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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Balanço geral

FOTO: DIVULGAÇÃO/RED BULL
GP da China de Fórmula 1, uma corrida de esclarecimentos. Vimos que os difusores são importantes para aumentar a velocidade dos carros, mas não determinantes para o bom desempenho do conjunto. Prova disso foi a dobradinha conquistada pela Red Bull, a melhor entre as equipes que ainda não dispõem do aparato desenvolvido por Brawn, Williams e Toyota.

Sebastian Vettel venceu com autoridade debaixo de chuva. Este sim um piloto que se destaca como um dos melhores da atualidade para acelerar nas condições de piso molhado. Por que será que muitos ainda insistem em dizer que Rubens Barrichello faz parte desta lista? Apostar no brasileiro, definitivamente, não dá mais.

O quarto lugar do veterano, de novo atrás de Jenson Button, pode ter sido crucial para a equipe desde já colocar todas as fichas no inglês para a disputa do título. E com toda a razão, já que ele venceu duas das três etapas disputadas e chegou uma vez em terceiro, enquanto o companheiro acumulou promessas e desculpas. Chega, não é?

A conclusão após a bandeirada da corrida chinesa foi uma só: um alemão e um britânico como protagonistas do momento; Vettel e Button. Um jovem talento e um sujeito que sempre ficou no quase, mas ganhou uma última oportunidade e soube agarrá-la. Esta briga promete ser interessante.

No mais, temos inúmeros coadjuvantes. Uma McLaren que dá leves sinais de melhoria, uma Toyota e Williams perdendo fôlego para se manterem no páreo, uma BMW lastimável com o verdadeiro trator que projetou, uma Renault com surtos de grandeza graças à Fernando Alonso, uma Toro Rosso razoável com Sébastien Buemi, uma Force India pequena como sempre e uma Ferrari vergonhosa, sem um mísero ponto em três provas.

Para o GP do Bahrein, no próximo fim de semana, o cenário dificilmente será modificado. Talvez os atuais campeões do mundo consigam beliscar seus primeiros tentos do ano, mas de resto teremos poucas variáveis. Button e Vettel, Vettel e Button, independente da ordem, desbancarão seus companheiros e vão lutar pela vitória.

Surpresas? Sempre serão bem-vindas, mas parecem distantes neste momento. Quem sabe a partir do GP da Espanha, quando todos trarão novidades – entenda isso como difusor – em seus projetos. De qualquer maneira, melhor não apostar muito em ninguém para a situação dos que estão devendo ficar menos feia.

domingo, 19 de outubro de 2008

Contas acertadas com Xangai

A imprudência de 2007 foi enterrada na base da dominação e extrema autoridade para liderar praticamente todas as voltas da corrida chinesa e fazer ainda um hat-trick (pole, vitória e volta mais rápida). Barba, cabelo, bigode e sete pontos de favoritismo para conquistar o título da Fórmula 1.

Lewis Hamilton pode ter jogado fora o Mundial do ano passado, mas mostrou neste domingo que não comete erros consecutivos em uma mesma pista. Uma realidade pouco agradável para Felipe Massa, que agora passa a depender de um milagre para repetir o feito de Kimi Raikkonen em Interlagos.

O brasileiro terminou em segundo graças à ajuda do companheiro finlandês, que não poderia fazer outra coisa senão abrir espaço para o parceiro neste momento de decisão. Nada de errado na atitude da Ferrari. O erro da equipe italiana, se é que podemos chamar assim, foi ter permitido uma disparada assombrosa da McLaren no circuito de Xangai, algo que ninguém imaginava que pudesse acontecer de uma hora para outra.

Impossível também não duvidar do potencial dos carros vermelhos para a decisão no Brasil. Andaram muito bem nas duas últimas edições da prova brasileira, como também haviam dominado as duas últimas de Xangai. E agora? Um desafio extra para Massa e um certo conforto para Hamilton.

Ah, a corrida deste fim de semana. Muito chata em termos de emoção. Do jeito que os ponteiros partiram eles terminaram; exceção feita à troca de posições entre os vermelhinhos. Um incrível teste de resistência para se manter acordado em frente à televisão. Comparada às etapas calorosas como a de Fuji e Cingapura, um verdadeiro porre.

Mas sempre há pontos relevantes a se destacar. Hamilton, por exemplo, foi impecável e colocou uma mão e meia na taça. Massa, incapaz de disputar a vitória, foi prudente em não cometer erros e pensar que milagres são possíveis. Raikkonen, enquanto isso, trabalhou para a equipe, garantindo seu segundo pódio consecutivo desde os quatro seqüenciais obtidos entre Malásia e Turquia, no começo do ano.

Fernando Alonso, que prometeu ajudar Felipe se possível, cumpriu com a palavra na briga com Heikki Kovalainen no princípio do GP. Um quarto lugar merecido para o asturiano, que sozinho já somou mais pontos este ano do que os dois pilotos da Renault em 2007. Uma fera este bicampeão.

A BMW, sem mais chances matemáticas de brigar pelo título, colheu o sexto e sétimo lugares de Nick Heidfeld e Robert Kubica, respectivamente. Muito pouco para um time que chegou a rivalizar com Ferrari e McLaren, mas agora apanha da Renault. Os alemães devem ficar espertos para o ano que vem...

Ainda sobre a Renault, conseguiu mais uma vez pontuar com seus dois corredores graças ao oitavo lugar de Nelson Piquet. Uma bela atuação do brasileiro, que merece seguir no grupo francês por mais uma temporada. O mesmo vale para Rubens Barrichello, que tirou leite de pedra do fraquíssimo Honda para receber a bandeirada em 11º, fazendo bonito em momentos como o ataque maciço de Mark Webber.

O destaque negativo em Xangai foi uma exclusividade de Heikki Kovalainen. É verdade que enfrentou problemas e abandonou, mas foi apático durante todo o fim de semana, mesmo dispondo de uma incrível máquina. Lamentável.

Que venha agora a decisão, pelo quarto ano seguido no Brasil e pela primeira vez com um brasileiro na luta pelo título. Independente do desfecho da trama, saibamos curtir esse momento, afinal um brazuca não chega à última corrida com chances de faturar o caneco desde 1991.

Hamilton ou Massa campeão, Interlagos vai ferver!

sábado, 18 de outubro de 2008

Grids idênticos

Lewis Hamilton na pole, seguido de Kimi Raikkonen, Felipe Massa e Fernando Alonso. Foi assim no treino oficial para o GP da China de 2007 e também no deste ano. A única diferença é que agora o espanhol do quarteto está na Renault e não mais na McLaren.

Será que o resultado da corrida vai seguir o mesmo rumo? Neste caso, teríamos vitória de Raikkonen, com Alonso em segundo, Massa em terceiro e Hamilton estacionado pelo caminho por alguma besteira.

Sem dúvida, uma situação que faria o campeonato ferver.

Conforme o esperado

Surpresa seria se Lewis Hamilton não fizesse, neste sábado, a pole-position para o GP da China. Como em 2007, o inglês da McLaren garantiu com autoridade a primeira posição do grid, valendo-se do seu talento nato e da vantagem do time prateado em relação à Ferrari em ritmo de classificação.

Ficou muito claro que em uma única volta lançada a pressão passa longe do britânico. Podem criticá-lo à vontade que ele pisa fundo para superar tudo e a todos. Seu problema, no entanto, é na corrida, quando resolve ser agressivo em momentos inoportunos e desperdiça grandes chances de conseguir um bom resultado.

Foi assim no Japão, na semana passada, e da mesma maneira lá mesmo em Xangai no último ano, quando jogou fora a possibilidade de ser campeão. Será importante então ficarmos atento ao estilo de pilotagem deste corredor amanhã. Ainda mais tendo Kimi Raikkonen novamente ao seu lado na primeira fila do grid.

Como escudeiro de Felipe Massa, o atual campeão da categoria tem feito bem seu papel. Ao contrário do que muitos imaginam, o finlandês tende a parar nos boxes na mesma volta de Hamilton e, sem nada a perder, deve atacar o inglês logo na largada. Tudo o que o brasileiro postulante ao caneco deseja.

Por falar nele, fez um treino razoável, embora o terceiro lugar tenha sido positivo. Se não se meter em confusões no começo da prova e escapar de eventuais imprevistos ocasionados pela equipe, Massa terá condições de lutar pela vitória. Graças ao bom desempenho do time italiano em corrida e à presença de Raikkonen à frente para auxiliá-lo no ataque a Hamilton. Estaria mais pesado? Talvez com uma volta a mais de combustível em relação aos principais concorrentes, como se viu muitas vezes neste ano.

Genial como sempre, Fernando Alonso levou à Renault novamente às primeiras posições. Largará em quarto, com em Fuji, torcendo mais uma vez para os ponteiros se enroscarem. Se abrirem espaço, o asturiano não perdoa e vence de novo. Alguém duvida?

Dos pilotos de ponta, Heikki Kovalainen foi uma das decepções. O finlandês fraquejou em plena parte final do treino, ficando apenas em quinto com o velocíssimo McLaren. Ruim para ele, pior para a equipe inglesa, que certamente contava com o apoio do nórdico a Hamilton.

Outro destaque negativo foi o 11º posto de Robert Kubica. Um desfecho inesperado, que pode culminar na eliminação do competidor da luta matemática pelo título. Nick Heidfeld, com a outra BMW, foi o sexto, o que nos leva a crer que houve algum problema no carro do polonês.

Se o dia foi pouco animador para a equipe alemã, o mesmo não pôde ser dito da carismática Toro Rosso, novamente com seus dois carros entre os dez primeiros — Vettel em sétimo e Bourdais em nono. Mark Webber, da Red Bull, também merece uma menção honrosa pelo registro da sexta passagem. Uma pena ter precisado trocar de motor, o que o fez perder dez posições no grid.

Dos demais brasileiros, um balanço positivo em Xangai. Nelson Piquet ficou em décimo com a Renault, com direito a elogios do time francês. Já Rubens Barrichello ao menos passou para o Q2 com a tranqueira da Honda, faturando o 13º posto.

Um ótimo panorama para a corrida deste domingo. Na teoria, Hamilton deve ser mais cauteloso caso perca a liderança para Raikkonen na largada. Mas e se o Felipe partir para o ataque sobre o inglês? Como no Japão, há chance sair "faísca".

Lembrando que o título pode ser decidido amanhã. Um Grande Prêmio, portanto, imperdível!

Grid de Largada:
1) Lewis Hamilton (ING/McLaren), 1min36s303
2) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 1min36s645
3) Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min36s889
4) Fernando Alonso (ESP/Renault), 1min36s927
5) Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 1min36s930
6) Nick Heidfeld (ALE/BMW), 1min37s201
7) Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso), 1min37s685
8) Jarno Trulli (ITA/Toyota), 1min37s934
9) Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), 1min38s885

Q2
10) Nelson Piquet (BRA/Renault), 1min35s722
11) Robert Kubica (POL/BMW), 1min35s814
12) Timo Glock (ALE/Toyota), 1min35s937
13) Rubens Barrichello (BRA/Honda), 1min36s079
14) Nico Rosberg (ALE/Williams), 1min36s210
15) David Coulthard (ESC/Red Bull), 1min36s731

Q1
16) Mark Webber (AUS/Red Bull, 1min37s083*
17) Kazuki Nakajima (JAP/Williams), 1min36s863
18) Jenson Button (ING/Honda), 1min37s053
19) Adrian Sutil (ALE/Force India), 1min37s730
20) Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), 1min37s739

*Perde dez posições pela troca de motor.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Primeiras impressões chinesas

Uma McLaren bastante forte, uma Ferrari que ainda não mostrou a verdadeira força e uma Renault surpreendentemente veloz no circuito de Xangai. Esse foram os principais destaques do primeiro dia de treinos livres para a penúltima etapa da temporada 2008 da Fórmula 1.

Por enquanto, Lewis Hamilton parece não se importar com a série de críticas que vem recebendo por parte de pilotos e até dirigentes. Só quis saber de acelerar, garantindo uma marca 0s6 mais rápida que a de Felipe Massa na pista chinesa.

Já o brasileiro sofreu com o nervosismo do modelo italiano, mas se disse tranqüilo quanto às chances de brigar por um bom resultado (entenda como vitória) no fim de semana. O que se viu nos ensaios, contudo, foi uma Ferrari duvidosa em relação ao acerto do carro, alternando o uso da cobertura do motor em estilo bigorna e a convencional durante as sessões.

A Renault, enquanto isso, demonstra ter encarnado as declarações de Fernando Alonso de que é agora a nova terceira força do certame. Tanto o espanhol como Nelson Piquet andaram bem nesta sexta-feira, dando pinta de que podem brigar mais uma vez pelo pódio. Uma terceira vitória, em tese, só em caso de novos imprevistos das protagonistas do Mundial.

De qualquer maneira, impressiona a evolução do time francês nesta reta final de campeonato. Um salto de qualidade garantido pelo bicampeão da categoria, que pelo jeito reencontrou aqueles sete décimos de segundo que dizia ter levado para a McLaren no ano passado.

A aparente vantagem dos carros prateados em Xangai somada à habilidade de Massa para as classificações e o talento de Fernandinho para andar mais do que o bólido deve garantir uma boa classificação neste sábado.

Programe o relógio para não perder a hora: 3h da matina!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Equilíbrio chinês

Quatro edições, quatro vencedores diferentes. Em uma temporada marcada pelo equilíbrio, o histórico do Grande Prêmio da China não poderia ser mais interessante para apimentar a decisão do título.

A não ser que Fernando Alonso desencante pela terceira vez consecutiva, muito provavelmente teremos um quinto vencedor distinto em Xangai no fim de semana. Kimi Raikkonen, o ganhador da prova em 2007, terá de ajudar Felipe Massa a conquistar o Mundial, por isso tende a ser carta fora do baralho no combate pelo degrau mais alto do pódio.

Rubens Barrichello, o primeiro a sentir o gosto da vitória em território chinês, nem no mais ousado sonho tem chance de vislumbrar um novo triunfo nesta pista, onde aliás festejou sua última conquista na Fórmula 1.

Que tal um palpite precipitado? Do jeito que os líderes da competição estão errando, é melhor esperar um pouco.

Vencedores em Xangai:
2004: Rubens Barrichello (Ferrari)
2005: Fernando Alonso (Renault)
2006: Michael Schumacher (Ferrari)
2007: Kimi Raikkonen (Ferrari)

sábado, 6 de outubro de 2007

Passo 1 de 2: concluído com sucesso


Hamilton, pronto para fazer história

Piloto bom faz a pole-position quando tem o melhor carro. Piloto ótimo faz a pole-position mesmo sem guiar o bólido mais veloz. Piloto fora de série faz a pole-position sem ter o melhor carro, depois de apenas ver a equipe rival dominar os treinos livres, desbanca o companheiro de equipe e único real adversário na luta pelo título por 0s668 e consegue isso mesmo quando lhe basta um resultado conservador para que o campeonato caia no próprio bolso.

Dezenas se encaixam na primeira categoria citada, alguns na segunda e poucos na terceira. Um deles, para a nossa sorte, vive esse turbilhão de emoções como se fosse o mais experiente do grid, mesmo no ano de estréia na Fórmula 1: senhoras e senhores, uma salva de palmas a Lewis Hamilton.

Com a pole anotada no GP da China, digamos que apenas um acontecimento absurdo impedirá a coroação do jovem inglês numa terra que já foi governada por um dos maiores líderes da história, Mao Tsé-Tung. Mesmo se estiver mais leve do que o restante do pelotão, deverá ter condições de abrir uma boa vantagem para Alonso no primeiro trecho da prova e se colocar em boas condições de terminar a prova à frente do espanhol, o que será suficiente para garantir o campeonato.

Em outras palavras: faça um esforço para acordar às 3h desse domingo e sintonizar na TV Bobo (A que faz você de bobo. Mais uma vez, delay no treino...), para acompanhar essa corrida. Não é todo dia que vemos, com nossos olhos, a história ser escrita.

Comentário Breves - Classificação GP da China

- Encorajador desempenho da dupla da Red Bull, ficando no 5º (Coulthard) e 7º (Webber) lugares. Da mesma forma, a equipe B da fábrica de bebidas energéticas conseguiu ir bem, colocando Liuzzi e Vettel em 11º e 12º.

- O que falar sobre a Renault? Quando parece que as coisas estão melhorando, um resultado lamentável no treino.

- Aliás, sinônimos de lamentável nessa temporada são Alexander Wurz e Rubens Barrichello.

- Um outro, Ralf Schumacher, dessa vez foi bem: sexta posição, sete à frente de Trulli.

- Na expectativa pela chuva, arrisco dizer que, dos três primeiros do grid, só Hamilton terminará a prova como começará, na ponta. Será mais um grande salseiro, o que, convenhamos, é ótimo para quem assiste.

- Se não tivermos furacões e intempéries do gênero, um pequeno e leve favoritismo da Ferrari. Mas nada que arrisque a consagração de Hamilton.

Resultado do Treino Classificatório para o GP da China:

1) Lewis Hamilton (ING/Mclaren-Mercedes) - 1:35.908
2) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) - 1:36.044
3) Felipe Massa (BRA/Ferrari) - 1:36.221
4) Fernando Alonso (ESP/McLaren-Mercedes) - 1:36.576
5) David Coulthard (ESC/Red Bull-Renault) 1:37.619
6) Ralf Schumacher (ALE/Toyota) - 1:38.013
7) Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) 1:38.153
8) Nick Heidfeld (ALE/BMW Sauber) - 1:38.455
9) Robert Kubica (POL/BMW Sauber) - 1:38.472
10) Jenson Button (ING/Honda) - 1:39.285

11) Vitantonio Liuzzi (ITA/Toro Rosso-Ferrari) - 1:36.862
12) Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso-Ferrari) - 1:36.891
13) Jarno Trulli (ITA/Toyota) - 1:36.959
14) Heikki Kovalainen (FIN/Renault) - 1:36.991
15) Anthony Davidson (ING/Super Aguri-Honda) - 1:37.247
16) Nico Rosberg (ALE/Williams-Toyota) - 1:37.483

17) Rubens Barrichello (BRA/Honda) - 1:37.251
18) Giancarlo Fisichella (ITA/Renault) - 1:37.290
19) Alexander Wurz (AUT/Williams-Toyota) - 1:37.456
20) Takuma Sato (JAP/Super Aguri-Honda) - 1:38.218
21) Adrian Sutil (ALE/Spyker-Ferrari) - 1:38.688
22) Sakon Yamamoto (JAP/Spyker-Ferrari) - 1:39.366

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Nos detalhes

Bem sabemos que os treinos de sexta-feira não são 100% confiáveis no momento de fazer projeções para classificação e corrida. No entanto, os ensaios livres para o GP da China foram dos mais entusiasmantes e mostraram que McLaren e Ferrari, ao menos aparentemente, estarão niveladas na prova deste final de semana.

O mais rápido do dia em Xangai foi Kimi Raikkonen, seguido por Fernando Alonso, Felipe Massa e Lewis Hamilton. Até aí, nada de surpreendente. O que chama a atenção é a pequena diferença do finlandês para os demais: 0.269s em relação ao inglês, 0.023 para o brasileiro e 0.006 de vantagem sobre o espanhol.

Já pensou se, além de tudo, chover de novo?


Treinos Livres para o GP da China

1 - Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) 1:36.607
2 - Fernando Alonso (ESP/McLaren-Mercedes) 1:36.613
3 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) 1:36.630
4 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) 1:36.876
5 - Jarno Trulli (ITA/Toyota) 1:37.151
6 - Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) 1:37.450
7 - Ralf Schumacher (ALE/Toyota) 1:37.524
8 - David Coulthard (ESC/Red Bull-Renault) 1:37.617
9 - Nico Rosberg (ALE/Williams-Toyota) 1:37.646
10 - Giancarlo Fisichella (ITA/Renault) 1:37.970
11 - Heikki Kovalainen (ITA/Renault) 1:38.062
12 - Jenson Button (ING/Honda) 1:38.205
13 - Rubens Barrichello (BRA/Honda) 1:38.304
14 - Robert Kubica (POL/BMW Sauber) 1:38.379
15 - Nick Heidfeld (ALE/BMW Sauber) 1:38.388
16 - Alexander Wurz (AUT/Williams-Toyota) 1:38.531
17 - Anthony Davidson (ING/Super Aguri-Honda) 1:38.975
18 - Vitantonio Liuzzi (ITA/Toro Rosso-Ferrari) 1:39.065
19 - Adrian Sutil (ALE/Spyker-Ferrari) 1:39.224
20 - Takuma Sato (JAP/Super Aguri-Honda) 1:39.360
21 - Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso-Ferrari) 1:39.404
22 - Sakon Yamamoto (JAP/Spyker-Ferrari) 1:40.051

O protegido

Em dia de treinos livres bastante movimentados, a principal notícia vinda da China diz respeito à absolvição de Lewis Hamilton no caso “Big Brother” da Fórmula 1. Após analisar o vídeo de um expectador publicado no Youtube, no qual ficou claro que o acidente entre Mark Webber e Sebastian Vettel foi originado pela inesperada freada do inglês atrás do Safety-Car, os comissários da FIA acharam por bem não punir o líder do mundial.

Alegaram que as condições adversas do circuito encharcado de Fuji foram a grande culpada pelo incidente e, por isso, retiraram também a penalidade imposta a Vettel, que perderia dez posições no grid de largada deste domingo por ter batido na traseira de Webber.

Diante das conclusões, pairou novamente um aroma de pizza no ar, pois Hamilton de fato feriu um dos artigos do regulamento da Federação, que versa sobre a obrigatoriedade do primeiro colocado se manter a uma distância de cinco carros do Safety-Car. Lewis, no entanto, estava na cola do Mercedes.

A desculpa da chuva não colou. Querem a qualquer custo que o britânico seja campeão. Mas ele será, gente! Mesmo se fosse punido com a perda de algumas posições no grid da etapa chinesa. O caneco deste ano já tem um dono, portanto, chega de passar a mão na cabeça do rapaz. Se ele errou — como foi registrado em vídeo —, que pagasse pelo vacilo então.

Sobre os treinos desta sexta-feira, podemos deduzir que a Ferrari está em vantagem na luta pelo degrau mais alto do pódio. Não por ter liderado as duas sessões, mas pelos comentários dos seus pilotos, que demonstraram satisfação com o acerto do carro. Aposto em pole e vitória do time italiano neste fim de semana.

Hamilton? Meu palpite é que chega ao Brasil com o caneco em mãos.