.

Palmas para a braveza de Robert e, principalmente, para a segurança da categoria máxima do automobilismo. Não fosse o HANS, aquele colar de proteção para a cabeça e pescoço dos pilotos, provavelmente estaríamos comentando uma tragédia. Que este acidente, então, sirva de estímulo ainda maior à segurança.

Passemos agora para o outro protagonista deste post, nada menos que o brilhante Lewis Hamilton, o primeiro negro a vencer uma corrida, o único estreante a subir no pódio nas seis primeiras corridas de uma temporada, o mais novo fenômeno da modalidade, um rapaz que cada vez mais aumenta sua legião de fãs graças à extrema capacidade de pilotar, além da simpatia e simplicidade como pessoa. Um verdadeiro vencedor.

O “negão” se tornou o 98º piloto a subir no degrau mais alto do pódio, em 57 anos de história da competição. Com arrojo e muita garra, assumiu a liderança isolada da classificação, com direito a oito pontos de vantagem sobre o segundo colocado da tabela, o bicampeão Fernando Alonso. Alguém duvida que Hamilton possa ser o campeão do certame atual? Eu, particularmente, não duvido mais.

Ainda restam 11 corridas para o desfecho do Mundial e muita coisa pode acontecer. Mas não custa imaginar um campeão com 22 anos de idade. O mais jovem vencedor do campeonato é Fernandinho, que levantou seu primeiro caneco com 24 primaveras e 56 dias. Será que o espanhol vai gostar de perder essa marca para seu companheiro de equipe?