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terça-feira, 14 de agosto de 2007

Saudades da equipe Jordan

Primeiro tentaram os russos e deram o nome de Midland ao time. Mas em menos de uma temporada desistiram da aventura e passaram a bola para uma marca de carros esportivos da Holanda. Era a Spyker, que nesta terça-feira acenou a possibilidade de também abandonar os investimentos na Fórmula 1, em função de problemas financeiros.

Caso realmente encerre suas atividades, será outra equipe a cair no esquecimento do público, mais um nome fracassado e que pouco representou para a categoria de monopostos. Situação totalmente oposta a da Jordan, a responsável por abrir espaço para essas duas escuderias de baixo prestígio.

Apesar de extinto, o time irlandês deixou uma história respeitável ao longo de seus 15 certames disputados. Promoveu, por exemplo, a estréia de um “certo” Michael Schumacher, assim como a de
Rubens Barrichello. Além disso, chegou a brigar por um título mundial contra Ferrari e McLaren, em 1999, não se intimidando por ser uma equipe média.

Em 14 anos, disputou 250 GPs, venceu quatro, fez 19 pódios, duas pole-positions, duas voltas mais rápidas e somou 291 pontos. Sempre sonhou, claro, em chegar ao patamar de escuderia de ponta, mas jamais conseguiu este grande salto.

Teve carros de pinturas belíssimas, como o verde em seu primeiro ano na F-1, o dourado de 1996 e o tradicional amarelo usado de 1997 a 2005. Foi um grupo de carisma, que encarava o esporte a motor como paixão, não somente como negócio.

Abandonou o circo por falta de investidores; acabou o dinheiro. Mas saiu com dignidade de ser lembrada com carinho e saudade, ao contrário da Midland e, ao que parece, Spyker. Aliás, quem será que vem por aí, caso os holandeses realmente saltarem do barco?

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Sakon-sama


No ano passado, Sakon entrou no lugar de Montagny, na Super Aguri

Ele voltou. Naturalmente não colocarei uma exclamação nesta frase porque não estamos falando de Jacques Villeneuve, Mika Hakkinen e muito menos Michael Schumacher, mas sim de um piloto da terra do sol-nascente que já passou pela F-1 em 2006. Senhoras e senhores, Sakon Yamamoto será o titular da Spyker até o final da temporada.

O que isso significa? Que o pobre Markus Winkelhock, aquele que encantou multidões ao liderar o GP da Europa por alguns momentos, ainda que dirigindo o pior carro da categoria, volta a exercer a função de piloto de testes, ao lado de mais trinta ou trinta e cinco pilotos (claro, isso foi um exagero).

Em termos de melhoria técnica, acho que muda muito pouca coisa. Sakon não é melhor do que Adrian Sutil, mas parece ser um pouco superior em relação a Christijan Albers, o que não quer dizer praticamente nada.

De qualquer forma, para que vocês não digam que estou pegando pesado com o nipônico, deixo registrado também um destaque positivo. Na última prova de 2006, o GP do Brasil, Yamamoto, guiando o carro dois da Super Aguri, empolgou torcedores e jornalistas ao marcar a sétima volta mais rápida da corrida, ficando à frente, por exemplo, dos tempos das duas BMW e da McLaren de Pedro de la Rosa.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Winkelhock, o desconhecido


Markus Winkelhock parece ser um bom sujeito, não?

O anúncio oficial deve acontecer amanhã, mas já está na mídia européia a informação: a vaga deixada por Christijan Albers na Spyker será ocupada, no GP da Europa, pelo alemão Markus Winkelhock.

Quem?

Apesar de não ser muito conhecido, já que não participou de categorias preparatórias como GP2 e Fórmula 3000, Markus vem de uma família de tradição no automobilismo. O rapaz é filho de Manfred Winkelhock, piloto que competiu na F-1 durante a primeira metade da década de 1980 e morreu numa prova de carros de Turismo, em 1985, guiando um Porsche. Joachim Winkelhock, titular da cômica escuderia AGS em 1989 e vencedor das 24h de Le Mans em 90 e 91, é tio de Markus.

No ano passado, o novo (e oficioso) titular da Spyker exerceu a função de terceiro piloto da equipe, quando ela ainda se chamava Midland, em quatro etapas: Bahrein, Austrália, Alemanha e Hungria. Ele dividiu os trabalhos com o suíço Giorgio Mondini e o seu compatriota Adrian Sutil, titular do time holandês desde o início de 2007. Neste ano, foi selecionado como um dos quatro test-drivers da Spyker, ao lado de Giedo van der Garde, Fairuz Fauzy e Adrián Vallés.

PERFIL - Markus Winkelhock
Nacionalidade:
Alemão
Idade: 27 anos
Retrospecto na F-1: não estreou
Retrospecto no Automobilismo: piloto de testes da Midland (2006) e da Spyker (2007), na F-1; passagens pela DTM, Nissan World Series, F-3 Alemã

terça-feira, 10 de julho de 2007

Albers recebe cartão vermelho

A Spyker confirmou nesta terça-feira a demissão de Christijan Albers, notícia que já era aguardada há algum tempo na Fórmula 1. O motivo para a dispensa do holandês, segundo a equipe, foi o calote financeiro dado por um dos patrocinadores do piloto. Os dirigentes nada disseram sobre o péssimo desempenho do corredor na temporada, mas também não era preciso humilhá-lo com a verdade.

Eis aqui uma declaração, digamos, forçada de Colin Kolles, chefe do time, sobre o anúncio de hoje: “Esta foi uma decisão muito difícil, pois o Christijan estava começando a se acertar no carro. Mas nosso programa de desenvolvimento ficou comprometido com o não pagamento de um de seus apoiadores. Então ficamos sem saída e fomos forçados a tomar a medida drástica”, afirmou.

Em três temporadas e meia, Albers pouco fez para honrar seu papel de piloto titular. Disputou 46 corridas, tendo como melhor resultado em condições normais o décimo lugar com a extinta MF1 no GP da Hungria de 2006. Digo em situação normal porque consta em seu currículo a quinta posição no GP dos EUA de 2005, aquele disputado apenas por Ferrari, Jordan e Minardi. Dos seis monopostos na pista de Indianápolis, ele conseguiu ser o penúltimo. E marcou quatro pontos, os únicos de sua carreira.

Muitas pessoas do meio da F-1 diziam, em tom de brincadeira, que a vaga de Christijan na categoria era garantida graças ao seu relacionamento com a bela Liselore Kooijman, filha de um dos acionistas da Spyker. Seria demais então imaginarmos que a dispensa do competidor tenha tido um dedinho de sua esposa na jogada? Não seria ela uma senhora ciumenta e revoltada por ver o marido alegre ao lado desta linda loira no GP da Inglaterra?

Brincadeiras à parte, a situação mais aceitável é a de que a cota de papelões de Albers chegou ao fim quando ele deixou os boxes de Magny-Cours, na etapa da França, levando mangueira e tudo mais, quase provocando um incidente mais grave que o abandono patético. Some ainda o fato de ter “apanhado” constantemente do companheiro-estreante Adrian Sutil. Motivos de sobra para ser demitido.

Se tivesse que dar um conselho, sugeriria ao holandês tentar o retorno ao DTM, Campeonato Alemão de Turismo, onde ele conseguiu ser vice-campeão em 2003 e terceiro colocado no certame de 2004.

Quanto ao substituto, a Spyker disse que ainda não tem um nome para anunciar, mas já se fala na escolha de Christian Klien — atual piloto de testes da Honda — como a mais provável. E a mais sensata, na minha opinião.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Dança das cadeiras vai começar

Passada a metade da temporada, muitas coisas já ficaram claras. Os quatro pilotos que brigarão pelo título, as equipes estão numa boa fase, as grandes decepções da temporada. Mas será que o termo "decepção" é correto aqui? Se pensarmos num dos casos, o de Alexander Wurz, é possível, já que possui um histórico considerável como piloto de testes em equipes boas, como a McLaren. No outro, o de Christijan Albers, nem tanto.

De qualquer forma, as cabeças de ambos estão à prêmio. Albers, terceiro ano na categoria e, por isso, com certa experiência, está tomando uma sova do novato (e rápido) Adrian Sutil, em que pese os erros do alemão, relativamente normais para quem está no começo da carreira.

Curiosamente Wurz está à frente do companheiro Nico Rosberg na tabela de classificação, com 8 pontos a 5. Isso mostra que os números mentem. É uma covardia comparar o desempenho dos pilotos da Williams em 2007, em todos os aspectos, exceto no número de pontos. A explicação da vantagem do austríaco reside no pódio conquistado naquele estranhíssimo GP do Canadá. Uma exceção.


Oito anos depois da Minardi, Gené pode ser titular na Spyker

A verdade é que tanto Albers quanto Wurz correm sérios riscos de substituição já no GP da Alemanha, marcado para 29 de julho. Na Spyker, o favorito parece ser Marc Gené, infindável test-driver da Ferrari, no que me pareceria um acordo de conveniência (lembremos que a Ferrari fornece seus motores para a equipe holandesa). Especula-se ainda que o abastado Narain Karthikeyan, que pilotou para a antecessora Jordan, tenha chances.



Vinculado à Renault, Nelsinho ganharia experiência

Na Williams, quem assumiria a vaga é Nelsinho Piquet. Via Flávio Briatore, dando uma graninha para a equipe de Frank. Dessa forma, voltaríamos a ver uma disputa que aconteceu em 2004, para a condição de terceiro piloto da própria Williams, e em 2005, na GP2, entre os filhos de dois grandes ex-campeões mundiais. Será interessante.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Rival de Hamilton estaria na Spyker?

Muita atenção a este recado a la Mãe Diná: Adrian Sutil pode se tornar o grande rival do novato Lewis Hamilton na Fórmula 1. A aposta é de Colin Kolles, chefe da equipe Spyker e patrão do estreante piloto alemão.

O argumento do dirigente foi fundamentado na temporada 2005 da F-3 Européia, que registrou o confronto entre os dois corredores, então companheiros de equipe. “Como eles competiram juntos, conheceram tanto as habilidades como as fraquezas um do outro. E tenho comigo a sensação de que o Adrian será o rival número 1 de Lewis”, afirmou.

“Sutil é um talento promissor, mas precisamos ser realistas e enxergar onde estamos em termos de equipamento. Temos que dar a ele um carro competitivo para poder brigar com as melhores equipes e pilotos”, ponderou Kolles.

Se olharmos a tabela de classificação da F-3 Européia de dois anos atrás, veremos de fato os nomes de Hamilton e Sutil no topo da relação. O inglês foi o campeão e o alemão, o vice. Mas daí a dizer que Adrian deu trabalho para Lewis faturar o título já se torna muito forçado.

Ao todo, foram disputadas 20 corridas em dez rodadas duplas. O hoje contratado da Spyker venceu duas e encerrou o certame com 94 pontos. Alguém lembra o que o atual líder da F-1 fez? Subiu 15 vezes no lugar mais alto do pódio e marcou 172 tentos.

Na categoria máxima do automobilismo, seguiram caminhos bem distintos. Lewis é o menino prodígio de uma das mais tradicionais equipes, a McLaren, e tem em mãos o melhor carro do grid. Sutil é a aposta da Spyker, escuderia que comprou a fracassada Midland F1, que por sua vez havia adquirido a Jordan. No popular, é a Minardi do momento — com todo respeito ao extinto e carismático time italiano.

Mas voltando ao assunto das previsões de Colin Kolles, considero um pouco complicado tomar como base o desempenho de um piloto nas categorias de acesso para se fazer uma aposta para o futuro. Afinal, tantos foram os sujeitos que brilharam nas chamadas competições escolas e que na hora da verdade nada fizeram.

Alguns que me vêm à mente: Antonio Pizzonia, Jan Magnussen, Ricardo Zonta, Michael Andretti, Anthony Davidson e até Heinz-Harald Frentzen. Este último, embora tenha vencido três corridas e subido 18 vezes no pódio, era tido como o cara que faria frente a Michael Schumacher. Decepção total!

Em vez então de tentar adivinhar o que Sutil possa vir a fazer, deixemos o cara pilotar. Acho que já ouvi expressão parecida em algum outro lugar...

Números de Adrian Sutil na F-1
Corridas: 7
Abandonos: 3
Melhor resultado: 13º no GP da Espanha