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quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Apoio entre rivais

"Em 97, Williams e McLaren uniram forças para vencer a Ferrari."

O recado foi dado pelo espanhol. Se tiver condições, Fernando Alonso ajudará Felipe Massa a conquistar o título de 2008. Não pela simpatia que tem pelo brasileiro, com quem chegou a bater boca no GP da Europa do ano passado, mas pela oportunidade de assistir de camarote a uma nova derrota do desafeto Lewis Hamilton na Fórmula 1.

Some-se a isso o agrado e favor que o asturiano pode fazer à Ferrari, equipe com a qual flerta uma possível contratação para o futuro. Sem falar do natural destaque que passa a ter na mídia com essa postura de bom moço. Inteligente e oportunista esse bicampeão.

A camaradagem entre pilotos de times diferentes, no entanto, já foi vista em outras situações. A mais recente aconteceu em 1997, quando McLaren e Williams fizeram um acordo de cooperação para derrotar a arqui-rival Ferrari. E conseguiram.

Embora nenhuma das partes jamais tenha admitido a parceria, a última etapa daquele campeonato deixou mais do que evidente a troca de favores, quando Jacques Villeneuve, praticamente campeão, abriu passagem para a vitória de Mika Hakkinen. David Coulthard, aproveitando a brecha do canadense, foi no embalo do finlandês e chegou em segundo.

A ajuda de Alonso a Massa pode até não se concretizar na pista, mas já causou uma influência no quesito psicológico dos candidatos ao título. Felipe sabe que tem um apoio de peso. Hamilton, por usa vez, está sozinho.

domingo, 28 de setembro de 2008

O 20º triunfo

As coincidências pregadas pelo esporte são sensacionais. No dia em que o bicampeão e aposentado Mika Hakkinen comemorou seu aniversário de 40 anos, outro bicampeão em plena atividade Fernando Alonso igualou o número de vitórias do finlandês na Fórmula 1, ambos agora empatados no ranking com 20 proezas.

A conquista em Cingapura foi a primeira do asturiano desde o GP da Itália de 2007, com a McLaren, e a primeira da Renault desde o GP do Japão de 2006, faturado na ocasião exatamente pelo espanhol.

Sete anos afastado da competição, Hakkinen celebrou sua última vitória no GP dos Estados Unidos de 2001, com a McLaren, uma prova antes de pendurar o capacete na principal categoria do automobilismo.

Dos pilotos em atividade, Alonso segue na condição de maior vencedor. Quem mais se aproxima dele, mas sem dar sinais de que possa mudar o placar tão depressa é Kimi Raikkonen, com 17 vitórias. Logo atrás, quem diria, aparece David Coulthard, com 13.

sábado, 27 de setembro de 2008

A imagem diz tudo

Dá para imaginar o desespero de Fernando Alonso ao descer do carro da Renault, que parou de funcionar no início do Q2 de Cingapura por um problema na bomba de combustível.

O sonho de uma eventual pole-position ou quem sabe uma colocação entre os três primeiros colocados — algo que tinha tudo para acontecer — transformou-se num pesadelo e na pior posição de largada do espanhol nesta temporada, o 15º lugar.

Uma noite de sábado desagradável para o bicampeão, infelizmente.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Ceticismo embasado em dados

"Última grande surpresa monegasca foi a vitória de Panis, em 96."

Ao contrário da crença quase que geral na Fórmula 1, Fernando Alonso afirmou nesta semana não depositar tanta esperança na possibilidade de surgirem surpresas no GP de Mônaco.

Para muitos, em função das características e dificuldades do traçado monegasco, a sexta etapa do mundial pode ser a grande oportunidade para equipes como BMW, Renault, Red Bull ou até alguma outra escuderia se intrometer no caminho de Ferrari e McLaren na briga pela vitória.

“É comum imaginarmos algo diferente, mas acho que não haverá surpresas. Nos últimos anos, as equipes favoritas sempre venceram”, justificou o espanhol.

Se analisarmos os últimos 20 vencedores da prova de Monte Carlo, veremos que o argumento do bicampeão tem um forte embasamento. Neste período, houve somente um resultado mirabolante: o GP de 1996, realizado sob chuva e vencido por Olivier Panis, com a Ligier, o primeiro colocado entre os quatro sobreviventes daquela corrida.

No entanto, houve seis ocasiões em que os favoritos à vitória não triunfaram no Principado. O caso mais recente foi visto em 2004, quando Michael Schumacher ficou pelo caminho ao bater na traseira de Juan Pablo Montoya e abriu espaço para a conquista de Jarno Trulli com o carro da Renault.

Em 2002, mesmo com uma McLaren capenga, David Coulthard conseguiu brilhar nas ruas de Mônaco, como fizera em 2000, ano em que também a vitória tinha tudo para ficar com Schumacher, não fosse a bobagem do alemão em acertar o muro e danificar a suspensão da Ferrari.

A edição de 1997 foi outra em que a equipe favorita (Williams) fracassou. Quem levou a melhor, sob chuva, foi o aposentado heptacampeão da categoria. Para completar a meia dúzia, temos os GPs de 1992 e 1993 faturados por Senna, mas que na teoria deveriam ser papados por Nigel Mansell e Alain Prost, respectivamente.

Dois fatores que podem realmente contribuir para o registro de alguma surpresa em 2008 são a chuva e a ausência do controle de tração. No mais, fico com Alonso na descrença quanto a um resultado fora dos padrões.

Últimos vencedores do GP de Mônaco:
2007: Fernando Alonso (McLaren-Mercedes)
2006: Fernando Alonso (Renault)
2005: Kimi Raikkonen (McLaren-Mercedes)
2004: Jarno Trulli (Renault)
2003: Juan Pablo Montoya (Williams-BMW)
2002: David Coulthard (McLaren-Mercedes)
2001: Michael Schumacher (Ferrari)
2000: David Coulthard (McLaren-Mercedes)
1999: Michael Schumacher (Ferrari)
1998: Mika Hakkinen (McLaren-Mercedes)
1997: Michael Schumacher (Ferrari)
1996: Olivier Panis (Ligier-Mugen Honda)
1995: Michael Schumacher (Benetton-Renault)
1994: Michael Schumacher (Benetton-Ford)
1993: Ayrton Senna (McLaren-Ford)
1992: Ayrton Senna (McLaren-Honda)
1991: Ayrton Senna (McLaren-Honda)
1990: Ayrton Senna (McLaren-Honda)
1989: Ayrton Senna (McLaren-Honda)
1988: Alain Prost (McLaren-Honda)

sábado, 26 de abril de 2008

Três títulos na primeira fila do grid espanhol

“Desculpe Fernando, mas o Kimi nos passou”. É lógico que o espanhol preferia largar na pole-position, ainda mais correndo em casa. Mas o surpreendente segundo lugar do grid conquistado neste sábado certamente deu ao asturiano uma leveza que há tempos não sentia.

A última vez que alinhou na primeira fila foi no dia 30 de setembro do ano passado, no Japão, quando também obteve a segunda posição. A diferença para hoje é o carro; um Renault deficiente se comparado ao ótimo modelo de 2007 da McLaren.

Que esteja com menos gasolina em relação aos principais candidatos à vitória. O fato é que por muito pouco Alonso não ficou com a pole. Fez a sua parte na pista e comemorou até ser informado sobre o tempo de Kimi Raikkonen, o homem a ser batido desde os treinos de sexta-feira.

O campeão do mundo, pasmem, vibrou bastante com a conquista da pole-position, a 15ª da carreira. Dos pilotos em atividade, só perde para Fernandinho, que tem 17. Foi a segunda façanha do finlandês no circuito de Barcelona — na primeira, em 2005, completou o pacote com a vitória.

Não resta dúvida de que Raikkonen seja o favorito a ocupar o degrau mais alto do pódio amanhã. Se mantiver Alonso atrás dele após a largada — e podem esperar uma partida bem forte do espanhol —, dificilmente será derrotado.

O favoritismo do nórdico só diminui se Felipe Massa for atirado desde a primeira volta. Terceiro no grid, o brasileiro sabe que não pode perder tempo com a Renault do piloto da casa. Como se costuma dizer por aqui, Felipe precisa acelerar com a faca nos dentes para brigar pela vitória. Vai ser difícil, de qualquer maneira.

Robert Kubica em quarto confirma o novo panorama da Fórmula 1, com a BMW à frente da McLaren. Lewis Hamilton, num fim de semana bastante apagado, sai apenas em quinto, seguido do companheiro Heikki Kovalainen.

A Red Bull, graças a Mark Webber, garantiu um bom sétimo lugar, mas ao mesmo tempo amargou um deplorável 17º posto com David Coulthard. O escocês tem conseguido ser pior a cada dia que passa. Merece aposentar.

Jarno Trulli segue firme e forte no TOP 10. Em oitavo nesta etapa, resultado para colocar pressão no parceiro Timo Glock, que vem devendo nos treinos. Foi somente o 14º hoje. A Toyota não deve estar muito satisfeita.

Outro que tem levado uma surra em classificação é Nick Heidfeld. O alemão ficou em nono, tomando praticamente meio segundo de Kubica. No placar das largadas, quatro a zero para o polonês.

Pela segunda vez no ano, dois brasileiros avançaram à Superpole. Em Barcelona, graças a Massa e Nelson Piquet. O filho do tricampeão fez o seu melhor treino na categoria, após ter andado na cola de Alonso em quase todos os treinos. Sai em décimo e com chances de lutar por seus primeiros pontos na Fórmula 1.

Rubens Barrichello, depois de decepcionar nas sessões livres, marcou um — digamos — razoável 11º giro para a Honda. Ficou à frente de Jenson Button e das Williams, por isso um bom resultado.

Por falar no time de Frank Williams, que vergonha! Larga em 12º com Kazuki Nakajima e em 15º com Nico Rosberg. Méritos neste caso só do piloto japonês por ter superado o companheiro alemão.

No duelo dos Sebastiões, mais uma vitória de Bourdais sobre Vettel. O placar desta briga é de 2 a 2 em grid. A promessa alemã que se cuide, pois o francês da extinta Champ Car é um páreo duro.

Um bom treino classificatório, que deixou interessantes ingredientes para a corrida de amanhã. A Ferrari tem tudo para fazer uma nova dobradinha. Raikkonen leva vantagem sobre Felipe e muitos nomes aparecem com chances de faturar o terceiro lugar. Neste momento, apostaria em Kubica para essa posição, mas Alonso vai fazer de tudo para beber o champanhe.

Que a etapa seja tão agitada quanto promete! A largada será às 9h00, no horário de Brasília.

Grid de Largada:
1) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 1min21s813
2) Fernando Alonso (ESP/Renault), 1min21s904
3) Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min22s058
4) Robert Kubica (POL/BMW Sauber), 1min22s065
5) Lewis Hamilton (ING/McLaren), 1min22s096
6) Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 1min22s231
7) Mark Webber (AUS/Red Bull), 1min22s429
8) Jarno Trulli (ITA/Toyota), 1min22s529
9) Nick Heidfeld (ALE/BMW Sauber), 1min22s542
10) Nelson Piquet (BRA/Renault), 1min22s699

Q2
11) Rubens Barrichello (BRA/Honda), 1min21s049
12) Kazuki Nakajima (JAP/Williams), 1min21s117
13) Jenson Button (ING/Honda), 1min21s211
14) Timo Glock (ALE/Toyota), 1min21s230
15) Nico Rosberg (ALE/Williams), 1min21s349
16) Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), 1min21s724

Q1
17) David Coulthard (ESC/Red Bull), 1min21s810
18) Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso), 1min22s108
19) Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), 1min22s516
20) Adrian Sutil (ALE/Force India), 1min23s224
21) Anthony Davidson (ING/Super Aguri), 1min23s318
22) Takuma Sato (JAP/Super Aguri), 1min23s496

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Duelo de gigantes

Na semana do GP da Espanha, que tal relembrarmos o belíssimo duelo entre o então aspirante à estrela Fernando Alonso e o multi-campeão da categoria, Michael Schumacher, na etapa que abriu a fase européia da temporada 2005, o GP de San Marino?

Foram dez voltas de perseguição ferrenha do alemão sobre o asturiano, que lutava naquele dia 24 de abril pela terceira vitória consecutiva no ano. No carro vermelho, Schumacher vinha alucinado em busca do degrau mais alto do pódio e numa respeitável prova de recuperação, já que largou em 13º.

O final da história nós já sabemos, mas não custa nada curtir novamente as imagens. Reparem também na euforia do locutor e comentarista espanhóis.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Parceria improvável

No segundo boletim do “Minuto Stop & Go Brasil”, uma análise sobre as recentes declarações do presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, que descartou a possibilidade de ter os dois campeões em atividade como companheiros. Confira!

sábado, 22 de março de 2008

Reencontro especial

Estão vendo os dois carros lado a lado na foto? São as McLaren de Lewis Hamilton e Fernando Alonso subindo a desafiadora curva Eau Rouge, na primeira volta do GP da Bélgica de 2007.

Tal ocasião marcou o último grande confronto entre os ex-companheiros de equipe e foi também a última vez que o espanhol largou na frente do inglês. Saiu na frente e impediu a todo custo que o desafeto o ultrapassasse após a largada. Não fosse a imensa área de escape que substituiu o guard-rail daquele trecho, a corrida do britânico teria acabado ali mesmo.

Logo mais na Malásia, os dois voltarão a se encontrar na pista, desta vez com o bicampeão correndo pela Renault. Alonso largará em sétimo, Hamilton em nono e com mais carro que o adversário. Portanto, deverá partir para o ataque logo no início.

Será que passa com tranqüilidade? O espanhol venderá fácil a posição? Respostas a partir das 4h00 do domingo!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Renault: Trabalhando para voltar ao topo

Certamente, se questionarem a Renault sobre o que ela guarda como boa lembrança da última temporada da Fórmula 1, a resposta será curta e direta: a recontratação de Fernando Alonso.

É no piloto das Astúrias, o principal responsável pelos recentes anos de glória da marca francesa na categoria, que estão depositadas todas as fichas do grupo para recuperar o status de time de ponta e apagar de uma vez por todas a tenebrosa campanha de 2007.

Representada por Giancarlo Fisichella e Heikki Kovalainen no certame passado, a equipe de Flavio Briatore somou apenas 51 pontos em 17 corridas, quatro vezes menos do que o acumulado em 2006, quando foi campeã do mundial de construtores com 206 tentos.

Comparar a quantidade de pódios conquistados nos dois anos anteriores também é outro exercício de entristecer os franceses. Foram 19 em 2006 contra somente um de 2007, obtido no dilúvio do GP da China com o finlandês Kovalainen.

O único número que interessa para a Renault, no entanto, é 2008. Entusiasmada com a volta do ídolo espanhol e determinada a reviver a fase de sucesso na F-1, a escuderia ainda conta com um reforço brasileiro no segundo cockpit, Nelson Ângelo Piquet, que aparenta ter muito mais do que um sobrenome de talento.

Para enfrentar as adversárias, a equipe projetou o R28, um passo na direção correta, de acordo com os dirigentes. O modelo não chega a ser uma revolução, mas traz características bem distintas de seu antecessor.

A parte dianteira foi uma das mais trabalhadas, na busca de uma maior eficiência aerodinâmica. O bico é bastante baixo e traz uma haste inferior (parecida com um degrau) semelhante à utilizada por Ferrari e Sauber na temporada de 2005.

A asa frontal também traz a famosa ponte, adotada pela McLaren no ano passado e copiada por várias rivais. A redistribuição de peso do monoposto e o alongamento da caixa de marchas, para aumentar a distância entre eixos, foram outras mudanças citadas pelo time.

Comenta-se nos bastidores que uma nova asa traseira, em formato de W, será estreada às vésperas do GP da Austrália. Tudo para fazer o carro brigar pelas primeiras posições, algo que para Alonso ainda vai exigir muito trabalho.

Na opinião do espanhol, é preciso buscar uma diferença de um segundo em relação às equipes de ponta. Só resta saber se a Renault vai conseguir isso. E quando.

5) Fernando Alonso (Espanha)
26 anos
105 GP’s Disputados
17 Pole-Positions
19 vitórias
49 Pódios
11 Melhores Voltas
490 Pontos
2 Títulos (2005 e 2006)
Estréia em 2001 (GP da Austrália)

Como muitos pilotos que sonham em correr na Fórmula 1, Alonso sempre desejou defender as cores da McLaren. A experiência do asturiano, porém, não foi das mais felizes. Criou uma feroz inimizade com o chefe Ron Dennis e se frustrou ao pensar que teria um grupo totalmente voltado para si.

Apesar das quatro vitórias com o esquadrão prateado e de ter ficado a somente um ponto do novo campeão, Fernando optou em retornar para a família que sempre o idolatrou, sem antes assegurar que teria tratamento de um legítimo bicampeão e mais completo corredor da atualidade.

Na Renault, Alonso terá a missão de devolver ao carro os 0s7 que levou para a McLaren, como várias pessoas disseram no ano passado. De sua capacidade e determinação ninguém duvida, a ponto de não ser nenhuma surpresa se o time francês brigar pelo título logo de cara.

6) Nelson Ângelo Piquet (Brasil)
22 anos
Estreante

O que esperar da estréia de um rapaz que fez Lewis Hamilton suar na conquista do título da GP2, em 2006? Na menos do que uma jornada triunfal semelhante a da estrela inglesa.

Mas todos sabem, inclusive Piquet, que o início de sua trajetória na F-1 não deve ser comparada a do atual vice-campeão. Os contextos são bem distintos, e o foco do brasileiro é aprender, aprender e aprender, aproveitando ao máximo a presença de um bicampeão no time.

Somar pontos, brigar pelo primeiro pódio e tentar acompanhar o ritmo de Alonso são as principais metas. O que vier além disso será um excelente lucro.

TD) Lucas Di Grassi (Brasil, 23 anos)

Uma grata surpresa a aparição deste paulistano como novo piloto reserva da Renault. Dono de vários títulos no kart, ex-integrante do banco de talentos da própria equipe francesa e com uma bela bagagem de corridas na Europa, o vice-campeão da GP2 tem uma ótima oportunidade de completar seus esforços na luta por uma vaga de titular.

Di Grassi deve ter presença constante nos testes e nas corridas, como foi Nelsinho em 2007. Com os predicados que o tornaram vencedor no automobilismo, tem tudo para conseguir uma chance de estrear no ano que vem.

TD) Romain Grosjean (França, 21 anos)

Um nome esquisito, mas que deve ser guardado. O jovem francês é visto com ótimos olhos pela Renault, que um dia sonha em ter um astro de seu país no comando de um dos cockpits.

Velocidade e arrojo são qualidades acentuadas em Grosjean, campeão da F-3 Européia no ano passado e candidato ao título da GP2 em 2008. Prova de seu talento foi vista na primeira etapa da versão asiática da categoria escola, em Dubai, onde impressionou ao vencer as duas baterias.

TD) Sakon Yamamoto (Japão, 25 anos)

Com direito a elogios de Flavio Briatore, o japonês chega ao time para ser o terceiro piloto de testes. Na prática, o ex-competidor de Super Aguri e Spyker tende a exercer os trabalhos promocionais da Renault, que lançou neste ano o “Roadshow”, um evento de demonstração do carro por ruas de grandes cidades do mundo. Para quem estava desempregado, um ótimo negócio.

Ficha Técnica da Equipe

Primeiro GP: 1977 (Inglaterra)
GP’s Disputados: 227
Vitórias: 33
Poles: 50
Pontos: 976
Melhores Voltas: 27
Títulos de Pilotos: 2
Títulos de Construtores: 2

Cúpula
Chefe de equipe: Flavio Briatore
Projetista chefe: Tim Densham
Diretor técnico: Bob Bell
Chefe de aerodinâmica: Dino Toso
Diretor de motores: Rob White
Engenheiro de corrida (Alonso): David Greenwood
Engenheiro de corrida (Piquet): Adam Carter

Patrocinadores Principais: ING, ELF, Chronotech, Pepe Jeans, Universia e Sanho Human Service.

Grau de Força: Luta por algumas vitórias.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Muita especulação na Dança das Cadeiras


Rosberg, uma das peças-chave do quebra-cabeças



Poucas são as certezas no que diz respeito às duplas titulares para a temporada 2008 de Fórmula 1. Especulações, pelo contrário, abundam nesse final de campeonato. Vamos elencar as fofocas mais faladas nas últimas semanas:

1) Fernando Alonso deixa a McLaren e volta à Renault, tomando o lugar de Giancarlo Fisichella; o espanhol teria Heikki Kovalainen como parceiro, enquanto o atual piloto de testes Nelsinho Piquet ganharia a vaga de titular da Williams.

Opinião: Relevante. Ninguém deixou de notar as visitas que Flávio Briatore fez ao motorhome da McLaren ultimamente, e, vamos dizer claramente, ninguém é bobo de achar que era uma simples tentativa de confraternização por parte do dirigente da equipe francesa. Se Alonso deixar mesmo o time de Ron Dennis, a Renault deverá mesmo ser o seu destino.

2) Fernando Alonso deixa a McLaren e acerta transferência milionária para a Ferrari; Massa é "emprestado" à Toyota, onde seria primeiro piloto.

Opinião: Improvável. É bem possível que a Toyota tenha em Felipe um de seus preferidos para substituir o semi-aposentado Ralf Schumacher, a equipe tem um histórico de dar chances a pilotos brasileiros. Acreditar que Massa aceitaria trocar o certo pelo duvidoso e, substancialmente, que Todt acolheria Alonso na Ferrari de braços abertos, no entanto, parece ser algo distante de acontecer.

3) Nico Rosberg deixa a Williams e vai para a McLaren, substituir Fernando Alonso.

Opinião: Possível. Mais do que uma possibilidade concreta, trata-se de uma possibilidade interessantíssima. Seria o casamento perfeito: McLaren (inglesa), com motor Mercedes (alemão) e dupla de pilotos formada por Lewis Hamilton (inglês) e Nico Rosberg (alemão). Dois jovens, campeões da GP2, cheios de gás e vontade de mostrar serviço.

4) Nico Rosberg deixa a Williams e vai para a Toyota, substituir Ralf Schumacher.

Opinião: Possível. Troca de pilotos alemães, mas que faria a Toyota sair num imenso lucro: tiraria o desmotivado e defasado Ralf e lançaria um dos melhores da temporada 2007, o jovem Nico.

5) Demitido da Toro Rosso, Liuzzi toma o lugar de Wurz na Williams.

Opinião: Relevante. Apesar de nunca ter chegado a lugar algum na Toro Rosso, Liuzzi não merece ser menosprezado. O último campeão da F-3000 foi mais rápido que Scott Speed nos últimos dois anos e não se intimidou depois do anúncio de sua demissão, da contratação de Sebastien Bourdais e a chegada de Sebastian Vettel. Seria o clássico caso do "caiu pra cima", deixando uma equipe pequena para se integrar a uma média.

Esses são apenas alguns dos boatos do mundo da F-1. Resta saber quantos deles vão se confirmar.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Mais um chute sobre o futuro do espanhol

Fernando Alonso pode ser o companheiro de Kimi Raikkonen na Ferrari em 2008. O rumor foi levantado hoje pelo site “Grandprix”, que revelou ter recebido de seus espiões a informação de que o time italiano estaria estudando as possibilidades de contratar o asturiano.

Partiu também dos informantes do site a notícia de que Felipe Massa foi visto no motorhome da Toyota, durante o fim de semana do GP da Bélgica. Cogitaram, então, a transferência do brasileiro para a escuderia japonesa, na qual se tornaria o piloto número 1 e ganharia rios de dinheiro.

Até que ponto isso pode ser concretizado? Por enquanto nenhum. Não acredito também que Massa aceite essa mudança, afinal, embarcaria para uma equipe que não demonstra condições — em curto prazo — de brigar por vitórias. Raikkonen, por sua vez, dificilmente concordaria com a chegada do novo parceiro, pois um dos motivos que o fizeram trocar a McLaren pela Ferrari foi a ida do espanhol para o time prateado.

Ninguém sabe, essa é a verdade, qual será o destino de Fernandinho para o próximo Mundial. Aparentemente, nem mesmo ele. Meu palpite? Se for campeão, permanecerá na equipe de Ron Dennis.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Alonso está na Bélgica

Suposto responsável por colaborar com a FIA na apuração de provas que pudessem incriminar a McLaren no escândalo de espionagem da Fórmula 1, Fernando Alonso não foi ao julgamento do Conselho Mundial em Paris, nesta quinta-feira, como fizeram Lewis Hamilton e o piloto de testes Pedro de La Rosa.

O bicampeão está em Spa-Francorchamps, palco da etapa deste fim de semana, onde participa logo mais da tradicional entrevista dos competidores realizada às vésperas do início dos treinos. Teria ele já dito tudo o que a entidade suprema do automobilismo gostaria de saber e, por isso, liberado da importante reunião de hoje?

Uma coisa é certa: o espanhol será o centro das atenções na coletiva de imprensa.

Convocados para a entrevista:
Fernando Alonso (McLaren Mercedes)
Robert Kubica (BMW Sauber)
Felipe Massa (Ferrari)
Nico Rosberg (Williams)
Adrian Sutil (Spyker)

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Espanhol domina 2ª fase do Mundial

Único competidor a pontuar nas 13 etapas disputadas e em franca escalada rumo à liderança do campeonato, Fernando Alonso vem sendo também o melhor piloto da segunda metade da temporada 2007 da Fórmula 1.

Desde o GP da Inglaterra — que simbolizou o meio do certame de 17 provas —, o espanhol da McLaren somou 39 pontos, acumulando duas vitórias, um segundo, um terceiro e um quarto lugar. Atrás dele, com 32 tentos, aparece Kimi Raikkonen, que alcançou uma vitória, dois segundos lugares, um terceiro e um abandono.

Lewis Hamilton, líder do Mundial, ocupa o terceiro posto na classificação do “2º tempo”, com 28 pontos. Já Felipe Massa, que deixou de pontuar em duas das últimas cinco corridas, está empatado com Nick Heidfeld na quarta posição da tabela, ambos com 22.

Confira os desempenhos:

Primeira metade do campeonato (GP da Austrália ao GP da França)
1) Lewis Hamilton, 64 pontos
2) Fernando Alonso, 50
3) Felipe Massa, 47
4) Kimi Raikkonen, 42
5) Nick Heidfeld, 30

Segunda metade (a partir do GP da Inglaterra)*
1) Fernando Alonso, 39
2) Kimi Raikkonen, 32
3) Lewis Hamilton, 28
4) Felipe Massa, 22
5) Nick Heidfeld, 22

*Até o GP da Itália.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

A interrogação chamada Fernando Alonso


Se deixar a F-1 por um ano, certamente Alonso passará mais tempo com a família

Quem viu a expressão sorridente e franca de Fernando Alonso no pódio do GP da Turquia e não acompanhou o começo do campeonato certamente pensou: "Puxa, esse cara é bom mesmo! Ganhou dois títulos e agora parece estar no caminho do terceiro". Mas é claro que quem segue a Fórmula 1 sabe que não é nada disso, e que Alonso está vivendo a temporada de maior pressão de sua carreira.

Depois da grande confusão na Hungria, envolvendo Ron Dennis, Lewis Hamilton, punições e tudo mais, o futuro do espanhol na McLaren foi colocado em xeque. Os boatos à época apontavam para uma volta do vencedor dos Mundiais de 2005 e 2006 para a equipe que lhe deu a possibilidade de conquistá-los, a Renault, ou então uma transfencia milionária para a BMW, força ascendente da categoria.

Passado quase um mês, toda essa especulação cai por terra. Na semana passada, foi anunciada a renovação de Nick Heidfeld e Robert Kubica por parte da BMW. Segundo os dirigentes da equipe, a continuidade era positiva para o grupo, ainda mais com os bons resultados que a dupla já alcançou neste ano.

Nesta terça-feira, o primeiro indício de que a Renault realmente não terá Alonso de volta surgiu do Jornal "As", da própria Espanha. O periódico destaca em sua versão impressa que o time francês anunciará no GP da Itália, em 10 dias, a dupla de 2008: Heikki Kovalainen e Nélson Ângelo Piquet.

Há muito que se pensar sobre o futuro de Fernando Alonso na Fórmula 1. Logo após vencer o primeiro título, o asturiano disse que, possivelmente, se aposentaria da categoria quando faturasse o tricampeonato, marca que pode ser conseguida ainda em 2007. Entretanto, não parece ser possível que um piloto tão importante para o mundo da F-1 se retire assim, de uma hora para outra.

Vencendo ou não o Mundial de 2007, duas parecem ser as únicas opções disponíveis para o espanhol: ou permanece na McLaren em 2008 e aceita a concorrência de Hamilton ou faz o mesmo que grandes nomes da Fórmula 1, como Alain Prost, já fizeram no passado, tirar um ano sabático.

Pelo bem do esporte, espero que a primeira se concretize.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Tabu do centésimo GP

Fernando Alonso alcançará neste fim de semana, na Turquia, a marca de 100 participações em Grandes Prêmios na Fórmula 1. Tal façanha, porém, não costuma ser muito gentil com quem a atinge.

Oito dos 22 pilotos em atividade já ultrapassaram a barreira da primeira centena. Destes, somente três conseguiram terminar a corrida de número 100 de seus currículos, sendo que apenas um chegou ao pódio:
David Coulthard, segundo colocado com a McLaren no GP da Áustria de 2000.

No currículo de
Nick Heidfeld, consta que sua centésima participação em corridas aconteceu na Itália, em 2005. No entanto, o alemão ficou ausente desta prova, em função de um forte acidente sofrido nos testes coletivos em Monza, realizados semanas antes da etapa.

Vejamos, no domingo, como se sai o espanhol da McLaren.

Histórico do 100º GP*:
- David Coulthard: 2º lugar (GP da Áustria de 2000)
- Jarno Trulli: 8º lugar (GP do Brasil de 2003)
- Jenson Button: 8º lugar (GP da Itália de 2005)
- Rubens Barrichello: abandono (GP do Brasil de 1999)
- Giancarlo Fisichella: abandono (GP da Europa de 2002)
- Ralf Schumacher: abandono (GP do Japão de 2002)
- Nick Heidfeld: não correu (GP da Itália de 2005)
- Kimi Raikkonen: abandono (GP da Hungria de 2006)

*Pilotos em atividade.

Retrospecto dos favoritos em Istambul

Dos quatro digníssimos que ainda estão na disputa do título da temporada 2007, é consideravelmente mais positivo o retrospecto da dupla da Ferrari no GP da Turquia. Das duas provas que foram disputadas duas provas no autódromo de Istambul, em uma delas a vitória foi de Kimi Raikkonen, enquanto a outra teve como vencedor Felipe Massa - sendo, inclusive, sua primeira vitória na categoria.

Confira os números:

Lewis Hamilton (McLaren)
Primeira participação

Fernando Alonso (McLaren)
2005
Grid: 3º
Corrida: 2º

2006
Grid: 3º
Corrida: 2º

Kimi Raikkonen (Ferrari)
2005
Grid:

Corrida:


2006
Grid: 7º
Corrida: não completou

Felipe Massa (Ferrari)
2005
Grid: 8º
Corrida: não completou

2006
Grid:
Corrida:


Apesar de Hamilton nunca ter competido na Turquia como piloto de Fórmula 1, por razões evidentes, o inglês participou da rodada dupla da GP2 em 2006. E não foi bem: viu Nelsinho Piquet faturar a primeira vitória daquele final de semana e Andreas Zuber levantar o troféu na segunda prova.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Para a BMW, Alonso não vai

Baixada a poeira do GP da Hungria, a Fórmula 1 volta à sua normalidade e vê, aos poucos, sumirem os rumores de uma possível separação entre Fernando Alonso e a McLaren ao final da temporada 2007.

Nesta terça-feira, uma equipe tida como forte candidata a receber o bicampeão colocou um ponto final nas especulações e anunciou a renovação dos contratos de Nick Heidfeld e Robert Kubica. Para a BMW, portanto, Fernandinho não vai.

Resta agora saber dos planos da Renault, que estaria mexendo todos os pauzinhos para recuperar o asturiano. Dificilmente conseguirá, pois Alonso sabe — mais do que ninguém — que é no time de Ron Dennis o melhor lugar para ser campeão neste momento. Mesmo tendo Lewis Hamilton ao seu lado.

Uma outra boa opção seria a Ferrari, mas a escuderia italiana não demonstra interesse em alterar seu escalão e tem consciência de que vale a pena apostar as fichas por mais um ano em Felipe Massa e Kimi Raikkonen.

Sendo assim, o negócio é ficar na McLaren; com o melhor carro do grid e total liberdade para acelerar forte em busca do título. Basta vencer seu companheiro na pista. E para quem já derrotou Michael Schumacher, todo o mais é possível.

sábado, 4 de agosto de 2007

Alonso perde cinco posições


O cabisbaixo Alonso, durante o sábado, antes de saber da punição

Anunciado quase no domingo, pelo horário da Hungria: o espanhol Fernando Alonso foi punido pela Federação Internacional de Automobilismo com a perda de cinco posições no grid de largada em decorrência da atitude prejudicial ao seu companheiro Lewis Hamilton durante a definição da pole, neste sábado. Com isso, Hamilton partirá da primeira posição, seguido por Heidfeld, Raikkonen, Rosberg e Ralf Schumacher. Alonso sai em sexto. Além disso, a McLaren foi punida, e se Alonso e Hamilton chegarem entre os oitos primeiros na prova os pontos não serão contabilizados para o Mundial de Construtores.

Em poucas palavras: não era pra tanto.

Guerra civil em vista


Comemoração entre os companheiros, algo inimaginável nesse momento



Alonso ferrou com a vida de Hamilton?

Podem apostar que essa será a pergunta mais vezes executada pelos veículos de comunicação e por toda a Fórmula 1 até o início do
GP da Hungria, às 9h de amanhã.

De fato, o espanhol demorou bastante para sair para sua última volta rápida na classificação, impedindo que o companheiro colocasse o carro número 2 novamente em condições de baixar tempo.

Mas será isso realmente uma atitude de cafajeste? Particularmente, acredito que não. Da mesma forma que não enxerguei nenhum tipo de abuso quando Massa tentou se defender de Alonso no GP da Europa. Ambas atitudes que fazem parte do mundo do automobilismo, lugar onde não existem santos, onde, sempre que possível, tenta-se tirar vantagem em relação aos demais.

O que importa é: aparentemente Ron Dennis não gostou da manha de Alonso. Saiu bufando ao término do treino, parecia estar pensando "esse cara não me dá alívio em nenhuma corrida". Vamos ver o que Hamilton falará, mas, conhecendo o inglês, é pouco provável que ele se manisfeste de forma deselegante ou ofensiva com o bicampeão.

De qualquer forma, não podemos negar: a Fórmula 1 vive um momento de extrema inflamação e uma faísca pode desencadear uma grande guerra verbal e dentro das pistas.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Massa em baixa na Europa

Segue abaixo a capa desta semana da revista inglesa Autosport, talvez o mais conceituado e tradicional veículo de comunicação de todo mundo que seja dedicado apenas aos esportes motorizados.

Leiam e tirem suas próprias conclusões.



Tradução: Prova do ano - Como Alonso atordoou Massa