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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Muitos anos de glória

FOTO: DIVULGAÇÃO/MCLAREN
Uma quarta-feira de festa para Lewis Hamilton, que completou hoje 24 aninhos. Tão jovem e tão grandioso na Fórmula 1, já que em apenas duas temporadas (35 corridas) o inglês acumulou nove vitórias, 13 pole positions, 22 pódios, 207 pontos e um título mundial.

Se mantiver a constância apresentada nos seus dois primeiros anos na categoria, em uma década pode ter mais de 40 vitórias, umas 70 poles, mais de 120 pódios e certamente outras taças de campeão no currículo.

No momento, esses números são meras suposições, mas certamente transformariam o britânico em um dos maiores pilotos da história do esporte a motor.

Hoje, Hamilton já é um nome fortíssimo no livro de recordações da F-1, mas ainda precisa de uns outros três títulos — pelo menos — para chegar ao patamar em que se encontram Fangio, Senna, Clark, Schumacher, Prost, Lauda e outras feras do passado.

Lewis é o presente e seu futuro muito promissor. Parabéns, ao rapaz!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Rumo ao recorde do bi

FOTO: DIVULGAÇÃO/McLAREN
No primeiro post de 2009, destaque para o novo detentor do número 1 na classe máxima do automobilismo mundial. Prestes a completar 24 primaveras, Lewis Hamilton poderá tomar neste ano mais um recorde de seu desafeto Fernando Alonso.

Depois de tirar do espanhol a proeza de campeão mais jovem da Fórmula 1, o inglês da McLaren tem a chance de se sagrar em 2009 o bicampeão mais moço da história da competição.

Em 2006, o asturiano da Renault conquistou seu segundo título com 25 anos, 2 meses e 23 dias, desbancando na ocasião uma marca que pertencia a Michael Schumacher, que tinha sido bi em 1995 aos 26 anos, 9 meses e 19 dias.

Caso chegue ao bicampeonato consecutivo, Hamilton, que faz aniversário nesta quarta-feira, ainda terá 24 anos e mais uma marca de respeito em seu currículo de apenas 35 corridas.

Talento para ser apontado como um dos principais favoritos ao caneco de 2009 o britânico tem de sobra. Falta saber como estará a McLaren neste novo Mundial (bastante forte, numa primeira avaliação deste escriba).

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Sina positiva

Por oito vezes na história da Fórmula 1, campeão e vice terminaram o ano separados por apenas um ponto. Dos episódios mais recentes, Lewis Hamilton provou das duas sensações: a de perder o título por um tento e a de conquistar a taça por um mísero pontinho.

A Felipe Massa, derrotado pelo inglês por essa mínima diferença neste ano, resta a esperança de se juntar à lista daqueles que, como Hamilton, conseguiram faturar o Mundial após a "decepção" do segundo lugar na classificação.

Dos oito vices com um ponto a menos que o detentor do caneco, quatro tornaram-se campeões: Graham Hill, Niki Lauda, Damon Hill e Lewis Hamilton. Vejamos se o brasileiro da Ferrari passa a integrar essa relação nos próximos campeonatos.

Talento, postura e condições para ser campeão ele já provou que tem. De sobra.

Campeões e vices separados por um ponto:
1958: Mike Hawthorn (campeão) / Stirling Moss (vice)
1961: Phil Hill / Wolfgang Von Trips
1964: John Surtees / Graham Hill
1976: James Hunt / Niki Lauda
1981: Nelson Piquet / Carlos Reutemann
1994: Michael Schumacher / Damon Hill
2007: Kimi Raikkonen / Lewis Hamilton
2008: Lewis Hamilton / Felipe Massa

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Numerologia da decisão

- 2 pilotos chegam a Interlagos com chances de ser campeão;

- 2 é o número do carro de Felipe Massa;

- 22 é o algarismo estampado na McLaren de Lewis Hamilton;

- 2 poles tem Felipe Massa no Brasil;

- 2 pontos foi o que Lewis Hamilton somou em Interlagos no ano passado;

- 2 finlandeses podem colaborar para a definição do novo campeão;

- 2 países (Brasil e Inglaterra) que não conquistam um título há mais de dez anos;

- 2 de novembro é o dia da decisão no GP do Brasil;

- 2/11/2008. 2+1+1+2+0+0+8=14. Se dividirmos por dois, o algarismo do momento, o resultado será sete. Exatamente a vantagem de pontos que Hamilton traz pelo segundo ano consecutivo a Interlagos.

Inútil coincidência, mas que deixamos registrada!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Modéstia nada comedida

Um jovem talento, não há o que discutir. Mas muitas vezes imaturo, na pista e principalmente nas declarações. A comparação indevida que fez nesta semana foi com Senna, mas poderia ter sido com Schumacher, Prost, Lauda, Stewart... Em todos esses casos, Lewis Hamilton ainda tem muito que provar antes de se colocar no mesmo patamar dos grandes campeões.

Seria bom o britânico lembrar de cenas como a da imagem acima, flagrada no dia 7 de outubro do ano passado, na China, antes de sair falando bobagem. Acelera muito esse rapaz, mas a língua pode ir um pouco mais devagar.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

O trigésimo campeão

Seja Felipe Massa ou Lewis Hamilton o ganhador do título deste ano, a Fórmula 1 conhecerá de qualquer maneira o seu 30º campeão em 58 anos de história.

Se der o ferrarista, será o primeiro campeão brasileiro desde 1991. Se der o inglês, será o primeiro campeão de seu país desde 1996 e quebrará um jejum de nove anos sem títulos da McLaren.

Quem leva? Esperemos mais quatro corridas para saber.

sábado, 2 de agosto de 2008

Ele é 10!

A pole-position de Lewis Hamilton em Hungaroring foi a quarta do jovem britânico na temporada 2008, a décima de sua carreira. Dez poles em um ano e meio na competição, ou em 28 GPs disputados para ser mais exato. Um belo saldo no currículo deste “novato”.

Para termos noção da impressionante trajetória seguida pelo britânico, nada melhor do que compará-lo com os dois maiores ponteiros do grid na história da Fórmula 1: Ayrton Senna e Michael Schumacher.

O tricampeão, que por muito tempo deteve o recorde de 65 poles, acumulou sete em dois anos de categoria. Todas as sete alcançadas na segunda temporada do brasileiro, com a equipe Lotus.

Já Schumacher, recordista do quesito com 68 poles, demorou cerca de dois anos e meio para anotar sua primeira posição de honra no grid. Foi em seu 42º Grande Prêmio, a etapa de Mônaco de 1994.

Só neste ano, Hamilton terá mais sete provas para tentar sair de novo na frente. Terá chances de se aproximar do recorde um dia? A única certeza de momento é a de que iremos acompanhar!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

“Barbeiro” desafia tabu de Magny-Cours

Lewis Hamilton perderá dez posições no grid de largada do GP da França, penalidade imposta por ter chumbado a traseira de Kimi Raikkonen na saída dos boxes da corrida do Canadá. Na melhor das hipóteses, se fizer a pole-position, alinhará o bólido prateado no 11º lugar.

Mas e daí? No que depender da confiança do inglês, será possível vencer a etapa mesmo saindo do fundão. “Estou bem confiante de que ainda posso vencer lá”, disse o piloto nesta quarta-feira.

Cabe a ele, então, realizar a façanha que nenhum corredor alcançou até hoje: subir no degrau mais alto do pódio tendo partido do final ou até da metade do grid.

Em 17 edições da prova francesa no circuito de Magny-Cours, a pior posição de largada de um vencedor foi a de Heinz-Harald Frentzen, que faturou o GP depois de sair do quinto posto com o carro da Jordan, em 1999. Na maioria das vezes, o ganhador na França partiu do segundo lugar — em oito oportunidades, sendo mais preciso.

Quem quase conseguiu chegar em primeiro após ter largado do pelotão intermediário foi Kimi Raikkonen, em 2005. Pela troca do motor de sua McLaren, o finlandês foi punido com a perda de dez posições e alinhou em 13º. Apesar do contratempo, completou a prova em segundo, atrás apenas de Fernando Alonso.

Vejamos, na semana que vem, do que Hamilton é capaz.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

A pancada do dia

“Às vezes isso acontece”, disse Lewis Hamilton em referência ao acidente sofrido hoje no segundo treino livre do GP do Bahrein. É bem verdade o que afirmou! Aliás, a última vez que ele ficou pelo caminho durante os ensaios de sexta-feira foi na etapa da Hungria do ano passado. Dois dias depois, o inglês celebrava a terceira vitória da carreira.

sábado, 22 de março de 2008

Reencontro especial

Estão vendo os dois carros lado a lado na foto? São as McLaren de Lewis Hamilton e Fernando Alonso subindo a desafiadora curva Eau Rouge, na primeira volta do GP da Bélgica de 2007.

Tal ocasião marcou o último grande confronto entre os ex-companheiros de equipe e foi também a última vez que o espanhol largou na frente do inglês. Saiu na frente e impediu a todo custo que o desafeto o ultrapassasse após a largada. Não fosse a imensa área de escape que substituiu o guard-rail daquele trecho, a corrida do britânico teria acabado ali mesmo.

Logo mais na Malásia, os dois voltarão a se encontrar na pista, desta vez com o bicampeão correndo pela Renault. Alonso largará em sétimo, Hamilton em nono e com mais carro que o adversário. Portanto, deverá partir para o ataque logo no início.

Será que passa com tranqüilidade? O espanhol venderá fácil a posição? Respostas a partir das 4h00 do domingo!

segunda-feira, 3 de março de 2008

O favoritismo do finlandês


Campeão de 2007 e um candidato mais do que sério para o título de 2008

Em menos de duas semanas, os olhos dos amantes do automobilismo estarão voltados para Melbourne, local da primeira etapa da Fórmula 1 na temporada 2008. É verdade, os testes de pré-temporada, como sempre, foram inconclusivos em relação à possibilidade de se apontar um favorito para o título, mas arrisco dizer que o finlandês Kimi Raikkonen tem grandes chances de faturar o bicampeonato.

Naturalmente, o primeiro e mais forte fator favorável ao "Iceman" é a ótima fase que vive, fora e, sobretudo, dentro das pistas. A reação de Raikkonen na segunda metade do campeonato do ano passado foi daquelas históricas, e impediu que os pilotos da McLaren faturassem um título que parecia sacramentado.

O F2008, novo carro da Ferrari, também deverá ajudar Raikkonen a revalidar o campeonato. Segundo afirmam os próprios pilotos da categoria, a equipe italiana está lado-a-lado com a McLaren em termos de competitividade e desempenho, ambas em alto nível.

Outro diferencial para Raikkonen é justamente a maior experiência que possui na comparação com os rivais de McLaren, Hamilton e Kovalainen. Num campeonato em que o auxílio da eletrônica será reduzido, com o fim do controle de tração, Kimi desfrutará de uma vantagem, ainda que sutil, já que compete na categoria desde 2001, enquanto a dupla prateada estreou apenas em 2007.

Mas onde entra Felipe Massa nesse contexto? Essa é uma boa pergunta e para a qual, sinceramente, ainda não tenho uma resposta bem definida. O brasileiro, aliás, será uma das maiores incógnitas da temporada: será que continuará andando um pouco atrás de Kimi ou terá força e velocidade para se impor e assumir uma postura de aspirante ao título?

De qualquer forma, a princípio, não há como negar. O favorito para o campeonato que está para começar é mesmo Kimi Raikkonen.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

McLaren-Mercedes: Reconquistando a grandeza perdida

Em 42 anos de história na Fórmula 1, a McLaren nunca havia passado por nada parecido com o que aconteceu na temporada 2007, a mais negra de todos os tempos para a escuderia liderada desde os anos 80 por Ron Dennis.

As denúncias de espionagem do carro da Ferrari, numa parceria entre os engenheiros Nigel Stepney (Ferrari) e Mike Coughlan (McLaren), fizeram com que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) retirasse todos os pontos conseguidos pela equipe britânica durante a temporada.

Some-se a isso a guerra declarada de egos entre Fernando Alonso, o bicampeão, e Lewis Hamilton, a revelação, e aconteceu um imenso desastre: a perda do título de pilotos para Kimi Raikkonen e sua Ferrari na última prova do ano, o GP do Brasil, vencido pelo finlandês e no qual Alonso não pode contar com um novo motor, enquanto Hamilton errou algumas vezes durante o final de semana. Em suma, uma vergonha, perto do inexplicável.

Como se recuperar tão rapidamente e recomeçar de baixo, na luta não apenas pela conquista de vitórias, mas pela retomada da confiança dos outros times, da imprensa, dos torcedores e da própria equipe? Esse será mais um dos inúmeros destaques de 2008 da F-1.

O primeiro passo foi dado ao separar a dupla Alonso/Hamilton, antes que as faíscas se transformassem num grande incêndio. De qualquer forma, ainda há muito a ser provado pelos profissionais de Woking, inclusive quanto ao equipamento dado a Hamilton e seu novo parceiro, o finlandês Heikki Kovalainen, já que o MP4-23 foi na contramão de seu antecessor, e terá mais longo, exatamente ao contrário da Ferrari, a tradicional rival.

22) Lewis Hamilton (Inglaterra)
23 anos
17 GP’s disputados
6 Pole-Positions
4 Vitórias
12 Pódios
2 Melhores Voltas
109 Pontos
Estréia em 2007 (GP da Austrália)


O "garoto-maravilha" deixou de ser uma promessa e se transformou numa realidade. Teve o título de 2007 nas mãos, mas permitiu que escapasse, muito devido a seus próprios erros dentro da pista, especialmente nos GP's da China e do Brasil.

Mais maduro e com a incumbência de, agora, liderar a equipe dentro da pista, Hamilton sabe que não terá vida fácil. Entretanto, todos já conhecem o imenso potencial do britânico, e não será nenhuma surpresa se Lewis levantar o troféu de campeão mundial em 2008.

Em tempo: Hamilton, durante o ano de 2007, teve o seu contrato estendido pela McLaren até o ano de 2012. O salário? A bagatela de US$ 27 milhões a cada temporada, cerca de 40 vezes a mais do que o garoto ganhou no ano de estréia na categoria (US$ 700 mil).

23) Heikki Kovalainen (Finlândia)
26 anos
17 GP’s disputados
0 Pole-Positions
0 Vitórias
1 Pódio
0 Melhores Voltas
30 Pontos
Estréia em 2007 (GP da Austrália)


Depois de um péssimo começo de campanha com a Renault na última temporada, Kovalainen se recuperou e terminou o ano “voando”, inclusive marcando o único pódio da escuderia francesa, com o segundo lugar no GP do Japão.

Com a saída de Alonso da McLaren e, depois, a volta do espanhol para a Renault, Kova perdeu espaço no time francês, posto que a pressão interna para a efetivação de Nelsinho Piquet como titular era irreversível. Restou ao finlandês batalhar pela vaga na McLaren contra De La Rosa, numa disputa vencida pelo nórdico.

Ainda é cedo para se dizer se Heikki terá condições de andar próximo ou até mesmo superar Hamilton, e, caso não corresponda, o finlandês sabe que um dos mais cobiçados cockpits da categoria estará ameaçado.

TD) Pedro de La Rosa (Espanha, 36 anos)

A experiência é um fator muito importante quando se escolhe um piloto de testes. Mas Pedro de La Rosa vem sendo a escolha da McLaren há bastante tempo, sem nunca ter mostrado grande velocidade (trata-se do Luca Badoer da McLaren?). Mesmo assim, o espanhol não hesitará em colocar à disposição de Ron Dennis aquilo que tem de melhor: a fidelidade em relação ao time.

TD) Gary Paffett (Inglaterra, 26 anos)

Paffett é o típico caso do piloto que "estourou" cedo, como grande promessa, e não vingou nos monopostos. O campeão de 2002 da F-3 Alemã migrou logo na temporada seguinte para o mundo dos carros de turismo, onde construiu uma carreira sólida. Desde 2006 no time, Paffett quase foi escolhido para ser o parceiro de Alonso em 2007, no lugar de Hamilton. Cá para nós, Ron Dennis escolheu o britânico certo.

Ficha Técnica da Equipe

Primeiro GP: 1966 (Monaco)
GP’s Disputados: 630
Vitórias: 156
Poles: 133
Pontos: 3.159,5
Melhores Voltas: 134
Títulos de Pilotos: 8
Títulos de Construtores: 11

Cúpula

Chefe de equipe: Ron Dennis
Diretor de Engenharia: Paddy Lowe
Projetista-chefe: Tim Goss
Chefe de aerodinâmica: Simon Lacey
Chefe de Motores: Norbert Haug
Engenheiro de corrida (Hamilton): Phil Prew
Engenheiro de corrida (Kovalainen): Mark Slade

Patrocinadores Principais: Aigo, Diageo, Santander, Vodafone.

Grau de Força: Candidata ao título.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Contrastes no fim da corrida

Kimi Raikkonen sorrindo como nunca — nem tanto quanto seu engenheiro de corrida, Chris Dyer, mas enfim — e Lewis Hamilton sendo acolhido pelo patrão (praticamente um pai das pistas) Ron Dennis. Quem poderia imaginar um fim de temporada como esse?

Após o GP do Japão, antepenúltima etapa do Mundial, o finlandês da Ferrari ocupava o terceiro lugar da classificação com 17 pontos de desvantagem em relação ao inglês da McLaren. Terminada a prova do Brasil, o “Homem de Gelo” festejava o seu primeiro título com um tento a mais sobre o britânico.

A arrancada de Raikkonen rumo à consagração máxima do esporte teve início no GP da França, corrida que encerrou a primeira metade do campeonato. Dali em diante, conquistou oito dos nove pódios possíveis, sendo quatro vitórias. Só não completou o GP da Europa, por problemas no carro.

Hamilton, por sua vez, foi o pior dos integrantes do “G4” na segunda fase do torneio, tendo seus resultados mais fracos justamente no momento da decisão. Nunca tinha passado duas provas consecutivas sem subir no pódio. Mas eis que pintou o abandono na etapa da China, seguido do sétimo lugar em Interlagos para estragar os índices e lhe tomar o título.

Assim como em 1986, o piloto inglês conseguiu perder uma disputa praticamente vencida para quem tinha as mais remotas possibilidades de se tornar campeão. Eu adoro essas coincidências do esporte!

Desempenhos de 2007:

Primeira metade do campeonato (GP da Austrália ao GP da França)
1) Lewis Hamilton, 64 pontos
2) Fernando Alonso, 50
3) Felipe Massa, 47
4) Kimi Raikkonen, 42

Segunda metade do campeonato (GP da Inglaterra ao GP do Brasil)
1) Kimi Raikkonen, 68
2) Fernando Alonso, 59
3) Felipe Massa, 47
4) Lewis Hamilton, 45

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

O protegido

Em dia de treinos livres bastante movimentados, a principal notícia vinda da China diz respeito à absolvição de Lewis Hamilton no caso “Big Brother” da Fórmula 1. Após analisar o vídeo de um expectador publicado no Youtube, no qual ficou claro que o acidente entre Mark Webber e Sebastian Vettel foi originado pela inesperada freada do inglês atrás do Safety-Car, os comissários da FIA acharam por bem não punir o líder do mundial.

Alegaram que as condições adversas do circuito encharcado de Fuji foram a grande culpada pelo incidente e, por isso, retiraram também a penalidade imposta a Vettel, que perderia dez posições no grid de largada deste domingo por ter batido na traseira de Webber.

Diante das conclusões, pairou novamente um aroma de pizza no ar, pois Hamilton de fato feriu um dos artigos do regulamento da Federação, que versa sobre a obrigatoriedade do primeiro colocado se manter a uma distância de cinco carros do Safety-Car. Lewis, no entanto, estava na cola do Mercedes.

A desculpa da chuva não colou. Querem a qualquer custo que o britânico seja campeão. Mas ele será, gente! Mesmo se fosse punido com a perda de algumas posições no grid da etapa chinesa. O caneco deste ano já tem um dono, portanto, chega de passar a mão na cabeça do rapaz. Se ele errou — como foi registrado em vídeo —, que pagasse pelo vacilo então.

Sobre os treinos desta sexta-feira, podemos deduzir que a Ferrari está em vantagem na luta pelo degrau mais alto do pódio. Não por ter liderado as duas sessões, mas pelos comentários dos seus pilotos, que demonstraram satisfação com o acerto do carro. Aposto em pole e vitória do time italiano neste fim de semana.

Hamilton? Meu palpite é que chega ao Brasil com o caneco em mãos.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Erraram, mas nem tanto

“Lewis Hamilton coroou a sua temporada de estréia na Fórmula 1 com a conquista do título mundial em outubro, no Japão”. Para quem não se lembra, esse é o trecho final da sinopse sobre a biografia do jovem piloto inglês, que será lançada oficialmente em novembro.

Como já sabemos, a audácia afirmação contida na obra de Frank Worrall — intitulada “Lewis Hamilton, King of the World” — não se confirmou. No entanto, foi justamente a etapa japonesa que transformou o britânico no virtual vencedor do campeonato de 2007.


O ajuste no livro, portanto, não será dos mais difíceis.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Retrospecto dos favoritos em Istambul

Dos quatro digníssimos que ainda estão na disputa do título da temporada 2007, é consideravelmente mais positivo o retrospecto da dupla da Ferrari no GP da Turquia. Das duas provas que foram disputadas duas provas no autódromo de Istambul, em uma delas a vitória foi de Kimi Raikkonen, enquanto a outra teve como vencedor Felipe Massa - sendo, inclusive, sua primeira vitória na categoria.

Confira os números:

Lewis Hamilton (McLaren)
Primeira participação

Fernando Alonso (McLaren)
2005
Grid: 3º
Corrida: 2º

2006
Grid: 3º
Corrida: 2º

Kimi Raikkonen (Ferrari)
2005
Grid:

Corrida:


2006
Grid: 7º
Corrida: não completou

Felipe Massa (Ferrari)
2005
Grid: 8º
Corrida: não completou

2006
Grid:
Corrida:


Apesar de Hamilton nunca ter competido na Turquia como piloto de Fórmula 1, por razões evidentes, o inglês participou da rodada dupla da GP2 em 2006. E não foi bem: viu Nelsinho Piquet faturar a primeira vitória daquele final de semana e Andreas Zuber levantar o troféu na segunda prova.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Fórmula simples e eficaz

Fotógrafos flagram a tática que Lewis Hamilton tem adotado para não ser influenciado pelos pensamentos e comentários de Fernando Alonso, bem como os do todo poderoso chefão Ron Dennis. Diante da rixa interna instaurada na McLaren, é o melhor que o inglês tem a fazer neste momento.

Hamilton, o campeão de 2007?

Parece que a ficha ainda não caiu para muitos de nós, que acompanhamos o Mundial de Fórmula 1: Lewis Hamilton, jovem estreante e também primeiro negro a competir na categoria, está cada vez mais próximo da conquista do título de 2007.

Depois de ver quebrada, no GP da Europa, a sua seqüência de nove pódios consecutivos, o novato inglês voltou com estilo a participar da festa do champanhe e da melhor maneira possível; com vitória no GP da Hungria, disputado ontem.

Hamilton alcançou seu terceiro triunfo no campeonato, ampliou para sete pontos a vantagem na classificação sobre o companheiro Fernando Alonso e — o mais importante de tudo — saiu como vitorioso no fim de semana de maior tensão interna enfrentado pela McLaren, derrotando o forte parceiro bicampeão.

Na corrida, conseguiu manter a concentração durante 70 voltas para vencer os desafios de Hungaroring, que se por um lado oferece um espetáculo sonolento e chato para os torcedores, por outro acarreta um expressivo desgaste físico para os pilotos. Perde-se em torno de dois quilos e meio em uma prova na Hungria.

Lewis liderou de ponta-a-ponta. De negativo nesta etapa, só teve o erro cometido no treino livre de sexta-feira, quando rodou e ficou parado na brita, e o bate-boca (se é que realmente existiu) com Ron Dennis.

Segundo reportagens, o piloto xingou seu patrão após não ter conseguido cruzar a linha de chegada a tempo de abrir sua última tentativa de volta rápida no treino de classificação. Teria inclusive mandado o sério e frio dirigente tomar naquele lugar.

Neste ponto, penso que o “negão” poderia ter sido bem mais brando, afinal, foi Dennis quem apostou em sua carreira quando ele ainda estava nos primeiros anos da adolescência. Hamilton só pôde mostrar seu enorme talento porque teve o voto de confiança da McLaren. E se realmente confirmar o título mundial, será pelos méritos de genial piloto que é, mas também pela competência do time de Woking, que lhe garantiu um carro fantástico para o certame.

Já se foram 11 corridas, restaram apenas seis. Conseguirá alguém tirar o caneco das mãos do inglês?

sábado, 4 de agosto de 2007

Guerra civil em vista


Comemoração entre os companheiros, algo inimaginável nesse momento



Alonso ferrou com a vida de Hamilton?

Podem apostar que essa será a pergunta mais vezes executada pelos veículos de comunicação e por toda a Fórmula 1 até o início do
GP da Hungria, às 9h de amanhã.

De fato, o espanhol demorou bastante para sair para sua última volta rápida na classificação, impedindo que o companheiro colocasse o carro número 2 novamente em condições de baixar tempo.

Mas será isso realmente uma atitude de cafajeste? Particularmente, acredito que não. Da mesma forma que não enxerguei nenhum tipo de abuso quando Massa tentou se defender de Alonso no GP da Europa. Ambas atitudes que fazem parte do mundo do automobilismo, lugar onde não existem santos, onde, sempre que possível, tenta-se tirar vantagem em relação aos demais.

O que importa é: aparentemente Ron Dennis não gostou da manha de Alonso. Saiu bufando ao término do treino, parecia estar pensando "esse cara não me dá alívio em nenhuma corrida". Vamos ver o que Hamilton falará, mas, conhecendo o inglês, é pouco provável que ele se manisfeste de forma deselegante ou ofensiva com o bicampeão.

De qualquer forma, não podemos negar: a Fórmula 1 vive um momento de extrema inflamação e uma faísca pode desencadear uma grande guerra verbal e dentro das pistas.

sábado, 21 de julho de 2007

Boas notícias e esclarecimentos

“Ele não está sentido dores, não teve nenhuma fratura e também não ficou inconsciente. Mas só vamos decidir se ele irá correr ou não no fim do dia”, disse Ron Dennis, chefe da McLaren, sobre o estado clínico do líder do Mundial, que provavelmente ficará de fora da corrida deste domingo. Ao menos deveria ser esta a decisão sensata dos médicos e dirigentes.

“Foi uma falha na pistola que prende a porca da roda dianteira direita. Mas não foi um erro dos mecânicos”, completou o dirigente, revelando o que de fato aconteceu no modelo MP4/22, contrariando as impressões de um problema na suspensão do monoposto.

Que Lewis recupere as forças e volte com tudo — se de fato não disputar a prova de amanhã — no GP da Hungria, marcado para o dia 5 de agosto.