Mostrando postagens com marcador GP do Canadá. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador GP do Canadá. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Polônia conquista a Fórmula 1

Maravilhosa ironia do esporte. Há um ano, Robert Kubica vivenciou no GP do Canadá o acidente mais grave de sua carreira, do qual escapou milagrosamente sem nenhum arranhão. Ontem, novamente no circuito de Montreal, o polonês passou por uma nova experiência emocionante; a da primeira vitória, a de liderar o campeonato de automobilismo mais cobiçado do mundo.

Da sombra da morte para a euforia de uma grande conquista. Essa é a história do piloto da BMW na pista da ilha de Notre Dame. Um roteiro digno de Oscar, que pode sim ser coroado com o prêmio supremo ao término da temporada. Será muito difícil, mas não impossível.

Muita coisa aconteceu em sete etapas. Três pilotos já lideraram a classificação, quatro nomes brigam acirradamente pelo título, três equipes demonstram forças para vencer e restam outras 11 corridas pela frente. Tudo está em aberto.

Lewis Hamilton, apesar da estupidez em atropelar a Ferrari de Kimi Raikkonen na saída dos boxes, é um personagem diferenciado e com totais condições de reverter o jogo. A Ferrari, por sua vez, segue com o melhor carro e o papel de favorita ao caneco. Felipe Massa continua forte na briga e o atual campeão do torneio tem sangue frio demais para dar a volta por cima. Conseguiu se levantar de uma situação muito mais adversa no ano passado.

Kubica é ainda a zebra da turma, que tem estado sempre no lugar certo para aproveitar as oportunidades. Foi assim ontem e certamente permanecerá dessa forma no restante do campeonato.

Na corrida histórica do polonês, diversos coadjuvantes brilharam. Que o digam David Coulthard, de volta ao pódio na terceira posição, e Rubens Barrichello, que sentiu o prazer de liderar novamente um GP, algo longe de sua realidade há mais de três anos.

Até a Toyota teve seu momento de glória, andando na frente com seus dois pilotos. Foi, sem dúvida, uma das melhores provas do ano. Coisas do Canadá, uma etapa famosa por surpresas e cenas marcantes.

Uma corrida de ultrapassagens belíssimas, como a de Massa sobre Barrichello e Heikki Kovalainen e também a de Nelson Piquet sobre Timo Glock e Jarno Trulli. O novato brasileiro, porém, acabou deixando a desejar mais uma vez. Rodou quando precisava acompanhar o ritmo de Fernando Alonso e voltas depois recolhia o carro da Renault nos boxes. Para a sorte dele, o bicampeão também abandonou. Só que uma coisa não apaga a outra.

A Fórmula 1 retorna agora para a Europa. O próximo destino é Magny-Cours, na França, onde a Ferrari chega como favorita, a McLaren vem no encalço, mas é Robert Kubica o homem a ser batido. E o líder do Mundial!

domingo, 8 de junho de 2008

O sexto mais jovem vencedor

O primeiro polonês a vencer na Fórmula 1, o primeiro a levar a equipe BMW ao degrau mais alto do pódio e o sexto vencedor mais jovem da história da Fórmula 1. Robert Kubica garantiu seu triunfo na categoria máxima do automobilismo aos 23 anos, seis meses e um dia. Aparentemente, o primeiro de muitos.

Os dez mais jovens vencedores
1) Fernando Alonso: 22anos 00meses 26dias (GP da Hungria de 2003)
2) Troy Ruttman: 22a 02m 19d (GP dos EUA de 1952)
3) Bruce Mclaren: 22a 03m 12d (GP dos EUA de 1959)
4) Lewis Hamilton: 22a 05m 03d (GP do Canadá de 2007)
5) Kimi Raikkonen: 23a 05m 06d (GP da Malásia de 2003)
6) Robert Kubica: 23a 06m 01d (GP do Canadá de 2008)
7) Jacky Ickx: 23a 06m 06d (GP da França de 1968)
8) Michael Schumacher: 23a 07m 27d (GP da Bélgica de 1992)
9) Emerson Fittipaldi: 23a 09m 22d (GP dos EUA de 1970)
10) Mike Hawthorn: 24a 02m 25d (GP da França de 1953)

Os dez mais velhos
1) Luigi Fagioli: 53a 00m 22d (GP da França de 1951)
2) Giuseppe Farina: 46a 09m 03d (GP da Alemanha de 1953)
3) Juan Manuel Fangio: 46a 01m 11d (GP da Alemanha de 1957)
4) Piero Taruffi: 45a 07m 06d (GP da Suíça de 1952)
5) Jack Brabham: 43a 11m 05d (GP da África do Sul de 1970)
6) Sam Hanks: 42a 10m 17d (GP dos EUA de 1957)
7) Nigel Mansell: 41a 03m 05d (GP da Austrália de 1994)
8) Maurice Trintignant: 40a 06m 18d (GP de Mônaco de 1958)
9) Graham Hill: 40a 03m 03d (GP de Mônaco de 1969)
10) Clay Regazzoni: 39a 10m 09d (GP da Inglaterra de 1979)

sábado, 7 de junho de 2008

Lewis voa e faz a pole

Se não estiver com pouca gasolina, podemos então já dizer que Lewis Hamilton vai passear amanhã durante o GP do Canadá. O inglês dominou neste sábado o treino de classificação para a sétima etapa do Mundial de 2008. Fez uma volta avassaladora sobre a concorrência, obtendo uma marca 0s849 mais veloz que a estabelecida pela melhor Ferrari do grid, a de Kimi Raikkonen, que ocupou a terceira posição.

Entre o líder e o vice-líder da temporada ficou Robert Kubica, da BMW, cada dia mais merecedor de elogios e justamente o cara que, no último post, acabei descartando da briga pelo primeiro lugar. Meu palpite, aliás, foi uma tragédia. Mas são coisas que acontecem.

Ótima surpresa mesmo neste treino foi o quarto tempo de Fernando Alonso. O bicampeão novamente superou os limites do mediano carro da Renault e por muito pouco — apenas 11 milésimos — não roubou o segundo posto de Raikkonen.

Nico Rosberg, com a Williams sempre em bom ritmo no circuito de Montreal, marcou uma louvável quinta posição. Atrás do alemão, no seu pior treino do ano, ficou Felipe Massa. Teria o brasileiro mais gasolina que os principais adversários? Possivelmente, mas nada de tão exagerado. A verdade é que a Ferrari não encontrou um bom acerto para classificação nesta pista, mas deve vir um pouco melhor em ritmo de corrida.

Outro que deixou a desejar na tomada oficial foi Heikki Kovalainen. Enquanto seu parceiro ficou com a pole, o finlandês amargou o sétimo lugar. Na mesma toada veio Nick Heidfeld, oitavo colocado e pela sétima vez no ano batido por Kubica nos treinos. Essa sina pode complicar a renovação do contrato do germânico para 2009.

Quem está de bem com a vida é Rubens Barrichello. Depois dos pontos em Mônaco, o piloto da Honda alcançou hoje um belo resultado ao se classificar em nono. Com uma mistura de sorte e competência, pode muito bem conseguir novos tentos amanhã.

Por falar em sorte, Nelson Piquet necessita muito dela. O brasileiro ficou com a 15ª passagem e só não se posicionou mais atrás porque Jenson Button esteve num dia completamente péssimo e Sebastian Vettel ficou de fora da sessão — os mecânicos da Toro Rosso não conseguiram recuperar o carro do alemão para o ensaio.

O prêmio de decepção, contudo, foi conquistado por Jarno Trulli, que rodou em praticamente todas as suas voltas lançadas. Como resultado, o italiano da Toyota teve de se conformar com o 14º tempo.

Oitava pole-position da carreira de Hamilton, sendo a segunda no Canadá, onde no ano passado conquistou sua primeira pole e vitória na Fórmula 1. É o britânico, portanto, o favorito ao degrau mais alto do pódio amanhã. Cabe aos rivais provarem o contrário.

Grid de largada
1) Lewis Hamilton (ING/McLaren), 1min17s886
2) Robert Kubica (POL/BMW), 1min18s498
3) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 1min18s735
4) Fernando Alonso (ESP/Renault), 1min18s746
5) Nico Rosberg (ALE/Williams), 1min18s844
6) Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min19s048
7) Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 1min19s089
8) Nick Heidfeld (ALE/BMW), 1min19s633
9) Rubens Barrichello (BRA/Honda), 1min20s848
10) Mark Webber (AUS/Red Bull), sem tempo

Q2
11) Timo Glock (ALE/Toyota), 1min18s031
12) Kazuki Nakajima (JAP/Williams), 1min18s062
13) David Coulthard (ESC/Red Bull), 1min18s238
14) Jarno Trulli (ITA/Toyota), 1min18s327
15) Nelson Piquet (BRA/Renault), 1min18s393

Q1
16) Adrian Sutil (ALE/Force India), 1min19s108
17) Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), 1min19s165
18) Jenson Button (ING/Honda), 1min23s565
19) Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso), sem tempo
20) Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), punido

Rosberg comanda último treino livre

A Williams é uma equipe que costuma se dar bem no Canadá. Em 2006, valendo-se dos diversos incidentes da corrida, conseguiu o terceiro lugar com Alexander Wurz. Na temporada anterior, a pior de sua história na Fórmula 1, obteve a sexta posição do grid com Nico Rosberg. De 2002 a 2004, conquistou a pole-position da etapa e venceu a edição de 2001 com Ralf Schumacher. No total, acumula sete vitórias no país da América do Norte. Um belo retrospecto.

Na manhã deste sábado, a equipe britânica foi a mais veloz no terceiro treino livre de Montreal. Rosberg foi o ponteiro do ensaio, com um giro 0s034 melhor que o de Kimi Raikkonen, o segundo colocado. Lewis Hamilton ficou em terceiro, seguido de Felipe Massa.

O que mais marcou a sessão, contudo, foi a forte batida de Sebastian Vettel, que acertou o muro da curva 9 e ocasionou a paralisação do ensaio. Felizmente, nada aconteceu com o tedesco. Já o bólido da Toro Rosso ficou seriamente danificado.

Nelson Piquet, que por pouco não tocou no “Muro dos Campeões”, ficou na oitava posição. Um bom desempenho, afinal Fernando Alonso foi apenas o 17º. Rubens Barrichello, que vem sofrendo com a Honda na pista de Montreal, ocupou o 14º posto.

Pelos resultados dos treinos, podemos prever uma boa briga entre Ferrari e McLaren pela pole. A BMW pode entrar na disputa com Robert Kubica, dependendo da estratégia adotada para a corrida, mas não colocaria minhas fichas nos carros germânicos.

O palpite deste escriba: Primeiro lugar de Raikkonen, com Hamilton em segundo e Massa em terceiro. A definição do grid acontece logo mais às 14h00 (de Brasília).

Ensaio fotográfico do Canadá

Barrichello acelera forte no primeiro dia de treinos.

Momento íntimo entre o homem e a máquina.

Uma expressão que revela por ela mesma o momento vivido por Piquet.

Dois torcedores ilustres acompanham os ensaios da sexta-feira.

A calota caiu, a Ferrari esqueceu de colocá-la ou tentou mesmo conferir o desempenho do carro sem o dispositivo?

Visual um pouco mais limpo: BMW retira os chifres da asa dianteira do carro para a etapa canadense.

Um pouco do charme e beleza canadenses.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Montreal: Raio-X dos protagonistas

Em dia de treinos livres para o GP do Canadá, vamos dar uma olhada no retrospecto dos principais candidatos à vitória no circuito Gilles Villeneuve. Quem sabe após essa análise e com o resultado dos ensaios de hoje possamos arriscar um palpite para a corrida do domingo.

Lewis Hamilton (ING/McLaren)
Participações: 1
Pontos: 10
Pódios: 1
Melhor resultado: 1º (2007)
Voltas mais rápidas: 0
Melhor posição no grid: 1º (2007)

Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari)
Participações: 7
Pontos: 33
Pódios: 2
Melhor resultado: 1º (2005)
Voltas mais rápidas: 2
Melhor posição no grid: 3º (2006)

Felipe Massa (BRA/Ferrari)
Participações: 5
Pontos: 9
Pódios: 0
Melhor resultado: 4º (2005)
Voltas mais rápidas:
Melhor posição no grid: 4º (2005)

Robert Kubica (POL/BMW)
Participações: 1
Pontos: 0
Pódios: 0
Melhor resultado: abandonou após forte acidente
Voltas mais rápidas: 0
Melhor posição no grid: 8º (2007)

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Lembranças de Montreal

Assim como Lewis Hamilton, Jean Alesi obteve no Canadá sua primeira vitória na Fórmula 1. A diferença entre as façanhas é que a do aposentado francês representa a sua única conquista na categoria, enquanto o novato britânico já acumula seis proezas no currículo.

Para vencer a etapa canadense de 1995, Alesi teve de contar com uma boa dose de sorte. Quinto colocado no grid, o piloto da Ferrari saltou para quarto logo na primeira volta. Um giro depois, beneficiado pela rodada de David Coulthard, assumiu o terceiro lugar e foi para o ataque sobre a outra Williams, a de Damon Hill, a qual superou no “hairpin” do circuito, na passagem 16.

Alcançar o líder do GP, Michael Schumacher, seria algo mais difícil, pois o alemão tinha construído uma sólida vantagem em relação ao francês; algo em torno de 50 segundos. Só mesmo um azar do tedesco ajudaria Alesi. E não é que ajudou?

Na volta 57, a Benetton ficou lenta na pista por problemas elétricos e Schumacher teve de retornar aos boxes. O multi-campeão ainda conseguiu permanecer na corrida, mas longe da liderança, na quinta posição.

Jean, que celebrava 31 anos naquele dia, ganhou o seu sonhado presente de aniversário. Recebeu a bandeirada com mais de 30 segundos de vantagem para o segundo colocado, Rubens Barrichello, da Jordan. Eddie Irvine, companheiro do brasileiro, completou o pódio.

Na volta de comemoração, Alesi deixou o bólido da Ferrari pelo caminho e voltou para os boxes de carona com Schumacher. Vibrou feito uma criança na festa do champanhe. E com razão, por se tratar de sua primeira vitória, um momento único na carreira de qualquer piloto. No caso do francês, foi de fato único.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Olha a chuva!

"Última prova molhada de Montreal foi em 2000".

São Pedro parece ter gostado do que viu há duas semanas no GP de Mônaco e, por isso, pode levar chuva para a corrida do Canadá, no próximo domingo. Pelo menos essa é a aposta de muitos meteorologistas, que garantem haver 60% de chance de precipitação no dia da prova.

Correr no circuito de Montreal com pista seca já é um grande desafio e um árduo teste de concentração para os pilotos. Não é à toa que em praticamente todos os anos acontece pelo menos um acidente ao longo das 70 voltas desta etapa. Com chuva então, as dificuldades são naturalmente ainda maiores.

A última corrida realizada sob chuva na ilha de Notre Dame foi a de 2000. O aguaceiro, na verdade, pegou os pilotos de surpresa durante a prova, que teve dobradinha da Ferrari, com Michael Schumacher à frente de Rubens Barrichello. Giancarlo Fisichella, com a Benetton, completou o pódio.

Vale lembrar que Barrichello vivenciou naquele fim de semana uma de suas primeiras e infelizes experiências com as ordens de equipe do time italiano. Tinha visivelmente nas voltas finais muito mais carro que o parceiro alemão, mas não pôde ultrapassá-lo. E se conformou com isso.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

No Canadá, erros custam caro

"O susto de Alexander Wurz na edição de 1998".

Não chega a ser uma pista travada como a de Mônaco, mas Montreal, palco da próxima etapa do campeonato, tem características semelhantes às de um circuito de rua e, por isso, não perdoa erros. Abaixo, alguns dos inúmeros casos de incidentes registrados nas últimas edições do GP do Canadá.

1999: Michael Schumacher jogou no muro uma vitória praticamente garantida. A porrada aconteceu na chicane que leva à reta dos boxes, conhecida como Muro dos Campeões. Ao lado da Ferrari do alemão está a BAR de Jacques Villeneuve, outro campeão da categoria que resolveu estacionar no local.

2003: Kimi Raikkonen perdeu o controle da McLaren durante sua volta de classificação. O carro saiu de traseira na primeira curva do circuito e bateu na barreira de pneus. Como conseqüência, o finlandês teve de largar em último. Terminou a corrida em sexto, resultado que o fez perder a liderança do Mundial para Schumacher.

2005: Naquele que pode ser considerado seu único erro durante a temporada 2005, Fernando Alonso pagou caro. O espanhol liderava com tranqüilidade a corrida quando tocou o pneu traseiro direito no muro, na saída de uma das curvas do miolo do circuito. A suspensão do modelo da Renault quebrou e o piloto teve de abandonar.

2007: Um toque na Toyota de Jarno Trulli fez a BMW de Robert Kubica decolar em direção ao muro e capotar por diversas vezes após o forte impacto frontal, a cerca de 280 km/h. O pavor da cena foi ainda maior ao notar os pés do piloto expostos no cockpit, que estacionou virado a pouco mais de 100 metros do local da colisão. O polonês escapou milagrosamente sem nenhuma fratura. Teve apenas uma torção no tornozelo direito e uma leve concussão.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Análise pós-etapa canadense

GP do Canadá. Enfim uma corrida de verdade, marcada por várias ultrapassagens, resultados inesperados e bastante agito — só não precisava ter aquele acidente espetacular de Robert Kubica. Hora, portanto, da análise pós-GP.

- Lewis Hamilton foi impecável no fim de semana: conquistou a primeira pole-position e vitória. Mas o mais importante é que o inglês mostrou à McLaren ter totais condições de vencer o campeonato neste ano. Que não venham, então, pensar em privilégios a Fernando Alonso.

- Belíssima atuação de Nick Heidfeld e um merecido segundo lugar tanto para o piloto como para a BMW, que já vinham batendo na trave para participar da festa do champanhe. Faltava um tropeço de Ferrari ou McLaren para isso acontecer. E aconteceu.

- Muito bom ver a Williams novamente no pódio, após um jejum de dois anos sem terminar entre os três primeiros. Resta saber se a sorte de Alexander Wurz convencerá a equipe a mantê-lo no cockpit até o fim da temporada; os rumores não estão nada bons para o lado do austríaco.

- Heikki Kovalainen, mesmo recebendo meu agouro, acabou se dando bem. Chegou em quarto, seu melhor resultado na F-1. Ainda falta, porém, convencer de que pode alcançar boas posições em uma corrida sem tantos incidentes.

- Na Ferrari, decepção total e um fim de semana para ser esquecido: Felipe Massa foi desclassificado por sair dos boxes sem a permissão dos dirigentes de prova e Kimi Raikkonen, um zumbi apático na pista, amargou um modesto quinto lugar. Dizem que Lewis Hamilton parece ser um piloto de outro planeta, mas para mim o ET do momento é o finlandês, que terá de trabalhar como segundo piloto a partir das próximas provas; anotem isso!

- Quando se poderia imaginar uma Super Aguri ultrapassando carros da Ferrari e McLaren? Só Takuma Sato para fazer isso e garantir três honrados pontos pela sexta posição. A imagem foi vergonhosa; para Raikkonen e Fernando Alonso.

- Por falar no bicampeão, abusou nos erros e precisou se contentar com o sétimo posto. Pressão por não conseguir acompanhar o ritmo de Hamilton? Medo de ser derrotado pelo novato? Deve estar com saudades de Giancarlo Fisichella.

- Ralf Schumacher pontuou, foi o oitavo, mas pouco convenceu. Terá de melhorar muito nos EUA para a Toyota não meter o pé em seu traseiro antes do término do ano.

- Mark Webber e Nico Rosberg estiveram próximos do pódio, mas acabaram desiludidos por erros próprios. O australiano, em específico, foi um show à parte de barbeiragens.

- Rubens Barrichello foi outro que sentiu o cheirinho do champanhe e dos pontos por alguns instantes. No entanto, a Honda teve a capacidade de fazer uma estratégia doentia de pit-stop, arruinando as chances do brasileiro, que terminou em último. Sinceramente, é difícil saber o que se passa na cabeça dos comandantes da equipe japonesa.

- Esquisita a regra de abertura dos boxes durante a presença do Safety Car na pista. Pode-se entrar no pit para fazer a parada, mas não pode sair? Ah, é preciso aguardar o sinal verde... Azar de Massa e Fisichella. Não gostei.

- Fazia tempo que a FIA não decretava o “Stop & Go” como punição. Alonso e Rosberg tiveram de ficar dez segundos parados nos boxes e garantiram uma publicidade mundial e gratuita para este blog. Muito obrigado!

Cenas inesquecíveis para os meninos

Lewis Hamilton e Robert Kubica. Dois meninos de 22 anos, jovens pilotos muito talentosos que jamais se esquecerão do GP do Canadá de 2007. Um sentiu pela primeira vez na vida o doce gostinho de vencer na Fórmula 1. Já o outro nasceu de novo ao escapar ileso de um acidente apavorante.

A sensação ao ver o carro da BMW se chocar contra o muro de Montreal e a seqüência de capotagens foi muito ruim — imagino que para todos que acompanharam a corrida deste domingo, em especial à família do polonês. O que dizer então de seu pai, Artur, comentarista de uma emissora de TV em seu país?

O pavor foi ainda maior ao notar os pés do piloto expostos no cockpit, que estacionou virado a pouco mais de 100 metros do local da colisão. Impossível não ter pensado no pior naquele momento, mas graças a Deus tudo não passou de um tremendo susto, decorrente de uma pancada frontal a cerca de 280 km/h.

Kubica escapou milagrosamente sem nenhuma fratura. Apenas uma torção no tornozelo direito e uma leve concussão. Deve receber alta do Hospital Sacre-Coeur ainda hoje e, segundo a mídia européia, já perguntou aos médicos se poderá correr no GP dos EUA, no próximo fim de semana. Essa, sim, a melhor de todas as notícias, pois demonstra o espírito guerreiro do corredor. Um garoto, aliás, que disputou somente 12 corridas na F-1 e já subiu uma vez no pódio.

Palmas para a braveza de Robert e, principalmente, para a segurança da categoria máxima do automobilismo. Não fosse o HANS, aquele colar de proteção para a cabeça e pescoço dos pilotos, provavelmente estaríamos comentando uma tragédia. Que este acidente, então, sirva de estímulo ainda maior à segurança.

Passemos agora para o outro protagonista deste post, nada menos que o brilhante Lewis Hamilton, o primeiro negro a vencer uma corrida, o único estreante a subir no pódio nas seis primeiras corridas de uma temporada, o mais novo fenômeno da modalidade, um rapaz que cada vez mais aumenta sua legião de fãs graças à extrema capacidade de pilotar, além da simpatia e simplicidade como pessoa. Um verdadeiro vencedor.

O “negão” se tornou o 98º piloto a subir no degrau mais alto do pódio, em 57 anos de história da competição. Com arrojo e muita garra, assumiu a liderança isolada da classificação, com direito a oito pontos de vantagem sobre o segundo colocado da tabela, o bicampeão Fernando Alonso. Alguém duvida que Hamilton possa ser o campeão do certame atual? Eu, particularmente, não duvido mais.

Ainda restam 11 corridas para o desfecho do Mundial e muita coisa pode acontecer. Mas não custa imaginar um campeão com 22 anos de idade. O mais jovem vencedor do campeonato é Fernandinho, que levantou seu primeiro caneco com 24 primaveras e 56 dias. Será que o espanhol vai gostar de perder essa marca para seu companheiro de equipe?

sábado, 9 de junho de 2007

Uma pole-position na raça!

Até pouco tempo atrás, uma das principais notícias que cercavam o mundo da Fórmula 1 era a estréia do primeiro negro no esporte com 57 anos de existência. Hoje, este mesmo personagem se tornou o primeiro “negão” a conquistar a pole-position. Um negro, um jovem gênio, simplesmente Lewis Hamilton.

O inglês e a McLaren surpreenderam a todos neste final de semana em Montreal. Até agora, engoliram e devoraram com muito gosto os carros vermelhos da Ferrari e partem para a corrida de amanhã com uma ótima oportunidade de ampliar a vantagem no mundial de pilotos e construtores.

Para o time inglês, neste momento, fica apenas um dilema: instaurar ou não a ordem de equipe? Fernando Alonso, largando em segundo, terá prioridade sobre Hamilton e ajuda para vencer a prova? Eu, sinceramente, acho que sim, embora acredite mais no potencial do espanhol para superar o parceiro de escuderia na pista do que a intervenção dos dirigentes para definir o resultado do GP.

Fernandinho foi perfeito durante quase todo o treino. Errou apenas em sua última volta rápida, na chicane que antecede a reta dos boxes. Perdeu ali a pole. Decepcionou somente na hora de cumprimentar Lewis pela estupenda conquista. Aliás, foi o inglês que se aproximou de Alonso para comemorar a dobradinha da McLaren. Que coisa feia, Fernando!

Seguindo pelo grid de largada, encontramos o surpreendente Nick Heidfeld na terceira posição com o carro da BMW. O alemão demonstrou uma boa adaptação ao circuito canadense, mas deixou a impressão de estar com pouca gasolina. Será um dos primeiros a fazer pit-stop, em minha opinião.

As surpresas negativas surgem na quarta e quinta posições; os pilotos da Ferrari. Kimi Raikkonen conseguiu ser mais veloz do que Felipe Massa, porém, tomou 0s704 do pole-position. Resta esperar para ver como os bólidos vermelhos se comportarão em ritmo de corrida, onde costumam levar certa vantagem sobre a McLaren. Mas do jeito que as coisas estão, um terceiro lugar aparenta ser o melhor que a escuderia italiana pode alcançar.

Belo treino de Nico Rosberg, sétimo colocado com o carro da Williams. Sigo apostando no alemão para ocupar o quinto lugar na corrida. Já Rubens Barrichello terá de remar muito para confirmar o meu palpite e terminar em quinto. O brasileiro obteve hoje um modesto 13º posto com o carro medonho da Honda, ficando atrás de Takuma Sato, da Super Aguri, e Vitantonio Liuzzi, da Toro Rosso.Não precisa falar mais nada, né?

Palmas também para o leão de treinos, Mark Webber, o sexto com a Red Bull. Quanto ao meu fiasco para o GP, fez bem o seu papel. Perdeu o aerofólio do carro da Renault na primeira parte da classificação, mas ainda assim conseguiu voltar à pista para tentar um bom tempo. Só não conseguiu o bom tempo... Heikki Kovalainen largará em 19º.

Outro que está dando pena é Ralf Schumacher. Amargou a 18ª posição, enquanto Jarno Trulli colocou a Toyota no décimo lugar. Uma vergonha para a família de sobrenome famoso.

A corrida, amanhã, deve ser uma das mais movimentadas — senão a mais — desta temporada, pois duas das principais características do circuito Gilles Villeneuve são a série de incidentes e os resultados inesperados que costuma celebrar.

Andar no traçado canadense sem cometer erros é algo que poucos conseguem. E quando conseguem, devem fazê-lo até a linha de chegada. Que o diga Nigel Mansell em 1991, quando perdeu uma vitória praticamente certa por pura burrada. O inglês acenava para o público e, inexplicavelmente, esbarrou na chave geral do carro e apagou o motor da Williams. Sorte para Nelson Piquet, que venceu pela última vez na F-1.

Quem será o vencedor neste domingo? Quem será que deixará a prova como líder do certame? Qual será a surpresa? Estou curioso para saber essas respostas. E você?

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Alerta vermelho para a Ferrari

Foi apenas uma sexta-feira de treinos livres, que costuma nunca fornecer bons parâmetros para análises profundas. Mas mesmo assim, deu para perceber que a McLaren está num ótimo momento de inspiração, determinação e evolução.

O melhor tempo de Fernando Alonso em ambas as sessões mostra que o time inglês tende a dar muito trabalho para a Ferrari neste fim de semana, numa pista em que a teoria até então apontava para a superioridade dos carros italianos.

Felipe Massa foi o segundo colocado, 0s540 mais lento que o espanhol bicampeão do mundo. A diferença entre os dois carros, no entanto, está longe de ser essa — e confesso ainda acreditar numa ligeira vantagem do modelo F2007. Mais do que isso, sigo apostando em duas vitórias da escuderia de Maranello no continente norte-americano.

Mas não subestimemos a McLaren — a única equipe que conseguiu fazer dobradinha neste ano — e esperemos pelos treinos de amanhã. Aliás, a classificação deste sábado promete ser bastante apertada e, para variar, quem fizer a pole-position estará com 90% de chances de vencer a etapa de Montreal.

Meu palpite para a pole extremamente suada e alcançada por ínfimos milésimos de segundo: Felipe Massa. Também coloco minhas fichas no brasileiro para a vitória. Alonso largará e chegará na segunda posição, seguido pelo apagado Kimi Raikkonen. Lewis Hamilton foi o meu escolhido para cometer alguns erros na prova, o que o deixará de fora da festa do champanhe pela primeira vez em sua brilhante e jovem carreira. O inglês será o quarto no GP.

Enquanto isso, no restante do grid...

- Nico Rosberg, da Williams, e Rubens Barrichello, da Honda, serão os destaques secundários da corrida. O alemão terminará em quinto. Logo atrás, virá o veterano brasileiro, marcando seus primeiros pontos no ano.

- Giancarlo Fisichella, da Renault, vencerá a BMW de Nick Heidfeld na disputa pelo sétimo lugar. Robert Kubica e David Coulthard completarão a lista dos dez primeiros, nesta ordem.

- O fiasco no Canadá será protagonizado por Heikki Kovalainen, aquele que inicialmente disse não gostar de Nelson Ângelo Piquet, mas depois fugiu da polêmica com um clássico “foi mentirinha”. O finlandês sequer completará um terço da corrida. Um agouro só para ele aprender a não ficar com gracinhas fora das pistas.

Tanto a classificação como a corrida canadense estão marcadas para as 14 horas, no horário de Brasília. Confiram!!!

Palpites para o GP do Canadá

Chegou a hora que todos nós mais gostamos, a hora dos chutes e previsões. No GP do Canadá, de tempos em tempos, os favoritos cometem erros, como lembrou o parceiro no post abaixo, e é nisso que me baseio para apostar aqui hoje;

- Fernando Alonso bate na segunda parte da classificação e larga do meio pro fundo do pelotão

- Lewis Hamilton conseguirá pela 2358ª vez seguida a segunda colocação na prova, ficando atrás do vencedor Felipe Massa

- Raikkonen finalmente volta ao pódio, mas já fica 14 pontos atrás do brasileiro = começar a trabalhar como escudeiro

- Williams com Rosberg e Renault com Fisichella completam os seis primeiros, talvez não nessa ordem

- Red Bull leva os dois carros (isso seria um milagre) ao Top-8

- Honda segue na ascensão, mas sem marcar pontos ainda

- Mais óleo é despejado na frigideira que está a queimar o "querido" Ralf Schumacher

Como sempre, retorno aqui antes do final da corrida, provavelmente após a classificação, mas já deixo registrada a previsão. E seja o que Deus, ou melhor, os deuses da Fórmula 1 quiserem!

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Erros costumam ser imperdoáveis no Canadá

Não chega a ser uma pista travada como a de Mônaco, mas Montreal tem características semelhantes às de um circuito de rua e, por isso, não perdoa erros. Alguns casos marcantes estão registrados nestas imagens que, infelizmente, mostram apenas o pós-incidente.

1999: Michael Schumacher joga no muro uma vitória praticamente garantida. A batida aconteceu na chicane que leva à reta dos boxes, conhecida como Muro dos Campeões. Ao lado da Ferrari do alemão está a BAR de Jacques Villeneuve, outro campeão da categoria que resolveu estacionar no local.

2003: Kimi Raikkonen perdeu o controle da McLaren durante sua volta de classificação. O carro saiu de traseira na primeira curva do circuito e bateu na barreira de pneus. Como conseqüência, o finlandês teve de largar em último, na 20ª posição. Terminou a corrida em sexto, resultado que o fez perder a liderança do Mundial para Schumacher.

2005: Naquele que pode ser considerado seu único erro durante a temporada 2005, Fernando Alonso pagou caro. O espanhol liderava com tranqüilidade a corrida quando tocou o pneu traseiro direito no muro, na saída de uma das curvas do miolo do circuito. A suspensão do modelo da Renault quebrou e o piloto teve de abandonar.

2007: Quem posará para esta foto?

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Candidatos: retrospecto no Canadá

Tirando Lewis Hamilton, por razões óbvias, vamos conferir o retrospecto dos candidatos ao título desta temporada no GP do Canadá.

Fernando Alonso

2001 (Minardi)
Grid - desclassificado
Corrida - não participou

2003 (Renault)
Grid - 4º
Corrida - 4º

2004 (Renault)
Grid - 5º
Corrida - abandono (transmissão)

2005 (Renault)
Grid - 3º
Corrida - abandono (acidente)

2006 (Renault)
Grid -
Corrida -


Felipe Massa

2002 (Sauber)
Grid - 12º
Corrida - 9º

2004 (Sauber)
Grid - 19º
Corrida - abandono (acidente)

2005 (Sauber)
Grid - 4º
Corrida - 4º

2006 (Ferrari)
Grid - 5º
Corrida - 5º

Kimi Raikkonen

2001 (Sauber)
Grid - 7º
Corrida - 4º

2002 (McLaren)
Grid - 5º
Corrida - 4º

2003 (McLaren)
Grid - 20º
Corrida - 6º

2004 (McLaren)
Grid - 8º
Corrida - 5º

2005 (McLaren)
Grid - 7º
Corrida -


2006 (McLaren)
Grid - 3º
Corrida - 3º

Portanto, pelo menos nos números, o favoritismo (se é que existe) penderia ligeiramente para o lado do finlandês da Ferrari. Conseguirá o "iceman" confirmar esta expectativa?

Em Montreal, pela última vez no segundo lugar

Enquanto Michael Schumacher estiver assistindo ao GP do Canadá neste domingo, certamente irá se lembrar que ele foi o maior vencedor no circuito de Montreal, com sete conquistas. Mas será que vai se recordar também do segundo lugar obtido na corrida do ano passado?

A princípio, esse não seria um resultado de chamar tanto a atenção do ex-piloto, afinal teve 91 momentos muito mais importantes (vitórias) para, hoje, rememorar com saudade. Contudo, aquela segunda posição possui um destaque especial: foi a sua última segunda colocação na Fórmula 1.

Depois da etapa canadense, a nona prova da temporada 2006, o alemão subiu outras seis vezes ao pódio, sendo cinco vitórias e um terceiro lugar. Encerrou a carreira com um total de 154 pódios — 91 vitórias, 43 segundos lugares e 20 terceiros. Tudo isso em 250 GPs disputados. Muita coisa para um só piloto...

O provável palco de decisões importantes

O GP do Canadá será apenas a sexta etapa de uma temporada composta de 17 corridas, mas possivelmente representará muitas definições importantes para o restante do Mundial; duas delas envolvendo as equipes que brigam pelo título deste ano.

Na McLaren, a tendência é que Fernando Alonso seja confirmado como o número 1 do time para a luta pela taça de campeão. Isso só não acontecerá no caso de Lewis Hamilton vencer a prova ou terminar em qualquer outra posição, mas à frente do espanhol. Um desfecho que seria muito bom para o campeonato, mais lenha na fogueira já acesa no esquadrão de Woking.

No box vizinho, a Ferrari também precisará ter uma prioridade para voltar a erguer o caneco. Em outras palavras, decidir se investe todas as fichas em Felipe Massa ou se ainda dá algum crédito a Kimi Raikkonen, que está dez pontos atrás do brasileiro na classificação.

Para o finlandês não amargar o papel de segundo piloto, terá de vencer. Nenhum outro resultado servirá, nem mesmo se for o segundo e Massa terceiro. Até porque se ambos chegarem em segundo e terceiro, e uma McLaren ganhar a corrida, isso implicará numa vantagem ainda maior para a escuderia inglesa no certame. Portanto, acabou o tempo de brincadeiras pelos lados de Maranello: ou Kimi vence ou trabalha para Felipe. Simples.

Outro piloto que correrá com a corda no pescoço no Canadá será Ralf Schumacher. Para evitar a extinção antecipada de seu famoso sobrenome na categoria, o alemão terá que deixar Montreal — para a sorte dele, um circuito onde costuma correr bem — com uma boa colocação e de preferência na zona de pontos. Uma missão ligeiramente complicada para quem pilota um carro Toyota. O time, até agora, conseguiu apenas cinco tentos, sendo quatro com Jarno Trulli e um com o tedesco.

Numa situação menos incômoda, porém muito inferior à vivida nos últimos anos, está a Renault. Depois do quarto lugar conquistado por Giancarlo Fisichella em Mônaco, o time parte para o continente norte-americano em busca da confirmação do avanço do modelo R27. Mais do que isso, a equipe tentará entrar na briga pela posição de terceira força do certame, ocupada no momento pela BMW. Sinceramente, acho difícil que consigam desbancar a escuderia bávara.

Já a Honda...Bem, se andar na frente da Super Aguri e Toro Rosso já será muito bom. Neste caso não há o que ser decidido, mas sim a ser feito: muito trabalho, dedicação e competência para construir um monoposto decente para 2008, pois este ano já foi perdido. Rubens Barrichello e Jenson Button que se virem para marcar algum pontinho.

Logo mais, falamos sobre os palpites para a corrida.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Prévia: GP do Canadá

A paradisíaca ilha de Notre Dame abriga o primeiro GP disputado em continente americano nesta temporada. Engana-se, no entanto, quem pensa que o circuito Gilles Villeneuve, em Montreal, foi a primeira sede de uma corrida canadense.

Aconteceu em 1967 a estréia do país em provas da Fórmula 1. No dia 27 de agosto daquele ano, a categoria desembarcou em Mosport Park, circuito de quase 4km com muitas retas longas e curvas de alta velocidade. Na ocasião, Jack Brabham venceu a prova, ficando à frente de Denny Hulme e Dan Guerney.

A Fórmula 1 deu as caras em Montreal apenas em 1978, depois de competir também em Mont-Tremblant. Adorado pelos torcedores, Gilles Villeneuve guiou sua Ferrari ao primeiro lugar, superando a Jody Scheckter e Carlos Reutemann.

Talvez um dos GP's mais surpreendentes da história da F-1 tenha sido o canadense de 1995. Contando com os azares dos carros da Benetton e da Williams, Jean Alesi faturou sua primeira e única vitória da carreira, tendo como companheiros de pódio os dois pilotos da ascendente Jordan, Rubens Barrichello e Eddie Irvine.

Palco de belas emoções, o circuito de Notre Dame também viu de perto a morte de um piloto. Em 1982, Didier Pironi não conseguiu largar com a sua Ferrari, ficando parado no grid. O italiano Ricardo Paletti, à bordo de uma Osella, não conseguiu desviar e acertou a traseira do carro vermelho a mais de 160km/h. Aos 23 anos, o competidor faleceria naquele mesmo dia, no hospital, com traumatismos internos irreversíveis.

Na última temporada, a vitória ficou com o espanhol Fernando Alonso, ainda na Renault. Depois de largar na pole, o asturiano foi soberano, terminando à frente de Michael Schumacher, da Ferrari, e Kimi Raikkonen, que estava na McLaren. Felipe Massa foi o quinto colocado e Rubens Barrichello abandonou com o motor quebrado.

MAIS
GP DO CANADÁ
39ª edição
Circuito Gilles Villeneuve
Extensão: 4.361m
Maior vencedor: Michael Schumacher (7 vitórias)
Recorde da pista: Rubens Barrichello (1min13s622)