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domingo, 24 de maio de 2009

Fórmula Button

FOTO: DIVULGAÇÃO/BRAWN GP
Se houvesse uma aposta para saber qual piloto teria condições de impor um domínio na Fórmula 1 ao estilo Michael Schumacher, muitos diriam Fernando Alonso, ainda exaltado como o sujeito mais completo do grid atual. Outros tantos exclamariam o genial Lewis Hamilton, alguns arriscariam o rapaz de fases Kimi Raikkonen e os brasileiros mais esperançosos afirmariam o raçudo Felipe Massa. Ninguém (ninguém mesmo), nem de brincadeira, colocaria suas fichas no até pouco tempo atrás modesto Jenson Button.

Passados três anos da aposentadoria do alemão, eis que surge uma equipe nascida das cinzas de uma Honda lastimável, surpreendendo com um carro extremamente veloz e com um inglês super motivado para aproveitar a grande chance de sua carreira. Em seis corridas, cinco vitórias e quatro pole positions. Um início supremo que pouca gente conseguiu na categoria – de cabeça, lembramos do próprio Schumacher em 2004 e de Nigel Mansell em 1992.

A cada conquista, sempre o discurso de “Yeahhh, yeahhh, yeahhh”. Um tanto cansativo e previsível, mas foi o jeito que Button escolheu para comemorar. Que vibre como quiser, pois o momento é todo dele. Pior que a tal sambadinha não poderia ser, então que continue berrando dentro do cockpit.

Jenson será campeão? Bom, já venceu cinco provas, a mesma quantidade de conquistas que rendeu o caneco a Hamilton no ano passado. Em 2007, Raikkonen ficou com o título após seis vitórias e Fernando Alonso sagrou-se bicampeão com sete êxitos em 2005 e 2006. Ainda faltam 11 GPs para o encerramento do Mundial e fortes indícios de que veremos o carro branco do britânico cruzando a linha de chegada em primeiro.

Todos nós erramos. O novo domínio da F-1 leva o nome de Jenson Button. Até as ruas de Mônaco souberam disso neste fim de semana.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Presente de aniversário

FOTO: DIVULGAÇÃO/BRAWN GP
Rubens Barrichello, o piloto mais experiente da Fórmula 1 e também o mais velho do grid, vai assoprar neste sábado as velinhas de seu 37º aniversário. Será que ele consegue dar a si mesmo o presente de largar na pole position nas ruas de Mônaco? Ou quem sabe ir além e completar o fim de semana de comemorações com a conquista da vitória no Principado? Carro para isso o brasileiro parece ter. Vejamos o que ele consegue.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Erro do Rei de Mônaco

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
Foi num dia 15 de maio que Ayrton Senna jogou fora aquela que seria uma das vitórias mais fáceis de sua carreira, o GP de Mônaco de 1988.

O tricampeão liderou a corrida da primeira a 66ª volta e tinha mais de 50 segundos de vantagem para o segundo colocado quando bateu o McLaren na saída do túnel, deixando o triunfo praticamente certo no Principado cair no colo de Alain Prost.

Não fosse o vacilo besta, Ayrton teria vencido impressionantes sete provas consecutivas nas ruas de Monte Carlo. Teve de se contentar com seis no currículo, fazer o quê!

terça-feira, 27 de maio de 2008

Pódio jovem

Lewis Hamilton (23 anos), Robert Kubica (23) e Felipe Massa (27). No Principado de Mônaco, no último domingo, formaram o segundo pódio mais jovem da história da Fórmula 1.

A média etária do trio que subiu na escadaria de Monte Carlo foi de 24 anos, sete meses e 21 dias. Nas estatísticas, o índice perde apenas para o pódio do GP da Hungria de 2003, que teve a presença de Fernando Alonso, Kimi Raikkonen e Juan Pablo Montoya e uma idade média de 24 anos, sete meses e 13 dias.

Por curiosidade, lembramos também a formação mais velha em uma cerimônia do champanhe. Foi no GP da Suíça de 1950, com o pódio de Giuseppe Farina, Luigi Fagioli e Louis Rosier. A média: 46 anos, oito meses e 20 dias.

domingo, 25 de maio de 2008

Sonho colhido no caos de Mônaco

Houve tantos episódios marcantes neste GP de Mônaco que fica difícil saber por onde começar a análise sobre a prova. Chuva, batidas, erros de pilotos e equipes, barbeiragens, Safety-Car, surpresas, injustiças, sorte, duas horas de corrida, sol, pista seca, novo líder do Mundial e um cenário muitíssimo interessante para as próximas etapas.

Lewis Hamilton venceu com extrema autoridade a corrida deste domingo, independente de sua batida no guard-rail no início da prova, a qual o obrigou a entrar nos boxes para trocar o pneu estourado. Nesta hora, valeu a inteligência e eficiência da McLaren para alterar a estratégia do britânico, encher o tanque do carro e partir para a recuperação. Deu certo, após boas doses de sorte, é verdade.

Se o time prateado acertou em cheio na tática, a rival Ferrari, que tinha a corrida nas mãos, enterrou a vitória de Felipe Massa ao tentar fazer um único pit-stop. Começaram errando com a demora de chamar o brasileiro para os boxes. Depois disso, quando se tocaram que já não dava mais para alcançar Hamilton, perderam muito tempo durante a parada do brasileiro para colocar pneus de pista seca e, com isso, entregaram o segundo lugar para Robert Kubica.

Está certo que Felipe também bobeou ao passar reto pela Saint Devote, quando ainda chovia, mas não foi isso que lhe custou a vitória. Ele — que independente do vacilo na escapada andou muito debaixo de água — perdeu na estratégia, tendo que se conformar com a terceira posição.

Para Kubica, um merecido pódio na segunda colocação depois de liderar, mostrar frieza para controlar a pressão de Massa e por não cometer erros. Dos três primeiros, foi o único a conseguir tal façanha.

O polonês, mesmo sem nenhuma vitória, está a somente seis pontos do novo líder da classificação, Hamilton. Um ótimo desempenho que o deixa — por que não? — na briga pelo título de 2008.

Se temos hoje um novo líder, agradeçam a Kimi Raikkonen, um dos trapalhões desta corrida. O finlandês perdeu uma posição na largada, andou surpreendentemente mal na chuva, danificou o bico numa escapada e jogou fora um praticamente certo quinto lugar ao atingir a traseira do fantástico Adrian Sutil na saída do túnel.

Kimi saiu zerado de Monte Carlo, caiu para a vice-liderança do certame e ainda viu Felipe Massa encostar de vez na briga interna da Ferrari. Muita pressão para o “Homem de Gelo” suportar nas próximas etapas.

E o pior de tudo: Raikkonen destruiu o então heróico quarto lugar de Sutil ao tirá-lo do páreo. O alemão foi o grande nome do GP. Guiou forte e sem cometer erros saindo da 17º posição com o fraco carro da Force Índia. Parou apenas uma vez e estava bem próximo da consagração quando foi atropelado pela Ferrari do campeão do mundo. Chorou nos boxes, coitado. Merecia o resultado.

Quem agradeceu o enrosco de Sutil e Kimi foi Mark Webber, que apesar da sorte no final fez uma ótima corrida. Atrás do australiano, chegou o alemão Sebastian Vettel, numa bela recuperação com o bólido da Toro Rosso, conquistando finalmente seus primeiros pontos no ano.

Por falar em pontos, parem tudo! Rubens Barrichello, bom de chuva e bom de Mônaco, acabou com o jejum de 22 corridas sem terminar na zona de pontuação. Foi o sexto colocado e somou três tentos. Uma atuação nada fora de série, mas o que importa é ter saído do zero.

Kazuki Nakajima fez as honras da Williams ao completar a corrida em sétimo, já que Nico Rosberg estourou sua cota de troca de asa dianteira e ficou pelo caminho após uma forte pancada na parede dos Esses da Piscina.

Fechando a lista dos oito primeiros, Heikki Kovalainen, atrapalhado pelo motor que apagou na volta de apresentação e discreto durante todo o GP. Considerando o bom carro que tinha e as inúmeras nuances da corrida, poderia vislumbrar algo melhor.

Dos brasileiros, apenas Nelson Piquet ficou pelo caminho, mas por culpa da equipe que o fez colocar pneus para piso seco quando ainda não era o momento ideal. Parece que a Renault não se contentou em errar com Fernando Alonso e quis estender a burrice para cima do novato brazuca.

Quanto ao Fernandinho, esteve irreconhecível. No começo, até que vinha bem, mas depois só fez porcaria. Bateu em Nick Heidfeld ao tentar uma ultrapassagem impossível na curva Loews, bateu no muro, escapou diversas vezes... Um GP para ser esquecido.

Como o foi também para Heidfeld, cada vez mais apagado em função das belas atuações de Kubica e, no caso de hoje, por sua própria exclusão. O alemão simplesmente não correu. Tomou quatro voltas de Hamilton, ficando em último.

O pior piloto na pista, no entanto, foi outro germânico, Timo Glock, que rodou, bateu, rodou, bateu de novo. Enfim, foi o bração do dia, “prêmio” que não deve ser nada bem digerido pela Toyota.

Uma ótima corrida, a melhor do ano, sem dúvida. Tivemos em Mônaco aquilo que desejávamos ver: a atuação dos pilotos sem o controle de tração numa prova com chuva. Sendo nas ruas do Principado, o desfecho só poderia ser caótico. Como realmente foi.

Resultado Final
1) Lewis Hamilton (ING/McLaren), 76 voltas em 2h00min04s742
2) Robert Kubica (POL/BMW), a 3s069
3) Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 4s811
4) Mark Webber (AUS/Red Bull), a 19s264
5) Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso), a 24s657
6) Rubens Barrichello (BRA/Honda), a 28s408
7) Kazuki Nakajima (JAP/Williams), a 30s180
8) Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), a 33s191
9) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), a 33s793
10) Fernando Alonso (ESP/Renault), a 1 volta
11) Jenson Button (ING/Honda), a 1 volta
12) Timo Glock (ALE/Toyota), a 1 volta
13) Jarno Trulli (ITA/Toyota), a 1 volta
14) Nick Heidfeld (ALE/BMW), a 4 voltas

Melhor volta: Kimi Raikkonen (1min16s689)

sábado, 24 de maio de 2008

Pole não perde em Mônaco desde 2004

Para quem gosta de estatísticas e torce por Felipe Massa, aqui está uma boa notícia vinda dos números de Mônaco. Desde 2004, quem larga na pole-position nas ruas do Principado completa o fim de semana com a vitória.

Nos últimos dez anos, contudo, essa escrita fracassou por cinco edições seguidas, entre 1999 e 2003. O último piloto a estragar a festa do pole foi Juan Pablo Montoya, que na ocasião tinha partido do terceiro lugar do grid com o bólido da Williams.

Pole / Vitória em Mônaco:
2008: Felipe Massa / -----------
2007: Fernando Alonso / Fernando Alonso
2006: Fernando Alonso / Fernando Alonso
2005: Kimi Raikkonen / Kimi Raikkonen
2004: Jarno Trulli / Jarno Trulli
2003: Ralf Schumacher / Juan Pablo Montoya
2002: Juan Pablo Montoya / David Coulthard
2001: David Coulthard / Michael Schumacher
2000: Michael Schumacher / David Coulthard
1999: Mika Hakkinen / Michael Schumacher
1998: Mika Hakkinen / Mika Hakkinen

Surpreendente pole de Felipe Massa

Um dia após a felicidade de ver um brasileiro voltar a vencer em Mônaco, com a conquista de Bruno Senna na GP2, foi a vez da nação “verde-amarela” rememorar a ótima sensação de vibrar a pole-position de um piloto da casa pelas ruas de Monte Carlo.

Felipe Massa, mesmo não gostando de correr no Principado e descartado por muitos (incluo-me nesta lista) da condição de um dos favoritos ao triunfo deste fim de semana, deu provas novamente do alto nível de pilotagem em que se encontra.

Vive, sem sombra de dúvidas, o melhor momento da carreira e transforma esta constatação em resultados excepcionais. Dominou na manhã de hoje todas as fases do treino classificatório, garantiu a posição de honra do grid, a primeira de um brasileiro em Mônaco desde 1991, quando Ayrton Senna saiu na frente com a McLaren.

Independente da estratégia de combustível adotada, Massa obteve um giro 0s028 mais veloz que o do companheiro Kimi Raikkonen, o segundo colocado, conquistando assim — como se diz nesta etapa — 50% das chances de vitória.

Para a Ferrari, foi a primeira pole no circuito de rua desde 2000 e a primeira dobradinha no grid monegasco desde 1979, quando Jody Scheckter e Gilles Villeneuve alinharam na linha de frente.

Já a McLaren, detentora de um invejável retrospecto em Mônaco, teve de se contentar com a segunda fila. Lewis Hamilton, ainda no papel de um dos fortes candidatos à vitória, ficou em terceiro, seguido do companheiro Heikki Kovalainen.

Robert Kubica, a quem já podemos chamar de número 1 da BMW, colocou a equipe alemã no quinto posto. Nick Heidfeld, por sua vez, deu vexame ao ficar estacionado numa péssima 13ª colocação, considerando o bom carro que possui.

Em sexto lugar, depois de andar em segundo no Q2, veio Nico Rosberg, com a forte Williams para pistas travadas. Atrás do alemão, andando mais do que o monoposto, apareceu o ótimo Fernando Alonso.

Jarno Trulli, que tem reclamado da queda de rendimento da Toyota, confirmou mais uma vez sua habilidade em classificações ao anotar o oitavo giro. Ele que já venceu em Mônaco (2004), ao lado de outros três pilotos em atividade: Fernando Alonso (2006 e 2007), Kimi Raikkonen (2005) e David Coulthard (2000 e 2002). Quatro nomes, portanto, ao contrário dos três mencionados pela transmissão televisiva do Brasil.

Por falar em Brasil, muito ruim o desempenho dos seus outros dois representantes. Rubens Barrichello foi o 15º, enquanto Nelson Piquet sequer passou da primeira parte do treino. O carro não ajudou muito, é verdade, mas o resultado foi péssimo, fazer o quê? Larga em 17º.

A melhor classificação do ano, indiscutivelmente. E que maravilhoso assistir aos pilotos trabalhando duro para corrigir as escapadas de traseira, andando no limite sem o controle de tração e ao lado de guard-rails. Se foi difícil segurar as máquinas no seco e em uma volta lançada, imagine amanhã durante 78 voltas e diante da possibilidade de chuva.

Se São Pedro não comparecer, a Ferrari faz a dobradinha no domingo. Mas caso ele resolva dar o ar da graça, aí vence aquele que tiver mais sorte. E sinceramente, não sei em quem apostar nesta situação.

Considerando os bons de chuva, daria para prever um duelo entre Raikkonen e Hamilton. Mas como Felipe está acabando com todas as previsões negativas a seu respeito, não dá para descartá-lo.

A única certeza é a de que não dá para perder essa corrida. Por isso, relógios programados para as 9h00 (de Brasília), quando será dada a largada para a sexta etapa da temporada.

Grid de Largada
1) Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min15s787
2) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 1min15s815
3) Lewis Hamilton (ING/McLaren), 1min15s839
4) Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 1min16s165
5) Robert Kubica (POL/BMW), 1min16s171
6) Nico Rosberg (ALE/Williams), 1min16s548
7) Fernando Alonso (ESP/Renault), 1min16s852
8) Jarno Trulli (ITA/Toyota), 1min17s203
9) Mark Webber (AUS/Red Bull), 1min17s343
10) David Coulthard (ESC/Red Bull), sem tempo

Q2
11) Timo Glock (ALE/Toyota), 1min15s907
12) Jenson Button (ING/Honda), 1min16s101
13) Nick Heidfeld (ALE/BMW), 1min16s455
14) Kazuki Nakajima (JAP/Williams), 1min16s479
15) Rubens Barrichello (BRA/Honda), 1min16s537

Q1
16) Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), 1min16s806
17) Nelson Piquet (BRA/Renault), 1min16s933
18) Adrian Sutil (ALE/Force India), 1min17s225
19) Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), 1min17s823
20) Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso), 1min16s955

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Senna vence em Mônaco

De volta ao blog após comemorar o aniversário de 24 aninhos na praia, não poderia deixar de comentar e homenagear a família Senna pela mais recente conquista: a vitória de Bruno em Mônaco, pela GP2.

A conquista de um novo Senna nas ruas do Principado após exatos 15 anos da sexta e última consagração de Ayrton em Monte Carlo, a bordo do modelo MP4/8 da McLaren.

Um êxito que certamente fez os fãs voltarem no tempo, sentir saudade e também torcer para que tenhamos em breve mais um Senna vencedor na Fórmula 1, capaz de brigar por vitórias e títulos.

Seria sensacional. Como já foi hoje com a chance que tivemos de encher o peito e dizer sem medo: Senna volta a vencer em Mônaco!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

McLaren na frente, Williams surpreende

Fã declarado do circuito de Monte Carlo, Lewis Hamilton mostrou nesta quinta-feira todo o seu apetite para buscar a sonhada vitória nas ruas do Principado. O inglês da McLaren fechou o dia com o melhor tempo dos treinos livres ao cravar a veloz marca de 1min15s140 durante a segunda sessão.

Atrás do britânico, a grande e grata surpresa do ensaio: Nico Rosberg, com o bólido azul escuro da Williams que nitidamente se sobressai nos traçados de baixa velocidade. A Ferrari ocupou a terceira e quarta posições, com Kimi Raikkonen à frente de Felipe Massa, mas 0s432 distante do primeiro colocado.

Heikki Kovalainen, parceiro de Lewis McLaren, ficou em quinto e fechou a lista dos pilotos que andaram abaixo de 1min16s. Robert Kubica, com a BMW que neste ano tem se especializado em esconder o jogo nos primeiros treinos, cravou o sexto tempo.

Dos demais brazucas, o melhor foi Rubens Barrichello, o décimo. Nelson Piquet, que precisa mostrar serviço, foi apenas o 15º com um giro bem distante em relação ao cronometrado por Fernando Alonso, o sétimo.

O que esperar para o sábado? Um duelo de McLaren e Ferrari pela pole-position, com certa vantagem para o time prateado, que costuma se sair melhor durante uma única volta lançada. As BMW devem encostar, mas não ameaçar as duas grandes forças. Quanto a Williams, tomara que venha mesmo para a briga.

A sexta-feira será de folga para a Fórmula 1. Por isso, nos vemos na manhã do sabadão. Até lá!

Treino Livre 2
1) Lewis Hamilton (ING/McLaren), 1min15s140 (40 voltas)
2) Nico Rosberg (ALE/Williams), 1min15s533 (39)
3) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 1min15s572 (42)
4) Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min15s869 (37)
5) Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 1min15s881 (39)
6) Robert Kubica (POL/BMW), 1min16s296 (34)
7) Fernando Alonso (ESP/Renault), 1min16s310 (27)
8) Jenson Button (ING/Honda), 1min16s351 (45)
9) Kazuki Nakajima (JAP/Williams), 1min16s372 (40)
10) Rubens Barrichello (BRA/Honda), 1min16s418 (32)
11) Nick Heidfeld (ALE/BMW), 1min16s426 (44)
12) Timo Glock (ALE/Toyota), 1min16s688 (46)
13) Mark Webber (AUS/Red Bull), 1min17s094 (39)
14) David Coulthard (ESC/Red Bull), 1min17s131 (39)
15) Nelson Piquet (BRA/Renault), 1min17s246 (35)
16) Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), 1min17s251 (33)
17) Jarno Trulli (ITA/Toyota), 1min17s379 (28)
18) Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), 1min17s581 (38)
19) Adrian Sutil (ALE/Force India), 1min18s176 (31)
20) Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso), 1min18s225 (38)

Passado e presente de um campeão

Uma bela imagem do hoje espectador Michael Schumacher, o segundo maior vencedor do GP de Mônaco ao lado de Graham Hill, ambos com cinco consagrações no Principado.

Nesta segunda foto, de 2006, um registro da última atuação do tedesco pelas ruas estreitas do microestado situado no sul da França.

Isto é Mônaco

Giancarlo Fisichella na décima posição com o carro da Force India, Rubens Barrichello em oitavo e na balada de Fernando Alonso, o sétimo colocado, Nico Rosberg com um ótimo quinto posto para a Williams... Coisas de um circuito de rua!

Tudo bem que no topo da tabela de tempos, ao menos no primeiro treino livre desta quinta-feira em Mônaco, não houve surpresas. Ferrari na frente com Kimi Raikkonen, seguida da McLaren de Lewis Hamilton.

Em condições normais — sem chuva, erros ou problemas de equipamento —, o finlandês e o britânico tendem a ser os principais candidatos à vitória. Se não provarem o contrário, Heikki Kovalainen e Felipe Massa devem brigar pelo terceiro lugar no próximo domingo.

Mas a previsão aponta possibilidade de aguaceiro para a sexta etapa do Mundial. Caso se confirme, a teoria perde espaço para a loteria e neste caso até Nelson Piquet, o 18º no ensaio matinal, pode sonhar em vencer.

Treino Livre 1
1) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 1min15s948 (26 voltas)
2) Lewis Hamilton (ING/McLaren), 1min16s216 (27)
3) Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 1min16s248 (28)
4) Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min16s292 (26)
5) Nico Rosberg (ALE/Williams), 1min16s653 (27)
6) Robert Kubica (POL/BMW), 1min16s834 (23)
7) Fernando Alonso (ESP/Renault), 1min17s498 (25)
8) Rubens Barrichello (BRA/Honda), 1min17s511 (26)
9) Mark Webber (AUS/Red Bull), 1min17s798 (23)
10) Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), 1min17s835 (26)
11) Timo Glock (ALE/Toyota), 1min17s942 (26)
12) Jenson Button (ING/Honda), 1min18s153 (26)
13) Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), 1min18s245 (30)
14) Nick Heidfeld (ALE/BMW), 1min18s263 (13)
15) Kazuki Nakajima (JAP/Williams), 1min18s351 (28)
16) Jarno Trulli (ITA/Toyota), 1min18s360 (16)
17) Adrian Sutil (ALE/Force India), 1min18s360 (25)
18) Nelson Piquet (BRA/Renault), 1min18s955 (32)
19) Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso), 1min19s176 (35)
20) David Coulthard (ESC/Red Bull), sem tempo (3)

Persona non grata

Mesmo sabendo que ninguém quer ser visto ao seu lado, Max Mosley, o todo poderoso da FIA que foi flagrado pelo tablóide britânico “News of The World” em uma orgia sadomasoquista com prostitutas, resolveu dar as caras em Monte Carlo nesta quinta-feira.

Com direito a sorrisos forçados, como quem quisesse mostrar que nada de grave abalou a sua imagem, o presidente da entidade suprema do automobilismo só faltou passear pelo Principado cantando um dos sucessos de Roberto Carlos:

“Eu voltei agora pra ficar
Porque aqui, aqui é meu lugar
Eu voltei pras coisas que eu deixei
Eu voltei...”


Ao contrário da letra de “O Portão”, Mosley ainda não sabe se voltou para ficar. Uma votação secreta na próxima reunião da Assembléia Geral da FIA, agendada para 3 de junho, é que decidirá se ele deve ou não continuar no posto de presidente. E as chances do velho Max sair cantarolando a canção do rei após essa data são bem remotas.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Boletim 07 – Mônaco

A sétima edição do “Minuto Stop & Go Brasil” destaca nesta semana a considerável possibilidade de chuva para a corrida do próximo domingo, nas ruas do Principado de Monte Carlo. Em 54 edições do GP monegasco, foram disputadas apenas nove provas com piso molhado. Confira a lista antes de ouvir o boletim:

1997
1) Michael Schumacher (Ferrari)
2) Rubens Barrichello (Stewart)
3) Eddie Irvine (Ferrari)
Terminaram dez dos 22 carros que largaram.

1996
1) Olivier Panis (Ligier)
2) David Coulthard (McLaren)
3) Johnny Herbert (Sauber)
Terminaram quatro dos 22 carros que largaram.

1984
1) Alain Prost (McLaren)
2) Ayrton Senna (Toleman)
3) René Arnoux (Ferrari)
Terminaram nove dos 20 carros que largaram.

1983
1) Keke Rosberg (Williams)
2) Nelson Piquet (Brabham)
3) Alain Prost (Renault)
Terminaram sete dos 20 carros que largaram.

1982
1) Riccardo Patrese (Brabham)
2) Didier Pironi (Ferrari)
3) Andrea De Cesaris (Alfa Romeo)
Terminaram dez dos 20 carros que largaram.

1980
1) Carlos Reutemann (Williams)
2) Jacques Laffite (Ligier)
3) Nelson Piquet (Brabham)
Terminaram oito dos 20 carros que largaram.

1975
1) Niki Lauda (Ferrari)
2) Emerson Fittipaldi (McLaren)
3) José Carlos Pace (Brabham)
Terminaram nove dos 18 carros que largaram.

1972
1) Jean-Pierre Beltoise (BRM)
2) Jacky Ickx (Ferrari)
3) Emerson Fittipaldi (Lotus)
Terminaram 17 dos 25 carros que largaram.

1960
1) Stirling Moss (Lotus)
2) Bruce McLaren (Cooper)
3) Phil Hill (Ferrari)
Terminaram nove dos 16 carros que largaram.

terça-feira, 20 de maio de 2008

McLaren vence nos números de Mônaco

No que tange ao retrospecto, não dá para negar que a McLaren parte para o GP de Mônaco, no próximo domingo, com uma considerável vantagem sobre as adversárias.

A equipe prateada venceu nada menos do que 14 provas nas ruas do Principado, seis vezes mais que a Ferrari, a segunda colocada do ranking de proezas monegascas.

Vale lembrar ainda que o time britânico estreou na Fórmula 1 em 1966, 16 anos após a rival italiana, e mesmo assim conseguiu mais êxitos em Monte Carlo.

Somente nos últimos dez anos, foram registradas cinco conquistas do esquadrão de Ron Dennis — a mais recente alcançada no ano passado —, contra três da Ferrari.

Ranking de vitórias por equipe em Monte Carlo:
1) McLaren, 14
2) Ferrari, 8
3) Lotus, 7
4) BRM, 5
5) Cooper, 3
6) Tyrrell, 3
7) Williams, 3
8) Maserati, 2
9) Brabham, 2
10) Benetton, 2
11) Renault, 2
12) Alfa Romeo, 1
13) Wolf, 1
14) Ligier, 1

domingo, 18 de maio de 2008

Duas voltas em Mônaco

Para iniciar a semana de cobertura do GP de Mônaco, sexta etapa da temporada 2008, nada melhor do que uma rápida recordação do circuito de rua por meio de uma volta “onboard”. Ou melhor, duas.

A primeira com Ayrton Senna, durante o treino de classificação de 1991. A segunda a bordo da Ferrari de Felipe Massa, na tomada de tempos do ano passado. Saboreie!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Ceticismo embasado em dados

"Última grande surpresa monegasca foi a vitória de Panis, em 96."

Ao contrário da crença quase que geral na Fórmula 1, Fernando Alonso afirmou nesta semana não depositar tanta esperança na possibilidade de surgirem surpresas no GP de Mônaco.

Para muitos, em função das características e dificuldades do traçado monegasco, a sexta etapa do mundial pode ser a grande oportunidade para equipes como BMW, Renault, Red Bull ou até alguma outra escuderia se intrometer no caminho de Ferrari e McLaren na briga pela vitória.

“É comum imaginarmos algo diferente, mas acho que não haverá surpresas. Nos últimos anos, as equipes favoritas sempre venceram”, justificou o espanhol.

Se analisarmos os últimos 20 vencedores da prova de Monte Carlo, veremos que o argumento do bicampeão tem um forte embasamento. Neste período, houve somente um resultado mirabolante: o GP de 1996, realizado sob chuva e vencido por Olivier Panis, com a Ligier, o primeiro colocado entre os quatro sobreviventes daquela corrida.

No entanto, houve seis ocasiões em que os favoritos à vitória não triunfaram no Principado. O caso mais recente foi visto em 2004, quando Michael Schumacher ficou pelo caminho ao bater na traseira de Juan Pablo Montoya e abriu espaço para a conquista de Jarno Trulli com o carro da Renault.

Em 2002, mesmo com uma McLaren capenga, David Coulthard conseguiu brilhar nas ruas de Mônaco, como fizera em 2000, ano em que também a vitória tinha tudo para ficar com Schumacher, não fosse a bobagem do alemão em acertar o muro e danificar a suspensão da Ferrari.

A edição de 1997 foi outra em que a equipe favorita (Williams) fracassou. Quem levou a melhor, sob chuva, foi o aposentado heptacampeão da categoria. Para completar a meia dúzia, temos os GPs de 1992 e 1993 faturados por Senna, mas que na teoria deveriam ser papados por Nigel Mansell e Alain Prost, respectivamente.

Dois fatores que podem realmente contribuir para o registro de alguma surpresa em 2008 são a chuva e a ausência do controle de tração. No mais, fico com Alonso na descrença quanto a um resultado fora dos padrões.

Últimos vencedores do GP de Mônaco:
2007: Fernando Alonso (McLaren-Mercedes)
2006: Fernando Alonso (Renault)
2005: Kimi Raikkonen (McLaren-Mercedes)
2004: Jarno Trulli (Renault)
2003: Juan Pablo Montoya (Williams-BMW)
2002: David Coulthard (McLaren-Mercedes)
2001: Michael Schumacher (Ferrari)
2000: David Coulthard (McLaren-Mercedes)
1999: Michael Schumacher (Ferrari)
1998: Mika Hakkinen (McLaren-Mercedes)
1997: Michael Schumacher (Ferrari)
1996: Olivier Panis (Ligier-Mugen Honda)
1995: Michael Schumacher (Benetton-Renault)
1994: Michael Schumacher (Benetton-Ford)
1993: Ayrton Senna (McLaren-Ford)
1992: Ayrton Senna (McLaren-Honda)
1991: Ayrton Senna (McLaren-Honda)
1990: Ayrton Senna (McLaren-Honda)
1989: Ayrton Senna (McLaren-Honda)
1988: Alain Prost (McLaren-Honda)

domingo, 27 de maio de 2007

McLaren enterra recente passado negativo

Quem se recorda do desempenho da McLaren nas cinco primeiras corridas da temporada de 2006? No ano passado, a quinta etapa do Mundial foi realizada em Nürburgring, na Alemanha, onde a equipe inglesa conquistou o quarto lugar com Kimi Raikkonen e atingiu um total de 38 pontos na classificação dos construtores — era a terceira colocada da tabela, atrás de Renault e Ferrari.

Os melhores resultados do time de Woking até então foram uma segunda e duas terceiras posições. Tinha três pódios, o terceiro posto no Mundial de Pilotos com o finlandês e o quinto com o colombiano Juan Pablo Montoya. Vale lembrar que passou o certame em branco, em termos de vitória.

Domingo, 27 de maio de 2007. Final do GP de Mônaco, a quinta prova do calendário. A McLaren conquista nas ruas do principado a sua segunda vitória no ano, a segunda dobradinha de Fernando Alonso e Lewis Hamilton, vê seus dois corredores empatados na liderança do torneio, cada um com 38 pontos, e festeja também a primeira colocação na briga entre as equipes, com 76 tentos.

O balanço dos resultados é outro motivo de alegria: além das duas vitórias, foram obtidos cinco segundos lugares, dois terceiros e um quarto. Nada menos do que nove pódios em dez possíveis. Méritos da escuderia, de seus pilotos, engenheiros, enfim, do vitorioso grupo McLaren, que desde 1999 não sabe o que é conquistar um título.

sábado, 26 de maio de 2007

Uma pole preciosa para o bicampeão

Deu Fernando Alonso no treino de classificação para o GP de Mônaco. Foi a primeira pole-position do espanhol na McLaren e uma conquista regada com muita competência e sorte, pois não fosse o tráfego atrapalhar a última volta lançada do incrível Lewis Hamilton, o resultado seria outro.

Esta foi a primeira dobradinha de uma equipe em 2007 e também a primeira vez no ano que a Ferrari perdeu a disputa pela posição de honra no grid. O melhor vermelhinho foi Felipe Massa, num excelente terceiro lugar para quem se sente pouco à vontade de correr em Monte Carlo.

Kimi Raikkonen, minha infeliz aposta para a vitória, cometeu um erro imperdoável nas ruas do principado. Tocou a roda dianteira direita no guard-rail e arruinou suas chances de vencer a corrida. Sairá em 15º. Somente a chuva poderia ajudar o finlandês, que definidamente anda abraçado com o azar.

Belo desempenho da Renault, com Giancarlo Ficichella (4º), e principalmente da Williams, com Nico Rosberg (5º). Vai ser curioso observar o desempenho de ambos na prova, mas se tivesse de apostar em um deles ficaria com o segundo.

Mark Webber, em sexto com a Red Bull, não é surpresa: gosta de Mônaco e é um leão de treino. Amanhã, portanto, deve fazer alguma lambança. Já as BMW, em sétimo e oitavo com Nick Heidfeld e Robert Kubica — respectivamente —, parece estar bem mais pesada que as demais equipes. Aparenta ter escolhido estratégia de uma parada a menos.

Nono posto para Rubens Barrichello, uma ótima colocação para quem pilota o lixo orgânico que é o planeta-carro da Honda. Colocou meio segundo em Jenson Button, o décimo, e tem condições de brilhar caso a chuva realmente se confirme.

Foi, sem dúvida, o melhor treino deste campeonato e promete ser também uma bela corrida. Lembrando que nos últimos dez anos, o vencedor partiu ou na primeira ou na segunda fila do grid. A exceção mais recente a essa regra aconteceu em 1996, quando o francês Olivier Panis venceu com a extinta Ligier, após largar em 14º.

Para quem não se lembra, aquela foi uma autêntica etapa maluca, marcada por inúmeras batidas. Apenas quatro dos 22 carros que largaram chegaram ao fim. A responsável por esse cenário? A chuva!

A corrida deste domingo começará às 9h00, no horário de Brasília. Serão 78 voltas imperdíveis — tomara...

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Duelo de titãs no GP monegasco

Chegou a hora de fazer os palpites para a mais charmosa etapa do calendário, pessoal! Quem vencerá o GP de Mônaco? Quem sairá do principado na condição de líder da temporada? Como Jack o Estripador, vamos por partes.

Embora vários especialistas apostem na primeira vitória de Lewis Hamilton, creio que o jovem inglês terá de se contentar “somente” com o seu quinto pódio consecutivo, ocupando o terceiro degrau das escadas de Monte Carlo. Andará, porém, colado nos líderes.

Fernando Alonso e Kimi Raikkonen são os meus favoritos ao primeiro lugar, tanto na classificação como na corrida. Os dois guiam muito neste circuito e devem protagonizar um belo duelo — o que, aliás, ainda não aconteceu efetivamente na categoria. Mesmo em 2005, quando brigaram pelo título, os dois dificilmente se cruzavam.

Vejo o espanhol da McLaren com uma ligeira vantagem para a conquista da pole, mas apostaria no finlandês da Ferrari para a vitória. Kimi parece ter se encontrado com o carro, ao menos nesta corrida, e sabe que precisa recuperar o prestígio na escuderia de Maranello.

Espero errar feio neste palpite, mas creio que Felipe Massa terá de lutar demais para tentar um lugar no pódio. Por mais que o brasileiro tenha dito que poupou o carro nos ensaios de ontem, sua expressão ao sair do cockpit deu a entender outra coisa: estava com cara de insatisfeito e desconforto. Se a vitória estiver fora de alcance, então que pense em garantir pontos, pois podem fazer falta no fim do ano. Assim age um campeão.

Possíveis surpresas: as BMW, com Nick Heidfeld e Robert Kubica, a Toyota com Jarno Trulli e até Mark Webber, da Red Bull. Esses dois últimos, em especial, aceleram bastante em Monte Carlo e podem claramente conquistar um resultado expressivo. Ainda mais se a chuva de domingo realmente for confirmada.

Debaixo d‘água, Rubens Barrichello também teria condições de incomodar os ponteiros — vale lembrar a atuação dele em 1997, quando chegou em segundo com o fraco carro da Stewart, em meio ao dilúvio que atingiu a etapa. No seco, talvez consiga alguns pontinhos, os seus primeiros neste ano e válidos como presente de aniversário de 35 anos, completados no dia 23.

Acredito que a Williams fará uma boa corrida com Nico Rosberg. O mesmo penso da Renault com Heikki Kovalainen, embora alguns colegas de profissão apostem num “guard-rail no meio do caminho” do novato finlandês.

O fiasco do fim de semana: Ralf Schumacher. De bom, este rapaz só tem o sobrenome. E seguindo esses palpites, Alonso empataria com Hamilton no número de pontos, mas retomaria a liderança por ter uma vitória.

Boa corrida para todos!

Confira a programação do GP:

Sábado (26)
6h00: Treino Livre 3
9h00: Classificação

Domingo (27)
9h00: GP de Mônaco (78 voltas)

* Horários de Brasília.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

A canção de Flávio Briatore

Olhos fechados pra te encontrar
Não estou ao seu lado
Mas posso sonhar
Aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá

Não sei bem certo
Se é só ilusão
Se é você já perto
Se é intuição
Aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá

Longe daqui
Longe de tudo
Os sonhos vão te buscar
Volta pra mim
Vem pro meu mundo
Eu sempre vou te esperar

Não sei bem certo
Se é só ilusão
Se é você já perto
Se é intuição...

(“Aonde Quer Que Eu Vá”, Os Paralamas Do Sucesso)


Esta música define muito bem as expressões do chefe da Renault em seu rápido encontro com Fernando Alonso, na manhã desta quinta-feira em Mônaco, o palco da quinta etapa do Mundial de Fórmula 1.

O curioso é que o bicampeão do mundo, o mais veloz nos treinos livres de hoje, também chamou atenção nas imagens, afinal, soltou um sorriso. Coincidência ou não, o fato é que desde que chegou à McLaren, o asturiano passou a ser um sujeito mais frio, de poucas palavras e cara constantemente amarrada.

Mas ao lado de Briatore, a máscara do espanhol parece ter caído. Ou então, somente foi uma risada como de quem dissesse: “Meu amigo, eu abandonei o barco na hora certa”. A pura verdade, diga-se.