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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Histórias quase iguais

Tal qual Felipe Massa no princípio, mas com um desfecho diferenciado. Há exatos oito anos, Mika Hakkinen alinhou o carro da McLaren na terceira posição do grid para o Grande Prêmio da Hungria, que teve como pole-position a Ferrari de Michael Schumacher.

Ao se apagarem as luzes vermelhas, o finlandês enterrou o favoritismo do alemão com uma bela largada, assumindo a ponta no contorno da primeira curva, numa manobra pelo lado interno da pista.

Na semana retrasada, foi a vez de uma Ferrari aplicar um “golpe” semelhante na rival prateada. De diferente, apenas a trajetória escolhida — já que o brasileiro despachou as McLaren de Lewis Hamilton e Heikki Kovalainen pela linha de fora do traçado — e o fim da trama, pois Hakkinen ganhou a corrida de 2000. Felipe não; foi traído pelo equipamento quando faltavam três voltas para acabar o GP.

domingo, 3 de agosto de 2008

Coisas do esporte

Juan Manuel Fangio se foi há 13 anos, mas uma brilhante frase do argentino jamais sumirá enquanto existirem as competições do esporte a motor: “Carreras son carreras”. Corridas são corridas e só acabam após a bandeirada.

Faltaram três voltas para Felipe Massa concretizar em vitória uma de suas mais belas atuações na Fórmula 1. Uma largada arrojada e calculada para saltar de terceiro para a liderança. Uma tocada firme e constante durante todo o GP para o espanto de todos que apostavam no domínio das McLaren. Uma dose de sorte com o problema de pneu enfrentado por Lewis Hamilton. Um motor estourado no finzinho da etapa. Revolta, decepção, lágrimas.

O brasileiro não levou, mas foi o grande nome da corrida húngara. Pilotou soberano do princípio ao fim. Uma pena que o desfecho tenha lhe tirado chance de retomar a liderança da classificação. Saiu no prejuízo ao cair para a terceira posição da tabela.

Azar de uns, sorte de outros. No caso, o sortudo do dia foi Heikki Kovalainen, o centésimo vencedor da história da categoria. Caiu no seu colo esta conquista, mas o finlandês pouco se importou, vibrando muito no pódio. Certo ele, um nórdico fora dos padrões de frieza. Este sorri e fala bastante, ao contrário do compatriota Kimi Raikkonen.

O campeão do mundo terminou em terceiro, numa atuação semelhante a que havia exibido em Hockenheim. “Morto” nos treinos e durante dois terços da corrida, porém extremamente veloz no final. Difícil entender. Com os problemas dos rivais, colocou-se novamente na briga pelo Mundial, embora seja pouco merecedor — ao menos por enquanto — do bicampeonato.

Entre os finlandeses, a boa surpresa da etapa: Timo Glock. Uma nova mostra de que os acidentes, de maneira inexplicável, costumam fazer bem aos pilotos. O tedesco bateu forte na Alemanha e voltou com toda a corda em Budapeste, tirando proveito da também surpreendente adaptação da Toyota ao traçado de Hungaroring. Um desempenho que tende a ser mantido para o GP da Europa, nas ruas de Valência, em função das características do circuito.

Além da equipe japonesa, quem sai contente da prova de Budapeste é a Renault. O time francês pontuou com seus dois carros. Tanto Fernando Alonso (4º) quanto Nelson Piquet (6º) andaram no limite com um carro que demonstrou certa evolução. No caso do brasileiro, destaque também por ter feito a quarta melhor volta da corrida. Está acelerando para valer o rapaz.

Ensanduichado pelas Renault, Lewis Hamilton saiu no lucro daquele que podia ser um dia de plena lamentação. O quinto lugar o deixou com cinco pontos de vantagem sobre Kimi Raikkonen na liderança do certame, mas ao mesmo tempo com o alerta de que a Ferrari segue forte na briga pelo caneco.

Quem vai se distanciando da batalha pelo título é a BMW. A escuderia alemã viveu um domingo sem brilho com seus dois pilotos. Robert Kubica até andou em quarto no princípio de corrida, só que sumiu depois da primeira parada de box. Chegou em oitavo, atrás da Toyota de Jarno Trulli. Nick Heidfeld, que na opinião deste escriba cai fora do time no fim do ano, ficou em décimo.

Uma corrida de vários problemas com as mangueiras de reabastecimento. Sébastien Bourdais, Rubens Barrichello, Kazuki Nakajima, alguém mais? Creio que só. No caso do brasileiro da Honda, a demora no pit estragou a tocada razoável que vinha imprimindo. De 13º foi para 16º.

McLaren na frente, com Hamilton, no Mundial de Pilotos. Ferrari em primeiro entre os Construtores. Sete corridas pela frente e três pilotos com totais condições de faturar a taça. A Ferrari já foi favorita, a McLaren desembarcou na Hungria como nova estrela, mas surpreendida pela rival até a antepenúltima volta. E agora? Respostas só daqui a três semanas, na Espanha.

sábado, 2 de agosto de 2008

Ele é 10!

A pole-position de Lewis Hamilton em Hungaroring foi a quarta do jovem britânico na temporada 2008, a décima de sua carreira. Dez poles em um ano e meio na competição, ou em 28 GPs disputados para ser mais exato. Um belo saldo no currículo deste “novato”.

Para termos noção da impressionante trajetória seguida pelo britânico, nada melhor do que compará-lo com os dois maiores ponteiros do grid na história da Fórmula 1: Ayrton Senna e Michael Schumacher.

O tricampeão, que por muito tempo deteve o recorde de 65 poles, acumulou sete em dois anos de categoria. Todas as sete alcançadas na segunda temporada do brasileiro, com a equipe Lotus.

Já Schumacher, recordista do quesito com 68 poles, demorou cerca de dois anos e meio para anotar sua primeira posição de honra no grid. Foi em seu 42º Grande Prêmio, a etapa de Mônaco de 1994.

Só neste ano, Hamilton terá mais sete provas para tentar sair de novo na frente. Terá chances de se aproximar do recorde um dia? A única certeza de momento é a de que iremos acompanhar!

Supremacia prateada

Surpresa mesmo apenas o bom desempenho da Toyota, em particular com Timo Glock, numa bela quinta posição — a melhor colocação de largada na carreira do alemão. No mais, tudo dentro do esperado para o ensaio classificatório do GP da Hungria, finalizado agora há pouco.

Deu McLaren na primeira fila do grid, com Lewis Hamilton novamente na pole; Felipe Massa fez uso de sua competência em treinos para alcançar um suado terceiro lugar; Robert Kubica, no mesmo estilo do brasileiro, faturou um ótimo quarto posto para a BMW; Kimi Raikkonen esteve de novo apagado (que raios de campeão é esse?) numa modesta sexta colocação; Nelson Piquet, em ritmo satisfatório, levou a décima passagem; as Force India ocuparam o fim do grid e Rubens Barrichello (vexame) amargou a 18ª vaga.

Perspectivas para uma boa corrida? Na verdade, não muitas. Considerando as características de Hungaroring e a vantagem da McLaren para o restante da turma, é de se esperar um Grande Prêmio sonolento e sem graça. Talvez haja alguma emoção no grupo intermediário, com Kubica, Raikkonen e quem sabe Glock brigando pelo quarto lugar.

Lá na frente, Hamilton tende a disparar e Massa a disputar a segunda posição com Kovalainen. Ah, mas alguém pode dizer que a Ferrari encosta um pouco na McLaren em ritmo de prova... É verdade, deve se aproximar, mas não o suficiente para tirar o favoritismo do elenco prateado.

Se não errar e escapar de qualquer problema mecânico, dificilmente Lewis perde essa. Foi assim no ano passado e tudo leva a crer que seguirá o mesmo caminho amanhã. Um caminho importante para a luta pelo título.

Grid de largada
1) Lewis Hamilton (ING/McLaren), 1min20s899
2) Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 1min21s140
3) Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min21s191
4) Robert Kubica (POL/BMW), 1min21s281
5) Timo Glock (ALE/Toyota), 1min21s326
6) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 1min21s516
7) Fernando Alonso (ESP/Renault), 1min21s698
8) Mark Webber (AUS/Red Bull), 1min21s732
9) Jarno Trulli (ITA/Toyota), 1min21s767
10) Nelson Piquet (BRA/Renault), 1min22s371

Q2
11) Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso), 1min20s144
12) Jenson Button (ING/Honda), 1min20s332
13) David Coulthard (ESC/Red Bull), 1min20s502
14) Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), 1min20s963
15) Nico Rosberg (ALE/Williams), sem tempo

Q1
16) Nick Heidfeld (ALE/BMW), 1min21s045
17) Kazuki Nakajima (JAP/Williams), 1min21s085
18) Rubens Barrichello (BRA/Honda), 1min21s332
19) Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), 1min21s670
20) Adrian Sutil (ALE/Force India), 1min22s113

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Carta na manga e surpresa brasileira

O chifre prateado instalado sobre o bico do carro entrou em cena no segundo treino livre desta sexta-feira, em Budapeste, garantindo à McLaren o domínio da sessão com Lewis Hamilton. E para a tristeza da Ferrari, havia mais do que um chifre no caminho durante o ensaio vespertino. A Renault resolveu entrar na parada.

Nelson Piquet, olha ele, fechou o dia com o segundo tempo, perdendo apenas para o líder do campeonato. Nada melhor do que correr numa pista de boas recordações — venceu as duas corridas húngaras de 2006 quando estava na GP2 — logo após o primeiro pódio na Fórmula 1.

À frente das Ferrari ficaram ainda Heikki Kovalainen e Fernando Alonso. O time italiano apareceu somente em quinto e sexto, com Kimi Raikkonen e Felipe Massa, respectivamente. Desta vez, os dois andaram durante todo o treino com a tampa-bigorna que cobre o motor. Tudo indica que correrão com o aparato, mesmo que a peça não demonstre ser suficiente para alcançar a McLaren.

Na BMW, a situação também não vai nada bem, embora já fosse algo esperado em função das características do circuito de Hungaroring e do carro alemão. Nick Heidfeld ficou em sétimo, seguido do companheiro Robert kubica.

Triste mesmo foi o desempenho de Rubens Barrichello. O brazuca da Honda só não foi o último de fato porque Sebastian Vettel enfrentou problemas no bólido da Toro Rosso. Pelo visto, mais um fim de semana decepcionante para o currículo do veterano.

O terceiro treino livre costuma ser pouco esclarecedor sobre o desempenho das equipes para a classificação. Mas como tem gente importante que precisa encontrar de qualquer maneira alguns décimos de segundo, talvez tenhamos um ensaio interessante.

Reação italiana

Tudo bem que foi apenas um treino livre, mas serviu de esperança para aqueles que acreditavam que a Ferrari levaria uma sova da McLaren desde o princípio das atividades em Budapeste. Não levou, ao menos por enquanto.

A escuderia italiana foi a mais veloz do ensaio matinal desta sexta-feira. Felipe Massa liderou a turma, seguido do companheiro Kimi Raikkonen. O brasileiro marcou seu melhor tempo com a carenagem estilo bigorna. O finlandês, com a cobertura do motor convencional.

Logo mais, os dois terão mais 1h30 para decidir com qual aparato correr ao longo do fim de semana. Uma dúvida cruel e importante, que só deve ter uma resposta definitiva e revelada no sábado.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Seja o que Deus quiser

Estréia programada ou ação no desespero? Questionado sobre a tampa-bigorna durante a entrevista coletiva desta quinta-feira, Kimi Raikkonen disse que a Ferrari testará o aparato em moda nos treinos livres de amanhã.

Curiosa esta situação. No ano passado, a equipe fez inúmeros testes antes de usar em corrida o par de calotas dianteiras em seus carros. Agora, com apenas algumas horas de avaliação da carenagem do motor, pode colocá-la em prova já na Hungria. Realmente, uma tática muito bem planejada...

Belo passado verde-amarelo

Em 22 anos de GP da Hungria, o Brasil foi o país que alcançou o maior número de vitórias. Foram seis: três com Ayrton Senna (88, 91 e 92), duas com Nelson Piquet (86 e 87) e uma com Rubens Barrichello (2002). O recordista de vitórias, entanto, é Michael Schumacher, com quatro conquistas (94, 98, 01 e 04).

Pertence ao alemão também o maior número de pole-positions. Foram sete em 13 participações. Senna é o segundo da lista, com três, seguido de Mika Hakkinen e Riccardo Patrese, com duas. Rubens Barrichello largou por uma vez na posição de honra do grid, em 2002.

Das proezas verde-amarelas em território húngaro, vale ainda destacar as duas dobradinhas alcançadas, em 1986 e 1987, ambas com Piquet e Senna. Neste ano já tivemos Piquet Jr. e Felipe Massa no pódio de Hockenheim. Será que conseguem repetir a dose em Budapeste? Muito difícil, mas quem sabe...

A largada da 11ª etapa da temporada 2008 está marcada para as 9h00 do domingo, no horário de Brasília.

Ficha técnica - GP da Hungria

Circuito de Hungaroring, em Budapeste
Extensão: 4.381 m
Voltas: 70 (306.663 km)
Número de curvas: 13 (8 para a esquerda, 5 para a direita)
Velocidade máxima: 310 km/h
Provas realizadas: 22
Recorde de pole-position: Michael Schumacher em 2004 com a Ferrari (1min19s146)
Melhor volta em corrida: Michael Schumacher em 2004 com a Ferrari (1min19s071)

Decisões e conquistas marcantes

Por duas vezes, Hungaroring foi o palco da decisão do título mundial. Em 1992, mesmo perdendo a vitória para Ayrton Senna, Nigel Mansell faturou seu único caneco na categoria ao completar a disputa na segunda posição. Nove anos depois, era a Ferrari que comemorava a taça de construtores, graças à dobradinha de Michael Schumacher e Rubens Barrichello.

Para dois pilotos que ainda estão no grid a Hungria também traz ótimas recordações. Foi lá que Fernando Alonso venceu pela primeira vez, em 2003 com a Renault, e se tornou o mais jovem vencedor da história com 22 anos e 26 dias. Jenson Button, no ano retrasado, enfim conseguiu subir ao topo do pódio e de Honda! Foi a primeira e, até o momento, única consagração da carreira do inglês.

Na turma dos aposentados, Thierry Boutsen guarda a lembrança de ter conquistado em Budapeste a sua terceira e última vitória na Fórmula 1. Foi em 1990, com a Williams, após ter saído da pole-position. O belga só não levou a melhor volta, que ficou com Riccardo Patrese, seu parceiro de equipe.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Particularidades de Budapeste

"Damon Hill, de Arrows, despacha a Ferrari de Schumacher em 1997".

Por ser uma pista de retas curtas e curvas fechadas, considerada como um kartódromo pelos pilotos pelo fato do estilo de pilotagem lembrar o do kart — guia-se atacando as curvas e imprimindo uma condução bastante agressiva —, o circuito de Hungaroring provou em sua história que nem sempre o melhor carro vence por lá.

A chave para o sucesso está no conjunto carro, piloto e pneu, sendo que o papel do piloto é de suma importância. O desgaste físico por conta do calor é brutal e a mão-de-obra para agüentar as atuais 70 passagens não costuma ser das mais fáceis. Por isso, a habilidade pessoal pode superar a deficiência da falta de um monoposto rápido.

A prova maior disso foi vista em 1997 com Damon Hill. O inglês, pilotando uma modesta Arrows, só não venceu porque teve problemas na última volta. Conseguiu ainda cruzar a linha de chegada em segundo, atrás da Williams de Jacques Villeneuve.

Largar na frente, entretanto, é essencial para se brigar pela vitória. Das 22 edições do GP da Hungria, o pole venceu 11 vezes e em 14 provas o vencedor partiu da primeira fila. Claro que houve grandes exceções, como a conquista de Nigel Mansell em 1989 com a Ferrari, após sair em 12º, e a de Jenson Button em 2006, quando alinhou em 14º com o equipamento da Honda.


Por falar na corrida de 2006, teve um charme especial por ter sido a primeira etapa húngara realizada com chuva. Até então, nem mesmo em treino havia caído uma mísera gota de água por aquelas bandas.

No ano passado, com sol em todos os dias de atividades na pista, a McLaren deu um banho na concorrência desde os treinos livres. A corrida em si não teve muito brilho, sendo vencida por Lewis Hamilton. O melhor ato da “trama” aconteceu durante a classificação, quando Fernando Alonso usou da malandragem para prejudicar o então companheiro Lewis nos boxes.

O espanhol demorou em voltar para a pista, impediu o britânico de tentar a última volta lançada e foi penalizado pela maracutaia com a perda de cinco posições no grid. De pole-position para sexto colocado; para a alegria do “negão”, que ficou com a ponta da “grelha”.

Para este fim de semana, o canal “Weather Channel” prevê temperaturas elevadas em Budapeste, com máxima de 31ºC e mínima de 19ºC. Nos testes coletivos, os indícios foram de favoritismo dos carros prateados. É o que devemos ver realmente, caso o GP húngaro não apronte uma nova surpresa.

Memórias brasileiras em sólo húngaro

Em semana de Grande Prêmio, um propício resumo do GP da Hungria de 1986 para matarmos saudade dos bons tempos da Fórmula 1. Foi a primeira corrida realizada no país do leste europeu, que registrou dobradinha do Brasil no pódio e uma das mais belas ultrapassagens da história da categoria. Um duelo entre Piquet e Senna de causar arrepio!

A obra de arte foi concluída em dois atos, ambos realizados no fim da reta principal. No primeiro, Piquet tentou ganhar a liderança da prova com uma ultrapassagem por dentro da curva, mas acabou espalhando e, com isso, Senna retomou a dianteira.

Na segunda tentativa, porém, Nelson foi impecável e extremamente arrojado para segurar um carro com 1200 hp escorregando de lado, com os pneus travados e em uma manobra por fora. Senna tentou defender a posição até o limite, mas teve de ceder ao talento do adversário, que conseguiu um feito genial. “O momento mais bonito da história da F-1”, definiu o tricampeão Jackie Stewart.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Análise pós-etapa húngara

Como era de se imaginar, deu McLaren no GP da Hungria de altos e baixos. Em síntese, foi uma etapa muito acalorada durante e após o treino de classificação, mas que ao mesmo tempo registrou uma corrida monótona, de poucas ultrapassagens e de fiasco total por parte dos brasileiros. Façamos, portanto, uma análise de cada um dos participantes desta história.

- Lewis Hamilton, mais uma vez, errou quando podia. Rodou no treino livre de sexta-feira, mas foi impecável no restante do fim de semana. Só não fez a pole, na pista, porque acabou atrapalhado propositalmente pelo companheiro de equipe. Está certo que o inglês também contribuiu para a explosão do clima de tensão na McLaren ao não acatar a ordem do patrão Ron Dennis, que solicitou que ele desse passagem a Alonso durante a sessão classificatória. Na corrida, fez o necessário para conquistar a vitória e sequer deu trela para a pressão imposta por Raikkonen.

- Kimi Raikkonen, que havia destacado a necessidade de precisar chegar à frente de seus rivais para ainda sonhar com o título, deixou a desejar. Tudo bem que terminou em segundo, colado em Hamilton, mas em nenhum momento o finlandês tentou atacar o inglês da McLaren. O fato de ter registrado a melhor volta da corrida na passagem final foi um indício de que o ferrarista tinha carro para lutar pela vitória.

- Nick Heidfeld alcançou um belo terceiro lugar para a BMW, o segundo nesta temporada, mas o primeiro em condições normais de pressão e temperatura — a segunda posição conquistada no Canadá se deveu mais aos incidentes, punições e desclassificações que marcaram a rodada. Seu desempenho na classificação também foi digno de destaque, ao superar as Ferrari e garantir o terceiro giro. De ruim, só teve a largada, quando perdeu o segundo posto para o “homem de gelo”.

- Fernando Alonso, o novo mestre das maracutaias do circo, só não venceu a corrida por conta de sua malandragem. Mesmo se largasse atrás de Hamilton, teria um melhor ritmo de prova e conseguiria a quarta vitória no ano. Mas optou pelo lado negro da força, acabou punido com a perda de cinco posições e obteve a quarta colocação. Seu único ganho foi aumentar a insatisfação com a equipe prateada, da qual pode se desvincular prematuramente no fim do ano. Uma pena.

- Robert Kubica, assim como Heidfeld, adotou uma estratégia de três pit-stops e faturou com isso o quinto lugar. Apesar do bom resultado, não conseguiu em nenhum momento andar no mesmo ritmo do companheiro de equipe, ao contrário do que vinha acontecendo nas últimas etapas.

- Ralf Schumacher dificilmente se aposentará no final desta temporada, para a tristeza de muitos críticos do alemão, entre os quais me incluo. Temos de admitir, porém, que o alemão fez uma boa corrida. Largou em quinto, administrou bem a pressão imposta por Alonso durante o primeiro terço da disputa e terminou em sexto, seu melhor resultado no certame atual.

- Quarto no grid, após a punição de Alonso, Nico Rosberg enfim voltou a pontuar depois de um jejum de seis etapas. O alemão completou o GP em sétimo e foi um dos destaques da prova, por conseguir imprimir um bom ritmo com o modesto carro da Williams. Se a McLaren realmente se separar de Fernandinho, deveria analisar com carinho a contratação deste jovem tedesco.

- Heikki Kovalainen mais uma vez galgou um pontinho para a Renault. Foi o oitavo e alcançou um feito inédito em sua carreira ao marcar pontos em três provas consecutivas. Agora, está apenas um tento atrás de Giancarlo Fisichella, a quem necessita superar para ter seu passe mais valorizado para o mercado de 2008. Aliás, cabe aqui uma pergunta: para onde irá o finlandês caso Alonso volte para o time francês?

- Confesso que não notei Mark Webber nesta corrida. O australiano da Red Bull chegou em nono, melhorando um lugar em relação à largada. Bom para ele.

- A largada horrorosa, como ele mesmo definiu na conversa com os mecânicos, interferiu no desempenho de Jarno Trulli em Budapeste. Foi o décimo e ampliou para quatro a sua seqüência de provas sem pontuar.

- David Coulthard, 11º, foi outro que passou despercebido na Hungria. A Red Bull, pelo visto, deu muitas asas aos seus pilotos.

- Sem carro para brigar pelas primeiras posições, Giancarlo Fisichella sabe que precisa pelo menos andar na frente de Kovalainen. Não conseguiu, foi somente o 12º. É verdade que a perda do oitavo lugar no grid atrapalhou muito a corrida do italiano, que foi obrigado a partir do 13º posto por ter atrapalhado Sakon Yamamoto no treino de classificação.

- Uma equipe como a Ferrari e um piloto como Felipe Massa não poderiam ter dado um vexame tão grande como o que orquestraram em Hungaroring. Erraram no treino, na tática de corrida, em tudo. O único acerto veio nas declarações do brasileiro, ao dizer que esta foi a pior etapa de sua carreira. Saiu em 14º, chegou em 13º. Mesmo que a escuderia italiana tente repetir um novo papelão como este, dificilmente conseguirá fazê-lo. Digo o mesmo quanto ao brazuca.

- O que falar de Alexander Wurz, o 14º com o bólido da Williams? Será que vale a pena discutir sobre seu gesto de irritação, sinalizando paz e amor com a mão direita, ao ultrapassar a Spyker retardatária de Adrian Sutil? Acho que não.

- Já Takuma Sato foi bravo em andar na frente de Felipe Massa até a primeira parada de ambos nos boxes. O incrível é que o japonês da Super Aguri estava com um carro tão pesado quanto o do brasileiro. No fim, acabou em 15º.

- Sebastian Vettel perdeu do companheiro Liuzzi na classificação, mas ao menos terminou sua corrida de estréia na Toro Rosso, em 16º. Foi discreto no fim das contas, mais que o previsto.

- Terminar a corrida sem ser o último vale como um ponto para a Spyker, que foi a penúltima colocada com Adrian Sutil. Parabéns ao time e ao piloto.

- Rubens Barrichello conseguiu. Pela primeira vez em 14 anos de F-1 foi o último colocado de um GP. Não teve condições de brigar sequer com a Spyker. Deprimente, vergonhoso e triste episódio. Ele disse chorar durante 23 das 24 horas do dia. Deveria, no entanto, enxugar as lágrimas e trabalhar mais para tirar a Honda do brejo.

- Vitantonio Liuzzi, Anthony Davidson, Jenson Button e Sakon Yamamoto representaram as baixas desta etapa. Nada a dizer sobre eles.

- Em termos de campeonato, não há dúvidas de que a McLaren está a um bom passo de conquistar o título. Mas devemos nos lembrar que Hamilton e Alonso ainda vão se cruzar pelas próximas etapas, o que não aconteceu na Hungria. E as chances de saírem faíscas nos encontros são consideráveis.

- Por último, deixo meu único palpite: a decisão será novamente em nossa terra, no circuito de Interlagos.

Hamilton, o campeão de 2007?

Parece que a ficha ainda não caiu para muitos de nós, que acompanhamos o Mundial de Fórmula 1: Lewis Hamilton, jovem estreante e também primeiro negro a competir na categoria, está cada vez mais próximo da conquista do título de 2007.

Depois de ver quebrada, no GP da Europa, a sua seqüência de nove pódios consecutivos, o novato inglês voltou com estilo a participar da festa do champanhe e da melhor maneira possível; com vitória no GP da Hungria, disputado ontem.

Hamilton alcançou seu terceiro triunfo no campeonato, ampliou para sete pontos a vantagem na classificação sobre o companheiro Fernando Alonso e — o mais importante de tudo — saiu como vitorioso no fim de semana de maior tensão interna enfrentado pela McLaren, derrotando o forte parceiro bicampeão.

Na corrida, conseguiu manter a concentração durante 70 voltas para vencer os desafios de Hungaroring, que se por um lado oferece um espetáculo sonolento e chato para os torcedores, por outro acarreta um expressivo desgaste físico para os pilotos. Perde-se em torno de dois quilos e meio em uma prova na Hungria.

Lewis liderou de ponta-a-ponta. De negativo nesta etapa, só teve o erro cometido no treino livre de sexta-feira, quando rodou e ficou parado na brita, e o bate-boca (se é que realmente existiu) com Ron Dennis.

Segundo reportagens, o piloto xingou seu patrão após não ter conseguido cruzar a linha de chegada a tempo de abrir sua última tentativa de volta rápida no treino de classificação. Teria inclusive mandado o sério e frio dirigente tomar naquele lugar.

Neste ponto, penso que o “negão” poderia ter sido bem mais brando, afinal, foi Dennis quem apostou em sua carreira quando ele ainda estava nos primeiros anos da adolescência. Hamilton só pôde mostrar seu enorme talento porque teve o voto de confiança da McLaren. E se realmente confirmar o título mundial, será pelos méritos de genial piloto que é, mas também pela competência do time de Woking, que lhe garantiu um carro fantástico para o certame.

Já se foram 11 corridas, restaram apenas seis. Conseguirá alguém tirar o caneco das mãos do inglês?

sábado, 4 de agosto de 2007

Alonso perde cinco posições


O cabisbaixo Alonso, durante o sábado, antes de saber da punição

Anunciado quase no domingo, pelo horário da Hungria: o espanhol Fernando Alonso foi punido pela Federação Internacional de Automobilismo com a perda de cinco posições no grid de largada em decorrência da atitude prejudicial ao seu companheiro Lewis Hamilton durante a definição da pole, neste sábado. Com isso, Hamilton partirá da primeira posição, seguido por Heidfeld, Raikkonen, Rosberg e Ralf Schumacher. Alonso sai em sexto. Além disso, a McLaren foi punida, e se Alonso e Hamilton chegarem entre os oitos primeiros na prova os pontos não serão contabilizados para o Mundial de Construtores.

Em poucas palavras: não era pra tanto.

Represália

Ora, vejam só vocês: a atitude tão polêmica de Fernando Alonso e seus mecânicos, de demorar bastante para sair do pitlane e, assim, impedir que Lewis Hamilton fizesse as alterações no carro e saísse para uma última volta rápida, foi uma espécie de punição ao jovem inglês.

Ron Dennis
falou à imprensa que o culpado pelo problema foi o próprio Hamilton que, no início da sessão, havia recebido a ordem para desacelerar e deixar Alonso abrir sua tentativa primeiro, mas não a cumpriu, quebrando assim a seqüência previamente programada pela McLaren.

Será esse um caso de insubordinação devidamente punido ou uma desculpa mais do que esfarrapada?

Com a palavra, os internautas.

Malandragem, uma receita antiga

A tática de malandro adotada por Fernando Alonso para conquistar a pole-position do GP da Hungria me fez lembrar, de imediato, um episódio muito parecido — em termos de intenção — que foi registrado há 21 anos, mais precisamente no dia 27 de julho de 1986, no GP da Alemanha, em Hockenheim.

O cenário da trama era também bastante semelhante ao que temos acompanhado na temporada atual: uma equipe inglesa e uma dupla de pilotos composta por um inglês e um latino. No caso, tínhamos a Williams, Nigel Mansell e Nelson Piquet.

A volta era a de número 15 da corrida alemã. O brasileiro estava na liderança, enquanto o “Leão” aparecia em sexto, protagonizando uma bela escapada de pista após errar uma freada, o que comprometeu os pneus de seu carro.

A Williams, então, se preparou para receber o inglês, mas quem entrou nos boxes, de propósito, foi Piquet, para o desespero dos dirigentes da equipe. Mansell teve que completar mais uma volta com os pneus deteriorados e enterrou suas chances de lutar pela vitória.

Quem não gostou nada da tática esperta de Nelson foi Patrick Head, sócio de Frank Williams, que ficou desesperado no pit-lane, xingando tudo e a todos. Ninguém duvidava naquela época que o time britânico tinha mais simpatia pelo “Leão”. Piquet era quem mais sabia disso e, por tal motivo, fazia das suas para conseguir vencer o rival.

E assim ele conquistou o topo do pódio em Hockenheim. Quanto a nós, brasileiros, não reclamamos nem um pouco dessa malandragem.

Registro das lentes sobre a classificação

Uma imagem que fala por si mesma.

“Realmente não há muito que dizer. Vocês viram o que aconteceu”. Palavras de Lewis Hamilton sobre o golpe de malandro que levou de seu companheiro, Fernando Alonso.

Ron Dennis com expressão de poucos amigos ao lado do preparador físico de Alonso. “E eu achava que controlar Senna e Prost era difícil...”, deve estar se dizendo o dirigente inglês.

Para que a malandragem surtisse efeito, Alonso teria de ser impecável na pista. E realmente foi; com uma pilotagem digna de um bicampeão do mundo, que lhe rendeu um tempo 0s107 superior ao de Hamilton.

Lewis conversa com um de seus engenheiros, após o treino. Com certeza, fará tudo e mais um pouco para superar o espanhol neste domingo.

Nick Heidfeld, esquecido em meio à polêmica gerada em torno da McLaren, desbancou a Ferrari de Kimi Raikkonen e larga numa ótima terceira posição com o carro da BMW. E foi justamente na Hungria, em 2006, que o alemão conseguiu seu primeiro pódio guiando pelo time bávaro.

Por essa ninguém esperava: Felipe Massa largando apenas em 14º. Provavelmente, foi um problema no carro que prejudicou o fim de semana do brasileiro. Aquele erro cometido na última curva de sua primeira volta rápida não foi suficiente para matar completamente a tentativa. O certo é que o brasileiro vai ter que remar muito para conseguir algo de bom amanhã. A chuva neste caso seria um bom negócio, pois Felipe teria chances de se recuperar na pista e na credibilidade quanto ao seu desempenho em piso molhado.

O “homem de gelo” não se achou em Hungaroring. Só não vai largar mais atrás porque seu companheiro teve um dia de azar.
Se tivessem feito a classificação com esses dois belos, porém barulhentos e fumacentos, Trabants, talvez Jenson Button e Rubens Barrichello tivessem conseguido algo melhor que o 17º e 18º lugares. Será que ainda não dá para trocarem de carro?

Tudo conforme o imaginado


Heidfeld, um dos melhores do ano

Agora, falemos do treino classificatório de um modo mais geral. A expectativa de que a McLaren teria uma vantagem considerável na pista de Budapeste se confirmou amplamente, com a dobradinha Alonso-Hamilton. Não foram ameaçados em nenhum momento, talvez pudessem, até mesmo, ficar próximos da casa de 1:18.

O mais surpreendente foi o fraco desempenho da Ferrari. Tão deficiente a ponto de Raikkonen, único piloto da escuderia italiana a passar para a Superpole, não conseguir superar o constante Nick Heidfeld e sua BMW - diga-se, é a melhor posição de largada da equipe alemã neste ano. Fica no ar, assim, a possibilidade de presenciarmos novamente um pódio sem a presença de um ferrarista, algo que já aconteceu no GP do Canadá.

Aliás, muito decepcionante o resultado de Felipe Massa. Após deixar todos com uma pulga atrás da orelha no último treino livre, quando marcou o primeiro tempo, o brasileiro teve algum tipo de problema na primeira volta rápida da segunda parte da classificação e não conseguiu baixar sua marca na segunda tentativa. O carro parecia bastante desequilibrado, mas ainda não dá pra afirmar se houve alguma quebra ou simplesmente erro de pilotagem. Massa terá que suar bastante para não deixar as McLaren dispararem na ponta do campeonato.

Outros destaques: desempenho pífio da Honda, desempenho fraco de Vettel com a Toro Rosso e desempenho satisfatório da Toyota, colocando os dois pilotos entre os dez primeiros.

Acho que dessa vez não teremos chuva na hora da corrida e, se isso acontecer mesmo, vai ser um vareio da McLaren. A não ser que Fernando e Lewis se peguem na largada ou coisa assim.

Treino Classificatório para o GP da Hungria:

1) Fernando Alonso (ESP/McLaren-Mercedes) - 1:19.674
2) Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - 1:19.781
3) Nick Heidfeld (ALE/BMW Sauber) - 1:20.259
4) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) - 1:20.410
5) Nico Rosberg (ALE/Williams-Toyota) - 1:20.632
6) Ralf Schumacher (ALE/Toyota) - 1:20.714
7) Robert Kubica (POL/BMW Sauber) - 1:20.876
8) Giancarlo Fisichella (ITA/Renault) - 1:21.079
9) Jarno Trulli (ITA/Toyota) - 1:21.206
10) Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) - 1:21.256

11) David Coulthard (ESC/Red Bull-Renault) - 1:20.718
12) Heikki Kovalainen (FIN/Renault) - 1:20.779
13) Alexander Wurz (AUT/Williams-Toyota) - 1:20.865
14) Felipe Massa (BRA/Ferrari) - 1:21.021
15) Anthony Davidson (ING/Super Aguri-Honda) - 1:21.127
16) Vitantonio Liuzzi (ITA/Toro Rosso-Ferrari) - 1:21.993

17) Jenson Button (ING/Honda) - 1:21.737
18) Rubens Barrichello (BRA/Honda) - 1:21.877
19) Takuma Sato (JAP/Super Aguri-Honda) - 1:22.143
20) Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso-Ferrari) - 1:22.177
21) Adrian Sutil (ALE/Spyker-Ferrari) - 1:22.737
22) Sakon Yamamoto (JAP/Spyker-Ferrari) - 1:23.774

A arte de Piquet sobre Senna

Para matar a saudade dos bons tempos da Fórmula 1, nada melhor do que este propício resumo do GP da Hungria de 1986. Foi a primeira corrida realizada no país do leste europeu, que teve dobradinha do Brasil e uma das mais belas ultrapassagens da história da categoria. Um duelo entre Piquet e Senna de causar arrepio!

Blogueiros apostam em Kimi

Kimi Raikkonen foi o vencedor da primeira enquete realizada pelo Stop & Go Brasil, que lançou nesta semana a seguinte pergunta aos seus blogueiros: "Quem fará a pole-position para o GP da Hungria?". O finlandês recebeu cinco dos 14 votos registrados (vamos votar, pessoal), detendo desta forma 35% do total.

Fernando Alonso, o mais veloz no primeiro dia de treinos livres em Budapeste, foi o segundo mais votado, com quatro apoiadores. Felipe Massa ficou em terceiro (3), seguido por Lewis Hamilton (2). Ninguém acreditou em possibilidade de zebra, para a tristeza dos demais pilotos.

Muito obrigado a todos que votaram, pela participação. Infelizmente, ao tentar lançar uma nova pesquisa para saber da opinião pública quem será o vencedor da 11ª etapa do Mundial de Formula 1, a ferramenta de enquete apresentou um problema. Mas enquanto este imprevisto é solucionado, você pode deixar seu voto através do espaço de comentários.

Falo sobre o meu palpite logo após o treino de classificação. Aliás, aposto em Alonso para a pole.

Resultado: Quem fará a pole na Hungria?
Kimi Raikkonen: 35% (5 votos)
Fernando Alonso: 28% (4)
Felipe Massa: 21% (3)
Lewis Hamilton: 14% (2)
Outro piloto: 0% (0)