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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Considerações da etapa espanhola

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
Rubens Barrichello fez ontem, na Espanha, a sua melhor corrida na temporada 2009. No entanto, foi ao mesmo tempo a mais revoltante para aqueles que esperavam uma reação do brasileiro. Tudo por uma incompetência do corredor para fazer valer a estratégia de pit-stops.

Não há muito que dizer: ele precisava ser veloz e não foi. Com quase 20 anos de Fórmula 1 nas costas, o veterano deveria ter o bom senso de analisar a situação da corrida e ter voz ativa para modificar sua tática de paradas ao longo do GP, como fez Jenson Button.

Em vez disso, Barrichello aceitou permanecer com o plano de três pits e deu no que deu. Nova derrota para o inglês, que parte com méritos rumo ao título. Ainda há muita competição pela frente, mas não há como deixar de apostar no britânico neste momento. Se alguém ameaçá-lo, provavelmente não será seu companheiro de equipe, mas sim um certo alemãozinho da Red Bull.

Tudo bem que Sebastian Vettel não teve uma atuação grandiosa em Barcelona, perdendo o lugar no pódio para Mark Webber. Entretanto, segue próximo de Barrichello na classificação e é uma aposta bem mais confiável que seu parceiro australiano.

A Ferrari, campeã de erros estratégicos de 2009, parece que não vai precisar da caçamba para as próximas etapas. O carro melhorou sim e vai ter condições de brigar por vitórias em algumas provas. Título, porém, é algo fora de cogitação para este ano. Assim como a McLaren, a escuderia italiana deve focar boa parte dos seus esforços em 2010.

A F-1 encerrou a primeira corrida na Europa deixando um cenário bem mais esclarecedor para o quadro de forças. Brawn e Red Bull são as verdadeiras protagonistas. Toyota perdeu terreno, assim como a Williams – nem mais o domínio nos dois treinos de sexta-feira o time inglês consegue ter. Ferrari evoluiu, McLaren estacionou, BMW se afundou e a Renault segue na mesma, salvando-se graças a Fernando Alonso. Toro Rosso e Force India permanecem no fundão.

Vamos para Mônaco, onde as zebras são mais frequentes em razão das dificuldades do circuito de rua. Como os carros estão bastante ariscos este ano, é bem capaz que tenhamos surpresas no resultado final. Mas é aconselhável não apostarmos muito nisso para evitar frustrações. Já bastam as que temos com algumas equipes e pilotos nacionais.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Novo pacote ferrarista

FOTO: REPRODUÇÃO/GOOGLE

Com difusor duplo e tudo mais que tem direito, a Ferrari ainda assim ficou a um segundo do mais veloz nos primeiros treinos livres para o GP da Espanha, realizados nesta sexta-feira. Nico Rosberg, com a Williams, liderou a segunda sessão do dia com a marca de 1min21s588, enquanto o melhor bólido vermelho — de Kimi Raikkonen — ocupou o décimo lugar com 1min22s599.

Pelo visto, pouca coisa vai mudar no desempenho da escuderia de Maranello. O estranho é que ainda não andaram com o assessório mais condizente para o modelo F60. Quando será que engatam a caçamba?

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O peso da pole em Barcelona

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
Três das quatro etapas já disputadas na temporada 2009 nos mostraram que largar na pole position é sinônimo de vitória. Com exceção do GP do Bahrein, vencida por Jenson Button após ter saído em quarto, todas as demais corridas tiveram no degrau mais alto do pódio o sujeito que alinhou na ponta do grid.

Neste fim de semana, no GP da Espanha, a luta pela posição de honra promete ser a mais ferrenha de todas. Não somente por este cenário atual de extrema importância da pole, mas por uma característica “natural” da prova de Barcelona, que nos últimos oito anos foi conquistada pelo mais veloz do treino de classificação.

O mais interessante é que de 1997 a 2008 em apenas uma corrida o pole não venceu. Foi em 2000, quando Michael Schumacher foi o ponteiro nos treinos e Mika Hakkinen faturou a disputa, após ter largado em segundo.

Outra curiosidade: o vencedor da etapa espanhola costuma ser o campeão do ano. As exceções da última década foram 2000, 2005, 2007 e 2008, para a tristeza dos finlandeses e brasileiros — Hakkinen, Kimi Raikkonen, Felipe Massa e Raikkonen novamente foram os respectivos vencedores.

Alguém arrisca um palpite para o domingo?

Raio-x do GP da Espanha:

Poles
1997: Jacques Villeneuve (Williams)
1998: Mika Hakkinen (McLaren)
1999: Mika Hakkinen (McLaren)
2000: Michael Schumacher (Ferrari)
2001: Michael Schumacher (Ferrari)
2002: Michael Schumacher (Ferrari)
2003: Michael Schumacher (Ferrari)
2004: Michael Schumacher (Ferrari)
2005: Kimi Raikkonen (McLaren)
2006: Fernando Alonso (Renault)
2007: Felipe Massa (Ferrari)
2008: Kimi Raikkonen (Ferrari)

Vencedores
1997: Jacques Villeneuve (Williams)
1998: Mika Hakkinen (McLaren)
1999: Mika Hakkinen (McLaren)
2000: Mika Hakkinen (McLaren)
2001: Michael Schumacher (Ferrari)
2002: Michael Schumacher (Ferrari)
2003: Michael Schumacher (Ferrari)
2004: Michael Schumacher (Ferrari)
2005: Kimi Raikkonen (McLaren)
2006: Fernando Alonso (Renault)
2007: Felipe Massa (Ferrari)
2008: Kimi Raikkonen (Ferrari)

terça-feira, 29 de abril de 2008

Corrigindo os “Globais”

Um dia perfeito para corrigir o que foi dito aos milhões de telespectadores brasileiros durante a transmissão do GP da Espanha, disputado no fim de semana. Há sete anos, acontecia a etapa espanhola da temporada 2001, que ficaria marcada pelo abandono de Mika Hakkinen em plena última volta, a poucos metros da vitória — não foi em 2000, como os “Globais” informaram.

Outro equívoco foi quando disseram que o finlandês havia largado na pole. Tanto em 2000 quanto em 2001, a posição de honra do grid foi conquistada por Michael Schumacher e o segundo lugar ficou com Hakkinen.

E também não foi o piloto da Ferrari que deu carona para o bicampeão na volta aos boxes (falaram isso também). Foi David Coulthard, com a outra McLaren.

Sobre o GP da Espanha de 2001, vale também a lembrança de que simbolizou o encontro de dois campeões da Fórmula Indy na festa do champanhe: Juan Pablo Montoya (2º), em seu primeiro pódio na categoria, e Jacques Villeneuve (3º), no seu penúltimo.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Parada longa

Um detalhe que passou batido durante o GP da Espanha deste domingo foi a demora do segundo pit-stop de Kimi Raikkonen, muito provavelmente por uma falha no mecanismo inventado pela Ferrari para extinguir o tradicional “pirulito” de orientação aos pilotos.

O tempo gasto pelo finlandês em sua última parada foi de 55s187, 1s599 a mais do que a troca de pneus e reabastecimento de Felipe Massa, que totalizou 53s588 nos boxes.

Vacilo da equipe ou uma tentativa disfarçada de reverter as posições da corrida? Por mais absurdo que possa ser a pergunta, temos de admitir que muita gente no Brasil pensaria assim caso o imprevisto fosse com o carro de número 2.

Certamente, o assunto hoje seria de que Massa é o segundo piloto, Raikkonen o cara protegido e por aí vai...

domingo, 27 de abril de 2008

As imagens da porrada de Heikki Kovalainen

Finlandês perde o controle do carro em curva de alta velocidade, após danificação no conjunto dianteiro esquerdo do McLaren.

Por sorte, finlandês é retirado do cockpit com consciência.

O que sobrou do MP4/23.

Nota-se que os danos na parte dianteira ultrapassaram o limite de onde fica o bico do carro.

Glória e susto dos finlandeses na Espanha

Vitória fácil de Kimi Raikkonen no GP da Espanha, domínio pleno da Ferrari, que só não foi mais evidente por conta das intervenções do Safety Car, ótima largada de Felipe Massa, que enfim correu com a cabeça no campeonato, pensando em somar valiosos oito pontos ao invés de colocar o segundo lugar em risco, bom resultado de Lewis Hamilton após muitos vacilos, um forte susto com o acidente de Heikki Kovalainen, que felizmente escapou da pancada com consciência — resta a confirmação precisa sobre uma possível lesão —, satisfatória tocada de Robert Kubica, o principal nome da BMW nesta temporada.

Tomemos fôlego antes de prosseguir com as considerações da etapa deste domingo... Agora sim: Merecida quinta posição para Mark Webber, beneficiado pela porrada de Kovalainen e os imprevistos de Nick Heidfeld, mas competente por manter um bom ritmo desde o começo da prova, aplausos para Jenson Button por conseguir os primeiros três pontinhos da Honda no Mundial. De novo ele, já que Rubens Barrichello perdeu o bico do carro ao sair do pit e quando as câmeras foram procurá-lo já estava nos boxes sem capacete. Mas empatou o número de GPs de Patrese...

Palmas também para Nakajima San, que correu na dele e levou de presente a sétima colocação para a Williams, razoável desempenho da Toyota, apesar do tento somado por Jarno Trulli com o oitavo lugar, azar de Heidfeld com a polêmica regra de pit-stop quando há intervenção do carro madrinha e digna atuação de Giancarlo Fisichella com o modelo da Force India. Chegou até a andar na zona de pontuação, uma proeza para o time.

Mais uma pausa para respiração... E prosseguindo com as lambanças de Timo Glock, a decadência de David Coulthard e a bravura de Takuma Sato ao tentar defender — sem êxito — o 12º lugar com a pobre Super Aguri. Ao menos completou a corrida, o último entre os que receberam a bandeirada.

Da turma dos que abandonaram, destaque em tom de lamentação para Fernando Alonso, vítima da quebra do motor Renault quando ocupava o sexto lugar. A última vez que abandonou uma etapa por falha mecânica foi em 2006, também com a escuderia francesa, no GP da Itália.

Sobre a escapada violenta de Kovalainen em direção à barreira de pneus vale a comparação com os acidentes de Michael Schumacher (GP da Inglaterra de 1999) e de Luciano Burti (Bélgica 2001). Uma pena o ocorrido com o finlandês, que vem fazendo um campeonato decente, apesar da prova discreta neste domingo.

A lambança do dia ficou para o Brasil, graças a Nelson Piquet. Tudo de bonito construído nos treinos foi para o ralo em menos de seis voltas. Uma escapada besta e um toque bobo com Sébastien Bourdais. Tem muito que aprender o jovem brasileiro.

Sebastian Vettel, coitado, segue sem completar uma corrida. Quatro abandonos, sendo três na primeira volta. Para a sorte dele, o companheiro também ficou pelo caminho.

Uma corrida monótona, como era de se esperar. Raikkonen ampliou de três para nove pontos a vantagem sobre o novo vice-líder, Hamilton. A Ferrari assumiu a ponta da tabela de construtores e, salvo grandes surpresas, dificilmente perde os títulos de 2008. O mesmo vale para a Finlândia no Mundial de pilotos.

Resultado do GP da Espanha
1) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 66 voltas em 1h38min19s051
2) Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 3s228
3) Lewis Hamilton (ING/McLaren), a 4s187
4) Robert Kubica (POL/BMW), a 5s694
5) Mark Webber (AUS/Red Bull), a 35s938
6) Jenson Button (ING/Honda), a 53s010
7) Kazuki Nakajima (JAP/Williams), a 58s244
8) Jarno Trulli (ITA/Toyota), a 59s435
9) Nick Heidfeld (ALE/BMW), a 1min03s073
10) Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), a 1 volta
11) Timo Glock (ALE/Toyota), a 1 volta
12) David Coulthard (ESC/Red Bull), a 1 volta
13) Takuma Sato (JAP/Super Aguri), a 1 volta

Abandonos
14) Nico Rosberg (ALE/Williams), motor
15) Fernando Alonso (ESP/Renault), motor
16) Rubens Barrichello (BRA/Honda), recolheu aos boxes
17) Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), acidente
18) Anthony Davidson (ING/Super Aguri), recolheu aos boxes
19) Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), acidente
20) Nelson Piquet (BRA/Renault), acidente
21) Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso), acidente
22) Adrian Sutil (ALE/Force India), acidente

sábado, 26 de abril de 2008

Três títulos na primeira fila do grid espanhol

“Desculpe Fernando, mas o Kimi nos passou”. É lógico que o espanhol preferia largar na pole-position, ainda mais correndo em casa. Mas o surpreendente segundo lugar do grid conquistado neste sábado certamente deu ao asturiano uma leveza que há tempos não sentia.

A última vez que alinhou na primeira fila foi no dia 30 de setembro do ano passado, no Japão, quando também obteve a segunda posição. A diferença para hoje é o carro; um Renault deficiente se comparado ao ótimo modelo de 2007 da McLaren.

Que esteja com menos gasolina em relação aos principais candidatos à vitória. O fato é que por muito pouco Alonso não ficou com a pole. Fez a sua parte na pista e comemorou até ser informado sobre o tempo de Kimi Raikkonen, o homem a ser batido desde os treinos de sexta-feira.

O campeão do mundo, pasmem, vibrou bastante com a conquista da pole-position, a 15ª da carreira. Dos pilotos em atividade, só perde para Fernandinho, que tem 17. Foi a segunda façanha do finlandês no circuito de Barcelona — na primeira, em 2005, completou o pacote com a vitória.

Não resta dúvida de que Raikkonen seja o favorito a ocupar o degrau mais alto do pódio amanhã. Se mantiver Alonso atrás dele após a largada — e podem esperar uma partida bem forte do espanhol —, dificilmente será derrotado.

O favoritismo do nórdico só diminui se Felipe Massa for atirado desde a primeira volta. Terceiro no grid, o brasileiro sabe que não pode perder tempo com a Renault do piloto da casa. Como se costuma dizer por aqui, Felipe precisa acelerar com a faca nos dentes para brigar pela vitória. Vai ser difícil, de qualquer maneira.

Robert Kubica em quarto confirma o novo panorama da Fórmula 1, com a BMW à frente da McLaren. Lewis Hamilton, num fim de semana bastante apagado, sai apenas em quinto, seguido do companheiro Heikki Kovalainen.

A Red Bull, graças a Mark Webber, garantiu um bom sétimo lugar, mas ao mesmo tempo amargou um deplorável 17º posto com David Coulthard. O escocês tem conseguido ser pior a cada dia que passa. Merece aposentar.

Jarno Trulli segue firme e forte no TOP 10. Em oitavo nesta etapa, resultado para colocar pressão no parceiro Timo Glock, que vem devendo nos treinos. Foi somente o 14º hoje. A Toyota não deve estar muito satisfeita.

Outro que tem levado uma surra em classificação é Nick Heidfeld. O alemão ficou em nono, tomando praticamente meio segundo de Kubica. No placar das largadas, quatro a zero para o polonês.

Pela segunda vez no ano, dois brasileiros avançaram à Superpole. Em Barcelona, graças a Massa e Nelson Piquet. O filho do tricampeão fez o seu melhor treino na categoria, após ter andado na cola de Alonso em quase todos os treinos. Sai em décimo e com chances de lutar por seus primeiros pontos na Fórmula 1.

Rubens Barrichello, depois de decepcionar nas sessões livres, marcou um — digamos — razoável 11º giro para a Honda. Ficou à frente de Jenson Button e das Williams, por isso um bom resultado.

Por falar no time de Frank Williams, que vergonha! Larga em 12º com Kazuki Nakajima e em 15º com Nico Rosberg. Méritos neste caso só do piloto japonês por ter superado o companheiro alemão.

No duelo dos Sebastiões, mais uma vitória de Bourdais sobre Vettel. O placar desta briga é de 2 a 2 em grid. A promessa alemã que se cuide, pois o francês da extinta Champ Car é um páreo duro.

Um bom treino classificatório, que deixou interessantes ingredientes para a corrida de amanhã. A Ferrari tem tudo para fazer uma nova dobradinha. Raikkonen leva vantagem sobre Felipe e muitos nomes aparecem com chances de faturar o terceiro lugar. Neste momento, apostaria em Kubica para essa posição, mas Alonso vai fazer de tudo para beber o champanhe.

Que a etapa seja tão agitada quanto promete! A largada será às 9h00, no horário de Brasília.

Grid de Largada:
1) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 1min21s813
2) Fernando Alonso (ESP/Renault), 1min21s904
3) Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min22s058
4) Robert Kubica (POL/BMW Sauber), 1min22s065
5) Lewis Hamilton (ING/McLaren), 1min22s096
6) Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 1min22s231
7) Mark Webber (AUS/Red Bull), 1min22s429
8) Jarno Trulli (ITA/Toyota), 1min22s529
9) Nick Heidfeld (ALE/BMW Sauber), 1min22s542
10) Nelson Piquet (BRA/Renault), 1min22s699

Q2
11) Rubens Barrichello (BRA/Honda), 1min21s049
12) Kazuki Nakajima (JAP/Williams), 1min21s117
13) Jenson Button (ING/Honda), 1min21s211
14) Timo Glock (ALE/Toyota), 1min21s230
15) Nico Rosberg (ALE/Williams), 1min21s349
16) Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), 1min21s724

Q1
17) David Coulthard (ESC/Red Bull), 1min21s810
18) Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso), 1min22s108
19) Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), 1min22s516
20) Adrian Sutil (ALE/Force India), 1min23s224
21) Anthony Davidson (ING/Super Aguri), 1min23s318
22) Takuma Sato (JAP/Super Aguri), 1min23s496

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Ferrari em vantagem, a única conclusão do dia

Robert Kubica, Adrian Sutil, Giancarlo Fisichella, David Coulthard, Nico Rosberg, Kazuki Nakajima, Fernando Alonso, Nelson Piquet e Kimi Raikkonen. Toda essa turma entrou na brincadeira de liderar o segundo treino livre para o GP da Espanha, nesta sexta-feira.

Da trupe, quem levou a melhor foi o campeão finlandês, que tomou a primeira posição de Piquet nos cinco minutos derradeiros do ensaio. O novato brasileiro terminou em segundo, deixando Fernando Alonso 0s013 atrás.

Uma nova Renault que surge ou apenas um bonito para os patrocinadores? Fico com a segunda opção, afinal não dá para botar muita fé em uma sessão que teve dois carros da Force India à frente das McLaren.

Os bólidos prateados, aliás, decepcionaram. Lewis Hamilton, cada dia mais perito em erros, ficou em 11º. Heikki Kovalainen, que enfrentou problemas de câmbio, foi somente o 16º. Ron Dennis não deve estar nada satisfeito.

Felipe Massa, que entrou hoje na casa dos 27 anos, encerrou os trabalhos na quinta posição. Rubens Barrichello, prestes a igualar o recorde de GPs disputados de Riccardo Patrese, ficou lá atrás novamente, num fraco 17º posto.

Dado interessante mesmo a ser observado deste treino foi a proximidade dos tempos. Entre o primeiro colocado, Raikkonen, e o 12º, Kubica, menos de um segundo de diferença.

Treino Livre 2:
1) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 1min21s935 (38 voltas)
2) Nelson Piquet (BRA/Renault), 1min22s019 (38)
3) Fernando Alonso (ESP/Renault), 1min22s032 (26)
4) Kazuki Nakajima (JAP/Williams), 1min22s172 (35)
5) Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min22s229 (32)
6) Mark Webber (AUS/Red Bull), 1min22s238 (36)
7) Nico Rosberg (ALE/Williams), 1min22s266 (33)
8) David Coulthard (ESC/Red Bull), 1min22s289 (30)
9) Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), 1min22s383 (38)
10) Adrian Sutil (ALE/Force India), 1min22s548 (38)
11) Lewis Hamilton (ING/McLaren), 1min22s685 (33)
12) Robert Kubica (POL/BMW Sauber), 1min22s788 (38)
13) Nick Heidfeld (ALE/BMW Sauber), 1min23s130 (40)
14) Jarno Trulli (ITA/Toyota), 1min23s224 (34)
15) Jenson Button (ING/Honda), 1min23s263 (34)
16) Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 1min23s264 (8)
17) Rubens Barrichello (BRA/Honda), 1min23s415 (31)
18) Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso), 1min23s661 (35)
19) Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), 1min23s684 (37)
20) Timo Glock (ALE/Toyota), 1min23s883 (40)
21) Takuma Sato (JAP/Super Aguri), 1min25s110 (30)

22) Anthony Davidson (ING/Super Aguri), 1min25s163 (31)

Domínio vermelho em treino chato

A exceção da Super Aguri, todas as outras equipes participaram da recente maratona de testes em Barcelona. Por conta disso, era de se esperar mesmo uma sessão de treino livre bastante monótona nesta sexta-feira.

Kimi Raikkonen e Felipe Massa, confirmando o que se espera da Ferrari para esta etapa, dominaram as duas primeiras posições do ensaio. O finlandês e líder do mundial foi o mais rápido, com um giro 0s050 inferior ao do companheiro.

Por ser o aniversariante do dia e também o primeiro treino do fim de semana, dá para perdoar as rodadas protagonizadas pelo brasileiro nesta manhã. Melhor errar agora do que fazer besteira na classificação ou na corrida.

Atrás dos bólidos vermelhos, uma McLaren e uma BMW, comandadas por Lewis Hamilton e Robert Kubica, respectivamente. Heikki Kovalainen apareceu na seqüência com o outro carro prateado, mas não foi acompanhado pelo segundo monoposto da atual líder do campeonato de construtores. Nick Heidfeld foi somente o nono.

Quem se posicionou atrás do finlandês foi a estrela da casa, Fernando Alonso, seguido de pertinho — apenas três milésimos de segundo de diferença — de Nelson Piquet. Uma evolução da Renault, aparentemente. Vejamos se consegue manter o ritmo nas próximas sessões.

Outro que andou bem foi Jenson Button, o décimo colocado com a Honda de “orelhas”. Já Rubens Barrichello não tirou proveito do novo acessório, amargando um modesto 18º lugar, atrás das duas Force India.

Pelos lados da Williams, muitas voltas completadas — 25 com Rosberg e 24 com Nakajima —, mas um fraco resultado no cronômetro. O alemão ficou em 12º, três postos à frente do parceiro japonês.

Logo mais, às 9h00 (de Brasília), acontece o segundo treino livre, que deve ser um pouco mais empolgante. Tomara.

Treino Livre 1
1) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 1min20s649 (17 voltas)
2) Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min20s699 (9)
3) Lewis Hamilton (ING/McLaren), 1min21s192 (20)
4) Robert Kubica (POL/BMW Sauber), 1min21s568 (20)
5) Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 1min21s758 (10)
6) Fernando Alonso (ESP/Renault), 1min21s933 (18)
7) Nelson Piquet (BRA/Renault), 1min21s936 (21)
8) David Coulthard (ESC/Red Bull), 1min22s118 (20)
9) Nick Heidfeld (ALE/BMW Sauber), 1min22s278 (24)
10) Jenson Button (ING/Honda), 1min22s632 (16)
11) Timo Glock (ALE/Toyota), 1min23s002 (21)
12) Nico Rosberg (ALE/Williams), 1min23s003 (25)
13) Mark Webber (AUS/Red Bull), 1min23s015 (14)
14) Jarno Trulli (ITA/Toyota), 1min23s141 (15)
15) Kazuki Nakajima (JAP/Williams), 1min23s153 (24)
16) Adrian Sutil (ALE/Force India), 1min23s156 (22)
17) Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), 1min23s196 (20)
18) Rubens Barrichello (BRA/Honda), 1min23s353 (14)
19) Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), 1min23s952 (15)
20) Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso), 1min24s082 (15)
21) Takuma Sato (JAP/Super Aguri), 1min24s278 (14)

22) Anthony Davidson (ING/Super Aguri), 1min25s068 (10)

Super Aguri corre com pintura empobrecida

Na corda bamba da sobrevivência, a Super Aguri deu o ar da graça na manhã desta sexta-feira em Barcelona, levando os seus dois pilotos para a pista no primeiro treino livre do GP da Espanha.

A equipe japonesa, pelo menos para a etapa deste fim de semana, confirmou que irá correr normalmente. O único desfalque aconteceu na pintura do carro, que ficou mais pelado com a retirada da cor vermelha, presente no layout das três primeiras provas.

Um nítido indicativo de que a situação financeira do time não está nada bem.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Round 4: Espanha

A Fórmula 1 retorna à Europa para correr em um circuito que não costuma privilegiar as ultrapassagens, além de ser conhecido nos mínimos detalhes por praticamente todos os pilotos e equipes. A prova de Barcelona é o tema da terceira edição do boletim “Minuto Stop & Go Brasil”.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Campeão esquece o passado

"Na edição do GP da Espanha de 2003, Kimi ficou pelo caminho logo na largada".

Em sua coluna sobre o GP da Espanha, Kimi Raikkonen afirmou nesta terça-feira que “nunca teve a chance de iniciar a fase européia do campeonato em uma posição tão favorável como a de agora”, referindo-se evidentemente ao fato de estar na liderança da classificação.

O “Homem de Gelo”, no entanto, parece ter se esquecido dos tempos de McLaren, em especial a temporada de 2003, quando chegou ao Velho Continente com uma vantagem de nove pontos sobre o segundo colocado da tabela, seu ex-parceiro David Coulthard. O placar era de 24 a 15.

A diferença daquele ano em relação a 2008 foi o cenário da quarta etapa: Ímola, circuito que desde o certame passado não recebe mais a visita dos velozes monopostos.

Na temporada 2007, Raikkonen abriu a fase européia, na Espanha, empatado com Lewis Hamilton e Fernando Alonso na liderança do campeonato, todos os três com 22 tentos.

No próximo domingo, o atual campeão alinhará no grid com uma vantagem de três pontos (19 a 16) para o vice-líder, Nick Heidfeld, desejando — claro — finalizar a prova ainda como o piloto a ser batido. Feito que conseguiu em 2003, mas não no ano passado.

Das vezes em que esteve em Barcelona na condição de líder, aliás, o finlandês foi perturbado pelo azar. Em 2003, saiu da última posição e abandonou logo na largada, após bater na Jaguar de Antônio Pizzonia. Em 2007, estava em quarto quando enfrentou problemas no carro da Ferrari.

Apesar desses imprevistos, Raikkonen guarda a boa lembrança da vitória conquistada em 2005, que representa até este momento o seu único pódio em solo espanhol.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Análise pós-corrida espanhola

Muitas conclusões puderam ser tiradas no GP da Espanha, quarta etapa do Mundial de Fórmula 1, disputado neste domingo:

1) Felipe Massa é, no momento, o favorito ao título de 2007, mesmo estando a três pontos do líder da classificação, o impressionante Lewis Hamilton. O brazuca detém velocidade, arrojo, determinação e muito entusiasmo para cativar a condição de primeiro piloto na Ferrari.

2) Fernando Alonso e Kimi Raikkonen estão vivendo uma fase natural da Fórmula 1 moderna: o período de adaptação à nova escuderia, o que infelizmente — para eles, e principalmente para o finlandês — não acontece da noite para o dia.

3) Michael Schumacher deixou “nada mais” do que recordes na categoria. A presença do alemão em Barcelona teve pouquíssima repercussão; prova maior de que sua ausência no grid nada influenciou nos rumos da competição.

4) A exceção do azar, que voltou, Raikkonen está irreconhecível na Ferrari. Não parece, nem de longe, o piloto rápido e audacioso dos tempos de McLaren. Tem sido uma das grandes decepções do torneio.

5) Se os apêndices aerodinâmicos não forem banidos, a F-1 permanecerá neste marasmo de corridas sem ultrapassagens, o que é muito chato.

6) Heikki Kovalainen, enfim, está andando de forma decente. Ainda poder fazer muito mais, é verdade, mas o desempenho atual do finlandês da Renault — caso mantido — será o necessário para aposentar Giancarlo Fisichella.

7) Jenson Button se enterrou na Honda. Com o zero de vontade que demonstra ter durante as provas, merece um pé no traseiro por parte dos japoneses. Se há alguém que deve permanecer no time, este é Rubens Barrichello.

8) A Toyota não nasceu para competir na F-1.

9) Nico Rosberg, quando tiver em mãos um carro veloz, poderá surpreender.

10) Mark Webber é outro com dias contados na categoria.

11) A BMW será uma ameaça a Ferrari e McLaren nas pistas travadas. Em Mônaco, por exemplo.

12) Preciso ir à igreja pedir perdão pelos vários xingamentos proferidos após o corte da transmissão da corrida para o Brasil, em função da missa do Papa Bento XVI. Parabéns aos profissionais do rádio que não deixaram os fãs do esporte a motor na mão.

Curiosidade:

- O Brasil não via um piloto de casa conquistar três poles consecutivas desde 1994, quando Ayrton Senna largou na frente na primeira trinca de etapas.

- A última vez que o país faturou duas etapas consecutivas foi em 2004, com Rubens Barrichello, nos GPs da Itália e China.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

GP da Espanha - palpites

Hora de chutar. É no começo da fase européia da Fórmula 1 em 2007, segundo muitos especialistas afirmam, que o campeão da temporada poderá despontar. Portanto, hora de calibrar o taco.

- 1-2 da McLaren no grid e na corrida.

- Hamilton se torna o mais jovem piloto a vencer uma corrida na categoria.

- As Ferrari decepcionam na luta pela vitória, mas fecham em terceiro e quarto lugares, com, na ordem, Raikkonen e Massa.

- Nico Rosberg conduz a Williams ao quinto lugar, seguido por outros dois alemãos: Heidfeld e Ralf. Fisichella fecha os pontos.

- Honda na rabeira, apenas à frente das possantes Spykers.

- Dependendo de quem narrar, ouviremos o termo "Robinho" em pelo menos 50 ocasiões no treino e 100 na corrida.

- Especulações sobre os futuros de Kovalainen e Speed começarão na próxima semana.

terça-feira, 8 de maio de 2007

A importância da pole e da vitória na Espanha

As três primeiras etapas do Mundial de Fórmula 1 mostraram que largar na primeira fila do grid é praticamente um sinônimo de vitória. Estando na pole-position então, melhor ainda.

Kimi Raikkonen levou a pole e a vitória na Austrália; Fernando Alonso foi o segundo no grid da Malásia e venceu depois de tomar a ponta na largada; Felipe Massa fez barba, cabelo e bigode no Bahrein.

Neste fim de semana, no GP da Espanha, a luta pela posição de honra no treino de classificação promete ser a mais ferrenha de todas. Não somente por este cenário atual de extrema importância da pole-position, mas também por uma característica “natural” da prova de Barcelona, que nos últimos dez anos foi vencida por quem alinhou na primeira fila.

O mais interessante é que de 1997 a 2006, em apenas uma corrida o pole não venceu. Foi em 2000, quando Michael Schumacher foi o ponteiro nos treinos e Mika Hakkinen faturou a disputa, após ter largado em segundo.

Outra curiosidade: o vencedor da etapa espanhola costuma ser o campeão do ano. As exceções da última década foram 2000 e 2005, para a tristeza dos finlandeses. Hakkinen e Raikkonen, os vencedores, encerraram a temporada como vice.

Alguém arrisca um palpite para o domingo?

Raio-x do GP da Espanha:

Poles
1997: Jacques Villeneuve (Williams)

1998: Mika Hakkinen (McLaren)
1999: Mika Hakkinen (McLaren)
2000: Michael Schumacher (Ferrari)
2001: Michael Schumacher (Ferrari)
2002: Michael Schumacher (Ferrari)
2003: Michael Schumacher (Ferrari)
2004: Michael Schumacher (Ferrari)
2005: Kimi Raikkonen (McLaren)
2006: Fernando Alonso (Renault)

Vencedores
1997: Jacques Villeneuve (Williams)
1998: Mika Hakkinen (McLaren)
1999: Mika Hakkinen (McLaren)
2000: Mika Hakkinen (McLaren)
2001: Michael Schumacher (Ferrari)
2002: Michael Schumacher (Ferrari)
2003: Michael Schumacher (Ferrari)
2004: Michael Schumacher (Ferrari)
2005: Kimi Raikkonen (McLaren)
2006: Fernando Alonso (Renault)