Da sombra da morte para a euforia de uma grande conquista. Essa é a história do piloto da BMW na pista da ilha de Notre Dame. Um roteiro digno de Oscar, que pode sim ser coroado com o prêmio supremo ao término da temporada. Será muito difícil, mas não impossível.
Muita coisa aconteceu em sete etapas. Três pilotos já lideraram a classificação, quatro nomes brigam acirradamente pelo título, três equipes demonstram forças para vencer e restam outras 11 corridas pela frente. Tudo está em aberto.
Lewis Hamilton, apesar da estupidez em atropelar a Ferrari de Kimi Raikkonen na saída dos boxes, é um personagem diferenciado e com totais condições de reverter o jogo. A Ferrari, por sua vez, segue com o melhor carro e o papel de favorita ao caneco. Felipe Massa continua forte na briga e o atual campeão do torneio tem sangue frio demais para dar a volta por cima. Conseguiu se levantar de uma situação muito mais adversa no ano passado.
Kubica é ainda a zebra da turma, que tem estado sempre no lugar certo para aproveitar as oportunidades. Foi assim ontem e certamente permanecerá dessa forma no restante do campeonato.
Na corrida histórica do polonês, diversos coadjuvantes brilharam. Que o digam David Coulthard, de volta ao pódio na terceira posição, e Rubens Barrichello, que sentiu o prazer de liderar novamente um GP, algo longe de sua realidade há mais de três anos.
Até a Toyota teve seu momento de glória, andando na frente com seus dois pilotos. Foi, sem dúvida, uma das melhores provas do ano. Coisas do Canadá, uma etapa famosa por surpresas e cenas marcantes.
Uma corrida de ultrapassagens belíssimas, como a de Massa sobre Barrichello e Heikki Kovalainen e também a de Nelson Piquet sobre Timo Glock e Jarno Trulli. O novato brasileiro, porém, acabou deixando a desejar mais uma vez. Rodou quando precisava acompanhar o ritmo de Fernando Alonso e voltas depois recolhia o carro da Renault nos boxes. Para a sorte dele, o bicampeão também abandonou. Só que uma coisa não apaga a outra.
A Fórmula 1 retorna agora para a Europa. O próximo destino é Magny-Cours, na França, onde a Ferrari chega como favorita, a McLaren vem no encalço, mas é Robert Kubica o homem a ser batido. E o líder do Mundial!
















1999: Michael Schumacher joga no muro uma vitória praticamente garantida. A batida aconteceu na chicane que leva à reta dos boxes, conhecida como Muro dos Campeões. Ao lado da Ferrari do alemão está a BAR de Jacques Villeneuve, outro campeão da categoria que resolveu estacionar no local.
2003: Kimi Raikkonen perdeu o controle da McLaren durante sua volta de classificação. O carro saiu de traseira na primeira curva do circuito e bateu na barreira de pneus. Como conseqüência, o finlandês teve de largar em último, na 20ª posição. Terminou a corrida em sexto, resultado que o fez perder a liderança do Mundial para Schumacher.
2005: Naquele que pode ser considerado seu único erro durante a temporada 2005, Fernando Alonso pagou caro. O espanhol liderava com tranqüilidade a corrida quando tocou o pneu traseiro direito no muro, na saída de uma das curvas do miolo do circuito. A suspensão do modelo da Renault quebrou e o piloto teve de abandonar.
