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domingo, 5 de abril de 2009

Secos e molhados

FOTO: DIVULGAÇÃO/BRAWN
No seco e no encharcado de Sepang, Jenson Button conquistou mais uma vitória nesta temporada de grandes mudanças na Fórmula 1. Com novas regras e novas forças no quadro de equipes, a categoria vive um saudável momento de intenso agito nas pistas, capaz de fazer com que o tradicional marasmo do GP da Malásia se transformasse numa prova movimentada, de muitas ultrapassagens e tensão.

A etapa não chegou ao final das 56 voltas, o que já era de se imaginar dado ao fortíssimo dilúvio de monções que afetou a região do circuito e à baixa luminosidade natural em função da proximidade de noite. Mas nada que estragasse o espetáculo, afinal foi interessante poder observar a reação de cada um dos pilotos naquele cenário de “vamos ou não voltar a correr?”.

O vencedor da prova, por exemplo, permaneceu no cockpit compenetrado até receber a informação de que o Grande Prêmio estava encerrado. Outros corredores, como Mark Webber e Fernando Alonso, desceram dos bólidos e ficaram circulando pela pista e paddock. Já o mais desencanado de todos, Kimi Raikkonen, aparecia na garagem da Ferrari vestindo bermudão, camisa e boné, tomando um sorvete de chocolate e abrindo a geladeira para pegar um refrigerante. Uma figura este campeão do mundo.

Nas 32 voltas em que as máquinas estiveram em ação, pudemos constatar o casamento perfeito entre Button e o monoposto da Brawn GP. O inglês não largou bem, é verdade, mas ditou um forte ritmo – visivelmente sem qualquer dificuldade – para descontar a diferença que o separava de Nico Rosberg e Jarno Trulli, e conseguir retomar a ponta após a primeira parada de box.

Mesmo com a chegada da chuva e o festival de pit-stops para troca de pneus, o líder do campeonato foi perfeito na condução do carro branco-marca texto, não se abalando sequer com a ameaça imposta por Timo Glock, que acelerava barbaridade com os compostos intermediários. Um desfecho, portanto, mais do que justo para o feliz britânico.

A Toyota, com Glock, fez um corridaço, acertando em cheio na estratégia de paradas para recuperar o terreno perdido pelo piloto alemão no início do GP. Estava em segundo no momento da paralisação da corrida, mas caiu para terceiro pelo fato do regulamento considerar nesses casos as posições da última volta antes da bandeira vermelha. Sorte para outro tedesco, Nick Heidfeld, que veio lá de trás em uma tocada discreta, mas se aproveitou da intensa movimentação dos boxes para alcançar um ótimo resultado.

Jarno Trulli e Rubens Barrichello foram coadjuvantes em relação aos seus companheiros de equipe. O italiano, quarto colocado, bem menos se comparado ao veterano brasileiro, que novamente desempenhou uma atuação de picos bons e mornos. O quinto lugar, considerando todos os acontecimentos da etapa, deve ser avaliado como lucrativo.

Classificado como leão de treinos, Mark Webber até que fez uma boa corrida. A sexta posição, porém, teve menos brilho que a bela postura de líder da associação dos pilotos que o australiano demonstrou durante a interrupção da prova. Tomou chuva na cabeça, saiu conversando com todo mundo, mostrou-se um verdadeiro líder entre os competidores.

No sétimo posto, Lewis Hamilton conseguiu mais uma vez levar aos pontos o carro ruim da McLaren – resta saber se não vão desclassificá-lo como na Austrália. O campeão do mundo pode não ter condições no momento de brigar pelos primeiros lugares, mas mostra que faz a diferença no cockpit, algo que muitos duvidavam.

A Williams, coitada, merecia mais que o oitavo lugar com Nico Rosberg. O alemão fez uma brilhante largada, foi bastante forte no primeiro trecho da prova, mas se perdeu no meio da loteria que se formou com a chegada do temporal. Uma pena, pois o pódio seria justíssimo.

O que falar da Ferrari? Duas corridas e dois vexames, não parecendo em nada o time campeão dos últimos anos. Ninguém em sã consciência coloca pneus de chuva quando ainda não se cai uma gota de água dos céus. O que fizeram com Kimi Raikkonen foi absurdamente ridículo, pois jogaram no ralo a chance de pontuar. Certo mesmo foi o homem de gelo em ir para os boxes e tomar um picolé. Felipe Massa, nono em um dia de pouco destaque, deveria ter feito o mesmo.

Na Renault, o clima para Nelson Piquet deve ter ficado um pouco mais nublado. Terminou em 13º, duas posições atrás de Fernando Alonso, que saiu da pista e guiou com otite. Será que o brasileiro vai jogar de novo a culpa no carro? Feia a situação...

No campeonato, as coisas vão muito bem obrigado para Button e a Brawn. O inglês só não leva 20 pontos porque a corrida de hoje deu apenas a metade dos tentos para os que pontuaram. De qualquer maneira, já são cinco de vantagem que acumula para o vice-líder, Barrichello, e mais motivação para encarar as próximas rodadas. Será que o domínio se estende para a China, daqui duas semanas? Tudo indica que sim.

sábado, 4 de abril de 2009

Novos tempos

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT
Uma Fórmula 1 diferente, como há muito não se via. Nada de Ferrari e McLaren fazendo papel de protagonistas. As primeiras posições agora são ocupadas por Brawn, Toyota e Red Bull. Vermelhos e prateados, neste momento, são meros coadjuvantes.

Mesmo nos anos em que Renault e Benetton despontavam, pelo menos uma das chamadas grandes escuderias estavam próximas, brigando por vitórias e pelas primeiras posições nos treinos. Hoje não; ficaram para trás. Bem para trás.

Kimi Raikkonen, sétimo colocado e o melhor piloto da Ferrari no grid do GP da Malásia, tomou quase um segundo de Jenson Button, que obteve mais uma pole position com o brilhante carro da Brawn GP. Já Lewis Hamilton, com a sofrível McLaren, sequer avançou para a parte final da classificação, estacionando no 12º lugar. Novos tempos, realmente.

A tendência neste domingo é assistirmos a um confronto entre Button, Jarno Trulli e quem sabe até Mark Webber pela vitória de Sepang. Pilotos até pouco tempo atrás desacreditados na categoria, bem como suas equipes. Uma reviravolta que só foi possível graças às significativas mudanças no regulamento da Fórmula 1.

Reflexões expostas! E o que dizer então do treino oficial deste sábado? Um tanto sonolento, como costuma ser na Malásia. Um tanto decepcionante, pela burra estratégia da Ferrari de andar pouco no Q1 e conseguir deixar Felipe Massa em 16º. Um tanto surpreendente, em função do forte ritmo das Toyota, mesmo não tendo ficado com a pole. Um tanto lamentável, pelo novo desempenho ruim de Nelson Piquet, o 17º colocado. Um tanto mais do mesmo, por ver que Rubens Barrichello segue com boas escusas para justificar os quase 0s5 tomados do companheiro de equipe. E um tanto esclarecedora, pela constatação de que a dupla Button e Brawn está afinadíssima e muito próxima de vencer mais uma vez.

Com ou sem chuva, o favoritismo para o domingo é do “pequeno” time branco. Os grandes que se virem e façam o possível para recuperar o prestígio e o posto de estrela. Desafio este um tanto complicado neste começo de temporada...

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Equilíbrio em Sepang

FOTO: DIVULGAÇÃO/FERRARI
O primeiro dia de treinos livres de qualquer Grande Prêmio não costuma revelar com exatidão aquilo que de fato será visto no ensaio classificatório e na corrida. De qualquer maneira, as sessões desta sexta-feira, na Malásia, indicaram uma sensível melhora da Ferrari para a tentativa de apagar o fiasco de Melbourne.

No forte calor de Sepang, deu para perceber que o time italiano dispõe sim de um bom carro, principalmente no quesito equilíbrio. A dúvida mesmo parece ser em relação à confiabilidade da F60, que lá mesmo em Kuala Lumpur já deu sinais de alerta, com o problema no KERS do modelo de Kimi Raikkonen.

O finlandês, apesar do imprevisto, fechou o dia na frente com a marca de 1min35s707. No ano passado, apenas como curiosidade, Lewis Hamilton liderou a sexta-feira ao estabelecer 1min35s055.

Felipe Massa em segundo e surpreso com o ritmo do carro vermelho, Sebastian Vettel talentoso e com a boa máquina da Red Bull em terceiro, Nico Rosberg e a veloz Williams na quarta posição, as surpreendentes Brawn GP mais discretas em sexto e sétimo... no que apostar para esta etapa?

A princípio, no forte equilíbrio entre as equipes, já que hoje a diferença do primeiro para o 15º ficou abaixo de um segundo. Caso chova — e nesta época do ano caem verdadeiros torós na Malásia graças ao clima de monções —, aí teremos a habitual loteria e, quem sabe, shows dos chamados bons de braço, como é o caso de Lewis Hamilton. Desde que a FIA não invente alguma nova picuinha para puni-lo de novo.

Freada: Rubens Barrichello foi punido com a perda de cinco posições no grid pela troca de câmbio. Só com ele mesmo para acontecer esse tipo de coisa. Impressionante! Mas agora já foi; que faça de tudo para largar na pole, partir então do sexto lugar do grid e lutar pela recuperação.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Números da Malásia

FOTO: REPRODUÇÃO/LAT

Caso alguém resolva arriscar um palpite que não seja a vitória da Brawn no GP da Malásia, fica aqui a sugestão de se conferir o retrospecto das equipes no circuito de Sepang, nascido em 1999 e desde então utilizado pela categoria máxima do automobilismo:

Vitórias
Ferrari - 5
McLaren - 2
Renault - 2
Williams - 1

Poles
Ferrari - 7
Renault - 3

Voltas mais rápidas
McLaren - 4
Ferrari - 2
Williams - 2
Renault - 1
BMW Sauber - 1

Pódios
Ferrari - 11
McLaren - 7
Williams - 4
Renault - 4
BAR - 1
Toyota - 1
Honda - 1
BMW Sauber - 1

Km na liderança
Ferrari - 1.480
McLaren - 693
Renault - 660
Williams - 188
BMW Sauber - 50
Toyota - 11
Honda - 11
Jordan - 6

Pontos
Ferrari - 105
McLaren - 69
Renault - 52
Williams - 37
Toyota - 20
BMW Sauber - 18
BAR - 10
Red Bull - 6
Honda - 6
Stewart - 5
Sauber - 5
Jordan - 4
Jaguar - 1

terça-feira, 31 de março de 2009

Recuperação ou novo fracasso?

FOTO: DIVULGAÇÃO/FERRARI

Após a decepcionante atuação na pista de Melbourne, a Ferrari parte neste fim de semana para a tentativa de redenção no campeonato de 2009, num circuito em que costuma se sair quase sempre bem.

Basta dizer que em dez edições do GP da Malásia, a escuderia de Maranello construiu os melhores índices entre todas as equipes e detém praticamente tudo o que se possa imaginar: o maior número de vitórias, pole positions, pódios, quilômetros na liderança e pontos. Só não tem o recorde de voltas mais rápidas, pertencente à McLaren.

No ano passado, o time vermelho venceu facilmente a prova de Sepang com o finlandês Kimi Raikkonen, apagando com isso a má atuação da Austrália, onde havia obtido apenas um pontinho.

Neste ano, a Ferrari deixou o Albert Park sem um mísero tento e com o temor de uma avassaladora BrawnGP. O que esperar então da atual campeã de construtores em Kuala Lumpur? A princípio, que esteja mais forte em ritmo de corrida. Vencer? Talvez seja mais coerente imaginar um lugarzinho no pódio neste momento.

domingo, 23 de março de 2008

Brasileiro quebra ovo de páscoa italiano

Que a Ferrari venceria na Malásia, estava mais do que na cara. Somente um problema estragaria a dobradinha do time italiano em Sepang, neste domingo. “Façanha” essa que coube a Felipe Massa em um outro triste capítulo de “eu não sei o que houve”.

O brasileiro errou de novo. Perdeu a vitória no primeiro trecho da corrida, ao não conseguir se distanciar do companheiro para voltar do pit-stop na ponta. Depois disso, jogou fora um segundo lugar importantíssimo tanto para ele quanto para a equipe ao perder a traseira do carro, rodar e atolar na brita.

Foi isso que aconteceu, caso Felipe ainda não tenha se dado conta. Seja por falha do equipamento ou do piloto, o fato é que já se foram duas etapas de um campeonato que promete ser mais apertado que o de 2007. E enquanto o brazuca segue zerado na classificação, Kimi Raikkonen já enxerga de perto a liderança da tabela.

O campeão do mundo alcançou com extrema facilidade a 16ª proeza de sua carreira. Ao estilo Schumacher, soube acelerar nos momentos certos para assumir a primeira posição na parada de box. Fez a lição de casa e, obviamente, ganhou uma dose extra de prestígio dentro da escuderia de Maranello.

Como diria Machado de Assis no livro Quincas Borba, ao vencedor as batatas. No caso de Raikkonen, a vitória e — muito possivelmente em breve — o status oficial de primeiro piloto para a luta pelo bicampeonato.

Assim são os negócios, para o azar de Massa, que insiste em não assumir seus erros e, neste ano, alongar seu “início de temporada”. Segundo ele, agora será no Bahrein. Se não for mesmo lá, pode se conformar em ser o escudeiro do finlandês.

Com o abandono de Felipe, quem se deu bem foi Robert Kubica. O piloto chegou em segundo lugar, após uma corrida sólida e sem erros. Fez aquilo que Massa deveria ter feito: ter consciência das possibilidades na prova e buscar o resultado que estivesse ao seu alcance.

Esse foi o segundo pódio do polonês na F-1 — o primeiro fora no GP da Itália de 2006, quando terminou em terceiro. A cada etapa que passa, Kubica demonstra ser um ótimo competidor, apesar de muito feio. A meu ver, será o responsável pela primeira vitória da BMW, a ser conquistada ainda em 2008.

Outro merecedor de elogios em Sepang foi Heikki Kovalainen, que na McLaren tem conseguido mostrar seu talento. Subiu no pódio em terceiro, em um fim de semana que derrotou o companheiro Lewis Hamilton. Um excelente saldo para o nórdico, que tende a evoluir bastante nesta temporada.

E o que dizer do quarto lugar de Jarno Trulli? Simplesmente fantástico para ele e a equipe japonesa. Finalmente, os milhões investidos estão trazendo alguns frutos. Que continuem nesse caminho.

Chegou a hora de falarmos sobre Hamilton, o quinto colocado. Em resumo, não foi genial como de costume. Fez uma ótima largada e impressionou ao contornar algumas curvas como se estivesse guiando um kart. Apenas isso. No mais, pecou pela “inexperiência” dos mecânicos da McLaren com a troca da calota e pelo erro de estratégia dos pneus. Se tivesse dado preferência pelos compostos duros, teria chances de brigar pelo pódio.

Nick Heidfeld, o sexto, leva os louros da melhor volta e ultrapassagem da corrida. David Coulthard e Fernando Alonso certamente ficaram mordidos com a manobra do alemão, que aproveitou a briga dos dois para ultrapassá-los de uma só vez. Malandro e oportunista. É isso aí!

Antes do último pit-stop, Mark Webber perguntava sobre sua vantagem em relação a Alonso. E com razão, já que o espanhol o pressionou até a bandeirada final, mas sem conseguir superá-lo. Boa prova do australiano, que garantiu os primeiros pontos da Red Bull no ano.

Já Alonso, apesar do pontinho com o oitavo lugar, não teve muito que festejar. A Renault está muito atrás das grandes equipes e o talento do bicampeão não é o bastante para fazer milagres. Precisam trabalhar pesado para voltar aos dias de glória.

Dos demais brasileiros, destaque para Nelson Piquet, que fez sua primeira corrida de verdade. Razoável, mas ao mesmo tempo satisfatória considerando-se as limitações do carro e o fato de ter andado próximo do companheiro nos treinos. Seguir no encalço do asturiano; é o que precisa continuar fazendo.

A Honda e Rubens Barrichello voltaram à normalidade. O veterano terminou em 13º, três posições atrás de Button e com direito a uma nova penalidade, desta vez por excesso de velocidade nos boxes. Será que gostou da brincadeira de punição? Tomara que não.

Já que estamos em domingo de Páscoa, vamos dar o prêmio de chocolate amargo de Sepang para a Williams. Má nos treinos, péssima na corrida, em que pese a bonita ultrapassagem de Nakajima — por fora — sobre Sebastian Vettel. Um fim de semana para ser esquecido.

Apesar de monótono e cansativo em alguns momentos, o GP da Malásia deixou um bom panorama na classificação do mundial. Hamilton segue na liderança, mas já vê Raikkonen de perto, com três pontos a menos.

O próximo encontro é daqui a duas semanas, no Bahrein. Mas até lá, muitas notícias hão de repercutir, muitas delas envolvendo Massa. Por culpa dele mesmo.

sábado, 22 de março de 2008

Reencontro especial

Estão vendo os dois carros lado a lado na foto? São as McLaren de Lewis Hamilton e Fernando Alonso subindo a desafiadora curva Eau Rouge, na primeira volta do GP da Bélgica de 2007.

Tal ocasião marcou o último grande confronto entre os ex-companheiros de equipe e foi também a última vez que o espanhol largou na frente do inglês. Saiu na frente e impediu a todo custo que o desafeto o ultrapassasse após a largada. Não fosse a imensa área de escape que substituiu o guard-rail daquele trecho, a corrida do britânico teria acabado ali mesmo.

Logo mais na Malásia, os dois voltarão a se encontrar na pista, desta vez com o bicampeão correndo pela Renault. Alonso largará em sétimo, Hamilton em nono e com mais carro que o adversário. Portanto, deverá partir para o ataque logo no início.

Será que passa com tranqüilidade? O espanhol venderá fácil a posição? Respostas a partir das 4h00 do domingo!

Domínio vermelho, punição prateada

Em Sepang, a décima pole-position da carreira.

No chove não chove da Malásia, a Ferrari e Felipe Massa confirmaram neste sábado algumas verdades da Fórmula 1 atual. A primeira delas é que o brasileiro tem mesmo um enorme talento para os treinos classificatórios. Sabe tirar do carro tudo o que precisa para lutar pela pole, ao contrário do companheiro Kimi Raikkonen, que demonstra sentir um pouco a pressão na hora do vamos ver.

Se a princípio parecia que o finlandês estivesse com um pouco mais de gasolina, suas declarações na coletiva de imprensa afundaram tal hipótese. O campeão reclamou do desempenho no Q3 e deixou bem clara sua insatisfação com o segundo lugar. Ou teria sido pelos 0s482 que tomou do companheiro?

A segunda verdade é a de que a Ferrari segue como forte candidata ao título de 2008, apesar do resultado decepcionante alcançado em Melbourne, na semana passada. Independente das estratégias de cada equipe, a escuderia italiana demonstrou ter controle e domínio da classificação em Sepang. Cenário que deve se repetir na prova e consagrar a primeira dobradinha do ano.

Já a McLaren, visivelmente mais pesada, terá mais trabalho do que imaginava para a corrida deste domingo. Por atrapalhar as voltas lançadas de Nick Heidfeld e Fernando Alonso, a dupla Hamilton-Kovalainen foi punida com a perda de cinco posições.

O finlandês caiu de terceiro para oitavo, enquanto o inglês despencou do quarto para o nono posto. Os dois terão mais trabalho para brigar pela vitória, principalmente Lewis, que não conseguiu andar tão forte como de costume na pista malaia.

Com a queda dos prateados, quem se deu bem foi Jarno Trulli, que saltou do já triunfante quinto lugar para a terceira posição. Boa surpresa a velocidade do carro da Toyota. Falta ao time encontrar um bom ritmo para as provas.

Falemos agora das decepções. A mais acentuada de Sepang foi a Williams, que sequer chegou à terceira parte do treino. Pior: Foi somente a 16ª colocada com Nico Rosberg — Nakajima, punido pelo acidente que provocou na Austrália, largará em último.

Vale lembrar que em 2007 o time inglês andou muito bem na Malásia, só deixando de pontuar por conta da quebra do carro de Rosberg. A única diferença foi que o alemão havia largado em sexto. Será que consegue vir forte lá de trás?

Surpresa em Melbourne, com o primoroso rendimento na classificação, a BMW foi apenas razoável desta vez. Pode-se dizer que deveu um pouco, afinal vai largar atrás de uma Toyota — Kubica em quarto e Heidfeld em quinto.

Nelson Piquet, em 13º, também dava pintas de poder andar um pouco mais, pois esteve sempre no calcanhar de Alonso nos treinos livres. Mas já foi uma considerável melhora em relação à estréia, que deve se estender na corrida.

O bicampeão, enquanto isso, tirou tudo e mais um pouco do modesto carro da Renault. Partirá em sétimo, bem à frente das duas McLaren, o que significa dizer que vai entregar até a alma para segurar as flechas de prata.

Rubens Barrichello sairá em 14º, três posições atrás do companheiro Button. Se chover, o brazuca terá mais chances de lutar por um pontinho. Do contrário, será muito difícil. O mesmo vale para os pilotos da Toro Rosso, que largam lá atrás: Vettel sai apenas em 15º e Bourdais, necessitando de vitamina para as qualificações, em 18º.

Se não cair água, dificilmente a Ferrari perde a prova. Caso o céu desabe, aí podemos ter uma verdadeira loteria, na qual Alonso me parece mais apto ao papel de protagonista do roteiro.

Programe o despertador, porque acordar às 4h00 da matina, em pleno fim de semana, não é nada fácil. E tomara que os pilotos compensem nosso sono.

Grid de largada:

1) Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min35s748
2) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 1min36s230
3) Jarno Trulli (ITA/Toyota), 1min36s711
4) Robert Kubica (POL/BMW), 1min36s727
5) Nick Heidfeld (ALE/BMW), 1min36s753
6) Mark Webber (AUS/Red Bull), 1min37s009
7) Fernando Alonso (ESP/Renault), 1min38s450
8) Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 1min36s613*
9) Lewis Hamilton (ING/McLaren), 1min36s709*
10) Timo Glock (ALE/Toyota), 1min39s656
11) Jenson Button (ING/Honda), 1min35s208
12) David Coulthard (ESC/Red Bull), 1min35s408
13) Nelson Piquet (BRA/Renault), 1min35s562
14) Rubens Barrichello (BRA/Honda), 1min35s622
15) Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso), 1min35s648
16) Nico Rosberg (ALE/Williams), 1min35s670
17) Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), 1min36s240
18) Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), 1min36s677
19) Takuma Sato (JAP/Super Aguri), 1min37s087
20) Adrian Sutil (ALE/Force India), 1min37s101
21) Anthony Davidson (ING/Super Aguri), 1min37s481
22) Kazuki Nakajima (JAP/Williams), 1min36s388*

*Punição.

sexta-feira, 21 de março de 2008

O destaque de Melbourne

Grande Rubens! Fez bonito na primeira etapa do Mundial e foi eleito o destaque do GP da Austrália, com 58% dos votos na mais recente enquete deste blog. Vejamos como se sai agora na prova da Malásia. Na opinião deste escriba, marcará um pontinho.

Aliás, uma boa hora para apresentar alguns palpites: A Ferrari fará dobradinha, Hamilton será o terceiro e Piquet chegará entre os oito primeiros. E choverá na corrida; pelo menos vou torcer por isso.

E para você, quem ganha em Sepang? Deixe seu palpite na nova enquete.

Impressões da sexta-feira


Melhor da sexta-feira, o inglês voador da McLaren

Assim como ocorrera na Austrália há uma semana, o dia dos primeiros treinos livres para o GP da Malásia viu uma Ferrari na ponta na sessão 1 e uma McLaren no topo ao término da segunda prática. As diferenças básicas: dessa vez a Ferrari dominadora foi a de Felipe Massa, e, por outro lado, o carro prateado mais veloz, de Lewis Hamilton, acabou mesmo marcando o melhor tempo do dia.

- Massa está cuspindo fogo e guiando muito. Parece estar, até mesmo, mais constante e rápido do que Raikkonen. Já não parece ser nenhuma novidade que o brasileiro ande bem quando se iniciam os rumores de sua substituição em Maranello;

- O finlandês teve muito azar na primeira sessão dos treinos, ao ficar pela pista. Motivo? Falta de gasolina. Em compensação, acumulou boa quilometragem no treino 2, sem conseguir, de qualquer forma, superar o companheiro;

- Para Hamilton, poucas palavras bastam. Rápido, eficiente e constante.

- Outra repetição em relação à prova de Melbourne é o desempenho sofrível dos carros da BMW Sauber na sexta-feira, com Kubica em 9º e Heidfeld em 15º. Como já estamos escolados, melhor esperar, pois é muito possível que a equipe alemã esteja escondendo o jogo;

- Interessante checar como Vettel é rápido em ritmo de treino e o quanto Bourdais sofre nesse aspecto. Claro que os 2,5s não mostram a realidade de fato, mas é perceptível que o francês se sente melhor em corridas.


Dessa vez, Nelsinho Piquet conseguiu andar (bem) próximo a Alonso

- Alívio para os brasileiros. Dessa vez, Nelsinho não só cometeu menos erros como ficou a apenas 0,012s de Alonso, aquele que deve (no sentido de ser obrigatoriamente) o seu parâmetro para toda a temporada.

- Button em 4º e Barrichello em 12º, separados por 0,8s. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Nem o inglês foi herói, nem o brasileiro andou mal. É de se esperar um meio termo de ambos para o sábado, o que já mostra claramente a evolução do carro na comparação com 2007.

- Não sei vocês, mas eu não andaria num carro da Red Bull. Pobres Coulthard e Webber.

- Giancarlo Fisichella em décimo. Este é outro que merecia melhor sorte, melhor dizendo, um final de carreira mais digno, em que pese o bom resultado do dia.


Era uma vez o motor Ferrari do carro de Adrian Sutil...

1) Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), 1min35s055
2) Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min35s206
3) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 1min35s428
4) Jenson Button (ING/Honda), 1min36s037
5) Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso-Ferrari), 1min36s474
6) Jarno Trulli (ITA/Toyota), 1min36s493
7) Heikki Kovalainen (FIN/McLaren-Mercedes), 1min36s512
8) Nico Rosberg (ALE/Williams-Toyota), 1min36s578
9) Robert Kubica (POL/BMW Sauber), 1min36s671
10) Giancarlo Fisichella (ITA/Force India-Ferrari), 1min36s756
11) Kazuki Nakajima (JAP/Williams-Toyota), 1min36s838
12) Rubens Barrichello (BRA/Honda), 1min36s879
13) Fernando Alonso (ESP/Renault), 1min37s022
14) Nelson Piquet (BRA/Renault), 1min37s034
15) Nick Heidfeld (ALE/BMW Sauber), 1min37s106
16) Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), 1min37s346
17) Timo Glock (ALE/Toyota), 1min37s512
18) Adrian Sutil (ALE/Force India-Ferrari), 1min37s614
19) David Coulthard (ESC/Red Bull-Renault), 1min38s232
20) Sebastien Bourdais (FRA/Toro Rosso-Ferrari), 1min38s978
21) Takuma Sato (JAP/Super Aguri-Honda), 1min39s021
22) Anthony Davidson (ING/Super Aguri-Honda), 1min39s361

quinta-feira, 20 de março de 2008

Tempestade anunciada, emoção a caminho

A previsão do tempo para o fim de semana na Malásia é de tempestade. De acordo com os meteorologistas, há 60% de chance dos treinos e corrida serem realizados debaixo de muita água.

Sem o auxílio do controle de tração e com base no GP da Austrália, não é difícil imaginar uma prova ainda mais conturbada e imprevisível para este domingo, caso realmente o céu desabe.

Poderemos ver quem de fato manda bem no molhado e, quem sabe, ter um resultado surpreendente ao final das 56 voltas. Bons motivos, portanto, para ficar acordado até altas horas da madrugada.

Desde que entrou no calendário da categoria, em 1999, o circuito de Sepang só teve uma corrida afetada pelo temporal, fenômeno típico em países do sudeste asiático. Foi na edição de 2001, vencida por Michael Schumacher.

Na ocasião, o GP começou com piso seco, mas as nuvens escuras e carregadas anunciavam que o “dilúvio” estava a caminho. E quando o aguaceiro caiu, vários pilotos tiveram dificuldades para se manter na pista, inclusive os pilotos da Ferrari — o alemão e Rubens Barrichello.

Ambos deram um belo passeio pela brita, simultaneamente, mas por sorte conseguiram voltar ao traçado. Depois disso, com o veloz modelo F2001, começaram a recuperar as posições perdidas (que foram muitas) até refazer a dobradinha da escuderia italiana. David Coulthard, à época na McLaren, completou o pódio.

A prova mais recente realizada sob chuva aconteceu no ano passado, no Japão. O vencedor foi Lewis Hamilton, líder da temporada 2008 e fortíssimo candidato a subir novamente no degrau mais alto do pódio. Independente das condições climáticas.

Anote a programação do GP da Malásia*:

Quinta-feira (20)
23h00: Treino Livre 1

Sexta-feira (21)
3h00: Treino Livre 2

Sábado (22)
0h00: Treino Livre 3
3h00: Classificação

Domingo (23)
4h00: Corrida - 56 voltas (310,408 km)

*Horários de Brasília.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Balanço de Sepang

Fernandinho venceu neste domingo pela primeira vez com o carro da McLaren, na pista onde alcançou a primeira pole de sua carreira e o primeiro pódio — ambos em 2003. Felipe Massa, que também conquistou na Malásia seus primeiros pontos na F-1 (2002), deixou a desejar; foi apenas o quinto. Kimi Raikkonen, cuja maior recordação sobre a pista de Sepang é sua primeira vitória na categoria (2003), terminou em terceiro. Vamos então às notas do fim de semana:

Fernando Alonso: 10,0 – Fez algo que nem Michael Schumacher conseguiu quando trocou a Benetton pela Ferrari: vencer com a nova equipe logo na segunda corrida da temporada. Mais do que isso, está forte na briga pelo título. Guiou com competência e determinação para superar a Ferrari na largada, mostrando por que é o melhor piloto da atualidade. E o novo líder da classificação, com 16 pontos.

Lewis Hamilton: 10,0 – Ao segurar o afoito Felipe Massa nas voltas iniciais, passou a impressão de que era ele o piloto experiente e o brasileiro o novato. Terminou em segundo e fez a melhor volta da prova. Só lhe falta agora a vitória. Fora das pistas, também sabe impor uma postura diferenciada, o que ficou evidente ao pedir desculpas a Massa por tê-lo induzido ao erro. Ironia faz parte deste esporte.

Kimi Raikkonen: 8,0 – Pela primeira vez na carreira pilotou pensando no campeonato. Preferiu somar pontos importantes a andar com a faca entre os dentes e correr o risco de abandonar. Como a Ferrari não trocou o motor de seu carro, pagou o preço de ter um propulsor de potência limitada. Ainda é cedo para dizer isso, mas creio que será o protagonista da luta pelo caneco ao lado de Alonso.

Nick Heidfeld: 9,0 – Regular e sempre parece ser o lema de Nick Heidfeld para a temporada deste ano. Sabe onde tem que estar para, quando surgirem eventuais problemas com Ferrari e McLaren, abocanhar um lugar no pódio. O alemão está conquistando um belo prestígio na categoria e deve ter, em breve, o contrato com a BMW estendido por mais dois anos, despistando assim a Toyota, que está interessada em seu trabalho.

Felipe Massa: 4,0 – Um fim de semana para ser esquecido, com exceção da pole position. Massa esgotou sua cota de erros na Ferrari e muito cedo. No Bahrein, terá de convencer a escuderia italiana que pode, sim, ser a aposta do time para a batalha pelo Mundial. Mas a pressão, agora, é grande.

Giancarlo Fisichella: 7,0 – Tem feito o que dá para fazer com o mediano modelo da Renault. Falta-lhe, porém, arrojo e postura de vencedor perante os integrantes da equipe. Portanto, seguirá neste ritmo até o fim do campeonato.

Jarno Trulli: 7,0 – Ficou à frente do colega de equipe nos treinos e na corrida, além de garantir mais dois pontinhos para a Toyota. Não dava para esperar mais do que isso, considerando-se o carro meia-boca que possui.

Heikki Kovalainen: 7,0 – Conquistou o seu primeiro tento na categoria e parou de ser perseguido por Flavio Briatore. Ainda está longe de ser um substituto de Alonso, mas deve melhorar nas próximas etapas.

Alexander Wurz: 6,0 – Precisa melhorar demais o desempenho nas classificações. Ritmo de corrida o austríaco tem e muito bom.

Mark Webber: 5,5 – Este precisa fazer o oposto de Wurz. É eficiente em uma volta lançada, mas pouco eficaz durante uma prova.

Rubens Barrichello: 6,5 – Uma pena o que se passa com este rapaz. Considerando o vergonhoso equipamento de que dispõe, conseguiu um bom resultado, chegando à frente do companheiro. Quando a Honda melhorar — se melhorar —, tem tudo para pontuar.

Jenson Button: 3,0 – Mais uma vez atuou como o Button de 2001: desmotivado e pouco combativo. Estaria sendo castigado por ter voltado atrás em sua transferência certa para a Williams em 2006?

Takuma Sato: 4,0 – Novamente conseguiu passar dos primeiros 15 minutos do treino de classificação. Bom para o japonês. E só isso também.

Scott Speed: 2,0 – Superou o parceiro de equipe, maravilha! Mas confesso que mal o notei durante o GP.

Ralf Schumacher: 3,5 – Outro que deixou a desejar na Malásia. Não fosse pelo sobrenome que carrega, seria ainda menos perceptível.

Anthony Davidson: 3,0 – Muito fraco para quem superou constantemente o companheiro japonês durante a pré-temporada.

Vitantonio Liuzzi: 1,5 – É um dos pilotos mais feios do grid. Mas como todos correm de capacete, passou despercebido por este escriba ao longo das 56 voltas.

Robert Kubica: 6,0 – Foi um dos mais azarados da corrida. Na classificação, levou quase 0s3 de Heidfeld, o que é muita coisa, levando-se em conta o cacife do polonês.

Nico Rosberg: 7,5 – Selou um casamento feliz com a Williams, mas foi traído pelo motor Toyota. Veloz na classificação e na corrida, muito diferente do Nico da temporada passada.

David Coulthard: 3,5 – Se realmente adquiriu o direito de avisar a equipe que vai abandonar a corrida, na ocasião por problemas no pedal de freio, deveria se tocar e pedir licença para a aposentadoria.

Christijan Albers: 0,5 – Conseguiu completar sete voltas, até parar com uma pane na caixa de câmbio. Fenomenal!

Adrian Sutil: 0,0 – Os alemães devem estar sentindo muita falta do heptacampeão...

sábado, 7 de abril de 2007

Touro quase indomável

Calma, não estou me referindo nem à Red Bull e tampouco à Toro Rosso. Falo aqui de Fernando Alonso, aquele que dá claras amostras de ser um dos mais completos pilotos que já passaram pela Fórmula 1.

Ele partirá da segunda posição no GP da Malásia. A pole ficou com Massa, o que era mais do que esperado. Mas é fundamental perceber o quanto a McLaren progrediu em relação ao ano passado, isto é, desde a chegada de Alonso ao time liderado por Ron Dennis. A diferença ficou em pouco mais de 0,2s do brasileiro para o espanhol, o que mostra um grande equilíbrio de forças entre as duas equipes.


O bicampeão, um piloto e tanto

Os companheiros de Massa e Alonso ficaram consideravelmente atrás de ambos. Raikkonen tomou quase meio segundo de Felipe, enquanto Lewis Hamilton terminou com 0,8s de defasagem na comparação com Fernando. No caso do inglês, mais do que compreensível, esta é a sua segunda corrida na categoria. Quanto ao finlandês, o resultado apenas confirma o que a pré-temporada e os primeiros treinos do GP da Austrália trouxeram: o piloto da Ferrari que melhor se adaptou ao F2007 foi Felipe Massa.


Sobre a corrida? Depende muito da largada. Caso Massa pule na frente, dificilmente perderá a vitória, aquela que seria a terceira de sua carreira na Fórmula 1. Se Alonso assumir a ponta no início, aí sim, poderemos ter uma boa disputa durante o certame.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Nada definido

Terminadas as duas primeiras sessões de treinos livres para o GP da Malásia. O que podemos tirar delas?
Pouca coisa até agora. As equipes treinaram claramente em condições diferentes no TL1 e no TL2, ora se preocupando com o tempo, ora se preocupando em marcar mais voltas em seqüência.

Mas, calma, dois aspectos já estão bem claros após a sexta-feira. O primeiro é que Felipe Massa é o favorito para pole e vitória, ao contrário do que eu havia previsto e indo ao encontro do que disse o Leandro.

Não digo isso pelo fato dele ter ficado em primeiro nas duas sessões, mas pelo modo como isso aconteceu. Até o momento, Massa foi o único competidor a baixar da casa do 1:34 em Sepang, no TL1. E o mais importante: poderia tirar mais tempo, se assim quisesse. Nessa volta espetacular de 1:34.972, a câmera onboard acompanhou o brasileiro na maior parte do tempo, e mostrou que Felipe dirigiu com muita suavidade. Não se esforçou para tanto. Em resumo: acertou a mão do carro na pista.

O outro ponto que está muito claro é que a Honda deve jogar o carro ecológico no lixo e resgatar os BAR bem politicamente incorretos, com patrocínio da Lucky Strike mesmo. É bem possível que um carro 2005 faça menos feio do que esse criado pela montadora japonesa para 2007. Está no nível de Toro Rosso para baixo, andando atrás, em alguns momentos, até de Spyker e, quem diria, Super Aguri.

De resto, é aguardar a terceira sessão de treinos para perceber mais algum detalhe relevante.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Brasil é favorito à vitória

Assim como fiz na prova da Austrália, discordarei de meu amigo Rodrigo Furlan nos palpites para o GP da Malásia de Fórmula 1. Em Sepang, caso nenhum problema no carro ou erro humano se intrometa no enredo, Felipe Massa deve conquistar a sua primeira vitória na temporada.

Creio que o brasileiro só não levará a volta mais rápida da corrida. Esta ficará com seu companheiro de equipe na Ferrari, Kimi Raikkonen, que terá de largar no pelotão intermediário em função da provável troca de motor se seu F2007.

O piloto e a escuderia vermelha, acreditem, não vão correr o risco de utilizar o propulsor que quase superaqueceu no final da etapa australiana, após um vazamento de água. Vale muito mais à pena perder dez posições no grid e somar pontos do que deixar o país do sudeste asiático de mãos vazias.

E Raikkonen conseguirá uma boa pontuação. Como nos velhos tempos de McLaren, mais precisamente em 2005, sairá do fundão para chegar entre os três primeiros. A pista, com vários pontos de ultrapassagem, o favorecerá.

Mas não aposto em uma dobradinha da Ferrari. Meu pódio será Massa, Fernando Alonso e Kimi; resultado que se consolidado, deixará o atual bicampeão da categoria e o “homem de gelo” empatados na liderança da classificação, ambos com 16 pontos.

Fernandinho largará em segundo. Seu companheiro de McLaren, Lewis Hamilton, será o terceiro no grid e quarto na corrida. Heikki Kovalainen, que precisa mostrar serviço na Renault, fará uma prova consistente e terminará em quinto.

A Williams, com Nico Rosberg, alcançará uma satisfatória sexta colocação. Já a BMW, sofrerá com a resistência do conjunto e frustrará seus dois pilotos. Rubens Barrichello marcará os primeiros pontinhos da Honda; será o sétimo. Giancarlo Fisichella completará a lista dos oito melhores.

Se este for, de fato, o resultado final, jogo na Mega Sena na próxima semana. Sem falta!

Raio-x da Malásia

Traçado: 5.543 m
Distância da corrida: 310.408 km
Número de voltas: 56
Melhor volta em corrida: Juan Pablo Montoya - 1min34s223 (2004, Williams)
Recorde da pole position: Michael Schumacher - 1min33s074 (2004, Ferrari)

- Em oito edições da etapa, seis pilotos venceram: Eddie Irvine (1999), Michael Schumacher (2000, 2001 e 2004), Ralf Schumacher (2002), Kimi Raikkonen (2003), Fernando Alonso (2005) e Giancarlo Fisichella (2006).

- Sete equipes já subiram no pódio: Ferrari, McLaren, Williams, Renault, BAR, Toyota, e Honda.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Palpites para o GP da Malásia

Véspera do início dos treinamentos em Sepang, hora e vez dos palpites para a segunda corrida da temporada 2007 da Fórmula 1.


- Alonso e Hamilton fazem dobradinha no grid de largada, seguidos por Massa e pela dupla da BMW;


- O espanhol vence o seu primeiro GP à bordo da McLaren; Massa e Hamilton completam o pódio, nessa ordem;


- Toyota coloca sua dupla entre os 10 primeiros na classificação e na corrida;


- Fisichella mantém o desempenho mediano, mas Kovalainen destoa novamente. Não sai da corrida demitido, mas sob intensa pressão;


- Um dos pilotos da Honda chega à zona de pontuação;


- Sentiram falta de alguém? Sim, Kimi Raikkonen. Troca o motor, larga do meio pro final do grid e chega entre os 5 primeiros.


Agora, basta aguardar ansiosamente o roncar dos motores.

Sepang pode ter a primeira dobradinha do ano

Último 1-2 da categoria aconteceu no GP da Alemanha.

Apesar da possibilidade de Kimi Raikkonen ter o motor de seu F2007 trocado, e perder com isso dez posições no grid de largada, são boas as chances da Ferrari conseguir na Malásia a sua primeira dobradinha Brasil-Finlândia.

A última vez que pilotos de uma mesma equipe ocuparam os dois principais degraus do pódio foi em julho do ano passado, quando Michael Schumacher e Felipe Massa fizeram a festa do time vermelho no GP da Alemanha.

Em 2006, somente outras duas etapas do Mundial registraram o chamado 1-2: Bahrein, com Giancarlo Fisichella e Fernando Alonso (Renault), e nos EUA, novamente com a antiga dupla da Ferrari.

No ano anterior, as dobradinhas foram ainda mais escassas; apenas duas. No GP dos EUA — aquele disputado por apenas seis carros, das escuderias que utilizavam os pneus Bridgestone —, com Schumacher e Rubens Barrichello (Ferrari), e no Brasil, com Juan Pablo Montoya e Raikkonen (McLaren).

Esse baixo índice é positivo para o esporte, pois fica cansativo sempre ver as mesmas figuras no primeiro e segundo lugares. Prova disso foi o certame de 2004, quando em oito oportunidades a Ferrari conseguiu a dobradinha, sendo sete delas com o alemão à frente de Rubens.

Para este domingo, aposto as fichas em Massa. Mas deixemos a análise da corrida para amanhã, dia que antecede os primeiros treinos livres na pista de Sepang.

terça-feira, 3 de abril de 2007

Previsão de chuva para o GP da Malásia

Os meteorologistas apostam em chuva para o fim de semana na Malásia, local onde acontece a segunda etapa do Mundial de Fórmula 1. De acordo com a previsão do tempo, as pancadas d’água devem ser mais intensas no sábado, o que deixaria o treino de classificação bastante apimentado.

Desde que entrou no calendário da categoria, em 1999, o circuito de Sepang só teve uma corrida afetada pelo temporal, fenômeno típico em países do sudeste asiático. Foi na prova de 2001, vencida pelo hoje aposentado Michael Schumacher.

Na ocasião, o GP começou com piso seco, mas as nuvens escuras e carregadas anunciavam que o “dilúvio” estava a caminho. E quando o céu desabou, vários pilotos tiveram dificuldades para se manter na pista, inclusive os pilotos da Ferrari — o alemão e Rubens Barrichello.

Ambos deram um belo passeio pela brita, simultaneamente, mas por sorte conseguiram voltar ao traçado. Depois disso, com o veloz modelo F2001, começaram a recuperar as posições perdidas — que foram muitas — até refazer a dobradinha da escuderia italiana. David Coulthard, à época na McLaren, completou o pódio.

Já a mais recente corrida realizada sob chuva aconteceu no ano passado, na China. Uma belíssima prova, lembram-se? Schumacher, sempre ele, deu um show de pilotagem no molhado e faturou aquela que seria sua última vitória na categoria, a proeza de número 91 da carreira.

O GP da Malásia terá início às 4h (no horário de Brasília) na madrugada de domingo. Não esqueçam, portanto, de programar o relógio para acordar na hora.