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segunda-feira, 18 de junho de 2007

Reflexões sobre o GP dos EUA

Se ainda havia algum receio de apontar Lewis Hamilton como forte candidato ao título de 2007, o resultado do GP dos EUA tratou de esclarecer de vez esta grata realidade. O “negão” mostrou por A + B que tem condições de se sagrar campeão, e os adversários que se virem para provar o contrário sobre o que hoje é encarado como totalmente viável.

Simplesmente não há mais o que se dizer sobre a genialidade do garoto britânico. Venceu sua segunda corrida consecutiva esbanjando autoridade e competência para segurar, quando precisou, o bicampeão Fernando Alonso. Disse estar vivendo um sonho, mas não é o único, pois a Fórmula 1 também curte com prazer este momento histórico.

O cenário se torna ainda mais atrativo pelo fato de estarmos assistindo a um confronto entre companheiros de equipe, que dispõem da mesma atenção para decidirem na pista quem subirá no degrau mais alto do pódio. Isso sim é bonito. Coisa que a McLaren faz com propriedade e deixa — ao menos deveria — a Ferrari vermelha de vergonha.

Aplausos, portanto, para Ron Dennis que faz por merecer ter uma nova dor de cabeça para controlar os ânimos entre seus dois pilotos fabulosos. Ele sabe que a enxaqueca de agora será recompensada com muitas outras vitórias. Trabalhar para que seus corredores superem um ao outro gera uma empolgação sem limites dentro do time, pois incentiva todo o grupo a trabalhar mais e melhor. Uma felicidade capaz de fazer até mesmo um frio mecânico inglês dizer em rede mundial que ama Hamilton. É esse o espírito de competição que o torcedor deseja.

As ordens de equipe devem ser adotadas apenas quando necessário. Se a Ferrari reagir nas próximas etapas, por exemplo, então será a hora da cúpula de Woking se reunir e determinar o número 1 do esquadrão. Da mesma forma como já fez a rival italiana, que elegeu Felipe Massa (embora não oficialmente) como o centro das atenções a partir de agora.

Mas voltemos a falar sobre a etapa de Indianápolis, a segunda melhor do ano na minha opinião — perdeu apenas para o GP do Canadá. Foi uma prova bastante movimentada, que teve muito agito no pelotão do fundo, alto destaque para os novatos e registrou o primeiro confronto direto entre Hamilton-Alonso e Massa-Raikkonen.

Fernandinho suou para ganhar na terra do “Tio Sam”, mas saiu derrotado. Deve ter se mordido por dentro para aparecer no pódio abraçado com Hamilton, mas teve o bom-senso de admitir que a disputa travada na pista foi limpa e honesta. Esporte é isso.

Lewis chegou aos 58 pontos dos 70 possíveis, manteve a liderança do certame e abriu dez tentos de vantagem sobre o espanhol. A briga está aberta e só tende a ficar mais acirrada. E não pensem que o asturiano está morto. Ao contrário, está fazendo um ótimo serviço em seu ano de estréia na McLaren. Se teve azar de ter um fenômeno como parceiro, teve sorte de se transferir para o melhor carro do momento, além de ter sido uma das peças fundamentais para a equipe atingir este nível.

Na Ferrari, o clima é de tensão. A escuderia fez o que era possível nos EUA e agora terá de quebrar a cabeça para melhorar o modelo F2007. Quanto aos pilotos, Massa decepcionou somente por ter adotado uma postura de “aqui só posso ser o terceiro”. Raikkonen, por sua vez, falhou novamente na largada, mas enfim pilotou de forma decente. Pena que tarde demais, pois nesta altura do campeonato terá de assumir o papel de número 2.

A BMW pontuou com Sebastian Vettel, que se tornou o mais jovem a terminar na zona de pontuação, com 19 anos 11 meses e 14 dias — a marca anterior era de Jenson Button, que estava com 20 anos, 2 meses e 7 dias quando chegou em sexto no Brasil, pela Williams, no GP de 2000. Nick Heidfeld abandonou com problemas no câmbio. Não fosse isso, chegaria em quinto. Como disse meu amigo Rodrigo Furlan, é um time em escala ascendente que pode surpreender as ditas “grandes” no retorno à fase européia.

Na Renault, Heikki Kovalainen parece ter se encontrado. Até liderou a corrida, ora bolas, e alcançou uma merecida quinta colocação. Já Giancarlo Fisichella pagou pela rodada, mas protagonizou belas ultrapassagens. Ficou em nono, a posição do bobo, diria Galvão Bueno.

Uma pena o abandono de Nico Rosberg, um rapaz que está andando muito bem neste ano, com um carro apenas razoável. Largou lá atrás e com uma boa estratégia de uma única parada saltou para sexto. Só não contava com o estouro do motor Toyota que equipa sua Williams.

Jarno Trulli e Mark Webber foram outros dois que pilotaram bem e garantiram pontos importantes para suas equipes. Mau para Ralf Schumacher, que abandonou na primeira curva. No caso de David Coulthard, sua cotação está aparentemente boa com o pessoal da Red Bull, apesar de também ter ficado pelo caminho.

Wurz, Davidson, Button e Liuzzi foram os lanterninhas que se mataram por uma “boa” posição no fundão. Garantiram um pouco mais de animação à corrida, pelo menos. Por fim Rubens Barrichello, sobre quem sinceramente não há o que falar. Creio que teria vencido a briga da rabeira do grid, caso não abandonasse.

Uma bela corrida esta dos EUA. E que venha a fase européia!

sábado, 16 de junho de 2007

Acontecimentos marcantes de Indy

Duelo ferrarista na edição de 2004.

Embora tenham sido poucas as corridas da Fórmula 1 no circuito de Indianápolis, cada uma das edições do GP norte-americano registrou fatos de destaque para a história da competição. Todos curiosamente envolvendo o vencedor da prova. Dê uma espiada abaixo:

2000: Michael Schumacher abre oito pontos de vantagem sobre Mika Hakkinen e põe uma mão na taça do Mundial.

2001: Mika Hakkinen conquista a sua 20ª e última vitória na F-1.

2002: Rubens Barrichello vence Schumacher na menor diferença entre o primeiro e segundo colocado da história: apenas 11 milésimos de segundo.

2003: Schumacher dá show de pilotagem e passo importante para a conquista do hexacampeonato.

2004: Tramóia ou erro do computador? O Safety Car sai da pista e Schumacher ultrapassa Barrichello antes de cruzar a linha de chegada, o que é proibido pelo regulamento. Apesar do fato registrado pela TV, nenhuma punição foi aplicada ao piloto, que subiu mais uma vez no topo do pódio. A FIA, depois da corrida, disse que houve uma pane no sistema de cronometragem. Sei...

2005: Alemão fatura em Indianápolis a sua única vitória deste ano negro para Ferrari.

2006: De novo o tedesco, desta vez iniciando a arrancada de recuperação no campeonato. E a última corrida de Juan Pablo Montoya na categoria.

Hamilton rouba o doce de Alonso nos EUA

Tentem adivinhar o que cada um está pensando.

Difícil encontrar um adjetivo que defina completamente a capacidade que este menino tem para acelerar um carro de Fórmula 1. Chega a dar gosto de ver a forma como Lewis Hamilton conduz o bólido da McLaren e seu talento natural para pisar fundo na hora e momento certos.

O inglês surpreendeu na tarde deste sábado ao conquistar a pole-position para o GP dos EUA. Tirou o famoso coelho da cartola para desbancar o então favorito Fernando Alonso, que havia liderado todos os treinos em Indianápolis.

Imaginem o que está se passando na cabeça do bicampeão, o segundo colocado no grid. Ninguém mais do que ele sabia da importância psicológica em conseguir largar na frente nesta etapa, pois seria a única forma de tentar abafar um pouco a empolgação cada vez mais ascendente de seu companheiro de equipe, que lidera o Mundial.

As declarações do espanhol durante a coletiva de imprensa deram a entender que ele esteja com um pouco mais de gasolina em relação a Lewis, mas isso não muda muita coisa. Essa suposta diferença de combustível em termos de volta deve se resumir a no máximo duas passagens.

Será, não tenham dúvida, um duelo bonito de se ver amanhã. Dois companheiros de equipe, primeiro e segundo colocados na tabela de pontos, os dois melhores carros do grid na atualidade e um time que permite o confronto entre seus competidores. É tudo o que o torcedor deseja.

Some a essa briga a Ferrari de Felipe Massa, que larga na terceira posição. O brasileiro, embora tenha tomado 0s331 do pole, conta com um bom pacote para corrida e certamente vai correr com a faca entre os dentes para manter as esperanças de lutar pelo título.

Quanto a Kimi Raikkonen, em quarto, espera-se que seja um pouco mais ativo neste GP. De minha parte, já apostei até demais numa melhora do finlandês, que só trouxe decepção. Definitivamente, seu espírito de corredor é totalmente oposto ao clima quente da escuderia italiana. Um casamento infeliz que se consumou.

A BMW no quinto lugar, com Nick Heidfeld, fez o que dela se esperava. Cheguei a pensar num terceiro posto para o time alemão, mas acabei subestimando demais a Ferrari. Porém, vejo uma boa chance da escuderia conseguir ao menos a quarta colocação neste domingo.

Belo resultado para Heikki Kovalainen, o sétimo com o bólido da Renault. Vejamos se o finlandês completa o seu primeiro fim de semana sem erros e aumenta o seu prestigio diante da mídia e da equipe francesa, especialmente.

Sebastian Vettel, em sétimo, conseguiu uma satisfatória estréia em treinos de classificação — acredito que Robert Kubica, o polonês afastado, não teria feito algo melhor. Jarno Trulli, em nono, só comprova que a Toyota precisa acelerar o processo de dispensa de Ralf Schumacher. O alemão foi apenas o 12º e fez uma cara de choro muito feia ao sair de seu carro. Tadinho dele.

Um mau dia para a Williams, que parecia ter chances fazer um bom tempo com Nico Rosberg. Ficou devendo e alcançou um modesto 14º lugar. Atrás, veio Rubens Barrichello, outro que deixou a desejar. Na verdade, o velho problema do carro muito, mas muito ruim acabou prejudicando o brasileiro.

O que chamou atenção num todo foram os tempos registrados, muito acima do que poderia se esperar. A melhor volta foi alcançada por Alonso, no Q2, com o giro de 1min11s926. No ano passado, a pole de Michael Schumacher foi estabelecida em 1min10s832. A razão dos tempos altos — além dos pneus mais lentos deste ano — foi o forte calor que castigou o circuito: 35ºC nos termômetros e 59ºC no asfalto.

Meu palpite para o pódio já está definido: Dobradinha da McLaren e Felipe Massa na terceira posição. E vou parar por aqui, porque sinceramente vejo um bom equilíbrio entre Hamilton e Alonso. Numa aposta como torcedor, fico com o “negão”.

Estejam preparados para uma ótima corrida!

Grid de largada:
1) Lewis Hamilton (McLaren), 1min12s331
2) Fernando Alonso (McLaren), 1min12s500
3) Felipe Massa (Ferrari), 1min12s703
4) Kimi Raikkonen (Ferrari), 1min12s839
5) Nick Heidfeld (BMW), 1min12s847
6) Heikki Kovalainen (Renault), 1min13s308
7) Sebastian Vettel (BMW), 1min13s513
8) Jarno Trulli (Toyota), 1min13s789
9) Mark Webber (Red Bull), 1min13s871
10) Giancarlo Fisichella (Renault), 1min13s953
11) David Coulthard (Red Bull), 1min12s873
12) Ralf Schumacher (Toyota), 1min12s920
13) Jenson Button (Honda), 1min12s998
14) Nico Rosberg (Williams), 1min13s060
15) Rubens Barrichello (Honda), 1min13s201
16) Anthony Davidson (Super Aguri), 1min13s259
17) Alexander Wurz (Williams), 1min13s441
18) Takuma Sato (Super Aguri), 1min13s477
19) Vitantonio Liuzzi (Toro Rosso), 1min13s484
20) Scott Speed (Toro Rosso), 1min13s712
21) Adrian Sutil (Spyker), 1min14s122
22) Christijan Albers (Spyker), 1min14s597

Asturiano a um passo da pole nos EUA

Domínio absoluto de Fernando Alonso nos treinos livres em Indianápolis. O espanhol liderou neste sábado o terceiro e último ensaio antes da classificação, com um tempo inferior ao que havia registrado na sessão 1 de ontem, quando cravou 1min11s925. É o meu favorito à pole-position e vitória e deve virar, daqui a pouco, uma marca na casa de 1min10s alto.

Impressionante o desempenho de Sebastian Vettel, segundo colocado com a BMW. Deve brigar com o companheiro de equipe, Nick Heidfeld, pelo terceiro lugar do grid. Minha aposta para a segunda posição é Lewis Hamilton. Ou seja, mais um chocolate da McLaren sobre as rivais.

A Ferrari? Até o momento, só decepção. Ficou apenas em sexto e sétimo no treino de hoje, com Kimi Raikkonen à frente de Felipe Massa. Os dois vão ter que tirar leite de pedra para fazer algo decente nesta etapa.

Treino livre 3:
1) Fernando Alonso (McLaren), 1min12s150
2) Sebastian Vettel (BMW), 1min12s321
3) Lewis Hamilton (McLaren), 1min12s378
4) Heikki Kovalainen (Renault), 1min12s574
5) Nick Heidfeld (BMW), 1min12s646
6) Kimi Raikkonen (Ferrari), 1min12s692
7) Felipe Massa (Ferrari), 1min12s709
8) Giancarlo Fisichella (Renault), 1min12s710
9) David Coulthard (Red Bull), 1min12s940
10) Nico Rosberg (Williams), 1min13s031
11) Jarno Trulli (Toyota), 1min13s057
12) Ralf Schumacher (Toyota), 1min13s061
13) Anthony Davidson (Super Aguri), 1min13s069
14) Mark Webber (Red Bull), 1min13s289
15) Jenson Button (Honda), 1min13s318
16) Vitantonio Liuzzi (Toro Rosso), 1min13s415
17) Takuma Sato (Super Aguri), 1min13s476
18) Rubens Barrichello (Honda), 1min13s573
19) Alexander Wurz (Williams), 1min13s626
20) Scott Speed (Toro Rosso), 1min13s979
21) Adrian Sutil (Spyker), 1min14s142
22) Christijan Albers (Spyker), 1min14s402

Retrospecto dos favoritos em Indianápolis

Façamos uma análise das últimas edições do GP dos EUA, em Indianápolis, para saber como foi o desempenho dos pilotos que certamente brigarão por um lugar no pódio da etapa deste domingo. O resultado, você verá a seguir, não é dos mais animadores.

O espanhol Fernando Alonso, por exemplo, jamais se deu bem na terra do “Tio Sam”. Abandonou por três temporadas seguidas e completou a corrida somente uma vez; no ano passado ao terminar na quinta posição.

Felipe Massa conseguiu um segundo lugar em 2006. De resto, nada mais de relevante, afinal, anteriormente correu apenas em 2004 e abandonou. Em 2002, foi substituído por Heinz-Harald Frentzen por ter recebido uma punição no GP da Itália — foi considerado culpado por um acidente com Pedro de La Rosa. Como o brasileiro teria de perder dez posições no grid, Peter Sauber optou por fugir da penalidade escalando o reserva alemão.

Kimi Raikkonen, com a McLaren, fez uma pole-position e terminou uma vez em segundo. Já Nick Heidfeld, por incrível que pareça, contabiliza a maior quantidade de provas finalizadas: cinco das seis que disputou.

O balanço desses corredores, no entanto, poderia ter sido um pouco melhor (ou pior) se a edição de 2005 não fosse boicotada pelas equipes que utilizavam os pneus Michelin. Os compostos franceses apresentaram baixa resistência ao asfalto e inclinação do trecho oval, e sem autorização da FIA para utilizarem uma borracha alternativa, os times preferiram se auto-excluir da corrida a sofrerem um acidente sério. Como conseqüência, tivemos um GP com seis carros, todos calçados de Bridgestone: Ferrari, Jordan e Minardi.

Raio-X de histórico nos EUA:

Fernando Alonso (ESP/McLaren)
2001: Abandonou
2002: Não correu (foi piloto de testes da Renault)
2003: Abandonou
2004: Abandonou
2005: Não correu
2006: 5º
Melhor posição no grid: 5º (2006)

Felipe Massa (BRA/Ferrari)
2002: Não correu
2003: Não correu (foi piloto de testes da Ferrari)
2004: Abandonou
2005: Não correu
2006: 2º
Melhor posição no grid: 2º (2006)

Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari)
2001: Abandonou
2002: Abandonou
2003: 2º
2004: 6º
2005: Não correu
2006: Abandonou
Melhor posição no grid: 1º (2003)

Nick Heidfeld (ALE/BMW)
2000: 9º
2001: 6º
2002: 9º
2003: 5º
2004: 11º
2005: Não correu
2006: Abandonou
Melhor posição no grid: 6º (2001)

Lewis Hamilton (ING/McLaren)

- Não tem, mas nem precisa de resultados anteriores para ser apontado como um dos fortes candidatos ao primeiro lugar do pódio.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

De caça a caçadora e vice-versa

A sexta-feira de treinos livres para o GP dos EUA confirmou a inversão de papéis ocorrida entre as candidatas ao título de 2007. De caça, a Ferrari passou a ser caçadora da nova presa, as flechas prateadas da McLaren. Fernando Alonso foi o mais rápido nos dois ensaios do dia, mostrando estar completamente determinado a superar tudo e a todos (entenda-se aqui Lewis Hamilton) para conseguir vencer pela terceira vez no ano.

A segunda posição no treino livre 2 ficou com o “negão”, líder do Mundial. Seu principal objetivo foi aprender os detalhes do circuito de Indianápolis, onde nunca havia pilotado. Mas como era de se esperar, o inglês demonstrou novamente sua inteligência e capacidade para rápidas adaptações. Será, portanto, um forte candidato à vitória.

Felipe Massa obteve o terceiro melhor giro e se disse confiante para a classificação e corrida. Avaliação semelhante fez seu companheiro de equipe, Kimi Raikkonen, o quarto colocado. Se não for blefe da dupla vermelha, assistiremos então a uma briga intensa pela pole-position neste sábado.

É de se esperar, de fato, um melhor desempenho da Ferrari em relação ao fiasco que foi no GP do Canadá. O retrospecto joga a favor da escuderia italiana — que venceu sete das seis provas disputadas em Indianápolis. Contudo, a atualidade aponta para uma considerável vantagem da McLaren, a meu ver de 0s2 a 0s3 no traçado norte-americano.

E é bom ficar de olho nas BMW, que andaram muito bem na sessão matinal, porém, mais discretas no ensaio vespertino. Mesmo assim, Nick Heidfeld estabeleceu a quinta passagem no treinamento da tarde, enquanto Sebastian Vettel foi o 11º. Um dia satisfatório para o novato alemão, que substitui Robert Kubica.

Boa atuação de Nico Rosberg ao fazer o sétimo tempo com a Williams, demonstrando a força do motor Toyota e a consistente aerodinâmica do modelo FW29. Destaque também para a Honda, que ficou em nono e décimo com Rubens Barrichello e Jenson Button. Usaram e abusaram dos pneus moles, mas enfim; que repitam o serviço no sábado.

Se tivesse que apostar em alguém para a pole de imediato, ficaria com Alonso. Ainda não defini meu vencedor, sequer os outros dois sujeitos que subirão no pódio. Mas essas e outras apostas ficarão para depois do treino livre 3.

Fiquem ligados na programação:*

Sábado (16)
11h00: treino livre 3
14h00: classificação

Domingo (17)
14h00: GP dos EUA (73 voltas)

*Horários de Brasília.

Kubica é vetado e Vettel escalado pela BMW

Alemães passam a ter cinco pilotos no grid.

Robert Kubica não gostou, até demonstrou uma certa irritação, mas a decisão dos médicos da FIA em vetar a participação do polonês no GP dos EUA foi a mais sensata que poderiam tomar.

Gary Hartstein, médico-chefe da entidade, disse que a medida foi tomada por precaução, pois um novo acidente poderia causar sérios danos cerebrais ao corredor, que ao invés de reclamar deveria continuar rezando bastante pelo fato de ter escapado inteirinho da forte batida sofrida na etapa do Canadá.

Com o afastamento provisório de Robert, quem assume o cockpit da BMW é o jovem alemão Sebastian Vettel, de apenas 19 anos. A pouca idade, contudo, não impressiona tanto como o talento que este menino demonstra possuir. É uma grande aposta dos germânicos para voltarem, um dia, ao topo do pódio. Terá, pois, a sua primeira chance de mostrar um bom serviço e aproveitando o bom momento vivido por sua equipe, segunda colocada na corrida de Montreal.

Será importante também ficar atento às reações das escuderias quanto à estréia de Vettel; a Red Bull em especial, que já admitiu o interesse de contratar o piloto — que, aliás, dispõe de um forte patrocínio da fabricante de energéticos — num futuro próximo, a princípio em 2009.

Esta será, ainda, a primeira mudança no grid da F-1 nesta temporada. Outras estão por vir? Bom, deixemos esta discussão para um outro momento. Para encerrar, fica o destaque para a quantidade de alemães que largarão para a corrida estadunidense. Serão cinco: Nick Heidfeld, Nico Rosberg, Ralf Schumacher, Adrian Sutil e o novato Sebastian.

Embora nenhum tedesco tenha vencido neste ano, continuamos acompanhando um esporte no qual só dá alemão.

terça-feira, 12 de junho de 2007

Ferrari tem retrospecto impecável em Indy

Com Schumacher, foram cinco vitórias.

Até as vésperas dos treinos livres para o GP do Canadá, ninguém imaginava que a Ferrari levaria um chocolate da McLaren e terminaria a prova com um piloto desclassificado e o outro numa modesta quinta posição. Era algo impensável para uma equipe que havia vencido seis das últimas dez edições da corrida de Montreal e que parecia ter o melhor carro para as características do circuito canadense.

Página virada, eis que surge a etapa dos EUA, outro local onde o favoritismo aponta para a escuderia italiana. Em Indianápolis, o time vermelho venceu nada menos do que seis das sete provas lá disputadas — só perdeu em 2001, para a McLaren.

Além das vitórias, a Ferrari alcançou cinco segundos lugares, fez cinco dobradinhas e cinco pole-positions no templo sagrado do automobilismo norte-americano. Por esse ótimo retrospecto, é no momento a principal candidata a subir no topo do pódio no próximo fim de semana.

Mas conseguirá vencer realmente? Somente após os primeiros treinos livres para termos alguma idéia. A única certeza, contudo, é a de que a equipe precisa muito desta vitória, para espantar o fantasma de uma possível crise e impedir que as “flechas de prata” disparem ainda mais na classificação.

Já são 15 pontos de diferença entre Lewis Hamilton e Felipe Massa, curiosamente a mesma diferença que separava Fernando Alonso de Michael Schumacher na temporada passada, depois das seis primeiras corridas. O alemão até chegou a descontar essa vantagem do espanhol e assumiu a liderança do torneio. Cabe ao brasileiro, agora, fazer o mesmo.

Raio-X do GP dos EUA, em Indianápolis:

Vencedores:
2000: Michael Schumacher (ALE/Ferrari)
2001: Mika Hakkinen (FIN/McLaren)
2002: Rubens Barrichello (BRA/Ferrari)
2003: Michael Schumacher (ALE/Ferrari)
2004: Michael Schumacher (ALE/Ferrari)
2005: Michael Schumacher (ALE/Ferrari)
2006: Michael Schumacher (ALE/Ferrari)

Poles:
2000: Michael Schumacher (ALE/Ferrari)
2001: Michael Schumacher (ALE/Ferrari)
2002: Michael Schumacher (ALE/Ferrari)
2003: Kimi Raikkonen (FIN/McLaren)
2004: Rubens Barrichello (BRA/Ferrari)
2005: Jarno Trulli (ITA/Toyota)
2006: Michael Schumacher (ALE/Ferrari)