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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Erro do Rei de Mônaco

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
Foi num dia 15 de maio que Ayrton Senna jogou fora aquela que seria uma das vitórias mais fáceis de sua carreira, o GP de Mônaco de 1988.

O tricampeão liderou a corrida da primeira a 66ª volta e tinha mais de 50 segundos de vantagem para o segundo colocado quando bateu o McLaren na saída do túnel, deixando o triunfo praticamente certo no Principado cair no colo de Alain Prost.

Não fosse o vacilo besta, Ayrton teria vencido impressionantes sete provas consecutivas nas ruas de Monte Carlo. Teve de se contentar com seis no currículo, fazer o quê!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Lembrança de vitória

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
Manhã de domingo, 1º de maio, corrida de Fórmula 1, Ayrton Senna na pista, circuito de Ímola. Tristeza? Nada disso. Há 21 anos, o tricampeão conquistava a sua primeira vitória no circuito de San Marino, a sétima da carreira.

A bordo do modelo MP4/4 da McLaren, equipado com motor Honda, o brasileiro partiu para as 60 voltas do Grande Prêmio saindo de seu lugar habitual, a pole position. Do sinal verde até a bandeirada foram exatos 1h32min41s264 na liderança. Venceu de ponta a ponta, numa atuação irretocável.

Com o resultado, Senna marcou seus primeiros nove pontos na temporada de 1988, ano de seu primeiro título Mundial. Em Ímola, conquistaria ainda outras duas vitórias (1989 e 1991) e mais algumas poles para ser até hoje o piloto que mais vezes largou na frente neste circuito, num total de oito proezas.

Ah, mas esse não é o 1º de maio que estamos habituados a recordar, não é mesmo? Exato, mas é bom lembrarmos também que esta data já foi motivo de alegria para nós. Por isso, fiquemos ao menos uma vez com a imagem feliz que este dia nos proporcionou.

Essa é a nossa homenagem diferenciada ao eterno campeão.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Lotus amarela em SP

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
Uma boa pedida para a agenda de lazer dos apaixonados por Fórmula 1: a partir desta quinta-feira, a Galeria Prestes Maia, no Vale do Anhangabaú (SP), abre para visitação pública a exposição Vitória, feita em homenagem a Ayrton Senna.

Ao contrário de outras mostras dedicadas ao tricampeão, desta vez o carro exposto não será uma McLaren, mas a belíssima Lotus amarela, utilizada pelo piloto na temporada de 1987.

Com o modelo 99T empurrado pelo motor V6 turbo da Honda, o brasileiro conquistou duas vitórias naquele certame, nos GPs de Mônaco e dos Estados Unidos, além de uma pole position e um total de oito pódios em 16 corridas. No campeonato, ficou com a terceira posição, atrás apenas das Williams de Nelson Piquet (campeão) e Nigel Mansell.

Capacetes originais, o primeiro kart — ganhado aos nove anos —, troféus, miniaturas dos carros que pilotou na F-1, um macacão da McLaren e painéis com imagens do eterno vencedor também poderão ser vistos de perto na exposição. E a melhor parte: é gratuita!

Anote na agenda – Exposição Vitória

Local: Galeria Prestes Maia, Vale do Anhangabaú (SP)
Visitação: De 23 de abril a 15 de maio
Horários: Das 9h30 às 19h
Entrada: Franca

terça-feira, 21 de abril de 2009

24 anos da 1ª vitória

FOTOS: REPRODUÇÃO/LAT
Em meio à tristeza de muitos brasileiros ocasionada pela morte de Tancredo Neves, o primeiro presidente civil após 20 anos de Regime Militar, uma jovem promessa do automobilismo nacional conquistava naquele 21 de abril de 1985, em Portugal, a sua primeira vitória na Fórmula 1.

As condições não poderiam ser mais condizentes à habilidade do tricampeão: chuva, muita água para a segunda etapa do Mundial. Senna largou na pole position, a número 1 de seu currículo, fez uma largada sem erros para se manter na frente do pelotão e caminhar por longas 67 voltas rumo à bandeira quadriculada.

Tamanha era a dificuldade de se manter na pista ensopada que apenas nove dos 26 carros do grid conseguiram terminar a prova. Ayrton, como a maioria dos adversários, também deu umas escapadas, rodou, passou pela grama, mas teve sorte e competência para sair ileso dos deslizes.

Liderou de ponta a ponta, com direito à volta mais rápida da corrida, selando assim o seu primeiro hat-trick (pole, vitória e melhor volta). Quanto aos concorrentes, sequer tiveram chance de incomodar o brasileiro. Tanto é que Michele Alboreto, o segundo colocado, completou o GP com mais de 1 minuto de atraso em relação ao vencedor.

Com o resultado, Senna passou a dividir com Alain Prost a vice-liderança do certame de 85, ambos com nove pontos. A primeira posição do campeonato era de Alboreto, com 12 tentos. Ao término do ano, porém, foi Prost quem celebrou o primeiro dos seus quatro títulos. Ayrton, que venceria ainda o GP da Bélgica, encerrou a temporada com o quarto lugar da classificação.

Resultado do GP de Portugal de 85:
1) Ayrton Senna (BRA/Lotus Renault), 67 voltas em 2h00min28s006
2) Michele Alboreto (ITA/Ferrari), a 1min02s978
3) Patrick Tambay (FRA/Renault), a 1 volta
4) Elio De Angelis (ITA/Lotus Renault), a 1 volta
5) Nigel Mansell (ING/Williams Honda), a 2 voltas
6) Stefan Bellof (ALE/Tyrrell Ford Cosworth), a 2 voltas
7) Derek Warwick (ING/Renault), a 2 voltas
8) Stefan Johansson (SUE/Ferrari), a 5 voltas
9) Piercarlo Ghinzani (ITA/Osella Alfa Romeo), a 6 voltas

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Senna vence em Mônaco

De volta ao blog após comemorar o aniversário de 24 aninhos na praia, não poderia deixar de comentar e homenagear a família Senna pela mais recente conquista: a vitória de Bruno em Mônaco, pela GP2.

A conquista de um novo Senna nas ruas do Principado após exatos 15 anos da sexta e última consagração de Ayrton em Monte Carlo, a bordo do modelo MP4/8 da McLaren.

Um êxito que certamente fez os fãs voltarem no tempo, sentir saudade e também torcer para que tenhamos em breve mais um Senna vencedor na Fórmula 1, capaz de brigar por vitórias e títulos.

Seria sensacional. Como já foi hoje com a chance que tivemos de encher o peito e dizer sem medo: Senna volta a vencer em Mônaco!

quinta-feira, 15 de maio de 2008

A bobeada de Senna

Foi num dia 15 de maio que Ayrton Senna jogou fora aquela que seria uma das vitórias mais fáceis de sua carreira, o GP de Mônaco de 1988. O tricampeão liderou a corrida da primeira a 66ª volta e tinha mais de 50 segundos de vantagem para o segundo colocado quando bateu o McLaren na saída do túnel, deixando o triunfo praticamente certo no Principado cair no colo de Alain Prost. Não fosse o vacilo besta, Ayrton teria vencido impressionantes sete provas consecutivas nas ruas de Monte Carlo. Teve de se contentar com seis no currículo, fazer o quê...

Dê uma espiada no resumo da corrida:

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Ídolo eterno

No dia em que são completados 14 anos da morte do inesquecível Ayrton Senna, recordemos algumas imagens que marcaram a belíssima trajetória do tricampeão na Fórmula 1.

Em dez anos na categoria, o brasileiro defendeu quatro equipes, conquistou três títulos mundiais, dois vices, 41 vitórias, 65 poles, 80 pódios, 19 voltas mais rápidas e 614 pontos em 161 corridas disputadas.

Saudades...

1983: O primeiro teste na Fórmula 1, com a Williams, no circuito espanhol de Jerez de La Frontera.

1984: Debaixo de chuva em Mônaco, no ano de estréia na categoria, conquistou o primeiro pódio ao chegar na segunda posição com o fraco carro da Toleman.

1985: Apesar do problema nos treinos, conquistaria em Portugal, a bordo da clássica Lotus preta, a primeira pole position e vitória.

1986: Apenas 14 milésimos de segundo de vantagem sobre a Williams de Nigel Mansell garantiram a Senna a vitória no GP da Espanha, em Jerez.

1987: Com a Lotus amarela, a primeira vitória em Mônaco, onde até hoje detém a coroa de Rei pelas seis proezas alcançadas.

1988: Campeão com a McLaren, após a vitória no GP do Japão, em Suzuka.

1989: O enrosco com Prost, em Suzuka, na luta para manter viva a esperança do bicampeonato.

1990: Novamente no Japão, o troco sobre o francês e o segundo título mundial.

1991: No ano do tri, a épica vitória no Brasil, com um carro que tinha apenas a sexta marcha nas últimas voltas do GP.

1992: A suada vitória em Mônaco, numa temporada que não teve chances de brigar pelo título.

1993: A fantástica primeira volta no molhado circuito de Donington Park, onde saltou da quarta posição para a liderança de forma espetacular.

1994: A última largada, no dia 1º de maio de 1994, em Ímola, com o bólido azul da Williams que tanto desejou pilotar.

A lição aprendida com a morte do gênio

A Fórmula 1 mudou muito nos últimos 14 anos. Os carros ficaram absurdamente mais seguros, os circuitos idem, os dirigentes mais comprometidos e preocupados com os pilotos. A categoria se tornou ainda mais veloz do que já era e, ao mesmo tempo, infinitamente superior em um quesito indispensável para a prática do esporte a motor: segurança.

Falar em um monoposto parado na caixa de brita após uma escapada de pista praticamente virou coisa do passado nesta Era em que os autódromos ultramodernos passaram a adotar extensas áreas de escape asfaltadas, que demonstraram ser mais seguras.

Os traçados clássicos, como Spa-Francorchamps, na Bélgica, também sofreram grandes modificações, todas em prol da segurança. O próprio circuito de San Marino deixou de ser o mesmo depois do fatídico GP de 1994. Desde o ano passado, aliás, foi abandonado pela F-1.

Fortes acidentes ainda acontecem, mas os sérios danos aos competidores felizmente deixaram de ser registrados. O exemplo mais recente ocorreu no último domingo, na Espanha, com Heikki Kovalainen. O finlandês sofreu uma batida frontal a 220 km/h contra a barreira de pneus da curva 9 da pista de Barcelona. Foi levado ao hospital, onde nada foi constatado. Nenhuma seqüela física ou cerebral.

Em 2007, no Canadá, Robert Kubica bateu com extrema violência no muro com o carro da BMW, que em seguida capotou diversas vezes. Os pés do piloto expostos no cockpit destruído aumentaram o pavor da cena, mas graças a Deus e à segurança Kubica escapou milagrosamente sem qualquer fratura. Apenas uma torção no tornozelo direito e uma leve concussão. Uma corrida de descanso e o polonês já voltava a acelerar.

Há 14 anos, uma Williams colidiu contra a mureta da extinta curva Tamburello, de Ímola. As conseqüências daquele triste episódio culminaram para que ninguém mais morresse em uma corrida de Fórmula 1, foram as razões para a configuração deste necessário quadro de segurança máxima.

Desnecessária, porém, foi a morte de um piloto para que isso tudo se concretizasse.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

23 anos da 1ª vitória

FOTOS: REPRODUÇÃO/LAT
Em meio à tristeza de muitos brasileiros ocasionada pela morte de Tancredo Neves, o primeiro presidente civil após 20 anos de Regime Militar, uma jovem promessa do automobilismo nacional conquistava naquele 21 de abril de 1985, em Portugal, a sua primeira vitória na Fórmula 1.

As condições não poderiam ser mais condizentes à habilidade do tricampeão: chuva, muita água para a segunda etapa do Mundial. Senna largou na pole-position, a número 1 de seu currículo, fez uma largada sem erros para se manter na frente do pelotão e caminhar por longas 67 voltas rumo à bandeira quadriculada.

Tamanha era a dificuldade de se manter na pista ensopada que apenas nove dos 26 carros do grid conseguiram terminar a prova. Ayrton, como a maioria dos adversários, também deu umas escapadas, rodou, passou pela grama, mas teve sorte e competência para sair ileso dos deslizes.

Liderou de ponta a ponta, com direito à volta mais rápida da corrida — selando assim o seu primeiro hat-trick (pole, vitória e melhor volta). Quanto aos concorrentes, sequer tiveram chance de incomodar o brasileiro. Tanto é que Michele Alboreto, o segundo colocado, completou o GP com mais de 1 minuto de atraso em relação ao vencedor.

Com o resultado, Senna passou a dividir com Alain Prost a vice-liderança do certame de 85, ambos com nove pontos. A primeira posição do campeonato era de Alboreto, com 12 tentos.

Ao término do ano, porém, foi Prost quem celebrou o primeiro dos seus quatro títulos. Ayrton, que venceria ainda o GP da Bélgica, encerrou a temporada com o quarto lugar da classificação.

Resultado do GP de Portugal de 85:
1) Ayrton Senna (BRA/Lotus Renault), 67 voltas em 2h00min28s006
2) Michele Alboreto (ITA/Ferrari), a 1min02s978
3) Patrick Tambay (FRA/Renault), a 1 volta
4) Elio De Angelis (ITA/Lotus Renault), a 1 volta
5) Nigel Mansell (ING/Williams Honda), a 2 voltas
6) Stefan Bellof (ALE/Tyrrell Ford Cosworth), a 2 voltas
7) Derek Warwick (ING/Renault), a 2 voltas
8) Stefan Johansson (SUE/Ferrari), a 5 voltas
9) Piercarlo Ghinzani (ITA/Osella Alfa Romeo), a 6 voltas

domingo, 20 de abril de 2008

A primeira das 65

Dia 20 de abril de 1985. Há 23 anos, Ayrton Senna dava início a uma de suas grandes virtudes na carreira de piloto: o registro de pole-positions. A primeira das 65 que conquistaria ao longo de dez anos de Fórmula 1 veio no seletivo traçado de Estoril, em Portugal, palco da segunda etapa do campeonato.

A bordo da Lotus preta e dourada, o brasileiro de capacete amarelo com listras verde e azul percorreu o circuito lusitano de 4.350 metros em 1min21s007, tempo 0s413 mais veloz que o estabelecido por Alain Prost, o segundo colocado do grid.

No dia seguinte, debaixo de muita chuva, Senna partiria em busca da sonhada primeira vitória. Sobre ela, porém, falaremos apenas amanhã.

Grid de largada do GP de Portugal de 85:
1) Ayrton Senna (BRA/Lotus Renault), 1min21s007
2) Alain Prost (FRA/McLaren TAG Porsche), 1min21s420
3) Keke Rosberg (FIN/Williams Honda), 1min21s904
4) Elio De Angelis (ITA/Lotus Renault), 1min22s159
5) Michele Alboreto (ITA/Ferrari), 1min22s577
6) Derek Warwick (ING/Renault), 1min23s084
7) Niki Lauda (AUT/McLaren TAG Porsche), 1min23s288
8) Andrea De Cesaris (ITA/Ligier Renault), 1min23s302
9) Nigel Mansell (ING/Williams Honda), 1min23s594
10) Nelson Piquet (BRA/Brabham BMW), 1min23s618
11) Stefan Johansson (SUE/Ferrari), 1min23s652
12) Patrick Tambay (FRA/Renault), 1min24s111
13) Riccardo Patrese (ITA/Alfa Romeo), 1min24s230
14) Eddie Cheever (EUA/Alfa Romeo), 1min24s563
15) Manfred Winkelhock (ALE/RAM Hart), 1min24s721
16) Thierry Boutsen (BEL/Arrows BMW), 1min24s747
17) Gerhard Berger (AUT/Arrows BMW), 1min24s842
18) Jacques Laffite (FRA/Ligier Renault), 1min24s943
19) François Hesnault (FRA/Brabham BMW), 1min25s717
20) Philippe Alliot (FRA/RAM Hart), 1min26s187
21) Stefan Bellof (ALE/Tyrrell Ford Cosworth), 1min27s284
22) Martin Brundle (ING/Tyrrell Ford Cosworth), 1min27s602
23) Jonathan Palmer (ING/Zakspeed), 1min28s166
24) Mauro Baldi (ITA/Spirit Hart), 1min28s473
25) Pierluigi Martini (ITA/Minardi Ford Cosworth), 1min28s596
26) Piercarlo Ghinzani (ITA/Osella Alfa Romeo), 1min30s855

Destaque: Naquele ano, Ayrton alcançaria mais seis pole-positions: Ímola, Mônaco, Estados Unidos (Detroit), Itália (Monza), Inglaterra (Brands Hatch) e Austrália (Adelaide). As temporadas em que mais vezes partiu da posição de honra do grid foram as de 1988 e 1989, com 13 façanhas em cada uma delas.

sábado, 12 de abril de 2008

Relembrando Senna no fim de semana

"Jornalista também é fã".

Capacetes originais do tricampeão, o primeiro kart — ganhado aos nove anos —, miniaturas dos carros que pilotou na Fórmula 1, um macacão da McLaren e painéis com imagens do eterno vencedor. Está tudo lá no Shopping Metrô Tatuapé, na zona leste de São Paulo.

As fotos deste post foram registradas hoje, por este escriba. Embora não sejam muitos itens em exposição, são suficientes para se recordar ótimos momentos do grande corredor. Enfim, um bom passeio para quem estiver pela capital paulista neste fim de semana.

"O primeiro kart de Ayrton, construído pelo pai em 1969".

"Clássico macacão da McLaren, utilizado no GP do Brasil de 1993".

"Visitante encantado com os capacetes expostos".

"O casco mais antigo da exposição, utilizado por Ayrton no GP de Portugal de 1985, onde conquistou a primeira pole e vitória da carreira, com a Lotus negra".

"Capacete da primeira vitória em Mônaco, alcançada em 1987 com a Lotus amarela".

"Esse foi usado na temporada de 1988, ano do primeiro título".

"Capacete de 1993, seu último ano na McLaren".

"Versão especial confeccionada para uma corrida de kart, em 1993".

"Modelo com o qual correu o GP do Brasil de 1994, pela Williams".

"Aglomeração para ver as belas miniaturas dos carros pilotados por Senna na F-1".

"Esqueceram-se apenas do belíssimo MP4/8, máquina construída pela McLaren para o certame de 93, que garantiu a Ayrton cinco vitórias e o vice-campeonato".

A exposição se encerra no dia 26 de abril. Até a próxima terça-feira, com uma doação mínima de dez reais, os visitantes poderão tirar uma foto segurando uma réplica do tradicional casco amarelo. A arrecadação será revertida para os projetos educacionais do Instituto (eu garanti a minha segunda).

Anote na agenda – Exposição Ayrton Senna

Local: Shopping Metrô Tatuapé - SP
Datas: até 26 de abril (Exposição) / até 15 de abril (foto com capacete, mediante doação mínima de R$ 10,00 para o Instituto)
Horários: Segunda a sábado das 10h às 22h. Domingo, das 12h às 20h.
Entrada: Franca

segunda-feira, 31 de março de 2008

Exposição de Senna no Shopping Tatuapé

Extra, extra! Notícia importante para os fãs de Senna: começa nesta quarta-feira, no shopping Metrô Tatuapé, em São Paulo, uma exposição em homenagem ao tricampeão de Fórmula 1, organizada pelo Instituto Ayrton Senna.

Entre os dias 2 e 26 de abril, quem passar pelo shopping da zona leste terá a oportunidade de conferir de perto seis capacetes originais, um macacão dos tempos de McLaren, o primeiro kart e painéis com imagens do piloto.

Além disso, até o dia 15, com uma doação mínima de dez reais, os visitantes poderão tirar uma foto segurando uma réplica do tradicional casco amarelo. A arrecadação será revertida para os projetos educacionais do Instituto.

Quem já tirou essa fotografia sabe que vale muito à pena o investimento. Ainda mais sabendo o louvável destino do dinheiro. Eu, com certeza, vou garantir mais uma!

Anote na agenda – Exposição Ayrton Senna

Local: Shopping Metrô Tatuapé - SP
Datas: 2 a 26 de abril (Exposição) / 2 a 15 de abril (foto com capacete, mediante doação mínima de R$ 10,00 para o Instituto)
Horários: Segunda a sábado das 10h às 22h. Domingo, das 12h às 20h.
Entrada: Franca

sexta-feira, 21 de março de 2008

Das pistas para o céu

Muito bacana, embora não inédita, a idéia da Williams em decorar um de seus aviões com as cores do FW30 e do capacete de Nico Rosberg. Uma ação parecida com essa foi feita por Ayrton Senna, em 1990.

Naquele ano, o brasileiro apareceu no GP do Japão com um helicóptero pintado com as tonalidades do seu casco. Outro trabalho muito bonito, como esse mais atual realizado pela escuderia inglesa.

Feliz aniversário, tricampeão!

48 anos... Como estaria de aparência já beirando a casa dos 50? Por quanto tempo mais teria ficado na Fórmula 1? Quantos outros títulos, vitórias, pole-positions... Será que montaria sua própria equipe?

Em meio a tantas perguntas sem respostas, uma única certeza sobre o aniversariante do dia: ele permanecerá para sempre vivo na memória das pessoas. Parabéns, Ayrton! Aonde quer que você esteja.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Resultado justo e eterno

Na eterna discussão sobre quem foi o maior piloto da história da Fórmula 1, Ayrton Senna conquistou a vitória em mais uma pesquisa. A enquete dessa vez foi realizada pelo jornal italiano “Corriere della Sera”, totalizando mais de quatro milhões de votos.

O tricampeão brasileiro foi escolhido por 72,4% dos votantes. Em segundo lugar ficou Michael Schumacher, com 24,1%. Juan Manuel Fangio (2%) e Alain Prost (1,5%) vieram na seqüência.

Dificilmente algum piloto tenha sido, ou será algum dia, para seus fãs o que Ayrton foi para cada torcedor: um exemplo de determinação. Por isso, essa pesquisa nunca terá um resultado diferente. De forma merecida.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

O triunfo de número 41 de Senna

E lá se vão exatos 14 anos da última vitória de Ayrton Senna na Fórmula 1. Proeza alcançada no GP da Austrália, em Adelaide, em sua corrida de despedida da McLaren, após cinco anos de serviços prestados para a equipe inglesa.

Para chegar à 41ª conquista na categoria, o tricampeão mostrou bastante apetite desde o treino oficial, ao obter sua única pole position de 1993, quebrando a seqüência de 24 poles dos carros da Williams.

Na prova, Senna foi perfeito, perdendo a liderança somente na volta 23, quando fez sua parada para troca de pneus. Recebeu a bandeirada com 9s259 de vantagem sobre Alain Prost, francês com quem fez as pazes no pódio, após alguns anos de intrigas motivadas pelas decisões dos títulos de 89 e 90. Era também a última vez que os grandes adversários se encontravam em uma cerimônia do champanhe.

A vitória garantiu ao brasileiro o vice-campeonato com um carro visivelmente inferior aos da Williams e que sofria para acompanhar a Benetton do então novato Michael Schumacher. Apesar das dificuldades, venceu cinco corridas naquele ano, duas em seqüência no início da temporada (Brasil e Europa), uma em Mônaco e outras duas consecutivas no encerramento do mundial (Japão e Austrália).

Em sua despedida da McLaren, Ayrton conseguiu também fazer o time de Woking superar a Ferrari em número de vitórias na categoria (104 a 103). Essa marca só seria recuperada pela escuderia italiana em 1995, com Jean Alesi no GP do Canadá.

O recorde de vitórias na equipe de Ron Dennis ainda pertence a Senna. Em Adelaide, o brasileiro alcançou sua 35ª glória pela McLaren, o que representava 33,6% das 104 vitórias da escuderia até 93.


“O mais importante é guardar os bons momentos que vivemos juntos. Preciso agradecer aos patrocinadores e a todos que nos ajudaram. Ganhei amigos e o respeito deles, e tenho por eles os mesmos sentimentos. Isso é o mais importante. Esta temporada foi um desafio duro, mas que enfrentamos”, afirmou Senna, após a última vez que subiu no pódio. No topo dele.

terça-feira, 22 de maio de 2007

20 anos da primeira conquista do Rei de Mônaco

Por mais recordes que Michael Schumacher tenha alcançado na Fórmula 1, este ele não teve o gostinho de carimbar o seu nome: o de maior vencedor nas ruas de Monte Carlo. A marca segue intocável com Ayrton Senna, que em seis oportunidades — sendo cinco delas consecutivas — recebeu a bandeirada na primeira posição.

O alemão até chegou perto da façanha do brasileiro. Em 15 participações no GP, venceu cinco vezes, o mesmo número de conquistas de Graham Hill, o “Mister Mônaco”. O retrospecto de Senna foi construído em dez participações do tricampeão na mais charmosa prova do calendário.

Também vale lembrar que Ayrton poderia ter vencido em outras duas ocasiões. Em 1984, no seu ano de estréia na categoria, deu um show de pilotagem com o fraquíssimo carro da Toleman em meio ao dilúvio que tomou conta da corrida. Estava na segunda posição e na cola do líder, Alain Prost, quando a direção de prova interrompeu a disputa — devido às condições climáticas — e deu a vitória ao francês.

Em 1988, em sua primeira temporada na McLaren, liderava com mais de 50 segundos de vantagem sobre o eterno rival, Prost, mas num erro bobo acabou batendo sozinho na entrada do túnel e teve de assistir à vitória do companheiro de equipe, o baixinho narigudo.

A primeira vitória de Senna em Mônaco foi obtida em 1987, com a belíssima Lotus-Honda amarela. Em 2007, portanto, completam-se duas décadas daquela proeza, a qual talvez possamos comemorar em meio à conquista de um outro brazuca, Felipe Massa, no próximo fim de semana. Fica aqui a torcida, creio que de todos os brasileiros!

Vitórias de Senna em Monte Carlo:
1987: Lotus-Honda
1989: Mclaren-Honda
1990: Mclaren-Honda
1991: Mclaren-Honda
1992: Mclaren-Honda

1993: McLaren-Ford

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Um legado de 13 anos

Comparação: passado de 13 anos versus o presente.

A Fórmula 1 mudou muito nos últimos 13 anos. Os carros ficaram absurdamente mais seguros, os circuitos idem, os dirigentes mais comprometidos e preocupados com os pilotos, a categoria se tornou ainda mais veloz do que já era e, ao mesmo tempo, infinitamente superior em um quesito indispensável para a prática do esporte a motor: segurança.

Falar em um monoposto parado na caixa de brita após uma escapada de pista virou coisa do passado nesta era em que os autódromos ultramodernos passaram a adotar extensas áreas de escape asfaltadas, que demonstraram ser mais seguras.

Os traçados clássicos, como Spa-Francorchamps, na Bélgica, também sofreram grandes modificações, todas em prol da segurança. O próprio circuito de San Marino deixou de ser o mesmo depois do fatídico GP de 1994. Na temporada atual, aliás, ficou de fora do calendário.

Fortes acidentes ainda acontecem, mas os sérios danos aos competidores felizmente deixaram de ser registrados. A última pancada mais grave de que me recordo ocorreu em 2003, no Brasil, quando Mark Webber e Fernando Alonso bateram feio na subida do Café e saíram ilesos de seus bólidos.

Espere um pouco, lembrei de outros dois acidentes envolvendo Ralf Schumacher, então na Williams. O primeiro deles nos treinos para o GP da Itália de 2003 e o segundo na corrida dos EUA, no ano seguinte, quando bateu de traseira na mureta do circuito oval. Hoje, o alemão está firme e forte na Toyota.

A prova mais recente da segurança: nesta quarta-feira, nos testes das equipes em Barcelona, na Espanha, Nico Rosberg destruiu o modelo FW29 da Williams ao acertar em cheio o muro da curva 10. O jovem germânico desceu do carro sem maiores problemas.

Há 13 anos, uma outra Williams também colidiu contra a mureta, no caso a da extinta curva Tamburello, de Ímola. E as conseqüências daquele triste episódio culminaram para que ninguém mais morresse em uma corrida de Fórmula 1, foram as razões para a configuração deste necessário quadro de segurança máxima.

Desnecessária, porém, foi a morte de um piloto para que isso tudo se concretizasse.

terça-feira, 1 de maio de 2007

01/05/1994

Reproduzirei aqui um texto que escrevi no ano passado, por ocasião de um processo seletivo. O conteúdo dele é absolutamente verdadeiro, por mais inacreditável que pareça. É, sobretudo, o modo com o qual encaro todos os dias 1ºs de maio desde então.


- Vai ter algum acidente sério nessa corrida.

- Ah é? E vai ser com o Senna?

- Pode ser sim.

Eu, na arrogância dos meus sete anos de idade e deitado confortavelmente no meu quarto, quase ri da cara da minha irmã quando ela disse tal “absurdo” durante a volta de apresentação. Certo, no dia anterior eu havia visto a primeira morte ao vivo em corridas, mas pensar que nosso piloto teria algum problema de tal proporção era praticamente uma blasfêmia. Ele era inatingível.

“O alemão tem 20 pontos contra nenhum do brasileiro”, dizia Galvão. Que droga, pensava eu, não falavam que essa equipe era a melhor? Porque ele não consegue ganhar uma? Será que ele não é tão bom, como sempre ouvi? Aquelas comemorações nas quais todos da minha família gritavam alucinados seriam momentos esporádicos?

Vamos ver, hoje ele larga de novo em primeiro, quero assistir a exibição dele na sala. Luzes vermelhas, verdes, partiram. Olha só, o piloto português bateu em alguém, parece ter sido sério! Entra o safety car, enquanto eu corro para caçoar da minha irmã. “Ta vendo só, não foi com o Senna!”. A expressão preocupada dela me deixou constrangido, porém. O que ela estava pensando?

Relargada, já fecharam a volta cinco. Ele continua em primeiro, Schumacher em segundo, em terceiro... e mais alguém bateu. Williams-Renault número 2, pneus Goodyear. As câmeras de tv, inclusive do céu (não imaginava elas estivessem num helicóptero), focalizam um capacete amarelo com listras azuis e verdes, preocupantemente imóvel, equipes de resgate tentando tirar o piloto do carro, apertando o peito dele.

- Será que ele vai morrer pai?

- Não sei, filhão.

Ao mesmo tempo em que escutava isso, olhava para a minha irmã, cujos olhos já estavam cheios d’água. Desde então, nunca mais duvidei das coisas que ela fala, nunca mais menosprezei a opinião das pessoas, nunca mais esqueci aquele feriado. E nunca mais pude ver o Brasil se emocionar, assim como minha família o fazia, durante uma corrida de Fórmula 1.

quarta-feira, 21 de março de 2007

Parabéns, campeão!

Se estivesse vivo, Ayrton Senna da Silva completaria hoje 47 anos. Que saudade do tricampeão, das manhãs alegres de domingo, da garra, determinação, do capacete amarelo com listras verde e azul, das vitórias. Foram 41 na Fórmula 1, sendo várias delas inesquecíveis.

Interessante imaginarmos como teria sido a trajetória do herói e a história da categoria máxima do automobilismo sem aquele 1º de maio de 1994. Quantos títulos teria conquistado? O duelo com Michael Schumacher, a provável ida para a Ferrari, os recordes, o desempenho dos outros pilotos, Rubens Barrichello sem o “fardo-obrigação” de ser o novo astro brasileiro, a aposentadoria, a possível formação de uma equipe própria...Enfim, são muitas perguntas, inúmeras possibilidades, mas nenhuma resposta.

A única certeza é a de que Senna permanece vivo na memória das pessoas, até mesmo na de nós, brasileiros, famosos por esquecer facilmente dos acontecimentos, dos ícones que contribuíram — de alguma forma — para a divulgação positiva do nome de nosso país pelo mundo.

Aonde quer que esteja, ele deve estar acelerando bastante forte, dando muito trabalho para os outros corredores que também já se foram. Nesta quarta-feira, sem dúvida, só pode estar comemorando mais uma primavera. Por isso, parabéns Ayrton, o eterno campeão!