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terça-feira, 7 de julho de 2009

Eternos vice-campeões

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
Ser campeão parece algo distante para este ano, pois a vantagem atual de Jenson Button é de 23 pontos. Pensar no vice, contudo, já é mais coerente para Rubens Barrichello, que caso confirme essa conquista tornar-se-á o segundo maior “azarado” isolado da história em quantidade de vices e sem nenhum título na Fórmula 1, num total de três em seu currículo.

O recordista deste ingrato quesito é o inglês Stirling Moss, que teve a proeza de ser o vice por quatro temporadas consecutivas, entre os mundiais de 1955 e 1958. Atualmente com 79 anos, este ex-corredor competiu entre 1951 e 1961, venceu 16 corridas e fez 16 pole positions. Um histórico respeitável, que só faltou ser marcado por um “mísero troféuzinho” de número 1 do mundo.

Além de Moss e Barrichello, outros 17 competidores também foram vice sem jamais terem tido o prazer de conquistar o caneco. Coisa que sujeitos como Michael Schumacher (heptacampeão e tri-vice) e Ayrton Senna (tricampeão e bi-vice), para não citar muitos outros, conseguiram.

Uma curiosidade neste tema é que dois dos “vice não-campeões” conseguiram o segundo lugar da tabela de pontuação post mortem: o alemão Wolfgang von Trips (1961) e o sueco Ronnie Peterson (1978).

Dos pilotos em atividade, apenas Barrichello e Felipe Massa carregam o estigma do vice e nenhum troféu de campeão. Uma exclusividade pouco ingrata para o Brasil, não é mesmo?

Lista dos vices que jamais foram campeões:
4 – Stirling Moss (1955 a 1958)
2 – Jose Froilan Gonzalez (1951, 1954)
2 – Bruce McLaren (1960, 1962)
2 – Jacky Ickx (1969, 1970)
2 – Ronnie Peterson (1971, 1978)
2 – Rubens Barrichello (2002, 2004)
1 – Luigi Fagioli (1950)
1 – Tony Brooks (1959)
1 – Wolfgang von Trips (1961)
1 – Richie Ginther (1963)
1 – Clay Regazzoni (1974)
1 – Gilles Villeneuve (1979)
1 – Carlos Reutemann (1981)
1 – John Watson (1982)
1 – Michele Alboreto (1985)
1 – Riccardo Patrese (1992)
1 – Eddie Irvine (1999)
1 – David Coulthard (2001)
1 – Felipe Massa (2008)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Presente de aniversário

FOTO: DIVULGAÇÃO/BRAWN GP
Rubens Barrichello, o piloto mais experiente da Fórmula 1 e também o mais velho do grid, vai assoprar neste sábado as velinhas de seu 37º aniversário. Será que ele consegue dar a si mesmo o presente de largar na pole position nas ruas de Mônaco? Ou quem sabe ir além e completar o fim de semana de comemorações com a conquista da vitória no Principado? Carro para isso o brasileiro parece ter. Vejamos o que ele consegue.

domingo, 29 de março de 2009

Repetindo 2005

FOTO: DIVULGAÇÃO/BRAWN GP
Com o auxílio da sorte, Rubens Barrichello garantiu neste domingo o melhor início de temporada do Brasil na Fórmula 1 desde 2005, ano em que – com a Ferrari – também completou a prova da Austrália na segunda posição.

Esse resultado foi repetido pelo veterano da Brawn em outras duas oportunidades no circuito de Melbourne: 2000 e 2004, ficando somente atrás do então companheiro de equipe, Michael Schumacher.

Começar o campeonato com vitória e a liderança do torneio, entretanto, é uma façanha desconhecida pela nação verde-amarela há 18 anos. O último a conseguir isso para o País foi Ayrton Senna, em 1991, ao vencer o GP dos EUA.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Grande Barrichello

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
O piloto mais experiente da Fórmula 1 e talvez o mais motivado para a temporada 2009, como podemos ver na imagem. Após 17 anos, será mesmo esta a grande chance de Rubens Barrichello brilhar na principal categoria do automobilismo? Se de fato for, que o brasileiro saiba aproveitá-la bem, pois a merece muito.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Liberdade tardia

A quinta vitória de Felipe Massa na temporada 2008 fez com que o Brasil igualasse seu melhor desempenho na Fórmula 1 desde 1993, o último ano completo de Ayrton Senna na competição.

O feito do piloto ferrarista, no entanto, teve outra implicação merecedora de destaque: ocasionou o desfecho “oficial” do fardo de Rubens Barrichello na categoria, algo que acompanhava o veterano brasileiro desde a morte do tricampeão.

Após o GP de San Marino de 1994, o então jovem competidor da Jordan se tornou a principal esperança da nação verde-amarela na classe máxima do automobilismo e fez questão de assumir tal papel; talvez um dos seus maiores erros.

Barrichello queria ser o novo cara a alegrar as manhãs de domingo brasileiras, o sujeito a brigar por vitórias e títulos. A primeira tarefa conseguiu cumprir após uma longa jornada, culminando em nove proezas. A segunda, porém, ficou apenas nos sonhos.

Independente das poucas consagrações e das críticas pelos caminhos que resolveu seguir na vida, Barrichello permaneceu até o dia 23 de agosto deste ano — véspera do GP da Europa — como o maior vencedor do país na Fórmula 1 desde a passagem de Senna. No dia seguinte, passou a dividir essa posição com Massa e acabou perdendo-a após a corrida da Bélgica.

Rubens não é mais nosso melhor representante na categoria, a pressão que o destino colocou sobre ele foi finalmente enterrada. Uma pena que isso tenha se concretizado tarde demais, pois agora em que se abre a oportunidade de correr 100% livre de qualquer cobrança e aborrecimentos, o peso da idade e do fim de carreira não muito distante roubam a cena.

Talvez o recorde de GPs disputados seja a única coisa que nenhum compatriota consiga lhe tirar. Uma estatística pouco importante para o bom piloto que poderia ter rendido muito mais na Fórmula 1 caso a fatalidade de Ímola tivesse sido apenas um pesadelo.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Fim de jejuns

Rubens Barrichello não subia no pódio desde o GP dos EUA de 2005. Um jejum de três anos e 54 corridas que se encerrou com a conquista do terceiro lugar na etapa de Silverstone.

A Honda, por sua vez, ficou um ano e meio longe da cerimônia de premiação. O último pódio da equipe japonesa foi obtido por Jenson Button no GP do Brasil de 2006, prova que completou na terceira posição.

Com oito temporadas em seu currículo, a escuderia nipônica acumula somente nove pódios na Fórmula 1, sendo três vitórias, um segundo lugar e cinco terceiros. Para ampliar este saldo em 2008, provavelmente só mesmo com uma nova corrida maluca.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Em busca da nona

Depois de realizar um dos sonhos de Rubens Barrichello (liderar o Mundial de Fórmula 1), Felipe Massa parte para o GP da Inglaterra com a oportunidade de igualar o número de vitórias do compatriota, que obteve nove proezas em 15 anos de carreira.

O veterano da Honda ocupa a 28ª posição no ranking de conquistas, que dispõe de 99 nomes vencedores. Já Felipe, em sua sexta temporada na categoria, está empatado com o belga Jacky Ickx e o neozelandês Denny Hulme no 29º lugar.

Entre os brasileiros, o ferrarista é o penúltimo colocado na relação de vitórias, mas tem totais condições de tomar o posto de Barrichello e se aproximar das 14 vitórias de Emerson Fittipaldi ainda neste ano. E quem sabe superá-lo, por que não? Basta vencer sete das dez etapas restantes.

Ranking de vitórias do Brasil:
1) Ayrton Senna, 41
2) Nelson Piquet, 23
3) Emerson Fittipaldi, 14
4) Rubens Barrichello, 9
5) Felipe Massa, 8
6) José Carlos Pace, 1

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Tendência natural

Rubens Barrichello se tornou no fim de semana o recordista de GPs disputados da Fórmula 1, com 257 corridas, mas deve ter percebido (caso contrário fica sabendo agora) que está muito próximo de perder uma coroa ostentada desde a morte de Ayrton Senna: a de melhor brasileiro em atividade na categoria máxima do automobilismo.

Muito em breve este posto será assumido por Felipe Massa, que na prática já detém tal prestígio por estar numa Ferrari e brigando pelo título. Contudo, ainda perde nos números para o veterano compatriota.

Na lista dos 27 brasileiros que passaram pela F-1, Barrichello é o quarto colocado em quantidade de vitórias, com nove proezas — perde para Ayrton Senna (41), Nelson Piquet (23) e Emerson Fittipaldi (14). Massa vem logo em seguida na tabela, com sete triunfos e totais condições de ampliar o índice nas próximas corridas, algo praticamente impossível para o brazuca da Honda.

Panorama semelhante é visto no comparativo de pole-positions. Rubens largou 13 vezes na posição de honra, contra 11 do “pole man” do momento. Em outros quesitos, como total de pontos e pódios, Barrichello vence Felipe de lavada por uma razão lógica: está em sua 16ª temporada, enquanto o outro disputa a sexta.

A tendência natural de ser superado por Massa, no entanto, jamais deve ser vista como um demérito de Rubens, afinal, trilhou por um caminho muito mais difícil em relação ao conterrâneo. Seja por escolhas erradas, promessas indevidas ou qualquer outra justificativa.

Só que Felipe também não chegou onde está por simples sorte. Teve muita competência para isso. Mais do que Barrichello, já que estamos comparando.

Comparativo dos brazucas:

Rubens Barrichello
GPs disputados: 257 (desde 1993)
Vitórias: 9
Poles: 13
Pódios: 61
Voltas mais rápidas: 15
Pontos: 519
Hat-trick (pole, vitória e melhor volta): 2
Melhor posição no campeonato: 2º (2002 e 2004)

Felipe Massa
GPs disputados: 92 (2002, 2004 e em vigor)
Vitórias: 7
Poles: 11
Pódios: 20
Voltas mais rápidas: 8
Pontos: 229
Hat-trick (pole, vitória e melhor volta): 2
Melhor posição no campeonato: 3º (2006)

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Espaço para Rubens

Tudo bem que tenha sido com pneus slicks. O interessante mesmo foi ver nesta semana Rubens Barrichello de volta ao primeiro lugar de uma tabela de tempos na Fórmula 1. A última vez que o brasileiro liderou um teste coletivo da categoria foi no dia 8 de dezembro de 2006, no circuito espanhol de Jerez de La Frontera.

Que o veterano agora — prestes a quebrar o recorde de GPs disputados pertencente a Riccardo Patrese, com 256 largadas — consiga novamente sentir o gostinho de pontuar, algo que não faz desde o GP do Brasil de 2006, quando somou dois tentos.

sexta-feira, 21 de março de 2008

O destaque de Melbourne

Grande Rubens! Fez bonito na primeira etapa do Mundial e foi eleito o destaque do GP da Austrália, com 58% dos votos na mais recente enquete deste blog. Vejamos como se sai agora na prova da Malásia. Na opinião deste escriba, marcará um pontinho.

Aliás, uma boa hora para apresentar alguns palpites: A Ferrari fará dobradinha, Hamilton será o terceiro e Piquet chegará entre os oito primeiros. E choverá na corrida; pelo menos vou torcer por isso.

E para você, quem ganha em Sepang? Deixe seu palpite na nova enquete.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Ciclo de carreira

Quando estamos começando a estudar os seres vivos, no início do primário, aprendemos que todos os animais - e também o homem - nascem, crescem, desenvolvem-se e morrem. Já adultos, nem paramos para pensar nisso, de tão óbvia que essa verdade se torna.

Mas vale a pena resgatar esse ciclo, ou parte dele, e modificá-lo em alguns aspectos para exemplificar aquilo que deverá ser a participação dos pilotos brasileiros na temporada de 2008 da Fórmula 1.

Começando por Nelsinho Piquet, aquele que viverá um ano de aprendizado, ou seja, "crescimento". Campeão de 2004 da F-3 Inglesa, o filho do tricampeão mundial Nelson Piquet passou dois anos na GP2 antes de ser oficializado como piloto de testes da Renault. No final de 2007, o jovem foi confirmado como companheiro de Fernando Alonso para a próxima temporada, também na equipe francesa.

Não podemos esperar que Piquet tenha um campeonato de estréia assim como Lewis Hamilton no ano passado, isto é, brigando com Alonso milésimo a milésimo na pista e criando inimigos dentro da própria equipe fora dela (lembremos que Flavio Briatore não é Ron Dennis). Seria prematuro cobrar tal desempenho de Nelsinho tão cedo, por mais que se tenha um alto nível de expectativa sobre o seu futuro na F-1.

Aprender com a experiência do espanhol, tentar andar próximo a ele durante o ano e não cometer muitas bobagens é o grande desafio do garoto de 22 anos nesse início de carreira. Pontos, quando vierem, serão lucro.

Num momento completamente diferente da carreira estará Felipe Massa. Aquilo que caracterizaríamos como "desenvolvimento" na cadeia de vida, no caso do ferrarista, será a fase afirmação dentro da própria equipe como nome forte e capaz para ser campeão.

Não há como negar que Massa foi quem se deu pior com o título de Kimi Raikkonen em 2007. Apesar do discurso pró-equipe, Felipe sabe que o finlandês ganhou ainda mais pontos com a cúpula de Maranello, enquanto ele próprio teve que, até mesmo, aturar boatos que apontavam para a sua saída da Ferrari.

Que Felipe Massa é rápido, ninguém duvida. Talvez o mais arrojado de todos os 22 pilotos da categoria. O grande problema que cerca o brasileiro se chama inconstância, termo que precisará ser vetado do vocabulário e do desempenho do piloto de 26 anos em 2008.

Por fim, o experientíssimo Rubens Barrichello, inegavelmente perto da aposentadoria - algo como a "morte" no nosso já mencionado ciclo. Um homem cuja carreira poderia ter sido muito mais vitoriosa não fossem as inúmeras pressões e críticas que sempre recebeu, de todos os lados.

O ano de 2007 foi o pior da carreira de Rubinho, não trouxe nenhum ponto sequer para a conta de piloto de 35 anos de idade e 15 de carreira na F-1. As perspectivas para esta temporada, infelizmente, também são bastante desanimadoras, já que a Honda esteve sempre na rabeira das tabelas de classificação durante a pré-temporada.

Eterno "número 2 de Schumacher", Rubens deverá ter a cabeça fria e trabalhar duro para tentar obter melhorias para o seu novo carro. Só assim para pensar em conseguir algum resultado positivo em 2008.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Separados no nascimento?

Será que a Honda vai conseguir o absurdo de fazer uma temporada mais horrorosa que a do ano passado? Considerando os resultados dos testes de inverno, podemos dizer que há uma boa chance da equipe alcançar este êxito bizarro.

Para evitar uma catástrofe, o time japonês já avisou que treinará sozinho em Jerez de La Frontera, na próxima semana, para avaliar novos componentes mecânicos e aerodinâmicos no pouco convincente RA108, modelo que mais parece uma evolução do carro utilizado pela extinta Arrows no mundial de seis anos atrás.

Dêem uma olhada na imagem, reparem na semelhança das asas dianteira e traseira. Vale lembrar que a escuderia dos monopostos alaranjados foi comprada pela Super Aguri, filial da Honda. Seria esse então o motivo da similaridade dos carros? Melhor pensar que não.

Para o bem de Rubens Barrichello e Jenson Button, tomara que as novas soluções a serem testadas na Espanha mudem não apenas o visual do bólido, mas principalmente o seu desempenho, hoje muito aquém de possibilitar os pilotos de brigarem por um mísero ponto sequer.

Um papelão para uma marca como a Honda.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Honda: Ano de transição a caminho

Apagar a temporada 2007 da história da montadora. Esse seria o grande desejo da Honda, que após um período de crescimento entre 2004 e 2006, ano em que venceu pela primeira vez como equipe de fábrica, com Jenson Button, no GP da Hungria, amargou as últimas filas do grid em quase todas as provas.

Segundo os engenheiros do time, o grande problema do “Carro Ecológico” – apelido dado graças à pintura do RA107, baseada nas cores e no desenho do planeta Terra – era a falta de velocidade do bólido nas retas, onde, segundo diziam, “era como se houvesse um para-quedas se abrisse antes que se alcançasse maiores velocidades”.

A chegada do renomado Ross Brawn para comandar o desenvolvimento do RA108 é considerada um alento para quem viveu dias tão difíceis em 2007. Sabe-se que o trabalho não será fácil, e inocentes serão aqueles que pensarem que a Honda voltará aos melhores momentos rapidamente. Na verdade, 2008 deverá ser a temporada em que a equipe que um dia já aspirou ser grande retome sua dignidade.

16) Jenson Button (Inglaterra)
28 anos
135 GP’s disputados
3 Pole-Positions
1 Vitória
15 Pódios
0 Melhores Voltas
229 pontos
Estréia em 2000 (GP da Austrália)


Terá a eterna promessa inglesa se recuperado do baque de ser abafado pelo fenômeno Lewis Hamilton? Em caso positivo ou negativo, existe uma certeza: Jenson começará a temporada como número um dentro do time, o que lhe propiciará alguns privilégios e uma quantidade maior de pressão do que seu parceiro.

Sabe-se também que, caso o projeto da Honda de voltar ao topo não vingue, Button poderá procurar uma nova equipe para 2009, pois os anos em que o britânico, teoricamente, deveria viver o ápice da carreira, estão passando.

17) Rubens Barrichello (Brasil)
35 anos
250 GP’s disputados
13 Pole-Positions
9 Vitórias
61 Pódios
15 Melhores Voltas
519 Pontos
Estréia em 1993 (GP da África do Sul)

Por mais que negue, Rubens Barrichello poderá mesmo ter em 2008 a sua última temporada na Fórmula 1, aquela na qual Barrichello quebrará o recorde de maior número de GP’s disputados. Apesar de ser uma marca expressiva, não é bem aquela que Barrichello esperava alcançar quando estreou na categoria, há 16 temporadas.

O eterno número 2 de Michael Schumacher teve de amargar em 2007 o pior ano desde que estreou na Fórmula 1, sem marcar um ponto sequer. Com a chegada de Ross Brawn, com quem já trabalhou na Ferrari, Rubens poderá ter algum tipo de respiro, ao menos para ter um ano digno em termos de resultado.

TD) Alexander Wurz (Áustria, 33 anos)

Não era este mesmo Alexander Wurz que havia anunciado a aposentadoria em 2007, depois de uma temporada terrível pela Williams? Ele mesmo. Mas a experiência do austríaco foi um ponto extremamente importante para que a Honda acertasse com o ex-piloto de testes também da McLaren.

TD) Mike Conway (Inglaterra, 24 anos)

Surgiu com grande alarde na F-3 Inglesa, em 2006, quando rivalizou com Bruno Senna e levou a melhor sobre o brasileiro, faturando o título. Entretanto, fez um mau ano na GP2 em 2007 e tentará recuperar a credibilidade na categoria neste ano. Nas horas vagas, certamente aprenderá muito quando estiver testando o RA108.

TD) Luca Filippi (Itália, 22 anos)

Mais jovem e menos badalado do que Conway, mostrou-se mais rápido que o inglês em 2007, na GP2. O grande problema relacionado a Filippi é o fato de ser reconhecidamente estabanado e, muitas vezes, jogar bons resultados no lixo. No mais, tem grande apoio em seu país de origem, de modo que certamente terá o nome fortalecido na busca por um cockpit titular em 2009.

Ficha Técnica da Equipe

Primeiro GP: 1964 (Alemanha)
GP’s Disputados: 70
Vitórias: 3
Poles: 2
Pontos: 140
Melhores Voltas: 2
Títulos de Pilotos: 0
Títulos de Construtores: 0

Cúpula

Chefe de equipe: Ross Brown
Diretor técnico: Shuhei Nakamoro
Projetista-chefe: Jörg Zander
Chefe de aerodinâmica: Loïc Bigois
Engenheiro de corrida (Button): Andrew Shovlin
Engenheiro de corrida (Glock): Jock Clear

Patrocinadores Principais: Fila, NGK, Ray-ban, Seiko.

Grau de Força: Não fazer papelão mais uma vez.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Triste reputação de um brasileirinho

Rubens Barrichello na Super Aguri? Difícil de acreditar na informação trazida nesta semana pela revista “F1 Racing”, que publicou uma reportagem sobre o possível rebaixamento do piloto para o time satélite da Honda, em função de sua má performance no ano.

É verdade que o brasileiro encerrou a temporada — a pior de sua carreira — sem um mísero pontinho sequer, enquanto Jenson Button conseguiu seis tentos para o time japonês. Esse seria, realmente, um bom argumento para deixar Rubens contra a parede.

Contudo, que moral a Honda teve para exigir algo de seus contratados no recém-findado campeonato? Construiu um carro medonho, uma verdadeira draga, apesar dos muitos milhões de dólares disponíveis em seu orçamento. Apanhou da própria Super Aguri em muitas corridas, mas não porque a filial dispunha de pilotos geniais, e sim pelo fato de ter um monoposto um pouco melhor.


Barrichello, por sua vez, mostrou em 2007 que não é nenhum sujeito excepcional. Trata-se somente de um bom competidor, que desde os tempos de Jordan foi tratado como o Rubinho, o pé de chinelo, o número 2. Até mesmo em comerciais, como este abaixo da Pepsi, veiculado em seus primeiros anos de Fórmula 1.


Mesmo assim, Rubens merece ter seu contrato com a Honda respeitado para correr por mais um ano. Mas se por acaso a Super Aguri tiver novamente um carro melhor, então valeria a pena ser rebaixado.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Expressão que diz tudo

Triste parece ser o melhor adjetivo para retratar o momento nebuloso pelo qual Rubens Barrichello está passando na Honda. Já se foram 12 etapas e nada do brasileiro marcar um mísero pontinho. Restam agora mais cinco provas para ele tentar sair do branco e evitar esta mancha deprimente para seu currículo, afinal, nem mesmo nos tempos difíceis em que correu por equipes pequenas Rubens fechou o ano zerado. Situação muito ingrata vive esse rapaz.

Histórico de pontos de Barrichello na F-1:
2007: 0 (Honda)
2006: 30 (Honda)
2005: 38 (
Ferrari)
2004: 114 (Ferrari)
2003: 65 (Ferrari)
2002: 77 (Ferrari)
2001: 56 (Ferrari)
2000: 62 (Ferrari)
1999: 21 (Stewart)
1998: 4 (Stewart)
1997: 6 (Stewart)
1996: 14 (Jordan)
1995: 11 (Jordan)
1994: 19 (Jordan)

1993: 2 (Jordan)

quinta-feira, 19 de julho de 2007

O dia do fico; por mais um ano

Experiente e com vontade de acelerar.

Rubens Barrichello anunciou nesta quinta-feira a renovação de seu contrato com a Honda por mais uma temporada. Aos 35 anos, o mais experiente competidor da atualidade se encaminha para se tornar o recordista em número de GPs disputados, superando a marca de 256 largadas pertencente ao italiano Riccardo Patrese.

Considerando um calendário de 19 etapas para o próximo ano, o brasileiro chegaria à expressiva contagem de 272 provas no currículo. Para muitos críticos do Rubinho — diminutivo com o qual jamais me simpatizei —, pode até ser uma façanha de pouca importância. No entanto, é digna de enorme respeito.

Rubens é um sujeito de grande talento, que sempre levou minha admiração. Em 15 temporadas na F-1, passou por quatro equipes (Jordan, Stewart, Ferrari e Honda), conquistou nove vitórias, 13 pole-positions, 61 pódios 15 voltas mais rápidas, 519 pontos e dois vice-campeonatos (2002 e 2004). Só lhe faltou o título, infelizmente.

Assim como muitos outros bons pilotos, como o austríaco Gerhard Berger, que foi parceiro de Ayrton Senna na McLaren, Barrichello teve o azar de estar no lugar certo, mas na hora errada. Quando entrou na Ferrari, topou com o melhor piloto do mundo achando que teria condições de vencer o duelo. Errou feio.

Apesar da triste realidade, Rubens obteve ótimos momentos de destaque e atuações brilhantes, nas quais nem mesmo Michael Schumacher foi capaz de superá-lo. As vitórias em Hockenheim (2000) e Silverstone (2003), além do papelão da Áustria 2002 são os melhores exemplos disso.

Sem falar também das empolgantes corridas em Interlagos que, lamentavelmente, jamais culminaram num lugar mais alto do pódio por culpa do azar. E aqui não dá para esquecermos a edição de 2003, em que Barrichello abandonou por pane seca, quando ocupava a liderança.

Para mim, contudo, a prova brasileira de 1999 registrou a melhor exibição do piloto em casa. Afinal, largou em terceiro e na frente de Michael Schumacher com o carro da Stewart, liderou 24 voltas e estava em terceiro quando — coitado — teve o motor Ford estourado.

Barrichello pagou muito caro pela morte de Ayrton Senna. Não bastassem os brasileiros depositarem nele as esperanças de continuidade das manhãs felizes de domingo, ele por vontade própria vestiu e assumiu o compromisso de carregar esse fardo. Foi, a meu ver, o maior dos dois grandes erros de sua carreira.

O segundo vacilo foi ter se acomodado por longos cinco anos como capacho de Schumacher. Deveria ter saído antes do conto de fadas que só ele enxergava de ser campeão numa escuderia 100% dedicada a um primeiro piloto; que era o alemão.

Na Honda desde o ano passado, Barrichello vem enfrentando uma fase nebulosa de resultados. Em 2005, passou em branco em conquistas de pódio. Mesmo tendo andado melhor que o companheiro Jenson Button em várias provas, foi o inglês que alcançou a primeira vitória do time japonês, no GP da Hungria, e o terceiro lugar nos GPs da Malásia e Brasil.

No certame atual, com o lixo de monoposto construído pelos nipônicos, a situação é ainda pior, com nenhum ponto somado em nove corridas, contra um de Button. Mas todos na Honda acreditam em significativas melhoras em 2008, provavelmente o ano da despedida de Rubens na Fórmula 1.

Torço para que o brasileiro tenha um bom carro em mãos, quem sabe para alcançar a sua última vitória e a derradeira pole-position. Seriam conquistas merecidas para este rapaz que, se esteve longe de ser o melhor brasileiro na categoria, ao menos foi o melhor entre os não campeões de nosso país.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Se pudéssemos ser iguais...

Um possível diálogo para esta foto:

Barrichello: “Olha, Jenson. Esse sim sabia correr”.
Button: “Por que será que não conseguimos fazer o mesmo...?”.

Rubens Barrichello e Jenson Button foram dois entre as milhares de pessoas que foram ver a exposição Monaco Senna Celebration, evento feito em homenagem aos 20 anos da primeira vitória do tricampeão de F-1 nas ruas do Principado.

Ayrton venceu seis vezes no tradicional circuito monegasco, é até hoje o piloto que mais brilhou nesta etapa. Já a dupla da Honda tem o segundo lugar como melhor resultado em Monte Carlo.

Neste ano, contudo, sequer pontuaram. Amargaram a décima e 11ª posições, com o brasileiro à frente do inglês. Conseguiram a façanha de terminar atrás de Scott Speed, que corre pela modesta Toro Rosso.

Será que farão algo de bom nesta temporada?

sábado, 17 de março de 2007

Comparações desnecessárias e sem sentido

Interessante a questão levantada pela blogueira Gabriela Nardy, editora do Jornal de Debates, em relação a Felipe Massa: “Seria o brasileiro um novo Senna ou um outro Rubinho?” A resposta, subjetiva, claro, é nenhuma das duas alternativas.

O piloto da Ferrari não recebeu a mesma pressão e fardo que o mundo colocou sobre Barrichello, após a morte do tricampeão em 1994. Se ele aparece hoje como candidato ao título, o é em sua figura própria, a do jovem e veloz Felipe Massa. Nada de Massinha. Os diminutivos saíram de moda, felizmente.

Compará-lo a Rubens, seu antecessor na escuderia italiana, é outro esforço sem muito sentido, além de um desrespeito a Barrichello, um homem que embora não tenha conquistado um mundial, é bastante competente para estar a 14 anos na categoria máxima do automobilismo.

Suas trajetórias na equipe vermelha seguiram caminhos completamente opostos. Felipe chegou ao time ciente de que seria o número 2 de Michael Schumacher. Barrichello, ao contrário, sonhou por muito tempo em ter um tratamento igual ao do alemão. Massa soube procurar seu espaço na Ferrari e ganhar admiração por parte do grupo. Rubinho deixou a imagem do sempre chorão e azarado, especialmente no GP do Brasil. Seu sucessor, no caminho inverso, contou com a sorte para vencer, por exemplo, a corrida de casa em sua primeira tentativa como piloto ferrarista.

Massa luta atualmente pela condição de primeiro piloto, algo que Barrichello nunca conseguiu. Se vencer ou perder, o fará como Felipe Massa. Que as possíveis críticas, portanto, sejam feitas a ele. Jamais teremos um novo Senna, Rubinho, Schumacher ou qualquer outro nome que se queira imaginar.

domingo, 4 de março de 2007

Na base do "tudo ou nada"

Faltando apenas duas semaninhas para o GP da Austrália, vale a pena fazer uma análise também daqueles pilotos que não estão em evidência e, mais do que isso, terão um ano de 2007 decisivo para suas carreiras. Aqui citamos três, os mais "ameaçados". Trata-se de uma rápida restrospectiva da carreira de cada um e de uma análise do que pode acontecer no Mundial que se avizinha.

Giancarlo Fisichella (Renault): eis aí um daqueles caras que, daqui a 30 anos, será lembrado mais pelo que não conseguiu do que pelos sucessos. Físico começou na categoria em 1996 pela modesta Minardi, transferindo-se em 97 para a Jordan. Marcou 20 pontos, ficou bem à frente do companheiro, Ralf Schumacher, e arrumou uma vaguinha na Benetton para o ano seguinte.

Formou dupla com Alexander Wurz até 2000, mas nunca chegou a impressionar, até mesmo pelos carros questionáveis que teve nas mãos. Saiu do time italiano em 2001, após temporada horrível, e voltou à Jordan. Passou duas temporadas tentando tirar leite de pedra, tendo como ponto mais alto a inacreditável vitória do GP Brasil de 2003, sua primeira na categoria.

Seguiu para a Sauber em 2004, onde encontrou um "verde" Felipe Massa ao seu lado e teve desempenho respeitável, que lhe valeu um contrato com a Renault a partir de 2005. Iniciou a temporada vencendo na Austrália e recebeu a pecha de favorito ao título. Bobagem. Foi inferior a Alonso durante todo o campeonato e viu o espanhol se sagrar campeão pela primeira vez. Ganhou na Malásia em 2006, mas novamente ficou atrás do asturiano no restante do ano, sentindo o gosto amargo de ver o companheiro como campeão pela segunda temporada seguida.



Em 2007 - a Renault já deu claros indícios da intenção de colocar Nelsinho Piquet como titular já em 2008, algo que é confirmado pelo Nélson pai. Dessa forma, um dos titulares deste ano deverá perder seu posto ao fim da temporada. Como Heikki Kovalainen foi criado no time francês e conta com a confiança dos dirigentes, é evidente que a batata de Fisichella é a que está assando. Para ainda pensar na possibilidade de ter algum futuro na Fórmula 1, (na Renault ou alguma equipe média-grande) o italiano terá que superar Kova, e de forma convincente. Caso contrário, terá que se acostumar à vida de dono de equipe da GP2 e nada mais.

David Coulthard (Red Bull): o escocês boa-pinta estreou na F-1 com a leve missão de substituir Ayrton Senna, após a morte do brasileiro a bordo de uma Williams no GP de San Marino de 1994. Em 12 corridas só conseguiu um pódio - o que é pouco se pensarmos na velocidade daquele carro. Permaneceu no time de Frank apenas por mais um ano, conquistando a primeira vitória no GP de Portugal, mas ficando atrás do companheiro Damon Hill.

Em 1996, Coulthard iniciou um casamento que durou nove anos com a McLaren. Na primeira temporada guiando para Ron Dennis, sofreu com a falta de confiabilidade do carro. Teve em 1997 um de seus melhores Mundiais, com duas vitórias (Austrália e Itália) e um desempenho superior ao de Mika Hakkinen, seu parceiro (teria vencido também em Jerez, mas permitiu o triunfo do finlandês).

No biênio 98-99 foi constantemente batido por Hakkinen, assistindo de camarote aos dois títulos do companheiro (assim como aconteceu com Fisichella na Renault). Nos anos de 2000 e 2001 chegou até a esboçar uma aspiração ao título, mas sempre perdeu fôlego nas etapas finais dos campeonatos e obteve apenas o vice-campeonato, em 2001. Foi melhor que Kimi Raikkonen, novo team-mate, apenas em 2002, ficando para trás nos dois anos seguintes.

Passou para a Red Bull em 2005, no ano de estréia da equipe, onde teve como melhor resultado um 3º lugar no GP de Mônaco 06.



Em 2007 - formará ao lado de Mark Webber uma das duplas mais experientes do certame. Guiará um bólido projetado por Adrian Newey, o "mago das pranchetas", com quem trabalhou na época de McLaren, o que pode indicar uma expectativa melhor para esse ano. Apesar de não ter nenhum grande candidato a tomar o seu lugar, precisa mostrar trabalho caso queira permanecer na categoria, pois a Red Bull não parece ter o mesmo perfil da Toyota, isto é, gastar rios de dinheiro para não ter nenhum retorno.

Rubens Barrichello (Honda): quando estreou na categoria, em 1993, a Jordan ainda era uma equipe caricata. Mesmo assim teve um quinto lugar no Japão. Teve excelente temporada em 1994, alcançando o pódio no GP do Pacífico e finalizando o campeonato em sexto. Talvez tenha sido o que mais sofreu no final de semana do GP de San Marino daquele ano, pois se acidentou gravemente nos treinos livres e viu o maior ídolo morrer na sexta volta da corrida.

A partir de então, sofreu com o estigma de "substituto de Senna", algo que o pressionou e incomodou sensivelmente. Em 95, chegou em segundo no GP do Canadá, e essa foi a única alegria de todo ano. Perdeu a disputa com Eddie Irvine, seu companheiro, para a vaga de segundo piloto da Ferrari em 96 e teve que continuar na Jordan. Nesse ano, não teve pódios, mas brilhou no GP do Brasil, ao marcar o segundo tempo no grid e disputar posições durante a prova com Schumacher e Alesi. Mesmo assim, viu Eddie Jordan fechar as portas de sua equipe para 1997 e precisou se arriscar na novata Stewart.

Quase chegou à primeira vitória na F-1, em Mônaco, onde se exibiu brilhantemente sob chuva. Foi o segundo e marcou os únicos seis pontos daquele ano. Viu-se em terríveis dificuldades em 98, marcando apenas quatro pontos e sofrendo demais com as quebras da Stewart. A volta por cima aconteceu em 1999, ainda na equipe do ex-tricampeão mundial. Anotou duas poles, obteve três terceiros lugares e chegou a liderar no Brasil. Ficou à pé devido a uma quebra de motor, problema que lhe tirou mais pontos durante o ano.

A ótima performance lhe rendeu uma vaga na Ferrari para 2000 (em substituição a Irvine, aquele). Foi brilhante no GP da Alemanha e venceu pela primeira vez na categoria, depois de sair da 17ª colocação. Terminou o Mundial em 4º, melhorando uma posição em 2001. Venceu mais quatro vezes em 2002, conquistando o vice-campeonato. Entre 2003 e 2005, mais quatro vitórias. Pouco. Pior do que isso, viveu sempre à sombra de Michael Schumacher, declarando-se muitas vezes insatisfeito com os privilégios do alemão.

Saiu em 2006 e rumou para Honda. Na primeira temporada junto ao time nipônico, não se adaptou adequadamente e foi superado por Jenson Button.

Em 2007 - antes mesmo do ano começar, Rubens já despertava comentários da imprensa sobre uma possível aposentadoria ao fim da temporada. A verdade é que, caso isso aconteça, será o fim de uma carreira marcada por alguns sucessos e muitos fracassos. Talvez a expressão "estar no lugar certo na hora errada" seja a melhor para representar o que foi a passagem de Barrichello na Ferrari, único lugar em que poderia efetivamente ter lutado pelo título. Se a Honda de 2007 vai ter condições de brigar pelas posições cimeiras, só o tempo vai dizer. Não esperemos, no entanto, que ele desista de lutar ou de tentar fazer um trabalho competente. Apesar de não ser um super-vencedor, é incontestável: Barrichello é um bravo competidor.