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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Duelo acirrado

Se não tiveram a oportunidade de se confrontar durante o GP da Hungria, os finlandeses pelo visto resolveram fazer uma disputa de “fogo” durante a cerimônia de premiação da 11ª etapa do Mundial. Aliás, uma dúvida cruel em relação a isso: quem será que ganha no vira-vira?

terça-feira, 29 de abril de 2008

Boletim 05

No “Minuto Stop & Go Brasil” de hoje, destaque para os sujeitos que sofrem acidente e retornam às pistas sedentos por bons resultados. Heikki Kovalainen, claro, vai querer entrar nesta lista, após o ocorrido em Barcelona. Confira!

domingo, 27 de abril de 2008

As imagens da porrada de Heikki Kovalainen

Finlandês perde o controle do carro em curva de alta velocidade, após danificação no conjunto dianteiro esquerdo do McLaren.

Por sorte, finlandês é retirado do cockpit com consciência.

O que sobrou do MP4/23.

Nota-se que os danos na parte dianteira ultrapassaram o limite de onde fica o bico do carro.

terça-feira, 25 de março de 2008

Devolvendo as farpas

Durante toda a fase de Fernando Alonso na McLaren e também logo após o retorno do “filho” a casa, Flavio Briatore não perdia a oportunidade de dizer que o lugar certo para espanhol sempre foi a Renault.

Hoje, porém, foi a vez de Ron Dennis disparar umas indiretas ao adversário, utilizando para isso o nome de Heikki Kovalainen. Sujeito que, segundo o chefe do time inglês, recuperou sua confiança ao assinar com a McLaren.

“Ele sofreu muito no ano passado, mas nós conseguimos resgatá-lo. Esperem mais três corridas e verão o trabalho que ele vai dar para o Lewis (Hamilton)”, previu Dennis.

De fato, o início de carreira de Heikki na McLaren tem sido bastante diferente de sua tensa estréia, em 2007, pela Renault. Na escuderia francesa, o finlandês caiu de pára-quedas no papel de substituto de Alonso, em um momento de declínio da equipe. Resultado: quase foi execrado pelos erros cometidos nas primeiras corridas.

Na McLaren, coincidentemente acabou mais uma vez substituindo o bicampeão das Astúrias, mas sem o fardo de ter que assumir a liderança do time. Muito pelo contrário, já que este cargo está teoricamente em posse de Hamilton.

Livre das pressões e com um excelente carro em mãos, Kovalainen está super à vontade para acelerar e mostrar seu talento. Não fosse o Safety Car no GP da Austrália, teria terminado a prova de Melbourne em segundo lugar, ao invés do quinto. Somando a terceira posição alcançada na Malásia, estaria agora empatado com o parceiro de equipe na liderança da classificação, ambos com 14 pontos.

É bom ficarmos de olho neste nórdico, que logo mais deve emplacar sua primeira vitória. E quando isso acontecer, Briatore terá de agüentar novas cutucadas de Dennis. Afinal, guerra é guerra!

segunda-feira, 3 de março de 2008

O favoritismo do finlandês


Campeão de 2007 e um candidato mais do que sério para o título de 2008

Em menos de duas semanas, os olhos dos amantes do automobilismo estarão voltados para Melbourne, local da primeira etapa da Fórmula 1 na temporada 2008. É verdade, os testes de pré-temporada, como sempre, foram inconclusivos em relação à possibilidade de se apontar um favorito para o título, mas arrisco dizer que o finlandês Kimi Raikkonen tem grandes chances de faturar o bicampeonato.

Naturalmente, o primeiro e mais forte fator favorável ao "Iceman" é a ótima fase que vive, fora e, sobretudo, dentro das pistas. A reação de Raikkonen na segunda metade do campeonato do ano passado foi daquelas históricas, e impediu que os pilotos da McLaren faturassem um título que parecia sacramentado.

O F2008, novo carro da Ferrari, também deverá ajudar Raikkonen a revalidar o campeonato. Segundo afirmam os próprios pilotos da categoria, a equipe italiana está lado-a-lado com a McLaren em termos de competitividade e desempenho, ambas em alto nível.

Outro diferencial para Raikkonen é justamente a maior experiência que possui na comparação com os rivais de McLaren, Hamilton e Kovalainen. Num campeonato em que o auxílio da eletrônica será reduzido, com o fim do controle de tração, Kimi desfrutará de uma vantagem, ainda que sutil, já que compete na categoria desde 2001, enquanto a dupla prateada estreou apenas em 2007.

Mas onde entra Felipe Massa nesse contexto? Essa é uma boa pergunta e para a qual, sinceramente, ainda não tenho uma resposta bem definida. O brasileiro, aliás, será uma das maiores incógnitas da temporada: será que continuará andando um pouco atrás de Kimi ou terá força e velocidade para se impor e assumir uma postura de aspirante ao título?

De qualquer forma, a princípio, não há como negar. O favorito para o campeonato que está para começar é mesmo Kimi Raikkonen.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

McLaren-Mercedes: Reconquistando a grandeza perdida

Em 42 anos de história na Fórmula 1, a McLaren nunca havia passado por nada parecido com o que aconteceu na temporada 2007, a mais negra de todos os tempos para a escuderia liderada desde os anos 80 por Ron Dennis.

As denúncias de espionagem do carro da Ferrari, numa parceria entre os engenheiros Nigel Stepney (Ferrari) e Mike Coughlan (McLaren), fizeram com que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) retirasse todos os pontos conseguidos pela equipe britânica durante a temporada.

Some-se a isso a guerra declarada de egos entre Fernando Alonso, o bicampeão, e Lewis Hamilton, a revelação, e aconteceu um imenso desastre: a perda do título de pilotos para Kimi Raikkonen e sua Ferrari na última prova do ano, o GP do Brasil, vencido pelo finlandês e no qual Alonso não pode contar com um novo motor, enquanto Hamilton errou algumas vezes durante o final de semana. Em suma, uma vergonha, perto do inexplicável.

Como se recuperar tão rapidamente e recomeçar de baixo, na luta não apenas pela conquista de vitórias, mas pela retomada da confiança dos outros times, da imprensa, dos torcedores e da própria equipe? Esse será mais um dos inúmeros destaques de 2008 da F-1.

O primeiro passo foi dado ao separar a dupla Alonso/Hamilton, antes que as faíscas se transformassem num grande incêndio. De qualquer forma, ainda há muito a ser provado pelos profissionais de Woking, inclusive quanto ao equipamento dado a Hamilton e seu novo parceiro, o finlandês Heikki Kovalainen, já que o MP4-23 foi na contramão de seu antecessor, e terá mais longo, exatamente ao contrário da Ferrari, a tradicional rival.

22) Lewis Hamilton (Inglaterra)
23 anos
17 GP’s disputados
6 Pole-Positions
4 Vitórias
12 Pódios
2 Melhores Voltas
109 Pontos
Estréia em 2007 (GP da Austrália)


O "garoto-maravilha" deixou de ser uma promessa e se transformou numa realidade. Teve o título de 2007 nas mãos, mas permitiu que escapasse, muito devido a seus próprios erros dentro da pista, especialmente nos GP's da China e do Brasil.

Mais maduro e com a incumbência de, agora, liderar a equipe dentro da pista, Hamilton sabe que não terá vida fácil. Entretanto, todos já conhecem o imenso potencial do britânico, e não será nenhuma surpresa se Lewis levantar o troféu de campeão mundial em 2008.

Em tempo: Hamilton, durante o ano de 2007, teve o seu contrato estendido pela McLaren até o ano de 2012. O salário? A bagatela de US$ 27 milhões a cada temporada, cerca de 40 vezes a mais do que o garoto ganhou no ano de estréia na categoria (US$ 700 mil).

23) Heikki Kovalainen (Finlândia)
26 anos
17 GP’s disputados
0 Pole-Positions
0 Vitórias
1 Pódio
0 Melhores Voltas
30 Pontos
Estréia em 2007 (GP da Austrália)


Depois de um péssimo começo de campanha com a Renault na última temporada, Kovalainen se recuperou e terminou o ano “voando”, inclusive marcando o único pódio da escuderia francesa, com o segundo lugar no GP do Japão.

Com a saída de Alonso da McLaren e, depois, a volta do espanhol para a Renault, Kova perdeu espaço no time francês, posto que a pressão interna para a efetivação de Nelsinho Piquet como titular era irreversível. Restou ao finlandês batalhar pela vaga na McLaren contra De La Rosa, numa disputa vencida pelo nórdico.

Ainda é cedo para se dizer se Heikki terá condições de andar próximo ou até mesmo superar Hamilton, e, caso não corresponda, o finlandês sabe que um dos mais cobiçados cockpits da categoria estará ameaçado.

TD) Pedro de La Rosa (Espanha, 36 anos)

A experiência é um fator muito importante quando se escolhe um piloto de testes. Mas Pedro de La Rosa vem sendo a escolha da McLaren há bastante tempo, sem nunca ter mostrado grande velocidade (trata-se do Luca Badoer da McLaren?). Mesmo assim, o espanhol não hesitará em colocar à disposição de Ron Dennis aquilo que tem de melhor: a fidelidade em relação ao time.

TD) Gary Paffett (Inglaterra, 26 anos)

Paffett é o típico caso do piloto que "estourou" cedo, como grande promessa, e não vingou nos monopostos. O campeão de 2002 da F-3 Alemã migrou logo na temporada seguinte para o mundo dos carros de turismo, onde construiu uma carreira sólida. Desde 2006 no time, Paffett quase foi escolhido para ser o parceiro de Alonso em 2007, no lugar de Hamilton. Cá para nós, Ron Dennis escolheu o britânico certo.

Ficha Técnica da Equipe

Primeiro GP: 1966 (Monaco)
GP’s Disputados: 630
Vitórias: 156
Poles: 133
Pontos: 3.159,5
Melhores Voltas: 134
Títulos de Pilotos: 8
Títulos de Construtores: 11

Cúpula

Chefe de equipe: Ron Dennis
Diretor de Engenharia: Paddy Lowe
Projetista-chefe: Tim Goss
Chefe de aerodinâmica: Simon Lacey
Chefe de Motores: Norbert Haug
Engenheiro de corrida (Hamilton): Phil Prew
Engenheiro de corrida (Kovalainen): Mark Slade

Patrocinadores Principais: Aigo, Diageo, Santander, Vodafone.

Grau de Força: Candidata ao título.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Mui amigo mesmo...

Ambos foram vice-campeões na GP2 e contratados pela Renault como apostas de futuro promissor. Um é titular da equipe francesa na temporada atual; o outro é tido como peça garantida no time para o campeonato de 2008. Um está decepcionando nas pistas; o outro está na condição de reserva e apenas esperando um sinal verde para assumir o cockpit da escuderia campeã — quem sabe — ainda nesta temporada.

Heikki Kovalainen é o “um”, Nelson Ângelo Piquet o “outro”. E o “um” revelou nesta semana não gostar do “outro”, sem explicar os motivos para tal. A declaração foi feita durante uma entrevista do finlandês à emissora inglesa “ITV”, após ser questionado sobre qual piloto preferia: Nigel Mansell ou Nelson Piquet “pai”.

“Para ser honesto, não os conheço muito bem, porque eu era uma criança quando eles corriam. Mas por eu não gostar do Piquet Jr., talvez escolha o Mansell”, afirmou o nórdico de 25 anos, que ao contrário do que se imaginava, não vem apresentando resultados satisfatórios para quem era cotado como uma grande promessa da Fórmula 1.

Curiosa esta postura de Kovalainen. Imagine então o que ele pensaria de Piquet caso fosse dispensado pela Renault neste ano, dando assim espaço para a estréia antecipada de Nelson na categoria... O mais provável, no entanto, é que ambos sejam companheiros de equipe no ano que vem. Então imaginem as proporções que esta guerra pessoal pode tomar.

Ah, apenas um adendo: Giancarlo Fisichella também não vai com a cara do brasileiro. O time, ao contrário dos pilotos, adora Piquet. Isso basta, portanto. No mais, Nelsinho, é tapar os ouvidos e acelerar forte na pista.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Em tempo: A primeira forte pancada de 2007

Heikki Kovalainen protagonizou na manhã desta terça-feira, nos testes coletivos do Bahrein, a pancada mais expressiva da pré-temporada 2007 da Fórmula 1. Feito nem um pouco animador, é verdade, mas que infelizmente está sempre sujeito a acontecer num esporte de alta velocidade.

O incidente ocorreu na saída da curva 7 do circuito de Sakhir, após uma escapada de traseira do finlandês. Quanto ao carro, foi lançado à grade de proteção e teve todo o lado direito destruído.

Por sorte, o estreante saiu do modelo R27 sem nenhuma dificuldade, sendo apenas encaminhado ao posto médico do autódromo para exames rotineiros. Para a tristeza da Renault, as novas regras do circo não permitem o uso de um monoposto reserva nos testes, por isso, somente Giancarlo Fisichella deve prosseguir com os trabalhos do dia.

É bom lembrar que esta é a última semana de treinos para a maioria das equipes antes do embarque dos equipamentos para Melbourne, na Austrália, o palco da etapa de abertura do certame.