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domingo, 24 de agosto de 2008

Domínio e sonífero

Apesar de todos os predicados do circuito de Valência, o GP da Europa conseguiu ser a corrida mais chata dos últimos tempos. Cansativa, sonolenta, nem um pouco interessante. A cada volta completada, um bocejo e a vontade de dar uma cochilada. Foi difícil e decepcionante.

Por outro lado, foi uma etapa satisfatória para a briga do campeonato com a vitória de Felipe Massa, que dominou com autoridade do início ao fim. Teve um susto somente na saída de seu segundo pit-stop, quando quase esbarrou na Force India de Adrian Sutil. No mais, tudo perfeito.

Os eventuais deslizes mecânicos que poderiam estragar a conquista do novo vice-líder da classificação desta vez recaíram sobre o irreconhecível Kimi Raikkonen, um campeão longe de merecer o segundo título neste ano. Como já prevíamos, perdeu posição na largada, “acordou” quando faltavam 21 voltas para o término da prova, enfrentou problemas na última parada e abandonou com a quebra do motor Ferrari no finalzinho.

O receio de uma eventual pane do equipamento talvez tenha sido a única preocupação de Massa nesta corrida, afinal de contas seu maior adversário do momento, Lewis Hamilton, não demonstrou condições em nenhum instante de poder brigar pela vitória.

Coube ao inglês correr com o regulamento debaixo do braço. Se não pode ser o primeiro, que seja o segundo. E ele foi, mantendo-se assim na liderança da classificação, com seis pontos de vantagem para Felipe.

Na mesma filosofia, Robert Kubica voltou ao pódio, apesar da pouca competitividade do carro da BMW. Com o abandono de Raikkonen, o veloz polonês ficou a apenas dois pontos da quarta colocação do campeonato. Vai comendo pelas beiradas e fazendo uma bela temporada este narigudo.

Quem avançou um degrau na tabela de pontos do torneio foi Heikki Kovalainen, quarto colocado neste domingo e agora em quinto lugar na classificação, com dois pontos à frente de Nick Heidfeld. Passar o alemão era o mínimo que o finlandês poderia fazer correndo com um McLaren. Na corrida, foi somente razoável.

Da quinta à oitava posição, uma seqüência de elogios, em que pese à corrida chechelenta. Jarno Trulli (5º) e Timo Glock (7º) mantiveram a Toyota firme e forte na corrida para serem a quarta força do Mundial. Entre os dois, destaque para o alemão Sebastian Vettel, numa tocada constante com o bólido da Toro Rosso. A TV pouco mostrou, mas o tedesco vibrou muito o merecido resultado. Fechando a zona de pontos, Nico Rosberg. Um pontinho que não vinha desde o GP da Turquia, em maio. Muito tempo, não?

O que mais dizer sobre a corrida de rua? Muitas moças bonitas desfilando pelo paddock, o mecânico que se machucou no pit-stop de Raikkonen (passa bem, segundo informações da equipe), as novas lambanças de David Coulthard, o bate-bate da F-1... Ah, teve ainda o abandono de Fernando Alonso logo no começo da prova, para a decepção dos torcedores.

Houve também a fraca atuação dos outros brasileiros. Nelson Piquet foi o 11º, apagado. Já Rubens Barrichello terminou em penúltimo, mesmo lugar em que partiu.

Muito chatinho este GP da Europa, que no futuro pode se chamar Grande Prêmio do Mediterrâneo para o retorno de Nürburgring ao calendário. Acabo de ler que Felipe Massa receberá apenas uma multa de dez mil euros pelo seu segundo pit-stop. Vitória no bolso, portanto. E que venha o GP da Bélgica.

No tradicionalíssimo Spa-Francorchamps, devemos ter uma etapa mais interessante. Adios, belíssima Valência. Bela demais para pouca emoção.

sábado, 23 de agosto de 2008

Iguaizinhos

Ao fim da segunda parte da classificação para a corrida de Valência, Felipe Massa e Nick Heidfeld ocupavam a segunda e terceira posições, ambos com o tempo de 1min37s859. Na hora, veio a lembrança do treino oficial para o GP da Europa de 1997, quando os três primeiros colocados haviam registrado a mesma marca.

Na ocasião, Jacques Villeneuve, Michael Schumacher e Heinz-Harald Frentzen completaram o circuito de Jerez de La Frontera em 1min21s072. Por ter sido o primeiro a cronometrar a passagem, o canadense da Williams ficou com a pole, seguido do alemão da Ferrari.

Histórias do GP da Europa...

Valência de surpresas e de Felipe Massa

Jarno Trulli na frente durante a primeira parte do treino? Sebastian Vettel o mais veloz no Q2? A zebra parecia solta em Valência, mas não teve fôlego para o momento decisivo da classificação deste sábado. Um treino em que Felipe Massa demonstrou ser o homem inabalável da temporada, capaz de superar situações de problemas e imprevistos com uma mentalidade fortíssima, que hoje culminou na brilhante pole-position para o GP da Europa.

O brasileiro da Ferrari fez uma volta genial, digna de reconhecimentos por parte de Lewis Hamilton, o segundo colocado. Um temporal alcançado com os pneus macios — muita gente optou pelos duros — e que simbolizou a quarta pole do ano para o piloto, a 13ª da carreira.

Igualou Rubens Barrichello, olhem só, no número de posições de honra no grid. Se vencer amanhã, também empatará com o compatriota no total de vitórias, ficando ambos com nove.

Chances para isso Felipe tem. Em termos de equipamento, parece dispor de uma ligeira vantagem em relação aos carros da McLaren. Some a isso o fator braço, no qual o brazuca tem demonstrado uma gordura ainda maior em relação aos rivais. Caso a máquina não o desaponte como fez na Hungria, Massa dificilmente perde essa.

Quanto à estratégia de corrida, não há impressões de existir uma sensível diferença entre os primeiros colocados. Talvez Robert Kubica, que pisou fundo para levar a BMW ao terceiro lugar, esteja um pouco mais leve. Sobre o polonês, destaque-se o seu retorno ao clube das três primeiras posições, do qual esteve longe desde o GP do Canadá, quando alinhou em segundo e obteve sua primeira vitória na Fórmula 1.

Em quarto, o campeão fracassado em classificações, Kimi Raikkonen. Se ontem deu pintas de ser o Kimi veloz dos tempos de McLaren, hoje atuou como um sujeito apagado, desmotivado e pressionado pelo companheiro de equipe. Ao contrário de Massa, escolheu os pneus duros para a última parte do treino, ficando a praticamente meio segundo de Felipe. Um vexame.

Se agir como nas etapas anteriores (podem ficar de olho), o finlandês vai perder uma ou duas colocações na largada, ficará apagado durante dois terços do GP e acordará no final para fazer a volta mais rápida e brigar por um quarto ou até terceiro lugar.

Imaginemos aqui um terceiro posto do finlandês amanhã e a vitória de Felipe Massa. Esse resultado deixaria o brasileiro novamente à frente do escandinavo na classificação, por apenas um ponto. Deveria ser o suficiente para a Ferrari definir seu número 1 na batalha do título. Contudo, dificilmente o fará. E quem agradece tudo isso é Lewis Hamilton.

O parceiro do inglês, Heikki Kovalainen, sairá em quinto neste domingo, tendo ao seu lado na terceira fila o surpreendente Sebastian Vettel, da Toro Rosso. Este alemãozinho acelera muito e vai dar trabalho para a concorrência quando tiver um carro competitivo em mãos. Cabe à Red Bull providenciar isso para 2009.

A Toyota, com Jarno Trulli, alcançou um satisfatório sétimo lugar. Principalmente para o corredor italiano, que treinou às cegas depois dos problemas enfrentados nas sessões livres. Atrás dele, o alemão Nick Heidfeld, uma das grandes decepções deste ano.

Nico Rosberg, com a Williams sumida, apareceu diante de alguns feixes do holofote de Valência. Larga em nono, logo à frente de Sébastien Bourdais, francês que conseguiu seu melhor resultado em treinos na F-1. Bom trabalho de ambos.

Tristeza para o público da casa pelo erro cometido por Fernando Alonso no Q2, que o deixou estacionado num modesto 12º lugar. Um dia ruim para a Renault, que viu seu outro representante, Nelson Piquet, empacar em 15º. Teria o motor francês contribuído para a má colheita? Afinal, a Red Bull também fracassou, ficando em 14º com Mark Webber e 17º com David Coulthard.

Pior que esses, somente a Honda — a Force India, fraca por natureza, nem conta. Jenson Button ficou em 16º e Rubens Barrichello, nos instantes finais do Q1, buscou no braço a 19ª e penúltima posição.

Uma corrida longa, de rua, circuito novo, promessa de muito desgaste físico para os pilotos e para os pneus. Um cenário propício para intervenções do Safety Car e possíveis surpresas. Resta aguardar.

Grid de Largada:
1) Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min38s989
2) Lewis Hamilton (ING/McLaren), 1min39s199
3) Robert Kubica (POL/BMW), 1min39s392
4) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 1min39s488
5) Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 1min39s937
6) Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso), 1min40s142
7) Jarno Trulli (ITA/Toyota), 1min40s309
8) Nick Heidfeld (ALE/BMW), 1min40s631
9) Nico Rosberg (ALE/Williams), 1min40s721
10) Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), 1min40s750

Q2
11) Kazuki Nakajima (JAP/Williams), 1min38s428
12) Fernando Alonso (ESP/Renault), 1min38s435
13) Timo Glock (ALE/Toyota), 1min38s499
14) Mark Webber (AUS/Red Bull), 1min38s515
15) Nelson Piquet (BRA/Renault), 1min38s744

Q1
16) Jenson Button (ING/Honda), 1min38s880
17) David Coulthard (ESC/Red Bull), 1min39s235
18) Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), 1min39s268
19) Rubens Barrichello (BRA/Honda), 1min39s881
20) Adrian Sutil (ALE/Force India), 1min39s943

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Valência fenomenal

Dois treinos livres e uma conclusão indiscutível: o circuito urbano de Valência é maravilhoso. Veloz, desafiador, belíssimo, uma verdadeira obra de arte construída em meio a um cenário de arquitetura fabulosa, cercado por embarcações de diversos tamanhos e com todos os requintes imagináveis para receber a Fórmula 1. Simplesmente fora de série.

Os pilotos se encantaram com a nova pista, naturalmente pouco emborrachada neste primeiro dia de trabalhos em que as equipes buscaram se familiarizar e descobrir cada detalhe dos 5.423 metros de extensão do traçado.
Os resultados da sexta-feira em si foram pouco relevantes. Ou será que alguém acredita na Honda andando em terceiro no restante do fim de semana? Pouco provável, assim como a diferença de apenas 0s020 que separou a Ferrari de Kimi Raikkonen, o mais veloz, da modesta Renault de Fernando Alonso, o segundo colocado.

Mas houve, sim, algumas impressões dignas de destaque. Raikkonen, por exemplo, pareceu muito à vontade no circuito, dando pintas de que pode (precisa, na verdade) fazer frente ao companheiro de equipe e aos rivais da McLaren.

Vindo de um segundo lugar na Hungria, Timo Glock colocou a Toyota na sétima posição. Olhos atentos no piloto germânico e no embalado time japonês, atual quarta força da categoria.

Felipe Massa, bastante feliz com a medalha de ouro conquistada por Maurren Maggi em Pequim, fez o quarto tempo em Valência, seguido de Lewis Hamilton e Heikki Kovalainen. Os três, juntamente com Raikkonen, são os principais candidatos à pole-position amanhã. Palpite? Uma briga apertada e decidida em favor daquele que melhor conseguir evitar o tráfego.

O calor e o desgaste de pneus tendem a ser muito importantes na definição do grid, por interferirem no equilíbrio dos carros. Que o digam Nelson Piquet e Rubens Barrichello, nono e último colocados nesta sexta-feira.

A 12ª etapa do Mundial promete ser muito interessante. Ainda bem que teremos a transmissão ao vivo no domingo. Pelo menos é o que consta na programação da emissora responsável. A classificação terá de ser acompanhada pela Internet, porque na TV a prioridade será para a final do vôlei feminino nas Olimpíadas. Boa sorte às meninas do Brasil.

Silêncio

A homenagem da Fórmula 1 às vítimas do desastre aéreo da última quarta-feira, em Madri. Foram três minutos de silêncio em respeito às 153 pessoas que morreram na queda, seguida de explosão, do vôo JK 5022 da Spanair.

O “SGBrasil” expressa os sentimentos aos familiares.

Números do GP da Europa

"Rubens Barrichello está entre os vencedores desta etapa".

Como Valência, não há o que dizer em termos de estatísticas porque se trata de um novo circuito. No entanto, a prova é válida como GP da Europa, e aí sim dá para pinçarmos alguma coisa referente ao retrospecto de pilotos e equipes.

O interessante desta etapa é o equilíbrio apresentado no quadro de vitórias por construtores. A Ferrari aparece na primeira posição da tabela com cinco conquistas, somente uma a mais que a McLaren e duas no comparativo com a Williams, a terceira colocada.

Entre os pilotos, chama atenção o fato de apenas dois sujeitos terem conseguido mais de uma proeza na corrida do Velho Continente. Ninguém menos que Michael Schumacher (seis vezes) e Fernando Alonso (duas). Da turma dos “vencedores unitários”, Rubens Barrichello é o único em atividade e dificilmente — quase beirando o impossível — vai sair desse grupo no fim de semana.

Na lista de poles, há um equilíbrio na contagem por pilotos e vantagem da Williams no cômputo por equipes. O time inglês saiu na frente do grid em seis oportunidades, o dobro de vezes da Ferrari. A McLaren fez duas, assim como a extinta Lotus.

No balanço por competidores, Schumacher encabeça a relação com três poles, seguido de David Coulthard e Kimi Raikkonen, com duas. Alonso e Nick Heidfeld também já alinharam seus bólidos na posição de honra, uma vez cada.

Como serão as coisas em Valência? Difícil tirar qualquer conclusão nesta sexta-feira, dia em que todos tentarão conhecer cada detalhe do encantador circuito de rua. As voltas alucinantes deverão aparecer somente nos treinos de sábado.

O que podemos resgatar, a título de curiosidade, é o balanço das últimas pistas estreantes deste milênio. Foram quatro: Bahrein e China em 2004, Turquia em 2005 e Fuji no ano passado — esta não foi exatamente uma novidade, mas retornou ao calendário depois de 30 anos ausente.

Por pilotos, tivemos quatro vencedores distintos: Schumacher (Bahrein), Barrichello (China), Raikkonen (Turquia) e Lewis Hamilton (Japão). Entre os construtores, duas vitórias para a Ferrari, duas para a McLaren. Simplesmente as protagonistas da luta pelo título de 2008 e, novamente, as fortes candidatas a debutar no degrau mais alto pódio em um novo circuito.

Lista de vitórias do GP da Europa:
2007: Fernando Alonso (McLaren)
2006: Michael Schumacher (Ferrari)
2005: Fernando Alonso (Renault)
2004: Michael Schumacher (Ferrari)
2003: Ralf Schumacher (Williams)
2002: Rubens Barrichello (Ferrari)
2001: Michael Schumacher (Ferrari)
2000: Michael Schumacher (Ferrari)
1999: Johnny Herbert (Stewart)
1997: Mika Hakkinen (McLaren)
1996: Jacques Villeneuve (Williams)
1995: Michael Schumacher (Benetton)
1994: Michael Schumacher (Benetton)
1993: Ayrton Senna (McLaren)
1985: Nigel Mansell (Williams)
1984: Alain Prost (McLaren)
1983: Nelson Piquet (Brabham)

Lista de pole-positions:
2007: Kimi Raikkonen (Ferrari)
2006: Fernando Alonso (Renault)
2005: Nick Heidfeld (Williams)
2004: Michael Schumacher (Ferrari)
2003: Kimi Raikkonen (McLaren)
2002: Juan-Pablo Montoya (Williams)
2001: Michael Schumacher (Ferrari)
2000: David Coulthard (McLaren)
1999: Heinz-Harald Frentzen (Jordan)
1997: Jacques Villeneuve (Williams)
1996: Damon Hill (Williams)
1995: David Coulthard (Williams)
1994: Michael Schumacher (Benetton)
1993: Alain Prost (Williams)
1985: Ayrton Senna (Lotus)
1984: Nelson Piquet (Brabham)
1983: Elio De Angelis (Lotus)

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Lágrimas da velocidade

Assim como a Hungria, com o recente drama de Felipe Massa, o GP da Europa também já foi palco de prantos, da emoção humana motivada por uma pane da máquina quando restavam 13 voltas para o fim da corrida.

Talvez o desfecho inesperado vivido pelo brasileiro da Ferrari em Budapeste tenha sido menos doloroso que o de Luca Badoer naquele 26 de setembro de 1999, em Nürburgring. Era um quarto lugar que estava por se concretizar, mas a bordo do fraquíssimo carro da Minardi.

Massa perdeu a vitória no circuito de Hungaroring, no entanto, tem tudo para disputar o topo do pódio novamente já neste fim de semana, em Valência, novo cenário do GP da Europa. Badoer, coitado, nunca mais teve a chance de beliscar um mísero ponto. O normal para quem defendia um time tão ruim, apesar de carismático.

Por isso, o italiano chorou muito. Quem não choraria nesta situação?

Errar nem pensar

A Ferrari não pode mais errar caso queira o título de 2008. A “sentença” dada nesta semana pelo diretor-técnico Aldo Costa veio num momento muito pertinente, às vésperas da realização de uma etapa que traz lembranças amargas para o time italiano em termos de bobagens bizarras.

No GP da Europa de 1999, a equipe conseguiu a proeza de esquecer o pneu traseiro dianteiro para o pit-stop de Eddie Irvine, que brigava pelo campeonato na ausência de Michael Schumacher. Um erro que custou valiosos pontos para o irlandês, sétimo colocado ao fim da corrida — naquele tempo, apenas os seis melhores pontuavam.

Dizem as más línguas que aquilo não foi bem uma falha infantil, mas uma atitude nada profissional de um grupo pouco interessado em ter Irvine como campeão. Queriam interromper o então jejum de 20 anos sem título com Schumacher, que estava de molho por conta da perna quebrada no acidente de Silverstone.

Como sabemos, Eddie perdeu a briga pela taça para o finlandês Mika Hakkinen, da McLaren. A mesma rival prateada que lidera hoje o mundial de pilotos com Lewis Hamilton. Por méritos do britânico, claro, e graças a uma forcinha de Maranello, com seus deslizes comprometedores.

Dificilmente o time vermelho se esquecerá de algum pneu nas paradas do GP da Europa do próximo domingo. Que não esqueça também da ressalva feita por Costa e pare mesmo de errar. Para o bem do campeonato.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Memórias do GP da Europa

O primeiro vencedor do GP da Europa, realizado no circuito inglês de Brands Hatch, foi brasileiro: Nelson Piquet, em 1983, com a Brabham-BMW. Foi a décima das 23 vitórias do tricampeão.

Dois anos mais tarde, novamente em Brands Hatch, a torcida local festejava a estréia de um “felino” no topo do pódio: Nigel Mansell, com a Williams-Honda.

Na única edição da corrida européia em Donington Park, no ano de 1993, Ayrton Senna foi soberano. A bordo do McLaren-Ford, venceu com direito a colocar uma volta de vantagem no terceiro colocado, ninguém menos que Alain Prost.

Em Jerez de La Frontera, a decisão do título de 1997 entre Jacques Villeneuve e Michael Schumacher. O alemão tentou jogar sujo na ultrapassagem do canadense, mas acabou levando a pior. Perdeu o campeonato e o respeito pela atitude anti-desportiva de lançar o carro sobre o rival.

Em dia de chuva, acidentes, quebras e trapalhadas dos favoritos à vitória no circuito de Nürburgring, em 1999, Johnny Herbert obteve o único êxito da Stewart-Ford na Fórmula 1. Rubens Barrichello, até então cotado para levar a equipe escocesa ao degrau mais alto do pódio, ficou em terceiro, atrás da Prost-Peugeot de Jarno Trulli.

Se vencesse aquela corrida de 2005, Kimi Raikkonen seria aclamado como herói por andar no limite com um McLaren que vibrava absurdamente na parte dianteira. A suspensão, no entanto, deixou o finlandês na mão em plena volta final.

A imagem de um abandono? Nada disso. A cena de uma forcinha do guincho, que recolocou Lewis Hamilton na pista para prosseguir na corrida de 2007.

Desentendimento antes do pódio da corrida do ano passado. Tudo porque Felipe Massa vendeu caro a primeira posição na pista e Fernando Alonso não gostou. Será que ele queria que o brasileiro entregasse de mãos beijadas a vitória ou estava mesmo de TPM?

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Europa de muitas histórias e endereços

“Trecho da ponte do belíssimo circuito de Valência”.


Nürburgring, Jerez de La Frontera, Brands Hatch, Donington Park e, no próximo domingo, Valência. As ruas da cidade espanhola situada na costa do mar Mediterrâneo serão o quinto endereço a abrigar o Grande Prêmio da Europa. Uma etapa pouco disputada nos 58 anos de história da Fórmula 1, mas responsável por momentos marcantes da categoria.

Um dos episódios inesquecíveis foi a decisão do título de 1997, favorável a Jacques Villeneuve após a manobra anti-desportiva e fracassada de Michael Schumacher, que jogou seu carro para cima do canadense numa clara tentativa de tirá-lo da prova de Jerez.

Ao todo, foram realizadas 17 edições da corrida da Europa, nomenclatura adotada para conceder o privilégio a um determinado país de receber dois GPs durante uma mesma temporada.

A primeira nação sortuda foi a inglesa, que sediou em 1983 o GP da Europa no circuito de Brands Hatch. O vencedor foi Nelson Piquet, campeão daquele ano com a equipe Brabham.

No ano seguinte, a etapa passou para Nürburgring, na Alemanha, retornando para a pista britânica no certame posterior. A prova deixaria de ser realizada por sete anos para voltar somente em 1993 e num novo palco, Donington Park, na Inglaterra.

Ayrton Senna, com a volta mágica debaixo de chuva na primeira volta, encarregou-se de fazer daquela corrida uma outra recordação inesquecível do Grande Prêmio europeu, que mudou novamente de endereço em 1994, seguindo para Jerez de La Frontera, na Espanha.

De 1999 até o ano passado, a prova aconteceu ininterruptamente no traçado de Nürburgring, tendo Fernando Alonso como último vencedor, após uma briga acirrada com Felipe Massa, com direito a discussão exaltada antes do pódio. Outro momento marcante.

Para muitos pilotos, o GP da Europa simbolizou a primeira conquista na F-1. Nigel Mansell e Mika Hakkinen estrearam no degrau mais alto do pódio nesta etapa. O leão em 1985 com a Williams e o finlandês em 1997, de McLaren.

Kimi Raikkonen e Nick Heidfeld faturaram a primeira pole-position por lá. O “Homem de Gelo” em 2003 com a McLaren e o alemão em 2005, de Williams. Entre as equipes, a extinta Stewart fez história ao vencer sua única prova justamente na corrida européia.

Da lista de vencedores do Grande Prêmio da Europa, chama a atenção o fato de quase todos terem conquistado o título mundial. Dos 11 ganhadores, apenas três não levaram o caneco: Johnny Herbert, Rubens Barrichello e Ralf Schumacher.

Além do brasileiro da Honda, apenas Fernando Alonso segue em atividade dentre os ganhadores desta etapa. Kimi Raikkonen bateu na trave em 2005, abandonando na última volta após a quebra da suspensão dianteira de seu McLaren. Outra cena histórica.

Caberá a Valência, a partir de domingo, registrar episódios graciosos para o GP da Europa. O circuito de rua impressiona pela beleza e características técnicas, aparentemente desafiadoras para os competidores.

A pista tem 5.473 metros e um total de 25 curvas, 14 para a direita e 11 para a esquerda. Ao contrário de Mônaco, possui uma largura satisfatória para permitir ultrapassagens. Tomara que na prática elas realmente sejam realizadas.

Pela proximidade dos muros, é bom ficarmos preparados para as prováveis intervenções do Safety-Car, que podem trazer surpresas para o resultado final e contribuir para novos momentos marcantes do GP da Europa.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Algoz do GP da Europa

"Final do vôlei feminino nas Olimpíadas de Pequim será no mesmo horário do treino oficial de Valência".

Há quatro anos, Fórmula 1 e Olimpíadas tiveram um confronto por audiência muito interessante. Na Bélgica, a categoria máxima do automobilismo disputava a prova do heptacampeonato de Michael Schumacher. Na Grécia, os Jogos mais antigos da História da civilização assistiam à decisão do vôlei masculino, entre Brasil e Itália. Dois eventos de peso num mesmo horário.

Daqui duas semanas, as competições voltam a se esbarrar na grade horária. Para as 9h00 (de Brasília) do dia 23 está agendada a final do vôlei feminino, no Ginásio Capital, em Pequim. Enquanto isso, o esporte dos monopostos realiza o treino de classificação para o GP da Europa, no inédito circuito de Valência.

No domingo, mais um enrosco às 9h00 da matina, com a largada para a corrida da F-1 e a cerimônia de encerramento dos Jogos da China. Agora vem a pergunta: o que será transmitido pela emissora global? Provavelmente as duas coisas, mas com privilégio para as Olimpíadas.

Em 2004, a solução encontrada pelos globais foi mostrar a partida que coroou o ouro olímpico da Seleção Brasileira de vôlei e, na seqüência, exibir o VT da etapa que registrou o último título de Schumacher. Essa, portanto, parece ser a hipótese mais sensata para o Grande Prêmio da Europa e também para o treino oficial, caso as meninas do vôlei cheguem à decisão.

Nada mais justo, afinal se trata de um mega-evento realizado a cada quatro anos e merecedor de alto prestígio. Uma realidade que precisa ser aceita pelos fãs da velocidade, por mais que tenhamos pela frente uma prova de rua num circuito exuberante.

A única coisa que não pode ser tolerada é a rotulação de bobocas. Que não venham então transmitir a reprise do GP como se fosse ao vivo, repetindo o que fizeram quatro anos atrás em Spa-Francorchamps. Respeito é bom e os fãs da F-1 gostamos.

No mais, resta-nos apelar à Internet e ao rádio para acompanhar todos os detalhes da corrida de Valência e torcer para que o vôlei traga uma medalha. De ouro!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Luxo urbano

Impressionante o que fizeram em Valência para a realização do GP da Europa, a mais nova corrida de rua do calendário da Fórmula 1, agendada para o dia 24 de agosto.

Só pelas imagens registradas neste fim de semana durante a vistoria do circuito, é difícil não ficar ansioso para ver os bólidos velozes acelerando nesta pista que até ponte tem.

Isso sem falar de todo o requinte dos boxes, da beleza visual proporcionada pela cidade espanhola e também do interessante traçado de 5.440 metros, travado em sua grande parte, mas com alguns trechos de alta velocidade. Aparentemente, mais legal que Mônaco.

Aprecie as imagens, clicadas pelo site “Motorsport”.

Prova será disputada em 57 voltas.

Carro da International GT Series passa sobre a ponte.

Pilotos que já conheceram o circuito, como Jenson Button, apostam no sucesso da etapa.

Imagem aérea do traçado de 5.440 metros.

Desenho do circuito.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Massa em baixa na Europa

Segue abaixo a capa desta semana da revista inglesa Autosport, talvez o mais conceituado e tradicional veículo de comunicação de todo mundo que seja dedicado apenas aos esportes motorizados.

Leiam e tirem suas próprias conclusões.



Tradução: Prova do ano - Como Alonso atordoou Massa

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Faíscas


Pódio do GP da Europa: Massa, se pudesse, socaria Alonso

Esse campeonato está tão equilibrado que não vai ser decidido pelo melhor carro nem pelo piloto mais capacitado: campeão será aquele que estiver no melhor momento psicológico.

E isso já é o que vinha acontecendo até o momento. No início do ano, o "mordido" era Felipe Massa, depois de ser o mais rápido na pré-temporada e sofrer com um problema na primeira classificação do ano, o que derrubou o brasileiro na corrida. Nas três provas seguintes, três poles e duas vitórias.

Depois foi a vez de Hamilton. Após começar o ano como "quarto favorito", o inglês foi marcando seus pódios e chegou à liderança do campeonato, o que lhe deu ânimo o suficiente para faturar Canadá e Inglaterra em seguida.

Finalmente, há um mês, Raikkonen. O finlandês vinha desacreditado e era constantemente batido por Felipe. Alguns cogitavam sua saída da Ferrari ao término da temporada, cedendo o lugar para Nico Rosberg. Mas uma boa estratégia e um golpe de sorte na França e uma atuação soberana na Inglaterra reanimaram Kimi, que ultrapassou Massa na tabela de classificação e parecia caminhar rumo ao título.

Posso estar enganado, mas acredito que o jogo tenha virado em favor de Massa novamente, depois da corrida maluca de Nurburgring. O que Alonso fez ao término da prova pareceu mexer com os brios do brasileiro, que agora volta a ter vantagem considerável dentro da equipe (59 a 52 de Raikkonen) e não está assim tão longe da dupla da McLaren.

O tempo dirá. Mas é bom deixar registrado desde já: pelo menos no próximo GP, o da Hungria, a McLaren deve ter o melhor carro. O que, como já disse, não garante tanta coisa.

domingo, 22 de julho de 2007

Corrida maluca dá novo rumo ao mundial

Que corrida foi essa a de Nürburgring? Sem dúvida, uma prova que vai ficar registrada na história da Fórmula 1 como uma das mais inusitadas, conturbadas, malucas, caóticas, emocionantes, alucinantes...Não faltarão adjetivos para descrever o GP da Europa deste domingo.

Fernando Alonso conquistou uma vitória categórica e se colocou na condição de favorito ao título da temporada, apesar de ainda estar dois pontos atrás de Lewis Hamilton. Andou com maestria no piso molhado. Aliás, da forma como ele conduziu o bólido da McLaren nem parecia que se tratava de uma pilotagem na chuva.

Não é à toa que o asturiano é o atual bicampeão e um dos mais arrojados — senão o mais — da atualidade para encarar uma disputa debaixo de chuva. Elogios incontestáveis na pista, mas decepção fora dela, pois foi estúpida a atitude do espanhol diante de Felipe Massa, que terminou em segundo.

Alonso foi para cima do brasileiro, quis e conseguiu arrumar encrenca por conta da briga de ambos pela primeira posição. Massa fez o seu papel para se defender dos ataques e de forma digna de aplausos. Segurou o rival até o limite, perdendo a liderança após um toque lateral de ambos. Isso é esporte, isso é competição. Reclamar por que, Fernandinho? Não precisava estragar o dia com uma postura ridícula.

Felipe foi bravo desde a largada ao superar Alonso e, por pouco, o parceiro Kimi Raikkonen. Conseguiu domar o modelo F2007 no momento do dilúvio que tomou conta da região do autódromo e fez a lição de casa quando a pista secou, abrindo uma confortável vantagem sobre os rivais. Era o primeiro colocado e se encaminhava para o lugar mais alto do pódio. Veio a chuva novamente e mudou toda a história.

Apesar da derrota para a McLaren, Massa faturou a vitória na briga interna da Ferrari, já que com o abandono do eterno azarado Kimi Raikkonen, vítima de uma zica miserável e de problemas eletrônicos em seu carro, o brazuca passou de um ponto atrás para sete à frente em relação ao finlandês. De forma sensata, deveria ser a hora de a Ferrari determinar um tratamento diferenciado para Felipe, que voltou a ocupar o terceiro posto na classificação, agora com 11 tentos a menos que o líder da classificação, Hamilton.

Liberado pelos médicos para participar da prova, o inglês descarregou de si todos os erros que não escaparam nas nove etapas anteriores. Saiu da pista, ficou parado na brita durante a forte chuva do início da corrida, voltou para a disputa com a ajuda de um trator, errou ao arriscar o uso dos pneus de pista seca quando ainda não convinha e terminou em nono.

Minha avaliação sobre sua prova? Sensacional! Fez uma ótima largada ao saltar de décimo para quarto, protagonizou belas ultrapassagens, andou no limite e por pouco não beliscou um pontinho. Não nos esqueçamos que o jovem britânico é um estreante, mas ainda líder do campeonato e dono de uma seqüência de nove pódios consecutivos. Para quem sofreu um forte acidente nos treinos e teve de correr gripado, fez um belo papel. E se deu ao luxo de poder abusar da sorte pelo fato de ter construído uma folga de 12 pontos na classificação.

Com o resultado do GP da Europa, Hamilton se manteve na ponta do Mundial com 70 pontos, seguido de perto por Alonso, com 68. Massa é o terceiro com 59 e Raikkonen caiu para quarto, ficando com os mesmos 52 que tinha e distante da briga pelo título.

Para apimentar ainda mais a situação, a próxima etapa será o GP da Hungria, pista travada e com cara de McLaren, cujo carro já demonstrou andar melhor em circuitos sinuosos. A Ferrari, que até então vinha de duas vitórias consecutivas, fará de tudo para impedir a nova reação prateada. E toda esta guerra entre os times estará em evidência ao longo desta semana, graças aos três dias de testes coletivos em Jerez de La Frontera, além da reunião do time de Ron Dennis com a FIA na quinta-feira, para esclarecimentos sobre o caso de espionagem, o “Stepneygate”.

Faltam sete corridas para o encerramento do certame. Difícil prever quem será o campeão!

A corrida dos outros

Quem poderia imaginar Markus Winkelhock e a Spyker liderando o GP da Europa? Pois foi o que aconteceu neste domingo, em Nürburgring. Se bobear, a sorte de estreante do alemão, o único a arriscar a troca por pneus de chuva antes da largada, pode ter lhe garantido vaga para a mais algumas corridas na F-1.

Mark Webber e Alexander Wurz brigando pelo terceiro lugar até os metro finais! Só mesmo uma prova maluca para registrar cenas como estas. E aqui cabe um destaque para o australiano da Red Bull, que mereceu ter subido no pódio, apesar do erro cometido na última curva da volta derradeira, o que quase comprometeu seu resultado.

Impressionante também a precisão dos meteorologistas com relação à chegada da chuva. Só faltaram precisar os segundos em que a água cairia. E muito engraçado o mecânico da Renault avisando Heikki Kovalainen sobre a estratégia de arriscar os pneus intermediários no fim da prova: “Fique calmo, porque vai chover AGORA!”, disse o componente do grupo francês, que acertou em cheio.

Rubens Barrichello nem mesmo na chuva conseguiu se dar bem, numa prova de que o carro da Honda também tem medo de água. Um lixo com rodas, infelizmente, que terminou em 11º, só à frente de uma Super Aguri e de uma Toyota.

Já na BMW, a boa relação (se é que existia) entre Nick Heidfeld e Robert Kubica deve ter ido para o espaço, após o intenso duelo, com direito a toques, entre ambos na corrida. No fim das contas, o sexto e sétimo lugares — com o alemão na frente — acabou sendo lucro para a equipe tedesca.

Que venha agora a etapa de Budapeste, na sempre quente Hungria, onde a chuva forte pode novamente dar as caras. E, quem sabe, mudar mais uma vez os prognósticos do Mundial, que até ontem dava como certa a reação de Raikkonen, apontava o declínio de Massa e tinha Hamilton tranqüilo na liderança.

sábado, 21 de julho de 2007

Destaques fotográficos da classificação

Kimi Raikkonen comemora, à sua maneira, a 13ª pole-position da carreira. Detalhe importante: das 12 vezes anteriores em que largou na frente, somente em quatro terminou com a vitória.

Lewis Hamilton é atendido pelos médicos na pista, num procedimento normal para um acidente como o dele. No hospital, o inglês já afirmou que está absolutamente bem e que realmente espera ser liberado para correr amanhã.

Imagem da batida de Hamilton vista pelo monitor de TV colocado sobre a Renault de Heikki Kovalainen.

Mika Hakkinen, bicampeão de F-1 e piloto de DTM (Campeonato Alemão de Turismo) na atualidade, passeia pelo paddock de Nürburgring, pista onde venceu em 1998 e foi pole em 1997.

Uma homenagem a Galvão Bueno, pelos comentários sobre a série “Guerra nas Estrelas” durante a transmissão do treino. Um capacete que se parece muito com os vistos nos filmes de George Lucas.

Boas notícias e esclarecimentos

“Ele não está sentido dores, não teve nenhuma fratura e também não ficou inconsciente. Mas só vamos decidir se ele irá correr ou não no fim do dia”, disse Ron Dennis, chefe da McLaren, sobre o estado clínico do líder do Mundial, que provavelmente ficará de fora da corrida deste domingo. Ao menos deveria ser esta a decisão sensata dos médicos e dirigentes.

“Foi uma falha na pistola que prende a porca da roda dianteira direita. Mas não foi um erro dos mecânicos”, completou o dirigente, revelando o que de fato aconteceu no modelo MP4/22, contrariando as impressões de um problema na suspensão do monoposto.

Que Lewis recupere as forças e volte com tudo — se de fato não disputar a prova de amanhã — no GP da Hungria, marcado para o dia 5 de agosto.

Por essa ninguém esperava

McLaren número 2, de Lewis Hamilton, após a forte batida do inglês nos treinos classificatórios para o GP da Europa. Quando se aproximava de uma curva, o líder do campeonato viu a suspensão de seu bólido quebrar e virou passageiro; a brita não freou o carro, que seguiu reto para a barreira de pneus. Hamilton foi levado ao centro hospitalar local numa ambulância e ainda não tem presença garantida na prova de amanhã.

Raikkonen na pole, mas disputa está em aberto


Kimi, em busca da terceira vitória seguida

O finlandês Kimi Raikkonen está indo de vento em popa. Numa classificação marcada pelo fortíssimo acidente de Lewis Hamilton, o Iceman anotou a segunda pole da temporada e é grande candidato à vitória de amanhã.

Assim como o é Fernando Alonso. O espanhol vinha para ser o mais rápido e cravar a pole, mas errou grosseiramente em sua volta mais rápida na classificação. De qualquer forma, garantiu a segunda colocação e, dependendo da largada e da estratégia da McLaren, pode voltar a vencer.

O que me preocupa bastante é a queda brutal de rendimento de Felipe Massa. A derrota para Kimi no GP da França fez muito mal à cabeça do brasileiro, que agora está constantemente mais lento em relação ao companheiro - foi apenas o terceiro.

De qualquer forma, os três pilotos citados acima terão que se doar completamente nesse domingo para conseguirem a vitória. Acho muito pouco provável que Hamilton seja liberado para participar da prova, seria um grande risco à sua integridade. Por isso, Kimi, Fernando e Felipe terão uma chance de ouro para descontar a diferença de Lewis na corrida pelo título.

Se for para cravar um palpite hoje, apostaria na vitória de Alonso, pois a McLaren parece um pouco mais firme do que a Ferrari para a corrida.

Isso se não chover. Daí, vai ser um "Deus nos acuda".

GP da Europa - Treino Classificatório

1º) Kimi Raikkonen (Ferrari/FIN) - 1:31.450
2º) Fernando Alonso (McLaren-Mercedes/ESP) - 1:31.741
3º) Felipe Massa (Ferrari/BRA) - 1:31.778
4º) Nick Heidfeld (BMW/ALE) - 1:31.840
5º) Robert Kubica (BMW/POL) - 1:32.123
6º) Mark Webber (Red Bull-Renault/AUS) - 1:32.476
7º) Heikki Kovalainen (Renault/FIN) - 1:32.478
8º) Jarno Trulli (Toyota/ITA) - 1:32.501
9º) Ralf Schumacher (Toyota/ALE) - 1:32.570
10º) Lewis Hamilton (McLaren/ING) - 1:33.833

11º) Nico Rosberg (Williams-Toyota/ALE)
12º) Alex Wurz (Williams-Toyota/AUT)
13º) Giancarlo Fisichella (Renault/ITA)
14º) Rubens Barrichello (Honda/BRA)
15º) Anthony Davidson (Super Aguri-Honda/ING)
16º) Takuma Sato (Super Aguri-Honda/JAP)

17º) Jenson Button (Honda/ING)
18º) Scott Speed (Toro Rosso-Ferrari/EUA)
19º) Vitantonio Liuzzi (Toro Rosso-Ferrari/ITA)
20º) David Coulthard (Red Bull-Renault/ESC)
21º) Adrian Sutil (Spyker-Ferrari/ALE)
22º) Markus Winkelhock (Spyker-Ferrari/ALE)

Indícios para uma ótima classificação

Segurem o “homem de gelo” porque ele está empolgado, confortável no carro e muito bem no script para conquistar mais uma vitória na temporada 2007. Na manhã deste sábado, Kimi Raikkonen liderou o terceiro treino livre para o GP da Europa ao cronometrar 1min31s396, 0s231 mais veloz que seu adversário do fim de semana, Lewis Hamilton.

O finlandês da Ferrari completou 18 voltas na sessão, assim como seu companheiro de equipe, Felipe Massa, que ficou apenas em quinto por conta de um erro cometido em sua volta lançada com os pneus macios. Já a McLaren finalizou 12 passagens com o inglês e 11 com Fernando Alonso, o terceiro colocado.

Podemos compreender, com base nisso, que o time de Woking guardou forças para o treino classificatório de logo mais, às 9h00 (de Brasília). Um indício, portanto, de teremos uma definição do grid bastante acirrada como a de Silverstone entre os protagonistas do certame.

Some-se a essa batalha a BMW que, correndo em casa, pode de repente se intrometer no confronto do G-4. No ensaio desta manhã, Robert Kubica foi o quarto colocado, enquanto Nick Heidfeld ficou em sétimo. Nesse bolo das primeiras colocações também figurou o alemão Nico Rosberg, o sexto com bólido da Williams.

A classificação promete ser muito boa, exceto para os pilotos da Renault, que confirmaram estar perdidinhos na busca por um bom acerto no circuito de Nürburgring. Giancarlo Fisichella registrou o 16º posto hoje, contra um ainda mais decepcionante 18º lugar de Heikki Kovalainen.

Rubens Barrichello também não deve estar nada feliz para a décima prova do Mundial. Foi o 17º no TL 3, cinco posições atrás de seu parceiro de Honda, Jenson Button. Aposto, porém, numa ligeira melhora do brasileiro para o grid; o coloco em 13º.

Lá na frente, acredito que as posições de largada serão muito semelhantes às observadas nesses três ensaios livres. Raikkonen é meu palpite para a pole, lembrando que foi nesse mesmo circuito que ele conseguiu, em 2003, sua primeira conquista da posição de honra. Hamilton deve se firmar mesmo ao lado do finlandês na primeira fila, seguido do atual bicampeão da categoria e de Felipe Massa. Kubica e Rosberg fecharão a lista dos seis primeiros.

E você, qual a sua aposta?

Treino livre 3
1) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 1min31s396 (18 voltas)
2) Lewis Hamilton (ING/McLaren), 1min31s627 (12)
3) Fernando Alonso (ESP/McLaren), 1min32s039 (11)
4) Robert Kubica (POL/BMW), 1min32s039 (18)
5) Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min32s217 (18)
6) Nico Rosberg (ALE/Williams), 1min32s344 (16)
7) Nick Heidfeld (ALE/BMW), 1min32s581 (20)
8) Mark Webber (AUS/Red Bull), 1min32s632 (16)
9) David Coulthard (ESC/Red Bull), 1min32s679 (18)
10) Ralf Schumacher (ALE/Toyota), 1min32s788 (21)
11) Vitantonio Liuzzi (ITA/Toro Rosso), 1min32s841 (20)
12) Jenson Button (ING/Honda), 1min32s869 (18)
13) Jarno Trulli (ITA/Toyota), 1min32s936 (20)
14) Scott Speed (EUA/Toro Rosso), 1min32s974 (14)
15) Alexander Wurz (AUT/Williams), 1min33s154 (16)
16) Giancarlo Fisichella (ITA/Renault), 1min33s214 (17)
17) Rubens Barrichello (BRA/Honda), 1min33s229 (19)
18) Heikki Kovalainen (FIN/Renault), 1min33s484 (13)
19) Anthony Davidson (ING/Super Aguri), 1min33s792 (20)
20) Takuma Sato (JAP/Super Aguri), 1min33s945 (19)
21) Adrian Sutil (ALE/Spyker), 1min34s423 (20)
22) Markus Winkelhock (ALE/Spyker), 1min36s090 (19)