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segunda-feira, 23 de junho de 2008

Vitória e liderança merecidas

O Brasil lidera o Mundial de Fórmula 1. Com um piloto muitas vezes criticado por sua inconstância nas corridas, rotulado de “novo Mansell” pelos que se dizem entendidos do esporte a motor, classificado antecipadamente como o perdedor no confronto interno da Ferrari. Ele como companheiro de Kimi Raikkonen? Coitado, será escorraçado. Não foi.

Felipe Massa evoluiu muito para chegar ao topo. Aprendeu a aceitar seus defeitos e a corrigi-los na pista, ao invés de cantarolar desculpas esfarrapadas. Caiu-lhe a ficha de que em certas ocasiões vale muito mais garantir alguns pontos do que jogar tudo para o ar.

Amadureceu sem deixar de ser veloz. Tornou-se grande, em que pese seus 1,66m de altura, mas somente iniciou uma fase ainda mais severa para quem almeja ser campeão do mundo.

Terá agora que enfrentar a pressão de ser líder, ser a caça em vez de caçador e dez etapas pela frente para assegurar o sonhado título. Condições para ostentar o número 1 da categoria ele já mostrou que tem. Se realmente vai conseguir, só o tempo dirá.

De certeza hoje, apenas o fato de Massa estar em seu melhor momento na F-1 e sabendo — após umas bobeadas no início do ano — a tirar proveito da estrela que passou a brilhar para ele, aquela que só ilumina o caminho de quem é ou está na trajetória de conquistar a glória máxima da modalidade.

sábado, 21 de junho de 2008

Campeão vence favorito no 1º ato francês

Interessante esse sujeito chamado Kimi Raikkonen, um cara que quando você menos espera é capaz de mostrar toda sua habilidade e capacidade na condução de um Fórmula 1. Foi assim neste sábado, em Magny-Cours, onde conquistou a sua segunda pole-position do ano, a 16ª da carreira e a de número 200 da história da Ferrari em um momento em que todos esperavam pelo domínio de Felipe Massa.

O brasileiro bem que tentou, mas teve de se conformar com a segunda posição. Não está fora da briga pela vitória. Longe disso. Aliás, em 17 edições do GP da França, oito foram vencidas por quem alinhou ao lado do ponteiro do grid. O que Felipe precisa ter em mente é a ótima chance que possui de terminar o domingo na condição de líder do Mundial, mesmo se chegar em segundo.

Para tanto, Robert Kubica teria de ser o quinto colocado amanhã, algo nada impossível de se imaginar em função do fraco desempenho da BMW no traçado gaulês e o fato de Fernando Alonso e Heikki Kovalainen estarem à frente do polonês. Massa, portanto, tem que correr com a cabeça. Se vencer, melhor ainda. Mas se não der, que conquiste o segundo posto.

Nesse princípio de análise, já ficou bem claro que a Ferrari só não faz a dobradinha, repetindo o resultado de 2006 e 2007, se houver algum incidente pelo caminho. O resto da turma que brigue pelo terceiro lugar, que no momento está em mãos do competente Fernando Alonso. Mais uma vez ele andou mais que o carro, mostrando o porquê de ser apontado por muitos como o melhor piloto da atualidade. Na corrida, o espanhol terá ainda mais trabalho para tirar leite de pedra do inconstante carro da Renault, mas quem ousa duvidar da capacidade do asturiano?

Quem deve incomodá-lo na briga por um lugarzinho no pódio é Heikki Kovalainen, quinto colocado, que se não está andando lá essas coisas, pelo menos tem uma máquina bastante forte para conduzir. Ah, não podemos deixar de falar de Jarno Trulli, que compensou a ridícula classificação do GP do Canadá com um belo quarto posto. O que esperar do italiano para amanhã? Uma queda de rendimento e, no máximo, um quinto ou sexto lugar.

Chegamos à sexta posição para falar do líder do certame, Kubica, visivelmente longe de uma atuação como a de Montreal, mas ciente de que precisa colher o máximo de pontos que puder. Essa deve ser a mentalidade de quem pensa em, um dia, ser campeão. Na seqüência do grid, destaque para a Red Bull, com Mark Webber e David Coulthard em sétimo e oitavo. Se não conseguem ser excepcionais, ao menos garantem um padrão médio para o time que dá asas. Fazer o quê se a equipe está feliz assim?

Demais brasileiros: Nelson Piquet larga em décimo, uma boa posição, com chances de marcar pontos na casa da Renault. Seria o desfecho dos sonhos, para ele e para o time. Rubens Barrichello, enquanto isso, sai em 17º numa árdua batalha de não pagar o mico de chegar atrás dos bólidos da Force India. Conseguindo isso já estará bom demais.

No pelotão intermediário por conta da punição de dez lugares imposta pela barbeiragem cometida no Canadá, Lewis Hamilton terá de provar o que falou nas últimas semanas. Segundo ele, é possível vencer mesmo saindo lá de trás. Ele larga em 13º, mesma posição em que Raikkonen partiu na edição de 2005, quando também foi punido com dez colocações. Na ocasião, com uma McLaren extremamente veloz, o "Homem de Gelo" chegou em segundo.

Decepções do treino: A Williams, em 15º com Nakajima e no fim do grid com o penalizado Rosberg, e Nick Heidfeld, o 11º e com os dias contados na BMW, na opinião deste escriba. Alguém pode dizer que ele tem contrato assinado para 2009. Mas e daí? Contratos existem para ser quebrados, algo nada incomum na categoria.

Para encerrar, o tradicional palpite, que desta vez acredita em vitória de Kimi com Massa e Alonso na seqüência. Hamilton chega em quarto, numa corrida nem monótona, tampouco brilhante.

Grid de Lagada:
1) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 1min16s449
2) Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min16s490
3) Fernando Alonso (ESP/Renault), 1min16s840
4) Jarno Trulli (ITA/Toyota), 1min16s920
5) Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 1min16s944
6) Robert Kubica (POL/BMW), 1min17s037
7) Mark Webber (AUS/Red Bull), 1min17s233
8) David Coulthard (ESC/Red Bull), 1min17s426
9) Timo Glock (ALE/Toyota), 1min17s596
10) Nelson Piquet (BRA/Renault), 1min15s770

Q2
11) Nick Heidfeld (ALE/BMW), 1min15s786
12) Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso), 1min15s816
13) Lewis Hamilton (ING/McLaren), 1min16s693 *
14) Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), 1min16s045
15) Kazuki Nakajima (JAP/Williams), 1min16s243
Q1
16) Jenson Button (ING/Honda), 1min16s306
17) Rubens Barrichello (BRA/Honda), 1min16s330
18) Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), 1min16s971
19) Adrian Sutil (ALE/Force India), 1min17s053
20) Nico Rosberg (ALE/Williams), 1min16s235*

*Punido com a perda de dez posições.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Um dia normal

Numa pista de traçado pouco abrasivo e bastante sujo, não dava para esperar outra coisa senão uma série de escapadas. E foi o que mais se viu nesta sexta-feira em Magny-Cours, principalmente no segundo treino livre.

Como era de se imaginar, a Ferrari apresentou um pacote bastante forte para a oitava etapa do Mundial, apesar do melhor tempo da segunda sessão ter sido estabelecido por Fernando Alonso, com a Renault que corre em casa.

Felipe Massa, também seguindo os prognósticos, desponta como o piloto a ser batido no fim de semana. Foi o detentor da volta mais rápida do dia e um dos que mais chegaram perto do muro. Por sorte não bateu na curva Estoril, após uma escapada. E ainda bem que errou quando podia.

A única surpresa positiva dos treinos foi o bom desempenho de Sebastian Vettel, com o carro da Toro Rosso. Já a decepção foi a Williams, a segunda maior vencedora do GP francês, que hoje só conseguiu o 11º e 15º tempos com Nico Rosberg e Kazuki Nakajima.

Dentre os demais brasileiros, um início de preparação satisfatório de Nelson Piquet, o nono colocado, e uma lamentação profunda por Rubens Barrichello, o penúltimo com o carro da Honda.

Palpite adiantado para o sábado: Dobradinha da Ferrari no grid, com uma Renault se intrometendo no pelotão da frente, no terceiro lugar. Seria ótimo se o piloto fosse Nelsinho, mas a aposta sensata vai para o espanhol bicampeão.

Tempos combinados da sexta-feira:
1) Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min15s306*
2) Fernando Alonso (ESP/Renault), 1min15s778
3) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 1min15s999
4) Lewis Hamilton (ING/McLaren), 1min16s002*
5) Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 1min16s055*
6) Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso), 1min16s298
7) Robert Kubica (POL/BMW Sauber), 1min16s317
8) Nick Heidfeld (ALE/BMW Sauber), 1min16s458
9) Nelson Piquet (BRA/Renault), 1min16s543
10) David Coulthard (ESC/Red Bull), 1min16s572
11) Nico Rosberg (ALE/Williams), 1min16s682
12) Jarno Trulli (ITA/Toyota), 1min16s743
13) Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), 1min16s758
14) Timo Glock (ALE/Toyota), 1min16s886*
15) Kazuki Nakajima (JAP/Williams), 1min17s002
16) Mark Webber (AUS/Red Bull), 1min17s106
17) Jenson Button (ING/Honda), 1min17s244
18) Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), 1min17s394
19) Rubens Barrichello (BRA/Honda), 1min17s491*
20) Adrian Sutil (ALE/Force India), 1min17s868

*Feito na primeira sessão.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

A vez de Massa?

Lewis Hamilton, Kimi Raikkonen, Fernando Alonso, Robert Kubica e até sujeitos como David Coulthard e Giancarlo Fisichella já sentiram o gostinho de, pelo menos uma vez na vida, liderar o campeonato de Fórmula 1. Façanha essa que nenhum brasileiro alcança desde maio de 1993.

Este dado negativo para a nação verde-amarela, porém, pode ganhar um novo rumo no próximo domingo durante o GP da França, onde Felipe Massa tem consideráveis chances de assumir a ponta da classificação.

Para isso, na conta mais simples, o piloto da Ferrari precisa vencer a corrida e torcer para Kubica chegar no máximo em terceiro. Nessas condições, ambos ficariam empatados com 48 pontos, mas o brazuca levaria vantagem no número de vitórias — três contra uma do polonês.

Numa prova em que o favoritismo pende para o lado da escuderia vermelha, cabe somente a Massa fazer sua parte na pista — como tem feito — e torcer também para a equipe não encenar nenhuma lambança, como uma estratégia burra, um pit-stop demorado ou qualquer outra bobeira do gênero.

Veja quem já liderou o Mundial nos últimos dez anos:
- David Coulthard
- Eddie Irvine
- Fernando Alonso
- Giancarlo Fisichella
- Kimi Raikkonen
- Lewis Hamilton
- Michael Schumacher
- Mika Hakkinen
- Robert Kubica

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Ferrari leva vantagem nos números

Os números jogam em favor da Ferrari no circuito de Magny-Cours. Em 17 edições da prova no autódromo que fica nos arredores da cidade de Nevers, o time italiano acumulou sete vitórias. A conquista mais recente foi no ano passado, na dobradinha de Kimi Raikkonen e Felipe Massa.

Já a McLaren, que segundo Lewis Hamilton terá chances de lutar pelo primeiro lugar mesmo com a perda de dez posições no grid de largada, conseguiu somente uma vez subir no degrau mais alto do pódio. Foi em 2000, com o escocês David Coulthard.

No restante das atuações, o time prateado foi apenas discreto com o acúmulo de três segundos (1999, 2002 e 2005) e quatro terceiros lugares (1991, 1998, 2002 e 2007) como melhores resultados.

Lista de vitórias em Magny-Cours:
Ferrari: 7
Williams: 5
Benetton: 2
Renault: 1
McLaren: 1
Jordan: 1

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Aquecendo os motores para o GP da França

De volta ao Velho Continente, a Fórmula 1 encara no próximo fim de semana um GP de enorme tradição, a corrida de um país que faz parte do calendário desde o surgimento da categoria, em 1950: a etapa da França.

O território francês teve o privilégio de sediar a primeira prova de automóveis com a denominação “Grande Prêmio”. Isso, porém, muito antes do surgimento da F-1. Foi em 1906, no circuito de Sarthe, em Le Mans, numa disputa de 12 voltas que teve a participação de 32 carros e foi vencida pela Renault, com o piloto Ferenc Szisz.

Desde 1991, a principal competição do esporte a motor utiliza a pista de Magny-Cours para a realização do GP da França. Além deste, outros seis traçados receberam a visita dos velozes bólidos: Paul Ricard, Dijon, Charade, Reims, Le Mans e Rouen-Les-Essarts.

O maior vencedor na terra do tetracampeão Alain Prost foi Michael Schumacher, com a expressiva marca de oito conquistas. O Brasil subiu no topo do pódio em uma única ocasião com Nelson Piquet, de Brabham, na edição de 1985 em Paul Ricard.

Dos corredores atuais, três já triunfaram na corrida francesa: David Coulthard (2000), Fernando Alonso (2005) e Kimi Raikkonen (2007), a bordo de um McLaren, Renault e Ferrari, respectivamente.

Quanto às características do circuito, Magny-Cours se destaca pela mescla de curvas bastante fechadas e retas de alta velocidade. Seu asfalto liso e escuro faz com que as altas temperaturas sejam atingidas facilmente, o que provoca um desgaste maior dos pneus. O acerto ideal deve dispor de carga aerodinâmica ajustada entre a média e a baixa pressão.

O melhor ponto de ultrapassagem é a freada da curva Adelaide, onde se completa a primeira parcial, após um trecho de reta. Foi lá que Schumacher conseguiu a liderança do GP de 2002, que lhe garantiu o pentacampeonato. Mas foi também neste local que o tedesco recebeu em 2000 um gesto feio de Coulthard — o sinal do dedo médio — durante a briga de ambos pelo primeiro lugar. Sem falar que foi ali que o multi-campeão bateu em Ayrton Senna na prova de 1992, deixando o brasileiro furioso. Enfim, apenas alguns fatos marcantes deste setor.

A corrida de domingo terá 70 voltas, num total de 308.586 km percorridos. No ano passado, a Ferrari fez a dobradinha com Raikkonen e Felipe Massa, após ter largado na pole-position com o piloto brasileiro. Lewis Hamilton, com a McLaren, foi o terceiro, seguido de Robert Kubica, hoje líder do Mundial.

Ficha técnica - GP da França
- Circuito de Magny-Cours
- Extensão: 4.411m
- Recorde de pole-position: Fernando Alonso em 2004 com a Renault (1min13s698)
- Melhor volta em corrida: Michael Schumacher em 2004 com a Ferrari (1min15s377)
- Largada: Domingo às 9h00, no horário de Brasília.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

“Barbeiro” desafia tabu de Magny-Cours

Lewis Hamilton perderá dez posições no grid de largada do GP da França, penalidade imposta por ter chumbado a traseira de Kimi Raikkonen na saída dos boxes da corrida do Canadá. Na melhor das hipóteses, se fizer a pole-position, alinhará o bólido prateado no 11º lugar.

Mas e daí? No que depender da confiança do inglês, será possível vencer a etapa mesmo saindo do fundão. “Estou bem confiante de que ainda posso vencer lá”, disse o piloto nesta quarta-feira.

Cabe a ele, então, realizar a façanha que nenhum corredor alcançou até hoje: subir no degrau mais alto do pódio tendo partido do final ou até da metade do grid.

Em 17 edições da prova francesa no circuito de Magny-Cours, a pior posição de largada de um vencedor foi a de Heinz-Harald Frentzen, que faturou o GP depois de sair do quinto posto com o carro da Jordan, em 1999. Na maioria das vezes, o ganhador na França partiu do segundo lugar — em oito oportunidades, sendo mais preciso.

Quem quase conseguiu chegar em primeiro após ter largado do pelotão intermediário foi Kimi Raikkonen, em 2005. Pela troca do motor de sua McLaren, o finlandês foi punido com a perda de dez posições e alinhou em 13º. Apesar do contratempo, completou a prova em segundo, atrás apenas de Fernando Alonso.

Vejamos, na semana que vem, do que Hamilton é capaz.

terça-feira, 3 de julho de 2007

O que mais vem por aí? (3)


F-1 na Eurodisney: não vão faltar Patetas

GP da França - O primeiro campeonato da Fórmula 1 foi disputado em 1950. Em todos esses anos, apenas a temporada de 1955 não teve um grande prêmio disputado na França. Dessa forma, já houve nada menos do que 57 provas no país dos Gauleses.

Sete foram os circuitos que receberam provas da categoria durante esse tempo: Reims (11), Rouen-les-Essarts (5), Clermont-Ferrand (4) e até mesmo Le Mans (1) foram utilizados.

Entretanto, as três pistas que mais se destacaram como sede do GP francês foram as de Dijon-Prenois, com cinco provas, Paul Ricard, com 15 corridas, e Magny-Cours, palco de 17 eventos, desde 1991.

Para o ano que vem, já está definida a saída do autódromo no qual Raikkonen venceu há dois dias. Por motivos "berniais", Nevers está fora.

Ainda não há uma definição precisa do que vai acontecer com a corrida da terra de Napoleão, Platini e Sarkozy. Paul Ricard, conhecida por receber dezenas de testes de pré-temporada e durante o ano, e Dijon-Prenois, um tanto esquecida, são candidatas a voltar a sediar o GP. Uma outra idéia é a de se realizar a prova nas ruas de Paris, mais especificamente na EuroDisney. Idéia de titio Bernie.

Mas não se espantem se no final das contas não tiver é corrida nenhuma na França em 2008. No ano que vem, teremos as entradas do GP de Valência e do GP de Cingapura no Mundial. E com a onda de expansão da categoria para outras bandas (Coréia do Sul, Índia, África do Sul, México, etc, etc, etc), é possível que os manda-chuvas da F-1 deixem de lado a tradição de um país que já ganhou quatro títulos na categoria.

domingo, 1 de julho de 2007

Espírito de equipe

Diferentemente do que aconteceu no GP da Espanha, vencido por Felipe Massa no mês de maio, desta vez Kimi Raikkonen fez “questão” de participar da festa da Ferrari em Magny-Cours, ao invés de ir embora do autódromo para assistir a um jogo de hóquei, como fizera naquela ocasião.

Só me pergunto o que teria acontecido se a dobradinha de hoje tivesse o brasileiro como o primeiro colocado... Será que o finlandês mesmo assim comemoraria alguma coisa com seus colegas de casa?

Raikkonen congela aspiração de Massa

O verdadeiro Raikkonen, aquele que Luca di Montezemolo — presidente da Ferrari — disse durante a semana passada estar esperando conhecer, deu as caras neste domingo em Magny-Cours. O frio finlandês finalmente conseguiu uma boa largada nesta temporada, ganhou a segunda posição de Hamilton após o apagar das luzes vermelhas, valeu-se da eficácia em andar forte nos momentos antes do pit-stop para superar Felipe Massa e comemorou a vitória no GP da França.

A escuderia italiana, em vez de privilegiar o brasileiro em melhor situação no Mundial, deixou que seus representantes decidissem na pista quem seria o vencedor. E não poderia fazer diferente, meus amigos, afinal como justificar uma ordem para um sujeito cujo salário chega a ser cinco vezes maior que o do parceiro?

Mais do que isso, esta vitória de Kimi pode ter sido decisiva para a recuperação de ânimo do piloto, que até então só havia decepcionado — exceto no GP da Austrália, onde venceu — nas últimas rodadas. Azar para Massa, que perdeu tempo com os retardatários depois do seu segundo pit-stop e teve de se conformar com o segundo lugar.

E se Raikkonen pouco muda de expressão nos momentos de glória ou tristeza, o oposto temos em Felipe, um piloto emotivo que sabia da importância de ter chegado na frente. Não conseguiu e manteve a sina do Brasil de um país que jamais subiu ao topo do pódio em Magny-Cours. “Adieu”, ficamos na vontade.

Assistimos hoje à primeira dobradinha da Ferrari e, principalmente, à recuperação dos italianos em relação à McLaren. Na Fórmula 1, tudo acontece muito rápido. Agora é a equipe de Ron Dennis que terá de quebrar a cabeça para se aproximar novamente da rival em termos de rendimento. Cenário maravilhoso para as próximas nove provas.

Como consolo, os britânicos têm ainda a boa folga na liderança no campeonato de pilotos e construtores, além do brilhante e iluminado Lewis Hamilton, o terceiro colocado na corrida francesa. Tivemos a chance de ver a primeira ultrapassagem do inglês na categoria, efetuada sobre Robert Kubica na volta 38.

Fernando Alonso pilotou como um touro bravo. Fritou pneus, fez algumas ultrapassagens, passou do ponto de frenagem em diversas situações, mas de resultado teve poucos ganhos; de décimo no grid, conseguiu a sétima colocação e apenas dois pontinhos. De nove tentos atrás de Hamilton, passou a ter 14 de desvantagem e a incômoda aproximação de Massa, a quem supera por apenas três pontos.

No balanço geral, apesar do desfecho bom para o certame, o GP da França foi monótono. As BMW fizeram quarto e quinto, com Kubica à frente do valente Nick Heidfeld, que deu muito trabalho para Alonso, embora tenha sido ultrapassado na metade da disputa. Vale lembrar que o alemão correu com dores nas costas. Poderia, se estivesse em perfeitas condições físicas, ter andado mais.

Para a Renault, o sexto posto de Giancarlo Fisichella foi razoável. Não dava para se esperar mais. E agora parem tudo: a Honda marcou o seu primeiro ponto do ano, certamente um dos pontos mais caros da história, considerando-se o investimento de verdinhas feito pela montadora japonesa na categoria. O responsável pelo oitavo lugar foi Jenson Button, para a “alegria” de Rubens Barrichello, o 11º na prova.

Quem deixou a desejar desta vez foi Nico Rosberg, com a Williams. A equipe e o jovem alemão andaram bem nos treinos, mas foram muito fracos em ritmo de corrida. Justamente o contrário do que vinham fazendo.

A chuva, aposta dos meteorologistas e da maioria dos times, ficou assistindo ao GP de camarote. Resolveu não entrar em cena. E assim Magny-Cours se despediu da Fórmula 1, abrindo espaço para a colega Paul Ricard, provável palco da corrida francesa de 2008.

A temporada segue quente na próxima semana, com o GP da Inglaterra. Casa da McLaren, casa de Hamilton, onde até os cinemas transmitirão a corrida. A Ferrari renasce, Raikkonen com ela. A briga promete!

sábado, 30 de junho de 2007

Competição, amizade, sinceridade

Que o espírito de coleguismo destes dois meninos permaneça assim, sorridente, por todo o tempo em que estiverem na Fórmula 1. Uma categoria por muitas vezes fria e pouco humanitária só tem a ganhar com a presença de pilotos como Lewis Hamilton e Felipe Massa, que em oito etapas conseguiram ser rivais na pista e manter um bom relacionamento fora dela.

Neste domingo, em Magny-Cours, será a segunda vez no ano em que ambos dividirão a linha de frente do grid, repetindo o cenário do GP do Bahrein. Tanto um quanto o outro sabe da importância de vencer a corrida da França. Mas tomara que, independente do resultado de amanhã, os dois se cumprimentem e dêem boas risadas novamente.

São pequenas, porém sinceras, atitudes como essas que tornam mais prazerosa a admiração do esporte.

Passado “favorece” segundo colocado

Dado animador para Lewis Hamilton, que larga amanhã ao lado de Felipe Massa na primeira fila do grid: Das 16 edições do GP da França em Magny-Cours, em oito o vencedor partiu da segunda posição. Na filtragem dos últimos dez anos, isso aconteceu em cinco ocasiões.

O pole-position recebeu a bandeira quadriculada na frente em cinco oportunidades, sendo as mais recentes registradas em 2005 e 2006. Por duas vezes quem esteve na segunda fila do grid alcançou a vitória (1991 e 1994) e numa única corrida o vencedor esteve na terceira fila. Foi em 1999, com Heinz-Harald Frentzen.

Naquele ano, o alemão iniciou a prova no quinto posto com o carro da Jordan, numa corrida “zebra” marcada pela presença da chuva. A previsão meteorológica para este domingo, aliás, aponta 60% de possibilidade de termos pista molhada durante a etapa francesa.

Últimos vencedores do GP Francês (entre parênteses a posição no grid):
1997: Michael Schumacher (1º)
1998: Michael Schumacher (2º)
1999: Heinz-Harald Frentzen (5º)
2000: David Coulthard (2º)
2001: Michael Schumacher (2º)
2002: Michael Schumacher (2º)
2003: Ralf Schumacher (1º)
2004: Michael Schumacher (2º)
2005: Fernando Alonso (1º)
2006: Michael Schumacher (1º)

Felipe supera Emerson em poles

Com a conquista da pole-position no GP da França, Felipe Massa se tornou o quarto melhor brasileiro no ranking de primeiras posições no grid, atrás apenas de Ayrton Senna (65), Nelson Piquet (24) e Rubens Barrichello (13).

O piloto da Ferrari chegou a sua sétima proeza em treinos de classificação, deixando assim um degrau no qual aparecem nomes como Emerson Fittipaldi, Carlos Reutemann, Giuseppe Farina e até Ralf Schumacher, todos esses com seis poles na carreira.

Para o Brasil, que jamais venceu em Magny-Cours, esta será a segunda vez que um de seus representantes largará na frente neste circuito. A primeira havia sido em 1999, com Barrichello, em sua época de equipe Stewart — terminou em terceiro.

Vale destacar também que das seis oportunidades em que Massa partiu do primeiro lugar, em somente duas não venceu.

A antiga turma de Massa em pole-position:*
- Alan Jones
- Carlos Reutemann
- Emerson Fittipaldi
- Giuseppe Farina
- Jean-Pierre Jabouille
- Phil Hill
- Ralf Schumacher

*Todos com seis poles no currículo.

A volta de Massa


Terá sido o início de uma virada de Massa?

Confirmando aquilo que já vimos em etapas anteriores do campeonato, Felipe Massa, quando tem um carro competitivo, não tremeu na hora H. Mesmo tendo um insaciável Lewis Hamilton pela frente, desbancou o inglês e garantiu a pole para o GP da França.


Foi por muito pouco, sete centésimos de segundo é menos que um piscar de olhos. Mas, com esse tempo, Massa mostrou que pode eventualmente voltar à briga pelo campeonato, caso a Ferrari se mantenha, ao menos, em igualdade de condições com a McLaren até o final do campeonato. E secar Hamilton também não é uma má idéia.

Especialmente porque Felipe não pode contar com a ajuda do companheiro de equipe. É bem triste ver que Kimi Raikkonen não é nem sombra daquele piloto audaz que se mostrou um dia. Está levando um sabugo atrás do outro de Massa e não consegue fazer frente à McLaren. Está na hora do finlandês acordar, se deixar para depois poderá ser muito tarde.

Fora dessa disputa esteve Fernando Alonso. Que dureza! Além de pegar a carne de pescoço chamada Lewis Hamilton como parceiro, sofreu um azar terrível com um problema no motor do carro. Se o propulsor tiver que ser trocado, larga em último e aí corre até o risco de perder a vice-liderança do campeonato para Massa.

Palpite para amanhã? 70% de chances de vitória para Massa, 29% para Hamilton e 1% para o acaso. E terá que ser um imenso acaso para sobrepujar os dois melhores pilotos da F-1 na atualidade.

Treino Oficial - GP da França

1) Felipe Massa (Ferrari/BRA) - 1min15s034
2) Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes/ING) - 1min15s104
3) Kimi Raikkonen (Ferrari/FIN) - 1min15s254
4) Robert Kubica (BMW/POL) - 1min15s493
5) Giancarlo Fisichella (Renault/ITA) - 1min15s674
6) Heikki Kovalainen (Renault/FIN) - 1min15s826
7) Nick Heidfeld (BMWALE) - 1min15s900
8) Jarno Trulli (Toyota/ITA) - 1min15s935
9) Nico Rosberg (Williams-Toyota/ALE) - 1min16s328
10) Fernando Alonso (McLaren-Mercedes/ESP) - sem tempo
11) Ralf Schumacher (Toyota/ALE)
12) Jenson Button (Honda/ING)
13) Rubens Barrichello (Honda/BRA)
14) Mark Webber (Red Bull-Renault/AUS)
15) Scott Speed (Toro Rosso-Ferrari/EUA)
16) David Coulthard (Red Bull-Renault/ESC)
17) Vitantonio Liuzzi (Toro Rosso-Ferrari/ITA)
18) Alexander Wurz (Williams-Toyota/AUT)
19) Takuma Sato (Super Aguri-Honda/JAP)
20) Anthony Davidson (Super Aguri-Honda/ING)
21) Christijan Albers (Spyker-Ferrari/HOL)
22) Adrian Sutil (Spyker-Ferrari/ALE)

Reação prateada no treino livre 3

Lewis Hamilton foi o mais rápido no terceiro e último treino livre do GP da França de F-1, neste sábado. O líder do campeonato completou o traçado de Magny-Cours em 1min14s843, marca obtida nos cinco minutos finais da sessão e somente 0s063 melhor que a estabelecida por Felipe Massa, o segundo colocado.

A McLaren andou bem pouco neste ensaio, sendo oito voltas com o inglês e apenas quatro com Fernando Alonso, que terminou em oitavo. Uma tática aparentemente de quem tem o controle da situação e guardou munição para a tomada classificatória.

Já a Ferrari finalizou 31 giros, 16 com Massa e 15 com Kimi Raikkonen, o terceiro no treino. A escuderia vai sim brigar pela pole-position com a rival prateada e, a meu ver, tende a ser mais forte desta vez que os carros ingleses durante a corrida.

Boa atuação da Renault, na quarta e quinta posições com Heikki Kovalainen e Giancarlo Fisichella. Disseram estar em melhores condições que a BMW e estão confirmando na prática. Robert Kubica, com o monoposto bávaro, terminou em sexto. Nick Heidfeld, com dores nas costas, foi o 15º.

Nico Rosberg em sétimo com a Williams, Jarno Trulli na oitava colocação de Toyota e David Coulthard em décimo com a Red Bull são outras constatações positivas para a etapa francesa, que ao menos para a sua classificação dá pinta de ser bem acirrada. Só não vai ser nada boa para Rubens Barrichello, o 16º com o problemático equipamento da Honda.

Meu palpite para a pole-position: Felipe Massa. O negão desta vez vai largar em segundo, com Raikkonen fechando a lista dos três primeiros. Deixo Fernandinho em quarto, seguido de Kovalainen, Kubica, Fisichella e Rosberg.

E você, o que acha? Já já tem classificação, às 9h00 (de Brasília)!

Treino livre 3:
1) Lewis Hamilton (McLaren), 1min14s843
2) Felipe Massa (Ferrari), 1min14s906
3) Kimi Raikkonen (Ferrari), 1min15s276
4) Heikki Kovalainen (Renault), 1min15s404
5) Giancarlo Fisichella (Renault), 1min15s489
6) Robert Kubica (BMW), 1min15s535
7) Nico Rosberg (Williams), 1min15s735
8) Fernando Alonso (McLaren), 1min15s742
9) Jarno Trulli (Toyota), 1min15s801
10) David Coulthard (Red Bull), 1min15s802
11) Vitantonio Liuzzi (Toro Rosso), 1min15s872
12) Jenson Button (Honda), 1min15s902
13) Anthony Davidson (Super Aguri), 1min15s925
14) Ralf Schumacher (Toyota), 1min15s944
15) Nick Heidfeld (BMW), 1min16s060
16) Rubens Barrichello (Honda), 1min16s102
17) Alexander Wurz (Williams), 1min16s104
18) Scott Speed (Toro Rosso), 1min16s161
19) Takuma Sato (Super Aguri), 1min16s221
20) Mark Webber (Red Bull), 1min16s573
21) Adrian Sutil (Spyker), 1min17s517
22) Christijan Albers (Spyker), 1min17s705

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Bicampeão leva vantagem no currículo

Para aqueles que estão indecisos sobre em quem apostar para a vitória no GP da França, aqui vai uma ajudinha, o retrospecto dos mais cotados a ocupar o degrau mais alto do pódio neste domingo:

Felipe Massa (BRA/Ferrari)
Participações: 4
Pontos: 6
Pódios: 1 (3º em 2006)
Melhor posição no grid: 2º (2006)
Voltas mais rápidas: 0

Fernando Alonso (ESP/McLaren)
Participações: 5
Pontos: 26
Pódios: 3 (1º em 2005 / 2º em 2004 e 2006)
Melhor posição no grid: 1º (2004 e 2005)
Voltas mais rápidas: 0

Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari)
Participações: 6
Pontos: 25
Pódios: 2 (2º em 2002 e 2005)
Melhor posição no grid: 4º (2002 e 2003)
Voltas mais rápidas: 1 (2005)

Lewis Hamilton (ING/McLaren)
Pela GP2 no ano passado, conseguiu um quinto lugar como melhor resultado e a volta mais rápida na primeira etapa da rodada dupla. No grid, ocupou a quarta colocação.

Ferrari está na frente em Magny-Cours

Três carros com motor Ferrari nas três primeiras posições do segundo treino livre do GP da França. Felipe Massa foi o mais rápido neste último ensaio, seguido de Kimi Raikkonen e de Scott Speed! É isso mesmo que você leu; o norte-americano da Toro Rosso em terceiro.

Não pense, porém, que se trata de uma revolução na categoria. A equipe de Gerhard Berger apenas quis sair bonito nos jornais de sábado. Prova disso foi o quinto tempo estabelecido por Vitantonio Liuzzi. Amanhã, voltam a figurar no pelotão fundo-intermediário.

Quanto a Ferrari oficial, ganhará manchetes do gênero “Eles voltaram”, “Equipe recupera diferença que a separava da McLaren”, “Italianos surpreendem em Magny-Cours”, “GP da França, o momento da virada”, entre muitas outras possíveis. E aparentemente merecidas.

Em nenhum momento do dia a escuderia italiana foi ameaçada pelas rivais. A McLaren perdeu boa parte do primeiro treino arrumando um problema no carro de Lewis Hamilton e demonstrou dificuldades para encontrar um bom ajuste na segunda sessão. Isso ficou mais visível com Fernando Alonso, oitavo colocado e protagonista de vários passeios pela grama. Hamilton encerrou os trabalhos em quarto.

David Coulthard e Nico Rosberg são dois que prometem um bom desempenho no fim de semana; foram sexto e sétimo. O escocês, na verdade, sempre andou bem em Magny-Cours, onde venceu no ano 2000. Já o alemão da Williams, vive uma fase de inspiração na temporada e conta com o bom histórico de sua equipe no traçado francês.

Quem parece ter trabalhado com foco na corrida foi a BMW, que marcou o 12º giro com Robert Kubica e o 19º com Nick Heidfeld no segundo ensaio livre. Devem melhorar bem amanhã, mas não dão pinta de poder brigar com Ferrari e McLaren.

Rubens Barrichello, da Honda, foi quem mais andou no último treino, com 47 voltas completadas. Na tabela de tempos, contudo, amargou o 18º posto. No combinado dos treinos, ainda ficou uma posição abaixo.

Sobre a briga interna da Ferrari, Raikkonen levou a melhor no cronômetro com a marca de 1min15s382, obtida na sessão 1. Na 2, Massa liderou com uma vantagem de 0s035 sobre o companheiro, que demonstrou ter andado além do limite para superar o brazuca ao dar uma bela escapada na brita no final do treino.

O sábado dá fortes sinais de ser bastante agitado. Creio, neste momento, que a Ferrari manterá uma sobra entre dois a três décimos de segundo sobre a McLaren. Faça também a sua aposta!

Tempos combinados de sexta-feira:
1) Kimi Raikkonen (Ferrari), 1min15s382
2) Felipe Massa (Ferrari), 1min15s447
3) Scott Speed (Toro Rosso-Ferrari), 1min15s773
4) Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes), 1min15s780
5) Vitantonio Liuzzi (Toro Rosso-Ferrari), 1min15s952
6) David Coulthard (Red Bull-Renault), 1min15s958
7) Nico Rosberg (Williams-Toyota), 1min16s003
8) Fernando Alonso (McLaren-Mercedes), 1min16s049
9) Anthony Davidson (Super Aguri-Honda), 1min16s162
10) Ralf Schumacher (Toyota), 1min16s184
11) Giancarlo Fisichella (Renault), 1min16s205
12) Robert Kubica (BMW), 1min16s236
13) Alexander Wurz (Williams-Toyota), 1min16s260
14) Jarno Trulli (Toyota), 1min16s285
15) Nick Heidfeld (BMW), 1min16s338
16) Jenson Button (Honda), 1min16s395
17) Mark Webber (Red Bull-Renault), 1min16s562
18) Heikki Kovalainen (Renault), 1min16s735
19) Rubens Barrichello (Honda), 1min16s950
20) Takuma Sato (Super Aguri-Honda), 1min16s967
21) Christijan Albers (Spyker-Ferrari), 1min18s178
22) Adrian Sutil (Spyker-Ferrari), 1min18s213

Sinal verde-nublado em Magny-Cours

A Ferrari saiu na frente da concorrência nos primeiros trabalhos de preparação para o GP da França. Está certo que foi apenas um treino livre de sexta-feira, mas é bom destacar que a McLaren também começou assim, dominante, os ensaios de Montreal e Indianápolis. No fim, acabou vencendo as duas etapas com folga.

Kimi Raikkonen liderou a sessão matinal com apenas 0s065 de vantagem sobre Felipe Massa e mais de sete décimos em cima de Fernando Alonso, o terceiro colocado. Lewis Hamilton ficou em sexto, atrás das surpresas Nico Rosberg e David Coulthard. Olha a Williams, olha a Red Bull aí gente!

Destaque também para o retorno de Robert Kubica, o nono com o carro da BMW. Rubens Barrichello, com a Honda na mesma lenga-lenga de sempre, ocupou o 13º posto, ficando bem coladinho na Super Aguri de Takuma Sato e à frente de Jenson Button. Pelo menos isso.

Ainda é muito cedo para se fazer algum prognóstico, mas ficou claro que os testes de Silverstone deram nova cor à equipe de Maranello. O que dá para apostar, neste momento, é na enorme possibilidade de chuva durante o fim de semana. Sobre quem você acha que as nuvens negras ficarão estacionadas?

Anote na agenda a programação do GP da França*:

Sexta-feira (29)
9h00: Treino livre 2

Sábado (30)
6h00: Treino livre 3
9h00: Classificação

Domingo (1)
9h00: Corrida (70 voltas)

*Horários de Brasília.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Fase exemplar versus histórico negativo

Equipe venceu apenas uma vez em Magny-Cours.


Apesar do entusiasmo com as três vitórias consecutivas na temporada, a McLaren deve estar ciente de que terá um duplo desafio na etapa deste fim de semana, em Magny-Cours. O time inglês lutará para manter a superioridade em relação às Ferrari, ao mesmo tempo em que tentará melhorar o seu retrospecto no circuito francês.

Em 16 edições da prova no autódromo que fica nos entornos da cidade de Nevers, o esquadrão prateado conseguiu somente uma vez subir no degrau mais alto do pódio. Foi em 2000, com o escocês David Coulthard. Aliás, naquela ocasião a equipe de Woking alcançou a dobradinha, graças à segunda posição de Mika Hakkinen.

No restante das atuações, foi apenas discreta com o acúmulo de três segundos (1999, 2002 e 2005) e três terceiros lugares (1991, 1998 e 2002) como melhores resultados. No ano passado, amargou a quinta e sétima colocações com Kimi Raikkonen e Pedro de La Rosa, respectivamente.

Da dupla atual, Fernando Alonso é quem guarda boas lembranças do território francês, já que venceu em 2005 e foi segundo colocado em 2004 e 2006 com a Renault. Já Lewis Hamilton abandonou três das quatro provas em que lá disputou e terminou uma vez em quinto — pela GP2 no último ano.

Será que a urucubaca vai ser mantida neste domingo?

Saiba quais equipes já venceram em Magny-Cours:
Ferrari: 6 vezes
Williams: 5
Benetton: 2
Renault: 1
McLaren: 1
Jordan: 1

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Round 8: GP da França

De volta ao Velho Continente, a Fórmula 1 encara no próximo fim de semana um GP de enorme tradição, a corrida de um país que faz parte do calendário desde o surgimento da categoria, em 1950: a etapa da França.

O território francês teve o privilégio de sediar a primeira prova de automóveis com a denominação “Grande Prêmio”. Isso, porém, muito antes do surgimento da F-1. Foi em 1906, no circuito de Sarthe, em Le Mans, numa disputa de 12 voltas a qual envolveu a participação de 32 carros e foi vencida pela Renault, com o piloto Ferenc Szisz.

Desde 1991, a principal competição do esporte a motor utiliza a pista de Magny-Cours para a realização do GP da França. Além deste, outros seis traçados receberam a visita dos velozes bólidos: Paul Ricard, Dijon, Charade, Reims, Le Mans e Rouen-Les-Essarts.

O maior vencedor na terra do tetracampeão Alain Prost foi Michael Schumacher, com a expressiva marca de oito conquistas. O Brasil subiu ao topo do pódio em uma única ocasião com Nelson Piquet, de Brabham, na edição de 1985 em Paul Ricard.

Dos corredores atuais, três já triunfaram na corrida francesa: David Coulthard (2000), Ralf Schumacher (2003) e Fernando Alonso (2005), a bordo de um McLaren, Williams e Renault, respectivamente.

Quanto às características do circuito, Magny-Cours se destaca pela mescla de curvas bastante fechadas e retas de alta velocidade. Seu asfalto liso e escuro faz com que as altas temperaturas sejam atingidas facilmente, o que provoca um desgaste maior dos pneus. O acerto ideal deve dispor de carga aerodinâmica ajustada entre a média e a baixa pressão.

O melhor ponto de ultrapassagem é a freada da curva Adelaide, onde se completa a primeira parcial, após um trecho de reta. Foi lá que Schumacher conseguiu a liderança do GP de 2002, que lhe garantiu o pentacampeonato. Mas foi também neste local que o tedesco recebeu em 2000 um gesto feio de Coulthard — o sinal do dedo médio — durante a briga de ambos pelo primeiro lugar. Sem falar que foi ali que o multi-campeão bateu em Ayrton Senna na prova de 1992, deixando o brasileiro furioso. Enfim, apenas alguns fatos marcantes deste setor.

A corrida de domingo terá 70 voltas, num total de 308.586 km percorridos. No ano passado, os franceses derrotados pelos italianos na decisão da Copa do Mundo tiveram o dissabor de assistir à dobradinha da Ferrari, com Schumacher e Massa. Alonso foi o terceiro. Nesta temporada, a tendência é que Itália e Inglaterra briguem pela vitória, representadas por Ferrari e McLaren.

Ficha técnica - GP da França
Circuito de Magny-Cours
Extensão: 4.411m
Recorde de pole-position: Fernando Alonso em 2004 com a Renault (1min13s698)
Melhor volta em corrida: Michael Schumacher em 2004 com a Ferrari (1min15s377)
Largada: Domingo às 9h00, no horário de Brasília.